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2001 - Uma Odisseia no Espaco - 52 - filmagem

Kubrick, nas filmagens de ‘2001’

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO – STANLEY KUBRICK, ARTHUR C. CLARKE E A CRIAÇÃO DE UMA OBRA-PRIMA .
Um making of de 500 páginas . 

Renato Félix

Grandes filmes podem ter grandes histórias e serem eles mesmos grandes histórias. E estas podem render não só os já banalizados making ofs (que podem integrar como extra um DVD ou blu-ray de qualquer filme mequetrefe), mas também serem tema de livros. É o caso de 2001: uma Odisseia no Espaço – Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke e a Criação de uma Obra-Prima, de Michael Benson, lançado este ano na esteira das celebrações pelos 50 anos do filme.

O livro une-se a obras como Cidadão Kane – O Making of, de Robert L. Carringer, Quinta Avenida, 5 da Manhã – Audrey Hepburn, Bonequinha de Luxo e o Surgimento da Mulher Moderna, de Sam Wasson, ou De Volta para o Futuro – Os Bastidores da Trilogia, de Caseen Gaines, que também resolveram contar a história por trás de filmes clássicos. 2001, naturalmente, já teve outros livros dedicados a ele, inclusive um diário de Arthur C. Clarke de sua jornada criativa ao lado de Kubrick, publicado em 1972.

2001 - livro - capaO livro de Benson conta a respeito da parceria de Kubrick, então um cineasta americano que logo passaria a morar em Londres e que vinha do sucesso de Doutor Fantástico (1964), e Arthur C. Clarke, escritor de ficção científica inglês então vivendo no Sri Lanka. Kubrick procurou o escritor porque queria fazer um filme de ficção científica que fosse cientificamente o mais plausível que pudesse.

Juntos, eles produziram simultaneamente um filme e um romance que especula sobre a vida extraterrestre e aborda a evolução humana, do seu estágio anterior, nas cavernas, a um possível patamar posterior, como um ser das estrelas.

O livro fala dos passos da produção, a criação dos incríveis efeitos especiais (a cargo de Wally Veevers, Tom Howard, Douglas Trumbull e Con Pederson), abordando o controverso crédito a respeito disso no filme (o único Oscar que 2001 venceu), os sets elaborados e caros (que levaram a produção a ser apelidada de Nasa leste), a decisão de cortar 19 minutos do filme, o prólogo filmado e não utilizado na montagem final, a repercussão negativa no lançamento e como o filme foi ganhando espectadores e se tornou a referência que é hoje.

Benson usou correspondências pessoais, longas entrevistas e material de arquivo (a sessão de notas, no fim do livro, ocupa 34 páginas. A escrita vai do relato à análise, relacionando de cara, no prólogo, o filme à Odisseia, de Homero, e ao Ulisses, de James Joyce.

O livro, em capa dura, também abre com um caderno de fotos coloridas em papel couché. Várias outras, em preto-e-branco, vão ilustrando a narrativa de Michael Benson.
2001: uma Odisseia no Espaço é hoje um dos clássicos absolutos do cinema. Um dos raros filmes que podem realmente ser apontados como um divisor de águas. Sua ousadia imagina a aurora do homem, quando o ser primitivo, influenciado por um monólito deixado por aqui por uma inteligência alienígena, descobre o osso como ferramenta/ arma.

No futuro das viagens espaciais, o homem descobre outro monólito na Lua, deixado lá para emitir um sinal quando descoberto (assim, os alienígenas saberiam que a raça humana estaria começando a avançar além dos limites do planeta, base do conto “A sentinela”, de Clarke). Em uma viagem para investigar, o supercomputador HAL-9000 enlouquece e começa a matar os astronautas a bordo. A evolução da ferramente a transformou em uma arma contra nós, levando ao final metafísico.

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO – STANLEY KUBRICK, ARTHUR C. CLARKE E A CRIAÇÃO DE UMA OBRA-PRIMA. De Michael Benson. Editora: Todavia. Tradução: Claudio Carina e Álvaro Hattnher. Páginas: 496. Formato: 16 x 23cm. Preço: R$ 84,90 (físico) e R$ 49,90 (e-book).

* Publicado originalmente no Correio da Paraíba, edição de 30/10/2018

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A última impressão é a que fica? Aqui está uma lista de meus 50 finais preferidos de filmes. 

Noivo Neurotico Noiva Nervosa - 41

50. NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA. Woody Allen, 1977

ALVY: “Eu, eu pensei naquela velha piada, sabe, um, um cara vai a um psiquiatra e diz: ‘Doutor, hã, meu irmão está louco. Ele pensa que é uma galinha’. E, hã, o doutor diz: ‘Bem, por que você não o interna?’. E o cara diz: ‘Eu ia, mas eu preciso dos ovos’. Bem, acho que isso é muito como eu me sinto sobre relacionamentos. Você sabe, eles são totalmente irracionais e loucos e absurdos e… mas, hã, acho que continuamos com eles porque, hã, a maioria de nós precisa dos ovos”.

Assista!

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Bebe de Rosemary - 14

49. O BEBÊ DE ROSEMARY. Roman Polanski, 1968

ROSEMARY: “Você está balançando muito rápido”.

Assista!

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Doce Vida - 15

48. A DOCE VIDA. Federico Fellini, 1960

MARCELLO: “Não consigo escutar!”.

Assista!

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Setimo Selo-03

47. O SÉTIMO SELO. Ingmar Bergman, 1957

JOF: “E a Morte, a mestre severa, os convida para dançar”.

Assista!

