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50. ‘I WANNA BE LOVED BY YOU’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe. Direção: Billy Wilder. Coreografia: Jack Cole. Canção de Herbert Stothart, Harry Ruby e Bert Kalmar.

“Boop-boop-a-doop”. A canção de 1928 é a cara da Betty Boop e não por acaso: a interpretação de Helen Kane, com sua voz meio infantil cantando esse “boop-boop-a-doop” inspirou a criação da personagem dos desenhos animados, em 1930. Como Quanto Mais Quente Melhor se passa em 1929, caiu como uma luva para Marilyn desfilar sua sensualidade brejeira na canção. Como Billy Wilder dizia, filmar com Marilyn podia ser um pesadelo, mas o resultado compensava de longe.

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49. ‘SO LONG, FAREWELL’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Charmian Carr, Nicholas Hammond, Heather Menzies-Urich, Duane Chase, Angela Cartwright, Debbie Turner e Kym Karath. Direção: Robert Wise. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II.

O capitão Von Trapp não que transformar sua família num grupo musical, mas está difícil. No final de uma festa em casa, seus sete filhos se despedem dos convidados com este encantador número musical. Uma das forças desse filme é o carisma das crianças. “So long, farewell, auf wiedersehen, adieu”, em um número reprisado mais tarde no filme (e rever sempre é muito bem-vindo).

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48. ‘CABARET’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minnelli. Direção e coreografia: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Liza, sozinha em cena: e precisa mais? A canção-título do filme estabelece que esse não é um musical inocente como a maioria do que vieram antes dele. E, três anos após a morte da mãe Judy Garland, Liza chama o trono para si com toda a justiça, ao menos nesse filme. A vida é um cabaré, old chum, apesar dos profetas do pessimismo.

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47. ‘A WHOLE NEW WORLD’, de Aladdin (1992)
Com Brad Kane e Lea Salonga (vozes). Direção: John Musker e Ron Clements. Canção de Alan Menken e Tim Rice.

Aladdin joga baixo para conquistar a princesa Jasmine: a leva em um passeio de tapete mágico pelo mundo. As maravilhas que vai encontrando são embaladas pela maravilha que é essa canção vencedora do Oscar. A animação é um deslumbre.

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46. ‘THE BALLET OF RED SHOES’, de Sapatinhos Vermelhos (1948)
Com Moira Shearer, Alan Carter, Joan Harris. Direção: Michael Powell e Emeric Pressburger. Coreografia: Robert Helpmann. Música de Brian Esdale.

Bailarina de carreira consolidada nos anos 1940, a escocesa Moira Shearer estreou no cinema no papel principal de Sapatinhos Vermelhos. E o ponto alto do filme é o balé que dá nome ao filme, um número espetacular de quase 15 minutos, que soma recursos cinematográficos à atmosfera da dança no palco para ir além da fábula dançada e representar o turbilhão emocional da protagonista: closes, planos de detalhe, câmera lenta, sobreposição de imagens. Este número impressionou tanto Gene Kelly que o inspirou para Sinfonia de Paris (1951).

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45. ‘ALWAYS LOOK ON THE BRIGHT SIDE OF LIFE’, de A Vida de Brian (1979)
Com Eric Idle. Direção: Terry Jones. Canção de Eric Idle.

Essa música adorável e incrivelmente otimista, com assobios e tudo, é um dos momentos mais clássicos do grupo Monty Python. Contribui para isso, é claro, o fato de ela ser cantada por um grupo que está sendo crucificado na Judeia dos tempos de Cristo. O tipo de nonsense que foi a genialidade do grupo inglês.

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44. ‘CAN’T BUY ME LOVE’, de A Hard Day’s Night (1964)
Com The Beatles. Direção: Richard Lester. Canção de Paul McCartney (creditada a John Lennon e Paul McCartney).

A Hard Day’s Night acompanha os Beatles no que seria seu cotidiano típico de correrias para fugir das fãs, compromissos comerciais e entrevistas chatas pra caramba. Em um momento de descuido dos outros, eles escapolem por uma porta, dão numa escada externa e se divertem a valer em campo aberto, filmados de helicóptero em patetices de cinema mudo. Sua descida pelas escadas é uma das mais célebres do grupo.

Para assistir, clique aqui.

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43. ‘PUT THE BLAME ON MAME’, de Gilda (1946)
Com Rita Hayworth (voz de Anita Ellis). Direção: Charles Vidor. Coreografia: Jack Cole. Canção de Allan Roberts e Doris Fischer.

Pê da vida com o marido, (“nunca houve uma mulher como”) Gilda irrompe no palco do nightclub que ele dirige e canta “Put the blame on Mame”. Não só isso, como tira uma das luvas — e é o bastante para que seja um dos mais sexy strip-teases da história. O vestido tomara-que-caia ajuda: nos closes é como se Gilda… bem… não estivesse usando nada.

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42. ‘BELLE’, de A Bela e a Fera (1991)
Com Paige O’Hara, Richard White, Alec Murphy, Mary Kay Bergman, Kath Soucie e coro (vozes). Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Após um breve prólogo, A Bela e a Fera já mostra a que veio: a cena de apresentação da protagonista e seu vilarejo acanhado e o vilão valentão que a deseja é um espetáculo, com todo o jeito de Broadway. Dá para imaginar os cantores e bailarinos pelo palco. Mas aqui é cinema, há planos clássicos e divinos: Bela deslizando pelas prateleiras de livros em direção à câmera, ou a câmera girando em torno dela quando ela diz que quer “mais que essa vida provinciana”.

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41. ‘WOULDN’T BE LOVERLY?’, de My Fair Lady — Minha Bela Dama (1964)
Com Audrey Hepburn (voz de Marni Nixon). Direção: George Cukor. Coreografia: Hermes Pan. Canção de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe.

A florista pobre Eliza Doolittle tem sua canção de “eu quero” após ser desmerecida pelo irritante professor de dicção. Ela canta nesse momento adorável, errando todas as palavras que pode (canta “ands” em vez de “hands”, por exemplo). Sonha com um mundo de elegância e amor em meio aos restos e aos desvalidos. Audrey, que sempre apareceu como dama nos filmes, brilha como a pobretona inculta que, no fim, vai embora em sua carruagem: uma carroça de lixo.

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Simplesmente Feliz - 09

SIMPLESMENTE FELIZ (Mike Leigh, 2008)

Diário de Filmes 2019: 43

Às vezes, um filme é sua atriz principal (ou ator). Depende fundamentalmente de achar a pessoa certa para encarnar a protagonista. É uma simbiose, Se dá certo, a mágica acontece. E aconteceu isso em Simplesmente Feliz, com Sally Hawkins como a professora londrina que é alegre à toda prova, de um jeito que influi diretamente em – ou até incomoda – quem está próximo. Seu cotidiano inclui um verdadeiro duelo de humores com seu neurastênico professor de direção. Hawkins é luminosa e sua interpretação foi premiada pelo Gllobo de Ouro, o Festival de Berlim e o Círculo de Críticos de Nova York.

Esta é uma lista pessoal. Com 100% de certeza, você não vai concordar com 100% dela. Tudo bem — eu gostaria de saber a sua lista, que filmes você tiraria e quais incluiria. Outra coisa: a percepção sobre os filmes mudam com o tempo. Esta é a minha percepção agora, limitada, claro, aos filmes que vi — esta lista pode mudar à medida em que for revisitando alguns filmes dessa lista ou assistir a outros que ainda não conheço deste ano.

OS 20 MELHORES DE 1989

Faca a Coisa Certa - 03

1 — FAÇA A COISA CERTA

(Do the Right Thing, Estados Unidos). Direção e roteiro: Spike Lee. Elenco: Danny Aiello, Spike Lee, John Tuturro, Rosie Perez, Sameul L. Jackson, Ossie Davis, Ruby Dee, Bill Nunn, Martin Lawrence, John Savage.
O caldeirão multicultural em Bed-Stuy está fervilhando no dia mais quente do ano e a intolerância racial está em ebulição. Lee, em seu quarto longa, traça um mosaico complexo e sem resolução fácil, sustentado por personagens marcantes. Seu filme termina com citações de Martin Luther King e Malcolm X, historicamente líderes que lutavam pela mesma causa, mas divergiam sobre o uso da violência.

