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Quem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Gershwin

11 de julho, há 80 anos: Morre, em 1937, aos 38 anos, o compositor e pianista americano George Gershwin. É um dos principais nomes da música nos EUA, navegando entre criações clássicas (como “Rhapsody in blue”, “An american in Paris”, a ópera Porgy and Bess) e canções populares, muitas delas com letras do irmão Ira (“Love is here to stay”, “They can’t take that away from me”). Sua música foi usada em diversos musicais clássicos de Hollywood e ele também compôs diretamente para alguns deles, como Vamos Dançar? (1937), com Fred Astaire e Ginger Rogers, de onde saiu sua única indicação ao Oscar, por “They can’t take that away from me”). Sinfonia de Paris  (1951), Oscar de melhor filme, é um dos longas composto só de canções de Gershwin. Morreu em consequência de um tumor no cérebro.

“You like potato, I like ‘potahto’/ You like tomato and I like ‘tomahto’”

George Gershwin notou que Fred Astaire e Ginger Rogers pronunciavam as palavras de maneira diferente. E criou para eles esta obra-prima chamada “Let’s call the whole thing off” para o sétimo dos 10 filmes de Fred e Ginger juntos. E a dupla dança sobre patins!

Vamos Dançar? Shall We Dance. Estados Unidos, 1937. Direção: Mark Sandrich. Elenco: Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton.

Cena anterior: Onde Começa o Inferno

O gangster definitivo

James Cagney e Jean Harlow: violência e sexo nos anos 1930

James Cagney e Jean Harlow: violência e sexo nos anos 1930

Inimigo Público (The Public Enemy, Estados Unidos, 1931) é ainda bastante impressionante em diversos sentidos. Primeiro, pelo uso do som, considerando que o cinema falado estava só em seu quarto ano e todos ainda estavam aprendendo a lidar com coisas como diálogos e microfones. Segundo, pela direção de William Wellman que faz o filme parecer bem mais jovem que os 84 anos que ele na verdade tem. E, claro, por James Cagney, surgindo como o gangster definitivo.

Wellman procura sempre dar um passo além do que a cena pede para narrar a história e cria momentos memoráveis. O maior deles talvez seja a sequência em que Tom Powers, o personagem de Cagney, já um poderoso gangster, resolve ajustar contas sozinho com a gangue rival e, debaixo daquela chuva torrencial, entra no restaurante onde os inimigos estão. E a câmera não entra com ele, deixando o espectador só com o som dos tiros e o suspense.

Era a linguagem do cinema se desenvolvendo bem diante dos olhos da plateia – que, naquele momento, só conseguia pensar: “o que estará acontecendo?” e “quem vai sair dali e em que condições?”.

Mas é difícil escolher. Que tal o atentado contra Tom e o parceiro de crimes desde a infância, Matt Doyle (Edward Woods)? A parede esburacada a balas enquanto Cagney salta para trás da esquina (a balas mesmo: um especialista em tiros abriu fogo contra a parede, com tudo coreografado).

Ou a cena muito conhecida em que Cagney mostra como seu personagem é violento o tempo todo enfiando a metade de um grapefruit na cara da amante (Mae Clarke) no café da manhã. Uma cena que, hoje, pode ser “leve” em um cinema onde se cortam cabeças sem cerimônia, mas ali em 1931 deve ter sido surpreendente (pelo menos foi para a equipe do filme: segundo os dois atores, eles combinaram o gesto para ver como a equipe reagiria e Wellman resolveu deixar a cena no filme. Virou uma imagem clássica).

E o desfecho com uma imagem forte, aterrorizante, quase fantasmagórica e carregada de lição de moral. Neste aspecto, o filme ainda não estava sob o Código Hays (que foi implantado em 1934), mas a Warner se desculpa o tempo todo pela violência: na abertura, um texto alerta que o filme não glorifica o estilo de vida dos gangsters, no final outro texto deixa claro que tudo é um problema maior, social, mas que os bandidos devem receber o que merecem. Quando o filme foi relançado em 1941, não teve jeito: os cortes vieram e levaram mais de dez minutos do filme.

As insinuações de sexo também estão lá, a maioria a cargo de Jean Harlow, a mulher que surge para balançar a cabeça de Tom. Jean estava com 20 anos e virando uma estrela. Não aparece rápido e nem tanto assim (o filme começa em 1909, na infância de Tom e vai passando os anos até chegar a 1920 e sua ascensão definitiva), mas suas cenas são marcantes. É melancólico hoje pensar que, naqueles dias em fulgurante ascensão, ela morreria apenas seis anos depois.

