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170. ‘NOWHERE FAST’, de Ruas de Fogo (1984)
Com Diane Lane. Direção: Walter Hill. Canção de Jim Steinman.

“Uma fábula rock’n’roll”, setencia o filme logo em seu créditos de abertura. E a princesa aparece como a vocalista de uma banda de rock. A deslumbrante Diane Lane dubla, mas a voz é de Laurie Sargent, à frente da banda Fire Inc., que só existiu para gravar as canções deste filme. É uma cena de show, como tantas, mas tem um diretor aí: Walter Hill joga bem demais com os planos e as luzes.

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169. ‘HOLLYWOOD’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e Os Trapalhões. Direção: J.B Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enriquez Bacalov.

O cowboy: “The girl is mine”. Didi: “Cuma?”. Os Trapalhões foram até Hollywood para gravar as cenas deste número. Mas isso é menos importante que a desconstrução que eles fazem do glamour.

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168. ‘YOUR SONG’, de Moulin Rouge — Amor em Vermelho (2001)
Com Ewan McGregor e Placido Domingo. Direção: Baz Luhrmann. Canção de Elton John e Bernie Taupin.

Baz Luhrmann exagerando no exagero, mas com essa belíssima canção de Elton John e o talento de McGregor e Kidman, ficou uma bela cena.

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167. ‘REMEMBER ME’, de Viva — A Vida É uma Festa (2018)
Com Gael García Bernal e Libertad García Fonzi. Direção: Lee Unkrich. Canção de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez.

A canção de um pai para uma filha, em momento de arrancar lágrimas de Viva. Não precisa mais que os dois personagens e um cenário difuso e a reinvenção (e ressignificação) de uma canção que já ouvimos antes do filme.

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166. ‘KISS THE GIRL’, de A Pequena Sereia (1989)
Com Samuel E. Wright. Direção: John Musker, Ron Clements. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Ariel, a sereia, trocou sua bela voz por pernas para conhecer o mundo da superfície. Como num conto clássico, um beijo pode quebrar o encanto. Mas a falta de conversa atravanca o romance e os amigos animais tentam criar o clima para o beijo acontecer.

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165. ‘PIRUETAS’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Chico Buarque e Os Trapalhões. Direção: J.B Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enriquez Bacalov.

O amor pelos cirquinhos transpira nesse número que entra no filme como a viga principal da lona. Mesmo que o intervalo tenha cheirim de macarrão. Chico cantando com os Trapalhões é um incrível e saboroso encontro de dois mundos.

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164. ‘SINGIN’ IN THE RAIN’, de Um Amor de Pequena (1940)
Com Judy Garland. Direção: Norman Taurog. Canção de Arthur Freed e Nacio Herb Brown

Antes de Gene Kelly, “Singin’ in the rain” já era um sucesso cantado diversas vezes no cinema. E uma especial teve como uma protagonista toda faceira a “pequena com uma grande voz”: Judy Garland aos 17.

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163. ‘BOOGIE WOOGIE BUGLE BOY OF COMPANY B’, de Ordinário, Marche! (1941)
Com The Andrew Sisters. Direção: Arthur Lubin. Canção de Don Raye e Hugh Prince.

O filme da dupla cômica Abbott e Costello abriu espaço para um número de baixo orçamento, mas muito charme, com as Andrew Sisters lançando aqui esse clássico absoluto.

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162. ‘SKIP TO MY LOU’, de Agora Seremos Felizes (1944)
Com Judy Garland, Lucille Bremer, Tom Drake, Henry H. Daniels Jr. e elenco. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Charles Walters. Canção de Hugh Martin e Ralph Blane.

Agora Seremos Felizes foi um marco por ser um musical que não era uma trama de bastidores: os protagonistas eram uma família comum na St. Louis de 1903. E esta cena reflete isso: uma festa caseira, com músicas tradicionais, que vira um número musical lindamente coreografado e filmado em apenas quatro planos.

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161. ‘THE LUMBERJACK SONG’, de E Agora, para Algo Completamente Diferente (1971)
Com Michael Palin e The Fred Tomlinson Singers. Direção: Ian MacNaughton. Canção de Michael Palin, Terry Jones e Fred Tomlinson.

O lenhador machão que canta seu cotidiano abraçado à sua beldade loura e acompanhado por um coro da polícia montada canadense é, originalmente, um número da série Monty Python’s Flying Circus. Mas vários quadros foram refilmados para este primeiro filme do grupo inglês. O mais engraçado são os guardas surpreendidos e se entreolhando durate a canção. Oh, Beavis, nós achávamos que você era durão!

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180. ‘YOU’RE AWFUL’, de Um Dia em Nova York  (1949)
Com Frank Sinatra e Betty Garrett. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Você viu no número 198 dessa lista, a taxista Betty Garrett dando em cima do marinheiro Sinatra e ele fingindo que não estava entendendo. Aqui, ela ainda banca a motorista pra ele, que só quer saber de fazer turismo. Mas finalmente, no alto do Empire State, ele se dá conta e faz uma declaração de amor cheia de humor dizendo que ela é terrível — terrivelmente boa de se olhar, e por aí vai.

