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Coluna Cinemascope (#9). Correio da Paraíba, 16/11/2016.

mestres-do-universo-01

“Mestres do Universo” (1987)

Há (quase) 30 anos

por Renato Félix

Todo mundo tem duas primeiras vezes no cinema: a primeira vez em que foi levado pelos pais (ou um tio, ou algum outro adulto) e a primeira vez em que foi por si mesmo (sozinho ou com amigos) e com seu próprio dinheiro (da mesada, economizado do lanche da escola, ou mesmo dado pelos pais). Esta minha “segunda primeira vez” no cinema vai completar 30 anos em 2017.

Foi no antigo Cine Municipal, na época o maior em atividade na cidade, com seus  mais de 900 lugares. O filme, no entanto, não é nada para se orgulhar muito: Mestres do Universo, aquela versão em carne-e-osso do He-Man, com Dolph Lundgren, produzida pela Cannon. Não exija muito, eu tinha 13 anos.

O IMDb me diz que o filme estreou no Brasil em 30 de junho, então é provável que julho tenha sido o mês em que peguei meu dinheirinho (economizado do lanche), fui de ônibus à tarde ao Municipal, no Centro de João Pessoa, assisti o filme e voltei pra casa. No ano seguinte, fui ver mais uns três ou quatro filmes e em 1989 a sala escura me pegou de vez.

Mas 1988 também foi um ano que definiu o cinema para mim. Foi o ano em que vi pela primeira vez um Indiana Jones (o primeiro), um Jornada nas Estrelas (o segundo), um James Bond (Os Diamantes São Eternos, com Sean Connery). Todos na TV, na Tela Quente, que foi lançada em março de 1988 (o filme de estreia foi O Retorno de Jedi, que também vi pela primeira vez aí).

Mas tem uma data que não consigo precisar: foi no reveillón de 1987 ou de 1988 que Cantando na Chuva foi exibido como primeiro filme do ano na Globo? Sozinho em casa, o filme transformou uma virada de ano super tranquila em um maravilhamento que me abriu as portas do cinema clássico. Até hoje meu filme preferido e um definidor de quem sou hoje.

FOTO: Mestres do Universo (1987)

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Pra mim, mais vale um clipe ruim de uma música boa do que um clipe excelente de uma música intragável. Se eu gostar da música, até me divirto com o que o clipe tem que equivocado ou ridículo e consigo enxergar o (pouco) que ele tem de bom. Aqui temos dez clipes que músicas que gosto muito, mas que estão longe, muito longe de ser uma obra-prima. E, mesmo assim, eu me divirto muito com eles.

10 – TRUE COLORS, Cyndi Lauper (1986)

Quando os clipes de Cyndi abraçavam a esculhambação com humor, era muito divertido (“Girls just want to have fun”; “The Goonies ‘r’ good enough”). Aqui tentaram poetizar a coisa. Não funcionou. E ela ainda coloca o namorado da época como galã do clipe, longe de convencer.

9 – RIGHT BETWEEN THE EYES, Wax (1986)

Típico clipe dos anos 1980 que peca pelo excesso. Uma saraivada de imagens que, ok, são engraçadas ao tentar traduzir literalmente a letra. Muita coisa de cinema mudo, inclusive Nosferatu. Mas não pode ter algum sentido as cenas aleatórias de ruas de cidades ou o segmento com os Thunderbirds ou uma mulher colocando uma roupa na secadora em alta velocidade ou um canguru ou a Terra vista do espaço ou…

8 – THIS TIME I KNOW IT’S FOR REAL, Donna Summer (1989)

Tem animação para dar e vender nesse clipe da rainha das pistas de dança, até demais. É muito engraçado ver esses dançarinos com gestos de que estão correndo, mas parados, o movimento sendo a luzes que passam no fundo. Ok, é dança, não é 100 metros rasos, mas essa animação toda é bem over. Detalhe para os mapas, que traçam a rota de A Volta ao Mundo em 80 Dias.