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Intocaveis - 1987 - 10

46. OS INTOCÁVEIS. Brian de Palma, 1987

ELLIOT NESS: “Acho que vou tomar um drinque”.

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Chinatown - 26

45. CHINATOWN. Roman Polanski, 1974

WALSH: “Esqueça, Jake. É Chinatown”.

Assista!

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Bonequinha de Luxo-15

44. BONEQUINHA DE LUXO. Blake Edwards, 1961

HOLLY: “O Gato… Onde está o Gato?…”

Assista!

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Separacao - 09

43. A SEPARAÇÃO. Asghar Farhadi, 2011

JUIZ: “Você quer que eles esperem lá fora, se for difícil para você?
TERMEH: “Eles podem?”

Assista!

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Vida de Brian - 12

42. A VIDA DE BRIAN. Terry Jones, 1979

SR. FRISBEE: “Olhe sempre o lado bom da vida”.

Assista!

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Clube dos Cinco-29

41. CLUBE DOS CINCO. John Hughes, 1985

BRIAN: “Mas o que descobrimos é que cada um de nós é um cérebro…”
ANDREW: “…e um atleta…”
ALLISON: “…e uma inútil…”
CLAIRE: “…e uma princesa…”
BENDER: “…e um criminoso.”

Assista!

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Pacto de Sangue - 02

41. PACTO DE SANGUE. Billy Wilder, 1944

KEYES: “Você não vai chegar nem ao elevador”.

Assista!

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Butch Cassidy - 06

40. BUTCH CASSIDY. George Roy Hill, 1969

BUTCH: “Tenho uma grande ideia de onde deveríamos ir depois daqui”.

Assista!

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Montanha dos Sete Abutres - 09

39. A MONTANHA DOS SETE ABUTRES. Billy Wilder, 1951

CHUCK: “Gostaria de ganhar mil dólares por dia, Sr. Boot? Sou um jornalista que vale mil dólares por dia. Pode ficar comigo por nada”.

Assista!

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Deus e o Diabo na Terra do Sol - 12

38. DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL. Glauber Rocha, 1964

CORISCO: “Mais fortes são os poderes do povo!”.

Assista!

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Bons Companheiros - 06

37. OS BONS COMPANHEIROS. Martin Scorsese, 1990

HENRY: “Sou um ninguém. Vou viver o resto da minha vida como um merda”.

Assista!

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Toy Story 3 - 09

36. TOY STORY 3. Lee Unkrich, 2010

WOODY: “Até mais, parceiro”.

Assista!

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Cavadoras de Ouro - 07

35. CAVADORAS DE OURO DE 1933. Mervyn LeRoy, 1933

CAROL: “Lembre-se do meu homem esquecido”.

Assista!

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Homem de Ferro - 34

34. HOMEM DE FERRO. Jon Favreau, 2008

TONY STARK: “Eu sou o Homem de Ferro”.

Assista!

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Dona Flor e Seus Dois Maridos - 21

33. DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS. Bruno Barreto, 1976

TRILHA SONORA: “O que será, que será, que andam suspirando pelas alcovas?”

Assista!

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Sociedade dos Poetas Mortos - 03

32. SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS. Peter Weir, 1989

KEATING: “Obrigado, garotos. Obrigado”.

Assista!

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Ouro e Maldicao - 02

31. OURO E MALDIÇÃO. Erich von Stroheim, 1924

Assista!

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Princesa e o Plebeu - 15

29. A PRINCESA E O PLEBEU. William Wyler, 1953

ANN: “Muito feliz, Sr. Bradley”.

Assista!

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Malvada - 09

28. A MALVADA. Joseph L. Mankiewicz, 1950

ADDISON: “Você deve perguntar à Srta. Harrington como conseguir um. A Srta. Harrington sabe tudo sobre isso”.

Assista!

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8½

27. 8 ½. Federico Fellini, 1963

GUIDO: “Esta confusão… sou eu”.

Assista!

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Inimigo Publico - 03

26. INIMIGO PÚBLICO. 1931

MIKE: “Mãe, estão trazendo Tom para casa!”.

Assista!

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Incompreendidos - 05

25. OS INCOMPREENDIDOS. François Truffaut, 1959

Assista!

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Thelma e Louise-08

24. THELMA & LOUISE. Ridley Scott, 1991

THELMA: “Apenas vamos em frente”.

Assista!

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Tempos Modernos - 05

23. TEMPOS MODERNOS. Charles Chaplin, 1936

CARLITOS: “Sorria!”

Assista!

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Suspeitos - 1995 - 02

22. OS SUSPEITOS. Bryan Singer, 1995

VERBAL: “O maior truque do diabo foi convencer o mundo de que ele não existe”.

Assista!

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Cinema Paradiso - 20

21. CINEMA PARADISO. Giuseppe Tornatore, 1988

Assista!

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E o Vento Levou-13

20. …E O VENTO LEVOU. Victor Fleming, 1939

RHETT: “Francamente, minha querida, estou cagando pra isso”.

Assista!

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Passaros - 34

19. OS PÁSSAROS. Alfred Hitchcock, 1963

CATHY: “Posso levar os periquitos, Mitch? Eles não machucaram ninguém”.

Assista!

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Ladroes de Bicicleta - 12

18. LADRÕES DE BICICLETA. Vittorio de Sica, 1948

BRUNO: “Papai! Papai!”

Assista!

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Se Meu Apartamento Falasse - 06

17. SE MEU APARTAMENTO FALASSE. Billy Wilder, 1960

FRAN KUBELIK: “Cale a boca e dê as cartas”.

Assista!