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When Harry Met Sally2 — HARRY E SALLY, FEITOS UM PARA O OUTRO

(When Harry Met Sally…, Estados Unidos). Direção: Rob Reiner. Roteiro: Nora Ephron. Elenco: Billy Crystal, Meg Ryan, Carrie Fisher, Bruno Kirby.
O filme que redefiniu a comédia romântica tem um quê de inspiração em Woody Allen, brinca com o documentário (com atores interpretando depoimentos de histórias que, na verdade, são reais), tem diálogos ótimos (como a discussão sobre existir ou não amizade entre homem e mulher), momentos de improviso (a cena imortal do orgasmo fingido no restaurante foi sugestão de Meg Ryan; a fala final dessa cena foi sugestão de Billy Crystal), telas divididas espertas (homenageando Indiscreta, 1958, e Confidências à Meia-Noite, 1959). A trama é a do homem e da mulher que se detestam à primeira vista, depois ficam amigos, depois se apaixonam.

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Dead Poets Society (1989) Directed by Peter Weir Shown: Robin Williams

3 — SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS

(Dead Poets Society, Estados Unidos). Direção: Peter Weir. Roteiro: Tom Schulman. Elenco: Robin Williams, Ethan Hawke, Robert Sean Leonard, Josh Charles, Norman Lloyd.
Robin Williams em todas as suas potencialidades cômicas e dramáticas num filme sobre o poder transformador da arte. Filme obrigatório também sobre a arte de ensinar.

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Splendor-11

4 — SPLENDOR

(Splendor, Itália/ França) Direção e roteiro: Ettore Scola. Elenco: Marcello Mastroianni, Massimo Troisi, Marina Vlady.
Lançado meses depois de Cinema Paradiso, foi meio eclipsado pelo filme de Tornatore, mas é outro grande filme sobre o amor ao cinema. E o final ainda é citação direta de A Felicidade Não Se Compra.

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THE LITTLE MERMAID 3D

5 — A PEQUENA SEREIA

(The Little Mermaid, Estados Unidos) Direção e roteiro: John Musker, Ron Clements. Vozes na dublagem original: Jodi Benson, Pat Carroll, Kenneth Mars.
O filme que simboliza a renascença da Disney, após um período de filmes de pouco sucesso. O estúdio retornou à seara das princesas com algumas atualizações, caprichou na animação deslumbrante do fundo do mar e nas canções, com as ótimas “Part of your world” e “Kiss the girl” e a maravilhosa “Under the sea”.

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Sexo Mentiras e Videotape - 01

6 — SEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE

(Sex, Lies and Videotape, Estados Unidos) Direção e roteiro: Steven Soderbergh. Elenco: James Spader, Andie MacDowell, Peter Gallagher, Laura San Giacomo.
Em um período onde o cinema independente não aparecia com tanto destaque, o filme de Soderbergh mostrou a força criativa que existia fora dos grandes estúdios.

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Indiana Jones e a Ultima Cruzada-26

7 — INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA

(Indiana Jones and the Last Cruzade, Estados Unidos) Direção: Steven Spielberg. Roteiro: Jeffrey Boam. Elenco: Harrison Ford, Sean Connery, Denholm Elliot, Alison Doody, John Rhys-Davies, Julian Glover, River Phoenix.
Spielberg resolveu pegar mais leve na terceira parte da franquia, que volta ao esquema do primeiro: uma corrida contra os nazistas por um tesouro místico. O golpe de mestre foi incluir o pai de Indy na trama, vivido na medida por Sean Connery (e os filmes de James Bond não são o “pai” dos de Indiana Jones, afinal de contas?). Vale o destaque para o prólogo com River Phoenix vivendo o jovem Indy.

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Crimes e Pecados - 01

8 — CRIMES E PECADOS

(Crimes and Misdemeanors, Estados Unidos) Direção e roteiro: Woody Allen. Elenco: Martin Landau, Woody Allen, Anjelica Huston, Alan Alda, Mia Farrow, Claire Bloom.
Como em Hannah e Suas Irmãs, Woody divide o filme em drama e comédia. E de novo equilibra bem as duas tramas que se entrelaçam. Se inspirou em Crime e Castigo e voltará a isso em Match Point (2006).

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Henrique V - 1989 - 02

9 — HENRIQUE V

(Henry V, Reino Unido) Direção e roteiro: Kenneth Branagh. Elenco: Kenneth Branagh, Ian Holm, Brian Blessed, Emma Thompson, Derek Jacobi.
Em seu primeiro filme como diretor, Branagh mostrou uma grande força criativa e narrativa nesta adaptação da peça de Shakespeare. A sequência da batalha de Azincourt é um grande momento, onde o ufanismo que Laurence Olivier usou como tom no filme de 1944 é trocado pela tragédia.

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Tempo de Gloria - 02

10 — TEMPO DE GLÓRIA

(Glory, Estados Unidos) Direção: Edward Zwick. Roteiro: Kevin Jarre. Elenco: Matthew Broderick, Denzel Washington, Cary Elwes, Morgan Freeman.
A história do primeiro pelotão de soldados negros na Guerra Civil Americana, e o preconceito que enfrentaram até de seu próprio exército.

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De Volta para o Futuro - Parte 2 - 12

11 — DE VOLTA PARA O FUTURO — PARTE II

(Back to the Future — Part II, Estados Unidos) Direção: Robert Zemeckis. Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale. Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Thomas F. Wilson, Elisabeth Shue, Billy Zane, Elijah Wood.
O divertidíssimo segundo filme tem três momentos: mostra o futuro prometido no final do primeiro, depois volta a 1985 alterado (como o mundo em que George não existiu em A Felicidade Não Se Compra, 1946) e volta a 1955, onde a nova trama tem momento de interseção com a do primeiro filme. Engenhoso e com efeitos especiais que hoje, na era do CGI, são corriqueiros, mas foram surpreendentes na época.

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Arquitetura da Destruicao - 01

12 — ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO

(Undergångens Arkitektur, Suécia) Direção: Peter Cohen.
O ideal estético do nazismo, da raça pura e da arte “não degenerada”, é analisada nesse excelente documentário. A visão estética deformada do III Reich se refletiu em sua odiosa política higienista, onde a ideia de uma “arte degenerada” refletia o preconceito com doentes mentais e uma obsessão com uma suposta pureza que gerou o Holocausto.

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Black Rain - A Coragem de uma Raca - 01

13 — BLACK RAIN — A CORAGEM DE UMA RAÇA

(Kuroi Ame, Japão) Direção: Shohei Imamura. Roteiro: Shohei Imamura e Toshiro Ishido. Elenco: Yoshiko Tanaka, Kazuo Kitamura, Etsuko Ichihara.
Uma visão dramática e poderosa, em preto-e-branco, da cidade de Hiroshima depois da explosão da bomba atômica jogada pelos americanos no final da II Guerra.

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Eu Sou o Senhor do Castelo - 01

14 — EU SOU O SENHOR DO CASTELO

(Je Suis le Seigneur du Château, França) Direção: Régis Wargnier. Roteiro: Alain Le Henry e Régis Wargnier. Elenco: Régis Arpin, David Behar, Jean Rochefort, Dominique Blanc.
Filmes com criança nem sempre são filmes infantis. Aqui, o filho do dono de uma mansão empreende uma rivalidade feroz contra o filho da empregada.

