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78. Meg Ryan

Em "Sintonia de Amor", a namoradinha da América no auge

Meg Ryan, coitada, não soube envelhecer. Se encheu de botox, faz filmes deprimentes e sua carreira nem de longe lembra a época em que era um docinho de coco estrelando as comédias românticas escritas e às vezes dirigidas por Nora Ephron. Mas esse período existiu e é por causa dele que ela está aqui. A insistência no estilo algumas vezes pareceu excessiva, mas, olhando direitinho, haviam coisas mais arriscadas, como The Doors (1991) ou Coragem sob Fogo (1996). Mas a quem querem enganar? Alguma de suas personagens transgressoras nestes filmes (ou em Em Carne Viva, 2003, com todas aquelas cenas de sexo) supera sua Sally Albright de Harry & Sally, Feitos um para o Outro? Nem pensar.

Vá atrás: Viagem Insólita (1987), Harry & Sally, Feitos um para o Outro (1987), The Doors (1991), Sintonia de Amor (1993), O Outro Lado da Nobreza (1995), Coragem sob Fogo (1996), Anastasia (1997), Cidade dos Anjos (1998), Mensagem para Você (1998), Kate & Leopold (2001), Em Carne Viva (2003).

Cena abaixo: o orgasmo mais célebre do cinema, claro, em Harry & Sally.

Atriz anterior: Fernanda Montenegro

79. Fernanda Montenegro

Fernandona em "Central do Brasil": convencendo até Hollywood

Fernandona é hors concours. Mas aqui não se trata propriamente da melhor atriz e, sim, das preferidas – e critérios ainda mais subjetivos contam. Mas a perícia na área também – e como Fernanda pode não entrar numa lista de preferidas após a interpretação soberba em Central do Brasil (1998), que deu uma inédita indicação ao Oscar para um ator brasileiro? Ou seja: os atores da Academia se renderam a ela, mesmo com a barreira da língua e descobriram o que nós já sabemos há muito tempo. E é um prazer ver que ela brilha especialmente em papéis cômicos, que o Sílvio de Abreu teve a coragem de dar a ela em algumas novelas, como Guerra dos Sexos (1983) e Cambalacho (1986).

Vá atrás: A Falecida (1965); Tudo Bem (1978); Eles Não Usam Black-Tie (1981); A Hora da Estrela (1985); Central do Brasil (1998); O Auto da Compadecida (1999); Casa de Areia (2005).

Cena abaixo: dois monstros sagrados (ela e Paulo Autran) na impagável cena de pastelão em Guerra dos Sexos

Atriz anterior: Marcia Gay Harden

80. Marcia Gay Harden

Marcia, na interpretação indicada ao Oscar em "Sobre Meninos e Lobos"

Eu reparei pela primeira vez em Marcia Gay Harden em um filme que se chamava – como era mesmo? – Romance de Outono (1992), com Shirley MacLaine e Marcello Mastroianni. Nunca mais deixei de reparar nela, e de ficar feliz ao vê-la em papéis maiores, como o de Sobre Meninos e Lobos (2003), pelo qual foi indicada ao Oscar de coadjuvante. Depois, ela mostrou porque é impressionante como a fundamentalista do ótimo O Nevoeiro (2006). Na verdade, seu primeiro destaque vem de antes de Romance de Outono, está como a femme fatale de Ajuste Final (1990), dos irmãos Coen. Ela ganhou um Oscar de coadjuvante, por Pollock (2000). Marcia geralmente faz coadjuvantes, você já percebeu, mas é daquelas que nunca passa despercebida.

Vá atrás: Ajuste Final (1990); Romance de Outono (1992); Cowboys do Espaço (2000); Pollock (2000); Sobre Meninos e Lobos (2003); O Vigarista dos Ano (2006); Na Natureza Selvagem (2007); O Nevoeiro (2007); Garota Fantástica (2009).

Cena abaixo: Marcia é Ava Gardner na minissérie Sinatra (1992).

