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Bergman e Antonioni

30 de julho, há 10 anos: Morrem no mesmo dia, em 2007, os cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Ambos são considerados entre os mais importantes diretores da sétima arte, com obras extremamente pessoais. O sueco Bergman discutiu a dor humana, a existência de Deus, a opressão religiosa, a arte em filmes como O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972), Sonata de Outono (1978) e Fanny & Alexander (1982). O italiano Antonioni ficou conhecido como o cineastas da incomunicabilidade, por obras como A Aventura (1960), A Noite (1961), O Eclipse (1962), Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966) e Profissão: Repórter (1975).

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Reflections_Supremes

29 de julho, há 50 anos: É lançado, em 1967, o single Reflections, o primeiro a trazer o nome Diana Ross & The Supremes, novo nome da banda The Supremes, ressaltando o protagonismo de Diana. É o último single do trio a ter a voz de Florence Ballard, que o gravou antes de ser demitida do grupo, no dia 1º. Nas apresentações ao vivo que viriam a seguir, Cindy Birdsong já estaria efetivada como integrante do trio feminino da Motown.

Quem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Clementina de Jesus

19 de julho, há 30 anos: Morre em 1987, aos 86 anos, a cantora fluminense Clementina de Jesus, uma das vozes mais emblemáticas do samba. Embora nascida na cidade de Valença, mudou-se com a família para o bairro de Oswaldo Cruz, onde viu o surgimento da Portela. Após se casar, mudou-se para a Mangueira. Após trabalhar por 20 anos como doméstica, foi descoberta pelo poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho participando em 1965 do histórico show Rosa de Ouro, que uniu novos talentos e veteranos do samba que estavam escanteados. Além de cinco discos solo, fez participações em outros e dividiu Gente da Antiga (1968) com Pixinguinha e João da Baiana.

Jackson do Pandeiro-05

10 de julho, há 35 anos: Morre, em 1982, aos 62 anos, o cantor, compositor e instrumentista paraibano Jackson do Pandeiro. Conhecido como o “rei do ritmo”, ele gravou seu primeiro grande sucesso apenas aos 35 anos, em 1953: “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti. Com Almira Carrilho fez uma dupla de sucesso e foi casado de 1956 a 1967. Navegando no forró e samba e seus gêneros aparentados, emplacou sucessos que o tornaram um dos músicos nordestinos mais influentes: “Chiclete com banana”, “O canto da ema”, “Um a um” e “Cantiga do sapo”. Jackson morreu em Brasília, dias depois de passar mal no aeroporto quando voltava de um show na cidade.

Rocco e Seus Irmaos - 03

ROCCO E SEUS IRMÃOS
Sem borda - 05 estrelas

Não sou o maior dos admiradores do cinema de Visconti. Não gosto de Sedução da Carne (1954), nem de Morte em Veneza (1971). Mas gosto demais de O Leopardo (1963) e, principalmente, de Rocco e Seus Irmãos. Há muitos anos, eu não o revia, no entanto. Ele não deixa o melhor dos sentimentos ao sair dele.

Visconti não alivia ao contar a história da família Parondi. A chegada com esperanças na mudança do sul pobre da Itália para Milão, metrópole do norte do país, está sempre à sombra dos problemas e com cheiro de tragédia. A intranquilidade é evidenciada no contraste entre os dois irmãos que protagonizam o filme: Rocco (Alain Delon) e Simone (Renato Salvatore).

O filme é dividido em capítulos mais ou menos centrados em cada um dos cinco irmãos, mas o bondoso e correto Rocco e o egoísta e malandro Simone dominam a cena. O conflito explode quando eles se envolvem com a mesma mulher, a prostituta Nadia (Annie Girardot).

Visconti quebra as expectativas quando coloca Rocco, que seria o pilar moral do filme, em situações onde precisa escolher entre a família e “o que é certo”. Ele é empurrado pela trama a fazer escolhas que vão engasgando o espectador que se envolve com a história.

É uma espiral descendente, com Nadia no centro dela. Um dos irmãos mais jovens, Ciro (Max Cartier) acaba ganhando corpo do meio pro fim do filme (que não me lembrava como é longo: 2h57 de duração) ao se tornar um contraponto para Rocco, até o momento mais decisivo para a unidade da família Parondi.

Com bela fotografia em preto-e-branco de Giuseppe Rotunno (principalmente na muito impressionante cena entre Rocco e Nadia na catedral de Milão) e música de Nino Rota, Rocco e Seus Irmãos ainda traz um pouco o gosto do neo-realismo, que Visconti frequentou nos anos 1940, mesmo o diretor já tendo abraçado produções com mais dinheiro e de época nos anos 1950. Mas o que se sobressai é a questão central: até onde ser bom é bom?

Rocco e Seus Irmãos. Rocco i Suoi Fratelli/ Rocco et Ses Frères. Itália/ França, 1960.  Direção: Luchino Visconti. Elenco: Alain Delon, Renato Salvatori, Annie Girardot, Katina Paxinou, Roger Hanin, Suzy Delair, Claudia Cardinale.

Jayne Mansfield - 1963

29 de junho, há 50 anos: Morre, em 1967, aos 34 anos, a atriz americana Jayne Mansfield. Um dos principais símbolos sexuais do cinema nos anos 1950 e 1960, parecida com Marilyn Monroe, fez sucesso com comédias como Sabes o que Quero (1956), a grande maioria enfatizando seu corpo. Quando a carreira decaiu, foi a primeira estrela a aparecer nua em um filme de Hollywood, em Promises, Promises (1963). Morreu em um acidente automobilístico.

The Supremes - 02 - 1967

28 de junho, há 50 anos: Apresenta-se pela primeira vez como The Supremes with Diana Ross, em 1967, o grupo americano The Supremes. A série de shows no Flamingo Hotel, em Las Vegas, foi o primeiro passo para mudança definitiva de nome para Diana Ross & The Supremes. Também foram os últimos dias de Florence Ballard no trio. Ela seria demitida e substituída por Cindy Birdsong a partir de 1º de julho, ainda em Las Vegas.