Inimigo Público. The Public Enemy. Direção: William A. Wellman. Elenco: James Cagney, Jean Harlow, Edward Woods, Joan Blondell, Donald Cook, Meryl Bercer.

Primo da Roça (Country Cousin, 1936)
Direção: Wilfred Jackson. Produção: Walt Disney.
Vencedor do Oscar de curta de animação de 1937.

A série Silly Symphonies emplaca mais um Oscar. Aqui, o filme começa com a carta em que um primo convida o outro para viver a boa vida da cidade. O do interior aceita o convite e aí vemos que se trata de um ratinho. O que ele encontra na cidade não é, assim, a vida na flauta vendida pelo primo de fraque e cartola, mas que, mesmo bem vestido, ainda tem que driblar o gato para conseguir um pouco de comida. Uma brincadeira com o falso glamour e a vida de aparências que, em Hollywood, já era comum. Não seria surpresa se o curta tiver inspirado Tom & Jerry, que só surgiria em 1940.

http://br.youtube.com/watch?v=3U7adg_yPLM

E o Vento Levou-02

Um aviso sinistro: Vivien Leigh em “…E o Vento Levou”

Uma das muito marcantes cenas de …E o Vento Levou é uma aula de linguagem do cinema: Scarlett (Viven Leigh) está a caminho do hospital para falar com o doutor para ajudar com o parto de Melanie (Olivia DeHavilland). Estamos em Atlanta, em plena Guerra da Secessão, e ela tem um aviso sinistro do que encontrará no hospital: se depara com feridos estirados em plena rua. A câmera sobe, mostrando mais e mais deles – centenas – até o close da bandeira confederada, ironicamente hasteada. Em uma época sem computadores, os figurantes foram misturados a bonecos, no magnífico artesanato da Hollywood clássica.

…E o Vento Levou (1944), dirigido por Victor Fleming (George Cukor e Sam Wood não creditados); roteiro de Sidney Howard (e contribuições não creditadas de Ben Hecht, Jo Swerling, John Van Druten e Oliver H.P. Garret), baseado em livro de Margaret Mitchell.

Vamos Dancar

“You say ‘to-may-toes’, I say ‘to-mah-toes'”: Fred Astaire e Ginger Rogers em “Vamos Dançar”

A influência de Fred Astaire e Ginger Rogers pode ser medida nisto: os irmãos compositores George e Ira Gershwin, uma das maiores parcerias musicais da História, perceberam que Fred e Ginger (parceiros de atuação, canto e dança em, ao todo, dez filmes musicais) tinham sotaques diferentes para certas palavras e criaram “Let’s call the whole thing off” para a dupla em Vamos Dançar (1937). “You say ‘to-may-toes’, I say ‘to-mah-toes'” acabou virando uma expressão popular. E, claro, tem a sensacional segmento de dança sobre patins, um mais que legítimo Ginger & Fred.

Vamos Dançar (1937), direção de Mark Sandrich; roteiro de Allan Scott e Ernest Pagano, baseado em história de Lee Loeb e Harold Buchman; “Let’s call the whole thing off” composta por George Gershwin e Ira Gershwin.

Groucho Marx, Chico Marx, Harpo Marx: disparo de frases certeiras

Disparo de frases certeiras: Groucho Marx, Chico Marx e Harpo Marx em “Uma Noite na Ópera”

Um dos maiores cômicos da face deste planeta, Groucho Marx não seria ninguém no cinema mudo. Seu gênio estava no disparar de frases certeiras. Mas o momento mais antológico dos irmãos Marx é uma gag visual: o camarote minúsculo onde não pára de entrar gente. Mas as piadas verbais de Groucho tornam tudo ainda melhor. Uma moça bate à porta procurando a tia e ele diz: “Pode procurar. Se ela não estiver aí, você talvez encontre outra pessoa que sirva”.

Uma Noite na Ópera (1935), direção de Sam Wood, roteiro de George S. Kaufman e Morrie Ryskynd.

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  • Caro @cinespaco , a Espaço Filmes está distribuindo o documentário 'Gatos', não está? Logo, ele ainda vai passar em João Pessoa, não vai?Publicado há 1 hour ago
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