Atriz anterior: Carrie Fisher

81. Carrie Fisher

Inesquecível em "O Retorno de Jedi", com aqueeele biquíni

Ela é, claro, a Princesa Léia da trilogia Guerra nas Estrelas. Filha de Debbie Reynolds (estrelinha de Cantando na Chuva, 1952) e do cantor Eddie Fisher, ela nunca decolou além do papel na saga galática de George Lucas. Teve até boas aparições como coadjuvante em filmes posteriores – principalmente em Hannah e Suas Irmãs (1986) e Harry e Sally, Feitos um para o Outro (1989). Ou, antes, em Os Irmãos Cara de Pau (1980), do mesmo ano em que O Império Contra-Ataca. Talvez as drogas no começo dos anos 1980, tenham atrapalhado sua carreira. Carrie acabou fazendo sucesso como escritora, com alguns romances, sobretudo o autobiográfico Postcards from the Edge (que chegou ao cinema como Lembranças de Hollywood, onde seu papel era interpretado por Meryl Streep). Outra de suas memórias, Wishful Drinking, virou peça na Broadway em 2009. Mas, que diabo, como esquecê-la naquele biquíni estilizado de O Retorno de Jedi (1983)?

Vá atrás: Shampoo (1975); Guerra nas Estrelas (1977); O Império Contra-Ataca (1980); Os Irmãos Cara de Pau (1980); O Retorno de Jedi (1983); O Homem do Sapato Vermelho (1985); Hannah e Suas Irmãs (1986); Harry e Sally, Feitos um para o Outro (1989); Fanboys (2008).

Cena abaixo: todo mundo já a conhece como a Princesa Léia, então vamos a uma cena anterior a Guerra nas Estrelas, em Shampoo.

Atriz anterior: Maggie Smith

82. Maggie Smith

Maggie em "California Suíte", pelo qual ganhou seu segundo Oscar

Hoje em dia, ela é  mais conhecida como a Professora Minerva da série Harry Potter, mas antes disso Dame Maggie Smith já havia se tornado uma das maiores atrizes britânicas de tdos os tempos. Ganhou Oscar com Primavera de uma Solteirona (1969) e teve atuações celebradas em Assassinato por Morte (1976), California Suite (1978),  Fúria de Titãs (1981), Uma Janela para o Amor (1985), Mudança de Hábito (1992), O Jardim Secreto (1993). Em dramas ou comédias, sua imagem altiva e aristocrática sempre rendeu o máximo, razão pela qual ela foi e é extremamente requisitada. Quem não iria querer Maggie engrandecendo seu filme?

Vá atrás: Primavera de uma Solteirona (1969); Oh, que Bela Guerra! (1969); Assassinato por Morte (1976); Morte sobre o Nilo (1978); California Suite (1978); Fúria de Titãs (1981); Uma Janela para o Amor (1985); Hook – A Volta do Capitão Gancho (1991); Mudança de Hábito (1992); O Jardim Secreto (1993); Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001); Assassinato em Gosford Park (2001).

Cena abaixo: cenas de Primavera para uma Solteirona

Atriz anterior: Dianne Wiest

83. Dianne Wiest

Dianne, uma das preferidas de Woody Allen, com Barbara Hershey e Mia Farrow em "Hannah e Suas Irmãs"

Se Woody Allen é conhecido por sempre ter coadjuvantes de primeira, a principal delas é Dianne Wiest. Começou por Emma em A Rosa Púrpura do Cairo (1985), teve um momento gigante com a Holly de Hannah e Suas Irmãs (1986), outro destaque como a Bea de A Era do Rádio (1987), foi a Stephanie do dramático Setembro (1987) e a despedida foi no máximo como a Helen Sinclair de Tiros na Broadway (1994). Vencedora do Oscar tanto por Hannah quanto por Tiros na Broadway, Dianne ainda foi indicada por Parenthood – O Tiro que Não Saiu pela Culatra (1989). Seu jeito meigo ainda se destacou em vários outros filmes, como Footloose (1984) e Edward, Mãos de Tesoura (1990).