7 – I’M STILL STANDING, Elton John (1983)

Foi uma fase muito boa de clipes de Elton John. Dirigidos por Russell Mulcahy, “Sad songs” e “I guess that’s why they call it the blues” são excelentes. Mas é muito difícil imaginar o que diabo queriam com “I’m still standing”. Filmado em Cannes, é pura piração. Parece uma brainstorm filmada.

6 – I WANNA DANCE WITH SOMEBODY, Whitney Houston (1987)

O videoclipe é meio uma terra sem lei. Não há regras sobre montagem, continuidade, ter sentido, nada disso. Por isso há clipes (e havia muitos nos anos 1980) como este, que acredita que quanto mais coisas, melhor. Whitney aparece em um monte de cenários e situações (e penteados) diferentes que vão se alternando freneticamente, nada tendo a ver umas com as outras (tem até uma citação de Fred Astaire dançando com pares de sapatos vazios, cena de Ciúme, Sinal de Amor).

5 – TYPICAL MALE, Tina Turner (1986)

Tina Turner sensualizando com um pé gigantesco. O que dizer? Destaque para a cena do fone gigante e a televisão mais falsa que você jamais verá num videoclipe. Ainda bem que o final é feliz.

4 – MAMMA MIA, Abba (1975)

Ainda era a aurora dos videoclipes e o Abba desenvolveu um visual muito particular, calcado na simetria entre os integrantes do quarteto (sempre dirigidos por Lasse Hallström). Mas dá tudo errado em “Mamma mia”: as garotas não estão lá muito bonitas, o não-cenário não ajuda, parece ter sido tudo feito às pressas. Sobra o jogo com a simetria, que é legal.

3 – WALK LIKE AN EGYPTIAN, The Bangles (1986)

As cenas no palco são bacanas. Na rua, com as pessoas imitando as poses egípcias, o clipe cai no ridículo várias vezes. Mas o pior é o inacreditável efeito de multiplicar (e distorcer!) a imagem do quarteto fazendo esse simulacro de dança egípcia!

2 – TOTAL ECLIPSE OF THE HEART, Bonnie Tyler (1983)

E lá vai Bonnie Tyler como a professorinha assombrada em um colégio por garotos de olhos brilhantes, ninjas (!!!), muita luz vinda de trás, tarzans dançarinos, um anjo que parece ter saído de Barbarella. O diretor é o mesmo Russell Mulcahy de “I’m still standing”.

1 – WAKE ME UP BEFORE YOU GO-GO, Wham! (1984)

George Michael de shortinho, essas camisas com mensagens (“Choose life” para a dupla; “Go-go” para as backing vocals e a banda), chapéu de legião estrangeira, as divisões de tela que distorcem a imagem, o efeito strobe, os congelamentos de imagem, a luz negra. Enfim, obra-prima. Este deve ter sido o clipe que inspirou ‘Pop! Goes my heart’, do filme Letra & Música.

 

 

por Renato Félix

FILME:

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E.T., o Extraterrestre, de Steven Spielberg

As outras indicações: Blade Runner – O Caçador de Andróides, de Ridley Scott; Fanny & Alexander, de Ingmar Bergman; Tootsie, de Sydney Pollack; Victor ou Victoria, de Blake Edwards

Quem ganhou, na verdade: Gandhi, de Richard Attenborough

DIREÇÃO:

Fanny e Alexander-07-filmagem

Ingmar Bergman (Fanny & Alexander)

As outras indicações: Ridley Scott (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Steven Spielberg (E.T., o Extraterrestre); Sidney Pollack (Tootsie); Blake Edwards (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Richard Attenborough (Gandhi)

ATOR:

Tootsie-04

Dustin Hoffman (Tootsie)

As outras indicações: Harrison Ford (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Steve Martin (Cliente Morto Não Paga); Gerard Depardieu (Danton – O Processo da Revolução); Ben Kignsley (Gandhi)

Quem ganhou, na verdade: Bem Kingsley (Gandhi)

ATRIZ:

Escolha de Sofia-04

Meryl Streep (A Escolha de Sofia)

