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A Melhor Escolha é o novo filme de Richard Linklater, diretor-roteirista da trilogia Antes do Amanhecer, de Escola de Rock e de Boyhood. O elenco é muito interessante: Steve Carrell, Bryan Cranston e Laurence Fishburne, três homens que serviram juntos no Vietnã e se encontram para enterrar o filho de um deles, soldado morto no Oriente Médio. Estreia no Brasil: 25 de janeiro.

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Dando sequência a essa retrospectiva atrasada do que esteve em cartaz nos cinemas de João Pessoa, faço a primeira de uma nova lista: das atuações que considerei melhores em 2016. Resolvi também que não vou separar por atores e atrizes porque, como disse o Chris Rock, “não é atletismo”.

Elle - 04

1 – ISABELLE HUPPERT (Elle)

Huppert engrandece papéis que não são tão grandes e agiganta os papéis maiores, que é o caso em Elle. Ela é Michèle Leblanc, violentada em sua própria casa por um mascarado invasor. Depois, ela vai se preparando para o retorno do agressor – de seu próprio jeito. É, sem dúvida, uma das maiores atrizes do nosso tempo.

Regresso-05

2 – LEONARDO DICAPRIO (O Regresso)

DiCaprio só faltou comer o pão que o diabo amassou para esse papel: um caçador que é atacado por um urso e deixado para morrer na floresta por seus companheiros. Mas sobrevive e se arrasta por quilômetros e quilômetros, no inverno, para se vingar. Uma jornada visceral para o personagem e para o ator.

Aquarius - 01

3 – SÔNIA BRAGA (Aquarius)

O Brasil reencontrou-se com uma grande Sônia Braga no filme de Kléber Mendonça Filho. Ela contribui decisivamente para que este filme seja ainda melhor que o anterior do diretor, o já muito elogiado O Som ao Redor. Aqui, Sônia constrói uma grande personagem que ancora as ações e fascina o espectador.

Filho de Saul - 01

3 – GÉZA RÓHRIG (Filho de Saul)

Uma experiência de narrativa bem particular, a produção húngara é quase toda registrada em close do personagem principal ou de seu ponto de vista subjetivo. É claro que isso exige um trabalho intenso de atuação de seu ator principal. O húngaro Róhrig, que também é poeta corresponde plenamente em seu primeiro (e aparentemente até agora único) longa.

Chegada - 03

5 – AMY ADAMS (A Chegada)

A grande injustiça do Oscar deste ano foi a não inclusão de Amy Adams entre as indicadas a melhor atriz. Ela interpreta muito bem a personagem de uma linguista com uma missão inédita e decisiva para a humanidade, enquanto lida com seus dramas pessoais.

Carol - 06

6 – CATE BLANCHETT (Carol)

Cate já é um monumento da arte da atuação. Em Carol, ela entrega de novo um grande personagem: a mulher da alta roda que se apaixona por uma balconista. Mas são os anos 1950, ela é casada e tem que pôr na balança a possibilidade de o marido ficar com a guarda do filho.

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7 – BRYAN CRANSTON (Trumbo – Lista Negra)

Cranston tem a difícil missão de ir encontrando no cinema personagens que falam jus ao status de grande ator que adquiriu na série Breaking Bad. Conseguiu um ponto com a cinebiogragfia de Dalton Trumbo, roteirista de Hollywood que foi perseguido nos EUA dos anos 1950 por ser comunista e ganhou um Oscar sem ninguém saber.

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8 – MARK RUFFALO (Spotlight – Segredos Revelados)

Um ator consistente, que sempre entrega atuações muito boas, Ruffalo construiu um tipo particular e com certa sutileza no Mike Rezendes, o jornalista interpretado por ele em Spotlight. Ruffalo poderia muito bem ter ganhado o Oscar.

Chocolate - 2015 - 04

9 – OMAR SY (Chocolate)

Depois de Intocáveis, Omar Sy se tornou um astro na França e bastante conhecido fora dela. Em seus filmes seguintes por aqui, continuou entregando ótimas atuações, a bordo de muito carisma. Em Chocolate, ele interpreta o primeiro palhaço negro da França e tem a oportunidade de atuar em números clássicos de circo.

Oito Odiados-07

10 – JENNIFER JASON LEIGH (Os Oito Odiados)

Jennifer Jason Leigh entrou para o time de atores de quem Tarantino fez o mundo lembrar como são bons. Ela está por aí desde o começo dos anos 1980, em aparições sempre eficientes seja em Picardias Estudantis (1982) ou Mulher Solteira Procura… (1992). Em um filme cheio de gente em quem não se pode confiar, ela é desde o começo uma das mais perigosas.


MAIS RETROSPECTIVA 2016:

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