Françoise Dorléac

26 de junho, há 50 anos: Morre, em 1967, aos 25 anos, a atriz francesa Françoise Dorléac. Era a irmã um ano mais velha de Catherine Deneuve, com quem havia acabado de estrelar o musical Duas Garotas Românticas. Dorléac já havia feito filmes com Truffaut (Um Só Pecado, 1964) e filmou O Homem do Rio (1964), que se passa no Brasil. Morreu em um acidente automobilístico em uma estrada na cidade francesa de Nice.

Duas Garotas Romanticas - 01

Cores e música: Catherine Deneuve e Fraçoise Dorléac

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS
Sem borda - 04 estrelas

Bem mais do que em Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), fica evidente em Duas Garotas Românticas (1967) o amor que o cineasta Jacques Demy tinha pelos musicais de Hollywood. A começar pelo formato, que troca os diálogos 100% cantados do filme anterior pela tradicional alternância entre diálogos e canções. Passa pela presença no elenco de grandes nomes do gênero nos EUA: George Chakiris e, principalmente, Gene Kelly. E se consagra pelo uso exuberante e apaixonado da dança, do que Chakiris foi craque e Kelly, um gênio.

Mas eles não são os atores principais, são um suporte de luxo. O protagonismo é todo das irmãs Catherine Deneuve e Françoise Dorléac, que interpretam gêmeas que ensinam dança e canto (Dorléac, que morreu três meses após o lançamento do filme, em um acidente, era um ano mais velha que Deneuve). A chegada de uma feira itinerante à sua cidade, Rochefort, vai agitar o fim de semana em que decidiram que vão tentar a vida artística em Paris.

As duas atrizes, assim como quase todo o elenco, são dubladas nas canções. A exceção é Danielle Darrieux, que interpreta a mãe da dupla, comandando um café que se torna um núcleo da trama, uma ciranda amorosa em que os vários personagens vão se cruzando enquanto isso não acontece aos casais destinados um ao outro.

Kelly é dublado nas canções e em parte dos diálogos, mas não em todos: em boa parte, ele mesmo fala em francês. O espectador versado em musicais percebe logo a diferença e pode estranhar, a princípio.

Mas a entrada de Kelly no filme, no meio da trama, é um golpe de misericórdia de um espetáculo adorável que já vinha funcionando bem. O homem parece ter luz própria e sublinha a credibilidade do filme.

Demy, também roteirista, não se acomoda com sua ciranda amorosa e faz experimentações em diversos momentos. Faz um uso exuberante das cores que é evidente como inspiração de La La Land (2017). Coloca vários dos números musicais ao ar livre, começando pelo dos créditos de abertura, em uma balsa suspensa.

Em outra cena, Catherine Deneuve anda pelas calçadas da cidade, enquanto o mundo dança à sua volta, em um grande plano sequência em que ela atravessa ruas e dobra esquinas. E há a cena do jantar em que não há música, mas os diálogos são rimados. E Gene Kelly faz uma citação, com Françoise Dorléac, da coreografia que dançou à beira do Rio Sena em Sinfonia de Paris (1951).

Há outras citações no filme, como Deneuve e Dorléac evocando, no número apresentado na feira, Marilyn Monroe e Jane Russell em Os Homens Preferem as Louras (1953), de Howard Hawks. Aí e em outro momentos do filme sobrou charme.

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS. Les Demoiselles de Rochefort. França, 1967. Direção: Jacques Demy. Elenco: Catherine Deneuve, Françoise Dorléac, George Chakiris, Gene Kelly, Jacques Perrin, Michel Piccoli, Danielle Darrieux.

 

Blow Up - Depois Daquele Beijo-21

David Hemmings em “Blow Up”: a captura enigmática de uma atmosfera

BLOW UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO
Sem borda - 04 estrelas

Há um mistério em Blow Up e ele é bem mais o próprio filme que o assassinato que o fotógrafo Thomas, vivido por David Hemmings, parece descobrir nas ampliações de fotos despretensiosas tiradas por ele num parque. Como bom mistério, o diretor Michelangelo Antonioni deixa pistas verdadeiras e falsas e convida o espectador a desvendar os sentidos do que desenrola na tela.

O filme começa e termina com um grupo de mímicos em cena. A princípio, eles cruzam gratuitamente o caminho do fotógrafo, que vinha de fotografar desvalidos, como um deles, mas entra em seu carrão e parte para o estúdio, onde vai conduzir sessões com belas modelos. No fim, ele os reencontra naquele clássico jogo de tênis sem bola. Mas que, ainda assim, sai da quadra e que ele recolhe no gramado e devolve. Para em seguida ouvirmos o som da bola inexistente.

Enigmático (é baseado em conto de Julio Cortázar, que faz uma ponta no filme), Blow Up deixa a cargo do espectador dar tratos à bola para decifrar enigmas como esse. O fotógrafo amplia as fotos, percebe um rosto assustado, descobre um homem armado nos arbustos, vê o que pode ser um corpo caído nas imagens granuladas. Quem matou? Quem morreu? Por que motivo? Houve mesmo um crime?

Em termos de narrativa, sobressaem-se os planos belos e rigorosos de Antonioni. No pano de fundo, mas talvez até de maior importância, está a captura de um momento particular da história da capital inglesa: a atmosfera efervescente da Swinging London, a moda, a música.

Talvez Blow Up seja um filme maior pela soma das partes (o show de rock dos Yardbirds com a plateia impassível, mas que se solta quando Jeff Beck destrói sua guitarra; a sessão de fotos com a realmente famosa modelo Veruschka, pelo chão; além das já citadas) do que pelo todo. Ou será maior pelo todo, tão sedutor quanto enigmático?

Blow Up – Depois Daquele Beijo. Blowup. Reino Unido/ Itália/ Estados Unidos, 1966. Direção: Michelangelo Antonioni. Elenco: David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, Jane Birkin, Veruschka von Lehndorff, The Yardbirds (Jeff Beck, Jimmy Page, Keith Relf).