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Campo dos Sonhos - 01

15 — CAMPO DOS SONHOS

(Field of Dreams, Estados Unidos) Direção e roteiro: Phil Alden Robinson. Elenco: Kevin Costner, Amy Madigan, Ray Liotta, James Earl Jones, Burt Lancaster, Gaby Hoffmann.
Um dos melhores feel good movies, que aposta numa história difícil de levar a sério: um fazendeiro que ouve vozes que dizem para construir um campo de beisebol no meio de um milharal. E aí grandes jogadores do passado aparecem do além para bater uma bolinha. Mas, embarcando, é uma delícia de ver.

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Shirley Valentine - 01

16 — SHIRLEY VALENTINE

(Shirley Valentine, Reino Unido/ Estados Unidos) Direção: Lewis Gilbert. Roteiro: Willy Russell. Elenco: Pauline Collins, Tom Conti, Joanna Lumley.
Russell adapta a própria peça de sucesso, com a mesma Pauline Collins, que ganhou um Tony pelo papel: uma dona-de-casa inglesa tão solitária que dá bom dia às paredes e quebra a quarta parede para conversar com o espectador. Nada que uma viagem à Grécia não mude. Gilbert digiriu três filmes de 007 nos anos 1960 e 1970.

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Ata-me - 01

17 — ATA-ME

(Atame!, Espanha) Direção e roteiro: Pedro Almodóvar. Elenco: Victoria Abril, António Banderas, María Barranco, Rossy de Palma, Julieta Serrano.
Um sujeito com problemas mentais sequestra uma atriz de filmes pornô para tentar convencê-la a se casar com ele. A trama e a relação dos dois acaba se tornando mais complexa. Um Almodóvar atrevido de primeira linha.

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Meu Pe Esquerdo - 06

18 — MEU PÉ ESQUERDO

(My Left Foot — The Story of Christy Brown, Irlanda/ Reino Unido) Direção: Jim Sheridan. Roteiro: Shane Connaughton e Jim Sheridan. Elenco: Daniel Day-Lewis, Brenda Fricker, Alison Whelan, Fiona Shaw.
A história real de Christy Brown, que nasceu com paralisia cerebral e descobriu como escrever e pintando com a única parte do corpo que conseguia controlar: o pé esquerdo. O primeiro dos três Oscars de Day-Lewis.

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19 — BATMAN

(Batman, Estados Unidos) Direção: Tim Burton. Roteiro: Sam Hamm, Warren Skaaren. Elenco: Michael Keaton, Jack Nicholson, Kim Basinger, Jack Palance, Billy Dee Williams.
A primeira grande adaptação do Homem-Morcego para os cinemas detonou uma batmania mundial. O filme é cheio de senões (o Coringa ser responsável pela morte dos pais do Batman, pro exemplo), muita gente reclamou de Keaton como o herói, mas o Coringa de Nicholson é brilhante e Burton conseguiu impor sua marca autoral, isso não se pode negar.

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20 — VÍTIMAS DE UMA PAIXÃO

(Sea of Love, Estados Unidos) Direção: Harold Becker. Roteiro: Richard Price. Elenco: Al Pacino, Ellen Barkin, John Goodman, Michael Rooker, Richard Jenkins, William Hickey, Samuel L. Jackson.
Al Pacino encerrou um hiato de quatro anos sem um filme com esse noir moderno, em que é um policial que investiga assassinatos e se envolve com uma mulher que pode ser a culpada. Nesse papel, está Ellen Barkin, em seu papel mais memorável e sexy.

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OS 10 PIORES

Orquidea Selvagem - 01

1 — ORQUÍDEA SELVAGEM

(Wild Orchid, Estados Unidos) Direção: Zalman King. Roteiro: Patricia Louisianna Knope e Zalman King. Elenco: Carré Otis, Mickey Rourke, Jacqueline Bisset, Assumpta Serna, Milton Gonçalves.
Uma advogada é levada a um turismo erótico pelo Rio de Janeiro por um milionário. Produtor e roteirista de 9 1/2 Semanas de Amor (1986), King tentou reproduzir o sucesso com o mesmo Mickey Rourke e a modelo Carré Otis, linda, mas inexpressiva, no lugar de Kim Basinger. O resultado foi péssimo, onde pessoas dobrando uma esquina no Rio e saindo em Salvador era o de menos.

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2 — O JUSTICEIRO (The Punisher, Austrália/ Estados Unidos) Direção: Mark Goldblatt. Elenco: Dolph Lundgren, Louis Gossett Jr. Versão podreira muito longe do que a Marvel é hoje no cinema.

3 — DOIDA DEMAIS (Brasil) Direção: Sergio Rezende. Elenco: Vera Fischer, Paulo Betti, José Wilker. Aventura que tenta usar a sensualidade de Vera Fischer e não muito mais.

4 — A MOSCA II (Estados Unidos) Direção: Chris Walas. Elenco: Eric Stoltz, Daphne Zuniga. Caça-níquel total.

5 — CONDENAÇÃO BRUTAL (Lock Up, Estados Unidos). Direção: John Flynn. Elenco: Sylvester Stallone, Donald Sutherland, Tom Sizemore. Um dos piores filmes de Stallone e essa é uma escolha difícil

6 — GUERREIRO AMERICANO III (American Ninja III Blood Hunt, Estados Unidos/ Canadá/ África do Sul). Direção: Cedric Sundstrom. Elenco: David Bradley, Steve James. Essa série foi uma praga com toda a cara da produtora Golan-Globus.

7 — LOUCADEMIA DE POLÍCIA VI — CIDADE EM ESTADO DE SÍTIO (Police Academy VI City Under Siege, Estados Unidos) Direção: Peter Bonerz. Elenco: Michael Winslow, G.W. Bailey, Bubba Smith, David Graf, George Gaynes, Leslie Easterbrook, Marion Ramsey. Steve Gutenberg já tinha pulado fora dois filmes atrás e a série não aprendeu com o filme anterior que era hora de acabar.

8 — MATADOR DE ALUGUEL (Road House, Estados Unidos). Direção: Rowdy Herrington. Elenco: Patrick Swayze, Kelly Lynch, Sam Elliott, Ben Gazzara. Patrick Swayze como leão de chácara. Pior que Dirty Dancing.

9 — OS TRAPALHÕES NA TERRA DOS MONSTROS (Brasil) Direção: Flávio Migliaccio. Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum, Zacarias, Angélica, Conrado, Gugu Liberato, Vanessa de Oliveira. Os Trapalhões têm filmes bons e ruins. Mas esse aqui sofre com péssimos monstrinhos (e falo também das atuações de Angélica, Conrado e Gugu).

10 — CONFUSÕES DE UM SEDUTOR (Skin Deep, Estados Unidos). Direção: Blake Edwards. Elenco: John Ritter, Vincent Gardenia, Nina Foch. Deve ser o pior filme da carreira de Blake Edwards. Ele parece ter feito esse filme antes e muito melhor.

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Pequeno Príncipe - 2015 - 02

O PEQUENO PRÍNCIPE (Mark Osborne, 2015)
⭐⭐
Diário de Filmes 2019: 14

Segunda vez no ano porque é hit com Arthur aqui em casa. A interação entre a parte nova, da garotinha adulta, com a adaptação propriamente dita do livro (esta em stop-motion com papel) sempre me encanta.

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VISAGES VILLAGES (Agnes Varda e JR, 2017)
⭐⭐
Diário de Filmes 2019: 13

JR é um fotógrafo e artista plástico que gosta de fazer murais com fotos gigantes. A veterana Agnes Varda é uma das grandes cineastas do mundo. Essa dupla improvável viaja por vilarejos franceses para registrar as pessoas, conhecê-las e trocar impressões. Funciona bastante bem, com um olhar carinhoso para as pessoas comuns, retratados em sua grandeza nos murais que vão ficando pelo caminho.