As outras indicações: Ewa Fröling (Fanny & Alexander); Jessica Lange (Frances); Jessica Lange (Tootsie); Julie Andrews (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Meryl Streeo (A Escolha de Sofia)

ATOR COADJUVANTE:

Blade Runner-05

Rutger Hauer (Blade Runner – O Caçador de Andróides)

As outras indicações: Kevin Kline (A Escolha de Sofia); Sean Penn (Picardias Estudantis); Charles Durning (Tootsie); Robert Preston (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Louis Gosset Jr. (A Força do Destino)

ATRIZ COADJUVANTE:

Tootsie-15

Teri Garr (Tootsie)

As outras indicações: Lesley Ann Warren (Victor ou Victoria); Daryl Hannah (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Dee Wallace (E.T., o Extraterrestre); Glenn Close (O Mundo Segundo Garp)

Quem ganhou, na verdade: Jessica Lange (Tootsie)

 

CRÉDITOS DE ABERTURA:

Victor ou Victoria

As outras indicações: Conan, o Bárbaro; O Fundo do Coração; O Mundo Segundo Garp; Tootsie

FILME BRASILEIRO DO ANO:

Pra Frente Brasil

Pra Frente, Brasil, de Roberto Farias

007 O Espiao que Me Amava-abertura

Os elaborados créditos de abertura da série James Bond são uma tradição tão forte que nem a repaginada da era Daniel Craig os derrubaram (em comparação, lembremos que o tiro no olho-cano de revólver que sempre abriu os filmes foi escanteado para o final na era Craig, até Spectre devolvê-lo ao começo). É um top 10 das aberturas, não das músicas-tema. Então, a música é levada muito em conta, claro, mas também elementos como originalidade, bom humor quando for o caso, visual e narrativa. Os créditos de abertura sempre têm uma boa dose de abstração, o que deixa tudo ainda mais subjetivo.

10 – 007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA (1965)

O quarto filme da série iniciou uma tradição: as aberturas com silhuetas femininas nuas, criadas por Maurice Binder (que havia ficado de fora dos dois filmes anteriores, mas voltou aqui e exigindo o nome nos créditos). Aqui, como faria depois Somente para Seus Olhos, o tom é submarino evocando as sequências embaixo d’água que o público assistiria no filme. A música-tema é cantada por Tom Jones, com um instrumental bem bondiano.

9 – 007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO (1962)

O primeiro filme da série tem uma abertura bem no estilo dos anos 1960: predominantemente gráfica, com os créditos interagindo (no ritmo e visual) com as bolinhas piscando. Inclui também o icônico tiro inicial desenhado por Maurice Binder (a cena antes dos créditos só viria a partir do segundo filme) e o antológico tema da série composto por Monty Norman. No meio, há uma quebra meio brusca para uns temas caribenhos, já que o plot principal do filme é na Jamaica.

8 – 007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE (1969)

A abertura mais psicodélica da série, bem no espírito do final dos anos 1960. É visível também a preocupação em minimizar a mudança do ator principal (Sean Connery havia saído e era a estreia de George Lazenby, que acabou fazendo só esse mesmo) usando imagens dos vilões e bondgirls dos filmes anteriores. Também é a terceira e última abertura apenas com trilha instrumental (as outras foram a dos dois primeiros filme). E é mais uma de Maurice Binder.

7 – 007, O ESPIÃO QUE ME AMAVA (1977)

A abertura do terceiro 007 com Roger Moore, de Maurice Binder, absorve a autoparódia do filme. As silhuetas agora fazem uma espécie de ginástica olímpica (destaque para a evolução na barra formada pelo cano do revólver) e há elementos soviéticos, evocando o romance entre Bond e a espiã russa no filme. Há uma bela imagem inicial, com as mãos capturando o para-quedas de Bond. E a música é uma das melhores da série toda: “Nobody does it better”, com Carly Simon.