Ainda há algo para saber sobre os Beatles? Bem, está para sair este novo documentário sobre o quarteto de Liverpool: The Beatles – Eight Days a Week: the Touring Years (“apresentando imagens raras e nunca vistas”, diz o trailer). Ele vai se concentrar no período da beatlemania, com o grupo excursionando pelo mundo e levando fãs à histeria, a ponto de não conseguir se ouvir nos shows. Não sei se trará alguma grande novidade, mas e daí? É claro que assistiremos! Para certa surpresa minha, a direção é do Ron Howard, de quem gosto (são dele Splash, CocoonApollo 13Uma Mente BrilhanteO Código Da VinciFrost/ Nixon, Rush…), mas desconhecia o lado documentarista (ele tem um longa no gênero: Made in America, de 2013). A data de estreia na Inglaterra é 15 de setembro, ainda não há data prevista no Brasil.

Marilyn Monroe-02

Marilyn Monroe estaria completando hoje 90 anos. Sempre apontada como o maior sex symbol do cinema, ela também tinha um talento natural para a comédia (foi premiada no Globo de Ouro por Quanto Mais Quente Melhor, 1959) e foi se tornando também uma boa atriz dramática (como mostrou em filmes como Nunca Fui Santa, 1956, e Os Desajustados, 1961). Era insegura, autodestrutiva, esquecia as falas, enlouquecia os diretores com quem trabalhava. Billy Wilder dizia que filmar com ela era um inferno, mas tudo compensava quando se via o resultado na tela. Sua morte trágica aos 36 anos a transformou em um mito eterno.

 

Uma maravilhosa arte em extinção, os créditos de abertura dos filmes ganharam muito em charme nos anos 1950 e 1960. Deixaram de ser unicamente cartelas com o nome do elenco e da equipe e se tornaram uma peça artística em particular dentro do filme.

Hoje em dia, nessa era apressada, os filmes empurram os créditos para o fim e às vezes o filme não tem nem título no começo, quanto mais créditos.

Enfim, começo por um dos mais emblemáticos: A Pantera Cor-de-Rosa (1963), de Blake Edwards. Muita gente conhece a pantera da série animada, sem se dar conta de que ela não surgiu ali, mas na abertura do filme homônimo (que era uma comédia de Blake Edwards sobre o roubo de um diamante chamado “pantera cor-de-rosa”).

A animação é da De Patie-Freleng, onde o “Freleng” diz respeito a Friz Freleng, célebre animador do Pernalonga em tempos anteriores na Warner Bros. Com a música-tema de Henry Mancini, o sucesso foi tão grande que a Pantera começou a estrelar curtas de animação no ano seguinte e voltou nas aberturas de outros oito filmes da série.

>> Próximo: Um Corpo que Cai (1958)

007 O Espiao que Me Amava-abertura

Os elaborados créditos de abertura da série James Bond são uma tradição tão forte que nem a repaginada da era Daniel Craig os derrubaram (em comparação, lembremos que o tiro no olho-cano de revólver que sempre abriu os filmes foi escanteado para o final na era Craig, até Spectre devolvê-lo ao começo). É um top 10 das aberturas, não das músicas-tema. Então, a música é levada muito em conta, claro, mas também elementos como originalidade, bom humor quando for o caso, visual e narrativa. Os créditos de abertura sempre têm uma boa dose de abstração, o que deixa tudo ainda mais subjetivo.

10 – 007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA (1965)

O quarto filme da série iniciou uma tradição: as aberturas com silhuetas femininas nuas, criadas por Maurice Binder (que havia ficado de fora dos dois filmes anteriores, mas voltou aqui e exigindo o nome nos créditos). Aqui, como faria depois Somente para Seus Olhos, o tom é submarino evocando as sequências embaixo d’água que o público assistiria no filme. A música-tema é cantada por Tom Jones, com um instrumental bem bondiano.

9 – 007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO (1962)

O primeiro filme da série tem uma abertura bem no estilo dos anos 1960: predominantemente gráfica, com os créditos interagindo (no ritmo e visual) com as bolinhas piscando. Inclui também o icônico tiro inicial desenhado por Maurice Binder (a cena antes dos créditos só viria a partir do segundo filme) e o antológico tema da série composto por Monty Norman. No meio, há uma quebra meio brusca para uns temas caribenhos, já que o plot principal do filme é na Jamaica.

8 – 007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE (1969)

A abertura mais psicodélica da série, bem no espírito do final dos anos 1960. É visível também a preocupação em minimizar a mudança do ator principal (Sean Connery havia saído e era a estreia de George Lazenby, que acabou fazendo só esse mesmo) usando imagens dos vilões e bondgirls dos filmes anteriores. Também é a terceira e última abertura apenas com trilha instrumental (as outras foram a dos dois primeiros filme). E é mais uma de Maurice Binder.

7 – 007, O ESPIÃO QUE ME AMAVA (1977)

A abertura do terceiro 007 com Roger Moore, de Maurice Binder, absorve a autoparódia do filme. As silhuetas agora fazem uma espécie de ginástica olímpica (destaque para a evolução na barra formada pelo cano do revólver) e há elementos soviéticos, evocando o romance entre Bond e a espiã russa no filme. Há uma bela imagem inicial, com as mãos capturando o para-quedas de Bond. E a música é uma das melhores da série toda: “Nobody does it better”, com Carly Simon.

6 – 007 – CASSINO ROYALE (2006)

A repaginada que a série recebeu em 2006 refletiu na abertura. Não há mulheres, com a exceção de uma discretíssima aparição do rosto de Eva Green. Ao invés disso, muito tiro, muita luta e muito sangue. Um tom muito mais claro que o usual também, com essa ambientação no mundo do baralho e seus elementos. Daniel Kleinman, que desenhou os créditos, integrou, depois de 43 anos, a sequência do tiro à abertura, se aproximou da pop art e usou muito a imagem de Daniel Craig para reforçá-lo como o novo Bond. A música, ótima, é “You know my name”, com Chris Cornell.