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179. ‘GOOD MORNING, STARSHINE’, de Hair (1979)
Com Beverly d’Angelo, Treat Williams, Don Dacus, Dorsey Wright, Annie Golden e Cheryl Barnes. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O companheirismo e o vento nos cabelos. A caminho de visitar o amigo que está no quartel à espera de ser mandado para o Vietnã, o grupo de hippies canta na estrada para a luz do sol e a Terra. Milos Forman começa o número com closes em todos os personagens, deixando Beverly d’Angelo, que canta a canção, por último. E que plano final! Detalhe também para a esposa de um deles, ali a contragosto, mas que começa a cantar, simbolizando que começa a aceitar aquela filosofia de vida.

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178. ‘ON MY OWN’, de Os Miseráveis (2012)
Com Samantha Barks. Direção: Tom Hooper. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

Eponine cai em si, debaixo d’água: o alvo de sua paixão ama outra. O mundo dela vai mudar para sempre, mas o dele vai continuar. Samantha Barks vem da versão do palco e explora bem o fato de que os vocais foram gravados ao vivo, na filmagem.

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177. ‘MONEY, MONEY’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minelli e Joel Grey. Direção: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Os números no palco, no filme, são comentários da trama. E aqui, Liza e Grey fazem um jocoso canto à grana, que faz o mundo girar.

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176. ‘HERE’S TO LOVE’, de Abaixo o Amor (2003)
Com Ewan McGregor e Renée Zellweger. Direção: Peyton Reed. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Um filme feito como se tivesse sido produzido nos anos 1960 termina com um número musical cheio de graça, como se tivesse sido feito para a TV — se no começo é “abaixo o amor”, agora é “um brinde ao amor”. A produção do filme aproveitou bem o fato de que era estrelado pelo astro de Moulin Rouge e a estrela de Chicago.

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175. ‘CAMELOT SONG (KNIGHTS OF ROUND TABLE)’, de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975)
Com Graham Chapman, Eric Idle, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam. Direção: Terry Gilliam e Terry Jones. Canção de Graham Chapman, John Cleese e Neil Innes.

Nos anos 1960, Camelot fez sucesso no teatro musical. O Monty Python não deixou passar, na sua versão nonsense da lenda do Rei Arthur. O número é uma farra, com seus cavaleiros “infatigáveis” e que “imitam Clark Gable”. Destaque para o solitário preso à parede, na masmorra, entrando no clima deste “silly place”.

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174. ‘TAKING A CHANCE OF LOVE’, de Uma Cabana no Céu (1943)
Com Ethel Waters, Eddie “Rochester” Anderson e Bill Bailey. Direção: Vincente Minnelli, Busby Berkeley. Canção de Vernon Duke e John La Touche.

A maravilhosa Ethel Waters foi uma grande dama do blues e do jazz, a segunda negra a ser indicada ao Oscar, a primeira a ter seu próprio show de TV e primeira a ser indicada ao Emmy. Foi vítima do racismo em Hollywood, que relegava os negros a pequenos papeis em grandes filmes ou, na melhor das hipóteses, bons papeis em filmes de elenco negro. Aqui, dirigida pelo genial Minnelli, ela mostra seu carisma ao lado do comediante Rochester Anderson. E, se você olhar bem, vai ver Bill Bailey fazendo um moonwalk, 40 anos antes de Michael Jackson.

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173. ‘FASCINATING RHYTHM’, de Se Você Fosse Sincera (1941)
Com Eleanor Powell. Direção: Norman Z. McLeod, Busby Berkeley. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Eleanor Powell pode muito bem ser a melhor dançarina de todos os tempos no cinema. Foi estrela de primeira grandeza na Metro dos anos 1930 e 1940. Neste número, a perícia dela e da equipe: ela sapateia para trás, a câmera acompanha, cortinas se abrem revelando um pianista, depois outro. Olho no relógio: São 2 minutos e 50 segundos de dança ininterrupta, coreografia complexa, até vir o primeiro corte. Veja aqui, nesse cena de bastidor, que deu um trabalhinho…

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172. ‘HISTÓRIA DE UMA GATA’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e os Trapalhões. Direção: J.B. Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Bacalov.

O filme meio que sabota o número, cortando no meio para mostrar uma cena longe dali, deixando de fora uma estrofe inteira da música. Mas quem resiste ao charme de Lucinha, à anarquia dos Trapalhões, à graça da canção? É uma memória afetiva tão forte na vida de tanta gente.

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171. ‘FIT AS A FIDDLE’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Gene Kelly e Donald O’Connor. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Arthur Freed, Al Hoffman e Al Goodhart.

Originalmente de um musical dos palcos de 1932, é o primeiro número musical de Cantando na Chuva (descontando a rápida sequência pré-créditos): uma memória dos personagens de Kelly e O’Connor em um número bem-humorado de vaudeville, os dois cheios de vontade, no começo de carreira. Mas olha como a plateia no filme é exigente!

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26 de julho, há 50 anos: Nasce, em 1967, o ator inglês Jason Statham. Um dos principais astros de filmes de ação no mundo atualmente, ele teve uma parceria de sucesso com o diretor Guy Ritchie, em filmes como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998). Estrelou a série Carga Explosiva (2002/ 05/ 08), o ótimo Efeito Dominó (2008) e participa das franquias Os Mercenários (2010/ 12/ 14) e Velozes e Furiosos (2013/ 15/ 17).

