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Agora que a lista das musas do ano já acabou (hmmm… penso seriamente numa lista de musas retroativas), posso voltar à das atrizes preferidas, que estava só no comecinho. Vamos lá.

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96. Audrey Tautou

Indo além de -O Fabuloso Destino de Amélie Poulain-

Indo além de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

O nome e o jeito entre o frágil e o serelepe tornaram impossível evitar as comparações com a outra Audrey, a Hepburn. Esta, a Tautou, conquistou o mundo com a ajuda de um filme irresistível: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001). Mas ela já vinha chamado a atenção antes, desde Instituto de Beleza Vênus (1999). Com o sucesso estrondoso de Amélie, Audrey teve a sabedoria de tentar não se prender a um único tipo de papel, e diversificou nos temas e nas abordagens, filmando também na Inglaterra e para Hollywood, até voltar a citar a xará Hepburn diretamente em Amar… Não Tem Preço (2006), filme que bebe muito na fonte de Bonequinha de Luxo. Mesmo assim, com uma deliciosa carinha própria.

Nasceu em: Beaumont, França, 1976
Vá atrás: Instituto de Beleza Vênus (1999); O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001); Albergue Espanhol (2002); Coisas Belas e Sujas (2002); Eterno Amor (2004); O Código Da Vinci (2006); Amar… Não Tem Preço (2006).
Cena abaixo: claro, de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

Atriz anterior: Vanessa Redgrave

97. Vanessa Redgrave

marcante há 40 anos

Em -Blow Up-: marcante há 40 anos

Por melhor que seja a cena final de Desejo e Reparação (2007), uma coisa é certa: ela seria um pouco inferior sem Vanessa Redgrave ali. A atriz inglesa é uma das grandes intérpretes de sua geração – ou de qualquer geração. É o grande nome de uma grande família de atores, que inclui o pai Michael, os irmãos Lynn e Corin e as lindas filhas Natasha Richardson e Joely Richardson (de seu casamento com o diretor Tony Richardson). É até madrasta sogra (obrigado, Alana) de Liam Neeson!  Suas grandes atuações vêm desde os anos 1960, tempos da Ana Bolena de O Homem que Não Vendeu Sua Alma (1966), de cantar como a Guinevere de Camelot (1967) e de Blow Up – Depois Daquele Beijo (1968). Atravessou os anos 1970, com Mary Stuart, Rainha da Escócia (1971) com o Oscar por Julia (1977) e um corajoso discurso político ao receber o prêmio. Passando por Os Bostonianos 1984), Retorno a Howards End (1992) e até uma vendedora de informações para espiões internacionais, em Missão Impossível (1996), ela deu credibilidade, charme e dignidade aos mais diferentes papéis. Vanessa é uma instituição do cinema.

Nasceu em: Londres, Inglaterra, 1937.
Vá atrás: Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966); Camelot (1967); Mary Stuart, Rainha da Escócia (1971); Julia (1977); Retorno a Howards End (1992); Missão Impossível (1996); Desejo e Reparação (2007).
Cena abaixo: Momentos de Vanessa com Jane Fonda em Julia.

Atriz anterior: Julie Delpy

98. Julie Delpy

Os jovens se apaixonaram por ela

Os jovens voltaram a se apaixonar por ela em -Antes do Pôr-do-Sol-

A França sempre foi pródiga em atrizes bonitas e inteligentes. Julie Delpy é uma delas, em quem reparei pela primeira vez no ótimo Filhos da Guerra (1991). Depois, veio a versão da Disney para Os Três Mosqueteiros (1993), em que ela fazia a Constance e – e aí o mundo inteiro reparou nela – A Igualdade É Branca (1994). Os jovens passaram a amá-la quando ela foi a Cecile de Antes do Amanhecer (1995) e Antes do Pôr-do-Sol (2004) – por este último, ela até concorreu ao Oscar como roteirista, já que improvisou parte dos diálogos com o colega de Ethan Hawke e ambos receberam o crédito no filme. Não foi por acaso: Julie estreou como diretora e roteirista ano passado, com a comédia romântica Dois Dias em Paris, em que ela também atua.

Nasceu em: Paris, França, 1969.
Vá atrás: Filhos da Guerra (1991); A Igualdade É Branca (1993); Antes do Amanhecer (1995); Antes do Pôr-do-Sol (2004)
Cena abaixo: Celine fala de seu encontro “ao telefone” (e imita um americano) em Antes do Amanhecer

Atriz anterior: Lucélia Santos

99. Lucélia Santos

Nada de virginal

Nada de virginal, em -Bonitinha, mas Ordinária-

Quem ainda estava acostumado à imagem virginal de Lucélia Santos na novela Escrava Isaura (1976) deve ter saído do cinema em estado de choque após Bonitinha, mas Ordinária (1981), adaptação da peça de Nélson Rodrigues. O filme é um dos vários exercícios de sensacionalismo de Braz Chediak, mas Lucélia é fogo na roupa nas cenas em que Nélson transformava qualquer moralismo em patetice. Numa hora, quando sua personagem Maria Cecília é estuprada por cinco negros, grita: “Papai dá dinheiro!”. Noutra, quando se revela que ela se entregou a eles com gosto, para forjar o estupro, mais choque: “Negro!”. No mesmo ano, estava no elenco de outra adaptação de Nélson: Álbum de Família. Dois anos depois, estrelava Engraçadinha. Todos usando até onde podiam sua mistura de doçura e malícia. Engajada, virou também diretora, com o documentário Timor Lorosae – O Massacre que o Mundo Não Viu (2001).

Nasceu em: Santo André, Brasil, 1957.
Vá atrás: Bonitinha, mas Ordinária (1981); Baixo Gávea (1986); Fonte da Saudade (1987).
Cena abaixo: O estupro de Bonitinha, mas Ordinária.

Atriz anterior: Gloria Swanson

100. Glória Swanson

Majestosa e enlouquecida

Majestosa e enlouquecida no final de -Crepúsculo dos Deuses-

Gloria Swanson só precisa de um filme para entrar nessa lista: Crepúsculo dos Deuses. Sua carreira começou no cinema mudo, mas, confesso, o que realmente conheço da carreira dela nessa época são justamente as imagens que aparecem no clássico de Billy Wilder – onde ela interpreta Norma Desmond, a ex-diva dos filmes mudos que está obcecada por voltar em grande estilo ao cinema. Glória está majestosa, frágil, delirante, enlouquecida. E inesquecível – ninguém passa incólume pela cena final: “Sr. DeMille, estou pronta para o meu close”. Há nove anos não fazia um filme, naquela Hollywood ingrata.

Nasceu em: Chicago, EUA, 1899. Morreu em: Nova York, EUA, 1983.
Vá atrás: Sedução do Pecado (1928); Queen Kelly (1929); Crepúsculo dos Deuses (1950).
Cena abaixo: O final de Crepúsculo dos Deuses, claro!

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