5 – 007 CONTRA GOLDFINGER (1964)

Uma das imagens famosas do filme é a morte de Shirley Eaton com o corpo pintado de dourado. A abertura (de Robert Brownjohn) aproveita a ideia: o corpo da atriz e modelo Margaret Nolan pintado de dourado, nos quais são projetadas cenas deste e dos dois filmes anteriores da série. Na música-tema (foi a primeira vez que a abertura ganhou uma canção como tema), a inigualável Shirley Bassey. No vídeo abaixo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

4 – 007 CONTRA GOLDENEYE (1995)

Fazia seis anos que não Bond não dava as caras nas telas, quando veio a estreia de Pierce Brosnan no papel. Junto com ele, a estreia de Daniel Kleinman, diretor de clipes e vídeos de shows, como designer dos créditos de abertura (substituindo Maurice Binder, que morreu em 1991). Ele segue a herança de Maurice Binder (principalmente no que diz respeito à silhueta feminina), mas aposta firme nos efeitos por computador: os símbolos soviéticos, já que o filme tem relação com o fim da guerra fria. A música-tema tem Tina Turner cantando música de Bono & The Edge. No vídeo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

3 – 007 NA MIRA DOS ASSASSINOS (1985)

Maurice Binder de cabeça nos anos 1980. O som dançante do Duran Duran na trilha e detalhes coloridos explodindo do fundo negro: o batom, a arma, uma mulher dançando no fogo (claro). As mulheres esquiadoras são uma imagem bonita, mas o que se sobressai é a sensação divertida de não se levar a sério.

2 – 007 – O AMANHÃ NUNCA MORRE (1997)

Como no anterior, Daniel Kleinman se inspira fortemente no tema do filme: aqui, o mundo da comunicação e da computação e mulheres e armas, claro. São belas imagens, muita produção digital e a música bem bondiana cantada por Sheryl Crow. O visual também prefere imagens em negativo e sensação de raio-x.

Antes do primeiro lugar, algumas enções honrosas: Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (1967) e seus temas japoneses (de Maurice Binder); Moscou contra 007 (1963), com os créditos (de Robert Brownjohn) projetados na pele feminina; Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973), de Maurice Binder, com os temas vudu e Paul McCartney cantando.

1 – 007 – OPERAÇÃO SKYFALL (2012)

Deu tudo certo na abertura de Skyfall, a sexta com design de Daniel Kleinman. Partindo do momento final da cena pré-créditos (baleado sobre um trem, Bond desaparece sob a água), somos encaminhados no que às vezes parece uma experiência subconsciente de 007 à beira da morte (principalmente um certo conflito consigo mesmo: tiros nas sombras e nos espelhos), outras vezes a antecipação de elementos que o espectador só vai ver mais à frente (o vilão vivido por Javier Bardem, a Skyfall do título). Isso com um ponto de vista que está indo sempre para a frente (ou mais para dentro). Há mais símbolos sinistros de morte (túmulos, sangue e caveiras, que podem tanto remeter ao desenrolar da primeira sequência quanto ao que vem pela frente) mais do que as tradicionais armas e mulheres. Coroando tudo, a espetacular canção de Adele, num estilo muito bondiano.

Nessa época tão apressada em que vivemos, o cinema parece acreditar que o público vai ter um passamento se esperar uns três ou quatro minutos assistindo os créditos iniciais de um filme. Uma arte quase perdida, que o vou de vez em quando lembrar aqui porque acredito que pequenas pérolas assim não deviam deixar de existir.

Começando por Barbarella (1968), com Jane Fonda fazendo um antológico strip-tease na gravidade zero. Jane que, pelo filme, é nossa musa retroativa de 1968 número 1, aliás.

 

the beatles she loves you1

Há 50 anos, em 1963, “She loves you” chegava ao primeiro lugar das paradas britânicas. Continua sendo o single mais vendido dos Beatles no Reino Unido e, segundo John Lennon, foi ideia de Paul McCartney mudar o habitual “I love you” para o então pouco usual “she loves you”, uma canção na terceira pessoa. os Beatles gravaram uma versão em alemão (“Sie liebt dich”) e o “yeah-yeah-yeah” do refrão batizou de certa maneira aquela aurora do rock (o primeiro filme do grupo, em 1964, A Hard Day’s Night, não por acaso chamou-se aqui Os Reis do Iê-Iê-Iê).

Monica Vitti em “A Aventura”

1 – MONICA  VITTI, por A Aventura

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1961, por A Noite; 7ª em 1962, por O Eclipse; 14ª em 1964, por O Deserto Vermelho; 5ª em 1966, por Modesty Blaise.

Duas musas que ajudaram a revolucionar o cinema estão no pódio do ano especial que foi 1960. A primeira, a italiana Monica Vitti, do enigmático A Aventura, de Michelangelo Antonioni (e que volta a lista em mais três filmes seguintes do diretor). A outra é a americana Jean Seberg, no francês Acossado, um dos pilares iniciais da nouvelle vague. Ela surge de cabelos curtíssimos vendendo, bem casual, o New York Herald Tribune no Champs Elysées, seguida pela câmera de Godard. Entre elas, a inglesa Elizabeth Taylor, como a garota de programa de DisqueButterfield 8 (numa época em que essas coisas ainda não podiam ser ditas claramente em Hollywood). O ano foi mesmo dominado pelas europeias: 14 entre as 20, e 7 entre as 10. Vale ainda o destaque para Sophia Loren, aparecendo com três filmes. Primeira aparição: Monica Vitti, Michelle Mercier, Claudia Cardinale, Anouk Aimée, Lea Massari. Última aparição: Jean Seberg, Jean Simmons, Janet Leigh, Annette Vadim. Única aparição: Annie Girardot. Brasileiras na lista: nenhuma.

