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50. ‘I WANNA BE LOVED BY YOU’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe. Direção: Billy Wilder. Coreografia: Jack Cole. Canção de Herbert Stothart, Harry Ruby e Bert Kalmar.

“Boop-boop-a-doop”. A canção de 1928 é a cara da Betty Boop e não por acaso: a interpretação de Helen Kane, com sua voz meio infantil cantando esse “boop-boop-a-doop” inspirou a criação da personagem dos desenhos animados, em 1930. Como Quanto Mais Quente Melhor se passa em 1929, caiu como uma luva para Marilyn desfilar sua sensualidade brejeira na canção. Como Billy Wilder dizia, filmar com Marilyn podia ser um pesadelo, mas o resultado compensava de longe.

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49. ‘SO LONG, FAREWELL’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Charmian Carr, Nicholas Hammond, Heather Menzies-Urich, Duane Chase, Angela Cartwright, Debbie Turner e Kym Karath. Direção: Robert Wise. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II.

O capitão Von Trapp não que transformar sua família num grupo musical, mas está difícil. No final de uma festa em casa, seus sete filhos se despedem dos convidados com este encantador número musical. Uma das forças desse filme é o carisma das crianças. “So long, farewell, auf wiedersehen, adieu”, em um número reprisado mais tarde no filme (e rever sempre é muito bem-vindo).

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48. ‘CABARET’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minnelli. Direção e coreografia: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Liza, sozinha em cena: e precisa mais? A canção-título do filme estabelece que esse não é um musical inocente como a maioria do que vieram antes dele. E, três anos após a morte da mãe Judy Garland, Liza chama o trono para si com toda a justiça, ao menos nesse filme. A vida é um cabaré, old chum, apesar dos profetas do pessimismo.

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47. ‘A WHOLE NEW WORLD’, de Aladdin (1992)
Com Brad Kane e Lea Salonga (vozes). Direção: John Musker e Ron Clements. Canção de Alan Menken e Tim Rice.

Aladdin joga baixo para conquistar a princesa Jasmine: a leva em um passeio de tapete mágico pelo mundo. As maravilhas que vai encontrando são embaladas pela maravilha que é essa canção vencedora do Oscar. A animação é um deslumbre.

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46. ‘THE BALLET OF RED SHOES’, de Sapatinhos Vermelhos (1948)
Com Moira Shearer, Alan Carter, Joan Harris. Direção: Michael Powell e Emeric Pressburger. Coreografia: Robert Helpmann. Música de Brian Esdale.

Bailarina de carreira consolidada nos anos 1940, a escocesa Moira Shearer estreou no cinema no papel principal de Sapatinhos Vermelhos. E o ponto alto do filme é o balé que dá nome ao filme, um número espetacular de quase 15 minutos, que soma recursos cinematográficos à atmosfera da dança no palco para ir além da fábula dançada e representar o turbilhão emocional da protagonista: closes, planos de detalhe, câmera lenta, sobreposição de imagens. Este número impressionou tanto Gene Kelly que o inspirou para Sinfonia de Paris (1951).

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45. ‘ALWAYS LOOK ON THE BRIGHT SIDE OF LIFE’, de A Vida de Brian (1979)
Com Eric Idle. Direção: Terry Jones. Canção de Eric Idle.

Essa música adorável e incrivelmente otimista, com assobios e tudo, é um dos momentos mais clássicos do grupo Monty Python. Contribui para isso, é claro, o fato de ela ser cantada por um grupo que está sendo crucificado na Judeia dos tempos de Cristo. O tipo de nonsense que foi a genialidade do grupo inglês.

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44. ‘CAN’T BUY ME LOVE’, de A Hard Day’s Night (1964)
Com The Beatles. Direção: Richard Lester. Canção de Paul McCartney (creditada a John Lennon e Paul McCartney).