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Casablanca - 40

 

16. CASABLANCA. Michael Curtiz, 1942

RICK: “Louis, acho que este é o início de uma bela amizade”.

Assista!

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Planeta dos Macacos - 1968 - 10

15. O PLANETA DOS MACACOS. Franklin J. Schaffner, 1968

GEORGE TAYLOR: “Seus maníacos! Vocês estragaram tudo! Malditos sejam!”.

Assista!

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primeira-noite-de-um-homem-07.png

14. A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. Mike Nichols, 1967

TRILHA SONORA: “Olá, escuridão, velha amiga”.

Assista!

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De Volta para o Futuro - 31

13. DE VOLTA PARA O FUTURO. Robert Zemeckis, 1985

DOUTOR BROWN: “Ruas? Para onde vamos não precisamos… de ruas”.

Assista!

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2001 - Uma Odisseia no Espaco - 25

12. 2001 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO. Stanley Kubrick, 1968

Assista!

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Bonnie e Clyde - 35

11. BONNIE AND CLYDE – UMA RAJADA DE BALAS. Arthur Penn, 1967

Assista!

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Rastros de Ódio - 01

10. RASTROS DE ÓDIO. John Ford, 1956

Assista!

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Cidadao Kane - 38

9. CIDADÃO KANE. Orson Welles, 1941

JERRY THOMPSON: “Talvez ‘Rosebud’ seja alguma coisa que ele não conseguiu. Ou algumas coisa que ele perdeu”.

Assista!

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Psicose - 1960 - 20

8. PSICOSE. Alfred Hitchcock, 1960

NORMA BATES: “Ele vão dizer: ‘Ela não mataria uma mosca’…”.

Assista!

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Quanto Mais Quente Melhor - 22

7. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR. Billy Wilder, 1959

OSGOOD: “Ninguém é perfeito”.

Assista!

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Noites de Cabiria - 04

6. NOITES DE CABÍRIA. Federico Fellini, 1957

Assista!

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Manhattan - 03

5. MANHATTAN. Woody Allen, 1979

TRACY: “Nem todo mundo se corrompe. Você tem que ter um pouco de fé nas pessoas”.

Assista!

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Felicidade Nao Se Compra - 18

4. A FELICIDADE NÃO SE COMPRA. Frank Capra, 1946

HARRY: “Ao meu irmão George: o homem mais rico da cidade”.

Assista!

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Poderoso Chefao - 08

3. O PODEROSO CHEFÃO. Francis Ford Coppola, 1972

KAY: “É verdade? É?”
MICHAEL: “Não”.

Assista!

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Crepusculo dos Deuses-12

2. CREPÚSCULO DOS DEUSES. Billy Wilder, 1950

NORMA DESMOND: “Está bem, Sr. DeMille, estou pronta para o meu close-up”.

Assista!

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Luzes da Cidade - 03

1. LUZES DA CIDADE. Charles Chaplin, 1931

CARLITOS: “Você consegue ver agora?”
FLORISTA: “Sim, eu consigo ver agora”.

Assista!

Bergman e Antonioni

30 de julho, há 10 anos: Morrem no mesmo dia, em 2007, os cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Ambos são considerados entre os mais importantes diretores da sétima arte, com obras extremamente pessoais. O sueco Bergman discutiu a dor humana, a existência de Deus, a opressão religiosa, a arte em filmes como O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972), Sonata de Outono (1978) e Fanny & Alexander (1982). O italiano Antonioni ficou conhecido como o cineastas da incomunicabilidade, por obras como A Aventura (1960), A Noite (1961), O Eclipse (1962), Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966) e Profissão: Repórter (1975).

Reflections_Supremes

29 de julho, há 50 anos: É lançado, em 1967, o single Reflections, o primeiro a trazer o nome Diana Ross & The Supremes, novo nome da banda The Supremes, ressaltando o protagonismo de Diana. É o último single do trio a ter a voz de Florence Ballard, que o gravou antes de ser demitida do grupo, no dia 1º. Nas apresentações ao vivo que viriam a seguir, Cindy Birdsong já estaria efetivada como integrante do trio feminino da Motown.

uem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

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Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

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Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

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Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

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Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

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Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

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Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

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Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

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Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

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Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Clementina de Jesus

19 de julho, há 30 anos: Morre em 1987, aos 86 anos, a cantora fluminense Clementina de Jesus, uma das vozes mais emblemáticas do samba. Embora nascida na cidade de Valença, mudou-se com a família para o bairro de Oswaldo Cruz, onde viu o surgimento da Portela. Após se casar, mudou-se para a Mangueira. Após trabalhar por 20 anos como doméstica, foi descoberta pelo poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho participando em 1965 do histórico show Rosa de Ouro, que uniu novos talentos e veteranos do samba que estavam escanteados. Além de cinco discos solo, fez participações em outros e dividiu Gente da Antiga (1968) com Pixinguinha e João da Baiana.

Jackson do Pandeiro-05

10 de julho, há 35 anos: Morre, em 1982, aos 62 anos, o cantor, compositor e instrumentista paraibano Jackson do Pandeiro. Conhecido como o “rei do ritmo”, ele gravou seu primeiro grande sucesso apenas aos 35 anos, em 1953: “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti. Com Almira Carrilho fez uma dupla de sucesso e foi casado de 1956 a 1967. Navegando no forró e samba e seus gêneros aparentados, emplacou sucessos que o tornaram um dos músicos nordestinos mais influentes: “Chiclete com banana”, “O canto da ema”, “Um a um” e “Cantiga do sapo”. Jackson morreu em Brasília, dias depois de passar mal no aeroporto quando voltava de um show na cidade.

