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150. ‘THAT’S ENTERTAINMENT’, de A Roda da Fortuna (1953)
Com Jack Buchanan, Nanette Fabray, Oscar Levant e Fred Astaire. Direção do filme: Vincente Minnelli. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Arthur Schwartz e Howard Dietz.

Uma das canções mais emblemáticas do show business sobre si mesmo (junto com “There’s no business like show business”; ficou em 45º na lista das 100 canções do cinema americano, segundo o American Film Institute) é usada pelo diretor teatral e autores da peça para convencerem o veterano astro vivido por Fred Astaire a interpretar… Fausto! Afinal, tudo é entretenimento e o mundo é um palco.

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149. ‘HAKUNA MATATA’, de O Rei Leão (1994)
Com Nathan Lane, Ernie Sabella, Jason Weaver e Joseph Williams. Direção: Roger Allers, Rob Minkoff. Canção de Elton John e Tim Rice.

A expressão “hakuna matata” existe mesmo na língua suaíli, falada no sudeste da África, e quer dizer “sem preocupações”. É um dos grandes momentos de O Rei Leão, apresentando devidamente os personagens Timão e Pumbaa e servindo como passagem de tempo do pequeno Simba para o Simba adulto. Como a expressão é real, é uma grande tolice a “tradução” brasileira para algo que não existe, “hatuna matata”.

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148. ‘I GOT LIFE’, de Hair (1979)
Com Treat Williams. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O horror da gente de bem: hippies invadem um jantar chique, só para que um amigo que vai para a guerra passe, antes, uns minutos olhando para uma garota bonita por quem ele se apaixonou. Ao serem convidados a sair, o líder faz uma afirmação de identidade daquelas: fazendo da mesa de jantar uma passarela para seu discurso empolgante. Detalhe ótimo de cena: os outros hippies tentando minimizar o estrago tirando os pratos e copos da frente, antes que sejam pisados. Tem um quê de Buñuel esse número.

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147. ‘JAILHOUSE ROCK’, de Prisioneiro do Rock (1957)
Com Elvis Presley. Direção: Richard Thorpe. Coreografia: Alex Romero e Elvis Presley. Canção de Jerry Leiber e Mark Stoller.

Elvis fez muitos musicais no cinema, mas poucos têm prestígio de verdade. Há músicas ótimas, mas os números não são muito inspirados. Aqui é diferente: estamos na Metro, que entendia do riscado. No filme, o número é uma apresentação na TV.

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146. ‘RUN AND TELL THAT’, de Hairspray — Em Busca da Fama (2007)
Com Elijah Kelley e Taylor Parks. Direção: Adam Shankman. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

O que não falta em Hairspray é energia, e esse é um dos números mais vibrantes do filme (começando numa sala da escola, avança pelos corredores, vai para dentro de um ônibus e termina num bairro popular). É também uma afirmação de identidade contra o racismo: encontrar a própria voz, “Quanto mais escura a fruta, mais doce é o suco” e “As pessoas daqui têm que se virar para pagar o aluguel, têm que tirar um dólar de 60 centavos”.

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145. ‘GREASED LIGHTNING’, de Grease — No Tempo da Brilhantina (1978)
Com John Travolta e Jeff Conaway. Direção: Randal Kleiser. Coreografia: Patricia Birch. Canção de Jim Jacobs e Warren Casey.

John Travolta roubou este número de Jeff Conaway. Na Broadway, o personagem de Conaway é quem canta e Travolta usou seu poder para passá-la a seu personagem. Assistindo, dá pra ver o motivo. É um número de grande vitalidade, um daqueles que encarna uma espécie de “realidade paralela”: o conserto de um carro ferrado vira um cenário chique de gosto duvidoso.

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144. ‘GOODNIGHT AND THANK YOU’, de Evita (1996)
Com Antonio Banderas e Madonna. Direção: Alan Parker. Canção de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice.

A ascensão social de Eva Duarte: de modelo para um fotógrafo pobretão (que nem nome ganha na canção, é chamado de “Sr. Qualquer Um”), de amante em amante, até chegar nos homens importantes – o passo seguinte seria Perón. O número chega a incluir lá no meio um jingle de sabão em pó! Banderas canta no papel de narrador, ora uma espécie de consciência do povo argentino, ora da própria Eva.

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143. ‘DREAMGIRLS’, de Dreamgirls — Em Busca de um Sonho (2006)
Com Beyoncé Knowles, Jennifer Hudson e Anika Noni Rose. Direção: Bill Condon. Canção de Henry Krieger e Tom Eyen.

Moldadas durante o filme, as Dreams (as Supremes, com outro nome) fazem sua retumbante estreia no meio de Dreamgirls. Deslumbrantes, com uma impressionante Beyoncé à frente, elas fazem valer a espera. O filme tenta atrapalhar desviando o foco do número pra um diálogo que poderia ficar para antes ou depois, mas as garotas podem mais.

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142. ‘BY A WATERFALL’, de Belezas em Revista (1933)
Com coro e elenco. Direção: Lloyd Bacon. Coreografia: Busby Berkeley. Canção de Sammy Fain e Irving Kahal.