Vá atrás: Footloose – Ritmo Louco (1984); Hannah e Suas Irmãs (1986); A Era do Rádio (1987); Os Garotos Perdidos (1987); Parenthood – O Tiro que Não Saiu pela Culatra (1989); Edward, Mãos de Tesoura (1990); Mentes que Brilham (1991); Tiros na Broadway (1994); Uma Lição de Amor (2001); Sinédoque, Nova York (2008).

Cena abaixo: Dianne como Helen Sinclair em Tiros na Broadway, a caminho do segundo Oscar

Atriz anterior: Emily Watson

84. Emily Watson

Em "Ondas do Destino", o início pelas mãos de Von Trier

Amélie Poulain só existe por causa de Emily Watson. A personagem foi inspirada na atriz inglesa (Amélie/ Emily, entendeu?) e era ela quem deveria interpretá-la – mas ficar tanto tempo longa da família e ainda por cima falando francês deve ter sido um preço muito alto. Amélie ficou com Audrey Tautou e ganhamos uma nova atriz para admirar, mas não perdemos Emily. Atriz da Royal Shakespeare Company, ela estreou no cinema sob a tutela de Lars Von Trier em Ondas do Destino (1996), encarando cenas de sexo que fizeram Helena Bonham Carter desistir do projeto. A coragem (e a revelação de seut alento) rendeu uma indicação ao Oscar.

Vá atrás: Ondas do Destino (1996); O Lutador (1997); Hilary & Jackie (1998); As Cinzas de Ângela (1999); Assassinato em Gosford Park (2001); Embriagado de Amor (2002); Dragão Vermelho (2002); A Noiva-Cadáver (voz, 2005); Sinédoque, Nova York (2009).

Cena abaixo: A corrida alucinada de Adam Sandler, em Embriagado de Amor, só tem um obejtivo: uma iluminada Emily Watson

Atriz anterior: Eva Marie Saint

85. Eva Marie Saint

Ambígua com Cary Grant, em "Intriga Internacional"

Eva Marie Saint hoje é uma senhora: a vimos como Martha Kent, a mãe do Super-Homem em Superman – O Retorno (2006). Para dar volume e dignidade ao papel, poucas seriam melhores. Eva foi uma atriz de alto calibre na Hollywood que estava começando a se libertar das amarras da censura, nos anos 1950. Poucas atrizes tiveram estréia no cinema mais retumbante: dividindo a tela com o jovem e explosivo Marlon Brando, em Sindicato de Ladrões (1954), de Elia Kazan, o que rendeu a ela o Oscar de atriz coadjuvante. Cinco anos depois, mostrou seu lado sexy como a ambígua Eve Kendall, de Intriga Internacional (1958), um dos melhores filmes de Alfred Hichcock. Manteve uma carreira estável na TV a partir dos anos 1970 (como vinha tendo antes de Sindicato) e, seletiva, fez menos de 20 filmes em 60 anos.

Vá atrás: Sindicato de Ladrões (1954); Intriga Internacional (1958); Exodus (1960); Adeus às Ilusões (1965); Grand Prix (1966).

Cena abaixo: poderoso momento de Sindicato de Ladrões

Atriz anterior: Fernanda Torres

86. Fernanda Torres

Casa de Areia-07

Com a sensualidade em dia, em "Casa de Areia"

Ela tinha uma herança pesada a superar: a mãe, Fernanda Montenegro é a maior atriz do Brasil. Mas o começo não poderia ser melhor:  depois de umas duas novelas, um belo e romântico papel principal em Inocência (1983), uma ótima oportunidade cômica em A Marvada Carne (1985), antecipando o grande nome de 1986. Nesse ano, o papel principal de refilmagem de Selva de Pedra, na TV, um filme político (Com Licença, Eu Vou à Luta) e um drama romântico que deu a ela o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Depois disso, deixou as novelas para lá e passou a ser identificada como uma atriz “densa”. Algo que foi jogado de pernas para o ar quando estrelou a louquíssima série Os Normais (2001-2003), que rendeu dois filmes para o cinema.