Rocco e Seus Irmaos - 03

ROCCO E SEUS IRMÃOS
Sem borda - 05 estrelas

Não sou o maior dos admiradores do cinema de Visconti. Não gosto de Sedução da Carne (1954), nem de Morte em Veneza (1971). Mas gosto demais de O Leopardo (1963) e, principalmente, de Rocco e Seus Irmãos. Há muitos anos, eu não o revia, no entanto. Ele não deixa o melhor dos sentimentos ao sair dele.

Visconti não alivia ao contar a história da família Parondi. A chegada com esperanças na mudança do sul pobre da Itália para Milão, metrópole do norte do país, está sempre à sombra dos problemas e com cheiro de tragédia. A intranquilidade é evidenciada no contraste entre os dois irmãos que protagonizam o filme: Rocco (Alain Delon) e Simone (Renato Salvatore).

O filme é dividido em capítulos mais ou menos centrados em cada um dos cinco irmãos, mas o bondoso e correto Rocco e o egoísta e malandro Simone dominam a cena. O conflito explode quando eles se envolvem com a mesma mulher, a prostituta Nadia (Annie Girardot).

Visconti quebra as expectativas quando coloca Rocco, que seria o pilar moral do filme, em situações onde precisa escolher entre a família e “o que é certo”. Ele é empurrado pela trama a fazer escolhas que vão engasgando o espectador que se envolve com a história.

É uma espiral descendente, com Nadia no centro dela. Um dos irmãos mais jovens, Ciro (Max Cartier) acaba ganhando corpo do meio pro fim do filme (que não me lembrava como é longo: 2h57 de duração) ao se tornar um contraponto para Rocco, até o momento mais decisivo para a unidade da família Parondi.

Com bela fotografia em preto-e-branco de Giuseppe Rotunno (principalmente na muito impressionante cena entre Rocco e Nadia na catedral de Milão) e música de Nino Rota, Rocco e Seus Irmãos ainda traz um pouco o gosto do neo-realismo, que Visconti frequentou nos anos 1940, mesmo o diretor já tendo abraçado produções com mais dinheiro e de época nos anos 1950. Mas o que se sobressai é a questão central: até onde ser bom é bom?

Rocco e Seus Irmãos. Rocco i Suoi Fratelli/ Rocco et Ses Frères. Itália/ França, 1960.  Direção: Luchino Visconti. Elenco: Alain Delon, Renato Salvatori, Annie Girardot, Katina Paxinou, Roger Hanin, Suzy Delair, Claudia Cardinale.

Jayne Mansfield - 1963

29 de junho, há 50 anos: Morre, em 1967, aos 34 anos, a atriz americana Jayne Mansfield. Um dos principais símbolos sexuais do cinema nos anos 1950 e 1960, parecida com Marilyn Monroe, fez sucesso com comédias como Sabes o que Quero (1956), a grande maioria enfatizando seu corpo. Quando a carreira decaiu, foi a primeira estrela a aparecer nua em um filme de Hollywood, em Promises, Promises (1963). Morreu em um acidente automobilístico.

The Supremes - 02 - 1967

28 de junho, há 50 anos: Apresenta-se pela primeira vez como The Supremes with Diana Ross, em 1967, o grupo americano The Supremes. A série de shows no Flamingo Hotel, em Las Vegas, foi o primeiro passo para mudança definitiva de nome para Diana Ross & The Supremes. Também foram os últimos dias de Florence Ballard no trio. Ela seria demitida e substituída por Cindy Birdsong a partir de 1º de julho, ainda em Las Vegas.

Françoise Dorléac

26 de junho, há 50 anos: Morre, em 1967, aos 25 anos, a atriz francesa Françoise Dorléac. Era a irmã um ano mais velha de Catherine Deneuve, com quem havia acabado de estrelar o musical Duas Garotas Românticas. Dorléac já havia feito filmes com Truffaut (Um Só Pecado, 1964) e filmou O Homem do Rio (1964), que se passa no Brasil. Morreu em um acidente automobilístico em uma estrada na cidade francesa de Nice.

Duas Garotas Romanticas - 01

Cores e música: Catherine Deneuve e Fraçoise Dorléac

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS
Sem borda - 04 estrelas

Bem mais do que em Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), fica evidente em Duas Garotas Românticas (1967) o amor que o cineasta Jacques Demy tinha pelos musicais de Hollywood. A começar pelo formato, que troca os diálogos 100% cantados do filme anterior pela tradicional alternância entre diálogos e canções. Passa pela presença no elenco de grandes nomes do gênero nos EUA: George Chakiris e, principalmente, Gene Kelly. E se consagra pelo uso exuberante e apaixonado da dança, do que Chakiris foi craque e Kelly, um gênio.

Mas eles não são os atores principais, são um suporte de luxo. O protagonismo é todo das irmãs Catherine Deneuve e Françoise Dorléac, que interpretam gêmeas que ensinam dança e canto (Dorléac, que morreu três meses após o lançamento do filme, em um acidente, era um ano mais velha que Deneuve). A chegada de uma feira itinerante à sua cidade, Rochefort, vai agitar o fim de semana em que decidiram que vão tentar a vida artística em Paris.

As duas atrizes, assim como quase todo o elenco, são dubladas nas canções. A exceção é Danielle Darrieux, que interpreta a mãe da dupla, comandando um café que se torna um núcleo da trama, uma ciranda amorosa em que os vários personagens vão se cruzando enquanto isso não acontece aos casais destinados um ao outro.