Elizabeth Taylor em “Disque Butterfield 8”

2 – ELIZABETH TAYLOR, por Disque Butterfield 8

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1954, por No Caminho dos Elefantes e por A Última Vez que Vi Paris; 3ª em 1956, por Assim Caminha a Humanidade; 1ª em 1958, por Gata em Teto de Zinco Quente; 1ª em 1959, por De Repente, no Último VerãoPosteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1963, por Cleópatra; 15ª em 1965, por Adeus às Ilusões; 18ª em 1970, por Jogo de Paixões.

Jean Seberg em “Acossado”

3 – JEAN SEBERG, por Acossado

Anteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1957, por Santa Joana; 13ª em 1958, por Bom Dia, Tristeza.

Sophia Loren em “Duas Mulheres”

Sophia Loren em “Começou em Nápoles”

Sophia Loren em “The Millionairess”

4 – SOPHIA LOREN, por Duas Mulheres, por Começou em Nápoles e por The Millionaires

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1954, por Duas Noites com Cleópatra e por A Invasão dos Bárbaros; 11ª em 1957, por A Lenda da Estátua Nua, por Orgulho e Paixão e por A Lenda dos Desaparecidos; 19ª em 1958, por Tentação Morena, por A Orquídea Negra, por Desejo e por A ChavePosteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1961, por El Cid; 6ª em 1962, por Boccaccio ’70; 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã; 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano; 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong.; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

Brigitte Bardot em “A Verdade”

5 – BRIGITTE BARDOT, por A Verdade

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1956, por E Deus Criou a Mulher; 3ª em 1958, por Amar É Minha Profissão e por Vingança de MulherPosteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1963, por O Desprezo; 6ª em 1965, por Viva Maria!; 11ª em 1968, por Shalako; 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

Annie Girardot em “Rocco e Seus Irmãos”

6 – ANNIE GIRARDOT, por Rocco e Seus Irmãos

Jean Simmons em “Spartacus”

Jean Simmons “Entre Deus e o Pecado”

7 – JEAN SIMMONS, por Spartacus e por Entre Deus e o Pecado

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1953, por O Manto Sagrado, por Papai Não Quer e por A Rainha Virgem; 15ª em 1954, por Desirée, o Amor de Napoleão; 8ª em 1958, por Da Terra Nascem os Homens.

Marilyn Monroe em “Adorável Pecadora”

8 – MARILYN MONROE, por Adorável Pecadora

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1952, por O Inventor da Mocidade, por Almas Desesperadas, por Só a Mulher Peca, por Travessuras de Maridos e por Páginas da Vida; 3ª em 1953, por Os Homens Preferem as Louras, por Torrentes de Paixão e por Como Agarrar um Milionário3ª em 1954, por O Mundo da Fantasia e por O Rio das Almas Perdidas; 1ª em 1955, por O Pecado Mora ao Lado; 4ª em 1956, por Nunca Fui Santa; 3ª em 1957, por O Príncipe e a Corista; 2ª em 1959, por Quanto Mais Quente MelhorPosteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1961, por Os Desajustados; 1ª em 1962, por Something’s Got to Give.

Shirley MacLaine em “Se Meu Apartamento Falasse”

Shirley MacLaine em “Can Can”

9 – SHIRLEY MACLAINE, por Se Meu Apartamento Falasse e por Can Can

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1955, por O Terceiro Tiro e por Artistas e Modelos; 11ª em 1956, por A Volta ao Mundo em 80 Dias; 18ª em 1958, por Deus Sabe Quanto Amei, por Irresistível Forasteiro e por A Mercadora da FelicidadePosteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1961, por Infâmia; 11ª em 1963, por Irma la Douce; 10ª em 1969, por Charity, Meu Amor; 19ª em 1970, por Os Abutres Têm Fome.

Anita Ekberg em “A Doce Vida”

10 – ANITA EKBERG, por A Doce Vida

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1955, por Artistas e ModelosPosteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1962, por Boccaccio’70.

Janet Leigh em “Psicose”

11 – JANET LEIGH, por Psicose

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1953, por O Preço de um Homem, por Que Delícia o Amor e por Houdini, o Homem Miraculoso; 6ª em 1958, por A Marca da Maldade.

Audrey Hepburn em “O Passado Não Perdoa”

12 – AUDREY HEPBURN, por O Passado Não Perdoa

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1953, por A Princesa e o Plebeu2ª em 1954, por Sabrina; 7ª em 1956, por Guerra e Paz; 2ª em 1957, por Cinderela em Paris e por Amor na Tarde; 10ª em 1959, por Uma Cruz à Beira do Abismo e por A Flor que Não MorreuPosteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1961, por Bonequinha de Luxo e por Infâmia; 7ª em 1963, por Charada; 9ª em 1964, por My Fair Lady e por Quando Paris Alucina; 3ª, em 1966, por Como Roubar um Milhão de Dólares; 8ª em 1967, por Um Caminho para Dois e por Um Clarão nas Trevas; 16ª em 1976, por Robin e Marian.

Michele Mercier em “Atire no Pianista”

13 – MICHELE MERCIER, por Atire no Pianista

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1964, por Angélica, a Marquesa dos Anjos; 11ª em 1965, por Maravilhosa Angélica; 6ª em 1966, por Angélica e o Rei; 11ª em 1967, por Indomável Angélica.

Annette Vadim em “Rosas de Sangue”

14 – ANNETTE VADIM, por Rosas de Sangue

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1959, por As Ligações Perigosas.

Angie Dickinson em “Onze Homens e um Segredo”

15 – ANGIE DICKINSON, por Onze Homens e um Segredo

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1959, por Onde Começa o InfernoPosteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1962, por Candelabro Italiano; 15ª em 1966, por Caçada Humana; 7ª em 1967, por À Queima-Roupa; 17ª em 1980, por Vestida para Matar.