6 – 007 – CASSINO ROYALE (2006)

A repaginada que a série recebeu em 2006 refletiu na abertura. Não há mulheres, com a exceção de uma discretíssima aparição do rosto de Eva Green. Ao invés disso, muito tiro, muita luta e muito sangue. Um tom muito mais claro que o usual também, com essa ambientação no mundo do baralho e seus elementos. Daniel Kleinman, que desenhou os créditos, integrou, depois de 43 anos, a sequência do tiro à abertura, se aproximou da pop art e usou muito a imagem de Daniel Craig para reforçá-lo como o novo Bond. A música, ótima, é “You know my name”, com Chris Cornell.

5 – 007 CONTRA GOLDFINGER (1964)

Uma das imagens famosas do filme é a morte de Shirley Eaton com o corpo pintado de dourado. A abertura (de Robert Brownjohn) aproveita a ideia: o corpo da atriz e modelo Margaret Nolan pintado de dourado, nos quais são projetadas cenas deste e dos dois filmes anteriores da série. Na música-tema (foi a primeira vez que a abertura ganhou uma canção como tema), a inigualável Shirley Bassey. No vídeo abaixo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

4 – 007 CONTRA GOLDENEYE (1995)

Fazia seis anos que não Bond não dava as caras nas telas, quando veio a estreia de Pierce Brosnan no papel. Junto com ele, a estreia de Daniel Kleinman, diretor de clipes e vídeos de shows, como designer dos créditos de abertura (substituindo Maurice Binder, que morreu em 1991). Ele segue a herança de Maurice Binder (principalmente no que diz respeito à silhueta feminina), mas aposta firme nos efeitos por computador: os símbolos soviéticos, já que o filme tem relação com o fim da guerra fria. A música-tema tem Tina Turner cantando música de Bono & The Edge. No vídeo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

3 – 007 NA MIRA DOS ASSASSINOS (1985)

Maurice Binder de cabeça nos anos 1980. O som dançante do Duran Duran na trilha e detalhes coloridos explodindo do fundo negro: o batom, a arma, uma mulher dançando no fogo (claro). As mulheres esquiadoras são uma imagem bonita, mas o que se sobressai é a sensação divertida de não se levar a sério.

2 – 007 – O AMANHÃ NUNCA MORRE (1997)

Como no anterior, Daniel Kleinman se inspira fortemente no tema do filme: aqui, o mundo da comunicação e da computação e mulheres e armas, claro. São belas imagens, muita produção digital e a música bem bondiana cantada por Sheryl Crow. O visual também prefere imagens em negativo e sensação de raio-x.

Antes do primeiro lugar, algumas enções honrosas: Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (1967) e seus temas japoneses (de Maurice Binder); Moscou contra 007 (1963), com os créditos (de Robert Brownjohn) projetados na pele feminina; Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973), de Maurice Binder, com os temas vudu e Paul McCartney cantando.

1 – 007 – OPERAÇÃO SKYFALL (2012)

Deu tudo certo na abertura de Skyfall, a sexta com design de Daniel Kleinman. Partindo do momento final da cena pré-créditos (baleado sobre um trem, Bond desaparece sob a água), somos encaminhados no que às vezes parece uma experiência subconsciente de 007 à beira da morte (principalmente um certo conflito consigo mesmo: tiros nas sombras e nos espelhos), outras vezes a antecipação de elementos que o espectador só vai ver mais à frente (o vilão vivido por Javier Bardem, a Skyfall do título). Isso com um ponto de vista que está indo sempre para a frente (ou mais para dentro). Há mais símbolos sinistros de morte (túmulos, sangue e caveiras, que podem tanto remeter ao desenrolar da primeira sequência quanto ao que vem pela frente) mais do que as tradicionais armas e mulheres. Coroando tudo, a espetacular canção de Adele, num estilo muito bondiano.

Para uma matéria publicada domingo no Correio da Paraíba, lembrando o Dia do Rock (que foi ontem), perguntei a alguns convidados: quais seus cinco discos de rock internacional preferidos? E os cinco preferidos do rock nacional? Não exigimos ordem de preferência e nem estabelecemos uma definição do que é o rock.