Vá atrás: Inocência (1983); A Marvada Carne (1985); Eu Sei que Vou Te Amae (1986); Terra Estrangeira (1996); Os Normais (2001-2003); Os Normais – O Filme (2003); Casa de Areia (2005); Saneamento Básico – O Filme (2005); Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas (2009).

Cena abaixo: cenas de Eu Sei que Vou Te Amar

Atriz anterior: Julia-Louis Dreyfus

87. Julia-Louis Dreyfus

Julia_Seinfeld

A esfuziante Julia, a mulher que é um dos rapazes em "Seinfeld"

No cinema, ela esteve em dois filmes de Woody Allen – mas não era um dos principais nomes. A razão de Julia estar aqui é pela parceria com outro gênio da comédia: Jerry Seinfeld. Na TV, ela criou a adorável, irritante, doce, egoísta, alegre, obcecada, frágil e sabe-tudo Elaine Benes – um dos pilares do quarteto do seriado Seinfeld. Difícil imaginar alguém melhor que Julia para o papel: ela tem a irreverência necessária para ser “um dos rapazes”, sem perder o ar sexy e atraente. São incontáveis os momentos antológicos de Julia:  dança dos chutinhos, o duelo com o “nazista da sopa”, a negociação do sexo para não estragar a amizade, a confissão de que fingia orgasmos com o ex-namorado, seus chefes estranhos e até suas risadas nos erros de gravação…

Vá atrás: Hannah e Suas Irmãs (1986); Desconstruindo Harry (1997); Seinfeld (1988-1998); The New Adventures of Old Christine (2006-ainda em produção).

Cena: Elaine conta que fingiu orgasmos com Jerry em um dos episódios de Seinfeld

Atriz anterior: Zooey Deschanel

88. Zooey Deschanel

Olhos difíceis de esquecer, mesmo no espaço como em "O Guia do Mochileiro das Galáxias"

Olhos difíceis de esquecer, mesmo no espaço como em "O Guia do Mochileiro das Galáxias"

Os olhos de Zooey Deschanel não se esquecem tão fácil. Desde, pelo menos, Quase Famosos (2000), onde era a irmã do protagonista que deixava a casa e introduzia o garoto no mundo do rock. Era um papel pequeno, com concorrência difícil (Kate Hudson, Anna Paquin e Fairuza Balk também estavam lá e apareciam bem mais do que ela), mas ela se destacou. Por um tempo, parecia que tinha sido só para mim, mas cinco anos depois, para minha alegria, ela surgiu em um papel de protagonista em O Guia do Mochileiro das Galáxias. E manteve-se aparecendo por aí, iluminando os filmes pelos quais passa, sejam eles bons (como Sim, Senhor, 2008) ou nem tanto (Fim dos Tempos, 2008). Recentemente, ela mostrou que também é boa cantora: sua dupla, She & Him, anda sendo elogiada por aí.

Vá atrás: Quase Famosos (2000); O Guia do Mochileiro das Galáxias (2005); Ponte para Terabítia (2007); Sim, Senhor (2008).