Matt LebLanc

25 de julho, há 50 anos: Nasce, em 1967, o ator e produtor americano Matt LeBlanc. Para sempre conhecido por interpretar o conquistador bobalhão Joey Tribbiani no seriado Friends (1994-2004), LeBlanc não obteve o mesmo sucesso ao levar o personagem para uma série própria, Joey (2004-2006). Depois de cinco anos sem atuar, voltou bem ao interpretar a si mesmo na série Episodes, que terá sua quinta temporada e pelo qual ganhou o Globo de Ouro de ator em série de comédia ou musical, em 2012. Foi indicado cinco vezes ao Globo de Ouro (duas por Friends, um por Joey e duas por Episodes) e sete vezes ao Emmy (três por Friends, quatro por Episodes).

Harrison Ford

13 de julho, 75 anos: Nasce, em 1942, o ator americano Harrison Ford. Um dos atores mais populares de todos os tempos, estrelando duas das franquias de maior sucesso do cinema: Star Wars (como Han Solo, aparecendo em quatro filmes) e Indiana Jones (no papel-título, também em quatro filmes). Também protagonizou outros filmes importantes, como Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982) e A Testemunha (1985).

A seguir, os meus melhores filmes de 2014, apenas entre os que estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa. Antes, a numeralha em torno do circuitão pessoense.

– 164 filmes estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa em 2014 (379 estrearam no Brasil, segundo o levantamento da Abraccine). São 13 a mais que no ano passado, encostando no recorde de 2007 (165), marca de antes do fechamento do primeiro multiplex do MAG. O Boulevard faz esse acompanhamento desde 2006.

– A participação do cinema brasileiro é a melhor de todos os tempos. Chegou a 26,8% dos filmes em cartaz (44 no total). No ano passado, com 32 filmes, o cinema tupiniquim ficou nos 21,2%. Ainda estava bem porque, de 2010 para trás, a conta ficava nos 20 filmes e pouco mais de 10% de filmes em cartaz.

Rosamund Pike em "Garota Exemplar"

Rosamund Pike em “Garota Exemplar”

1 – GAROTA EXEMPLAR, de David Fincher

Uma trama de mistério que brilha no jogo de entregar e sonegar informação ao espectador. A plateia acompanha o tormento do marido (Ben Affleck) que pode ou não ter matado a esposa (Rosamnd Pike, excelente). E acompanha a leitura do diário dela, antes mesmo dos personagens do filme. Semanas em cartaz: duas. Crítica no Boulevard

Leonardo DiCaprio em "O Lobo de Wall Street"

Leonardo DiCaprio em “O Lobo de Wall Street”

2 – O LOBO DE WALL STREET, de Martin Scorsese

Scorsese ridiculariza as falcatruas do mercado financeiro e exige o máximo de Leonardo DiCaprio, talvez na melhor interpretação de sua carreira. Alucinado, é como se fosse um filme sob efeito de cocaína. Semanas em cartaz: sete.

 

Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender em "12 Anos de Escravidão"

Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender em “12 Anos de Escravidão”

3 – 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO, de Steve McQueen

O vencedor do Oscar mostra um homem negro que nasceu livre e é sequestrado e vendido como escravo. Sua luta é a de não se tornar um escravo por dentro. Michael Fassbender está assustador. Semanas em cartaz: três. Crítica no Boulevard

 

Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux em "Azul É a Cor Mais Quente"

Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux em “Azul É a Cor Mais Quente”

4 – AZUL É A COR MAIS QUENTE, de Abdellatif Kechiche

Dormir, comer, amar, chorar, fazer sexo: o filme de Kechiche mostra como que através de um microscópio os muitos detalhes da vida de Adéle, vivida pela revelação Adèle Exarchopoulos. Semanas em cartaz: três.

Bérenice Bejo e ???? em "O Passado"

Bérenice Bejo e Ali Mosaffa em “O Passado”

5 – O PASSADO, de Asghar Farhadi

De novo Farhadi traça filme de mistério e investigação sem sair do drama familiar, com peças a juntar e personagens com algo a esconder. Passou no Festival Varilux e depois entrou em cartaz rapidamente. Semanas em cartaz: uma.

Charis Evans e Scarlett Johansson em "Capitão América 2 - O Soldado Invernal"

Charis Evans e Scarlett Johansson em “Capitão América 2 – O Soldado Invernal”

6 – CAPITÃO AMÉRICA 2 – O SOLDADO INVERNAL, de Anthony Russo e Joe Russo

O filme tem muita ação e movimento, mas o grande lance é o contraste entre o herói de valores antiquados em um mundo complexo. Semanas em cartaz: sete. Crítica no Boulevard

"Planeta dos Macacos - O Confronto"

“Planeta dos Macacos – O Confronto”

7 – PLANETA DOS MACACOS – O CONFRONTO, de Matt Reeves

Esta continuação é tão boa (talvez melhor) que o primeiro filme da retomada da série. Pela primeira vez, um ator em captura de movimento surge em primeiro nos créditos. Com justiça, é Andy Serkis. Semanas em cartaz: cinco.