A Hard Day’s Night acompanha os Beatles no que seria seu cotidiano típico de correrias para fugir das fãs, compromissos comerciais e entrevistas chatas pra caramba. Em um momento de descuido dos outros, eles escapolem por uma porta, dão numa escada externa e se divertem a valer em campo aberto, filmados de helicóptero em patetices de cinema mudo. Sua descida pelas escadas é uma das mais célebres do grupo.

Para assistir, clique aqui.

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43. ‘PUT THE BLAME ON MAME’, de Gilda (1946)
Com Rita Hayworth (voz de Anita Ellis). Direção: Charles Vidor. Coreografia: Jack Cole. Canção de Allan Roberts e Doris Fischer.

Pê da vida com o marido, (“nunca houve uma mulher como”) Gilda irrompe no palco do nightclub que ele dirige e canta “Put the blame on Mame”. Não só isso, como tira uma das luvas — e é o bastante para que seja um dos mais sexy strip-teases da história. O vestido tomara-que-caia ajuda: nos closes é como se Gilda… bem… não estivesse usando nada.

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42. ‘BELLE’, de A Bela e a Fera (1991)
Com Paige O’Hara, Richard White, Alec Murphy, Mary Kay Bergman, Kath Soucie e coro (vozes). Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Após um breve prólogo, A Bela e a Fera já mostra a que veio: a cena de apresentação da protagonista e seu vilarejo acanhado e o vilão valentão que a deseja é um espetáculo, com todo o jeito de Broadway. Dá para imaginar os cantores e bailarinos pelo palco. Mas aqui é cinema, há planos clássicos e divinos: Bela deslizando pelas prateleiras de livros em direção à câmera, ou a câmera girando em torno dela quando ela diz que quer “mais que essa vida provinciana”.

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41. ‘WOULDN’T BE LOVERLY?’, de My Fair Lady — Minha Bela Dama (1964)
Com Audrey Hepburn (voz de Marni Nixon). Direção: George Cukor. Coreografia: Hermes Pan. Canção de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe.

A florista pobre Eliza Doolittle tem sua canção de “eu quero” após ser desmerecida pelo irritante professor de dicção. Ela canta nesse momento adorável, errando todas as palavras que pode (canta “ands” em vez de “hands”, por exemplo). Sonha com um mundo de elegância e amor em meio aos restos e aos desvalidos. Audrey, que sempre apareceu como dama nos filmes, brilha como a pobretona inculta que, no fim, vai embora em sua carruagem: uma carroça de lixo.

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Cabaret - 14

Liza Minnelli e Joel Grey em “Money, money”, de “Cabaret” (1972)

180. ‘YOU’RE AWFUL’, de Um Dia em Nova York  (1949)
Com Frank Sinatra e Betty Garrett. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Você viu no número 198 dessa lista, a taxista Betty Garrett dando em cima do marinheiro Sinatra e ele fingindo que não estava entendendo. Aqui, ela ainda banca a motorista pra ele, que só quer saber de fazer turismo. Mas finalmente, no alto do Empire State, ele se dá conta e faz uma declaração de amor cheia de humor dizendo que ela é terrível — terrivelmente boa de se olhar, e por aí vai.

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179. ‘GOOD MORNING, STARSHINE’, de Hair (1979)
Com Beverly d’Angelo, Treat Williams, Don Dacus, Dorsey Wright, Annie Golden e Cheryl Barnes. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O companheirismo e o vento nos cabelos. A caminho de visitar o amigo que está no quartel à espera de ser mandado para o Vietnã, o grupo de hippies canta na estrada para a luz do sol e a Terra. Milos Forman começa o número com closes em todos os personagens, deixando Beverly d’Angelo, que canta a canção, por último. E que plano final! Detalhe também para a esposa de um deles, ali a contragosto, mas que começa a cantar, simbolizando que começa a aceitar aquela filosofia de vida.

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178. ‘ON MY OWN’, de Os Miseráveis (2012)
Com Samantha Barks. Direção: Tom Hooper. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

Eponine cai em si, debaixo d’água: o alvo de sua paixão ama outra. O mundo dela vai mudar para sempre, mas o dele vai continuar. Samantha Barks vem da versão do palco e explora bem o fato de que os vocais foram gravados ao vivo, na filmagem.