Cena: Zooey cantando em Sim, Senhor

Atriz anterior: Isabelle Adjani

89. Isabelle Adjani

Em "A Rainha Margot", beleza e talento convivem em harmonia total

Em "A Rainha Margot", beleza e talento convivem em harmonia total

Um dos rostos mais lindos que já se viu, combinação de descendências argelina (do pai) com alemã (da mãe), Isabelle Adjani definitivamente não é só um rostinho bonito. Na verdade, é a única atriz a ganhar quatro vezes o César – o Oscar do cinema francês. Já começou a se destacar bem na juventude, ao ser indicada ao Oscar aos 19 anos – em contrapartida, em 2004, foi escolhida por uma revista francesa como a segunda mulher mais bonita do mundo (a primeira foi a hors concours Monica Bellucci). O talento e a beleza Adjani não é para os “dias de semana”, como diria Shakespeare: depois de dois filmes em 2003, ela só voltou ao cinema em 2008. Mesmo assim, deixou sua imagem registrada em diversas fases da vida (jovenzinha em A História de Adele H., 1975); jovem madura em A Rainha Margot, 1994) para não se esquecer.

Vá atrás: A História de Adele H. (1975); O Inquilino (1976); Nosferatu, o Vampiro da Noite (1979); Luxúria (1981); Possessão (1981); Camille Claudel (1988); A Rainha Margot (1994); Uma Amizade sem Fronteiras (2003).

Cena: momento intenso como a escultora Camille Claudel

Atriz anterior: Deborah Kerr

90. Deborah Kerr

A dama, pronta para o beijo dos beijos

A dama, pronta para o beijo dos beijos

A imagem de grande dama de Deborah Kerr era tão forte que esse rompimento responde por boa parte do mito que se formou em torno da famosa cena do beijo na praia em A um Passo da Eternidade (1953). Um beijo ardente, molhado e, ainda por cima, superadúltero. E numa cena em que ela termina humilhada e de joelhos, aos pés do amante (que é Burt Lancaster). Mais esperado é o papel de freira em Narciso Negro (1947), da heroína sofrida de Tarde Demais para Esquecer (1957) ou ainda da amável, mas muito correta, professora de O Rei e Eu (1956). Nem é a voz dela nas canções (e, sim de Marni Nixon), mas a graça e a elegância são totalmente dela pelo filme todo.

Vá atrás: Narciso Negro (1947); As Minas do Rei Salomão (1950); Quo Vadis (1951); A um Passo da Eternidade (1953); O Rei e Eu (1956); Chá e Simpatia (1956); O Céu É Testemunha (1957); Tarde Demais para Esquecer (1957); Bom Dia, Tristeza (1958); Vida Separadas (1958); A Noite do Iguana (1964).

Cena: Deborah dança “Shall we dance” com Yul Brynner em O Rei e Eu

Atriz anterior: Laura Linney

91. Laura Linney

Uma mulher "de verdade", como em "A Lula e a Baleia"

Uma mulher "de verdade", como em "A Lula e a Baleia"

É de imaginar qual o grande problema que havia em viver com o personagem de Laura Linney em O Show de Truman – O Show da Vida (1998). Ela valeria a pena, como havia valido a pena assistir ao péssimo Congo (1995) só porque ela estava no elenco. Em O Show de Truman já dava para ver a grande atriz que ela era, o que foi se provando com o tempo – sua primeira indicação ao Oscar já veio com Conte Comigo (2000). Lembrando bastante a Helen Hunt (e, no estilo de papéis escolhidos e interpretação, Julianne Moore), ela também mostrava uma certa madurez mesmo quando em seus primeiros anos. Linda e “de verdade”, certamente Rodrigo Santoro teve seu grande momento no cinema internacional ao contracenar com ela, em Simplesmente Amor (2003). Duas outras indicações ao Oscar já vieram – qualquer dia desses, ela ganha.

Vá atrás: O Show de Truman – O Show da Vida (1998); Conte Comigo (2000); A Vida de David Gale (2003); Sobre Meninos e Lobos (2003); Simplesmente Amor (2003); Kinsey – Vamos Falar de Sexo (2004); A Lula e a Baleia (2005); A Família Savage (2007).

Cena: O final de Conte Comigo

Atriz anterior: Helena Bonham Carter

audreyselo

Este selo raro vai a leilão na Alemanha. A historinha dele está no G1.

E leia aqui minha homenagem aos 80 anos dela.