Cate Blanchett em "Blue Jasmine"

Cate Blanchett em “Blue Jasmine”

8 – BLUE JASMINE, de Woody Allen

Cate Blanchett foi quase unanimidade como a melhor interpretação feminina de 2013 (o filme só estreou em JP este ano) como a Jasmine, meio Blanche DuBois, de Allen. E ganhou o Oscar de melhor atriz. Semanas em cartaz: três.

Zoe Saldana, Chris Pratt e Dave Bautista em "Guardiões da Galáxia"

Zoe Saldana, Chris Pratt e Dave Bautista em “Guardiões da Galáxia”

9 –  GUARDIÕES DA GALÁXIA, de James Gunn

Heróis absolutamente desconhecidos do grande público e nenhum ator famoso, a não ser na dublagem de uma árvore e de um guaxinim. Mas com ritmo e humor, o filme foi um sucesso. E ainda tinha aquele awesome mix!. Semanas em cartaz: cinco. Crítica no Boulevard

Fabio Audi, Tess Amorim e Ghilherme Lobo em "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho"

Fabio Audi, Tess Amorim e Ghilherme Lobo em “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”

10 – HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO, de Daniel Ribeiro

Uma bem sucedida versão em longa-metragem do curta Não Quero Voltar Sozinho, o filme tem um cativante trio de jovens protagonistas e é uma delicado e muito bem narrado conto sobre o primeiro amor. Semanas em cartaz: duas.

Vale lembrar também: Frozen – Uma Aventura CongelanteO Menino e o MundoTatuagemUma Aventura LegoRoboCopWalt nos Bastidores de Mary PoppinsEu, Mamãe e os MeninosUma Viagem ExtraordináriaEm Busca de IaraOs Filhos do PadrePraia do FuturoX-Men – Dias de um Futuro EsquecidoO Mercado de NotíciasSerá que?Magia ao LuarTim MaiaJogos Vorazes – A Esperança: Parte 1.

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MAIS RETROPECTIVA 2014:

De outubro do ano passado até março deste ano, nossos amigos deram notas a todos os filmes que viram e que estiveram comercialmente em cartaz em João Pessoa em 2013. Foram 189, no total. As médias da soma das notas recebidas divididas pelo número de pessoas que viram o filme estabeleceram o resultado que definiram os melhores filmes do ano, segundo a eleição. Veja a seguir o resultado total, com os 130 filmes que atingiram o quórum mínimo de quatro notas. Veja aqui a análise completa, com as estatísticas da eleição.

Mads Mikkelsen e Thomas Bo Larsen, em "A Caça"

Mads Mikkelsen e Thomas Bo Larsen, em “A Caça”: o melhor filme do ano

1 – A CAÇA, de Thomas Vinterberg – média 4,5

Um dos criadores do movimento Dogma 95, Thomas Vinterberg não precisou radicalizar para que A Caça conquistasse o posto de melhor filme exibido comercialmente nos cinemas pessoenses em 2013. Mas, curiosamente, essa exibição comercial foi um dia só – em uma mostra chamada “Fugindo do Carnaval”, que já nem teve em 2014. O filme dinamarquês foi crescendo ao longo da votação até ultrapassar Amor na reta final.

Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, em "Amor"

Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, em “Amor”

2 – AMOR, de Michael Haneke – média 4,321

Haneke não é diretor de querer emocionar ninguém, mas sua história de um amor doloroso entre octogenários fez isso. Oscar, Globo de Ouro e Bafta de filme de língua não inglesa, e Palma de Ouro em Cannes.

Adam Driver e Greta Gerwig em "Frances Ha"

Adam Driver e Greta Gerwig em “Frances Ha”

3 – FRANCES HA, de Noah Baumbach – média 4,294

A doçura deste filme novaiorquino que se derrama pela nouvelle vague provou ser contagiante com a grande maioria dos eleitores que o viu.

Amy Adams, Phillip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix, em "O Mestre"

Amy Adams, Phillip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix, em “O Mestre”

4 – O MESTRE, de Paul Thomas Anderson – média 4,277

Paul Thomas Anderson mostra sua força como um artista admirado e formador de uma visão poderosa de personagens.

Sandra Bullock, em "Gravidade"

Sandra Bullock, em “Gravidade”

5 – GRAVIDADE, de Alfonso Cuarón – média  4,242

Foi o sucesso da união entre prodígio técnico, emoção e um subtexto existencial que dá um belo suporte à obra. Ganhou sete Oscars este ano.

"Caverna dos Sonhos Esquecidos"

“Caverna dos Sonhos Esquecidos”

6 – CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS, de Werner Herzog – média  4,2

Herzog dirigiu o melhor documentário do ano e ainda mostrou que o 3D pode servir a mais que filmes de ação e animações.

Gael García Bernal, em "No"

Gael García Bernal, em “No”

7 – NO, de Pablo Larraín – média  4,153

O cinema latino marca presença no top 10 com a visão de um momento histórico aliada a uma sacada visual.

Ben Affleck, em "Argo"

Ben Affleck, em “Argo”

8 – ARGO, de Ben Affleck – média  4,142

O vencedor do Oscar em 2013 enfrentou algumas restrições, mas a reconstituição de um resgate no Irã dos anos 1970 acabou aprovado pela assembleia.