A capa, com a lista de cada um (inclusive a minha), está reproduzida aqui. Em seguida, todos os discos citados na área internacional e o número de citações de cada um (em outro post, vem a relação do rock nacional).

Não é uma eleição científica dos melhores discos (repare na pergunta), mas fica como sugestão do que ouvir nessa semana do Dia do Rock, e depois. 63 discos diferentes foram citados e apenas 14 mais de uma vez. 49 apareceram apenas uma vez. Pra ver a amplitude do gênero: os favoritos de cada convidado abrangeu muito mais do que concentrou.

07.12 - C1 - Dia do rock

DISCOS INTERNACIONAIS:

7 citações:

Rock - Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, The Beatles (1967)

6 citações:

Rock - Nevermind

Nevermind, Nirvana (1991)

4 citações:

Pink Floyd - The Dark Side of the Moon

The Dark Side of the Moon, Pink Floyd (1973)

3 citações:

Pink Floyd - The WallThe Beatles - Revolver

The Wall, Pink Floyd (1979)
Revolver, The Beatles (1966)

2 citações:

Queen - A Night at the OperaGuns 'n Roses - Appetite for  DestructionThe Doors - The DoorsRadiohead - Ok ComputerThe Rolling Stones - Exile on Main StLed Zeppelin - Physical GraffitiThe Jimi Hendrix Experience - Are You ExperiencedThe Beatles - Abbey RoadU2 - The Joshua Tree

A Night at the Opera, Queen (1975)
Appetite for Destruction, Guns n’ Roses (1987)
The Doors, The Doors (1967)
Ok Computer, Radiohead (1997)
Exile on Main St., The Rolling Stones (1972)
Physical Graffiti, Led Zeppelin (1975)
Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience (1967)
Abbey Road, The Beatles (1969)
The Joshua Tree, U2 (1987)

1 citação:

the Smiths - The Queen Is DeadREM - New Adventures en Hi-FiArctic Monkeys - At the ApolloPink Floyd - RelicsREM - MonsterRush - A Farewell to Kingsbob Dylan - Bringing It All Back HomeBlind Faith - Blind FaithBob Dylan - Highway 61 RevisitedCreedence Clearwater Revival - Willie and the Poor BoysU2 - Rattle and HumREM - Out of TimePearl Jam - VsMichael Jackson - ThrillerCake - Fashion NuggetGorillaz - GorillazRed Hot Chili Peppers - CalifornicationRush - A Show of HandsIron Maiden - Somewhere in TimeAlanis Morrisette - Jagged Little PillQueen - Rock You from Rio LiveTina Turner - Foreign AffairAmy Winehouse - Back to BlackAerosmith - Get a gripThe Clash - London CallingThe Beach Boys - Pet SoundsThe Doors - L.A. WomanBangles - A Differente LightPaul McCartbey e Wings - Band on the runCyndi Lauper - She's so unusualThe Cranberries - Bury the HatchetPearl Jam - TenRage Against the Machine - Evil EmpireDavid Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from MarsThe Velvet Underground - The Velvet Underground & NicoNew Order - SubstanceThe Jesus and Mary Chain - DarklandsThe Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite SadnessBig Star - #1 RecordThe Modern Lovers - The Modern LoversBlondie - Parallel LinesThe Dream Syndicate - The Days of Wine and RosesThe Mice - ScooterMetallica - MetallicaSystem of a Down - ToxicityThe Beatles - The BeatlesYes - RelayerCream - Wheels of FireThe Rolling Stones - Sticky Fingers