Elsa Martinelli e Annette Vadim em “Rosas de Sangue”

16 – ELSA MARTINELLI, por Rosas de Sangue

Anteriormente em Musas retroativas12ª em 1959, por A Longa Noite de LoucurasPosteriormente em Musas retroativas14ª em 1962, por Hatari!

Claudia Cardinale em “Rocco e Seus Irmãos”

17 – CLAUDIA CARDINALE, por Rocco e Seus Irmãos

Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1961, por A Moça com a Valise; 1ª em 1963, por , por O Leopardo e por A Pantera Cor-de-Rosa; 4ª em 1966, por Os Profissionais; 2ª em 1968, por Era uma Vez no Oeste.

Kim Novak em “O Nono Mandamento”

18 – KIM NOVAK, por O Nono Mandamento

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1955, por Férias de Amor; 8ª em 1956, por O Homem do Braço de Ouro e por Melodia Imortal; 4ª em 1957, por Meus Dois Carinhos; 2ª em 1958, por Um Corpo que CaiPosteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1964, por Beija-me, Idiota e por Servidão Humana.

Anouk Aimée em “A Doce Vida”

19 – ANOUK AIMÉE, por A Doce Vida

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1961, por Lola, a Flor Proibida; 15ª em 1963, por ; 10ª em 1966, por Um Homem, uma Mulher.

Lea Massari e Monica Vitti em “A Aventura”

20 – LEA MASSARI, por A Aventura

Posteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1961, por O Colosso de Rodes; 11ª em 1971, por Um Sopro no Coração.

Musas de 1959 <<
>> Musas de 1961

Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo”

Audrey Hepburn em “Infâmia”

1 – AUDREY HEPBURN, por Bonequinha de Luxo e por Infâmia

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1953, por A Princesa e o Plebeu2ª em 1954, por Sabrina; 7ª em 1956, por Guerra e Paz; 2ª em 1957, por Cinderela em Paris e por Amor na Tarde; 10ª em 1959, por Uma Cruz à Beira do Abismo e por A Flor que Não Morreu; 12ª em 1960, por O Passado Não PerdoaPosteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1963, por Charada; 9ª em 1964, por My Fair Lady e por Quando Paris Alucina; 3ª, em 1966, por Como Roubar um Milhão de Dólares; 8ª em 1967, por Um Caminho para Dois e por Um Clarão nas Trevas; 16ª em 1976, por Robin e Marian.

Audrey está linda como sempre em Infâmia, mas é claro que seu primeiro lugar se deve muito mais a Bonequinha de Luxo, que a brindou com uma das personagens seminais de sua carreira: Holly Goolightly. Entre a comédia, o romance e a melancolia, Holly encanta o espectador o tempo inteiro – do café da manhã degustado em frente à Tiffany’s após uma noitada até o beijo na chuva com um gato no colo, passando por um pesadelo noturno, “Moon river” na janela, um furto de brincadeira… Audrey está irresistível nesse seu primeiro primeiro lugar (de trás para a frente). Mas essa vitória também ficaria muito bem com a deslumbrante e frágil Marilyn Monroe de Os Desajustados, seu último filme completo e lançado. Considerando que Audrey é belga de nascimento, as europeias dominaram totalmente o top 10, com oito musas. Só Marilyn e Natalie Wood, terceira por dois filmes (lutando contra o desejo em Clamor do Sexo e como a Maria de Amor, Sublime Amor), levaram as americanas ao topo. Primeira aparição: Anna Karina, Stefania Sandrelli. Última aparição: Dorothy Malone, Doris Day, Harriet AnderssonÚnica aparição: Rita Moreno, Piper Laurie, Silvia PinalBrasileiras na lista: nenhuma.

Marilyn Monroe em “Os Desajustados”

2 – MARILYN MONROE, por Os Desajustados

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1952, por O Inventor da Mocidade, por Almas Desesperadas, por Só a Mulher Peca, por Travessuras de Maridos e por Páginas da Vida; 3ª em 1953, por Os Homens Preferem as Louras, por Torrentes de Paixão e por Como Agarrar um Milionário3ª em 1954, por O Mundo da Fantasia e por O Rio das Almas Perdidas; 1ª em 1955, por O Pecado Mora ao Lado; 4ª em 1956, por Nunca Fui Santa; 3ª em 1957, por O Príncipe e a Corista; 2ª em 1959, por Quanto Mais Quente Melhor; 8ª em 1960, por Adorável PecadoraPosteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1962, por Something’s Got to Give.

Natalie Wood em “Clamor do Sexo”

Natalie Wood em “Amor, Sublime Amor”

3 – NATALIE WOOD, por Clamor do Sexo e por Amor, Sublime Amor

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1955, por Juventude Transviada; 10ª em 1958, por Até o Último AlentoPosteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1962, por Em Busca de um Sonho; 3ª em 1964, por Médica, Bonita e Solteira;4ª em 1965, por A Corrida do Século; 13ª em 1966, por Esta Mulher É Proibida; 3ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

Anna Karina em “Uma Mulher É uma Mulher”

4 – ANNA KARINA, por Uma Mulher É uma Mulher

Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1962, por Viver a Vida; 20ª em 1964, por Bande a Part; 9ª em 1965, por O Demônio das Onze Horas e por Alphaville.

Monica Vitti em “A Noite”

5 – MONICA VITTI, por A Noite

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1960, por A AventuraPosteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1962, por Eclipse; 14ª em 1964, por O Deserto Vermelho; 5ª em 1966, por Modesty Blaise.

Stefania Sandrelli em “Divórcio à Italiana”

6 – STEFANIA SANDRELLI, por Divórcio à Italiana

Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1970, por O Conformista; 4ª em 1974, por Nós que Nos Amávamos Tanto; 16ª em 1983, por A Chave.

Anouk Aimée em “Lola, a Flor Proibida”

7 – ANOUK AIMÉE, por Lola, a Flor Proibida

Anteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1960, por A Doce VidaPosteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1963, por ; 10ª em 1966, por Um Homem, uma Mulher.