Min-soo Jo e Jung-Jin Lee em "Pieta"

Min-soo Jo e Jung-Jin Lee em “Pieta”

Barbara Sukowa em "Hannah Arendt"

Barbara Sukowa em “Hannah Arendt”

9 – PIETA, de Ki-duk Kim – média  4,125

HANNAH ARENDT, de Margarethe von Trotta  – média  4,125

Empatados em nono lugar, ficaram o pesado drama mãe-filho coreano e a “biografia de uma ideia” (a filósofa alemã desenvolvendo a teoria da banalidade do mal)

Gustavo Jahn e Irma Brown, em "O Som ao Redor"

Gustavo Jahn e Irma Brown, em “O Som ao Redor”, brasileiro de maior média no ano

Estes próximos quase chegaram ao top 10. Três deles ainda conseguiram fica no grupo da média 4. Inclusive o melhor brasileiro do ano, O Som ao Redor (ele é seguido por dois documentários: O Dia que Durou 21 AnosElena). Tarantino e Ron Howard conseguiram emplacar bem seus Django LivreRush. O primeiro blockbuster propriamente dito ficou só em 20º este ano (Círculo de Fogo, que é seguido por Além da Escuridão – Star TrekJogos Vorazes – Em Chamas).

 

11 – O Som ao Redor – média  4,12

12 – Os Suspeitos – média  4

– Capitão Phillips – média  4

14 – Django Livre – média  3,945

15 – Rush – No Limite da Emoção – média  3,944

16 – As Vantagens de Ser Invisível – média  3,909

17 – O Dia que Durou 21 Anos – média  3,875

18 – Cirque du Soleil – Outros Mundos – média  3,8

– A Datilógrafa – média  3,8

20 – Círculo de Fogo – média  3,789

 

"Universidade Monstros", animação de maior média no ano

“Universidade Monstros”, animação de maior média no ano

Do 21º ao 40º ainda é uma colocação de bastante respeito no nosso universo de 130 filmes. Está aqui a melhor animação do ano (Universidade Monstros, seguida por Detona Ralph e, mais longe, Meu Malvado Favorito 2). Diretores consagrados estão aqui: Sokurov (Fausto), Spielberg (Lincoln), Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura), Costa-Gravas (O Capital). Mas nem tudo é aclamação: aqui estão outras grandes polêmicas, mas que ainda tiveram saldo bem positivo (Os MiseráveisO Lado Bom da Vida).

 

21 – Fausto – média  3,777

22 – Além da Escuridão – Star Trek – média  3,772

23 – Elena – média  3,769

24 – Depois de Lucia – média  3,75

– A Visitante Francesa – média  3,75

26 – Dentro da Casa – média  3,714

27 – Universidade Monstros – média  3,687

28 – Detona Ralph – média  3,666

– Infância Clandestina – média  3,666

30 – Lincoln – média  3,636

 

31 – Sete Psicopatas e um Shih Tzu – média  3,615

32 – Killer Joe – média  3,6

– Adeus, Minha Rainha – média  3,6

– O Capital – média  3,6

35 – A Hora Mais Escura – média  3,571

36 – Jogos Vorazes – Em Chamas – média  3,555

37 – Os Miseráveis – média  3,545

38 – Invocação do Mal – média  3,533

39 – O Lado Bom da Vida – média  3,514

40 – Flores Raras – média  3,5

– Metallica – Through than Never – média 3,5

 

Chris Hemsworth em "Thor - O Mundo Sombrio": o melhor filme de super-heróis do ano vem só em 48º

Chris Hemsworth em “Thor – O Mundo Sombrio”: o melhor filme de super-heróis do ano vem só em 48º

 A turma do meião, aqueles filmes que, em geral, não chegaram a desgradar a maioria do que os viram, mas também não foram tudo isso (HitchcockO Hobbit – A Desolação de SmaugWolverine ImortalFaroeste Caboclo). Aqui também entram algumas polêmicas do ano (Camille Claudel 1915). Febre do Rato, muito elogiado pela crítica, também veio parar aqui. Também só aqui aparece o melhor filme de super-heróis do ano, segundo a eleição: Thor – O Mundo Sombrio (e os dois seguintes: Wolverine Imortal e Homem de Ferro 3).

 

42 – A Vida Secreta de Walter Mitty – média 3,444

43 – Meu Malvado Favorito 2 – média 3,437

44 – Tese sobre um Homicídio – média 3,428

– Rota de Fuga – média 3,428

46 – A Luz do Tom – média 3,4

– Dossiê Jango – média 3,4

48 – Thor – O Mundo Sombrio – média 3,391

49 – Camille Claudel 1915 – média 3,375

– Família do Bagulho – média 3,375

 

51 – O Hobbit – A Desolação de Smaug – média 3,333

52 – Febre do Rato – média 3,3

53 – Anna Karenina – média 3,272

54 – Anos Incríveis – média 3,25

– O Verão da Minha Vida – média 3,25

56 – Terapia de Risco – média 3,2

57 – Wolverine – Imortal – média 3,19

58 – Faroeste Caboclo – média 3,181

59 – A Busca – média 3,166

60 – Homem de Ferro 3 – média 3,148

 

61 – O Grande Gatsby – média 3,142

– Serra Pelada – média 3,142

63 – Elysium – média 3,137

64 – Hitchcock – média 3,105

65 – Velozes e Furiosos 6 – média 3,1

66 – Se Beber, Não Case 3 – média 3,076

 

Henry Cavill e Amy Adams, em "O Homem de Aço"

Henry Cavill e Amy Adams, em “O Homem de Aço”: polêmico, ficou só no 88º lugar

 Da média 3 para baixo, filmes que já tiveram mais notas abaixo da média que acima. Aqui, alguns até conquistaram um ou outro, mas, em geral, amargaram notas baixas (O Homem de Aço) ou ficaram mesmo sempre na mesma média (Oz, Mágico e Poderoso).