A mais bela do mundo

A mais bela do mundo

Audrey Hepburn completaria 80 anos hoje, se estivesse viva. É a mais bela atriz de todos os tempos – sou eu quem digo, mas também votações e mais votações entre especialistas em estética, moda e até na internet onde o imediatismo das angelinas jolies sempre costumam levar a melhor.

Audrey é a mais bela por uma série gigante e diversa de fatores que passa por sua beleza física, claro, mas também por seu ar de quem precisava de proteção.

Passa pelo talento inegavel como atriz e também pela postura profissional que tinha – era amada tanto pelos colegas como pelos diretores.

Passa por uma extrema beleza interior, que a levou a assumir com destreza e coragem a posição de embaixadora da Unicef, quando isso ainda não era comum, e viajar pelos países africanos chamando a atenção do mundo para o drama para o qual ainda hoje viramos os olhos para o outro lado.

De vez em quando alguém pergunta quem seria a substituta hoje. Pior: há quem aponte uma sucessora. Besteira. Audrey é única. Como disse Billy Wilder, que a dirigiu duas vezes, “a qualidade de estrela é algo que nasce com você. Não se pode aprender. Deus beijou o rosto de Audrey Hepburn e ali estava ela”.

A seguir, filmes e frases da querida Audrey e sobre ela:

"A Princesa e o Plebeu", 1953

"A Princesa e o Plebeu", 1953

“Lembre-se, se você precisa de uma mão amiga, ela está no fim de seu braço. Enquanto envelhece, lembre-se que você tem outra mão: a primeira é para ajudar você mesmo, a outra é para ajudar os outros”.

"Sabrina", 1954

"Sabrina", 1954

“Eu nasci com uma enorme necessidade de afeição, e uma terrível necessidade de dá-la”.

"Guerra e Paz", 1956

"Guerra e Paz", 1956

“Minha própria vida tem sido muito mais que um conto de fadas. Tive minha cota de momentos difíceis, mas para quaisquer dificuldades que eu tenha tido, sempre recebi um prêmio no final”.

Ensaiando "Cinderela em Paris", 1957

Ensaiando "Cinderela em Paris", 1957

“Para mim, as únicas coisas que interessam são aquelas ligadas ao coração”.

"Amor na Tarde", 1957

"Amor na Tarde", 1957

“Provavelmente, tenho a distinção de ser uma estrela de cinema que, por todas as leis da lógica, nunca deveria ter sido. Em cada um dos passos da minha carreira, me faltava experiência”.

"Uma Cruz à Beira do Abismo", 1959

"Uma Cruz à Beira do Abismo", 1959

“Você deve olhar para si mesmo como objetividade. Analise a si mesmo como um instrumento. Você tem que ser absolutamente franco consigo mesmo. Encare suas limitações, não tente escondê-las. Em vez disso, desenvolva algo mais”.

"Bonequinha de Luxo", 1961

"Bonequinha de Luxo", 1961

“O sucesso é como atingir um importante aniversário e descobrir que você é exatamente a mesma”.

"Charada", 1963

"Charada", 1963

“Tudo o que eu quero para o Natal é outro filme com Audrey Hepburn”.
Cary Grant, que filmou com ela em Charada

"My Fair Lady - Minha Bela Dama", 1964

"My Fair Lady - Minha Bela Dama", 1964

“Eu nunca pensei em mim mesma como um ícone. O que está na cabeça das outras pessoas não está na minha. Eu só faço do meu jeito”.

"Como Roubar um Milhão de Dólares", 1966

"Como Roubar um Milhão de Dólares", 1966

“Eu sei que tenho mais sex appeal na ponta do meu nariz do que muitas mulheres em seus corpos inteiros. Não se sustenta por uma milha, mas está lá”.

"Um Caminho para Dois", 1967

"Um Caminho para Dois", 1967

“As pessoas me associam com um tempo em que os filmes eram agradáveis, quando mulheres usavam bonitos vestidos e você ouvia bela música. Eu sempre adoro quando pessoas me escrevem e dizem ‘Eu estava passando por um momento difícil, e andei até um cinema e assisti a um de seus filmes, e isso fez toda a diferença'”.