Pequeno Príncipe - 2015 - 05

O PEQUENO PRÍNCIPE (Mark Osborne, 2015)

Diário de Filmes 2019: 10

Fazer uma adaptação do clássico de Saint-Exupéry em que metade ou mais da metade é uma história nova e moderna é uma temeridade. Mas funciona aqui – e bem. O filme consegue vincular as duas tramas, fazer uma influenciar a outra e as demarca com inteligência através do uso de duas técnicas de animação diferentes. A parte moderna, em CGI; a adaptação direta do livro, em stop-motion com papel. A reta final é o resgate da infância para uma menininha muito adulta (em “um mundo que ficou adulto demais”) e um tom de aventura, mas sem perder a obra original de vista.

Começa nesta quinta a 10ª edição do Festival Varilux do Cinema Francês, em 77 cidades do país. Em João Pessoa, as sessões serão novamente no Centerplex, no MAG Shopping: quatro filmes por dia, até o dia 19. São 16 filmes da mais recente produção francesa inéditos no Brasil , e mais um clássico — no caso, Cyrano (1990), de Jean-Paul Rappeneau e com Gérard Depardieu, grande filme que vi no Cine Banguê lá no começo dos anos 1990.

Confira aqui nesta post um guia do festival. Primeiro, os filmes, com seus trailers e os dias e horários das sessões de cada um. Lá embaixo, a programação por dia.

— OS FILMES:

— AMOR À SEGUNDA VISTA: Homem se dá conta que está vivendo em uma realidade paralela, onde sua esposa não o conhece mais e tenta conquistá-la de novo. É do diretor de Uma Família de Dois. Qui 6, 16h35; Sex 7, 18h50; Qua 12, 18h45; Dom 16, 21h10.

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— ASTERIX E O SEGREDO DA POÇÃO MÁGICA: Todo ano o festival programa um filme infantil, geralmente uma animação. Este ano é a nova animação com os personagens dos quadrinhos de René Goscinny e Albert Uderzo. Desta vez, a trama não é baseada em nenhum dos álbuns clássicos, mas uma história original. Pela primeira vez, também, Asterix estrela uma animação digital. Sab 8, 17h15; Dom 9, 14h30; Dom 16, 17h15.

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— ATRAVÉS DO FOGO: É um drama sobre um bombeiro que se fere num incêndio e fica com o rosto desfigurado. Agora, terá que aprender a viver de novo. Sex 7, 16h35; Seg 10, 14h30; Ter 18, 21h05.

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— BOAS INTENÇÕES: O filme segue uma professora que ensina francês para imigrantes, mas não consegue deixar de extrapolar a ajuda para outras áreas. Seg 10, 16h45; Dom 16, 15h15; Qua 19, 20h45.

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— CYRANO: O clássico do festival é o filme de 1990 dirigido por Jean-Paul Rapenneau e estrelado por Gérard Depardieu, adaptação da peça clássica sobre o poeta narigudo que é apaixonado pela bela Roxane (Anne Girardot), mas, complexado com a própria aparência, acaba ajudando um rival bonito, mas tapado (Vincent Pérez), a conquistá-la. Dom 9, 16h15; Seg 17, 14h45.

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— CYRANO, MON AMOUR: Além de Cyrano, o festival traz essa comédia que narra o processo de criação da peça pelo autor, Edmond Rostand. É uma adaptação de um sucesso dos palcos franceses. Dom 9, 18h50; Qui 13, 17h15; Sex 14, 15h00; Sab 15, 21h15.

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— OS DOIS FILHOS DE JOSEPH: Menino de 13 anos que está amadurecendo começa a repensar o pai e o irmão mais velho como exemplos a seguir. Sex 7, 14h45; Qui 13, 21h15; Ter 18, 19h15; Qua 19, 16h50.

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— FILHAS DO SOL: O filme mostra a luta das guerreiras de um batalhão de soldadas curdas na guerra do Curdistão, acompanhadas por uma fotógrafa francesa. Seg 10, 20h50; Ter 11, 14h40; Ter 18, 17h00.

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— FINALMENTE LIVRES: Esta comédia teve nove indicações ao César (o Oscar francês), incluindo melhor filme, direção, ator (Pio Marmal), atriz (Adèle Haenel), ator coadjuvante (Damien Bonnard), atriz coadjuvante (Audrey Tautou, sempre lembrada como a Amélie Poulain) e roteiro original. É a história de uma policial que descobre que o marido, que morreu como herói, não era boa peça. Então tenta reparar os erros dele. Sab 8, 19h00; Qua 12, 15h00; Dom 16, 19h00.

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— GRAÇAS A DEUS: O novo filme de François Ozon é sobre um grupo de homens que decide enfrentar o padre que abusou deles quando eram crianças e a instituição que insiste em protegê-lo. Levou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim. Dom 9, 21h00; Sab 15, 18h35; Seg 17, 21h00.

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— UM HOMEM FIEL: Dirigido por Louis Garrel, com ele, Laetitia Casta e Lily-Rose Depp (a filha de Vanessa Paradis e Johnny Depp, e a cara da mãe), mostra um intrincado triângulo amoroso com ramificações familiares. Ter 11, 21h15; Qua 12, 17h10; Sab 15, 15h00; Seg 17, 17h20.

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— INOCÊNCIA ROUBADA: Uma bailarina enfrenta as memórias de um abuso na infância e as implicações dessa revelação. Qui, 14h30; Sex 14, 17h10; Seg 17, 18h55.

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— MEU BEBÊ: Uma mulher com dificuldades de encarar a filha mais velha saindo de casa. Sab 8, 21h10; Qui 13, 19h25; Qua 19, 15h.

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— O MISTÉRIO DE HENRI PICK: Um filme de mistério literário. Uma editora encontra um manuscrito e, ao publicá-lo, o livro vira um best seller. Mas a viúva do autor, um pizzaiolo morto dois anos antes da publicação, diz que ele nunca escreveu nada. E um crítico (Fabrice Luchini) resolve investigar e provar que se trata de uma fraude. Sex 7, 21h10; Ter 11, 19h15; Sab 15, 16h35; Ter 18, 15h.

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— O PROFESSOR SUBSTITUTO: Mais um filme de mistério. Um professor substituto lida com uma classe de alunos muito inteligentes, muito unidos, mas também perturbadores. Seg 10, 18h45; Qui 13, 15h10; Qua 19, 18h40.

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— QUEM VOCÊ PENSA QUE SOU: A grande Juliette Binoche é uma mulher que cria um perfil falso mais jovem e vai se enredando no relacionamento virtual com um rapaz. Qui 6, 21h15; Sab 8, 15h15; Qua 12, 21h05; Sex 14, 19h15.

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— A REVOLUÇÃO EM PARIS: Mês que vem, a Revolução Francesa completa 230 anos. E este filme volta àqueles dias em que o povo se rebelou contra a monarquia em tom épico, contando histórias de pessoas comuns e de personagens como o rei Luís XVI. Qui 6, 18h55; Ter 11, 16h55; Sex 14, 21h15.

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— A PROGRAMAÇÃO POR DIA:

QUINTA, 6:
14h30: Inocência Roubada
16h35: Amor à Segunda Vista
18h55: A Revolução em Paris
21h15: Quem Você Pensa que Sou?