The Queen Is Dead, The Smiths (1986)
New Adventures in Hi-Fi, REM (1996)
At the Apollo, Arctic Monkeys (2009)
Relics, Pink Floyd (1971)
Monster, REM (1994)
A Farewell to Kings, Rush (1977)
Bringing It All Back Home, Bob Dylan (1965)
Blind Faith, Blind Faith (1969)
Highway 61 Revisited, Bob Dylan (1965)
Willie and the Poor Boys, Creedence Clearwater Revival (1969)
Rattle and Hum, U2 (1988)
Out of Time, REM (1991)
Vs, Pearl Jam (1993)
Thriller, Michael Jackson (1982)
Fashion Nugget, Cake (1996)
Gorillaz, Gorillaz (2001)
Californication, Red Hot Chili Peppers (1999)
A Show of Hands, Rush (1989)
Somewhere in Time, Iron Maiden (1986)
Jagged Little Pill, Alanis Morissette (1995)
Rock You from Rio – Live, Queen (2009)
Foreign Affair, Tina Turner (1989)
Back to Black, Amy Winehouse (2006)
Get a Grip, Aerosmith (1993)
London Calling, The Clash (1979)
Pet Sounds, The Beach Boys (1966)
L.A. Woman, The Doors (1971)
A Different Light, Bangles (1986)
Band on the Run, Paul McCartney & Wings (1973)
She’s So Unusual, Cyndi Lauper (1983)
Bury the Hatchet, The Cranberries (1999)
Ten, Pearl Jam (1991)
Evil Empire, Rage Against the Machine (1996)
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, David Bowie (1972)
The Velvet Underground & Nico, The Velvet Underground (1967)
Substance, New Order (1987)
Darklands, The Jesus and Mary Chain (1987)
Mellon Collie and the Infinite Sadness, The Smashing Pumpkins (1995)
#1 Record, Big Star (1972)
The Modern Lovers, The Modern Lovers (1976)
Parallel Lines, Blondie (1978)
The Days of Wine and Roses, The Dream Syndicate (1982)
Scooter, The Mice (1987)
Metallica, Metallica (1991)
Toxicity, System of a Down (2001)
The Beatles (White Album), The Beatles (1968)
Relayer, Yes (1974)
Wheels of Fire, Cream (1968)
Sticky Fingers, The Rolling Stones (1971)

Chaves

Entre as histórias que gosto sempre de contar, está esta: em um certo final de ano, estava em um carro com amigos de Larissa – então só ainda minha namorada – e falávamos sobre o que ainda havia para ser feito até o fim do ano. O amigo que estava dirigindo – que, se não me equivoco, estava conhecendo naquela ocasião – disse algo como “Eu vou deixar tudo pra fazer no bolo do final do ano”. Eu respondi:

– Tudinho no montão do fim do ano?

Disse como uma das piadas mais internas de todos os tempos. Uma frase tirada de um único episódio de Chaves, da qual ninguém teria por que lembrar. Disse para o meu divertimento pessoal e secreto. No entanto, o que ouvi de volta foi:

– É isso! Era isso o que eu queria dizer!

Isso dá a dimensão de como a criação de Roberto Gomez Bolaños, o Chespirito, está enraizada no Brasil. Repito: uma única frase de um único episódio, que eu pensei que ninguém iria reconhecer e, no entanto, era a citação que o amigo estava tentando fazer. Devia ter suspeitado desde o princípio.

Ontem mesmo eu disse “Não se misture com essa gentalha, tesouro” para alguém (e também usei para uma amiga aecista, nas eleições). Não posso ouvir alguém me dizendo “Que milagre você por aqui!” sem responder (e não interessa se a pessoa vai entender ou não) “Vim lhe trazer esse humilde presentinho”. Quando eu cometo um erro bobo, sempre digo pra mim mesmo “Que burro! Dá zero pra ele”.

Este ano ChavesChapolim comemoraram 30 anos de exibição no Brasil. O SBT até tentou tirar Chespirito do ar algumas vezes, mas sempre foi vencido pela verdade dos fatos: nada do que colocava no lugar dava mais audiência do que os episódios reprisados à exaustão, já conhecidos em detalhes pelo público trintão e quarentão e que ainda divertia os menores que iam conhecendo o programa.

Eu acompanhei esses 30 anos de perto. E vi este ano a TV a cabo, onde desenhos modernosos e novíssimos costumam escantear os clássicos, render-se a Chespirito. ChavesChapolim passam não em um, mas em DOIS canais fechados: o TBS e o Boomerang. O horário é o começo da madrugada, o que não podia ser melhor para mim e outros adultos: depois de chegar do trabalho, em casa, já relaxado, o controle remoto sempre acaba parando sem querer querendo em um desses canais.