Kelly é dublado nas canções e em parte dos diálogos, mas não em todos: em boa parte, ele mesmo fala em francês. O espectador versado em musicais percebe logo a diferença e pode estranhar, a princípio.

Mas a entrada de Kelly no filme, no meio da trama, é um golpe de misericórdia de um espetáculo adorável que já vinha funcionando bem. O homem parece ter luz própria e sublinha a credibilidade do filme.

Demy, também roteirista, não se acomoda com sua ciranda amorosa e faz experimentações em diversos momentos. Faz um uso exuberante das cores que é evidente como inspiração de La La Land (2017). Coloca vários dos números musicais ao ar livre, começando pelo dos créditos de abertura, em uma balsa suspensa.

Em outra cena, Catherine Deneuve anda pelas calçadas da cidade, enquanto o mundo dança à sua volta, em um grande plano sequência em que ela atravessa ruas e dobra esquinas. E há a cena do jantar em que não há música, mas os diálogos são rimados. E Gene Kelly faz uma citação, com Françoise Dorléac, da coreografia que dançou à beira do Rio Sena em Sinfonia de Paris (1951).

Há outras citações no filme, como Deneuve e Dorléac evocando, no número apresentado na feira, Marilyn Monroe e Jane Russell em Os Homens Preferem as Louras (1953), de Howard Hawks. Aí e em outro momentos do filme sobrou charme.

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS. Les Demoiselles de Rochefort. França, 1967. Direção: Jacques Demy. Elenco: Catherine Deneuve, Françoise Dorléac, George Chakiris, Gene Kelly, Jacques Perrin, Michel Piccoli, Danielle Darrieux.

 

Blow Up - Depois Daquele Beijo-21

David Hemmings em “Blow Up”: a captura enigmática de uma atmosfera

BLOW UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO
Sem borda - 04 estrelas

Há um mistério em Blow Up e ele é bem mais o próprio filme que o assassinato que o fotógrafo Thomas, vivido por David Hemmings, parece descobrir nas ampliações de fotos despretensiosas tiradas por ele num parque. Como bom mistério, o diretor Michelangelo Antonioni deixa pistas verdadeiras e falsas e convida o espectador a desvendar os sentidos do que desenrola na tela.

O filme começa e termina com um grupo de mímicos em cena. A princípio, eles cruzam gratuitamente o caminho do fotógrafo, que vinha de fotografar desvalidos, como um deles, mas entra em seu carrão e parte para o estúdio, onde vai conduzir sessões com belas modelos. No fim, ele os reencontra naquele clássico jogo de tênis sem bola. Mas que, ainda assim, sai da quadra e que ele recolhe no gramado e devolve. Para em seguida ouvirmos o som da bola inexistente.

Enigmático (é baseado em conto de Julio Cortázar, que faz uma ponta no filme), Blow Up deixa a cargo do espectador dar tratos à bola para decifrar enigmas como esse. O fotógrafo amplia as fotos, percebe um rosto assustado, descobre um homem armado nos arbustos, vê o que pode ser um corpo caído nas imagens granuladas. Quem matou? Quem morreu? Por que motivo? Houve mesmo um crime?

Em termos de narrativa, sobressaem-se os planos belos e rigorosos de Antonioni. No pano de fundo, mas talvez até de maior importância, está a captura de um momento particular da história da capital inglesa: a atmosfera efervescente da Swinging London, a moda, a música.

Talvez Blow Up seja um filme maior pela soma das partes (o show de rock dos Yardbirds com a plateia impassível, mas que se solta quando Jeff Beck destrói sua guitarra; a sessão de fotos com a realmente famosa modelo Veruschka, pelo chão; além das já citadas) do que pelo todo. Ou será maior pelo todo, tão sedutor quanto enigmático?

Blow Up – Depois Daquele Beijo. Blowup. Reino Unido/ Itália/ Estados Unidos, 1966. Direção: Michelangelo Antonioni. Elenco: David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, Jane Birkin, Veruschka von Lehndorff, The Yardbirds (Jeff Beck, Jimmy Page, Keith Relf).

Ainda há algo para saber sobre os Beatles? Bem, está para sair este novo documentário sobre o quarteto de Liverpool: The Beatles – Eight Days a Week: the Touring Years (“apresentando imagens raras e nunca vistas”, diz o trailer). Ele vai se concentrar no período da beatlemania, com o grupo excursionando pelo mundo e levando fãs à histeria, a ponto de não conseguir se ouvir nos shows. Não sei se trará alguma grande novidade, mas e daí? É claro que assistiremos! Para certa surpresa minha, a direção é do Ron Howard, de quem gosto (são dele Splash, CocoonApollo 13Uma Mente BrilhanteO Código Da VinciFrost/ Nixon, Rush…), mas desconhecia o lado documentarista (ele tem um longa no gênero: Made in America, de 2013). A data de estreia na Inglaterra é 15 de setembro, ainda não há data prevista no Brasil.

Marilyn Monroe-02

Marilyn Monroe estaria completando hoje 90 anos. Sempre apontada como o maior sex symbol do cinema, ela também tinha um talento natural para a comédia (foi premiada no Globo de Ouro por Quanto Mais Quente Melhor, 1959) e foi se tornando também uma boa atriz dramática (como mostrou em filmes como Nunca Fui Santa, 1956, e Os Desajustados, 1961). Era insegura, autodestrutiva, esquecia as falas, enlouquecia os diretores com quem trabalhava. Billy Wilder dizia que filmar com ela era um inferno, mas tudo compensava quando se via o resultado na tela. Sua morte trágica aos 36 anos a transformou em um mito eterno.