— SEXTA, 7:
14h45: Os Dois Filhos de Joseph
16h35: Através do Fogo
18h50: Amor à Segunda Vista
21h10: O Mistério de Henri Pick

— SÁBADO, 8:
15h15: Quem Você Pensa que Sou
17h15: Asterix e o Segredo da Poção Mágica
19h: Finalmente Livres
21h10: Meu Bebê

— DOMINGO, 9:
14h30: Asterix e o Segredo da Poção Mágica
16h15: Cyrano
18h50: Cyrano, Mon Amour
21h: Graças a Deus

— SEGUNDA, 10:
14h30: Através do Fogo
16h45: Boas Intenções
18h45: O Professor Substituto
20h50: Filhas do Sol

TERÇA, 11:
14h40: Filhas do Sol
16h55: A Revolução em Paris
19h15: O Mistério de Henri Pick
21h15: Um Homem Fiel

— QUARTA, 12:
15h: Finalmente Livres
17h10: Um Homem Fiel
18h45: Amor à Segunda Vista
21h05: Quem Você Pensa que Sou

— QUINTA, 13:
15h10: O Professor Substituto
17h15: Cyrano, Mon Amour
19h25: Meu Bebê
21h15: Os Dois Filhos de Joseph

— SEXTA, 14:
15h: Cyrano, Mon Amour
17h10: Inocência Roubada
19h15: Quem Você Pensa que Sou
21h15: A Revolução em Paris

— SÁBADO, 15:
15h: Um Homem Fiel
16h35: O Mistério de Henri Pick
18h35: Graças a Deus
21h15: Cyrano, Mon Amour

— DOMINGO, 16:
15h15: Boas Intenções
17h15: Asterix e o Segredo da Poção Mágica
19h: Finalmente Livres
21h10: Amor à Segunda Vista

— SEGUNDA, 17:
14h45: Cyrano
17h20: Um Homem Fiel
18h55: Inocência Roubada
21h: Graças a Deus

— TERÇA, 18:
15h: O Mistério de Henri Pick
17h: Filhas do Sol
19h15: Os Dois Filhos de Joseph
21h05: Através do Fogo

QUARTA, 19:
15h: Meu Bebê
16h50: Os Dois Filhos de Joseph
18h40: O Professor Substituto
20h45: Boas Intenções

A última impressão é a que fica? Aqui está uma lista de meus 50 finais preferidos de filmes. 

Noivo Neurotico Noiva Nervosa - 41

50. NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA. Woody Allen, 1977

ALVY: “Eu, eu pensei naquela velha piada, sabe, um, um cara vai a um psiquiatra e diz: ‘Doutor, hã, meu irmão está louco. Ele pensa que é uma galinha’. E, hã, o doutor diz: ‘Bem, por que você não o interna?’. E o cara diz: ‘Eu ia, mas eu preciso dos ovos’. Bem, acho que isso é muito como eu me sinto sobre relacionamentos. Você sabe, eles são totalmente irracionais e loucos e absurdos e… mas, hã, acho que continuamos com eles porque, hã, a maioria de nós precisa dos ovos”.

Assista!

***

Bebe de Rosemary - 14

49. O BEBÊ DE ROSEMARY. Roman Polanski, 1968

ROSEMARY: “Você está balançando muito rápido”.

Assista!

***

Doce Vida - 15

48. A DOCE VIDA. Federico Fellini, 1960

MARCELLO: “Não consigo escutar!”.

Assista!

***

Setimo Selo-03

47. O SÉTIMO SELO. Ingmar Bergman, 1957

JOF: “E a Morte, a mestre severa, os convida para dançar”.

Assista!

***

 

Intocaveis - 1987 - 10

46. OS INTOCÁVEIS. Brian de Palma, 1987

ELLIOT NESS: “Acho que vou tomar um drinque”.

Assista!

***

Chinatown - 26

45. CHINATOWN. Roman Polanski, 1974

WALSH: “Esqueça, Jake. É Chinatown”.

Assista!

***

Bonequinha de Luxo-15

44. BONEQUINHA DE LUXO. Blake Edwards, 1961

HOLLY: “O Gato… Onde está o Gato?…”

Assista!

***

Separacao - 09

43. A SEPARAÇÃO. Asghar Farhadi, 2011

JUIZ: “Você quer que eles esperem lá fora, se for difícil para você?
TERMEH: “Eles podem?”

Assista!

***

Vida de Brian - 12

42. A VIDA DE BRIAN. Terry Jones, 1979

SR. FRISBEE: “Olhe sempre o lado bom da vida”.

Assista!

***

Clube dos Cinco-29

41. CLUBE DOS CINCO. John Hughes, 1985

BRIAN: “Mas o que descobrimos é que cada um de nós é um cérebro…”
ANDREW: “…e um atleta…”
ALLISON: “…e uma inútil…”
CLAIRE: “…e uma princesa…”
BENDER: “…e um criminoso.”

Assista!

***

Pacto de Sangue - 02

41. PACTO DE SANGUE. Billy Wilder, 1944

KEYES: “Você não vai chegar nem ao elevador”.

Assista!

***

Butch Cassidy - 06

40. BUTCH CASSIDY. George Roy Hill, 1969

BUTCH: “Tenho uma grande ideia de onde deveríamos ir depois daqui”.

Assista!

***

Montanha dos Sete Abutres - 09

39. A MONTANHA DOS SETE ABUTRES. Billy Wilder, 1951

CHUCK: “Gostaria de ganhar mil dólares por dia, Sr. Boot? Sou um jornalista que vale mil dólares por dia. Pode ficar comigo por nada”.

Assista!

***

 

Deus e o Diabo na Terra do Sol - 12

38. DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL. Glauber Rocha, 1964

CORISCO: “Mais fortes são os poderes do povo!”.

Assista!

***

 

Bons Companheiros - 06

37. OS BONS COMPANHEIROS. Martin Scorsese, 1990

HENRY: “Sou um ninguém. Vou viver o resto da minha vida como um merda”.

Assista!

***

Toy Story 3 - 09

36. TOY STORY 3. Lee Unkrich, 2010

WOODY: “Até mais, parceiro”.

Assista!

***

Cavadoras de Ouro - 07

35. CAVADORAS DE OURO DE 1933. Mervyn LeRoy, 1933

CAROL: “Lembre-se do meu homem esquecido”.

Assista!

***

Homem de Ferro - 34

34. HOMEM DE FERRO. Jon Favreau, 2008

TONY STARK: “Eu sou o Homem de Ferro”.

Assista!

***

Dona Flor e Seus Dois Maridos - 21

33. DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS. Bruno Barreto, 1976

TRILHA SONORA: “O que será, que será, que andam suspirando pelas alcovas?”

Assista!

***

Sociedade dos Poetas Mortos - 03

32. SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS. Peter Weir, 1989

KEATING: “Obrigado, garotos. Obrigado”.

Assista!

***

Ouro e Maldicao - 02

31. OURO E MALDIÇÃO. Erich von Stroheim, 1924

Assista!

***

Princesa e o Plebeu - 15

29. A PRINCESA E O PLEBEU. William Wyler, 1953

ANN: “Muito feliz, Sr. Bradley”.

Assista!

***

Malvada - 09

28. A MALVADA. Joseph L. Mankiewicz, 1950

ADDISON: “Você deve perguntar à Srta. Harrington como conseguir um. A Srta. Harrington sabe tudo sobre isso”.

Assista!

***

8½

27. 8 ½. Federico Fellini, 1963

GUIDO: “Esta confusão… sou eu”.

Assista!

***

Inimigo Publico - 03

26. INIMIGO PÚBLICO. 1931

MIKE: “Mãe, estão trazendo Tom para casa!”.

Assista!

***

Incompreendidos - 05

25. OS INCOMPREENDIDOS. François Truffaut, 1959

Assista!

***

Thelma e Louise-08

24. THELMA & LOUISE. Ridley Scott, 1991

THELMA: “Apenas vamos em frente”.

Assista!

***

Tempos Modernos - 05

23. TEMPOS MODERNOS. Charles Chaplin, 1936

CARLITOS: “Sorria!”

Assista!

***

Suspeitos - 1995 - 02

22. OS SUSPEITOS. Bryan Singer, 1995

VERBAL: “O maior truque do diabo foi convencer o mundo de que ele não existe”.

Assista!

***

Cinema Paradiso - 20

21. CINEMA PARADISO. Giuseppe Tornatore, 1988

Assista!

***

E o Vento Levou-13

20. …E O VENTO LEVOU. Victor Fleming, 1939

RHETT: “Francamente, minha querida, estou cagando pra isso”.

Assista!

***

Passaros - 34

19. OS PÁSSAROS. Alfred Hitchcock, 1963

CATHY: “Posso levar os periquitos, Mitch? Eles não machucaram ninguém”.