Um dos famosos caleidoscópios humanos criados e dirigidos por Busby Berkeley. E daí que, na história, esse número impossível se passa num palco? Berkeley nos mostra até debaixo d’água os movimentos organizados e em visões de 90º de cima, com as garotas criando diversas imagens, que seriam a marca de suas coreografias nos anos 1930.

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141. ‘MY RIFLE, MY PONY AND ME/ CINDY, CINDY’, de Onde Começa o Inferno (1959)
Com Dean Martin, Ricky Nelson e Walter Brennan. Direção: Howard Hawks. Canção “My rifle, my pony and me”, de Dmitri Tiomkin e Paul Francis Webster; “Cindy, Cindy” (ou “Cindy” ou “Get along home, Cindy”), de autoria desconhecida.

Um número musical num faroeste? Sim! Howard Hawks não desperdiçou o fato de ter Dean Martin e o ídolo jovem Ricky Nelson no mesmo elenco e separou um momento do filme para mostrar a camaradagem dos homens da lei através da música. Só faltou o John Wayne cantar junto.

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190. ‘VOCÊ JÁ FOI À BAHIA? (HAVE YOU EVER BEEN TO BAÍA?)’, de Você Já Foi à Bahia? (1945)
Com José Oliveira e Clarence Nash. Direção: Norman Ferguson. Canção de Dorival Caymmi.

Zé Carioca e um convite irresistível ao Pato Donald para conhecer a Bahia (cantando Caymmi). Animação simples, mas eficaz, muito charme e carisma.

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189. ‘MAMMA MIA’, de Mamma Mia — O Filme (2008)
Com Meryl Streep. Direção: Phyllida Lloyd. Canção de Benny Andersson, Björn Ulvaeus & Stig Anderson.

Muita entrega de Meryl Streep, em um filme irregular, mas que é muito divertido em seus melhores momentos. E a canção-título é o melhor deles.

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188. ‘AND ALL THAT JAZZ’, de Chicago (2002)
Com Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger. Direção: Rob Marshall. Canção de John Kander e Fred Ebb.

A abertura firme e movimentada que condensa Velma Kelly brilhando após ter matado a irmã, Roxie Hart num breve delírio querendo o lugar dela, sexo e mais assassinato.

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187. ‘HAVE YOURSELF A MERRY LITTLE CHRISTMAS’, de Agora Seremos Felizes (1944)
Com Judy Garland. Direção: Vincente Minnelli. Canção de Hugh Martin e Ralph Blane.

Um momento agridoce em que uma canção de Natal embala a tristeza pela iminência de deixar uma vida feliz inteira para trás.

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186. ‘IN THE MIDNIGHT HOUR’, de The Commitments (1991)
Com Andrew Strong, Angeline Ball, Maria Doyle Kennedy e Bronagh Gallagher. Direção: Alan Parker. Canção de Wilson Pickett e Steve Cropper.

Os Commitments chegam a seu auge, ao controle completo do palco. Adoro a viradinha das garotas bem quando a cena volta da conversa na escada para a banda no palco: tempero de direção e montagem.

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185. ‘YOU WONDERFUL YOU’, de Casa, Comida e Carinho (1950)
Com Gene Kelly. Direção: Charles Walters. Canção de Harry Warren, Jack Brooks e Saul Chaplin.

Momento solo de Gene Kelly no filme, em uma daquelas invenções: dançando sobre um jornal.

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184. ‘THAT THING YOU DO!’, de The Wonders — O Sonho Não Acabou (1996)
Com Tom Everett Scott, Johnathon Schaech, Steve Zahn, Ethan Embry. Direção: Tom Hanks. Canção de Adam Schlesinger.

Os “Oneders” apresentam uma balada xaroposa que o atrevido baterista transforma de improviso em rock. Das onze vezes em que a música é ouvida no filme, segundo o IMDb, este é meu momento preferido (outro, é a cena em que ela é tocada no rádio).

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183. ‘HOW SILLY CAN YOU GET/ SPEND THIS NIGHT WITH ME’, de Top Secret! — Superconfidencial (1984)
Com Val Kilmer. Direção: Jerry Zucker, Jim Abrahams, David Zucker. Canções de Phil Pickett; Mike Moran, Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker.

Em um dos grandes filmes paródicos de todos os tempos, o astro Nick Rivers mostra perícia no rock e no romance. Mas o que acontece no palco não se vê em todo show.

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182. ‘OUT TONIGHT’, de Rent — Os Boêmios (2005)
Com Rosario Dawson. Direção: Chris Columbus. Canção de Jonathan Larson.

Rosario Dawson engole a tela nessa interpretação poderosa: um hino à noite que parte do trabalho como dançarina erótica, uma passadinha por casa e termina no encontro com o namorado.

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181. ‘ANYTHING GOES’, de Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984)
Com Kate Capshaw. Direção: Steven Spielberg. Canção de Cole Porter.

Indiana Jones é sobre cinema. E, se passando nos anos 1930, não deveria ser supresa que um dos filmes comece com um número musical a la Busby Berkeley, com uma das grandes músicas da época (e de todos os tempos). Detalhe: como estamos na China, ela é cantada em mandarim.

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