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Depois de uma parada, nossa eleição dos Melhores do Ano 2017 entra na reta final. Faltam avaliações das estreias de setembrom, outubro, novembro e dezembro. E, até agora, a classificação parcial mostra Paterson, de Jim Jarmusch, liderando, com média de vencedor e boa dianteira sobre os demais filmes (0,286 de diferença para o segundo colocado).

Confira na foto o top 10 e, em seguida, os 25 primeiros e suas médias:

Top 10 - 2018.05.30

Paterson – 4,571
Manchester à Beira-Mar – 4,285
Além das Palavras – 4,25
Corra! – 4,23
La La Land – Cantando Estações – 4,2

Dunkirk – 4,142
Logan – 4,142
Eu, Daniel Blake – 4,142
Moonlight – Sob a Luz do Luar – 4,117
O Apartamento – 4,076

Silêncio – 4
Bingo, o Rei das Manhãs – 4
Como Nossos Pais – 4
Divinas Divas – 4
Eu Não Sou Seu Negro – 4

A Qualquer Custo – 3,909
Estrelas Além do Tempo – 3,823
Em Ritmo de Fuga – 3,8
Animais Noturnos – 3,687
Moana – Um Mar de Aventuras – 3,615

Um Limite entre Nós – 3,6
Mulher-Maravilha – 3,5
Planeta dos Macacos – A Guerra – 3,5
Atômica – 3,5
Lion – Uma Jornada para Casa – 3,416

Neste momento, os piores filmes do ano (entre aqueles que atingiram o quórum mínimo de seis votos) são Cinquenta Tons Mais Escuros (média 2), Passageiros (média 2,142), Assassin’s Creed e Alien – Covenant (ambos com média 2,166).

A votação continua liberada: deixe suas notas de 0 a 5 nos filmes que você viu. Há três locais para votar, sempre deixando as notas nos comentários correspondentes:

– Acesse a página da votação aqui mesmo no blog.

– Acesse o álbum de fotos na minha página no Facebook. Há uma foto para cada mês.

– Ou acesse o álbum de fotos na página do Boulevard do Crepúsculo no Facebook. Também há uma foto para cada mês.

Começou nossa 12ª eleição do melhores do ano nos cinemas pessoenses. Votantes do mundo todo podem participar. A cada…

Posted by Boulevard do Crepúsculo on Tuesday, November 7, 2017

Para mais detalhes, consulte o regulamento.

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A seguir, os meus melhores filmes que passaram comercialmente nos cinemas pessoenses em 2017. O Cine Banguê ajudou mais uma vez a melhorar nosso ano cinematográfico, em termos de qualidade e também de número.

Tivemos 241 estreias. O número caiu em relação a 2016 (258), é verdade. Mas ainda é muito superior aos anos anteriores, sem o Banguê: 163, em 2015; 164, em 2014.

A participação de filmes nacionais entre as estreias por aqui chegou a 27,8%. É um índice muito acima dos números nacionais, nos quais o índice não chegou aos dois dígitos.

Confira agora a minha lista (e fique à vontade para dividir a sua):

La La Land - Cantando Estações - 09

1 – LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES, de Damien Chazelle

Fred Astaire dizia que um número musical devia ser filmado com um mínimo de cortes possível – para valorizar o trabalho da dança. Desde a aurora do videoclipe, poucos musicais arriscaram seguir esse mandamento: a maioria edita seus números com dezenas de planos. La La Land é o que corajosamente mais se aproxima do estilo e espírito dos musicais clássicos, deixando de lado essa facilidade que é construir a dança na edição. Considerando inclusive que seus atores (Emma Stone e Ryan Gosling, com muito carisma) não são gênios do canto e dança como eram Astaire (ou Gene Kelly, ou Judy Garland) e nem tiveram uma vida dedicada a se apromimorar nessas capacidades, como eles tiveram. O cinema de hoje é outro, pouco disposto a sustentar uma companhia criativa daquele naipe dentro de um estúdio. Ainda assim, Emma e Gosling dançam longas sequências sem cortes e sem fazer feio. La La Land é corajoso também ao arriscar em músicas originais (não sucessos já consagrados na Broadway ou na música popular, que já entram com a identificação e simpatia do público). Com isso, imprime uma sucessão de momentos notáveis (como a primeira parte de “Someone in the crowd”, em um plano-sequência coreografado com precisão por diversos cômodos da casa, cada qual em uma cor diferente, assim como o vestidos das atrizes). Essa atmosfera de sonho emoldura uma trama que é sobre perseguir sonhos da Cidade dos Sonhos, mas faltando combinar com a realidade. O número final é simplesmente brilhante em como é executado e como funciona como narrativa (e narrativa subjetiva em particular).

Paterson - 13

2 – PATERSON, de Jim Jarmusch

Um motorista de ônibus que escreve poesia é o personagem-título de Paterson. Seus dias são uma gigante rotina: de casa para o trabalho, o trajeto do ônibus, lidar com as constantes invenções para a casa de sua mulher com alma de artista plástica, sair com o cachorro à noite, dar uma paradinha no bar. O olhar diferente para o cotidiano, para as pessoas que conhece, para o que observa dentro e fora de seu ônibus é que fazem a poesia no seu dia e no filme. O papo sobre poesia com uma garotinha é um desses momentos de encanto perdidos no dia. E ainda há a piscadela para quem adora Moonrise Kingdom.