"Um Clarão nas Trevas", 1967

"Um Clarão nas Trevas", 1967

“Meu visual é atingível. As mulheres podem parecer com Audrey Hepburn bagunçando os cabelos, comprando óculos escuros enormes e vestidinhos sem mangas”.

"Robin e Marian", 1976

"Robin e Marian", 1976

“O que quer que aconteça, a coisa mais importante é envelhecer com graça. E você não pode fazer isso na capa de uma revista de fãs”.

Nas filmagens de "Além da Eternidade", 1988

Nas filmagens de "Além da Eternidade", 1988

“Deus tem agora o mais belo novo anjo, que saberá o que há para fazer no céu”.
Elizabeth Taylor, sobre a morte de Audrey, em 1993

“Eu nunca pensei em mim mesma como um ícone. O que está na cabeça das outras pessoas não está na minha. Eu só faço do meu jeito”.

92. Helena Bonham-Carter

Uma bela noiva de Frankenstein

Uma bela noiva de Frankenstein

Se você só passou a ouvir falar em Helena Bonham-Carter porque ela é a atual mulher de Tim Burton, pense de novo. O mundo do cinema já conhece bem esse nome desde, pelo menos, 1985, quando ela quando foi revelada no filme Uma Janela para o Amor. A atriz inglesa se mostrou versátil podendo ser bonita (Hamlet, Asas do Amor) ou estranha (Clube da Luta, Sweeney Todd) conforme o papel pede. É, acima de tudo, um fato atraente para qualquer filme. O maridão Burton sabe disso e sempre encontra lugar para ela em seus filmes.

Vá atrás: Uma Janela para o Amor (1985); Hamlet (1990); Retorno a Howards End (1992); Frankenstein de Mary Shelley (1994); Poderosa Afrodite (1995); Asas do Amor (1997); Clube da Luta (1999); Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003); A Noiva-Cadáver (2005); Sweeney Todd, o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007).

Cena: Helena cantando “By the sea” em Sweeney Todd

Atriz anterior: Nicole Kidman

93. Nicole Kidman

Fria por fora, quente por dentro em "De Olhos Bem Fechados"

Fria por fora, quente por dentro em "De Olhos Bem Fechados"

Nicole tem sido vítima do próprio desejo de permanecer sempre bela. O botox, claro, sempre o botox. Sua imagem cada vez mais se assemelha a uma boneca de cera, mas até há não muito tempo havia nela um coquetel explosivo a la Grace Kelly ou Catherine Deneuve: uma aparência gélida que escondia um fogaréu por dentro. É só vê-la em Um Sonho Sem Limites (1995), o filme que a tornou mais do que a “Sra. Tom Cruise” (na época), ou, claro, De Olhos Bem Fechados (1999) – Hitchcock a escalaria para um elenco, com certeza. Ela é tão linda que consegue passar incólume e soberana pela maiores tranqueiras, como Batman Eternamente (1995) ou Reencarnação (2005). Mas em As Horas (2002) ganhou o Oscar com o velho truque de ficar feia para mostrar talento. A essa altura, nem precisava – ela já tinha feito Moulin Rouge (2001), onde tinha conseguido se sobressair mesmo competindo com toda aquela barulheira visual…

Nasceu em: Honolulu, Havaí, Estados Unidos
Vá atrás: Terror a Bordo (1989); Billy Bathgate – O Mundo a Seus Pés (1991); Um Sonho Sem Limites (1995); De Olhos Bem Fechados (1999); Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001); Os Outros (2001); As Horas (2002); Dogville (2003); A Pele (2006).

Cena: Uma cena de sedução de Um Sonho Sem Limites.