Assista!

***

Ladroes de Bicicleta - 12

18. LADRÕES DE BICICLETA. Vittorio de Sica, 1948

BRUNO: “Papai! Papai!”

Assista!

***

Se Meu Apartamento Falasse - 06

17. SE MEU APARTAMENTO FALASSE. Billy Wilder, 1960

FRAN KUBELIK: “Cale a boca e dê as cartas”.

Assista!

***

Casablanca - 40

 

16. CASABLANCA. Michael Curtiz, 1942

RICK: “Louis, acho que este é o início de uma bela amizade”.

Assista!

***

Planeta dos Macacos - 1968 - 10

15. O PLANETA DOS MACACOS. Franklin J. Schaffner, 1968

GEORGE TAYLOR: “Seus maníacos! Vocês estragaram tudo! Malditos sejam!”.

Assista!

***

primeira-noite-de-um-homem-07.png

14. A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. Mike Nichols, 1967

TRILHA SONORA: “Olá, escuridão, velha amiga”.

Assista!

***

De Volta para o Futuro - 31

13. DE VOLTA PARA O FUTURO. Robert Zemeckis, 1985

DOUTOR BROWN: “Ruas? Para onde vamos não precisamos… de ruas”.

Assista!

***

2001 - Uma Odisseia no Espaco - 25

12. 2001 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO. Stanley Kubrick, 1968

Assista!

***

Bonnie e Clyde - 35

11. BONNIE AND CLYDE – UMA RAJADA DE BALAS. Arthur Penn, 1967

Assista!

***

Rastros de Ódio - 01

10. RASTROS DE ÓDIO. John Ford, 1956

Assista!

***

Cidadao Kane - 38

9. CIDADÃO KANE. Orson Welles, 1941

JERRY THOMPSON: “Talvez ‘Rosebud’ seja alguma coisa que ele não conseguiu. Ou algumas coisa que ele perdeu”.

Assista!

***

 

Psicose - 1960 - 20

8. PSICOSE. Alfred Hitchcock, 1960

NORMA BATES: “Ele vão dizer: ‘Ela não mataria uma mosca’…”.

Assista!

***

Quanto Mais Quente Melhor - 22

7. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR. Billy Wilder, 1959

OSGOOD: “Ninguém é perfeito”.

Assista!

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Noites de Cabiria - 04

6. NOITES DE CABÍRIA. Federico Fellini, 1957

Assista!

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Manhattan - 03

5. MANHATTAN. Woody Allen, 1979

TRACY: “Nem todo mundo se corrompe. Você tem que ter um pouco de fé nas pessoas”.

Assista!

***

Felicidade Nao Se Compra - 18

4. A FELICIDADE NÃO SE COMPRA. Frank Capra, 1946

HARRY: “Ao meu irmão George: o homem mais rico da cidade”.

Assista!

***

Poderoso Chefao - 08

3. O PODEROSO CHEFÃO. Francis Ford Coppola, 1972

KAY: “É verdade? É?”
MICHAEL: “Não”.

Assista!

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Crepusculo dos Deuses-12

2. CREPÚSCULO DOS DEUSES. Billy Wilder, 1950

NORMA DESMOND: “Está bem, Sr. DeMille, estou pronta para o meu close-up”.

Assista!

***

 

Luzes da Cidade - 03

1. LUZES DA CIDADE. Charles Chaplin, 1931

CARLITOS: “Você consegue ver agora?”
FLORISTA: “Sim, eu consigo ver agora”.

Assista!

Ilha dos Cachorros

“Ilha dos Cachorros”, de Wes Anderson

São quatro as estreias nos cinemas paraibanos hoje (veja todos os filmes em cartaz na Paraíba, locais e horários de exibição aqui). A que me interessa mais é Ilha dos Cachorros (2018), de Wes Anderson, animação stop-motion do diretor cujos filmes têm um dos visuais mais interessantes do cinema americano hoje. O filme entra em cartaz na sessão Cinema de Arte, do Cinépolis Manaíra.

É a segunda vez que ele realiza uma obra no formato. A outra foi O Fantástico Sr. Raposo (2009). Mas o filme mantém, nos talentos vocais, seu hábito de dirigir grandes elencos, com seus colaboradores habituais: Edward Norton, Bill Murray, Tilda Swinton, Bob Balaban e Frances McDormand vivem aparecendo nos filmes de Anderson. Em João Pessoa (Cinépolis Manaíra).

Hotel Artemis

Jeff Goldblum e Jodie Foster em “Hotel Artemis”

Em Hotel Artemis (2018), Jodie Foster volta a aparecer como atriz, cinco anos após Elysium. Ela é a enfermeira que comanda um ala que cuida de criminosos perigosos e descobre que um dele está para cometer um assassinato. Em João Pessoa (Cinépolis Manaíra, Centerplex MAG).

 

O blockbuster da semana é O Predador (2018), quarto da série que começou com… O Predador (1987). Sim, a continuação tem o mesmo nome do primeiro filme. Em João Pessoa (Cinépolis Manaíra, Centerplex MAG, Cinesercla Tambiá, Cinépolis Mangabeira), Campina (Cinesercla Partage) e Patos (Cine Guedes).

Marvin (2017) é mais um filme francês egresso do Festival Varilux que entra em cartaz. É sobre um jovem que quer ser ator e foge da família opressora para tentar viver esse sonho. Isabelle Huppert está no elenco, interpretando ela mesma. Em João Pessoa (Centerplex MAG).

FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS – PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM JOÃO PESSOA .

Começa nesta quinta mais uma edição do Festival Varilux de Cinema Francês. Este ano, o evento chega a 61 cidades brasileiras, exibindo 20 filmes novos e inéditos no país, mais um clássico – que, este ano, é Z, de Costa-Gavras. Os filmes serão exibidos apenas no Centerplex do MAG Shopping (ano passado, a mostra chegou também ao Cinépolis do Manaíra Shopping), ao longo de duas semanas. Os filmes passam duas ou três vezes, e o clássico tem sessão única.

A seguir veja quais são os filmes e seus dias e horários de exibição, e seus trailers. Mais abaixo, a programação por dia.

Nos Vemos no Paraiso - 01

NOS VEMOS NO PARAÍSO, de Albert Dupontel

Neste vencedor de cinco Césars (o Oscar da França), uma dupla de soldados (um artista e um contador) tenta desmascarar um militar que lucra com os corpos na guerra.
Sex. 8, 20h50; qui. 14, 16h55; dom. 17, 18h

***

Amante Duplo - 01

O AMANTE DUPLO, de François Ozon

Um suspense sobre mulher (Marine Vacht, de Jovem e Bela, do mesmo Ozon) que se relaciona com seu terapeuta, e passa a se tratar com o irmão gêmeo dele, de quem ela nunca tinha ouvido falar.
Sab. 9, 21h10; seg. 11, 16h55; qui. 14, 19h10

***

Orgulho - 01

O ORGULHO, de Yvan Attal

Indicado ao César de filme e vencedor do prêmio de atriz revelação (Carmélia Jordana), é sobre uma aluna e professor que enfrentam o preconceito um do outro, enquanto trabalham juntos para que ela enfrente um concurso de eloquência.
Dom. 10, 21h10; qui. 14, 15h; sex. 15, 18h55; seg. 18, 17h

***

Primavera em Casablanca - 01

PRIMAVERA EM CASABLANCA, de Nabil Ayouch

Do diretor de Muito Amadas, outra cutucada nos tabus marroquinos, mostrando cinco vidas diferentes e uma revolta que se aproxima.
Qui. 7, 21h15; qua. 13, 15h; ter. 19, 16h50

***

Raposa Ma - 01

A RAPOSA MÁ, de Benjamin Renner, Patrick Imbert

A animação do festival, baseada nos quadrinhos de Benjamin Renner, traz um bosque cheio de animais meio malucos, com destaque para a raposa que acaba criando pintinhos. A exibição é dublada.
Sab. 9, 15h; sáb. 16, 15h30. 