“Chiquinha, não me ajude!”, “Já chegou o disco voador” e “O senhor não vai morrer. Vão é matar o senhor” foram alguns bordões que Astier Basílio e eu contrabandeamos para as redações em que trabalhamos juntos. Também são frases de episódios isolados.

Assim como “É você, Satanás?”, “Aqui é apenas outro gato!”, “Que bonita a sua roupa”, “Aritmética ou geometria?”… Os bordões, claro, pegaram, muitos por repetição. Mas me espanta mesmo são essas frases ditas uma vez – ou algumas vezes em um único episódio – e que são (aí, sim, em episódios que vão e voltam há 30 anos) imediatamente reconhecíveis por tanta gente.

Também me lembro que, na universidade, o professor Carmelio Reynaldo defendeu a série (então, considerada por muita gente apenas como coisa de baixa qualidade) dizendo que os diálogos faziam brincadeiras inteligentes com a linguagem. Eu acho que, entre as quedas e golpes a la Tom & Jerry, tem mesmo muito isso.

– Chaves, o correto é “O Quico e eu”.
– E como eu disse?
– “Eu e o Quico”.
– E como é?
– “Quico e eu”.
– E como eu disse?
– “Eu e o Quico”.
– E como é?
– “Quico e eu”.
– E como eu disse?

Ou:

– Estávamos lá, eu e o Quico.
– “Quico e eu”.
– Não, o senhor não estava.

Ou:

– Estávamos lá, eu e o Quico.
– O burro vai na frente.
– Pode passar.

Todo Seu Madruga mesclado com Che Guevara em uma camisa, toda menina chamada de Chiquinha quando faz maria-chiquinha no cabelo, todo refresco de tamarindo que alguém pergunta se tem sabor de groselha, todo aquele que sai no carnaval ou uma festa à fantasia vestido de Polegar Vermelho, toda vez que alguém dá uma dentro e diz “Não contavam com a minha astúcia” – tudo isso é um atestado à imortalidade do Chespirito, que assumiu esse apelido que deriva de “pequeno Shakespeare”.

Imortal quando era vivo, não vai ser a morte que vai atrapalhar. Afinal, é melhor morrer do que perder a vida.

01 - Indiana Jones e o Templo da Perdição

2014/001 – Indiana Jones e o Templo da Perdição (Steven Spielberg, 1984)

Nada melhor que começar o ano viajando com o Dr. Jones de Xangai para a Índia, de carro, avião, bote salva-vidas/para-quedas, elefante, carrinho de minas sobre trilhos, etc. Alucinante segundo filme da série, com um dos melhores começos de filme que já vi, aventura puríssima e trilha sonora brilhante de John Williams. 1 de janeiro, na TV (Megapix).

01 - Madonna - Oh father-02

1. “Oh father”, Madonna (1989)
Álbum: Like a Prayer. Direção do clipe: David Fincher.

O preto-e-branco estourado, a morte da mãe, os problemas com o pai, o relacionamento amoroso violento, o simbolismo das pérolas caindo, a religião, o jogo de sombras. “Minha tentativa de aceitar a morte da minha mãe”, disse Madonna. Uma aula de narrativa casando música e imagens. Uma obra-prima.

02 - A-Ha - Take on me

2. “Take on me”, A-Ha (1985)
Álbum: Hunting High and Low. Direção: Steve Barron.

O desenho em rotoscopia para simbolizar a entrada de uma moça dentro de uma história em quadrinhos é absolutamente brilhante. Assim, como o detalhes das “janelas” que deixam entrever a versão “não desenhada” dos músicos e da atriz.

03 - Madonna - Like a prayer-02

3. “Like a prayer”, Madonna (1989)
Álbum: Like a Prayer. Direção do clipe: Mary Lambert.

Racismo, sexo, religião. O beijo no santo. O sonho um tanto lésbico. O coro gospel. As cruzes em chamas.