 

Uma maravilhosa arte em extinção, os créditos de abertura dos filmes ganharam muito em charme nos anos 1950 e 1960. Deixaram de ser unicamente cartelas com o nome do elenco e da equipe e se tornaram uma peça artística em particular dentro do filme.

Hoje em dia, nessa era apressada, os filmes empurram os créditos para o fim e às vezes o filme não tem nem título no começo, quanto mais créditos.

Enfim, começo por um dos mais emblemáticos: A Pantera Cor-de-Rosa (1963), de Blake Edwards. Muita gente conhece a pantera da série animada, sem se dar conta de que ela não surgiu ali, mas na abertura do filme homônimo (que era uma comédia de Blake Edwards sobre o roubo de um diamante chamado “pantera cor-de-rosa”).

A animação é da DePatie-Freleng, onde o “Freleng” diz respeito a Friz Freleng, célebre animador do Pernalonga em tempos anteriores na Warner Bros., e o “De Patie” é de David H. DePatie, último produtor executivos dos cartoons da Warner, de 1961 a 1963, antes do encerramento da produção. Com a música-tema de Henry Mancini, o sucesso foi tão grande que a Pantera começou a estrelar curtas de animação no ano seguinte, já ganhou quatro séries animadas na TV e voltou nas aberturas de outros oito filmes da série.

>> Próximo: Um Corpo que Cai (1958)

007 O Espiao que Me Amava-abertura

Os elaborados créditos de abertura da série James Bond são uma tradição tão forte que nem a repaginada da era Daniel Craig os derrubaram (em comparação, lembremos que o tiro no olho-cano de revólver que sempre abriu os filmes foi escanteado para o final na era Craig, até Spectre devolvê-lo ao começo). É um top 10 das aberturas, não das músicas-tema. Então, a música é levada muito em conta, claro, mas também elementos como originalidade, bom humor quando for o caso, visual e narrativa. Os créditos de abertura sempre têm uma boa dose de abstração, o que deixa tudo ainda mais subjetivo.

10 – 007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA (1965)

O quarto filme da série iniciou uma tradição: as aberturas com silhuetas femininas nuas, criadas por Maurice Binder (que havia ficado de fora dos dois filmes anteriores, mas voltou aqui e exigindo o nome nos créditos). Aqui, como faria depois Somente para Seus Olhos, o tom é submarino evocando as sequências embaixo d’água que o público assistiria no filme. A música-tema é cantada por Tom Jones, com um instrumental bem bondiano.

9 – 007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO (1962)

O primeiro filme da série tem uma abertura bem no estilo dos anos 1960: predominantemente gráfica, com os créditos interagindo (no ritmo e visual) com as bolinhas piscando. Inclui também o icônico tiro inicial desenhado por Maurice Binder (a cena antes dos créditos só viria a partir do segundo filme) e o antológico tema da série composto por Monty Norman. No meio, há uma quebra meio brusca para uns temas caribenhos, já que o plot principal do filme é na Jamaica.

8 – 007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE (1969)

A abertura mais psicodélica da série, bem no espírito do final dos anos 1960. É visível também a preocupação em minimizar a mudança do ator principal (Sean Connery havia saído e era a estreia de George Lazenby, que acabou fazendo só esse mesmo) usando imagens dos vilões e bondgirls dos filmes anteriores. Também é a terceira e última abertura apenas com trilha instrumental (as outras foram a dos dois primeiros filme). E é mais uma de Maurice Binder.

7 – 007, O ESPIÃO QUE ME AMAVA (1977)

A abertura do terceiro 007 com Roger Moore, de Maurice Binder, absorve a autoparódia do filme. As silhuetas agora fazem uma espécie de ginástica olímpica (destaque para a evolução na barra formada pelo cano do revólver) e há elementos soviéticos, evocando o romance entre Bond e a espiã russa no filme. Há uma bela imagem inicial, com as mãos capturando o para-quedas de Bond. E a música é uma das melhores da série toda: “Nobody does it better”, com Carly Simon.

6 – 007 – CASSINO ROYALE (2006)

A repaginada que a série recebeu em 2006 refletiu na abertura. Não há mulheres, com a exceção de uma discretíssima aparição do rosto de Eva Green. Ao invés disso, muito tiro, muita luta e muito sangue. Um tom muito mais claro que o usual também, com essa ambientação no mundo do baralho e seus elementos. Daniel Kleinman, que desenhou os créditos, integrou, depois de 43 anos, a sequência do tiro à abertura, se aproximou da pop art e usou muito a imagem de Daniel Craig para reforçá-lo como o novo Bond. A música, ótima, é “You know my name”, com Chris Cornell.

5 – 007 CONTRA GOLDFINGER (1964)

Uma das imagens famosas do filme é a morte de Shirley Eaton com o corpo pintado de dourado. A abertura (de Robert Brownjohn) aproveita a ideia: o corpo da atriz e modelo Margaret Nolan pintado de dourado, nos quais são projetadas cenas deste e dos dois filmes anteriores da série. Na música-tema (foi a primeira vez que a abertura ganhou uma canção como tema), a inigualável Shirley Bassey. No vídeo abaixo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

4 – 007 CONTRA GOLDENEYE (1995)

Fazia seis anos que não Bond não dava as caras nas telas, quando veio a estreia de Pierce Brosnan no papel. Junto com ele, a estreia de Daniel Kleinman, diretor de clipes e vídeos de shows, como designer dos créditos de abertura (substituindo Maurice Binder, que morreu em 1991). Ele segue a herança de Maurice Binder (principalmente no que diz respeito à silhueta feminina), mas aposta firme nos efeitos por computador: os símbolos soviéticos, já que o filme tem relação com o fim da guerra fria. A música-tema tem Tina Turner cantando música de Bono & The Edge. No vídeo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

3 – 007 NA MIRA DOS ASSASSINOS (1985)

Maurice Binder de cabeça nos anos 1980. O som dançante do Duran Duran na trilha e detalhes coloridos explodindo do fundo negro: o batom, a arma, uma mulher dançando no fogo (claro). As mulheres esquiadoras são uma imagem bonita, mas o que se sobressai é a sensação divertida de não se levar a sério.