***

Carnivoras - 01

CARNÍVORAS, de Jérémie Renier, Yannick Renier

Suspense sobre duas irmãs que vivem um conflito de identidade quanto ao trabalho de atriz de uma delas. A outra, que sempre quis ser atriz, começa a crer que pode assumir os papéis que a outra vai negligenciando.
Sab. 9, 19h10; sex. 15, 15h; seg. 18, 21h30

***

Gauguin - Viagem ao Taiti - 01

GAUGUIN – VIAGEM AO TAITI, de Edouard Deluc

Vincent Cassel é o pintor francês Paul Gauguin redescobrindo a vida no Taiti em 1891.
Sex. 8, 18h50; qua. 13, 17h20; seg. 18, 15h

***

Promessa ao Amanhecer - 01

PROMESSA AO AMANHECER, de Eric Barbier

Uma história de mãezona, com Charlotte Gainbourg como a mãe excêntrica do filho que se torna aviador na II Guerra.
Sab. 9, 16h40; ter. 12, 21h15; dom. 17, 20h15

***

50 Sao os Novos 30 - 01

50 SÃO OS NOVOS 30, de Valérie Lemercier

Comédia romântica sobre mulher, separada e demitida aos 50, que é obrigada a morar na casa dos pais.
Dom. 10, 15h; ter. 12, 17h15; qua. 20, 19h

***

Poder de Diane - 01

O PODER DE DIANE, de Fabien Gorgeart

Mulher aceita ser a barriga de alguel para um casal amigo. E surge uma paixão no caminho. O filme foca na variedade de possibilidades das famílias.
Qui. 7, 17h15; sab. 16, 17h10; ter. 19, 19h10

***

Retorno do Heroi - 01

O RETORNO DO HERÓI, de Laurent Tirard

Jean Dujardin (de O Artista) e Melanie Laurent (de Bastardos InglóriosO Concerto) se elgafinham nesta comédia, até ele começar uma farsa.
Sex. 8, 17h; dom. 10, 16h55; sab. 16, 18h55

***

Troca de Rainhas - 01

TROCA DE RAINHAS, de Marc Dugain

Luís XV, de 11 anos, se casa com Anna, princesa espanhola de 4 anos, em um jogo de poder. E o regente casa sua filha, de 12, com o herdeiro do trono da Espanha. E o filme conta a vida dessas moças e suas novas vidas.
Sex. 8, 15h; qua. 13, 19h20

***

Aparicao - 01

A APARIÇÃO, de Xavier Giannoli

Repórter faz parte de investugação sobre jovem que afirma ter visto a Virgem Maria.
Qui. 14, 21h15; seg. 18, 18h55

***

Custodia - 01

CUSTÓDIA, de Xavier Legrand

Um garoto fica no fogo cruzado entre seus pais, que disputam a sua guarda.
Qua. 13, 21h20; sex. 15, 17h; qua. 20, 15h

***

Ultimo Suspiro - 01

O ÚLTIMO SUSPIRO, de Daniel Roby

Ficção científica sobre pessoas que se refugiam nos tetos das casas quando uma névoa mortal toma Paris.
Seg. 11, 19h; ter. 19, 15h

***

Marvin - 01

MARVIN, de Anne Fontaine

Jovem precisa se afastar da família para viver sua identidade. Isabelle Huppert interpreta ela mesma. A diretora é a mesma de Coco Antes de Chanel (2009) e Gemma Bovery (2014).
Qui. 7, 19h; ter. 12, 15h

***

De Carona para o Amor - 01

DE CARONA PARA O AMOR, de Franck Dubosc

Conquistador finge usar cadeira de rodas para se dar bem com uma mulher. Mas aí conhece a irmã dela, que é cadeirante.
Ter. 12, 19h10; sab. 16, 20h45

***

Z - 03

Z, de Costa-Gavras

O clássico do festival, este ano, é um dos grandes filmes políticos da história, vencedor do Oscar de melhor filme de língua não inglesa. Mostra um investigador seguindo as pistas do assassinato de um político de esquerda na Grécia, enquanto o governo vai usando sua rede de corrupção para abafar o caso. Costa-Gavras narra os eventos envolvendo o caso Lambrakis, ocorrido em 1963, na Grécia. Após um discurso pacifista, Grigoris Lambrakis foi atacado e golpeado na cabeça por extremistas de direita, morrendo dos ferimentos. “Z” se tornou uma pichação comum nos muros gregos, em memória de Lambrakis, significando “Ele está vivo” em grego antigo. Com Yves Montand, Irene Papas e Jean-Louis Trintignant.
Dom 10, 18h45


PROGRAMAÇÃO POR DIA:

QUINTA 7

15h10 A Excêntrica Família de Gaspard
17h15 O Poder de Diane
19h Marvin
21h15 Primavera em Casablanca

***

SEXTA 8

15h Troca de Rainhas
17h O Retorno do Herói
18h50 Gauguin – Viagem ao Taiti
20h50 Nos Vemos no Paraíso

***

SÁBADO 9

15h A Raposa Má
16h40 Promessa ao Amanhecer
19h10 Carnívoras
21h10 O Amante Duplo

***

DOMINGO 10

15h 50 São os Novos 30
16h55 O Retorno do Herói
18h45 Z
21h10 O Orgulho

***

SEGUNDA 11

15h10 A Busca do Chef Ducasse
16h55 O Amante Duplo
19h O Último Suspiro
20h50 A Noite Devorou o Mundo

***

TERÇA 12

15h Marvin
17h15 50 São os Novos 30
19h10 De Carona para o Amor
21h15 Promessa ao Amanhecer

***

QUARTA  13

15h Primavera em Casablanca
17h20 Gauguin – Viagem ao Taiti
19h20 Troca de Rainhas
21h20 Custódia

***

QUINTA 14

15h O Orgulho
16h55 Nos Vemos no Paraíso
19h10 O Amante Duplo
21h15 A Aparição

***

SEXTA 15

15h Carnívoras
17h Custódia
18h55 O Orgulho
20h50 A Excêntrica Família de Gaspard

***

SÁBADO 16

15h30 A Raposa Má
17h10 O Poder de Diane
18h55 O Retorno do Herói
20h45 De Carona para o Amor

***

DOMINGO 17

18h Nos Vemos no Paraíso
20h15 Promessa ao Amanhecer

***

SEGUNDA 18

15h Gauguin – Viagem ao Taiti
17h O Orgulho
18h55 A Aparição
21h30 Carnívoras

***

TERÇA 19

15h O Último Suspiro
16h50 Primavera em Casablanca
19h10 O Poder de Diane
20h55 A Busca do Chef Ducasse

***

QUARTA 20

15h Custódia
16h55 A Excêntrica Família de Gaspard
19h 50 São os Novos 30
20h55 A Noite Devorou o Mundo

 

Eu Daniel Blake

DIÁRIO DE FILMES 2018: 11 – EU, DANIEL BLAKE
Estrelas-04 e meia juntas-site

Em uma poderosa denúncia sobre um sistema que esmaga pessoas, Ken Loach mostra a crueldade da lógica da desumanização dos serviços em uma sociedade tida por muitos como um paraíso desejado. Daniel Blake é jogado em um labirinto burocrático kafkiano, onde sua médica o proíbe de voltar ao trabalho após um ataque cardíaco, mas a empresa que avalia o seguro-saúde para o governo britânico nega a ele o benefício. Ainda assim, ele encontra tempo e disposição para ajudar uma mãe e os filhos dela que parecem em situação ainda pior. Sóbrio, mas muito contudente.

Eu, Daniel Blake. I, Daniel Blake. Reino Unido/ França/ Bélgica, 2016. Direção: Ken Loach. Elenco: Dave Johns, Hayley Squires, Brianma Shann, Sharon Percy. Na Netflix.