 

67 – A Viagem – média 3

– 2 Dias em Nova York – média 3

– Parker – média 3

– Os Croods – média 3

– Alvo Duplo – média 3

– Chamada de Emergência – média 3

– RED 2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos – média 3

– As Bem-Armadas – média 3

– Mato sem Cachorro – média 3

– Meu Passado Me Condena – média 3

– Jovem e Bela – média 3

– Os Belos Dias – média 3

79 – Cine Holliúdy – média 2,944

80 – Invasão à Casa Branca – média 2,909

 

81 – É o Fim – média 2,9

82 – Oz, Mágico e Poderoso – média 2,866

83 – Bem Amadas – média 2,833

– Ender’s Game – O Jogo do Exterminador – média 2,833

85 – Elefante Branco – média 2,8

86 – Guerra Mundial Z – média 2,791

87 – Somos Tão Jovens – média 2,777

88 – O Homem de Aço – média 2,758

89 – Renoir – média 2,75

– Prenda-me – média 2,75

– Percy Jackson e o Mar de Monstros – média 2,75

 

92 – Como Não Perder Essa Mulher – média 2,714

93 – O Último Desafio – média 2,7

94 – Minha Mãe É uma Peça – média 2,692

95 – Sem Dor, sem Ganho – média 2,6

– Sobrenatural – Capítulo 2 – média 2,6

97 – Mama – média 2,583

98 – Truque de Mestre – média 2,538

99 – João e Maria, Caçadores de Bruxas – média 2,533

 

Armie Hammer e Johnny Depp, em "O Cavaleiro Solitário"; convenceu muito pouca gente

Armie Hammer e Johnny Depp, em “O Cavaleiro Solitário”; convenceu muito pouca gente

Estes próximos filmes não ficaram nem entre os cem melhores. Alguns pecaram por buscarem “arte” demais (o pernambucano Boa Sorte, Meu Amor), outros por não conseguirem convencer muito nem as plateias dos blockbusters (Oblivion). Aventuras adolescentes parece que es esgotaram de vez (A HospedeiraDezesseis Luas) e comédias nacionais têm local cativo aqui (O Concurso e Giovanni Improtta quase ficaram entre os dez piores do ano). E alguns filmes parecem simplesmente errados desde o projeto (Jack, o Caçador de GigantesO Cavaleiro SolitárioJobs).

 

100 – Boa Sorte, Meu Amor – média 2,5

– A Hospedeira – média 2,5

– Oblivion – média 2,5

– Riddick 3 – média 2,5

104 – Meu Namorado É um Zumbi – média 2,444

105 – Jack, o Caçador de Gigantes – média 2,428

106 – As Neves do Kilimanjaro – média 2,4

– Dezesseis Luas – média 2,4

– Vai que Dá Certo – média 2,4

109 – Caça aos Gangsters – média 2,375

110 – Os Estagiários – média 2,333

– Última Viagem a Vegas – média 2,333

112 – O Cavaleiro Solitário – média 2,285

113 – GI Joe – Retaliação – média 2,25

– Uma Ladra sem Limites – média 2,25

115 – Jobs – média 2,222

116 – Carrie, a Estranha – média 2,214

117 – Jack Reacher – O Último Tiro – média 2,2

– Os Smurfs 2 – média 2,2

119 – O Concurso – média 2,142

120 – Giovanni Improtta – média 2

 

Kevin James, David Spade, Chris Rock e Adam Sandler, em "Gente Grande 2": o pior filme do ano

Kevin James, David Spade, Chris Rock e Adam Sandler, em “Gente Grande 2”: o pior filme do ano

Seguem os dez piores do ano. Blockbusters caras de pau (o quinto Duro de Matar, já praticamente nada mais a ver com o original; Depois da Terra, com Shyamalan no fundo do poço), aventuras adolescentes que não convenceram (Instrumentos Mortais), besteiróis que passaram da conta (Para MaioresGente Grande 2) e sobrou até para animação japonesa (Dragon Ball) e filmes francês (O Homem que Ri).