Jeanne Moreau em “A Noite”

8 – JEANNE MOREAU, por A Noite

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1958, por Os Amantes e por Ascensor para o Cadafalso; 13ª em 1959, por As Ligações PerigosasPosteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1962, por Jules e Jim – Uma Mulher para Dois; 18ª em 1964, por Diário de uma Camareira; 10ª em 1965, por Viva Maria! e por Falstaff – O Toque da Meia-Noite.

Gina Lollobrigida em “Quando Setembro Vier”

9 – GINA LILLOBRIGIDA, por Quando Setembro Vier

Anteriormente em Musas retroativas6ª em 1952, por Fanfan la Tulipe; 8ª em 1953, por Pão, Amor e Fantasia e por O Diabo Riu por Último; 8ª em 1959, por Salomão e a Rainha de SabáPosteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1971, por A Quadrilha da Fronteira.

Harriet Andersson em “Através do Espelho”

10 – HARRIET ANDERSSON, por Através do Espelho

Anteriormente em Musas retroativas4ª em 1953, por Mônica e o Desejo e por Noites de Circo.

Claudia Cardinale em “A Moça com a Valise”

11 – CLAUDIA CARDINALE, por A Moça com a Valise

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1960, por Rocco e Seus Irmãos. Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1963, por , por O Leopardo e por A Pantera Cor-de-Rosa; 4ª em 1966, por Os Profissionais; 2ª em 1968, por Era uma Vez no Oeste.

Shirley MacLaine em “Infâmia”

12 – SHIRLEY MACLAINE, por Infâmia

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1955, por O Terceiro Tiro e por Artistas e Modelos; 11ª em 1956, por A Volta ao Mundo em 80 Dias; 18ª em 1958, por Deus Sabe Quanto Amei, por Irresistível Forasteiro e por A Mercadora da Felicidade; 9ª em 1960, por Se Meu Apartamento Falasse e por Can CanPosteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1963, por Irma la Douce; 10ª em 1969, por Charity, Meu Amor; 19ª em 1970, por Os Abutres Têm Fome.

Dorothy Malone em “O Último Pôr-do-Sol”

13 – DOROTHY MALONE, por O Último Pôr-do-Sol

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1955, por Artistas e Modelos; 6ª em 1956, por Palavras ao Vento.

Sophia Loren em “El Cid”

14 – SOPHIA LOREN, por El Cid

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1954, por Duas Noites com Cleópatra e por A Invasão dos Bárbaros; 11ª em 1957, por A Lenda da Estátua Nua, por Orgulho e Paixão e por A Lenda dos Desaparecidos; 19ª em 1958, por Tentação Morena, por A Orquídea Negra, por Desejo e por A Chave; 4ª em 1960, por Duas Mulheres, por Começou em Nápoles e por The MillionairessPosteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1962, por Boccaccio ’70; 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã; 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano; 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

Rita Moreno em “Amor, Sublime Amor”

15 – RITA MORENO, por Amor, Sublime Amor

Lea Massari em “O Colosso de Rodes”

16 – LEA MASSARI, por O Colosso de Rodes

Anteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1960, por A AventuraPosteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1971, por Um Sopro no Coração.

Piper Laurie em “Desafio á Corrupção”

17 – PIPER LAURIE, por Desafio à Corrupção

Doris Day em “Volta, Meu Amor”

18 – DORIS DAY, por Volta, Meu Amor

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1955, por Ama-me ou Esquece-me; 12ª em 1956, por O Homem que Sabia Demais; 7ª em 1957, por Um Pijama para Dois; 15ª em 1958, por Um Amor de Professora e por O Túnel do Amor; 9ª em 1959, por Confidências à Meia-Noite e por A Viuvinha Indomável.

Silvia Pinal em “Viridiana”

19 – SILVIA PINAL, por Viridiana

Joanne Woodward em “Paris Vive à Noite”

20 – JOANNE WOODWARD, por Paris Vive à Noite

Anteriormente em Musas retroativas8ª em 1957, por As Três Máscaras de Eva; 19º em 1959, por The Fugitive KindPosteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1968, por Rachel, Rachel.

Musas de 1960 <<
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Marilyn Monroe em “Something’s Got to Give”

1 – MARILYN MONROE, por Something’s Got to Give

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1952, por O Inventor da Mocidade, por Almas Desesperadas, por Só a Mulher Peca, por Travessuras de Maridos e por Páginas da Vida; 3ª em 1953, por Os Homens Preferem as Louras, por Torrentes de Paixão e por Como Agarrar um Milionário; 3ª em 1954, por O Mundo da Fantasia e por O Rio das Almas Perdidas; 1ª em 1955, por O Pecado Mora ao Lado; 4ª em 1956, por Nunca Fui Santa; 3ª em 1957, por O Príncipe e a Corista; 2ª em 1959, por Quanto Mais Quente Melhor; 11ª em 1960, por Adorável Pecadora; 2ª em 1961, por Os Desajustados.

Something’s Got to Give nunca foi concluído. Foi o final melancólico da carreira da diva máxima Marilyn Monroe, demitida após inúmeros atrasos, faltas ao set e outras complicações. Ela morreu, naquelas circunstâncias misteriosas, semanas depois, e o filme permaneceria inacabado – o mais famoso filme inacabado de todos os tempos (o projeto foi retomado com outro diretor e elenco – mas com parte dos mesmos cenários – como Eu, Ela e a Outra (1963), com Doris Day no papel que era de Marilyn). O que restou foi editado no documentário Marilyn Monroe – O Fim dos Dias. E mesmo em um filme inacabado ela era capaz de criar momentos inesquecíveis. Estamos falando, claro, da cena da piscina, onde ela veste apenas a parte de baixo de um biquíni cor-da-pele. Para as fotos de divulgação, feitas na sequência, Marilyn quis causar uma comoção mundial e tirou também a parte de baixo. Funcionou. No âmbito desta lista, superou a jovem Sue Lyon pirando o homem de meia idade em Lolita, Ursula Andress saindo das águas como Vênus no primeiro James Bond, Jeanne Moreau, a mulher entre dois homens de Jules e Jim, e Norma Bengell em um momento histórico: o primeiro nu frontal total feminino do cinema nacional. Concorrência dura. E, curiosidade, as italianas responderam por um quarto da lista: cinco musas em 1962! Primeira aparição: Sue Lyon, Ursula Andress, Suzanne Pleshette. Última aparição: Marilyn Monroe, Anita Ekberg, Vera Miles, Pier Angeli, Elsa Martinelli, Shirley Jones, Silvana Magano, Eva Marie Saint. Única aparição: Corinne Marchand. Brasileiras na lista: Norma Bengell.