2 – 007 – O AMANHÃ NUNCA MORRE (1997)

Como no anterior, Daniel Kleinman se inspira fortemente no tema do filme: aqui, o mundo da comunicação e da computação e mulheres e armas, claro. São belas imagens, muita produção digital e a música bem bondiana cantada por Sheryl Crow. O visual também prefere imagens em negativo e sensação de raio-x.

Antes do primeiro lugar, algumas enções honrosas: Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (1967) e seus temas japoneses (de Maurice Binder); Moscou contra 007 (1963), com os créditos (de Robert Brownjohn) projetados na pele feminina; Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973), de Maurice Binder, com os temas vudu e Paul McCartney cantando.

1 – 007 – OPERAÇÃO SKYFALL (2012)

Deu tudo certo na abertura de Skyfall, a sexta com design de Daniel Kleinman. Partindo do momento final da cena pré-créditos (baleado sobre um trem, Bond desaparece sob a água), somos encaminhados no que às vezes parece uma experiência subconsciente de 007 à beira da morte (principalmente um certo conflito consigo mesmo: tiros nas sombras e nos espelhos), outras vezes a antecipação de elementos que o espectador só vai ver mais à frente (o vilão vivido por Javier Bardem, a Skyfall do título). Isso com um ponto de vista que está indo sempre para a frente (ou mais para dentro). Há mais símbolos sinistros de morte (túmulos, sangue e caveiras, que podem tanto remeter ao desenrolar da primeira sequência quanto ao que vem pela frente) mais do que as tradicionais armas e mulheres. Coroando tudo, a espetacular canção de Adele, num estilo muito bondiano.

Nessa época tão apressada em que vivemos, o cinema parece acreditar que o público vai ter um passamento se esperar uns três ou quatro minutos assistindo os créditos iniciais de um filme. Uma arte quase perdida, que o vou de vez em quando lembrar aqui porque acredito que pequenas pérolas assim não deviam deixar de existir.

Começando por Barbarella (1968), com Jane Fonda fazendo um antológico strip-tease na gravidade zero. Jane que, pelo filme, é nossa musa retroativa de 1968 número 1, aliás.

 

the beatles she loves you1

Há 50 anos, em 1963, “She loves you” chegava ao primeiro lugar das paradas britânicas. Continua sendo o single mais vendido dos Beatles no Reino Unido e, segundo John Lennon, foi ideia de Paul McCartney mudar o habitual “I love you” para o então pouco usual “she loves you”, uma canção na terceira pessoa. os Beatles gravaram uma versão em alemão (“Sie liebt dich”) e o “yeah-yeah-yeah” do refrão batizou de certa maneira aquela aurora do rock (o primeiro filme do grupo, em 1964, A Hard Day’s Night, não por acaso chamou-se aqui Os Reis do Iê-Iê-Iê).

1 – MONICA  VITTI, por A Aventura

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1961, por A Noite; 7ª em 1962, por O Eclipse; 14ª em 1964, por O Deserto Vermelho; 5ª em 1966, por Modesty Blaise.

Duas musas que ajudaram a revolucionar o cinema estão no pódio do ano especial que foi 1960. A primeira, a italiana Monica Vitti, do enigmático A Aventura, de Michelangelo Antonioni (e que volta a lista em mais três filmes seguintes do diretor). A outra é a americana Jean Seberg, no francês Acossado, um dos pilares iniciais da nouvelle vague. Ela surge de cabelos curtíssimos vendendo, bem casual, o New York Herald Tribune no Champs Elysées, seguida pela câmera de Godard. Entre elas, a inglesa Elizabeth Taylor, como a garota de programa de DisqueButterfield 8 (numa época em que essas coisas ainda não podiam ser ditas claramente em Hollywood). O ano foi mesmo dominado pelas europeias: 14 entre as 20, e 7 entre as 10. Vale ainda o destaque para Sophia Loren, aparecendo com três filmes. Primeira aparição: Monica Vitti, Michelle Mercier, Claudia Cardinale, Anouk Aimée, Lea Massari. Última aparição: Jean Seberg, Jean Simmons, Janet Leigh, Annette Vadim. Única aparição: Annie Girardot. Brasileiras na lista: nenhuma.

2 – ELIZABETH TAYLOR, por Disque Butterfield 8

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1952, por Ivanhoé, o Vingador do Rei; 4ª em 1954, por No Caminho dos Elefantes e por A Última Vez que Vi Paris; 3ª em 1956, por Assim Caminha a Humanidade; 1ª em 1958, por Gata em Teto de Zinco Quente; 1ª em 1959, por De Repente, no Último VerãoPosteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1963, por Cleópatra; 15ª em 1965, por Adeus às Ilusões; 18ª em 1970, por Jogo de Paixões.

3 – JEAN SEBERG, por Acossado

Anteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1957, por Santa Joana; 13ª em 1958, por Bom Dia, Tristeza.