MBTS_2354.CR2

3 – MANCHESTER À BEIRA-MAR, de Kenneth Lonergan

O personagem de Casey Affleck vive aprisionado por uma dor do passado que o fez se afastar de tudo. Mas ele terá que encarar esse passado ao voltar para sua cidade para cuidar do sobrinho após a morte do irmão. Sentimentos sufocados e um belo jogo de dar e reter informações, o que ajuda o filme a nunca se deixar levar pelo melodrama. Um delicado equilíbrio de emoções.

Cidadao Ilustre - 04

4 – O CIDADÃO ILUSTRE, de Kenneth Lonergan

Escritor vencedor do Nobel há muitos anos vive fora da Argentina, sem nunca ter colocado os pés de volta à sua pequena cidade (apesar de ser ela a fonte de inspiração e cenário de todos os seus livros). Mas resolve aceitar o convite para receber uma homenagem. Esse reencontro irá bem além da nostalgia de rever amigos e da vaidade em ser celebrado pelos seus. Passa por celebrações vazias da fama e de como elas são frágeis.

LOGAN

5 – LOGAN, de James Mangold

Um futuro desesperançado é o cenário para esse conto de Wolverine que sobe o tom em comparação às demais aparições do personagem no cinema. Em queda e afastado, que precisa voltar à violência para defender inocentes. Um herói a contragosto. O paralelo com Os Brutos Também Amam é explícito e belo.

Eu Nao Sou Seu Negro - 01

6 – EU NÃO SOU SEU NEGRO, de Raoul Peck

As ideias de James Baldwin, preparadas para um livro que ele nunca conseguiu terminar, ganham vida em forma de filme neste documentário. Ele mostra sua visão e conceitos do racismo nos EUA e do movimentos dos direitos civis, com os assassinatos dos líderes Medgar Evers, Luther King e Malcolm X, combinando a leitura dos manuscritos por Samuel L. Jackson e as cenas de arquivo.

Blade Runner 2049 - 12

7 – BLADE RUNNER 2049, de Denis Villeneuve

Um filme influenciado não só pelo original (o visual – mais uma fotografia extraordinária de Roger Deakins –, a música evocando a trilha de Vangelis, o esforço em imaginar aquele universo 30 anos depois, mas sem perder a personalidade), mas também pela aura que o cerca. E uma vontade imensa de ser “grande”, de estar à altura desse mito, quando o filme de 1982 tinha temas estimulantes sobre o que é ser humano, mas estes estavam sob uma trama policial até simples. 

Dunkirk - 01

8 – DUNKIRK, de Christopher Nolan

Três histórias, cada uma com uma duração diferente, entrelaçadas como se durassem o mesmo tempo. Tecendo um painel sobre uma batalha perdida, sobre jovens assustados que não podem ser heróis num conflito no qual são atirados, sobre pessoas comuns que se tornam heróis e sobre profissionais da aventura da guerra. Assim, cada parte evocando um segmento marcante dos filmes sobre a II Guerra através das décadas.

BR 716 - 01

9 – BR 716, de Domingos Oliveira

Talvez Domingos Oliveira tenha feito seu melhor filme desde Separações (2002). Num apartamento da icônica avenida Barata Ribeiro, nos anos 1960, um jovem vai se despedindo do lugar em meio a farras, uma bela mulher e a ameaça lá fora de algo terrível que se avizinha – a ditadura. Diálogos espirituosos em meio a uma triste nostalgia da boemia e Caio Blat interpretando Domingos.

Eu Daniel Blake

10 – EU, DANIEL BLAKE, de Ken Loach

Daniel Blake vive um pesadelo kafkiano, perdido na burocracia desumana do seguro social britânico: após um ataque cardíaco, sua médica o proíbe de trabalhar, mas o governo (ou, melhor, a empresa que o governo está pagando) nega o seguro. Mesmo com seus próprios problemas, ele se dedica a ajudar uma mãe e seus dois filhos, que parecem estar em situação ainda pior. Uma denúncia-porrada contra um sistema desumano, em um país que tanta gente considera um paraíso, com a sobriedade narrativa costumeira de Ken Loach.

+ 10 filmes: Roda Gigante, de Woody Allen; Corra!, de Jordan Peele; Star Wars – Os Últimos Jedi, de Rian Johnson; O Apartamento, de Asghar Farhadi; Moonlight – Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins; Atômica, de David Leitch; Bingo, o Rei das Manhãs, de Daniel Rezende; Estrelas Além do Tempo, de Theodore Melfi; Mulher-Maravilha, de Patty Jenkins; Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky.

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Melhores 2014

O Lobo de Wall Street estreou em janeiro e, na nossa votação em que cada mês vai sendo votado de cada vez, ele assumiu a primeira posição já ali e nunca mais a largou. O filme de Martin Scorsese chegou a ter O PassadoGarota Exemplar empatados com ele, mas sempre desempatou à frente e chegou confortável à vitória.

Veja a lista completa e comentada dos 114 filmes na página da votação.

Ele agora integra o rol de que fazem parte Boa Noite e Boa Sorte, de George Clooney (2006), Ratatouille, de Brad Bird (2007), Batman, o Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan (2008), Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle (2009), Toy Story 3, de Lee Unkrich (2010), Meia-Noite em Paris, de Woody Allen (2011), A Separação, de Asghar Farhadi (2012), e A Caça, de de Thomas Vinterberg (2013).

Até outubro, quando vai começar o nosso 10º Melhores do Ano.

— MAIS RETROSPECTIVA 2014:

Meus melhores filmes de 2014
Musas/ cinema em JP
50 filmes que não foram exibidos em João Pessoa

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