121 – Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer – média 1,875

122 – Para Maiores – média 1,8

– Depois da Terra – média 1,8

– Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos – média 1,8

– Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses – média 1,8

126 – A Fuga – média 1,75

– O Homem que Ri – média 1,75

– O Massacre da Serra Elétrica – A Lenda Continua – média 1,75

129 – R.I.P.D. – Agentes do Além – média 1,666

130 – Gente Grande 2 – média 1,25

MAIS RETROSPECTIVA 2013:

Meus melhores filmes do ano
Musas do ano
50 filmes não exibidos em João Pessoa

Eleição Melhores do Ano 2012

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Para não ser uma peça de museu

Capitão América (Evans) e a Vipuva Negra (Scarlett): o herói tenta compreender o mundo atual sem perder seus valores

Capitão América (Evans) e a Viúva Negra (Scarlett): o herói tenta compreender o mundo atual sem perder seus valores

O primeiro Capitão América da Marvel Studios, em 2011, usou muito bem a ambientação anos 1940 da história da origem do personagem. Com o diretor Joe Johnston, evocou o sabor de aventuras antigas com um ótimo resultado final. O desfecho, porém, já era no século XXI, em ligação com Os Vingadores – The Avengers (2012). O segundo, Capitão América 2 – O Soldado Invernal (Captain America – The Winter Soldier, EUA, 2014), conseguiu a proeza de adaptar muito bem o herói para uma aventura na atualidade.

O filme começa situando Steve Rogers (Chris Evans), em Washington, e não por acaso, já que é a sede do governo americano. É uma bonita e significativa sequência em que ele dá uma corrida em torno do espelho d’água que liga o Monumento a Washington ao Memorial de Lincoln e faz amizade com o ex-aviador Sam Wilson (Anthony Mackie). Rogers, é bom lembrar, não tem identidade secreta: Wilson reconhece logo que se trata do Capitão América (e é uma ótima representação do herói Falcão, parceiro de longa data do Capitão nas HQs e um dos poucos heróis negros de destaque nos quadrinhos).

A rotina é logo interrompida por uma beldade em um carrão: a Viúva Negra (Scarlett Johansson), que o busca para mais uma missão a serviço da organização SHIELD, bastante secreta até para quem trabalha para ela. Até aí, o filme também já tratou de situar Rogers como um homem ainda precisando se adaptar a um tempo que não é o seu. Por enquanto, no que diz respeito a referências culturais (ele precisa anotar sobre Guerra nas Estrelas e Marvin Gaye em um caderninho) e maneira de lidar com as mulheres (tema de conversa com a colega agente).

Mais tarde, essa inadequação vai se fazer mais presente, e de maneira mais geral, na contraposição entre um herói “antiquado” que vê (ou se esforça para continuar vendo) as coisas em termos claros de certo e errado (como na II Guerra, onde o “errado”, pelo menos, era fácil de reconhecer) e um mundo que insiste em dizer a ele que já não é bem assim, com certo e errado se embaralhando.

Isso é temperado pelo surgimento do Soldado Invernal (Sebastian Stan), um assassino supereficiente que está disposto a macular para valer a agência. Muita coisa nessa história vai remeter ao passado do Capitão, passado emblematizado numa bonita sequência de uma exposição sobre sua história no museu (sequência que também serve bem para contextualizar a história toda para quem está chegando agora).

O filme dos irmãos Anthony e Joe Russo mostra exatamente o herói tentando não se tornar uma peça de museu, mas ainda mantendo seus valores e ideais (caminho pelo qual O Homem de Aço deveria ter seguido e não o fez). O Capitão América é um sujeito simples e direto em um mundo complexo e ambíguo, mas em nenhum momento pensa em se deixar dobrar.

Os irmãos diretores, incrível, não comandavam um filme desde 2006 – a comédia ruim Dois É Bom, Três É Demais. Desde então, se dedicaram à TV, principalmente à série Community, para a qual dirigiram 21 episódios. Em Capitão América 2, eles abandonaram o clima de seriado dos anos 1940, que Joe Johnston imprimiu em O Primeiro Vingador, e optaram por aproximar o filme dos thrillers políticos dos anos 1970, o que funcionou muito bem.

Talvez não seja por acaso a presença de Robert Redford, portanto, que dá peso extra a um filme de super-heróis e que ajuda na construção da nova atmosfera. Embora, claro, com o molho dos filmes de ação bem século XXI. O filme vai dosando esses momentos com o Capitão superando seguidos desafios até a reta final. Aí, há muito movimento e barulho, como esperado, mas, felizmente, nada que ofusque a história.

E a ação se dirige a um ponto em que, em boa medida, não se sabe mais quem é aliado ou inimigo, e rumos importantes do universo Marvel nos cinemas são sensivelmente alterados (atenção para a cena pós-créditos, primeira menção a um certo tipo importante de personagem que ainda não havia aparecido nos filmes do Marvel Studios). Em um ponto onde os filmes de super-heróis poderiam estar saturados, Capitão América 2 – O Soldado Invernal mostra que dá para misturar o “à moda antiga” e a “modernidade”.

Capitão América 2 – O Soldado InvernalCapitain America – The Winter Soldier. Estados Unidos, 2014. Direção: Anthony Russo, Joe Russo. Elenco: Chris Evans, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Robert Redford, Sebastian Stan, Anthonie Mackie, Cobie Smulders, Emily VanCamp, Hayley Atwell, Toby Jones, Stan Lee. Voz: Gary Sinise.