  

4 – SOPHIA LOREN, por Duas Mulheres, por Começou em Nápoles e por The Millionaires

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1954, por Duas Noites com Cleópatra e por A Invasão dos Bárbaros; 11ª em 1957, por A Lenda da Estátua Nua, por Orgulho e Paixão e por A Lenda dos Desaparecidos; 19ª em 1958, por Tentação Morena, por A Orquídea Negra, por Desejo e por A ChavePosteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1961, por El Cid; 6ª em 1962, por Boccaccio ’70; 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã; 8ª em 1964, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano; 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong.; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

5 – BRIGITTE BARDOT, por A Verdade

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1952, por Manina; 1ª em 1956, por E Deus Criou a Mulher; 3ª em 1958, por Amar É Minha Profissão e por Vingança de MulherPosteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1963, por O Desprezo; 6ª em 1965, por Viva Maria!; 11ª em 1968, por Shalako; 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

6 – ANNIE GIRARDOT, por Rocco e Seus Irmãos

 

7 – JEAN SIMMONS, por Spartacus e por Entre Deus e o Pecado

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1953, por O Manto Sagrado, por Papai Não Quer e por A Rainha Virgem; 15ª em 1954, por Desirée, o Amor de Napoleão; 8ª em 1958, por Da Terra Nascem os Homens.

8 – MARILYN MONROE, por Adorável Pecadora

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1952, por O Inventor da Mocidade, por Almas Desesperadas, por Só a Mulher Peca, por Travessuras de Maridos e por Páginas da Vida; 3ª em 1953, por Os Homens Preferem as Louras, por Torrentes de Paixão e por Como Agarrar um Milionário3ª em 1954, por O Mundo da Fantasia e por O Rio das Almas Perdidas; 1ª em 1955, por O Pecado Mora ao Lado; 4ª em 1956, por Nunca Fui Santa; 3ª em 1957, por O Príncipe e a Corista; 2ª em 1959, por Quanto Mais Quente MelhorPosteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1961, por Os Desajustados; 1ª em 1962, por Something’s Got to Give.

 

9 – SHIRLEY MACLAINE, por Se Meu Apartamento Falasse e por Can Can

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1955, por O Terceiro Tiro e por Artistas e Modelos; 11ª em 1956, por A Volta ao Mundo em 80 Dias; 18ª em 1958, por Deus Sabe Quanto Amei, por Irresistível Forasteiro e por A Mercadora da FelicidadePosteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1961, por Infâmia; 11ª em 1963, por Irma la Douce; 10ª em 1969, por Charity, Meu Amor; 19ª em 1970, por Os Abutres Têm Fome.

10 – ANITA EKBERG, por A Doce Vida

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1955, por Artistas e ModelosPosteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1962, por Boccaccio’70.

11 – JANET LEIGH, por Psicose

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1952, por Scaramouche; 11ª em 1953, por O Preço de um Homem, por Que Delícia o Amor e por Houdini, o Homem Miraculoso; 6ª em 1958, por A Marca da Maldade.

12 – AUDREY HEPBURN, por O Passado Não Perdoa

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1953, por A Princesa e o Plebeu2ª em 1954, por Sabrina; 7ª em 1956, por Guerra e Paz; 2ª em 1957, por Cinderela em Paris e por Amor na Tarde; 10ª em 1959, por Uma Cruz à Beira do Abismo e por A Flor que Não MorreuPosteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1961, por Bonequinha de Luxo e por Infâmia; 7ª em 1963, por Charada; 9ª em 1964, por My Fair Lady e por Quando Paris Alucina; 3ª, em 1966, por Como Roubar um Milhão de Dólares; 8ª em 1967, por Um Caminho para Dois e por Um Clarão nas Trevas; 16ª em 1976, por Robin e Marian.

13 – MICHELE MERCIER, por Atire no Pianista

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1964, por Angélica, a Marquesa dos Anjos; 11ª em 1965, por Maravilhosa Angélica; 6ª em 1966, por Angélica e o Rei; 11ª em 1967, por Indomável Angélica.

14 – ANNETTE VADIM, por Rosas de Sangue

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1959, por As Ligações Perigosas.

15 – ANGIE DICKINSON, por Onze Homens e um Segredo

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1959, por Onde Começa o InfernoPosteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1962, por Candelabro Italiano; 15ª em 1966, por Caçada Humana; 7ª em 1967, por À Queima-Roupa; 17ª em 1980, por Vestida para Matar.

16 – ELSA MARTINELLI, por Rosas de Sangue

Anteriormente em Musas retroativas12ª em 1959, por A Longa Noite de LoucurasPosteriormente em Musas retroativas14ª em 1962, por Hatari!

17 – CLAUDIA CARDINALE, por Rocco e Seus Irmãos

Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1961, por A Moça com a Valise; 1ª em 1963, por , por O Leopardo e por A Pantera Cor-de-Rosa; 4ª em 1966, por Os Profissionais; 2ª em 1968, por Era uma Vez no Oeste.

18 – KIM NOVAK, por O Nono Mandamento

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1955, por Férias de Amor; 8ª em 1956, por O Homem do Braço de Ouro e por Melodia Imortal; 4ª em 1957, por Meus Dois Carinhos; 2ª em 1958, por Um Corpo que CaiPosteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1964, por Beija-me, Idiota e por Servidão Humana.

19 – ANOUK AIMÉE, por A Doce Vida

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1961, por Lola, a Flor Proibida; 15ª em 1963, por ; 10ª em 1966, por Um Homem, uma Mulher.

20 – LEA MASSARI, por A Aventura

Posteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1961, por O Colosso de Rodes; 11ª em 1971, por Um Sopro no Coração.

 


LEIA MAIS:

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>> Musas de 1961

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