 

05 - Suzanne Vega - Luka-04

5. “Luka”, Suzanne Vega (1987)
Álbum: Solitude Standing. Direção do clipe: Michael Patterson.

As ruas de Nova York, a negação de uma criança abusada, algumas alterações de imagem, a linda sobreposição final.

06 - Elton John - I guess that's why

6. “I guess that’s why they call it the blues”, Elton John (1983)
Álbum: Too Low for Zero. Direção do clipe: Russel Mulcahy.

Praticamente um curta-metragem sobre um casal jovem dos anos 1950 separados quando o rapaz entra para o exército. As cenas do rapaz no quartel em preto-e-branco são alternadas com as da moça em um salão de baile colorido. Mulcahy dirigiu 20 clipes de Elton John e a gaita que se ouve nesta estupenda canção é tocada por Stevie Wonder.

07 - The Cure - In between days

7. “In between days”, The Cure (1985)
Álbum: The Head on the Door.

O famoso “clipe das meinhas” tem um visual bárbaro com a banda “presa” à câmera na guitarra ou ela superpróxima ao rosto do vocalista Robert Smith até ser empurrada para longe por ele. Sem falar na sobreposição de cores que transforma os músicos em assombrações.

08 - Dire Straits - Money for nothing

8. “Money for nothing”, Dire Straits (1985)
Álbum: Brothers in Arms.

Uma primitiva e pioneira animação por computador é a carismática estrela do clipe, tornando-o um marco instantâneo. Mark Knopler não gostava de videoclipes e aceitou a produção depois de muita insistência – a banda só aparece tocando no palco, não “interpretando”. E há as referências à própria MTV  – incluindo Sting cantando em falsete “I want my MTV”.

Mas a definição da imagem é melhor aqui.

09 - Erasure - A little respect

9. “A little respect”, Erasure (1988)
Álbum: The Innocents.

O duo inglês interpreta a canção brincando com as palavras no clipe: piadas visuais ilustram essas palavras literalmente, às vezes totalmente fora do contexto.

11 - Tears for Fears - Sowing the seeds of love

11. “Sowing the seeds of love”, Tears for Fears (1989)
Álbum: The Seeds of Love. Direção do clipe: Jim Blashfield.

Viagem visual psicodélica através de efeitos especiais, animações e das representações da letra da música.

17 - Cyndi Lauper - Time after time-05

17. “Time after time”, Cyndi Lauper (1984)
Álbum: She’s So Unusual. Direção do clipe: Edd Griles.

Uma combinação de algo da patetice tradicional de Cyndi com um toque dramático até então inesperado. A mãe, o irmão e o então namorado aparecem no vídeo. Um momento lindo é o final na estação de trem de Morristown, em Nova Jersey, e tudo o que acontece a partir daí. O clipe é de 1984, mas o álbum é de 1983.

18 - Tears for Fears - Woman in chains

18. “Woman in chains”, Tears for Fears (1989)
Álbum: The Seeds of Love. Direção do clipe: Andy Morahan.

Em preto-e-branco, o vídeo alterna imagens do grupo (incluindo ainda Oleta Adams, que depois partiria para a carreira solo), com a câmera sempre passeando por eles, com o relacionamento abusivo de um boxeador e uma dançarina de pole dance.

19 - Madonna - Material girl-03

19. “Material girl”, Madonna (1985)
Álbum: Like a Virgin. Direção do clipe: Mary Lambert.

Madonna evoca a Marilyn Monroe do número “Diamonds are a girl’s best friend”, de Os Homens Preferem as Loiras (1953). O disco é de 1984, mas o clipe foi gravado em 1985.

20 - Queen - I want to break free

20. “I want to break free”, Queen (1984)
Álbum: The Works. Direção: David Mallet.

O quarteto inglês se veste de mulher na paródia de uma clássica série de TV britânica, Coronation Street (que começou em 1960 e ainda é exibida). Atenção para o bigode que Freddie Mercury não tirou e o suspense para a aparição de Roger Taylor. Na segunda parte, Freddie brinca de balé moderno com o Royal Ballet.

 

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