Sue Lyon em “Lolita”

2 – SUE LYON, por Lolita

Posteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1964, por A Noite do Iguana.

Ursula Andress em “007 contra o Satânico Dr. No”

3 – URSULA ANDRESS, por 007 contra o Satânico Dr. No

Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1963, por O Seresteiro de Acapulco; 18ª em 1965, por A Deusa da Cidade Perdida e por O que É que Há, Gatinha?; 18ª em 1966, por Crepúsculo das Águias; 12ª em 1967, por Cassino Royale; 19ª em 1979, por O Quinto Mosqueteiro.

Jeanne Moreau em "Jules e Jim - Uma Mulher para Dois"

Jeanne Moreau em “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois”

4 – JEANNE MOREAU, por Jules e Jim – Uma Mulher para Dois

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1958, por Os Amantes e por Ascensor para o Cadafalso; 13ª em 1959, por As Ligações Perigosas; 8ª em 1961, por A Noite. Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1964, por Diário de uma Camareira; 10ª em 1965, por Viva Maria! e por Falstaff – O Toque da Meia-Noite.

Norma Bengell em "Os Cafajestes"

Norma Bengell em “Os Cafajestes”

Norma Bengell em "O Pagador de Promessas"

Norma Bengell em “O Pagador de Promessas”

5 – NORMA BENGELL, por Os Cafajestes e por O Pagador de Promessas

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1959, por O Homem do SputnikPosteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1964, por Noite Vazia.

Sophia Loren em “Boccaccio ’70”

6 – SOPHIA LOREN, por Boccacio ’70

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1954, por Duas Noites com Cleópatra e por A Invasão dos Bárbaros; 11ª em 1957, por A Lenda da Estátua Nua, por Orgulho e Paixão e por A Lenda dos Desaparecidos; 19ª em 1958, por Tentação Morena, por A Orquídea Negra, por Desejo e por A Chave; 4ª em 1960, por Duas Mulheres, por Começou em Nápoles e por The Millionairess; 14ª em 1961, por El Cid. Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã; 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano; 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

Monica Vitti em “O Eclipse”

7 – MONICA VITTI, por O Eclipse

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1960, por A Aventura; 5ª em 1961, por A Noite. Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1964, por O Deserto Vermelho; 5ª em 1966, por Modesty Blaise.

Suzanne Pleshette em “Candelabro Italiano”

8 – SUZANNE PLESHETTE, por Candelabro Italiano

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1963, por Os Pássaros.

Anita Ekberg em “Boccaccio ’70”

9 – ANITA EKBERG, por Boccaccio ’70

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1955, por Artistas e Modelos; 10ª em 1960, por A Doce Vida.

Natalie Wood em “Em Busca de um Sonho”

10 – NATALIE WOOD, por Em Busca de um Sonho

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1955, por Juventude Transviada; 10ª em 1958, por Até o Último Alento; 3ª em 1961, por Clamor do Sexo e por Amor, Sublime Amor. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1964, por Médica, Bonita e Solteira;4ª em 1965, por A Corrida do Século; 13ª em 1966, por Esta Mulher É Proibida; 3ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

Vera Miles em “O Homem que Matou o Facínora”

11 – VERA MILES, por O Homem que Matou o Facínora

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1956, por Rastros de Ódio; 9ª em 1957, por O Homem Errado.

Angie Dickinson em “Candelabro Italiano”

12 – ANGIE DICKINSON, por Candelabro Italiano

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1959, por Onde Começa o Inferno; 15ª em 1960, por Onze Homens e um SegredoPosteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1966, por Caçada Humana; 7ª em 1967, por À Queima-Roupa; 17ª em 1980, por Vestida para Matar.

Pier Angeli em “Sodoma & Gomorra”

13 – PIER ANGELI, por Sodoma e Gomorra

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1956, por Marcado pela Sarjeta; 14ª em 1958, por Viva o Palhaço!

Elsa Martinelli em “Hatari!”

14 – ELSA MARTINELLI, por Hatari!

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1959, por A Longa Noite de Loucuras; 16ª em 1960, por Rosas de Sangue.

Romy Schneider em “Boccaccio ’70”

15 – ROMY SCHNEIDER, por Boccaccio ’70

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1955, por Sissi; 15ª em 1957, por Sissi e Seu DestinoPosteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1965, por O que É que Há, Gatinha?; 11ª em 1972, por Ludwig, o Último Rei da Bavária.

Corinne Marchand em “Cléo de 5 às 7”

16 – CORINNE MARCHAND, por Cléo de 5 às 7

Shirley Jones em “O Vendedor de Ilusões”

17 – SHIRLEY JONES, por O Vendedor de Ilusões

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1955, por Oklahoma.

Anna Karina em “Viver a Vida”

18 – ANNA KARINA, por Viver a Vida

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1961, por Uma Mulher É uma Mulher. Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1964, por Bande a Part; 9ª em 1965, por O Demônio das Onze Horas e por Alphaville.

Silvana Mangano em “Barrabás”

19 – SILVANA MANGANO, por Barrabás

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1954, por Ulisses.

Eva Marie Saint em “Anjo Violento”

20 – EVA MARIE SAINT, por Anjo Violento

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1954, por Sindicato de Ladrões; 3ª em 1959, por Intriga Internacional.

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