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Deboche “de arte”

Stacy Martin, em "Ninfomaniaca": mostrando pouco

Stacy Martin, em “Ninfomaniaca”: mostrando pouco

Quando Lars von Trier anunciou no Festival de Cannes que seu filme seguinte seria um pornô, o ar de deboche estava evidente (a famosa consideração sobre Hitler só reforçava isso). Ninfomaníaca – Volume 1 (Nymphomaniac – Volume 1, Dinamarca/ Alemanha/ França/ Bélgica/ Reino Unido, 2013) também reforça isso.

Ancorado no relato de uma convalescente Joe (Charlotte Gainsbourg) sobre suas aventuras sexuais, o filme (sem o volume 2, que estreou meses mais tarde) é pouco mais do que uma coleção de contos eróticos protagonizados pela mesma personagem, só que mais jovem (vivida, aí, pela estreante inglesa, ex-modelo, Stacy Martin). Joe conta suas histórias a um homem contido e bom ouvinte, Seligman (Stellan Skarsgard), após ser resgatada em uma rua escura depois de um espancamento.

Seligman (curiosidade: em dinamarquês, “selig” é “insolúvel”, segundo o Google Tradutor – não imagino se há algum significado nisso para o filme) não só ouve como faz comentários pretensamente profundos, enquanto Joe conta como aceitou o desafio de uma amiga de uma competição para transar com homens em um trem e de sua relação conturbada com o mecânico que tira sua virgindade e que, depois, ela reencontra como homem de negócios. Ou a invasão de uma mulher casada (Uma Thurman) ao seu apartamento, quando Joe está com o marido dela.

Mais explicito do que o sexo – no corte que chegou aos cinemas brasileiros, que ainda dá uma maneirada no sexo explícito – é a tentativa de construir uma atmosfera pesada quase o tempo todo – como que para dar um ar de seriedade ao conteúdo erótico. O dialogo vai discorrendo sobre bondade ou maldade e o vazio de emoções que Joe experimenta desde sempre. Porém, Von Trier parece não se decidir se está ou não levando a sério seu próprio filme, com uma tentativa de fazer humor em algumas cenas que só pode ser proposital.

Caso de Seligman imaginando o que seria uma aula de educação sexual de Joe. Em outras, fica a dúvida: serão sérias aquelas intermináveis analogias de Seligman sobre a pesca ou música clássica? Ou os intertextos a la Ilha das Flores (1987) e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)? Ou a cena de constrangimento de Uma Thurman?

A decisão de dividir o filme em dois pode fazer com que o segundo melhore o primeiro, se der um sentido a essa por enquanto mera coleção de contos de sexo mais ou menos explicito (e explícito mesmo, no corte que o diretor quer). Se a perspectiva, no entanto, for ainda esta – a de um deboche vestido de “filme de arte” – será, para começar, um filme longo demais para mostrar muito pouco. E não estou falando de nudez.

E, neste caso, ainda bem, pelo menos, que resolveram lançar como dois filmes – e não um só de quatro ou cinco horas.

Ninfomaníaca – Volume 1. Nymphomaniac – Volume 1. Dinamarca/ Alemanha/ França/ Bélgica/ Reino Unido, 2013. Direção: Lars von Trier. Elenco: Charlotte Gainsbourg, Stacy Martin, Stellan Skasgard, Shia LaBeouf, Christian Slater, Connie Nielsen, Uma Thurman.

15 – “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J.B. Tanko

15 – OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES (1981), de J.B. Tanko

14 – “O Magico de Oz”, de Victor Fleming (1939)

14 – O MÁGICO DE OZ (1939), de Victor Fleming

13 – “Toy Story 3”, de Lee Unkrich

13 – TOY STORY 3 (2010), de Lee Unkrich

12 – “Perdidos na Noite” (1969), de John Schlesinger

12 – PERDIDOS NA NOITE (1969), de John Schlesinger

11 – “Ratatouille” (2007), de Brad Bird

11 – RATATOUILLE (2007), de Brad Bird

10 – “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” (2003), de Peter Jackson

10 – O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI (2003), de Peter Jackson

* Revendo o post percebi que faltava o número 9. Foi a deixa para incluir a lembrança do amigo nos comentários.

9 – “Butch Cassidy” (1969), de George Roy Hill

9 – BUTCH CASSIDY (1969), de George Roy Hill

8 – “Cinema Paradiso” (1988), de Giuseppe Tornatore

8 – CINEMA PARADISO (1988), de Giuseppe Tornatore

7 – “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004), de Alfonso Arau

7 – HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN (2004), de Alfonso Arau

6 – “Conta Comigo” (1986), de Rob Reiner

6 – CONTA COMIGO (1986), de Rob Reiner

5 – “Forrest Gump, o Contador de Histórias” (1994), de Robert Zemeckis

5 – FORREST GUMP, O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994), de Robert Zemeckis

4 – “E.T., o Extraterrestre” (1982), de Steven Spielberg

4 – E.T., O EXTRATERRESTRE (1982), de Steven Spielberg

3 – “Um Sonho de Liberdade” (1994), de Frank Darabont

3 – UM SONHO DE LIBERDADE (1994), de Frank Darabont

2 – “Thelma & Louise” (1991), de Ridley Scott

2 – THELMA & LOUISE (1991), de Ridley Scott

1 – “A Felicidade Não Se Compra” (1946), de Frank Capra

1 – A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946), de Frank Capra

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