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177. ‘MONEY, MONEY’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minelli e Joel Grey. Direção: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Os números no palco, no filme, são comentários da trama. E aqui, Liza e Grey fazem um jocoso canto à grana, que faz o mundo girar.

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176. ‘HERE’S TO LOVE’, de Abaixo o Amor (2003)
Com Ewan McGregor e Renée Zellweger. Direção: Peyton Reed. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Um filme feito como se tivesse sido produzido nos anos 1960 termina com um número musical cheio de graça, como se tivesse sido feito para a TV — se no começo é “abaixo o amor”, agora é “um brinde ao amor”. A produção do filme aproveitou bem o fato de que era estrelado pelo astro de Moulin Rouge e a estrela de Chicago.

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175. ‘CAMELOT SONG (KNIGHTS OF ROUND TABLE)’, de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975)
Com Graham Chapman, Eric Idle, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam. Direção: Terry Gilliam e Terry Jones. Canção de Graham Chapman, John Cleese e Neil Innes.

Nos anos 1960, Camelot fez sucesso no teatro musical. O Monty Python não deixou passar, na sua versão nonsense da lenda do Rei Arthur. O número é uma farra, com seus cavaleiros “infatigáveis” e que “imitam Clark Gable”. Destaque para o solitário preso à parede, na masmorra, entrando no clima deste “silly place”.

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174. ‘TAKING A CHANCE OF LOVE’, de Uma Cabana no Céu (1943)
Com Ethel Waters, Eddie “Rochester” Anderson e Bill Bailey. Direção: Vincente Minnelli, Busby Berkeley. Canção de Vernon Duke e John La Touche.

A maravilhosa Ethel Waters foi uma grande dama do blues e do jazz, a segunda negra a ser indicada ao Oscar, a primeira a ter seu próprio show de TV e primeira a ser indicada ao Emmy. Foi vítima do racismo em Hollywood, que relegava os negros a pequenos papeis em grandes filmes ou, na melhor das hipóteses, bons papeis em filmes de elenco negro. Aqui, dirigida pelo genial Minnelli, ela mostra seu carisma ao lado do comediante Rochester Anderson. E, se você olhar bem, vai ver Bill Bailey fazendo um moonwalk, 40 anos antes de Michael Jackson.

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173. ‘FASCINATING RHYTHM’, de Se Você Fosse Sincera (1941)
Com Eleanor Powell. Direção: Norman Z. McLeod, Busby Berkeley. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Eleanor Powell pode muito bem ser a melhor dançarina de todos os tempos no cinema. Foi estrela de primeira grandeza na Metro dos anos 1930 e 1940. Neste número, a perícia dela e da equipe: ela sapateia para trás, a câmera acompanha, cortinas se abrem revelando um pianista, depois outro. Olho no relógio: São 2 minutos e 50 segundos de dança ininterrupta, coreografia complexa, até vir o primeiro corte. Veja aqui, nesse cena de bastidor, que deu um trabalhinho…

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172. ‘HISTÓRIA DE UMA GATA’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e os Trapalhões. Direção: J.B. Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Bacalov.

O filme meio que sabota o número, cortando no meio para mostrar uma cena longe dali, deixando de fora uma estrofe inteira da música. Mas quem resiste ao charme de Lucinha, à anarquia dos Trapalhões, à graça da canção? É uma memória afetiva tão forte na vida de tanta gente.

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171. ‘FIT AS A FIDDLE’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Gene Kelly e Donald O’Connor. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Arthur Freed, Al Hoffman e Al Goodhart.

Originalmente de um musical dos palcos de 1932, é o primeiro número musical de Cantando na Chuva (descontando a rápida sequência pré-créditos): uma memória dos personagens de Kelly e O’Connor em um número bem-humorado de vaudeville, os dois cheios de vontade, no começo de carreira. Mas olha como a plateia no filme é exigente!

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