Atriz anterior: Débora Bloch

94. Débora Bloch

A imagem da juventude, em "Bete Balanço"

A imagem da juventude, em "Bete Balanço"

Já faz um tempo que eu não vejo Débora Bloch em um papel cômico ou é só impressão minha? Grande atriz seja de que gênero for, ela é uma comediante de primeira – marca de seus primeiros anos de glória na televisão, em novelas como Cambalacho (1986) e no clássico TV Pirata (1988-1990). No cinema, sua imagem está ligada para sempre a um tempo em que filmes brasileiros conseguiam dialogar bem com o jovem: ela foi a Bete Balanço cantando músicas do Cazuza, do filme de Lauro Escorel, em 1984. Mas o cinema, como quase sempre acontece no Brasil, não aproveita todo o talento de Débora. São poucos filmes – o último deles, no longíqüo 2001: Caramuru, a Invenção do Brasil, reedição para o cinema da minissérie da TV. Ela está no elenco do novo Heitor Dhalia, À Deriva (2009), mas – que pena! – é um drama. Alguém tem que chamar Débora pra fazer comédia de novo no cinema, meu Deus!

Nasceu em: Belo Horizonte, Brasil
Vá atrás: Noites do Sertão (1984); Bete Balanço (1984); Sonho Sem Fim (1985); A, E, I, O… Urca (minissérie, 1990); A Vida como Ela É (série, 1996); Bossa Nova (2000); Caramuru – A Invenção do Brasil (2001).

Cena: Débora (cantando!) no final de Bete Balanço.

Atriz anterior: Nastassja Kinski

95. Nastassja Kinski

A musa cult em seu grande ano, 1984, em "Os Amantes de Maria"

A musa cult em seu grande ano, 1984, em "Os Amantes de Maria"

Houve um tempo em que se dizia: “Qualquer filme com Nastassja Kinski merece ser visto”. Nunca antes na história desta arte uma frase foi tão posta à prova. A belíssima atriz alemã encantou os cinéfilos em vários filmes nos anos 1970 e 1980, mas há cerca de 15 anos sua filmografia prima por produções inacreditavelmente de terceira. Suspenses fajutos, filmes de ação que parecem feitos direto para vídeo… Nada que em condições normais chamaria qualquer atenção – mas confesso que o nome de Natassja no elenco já dá vontade de dar uma olhada. Ainda não arrisquei, mas um dia, quem sabe?… Porque os filmes que Nastassja estrelou em seu tempo áureo, primeiro como ninfeta filmando com Wim Wenders (em Movimento em Falso, 1975) e Polanski (em Tess, 1978), quando ainda era pouco mais do que a filha de Klaus Kinski (com quem teve uma relação conturbada). Depois, virou a musa cult, com um dos rostos mais lindos que o cinema já viu: dirigida por Coppola (em O Fundo do Coração, 1982), os irmãos Taviani (Noites com Sol, 1990), Mike Figgis (Por uma Noite Apenas, 1997), de novo Wim Wenders (em Paris, Texas, 1984, e Tão Longe, Tão Perto, 1993), Tony Richardson (em Hotel Muito Louco, 1984), Andrei Konchalovsky (Os Amantes de Maria, 1984) – 1984 foi seu grande ano. E, claro, não a esquecemos de patinhas amarradas na cama na cena antológica de A Marca da Pantera (1982).

Nasceu em: Berlim, Alemanha Ocidental (hoje, Alemanha), 1959 (outras fontes dizem 1961).
Vá atrás: Uma Filha para o Diabo (1976); Tentação Proibida (1978); Tess (1979); O Fundo do Coração (1982); A Marca da Pantera (1982); Hotel Muito Louco (1984); Infielmente Tua (1984); Paris, Texas (1984); Os Amantes de Maria (1984); Noites com Sol (1990); Por uma Noite Apenas (1997); Seus Amigos, Seus Vizinhos (1998).

Cena abaixo: a cena da cabine em Paris, Texas


Atriz anterior: Audrey Tautou

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