Com Amor Van Gogh 2

DIÁRIO DE FILMES 2018: 6 – COM AMOR, VAN GOGH
Sem borda - 04 estrelas

Todo animado a partir de pinturas a óleo, o filme da polonesa Dorota Kobiela e do britânico Hugh Welchman é um evento visual. A narrativa bebe na fonte de Cidadão Kane para recontar os últimos dias do pintor holandês. Mais detalhes na minha crítica.

Com Amor, Van Gogh. Loving Vincent. Reino Unido/ Polônia, 2017. Direção: Dorota Kobiela, Hugh Welchman. Vozes na dublagem original: Douglas Booth, Robert Gulaczyk, Saoirse Ronan. No cinema.

Com Amor Van Gogh

Metalinguagem do filme evoca estilo de Van Gogh

COM AMOR, VAN GOGH
Sem borda - 04 estrelas

Um mundo pintado a óleo

por Renato Félix

É difícil não se impressionar. Uma equipe de 100 artistas, comandados pelos diretores Dorota Kobiela e Hugh Welchman, pintou centenas e centenas de quadros a óleo que foram animados para gerar Com Amor, Van Gogh (2017), filme em que o jovem filho de um carteiro é encarregado de entregar uma carta do pintor holandês, um ano após a morte dele. Viajando à procura da família de Van Gogh, vai conhecendo pessoas que o conheceram e foram retratadas por ele.

Começa aí um processo narrativo semelhante ao de Cidadão Kane (1941). O jovem Armand ouve de cada um versões sobre a vida de Van Gogh, passando pela infância e pelo episódio dramático do corte da própria orelha. Mas os relatos são especialmente sobre seus últimos dias, que desembocaram no tiro que deu contra si mesmo, resultando na morte do pintor dois dias depois.

Armand questiona a versão do suicídio – ele terá mesmo se matado ou terá sido assassinado? – e procura entender o intenso artista e seus tormentos. A narrativa segue o modelo de Cidadão Kane de perto, com cada depoimento puxando uma cena do passado (mostradas em preto-e-branco). Através delas, quadros de Van Gogh são recriados quando surgem os personagens com quem ele conviveu e pintou.

Não é uma narrativa que busca inovação e talvez até seja didática demais. Mas o projeto todo é comovente pelo carinho pelo seu personagem, que transborda de cada cena. Muito, claro, pelo esforço em narrar tudo seguindo o estilo visual de Van Gogh. Uma metalinguagem e tanto.

A técnica fica mais evidente nos momentos coloridos e, curiosamente, as cenas  com “movimento de câmera” dão uma curiosa sensação de que é o cenário que está se movimentando, não os personagens. As cenas em preto-e-branco “escondem” mais as pinceladas. Mas a graça, claro, não é escondê-las, mas que a técnica esteja bem evidente. Um retrato visual fiel da realidade, afinal, não era pretendido por Van Gogh e, também não o é pelo filme.

Com Amor, Van Gogh. Loving Vincent. Reino Unido/ Polônia, 2017. Direção: Dorota Kobiela, Hugh Welchman. Vozes na dublagem original: Douglas Booth, Robert Gulaczyk, Saoirse Ronan. No cinema.

Uma garota tímida de Ohio descobre o cinema de Fellini e vai á Itália para tentar conhecê-lo. É o tema de Em Busca de Fellini, filme que estreia dia 7 no Brasil. Esta cena mostra esse momento de descoberta, em que Lucy assiste a A Estrada da Vida, do mais sonhador dos cineastas:

 

Estreias 10.26

Atenção para as estreias do cinema no circuito paraibano nesta quinta, 26 de outubro. É uma semana movimentada, com nove estreias e uma reestreia.

O blockbuster da semana é o elogiado Thor – Ragnarok, o terceiro solo do deus do trovão. Cris Hemsworth tem a companhia de Mark Ruffalo como Hulk, Tom Hiddleston como Loki e de Cate Blanchett, a grande vilã. Estreia quinta em JP (Cinépolis Manaíra, Centerplex MAG, Cinesercla Tambiá, Cinépolis Mangabeira), CG (Cinesercla Partage) e Patos (Cine Guedes).

Premiado em Berlim, Uma Mulher Fantástica lidera as estreias do Cine Banguê, em João Pessoa, sábado. Também chegam por lá o elogiado As Duas Irenes, a partir de segunda, e o documentário Gaga – O Amor pela Dança, a partir de domingo. E, a partir de domingo, a reestreia de Como Nossos Pais, da Laís Bodanzky, que já esteve em cartaz, mas por pouco tempo.

Em tempo: neste sábado, a partir das 15h, o Banguê exibe uma mostra comemorando o Dia da Animação. Em tempo 2: a reestreia do antológico  Cidade dos Sonhos no Banguê já tem data: é no dia 2.

O Centerplex MAG exibe sozinho três estreias: Manifestotour de force experimental em que Cate Blanchett interpreta 13 personagens (e ela, lembrando, ainda está também em Thor – Ragnarok); O Formidável, sobre Jean-Luc Godard e do diretor de O Artista, Michel Hazanavicius (que passa apenas sábado e domingo); e A Menina Indigo, do diretor de Nosso Lar.

O criticado Pelé – O Nascimento de uma Lenda, produção americana sobre a juventude do rei do futebol, entra só no Cinépolis Manaíra. E ainda tem a animação europeia Missão Cegonha, em JP (Cinépolis Manaíra, Cinesercla Tambiá e Cinépolis Mangabeira).

 


TRAILERS:

  • Thor – Ragnarok:

  • Uma Mulher Fantástica:

  • As Duas Irenes:

  • Manifesto:

  • O Formidável:

  • Gaga – O Amor pela Dança:

  • A Menina Indigo:

  • Pelé – O Nascimento de uma Lenda:

  • Missão Cegonha:

  • Como Nossos Pais:

Paolla Oliveira estrela uma comédia romântica portuguesa: Alguém como Eu. No filme, ela é uma brasileira (carioca, faz questão de salientar o trailer) que vai passar uma temporada em Portugal, se apaixona, mas deseja que o namorado (Ricardo Pereira) a entenda melhor. Aí, ele começa a se comportar como uma mulher e ela passa a enxergá-lo assim literalmente (na pele de Sara Prata, atriz de novelas da TV portuguesa). A direção é de Leonel Vieira, que comandou algumas comédias populares por lá (como O Pátio das Cantigas, 2015). Aparentemente ainda não foi divulgada data de estreia do lado de cá do Atlântico, mas vai acontecer: a co-produção é da brasileira Gullane.

Bergman e Antonioni

30 de julho, há 10 anos: Morrem no mesmo dia, em 2007, os cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Ambos são considerados entre os mais importantes diretores da sétima arte, com obras extremamente pessoais. O sueco Bergman discutiu a dor humana, a existência de Deus, a opressão religiosa, a arte em filmes como O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972), Sonata de Outono (1978) e Fanny & Alexander (1982). O italiano Antonioni ficou conhecido como o cineastas da incomunicabilidade, por obras como A Aventura (1960), A Noite (1961), O Eclipse (1962), Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966) e Profissão: Repórter (1975).

O começo do filme francês Intocáveis (2011) mostra a polícia abordando um carrão em alta velocidade. Um negro dirige. Ele tenta se justificar: ele está levando ao hospital o amigo branco ao lado, um tetraplégico que está tendo um ataque. A polícia se redime e presta ajuda: se propõe a escoltar a dupla. Aí, de novo dentro do carro…

O passageiro é realmente tetraplégico, mas fingiu o ataque para despistar a polícia. O dramalhão vira comédia, agora sabemos o que esperar e os créditos de abertura aparecem sobre a escolta, na maior farra, com os dois personagens ouvindo alto e cantando “September”, clássico dos anos 1970 do Earth, Wind and Fire.

A tela dividida dá um charme gráfico todo especial e ainda mais ritmo a essa abertura que já é uma assinatura do filme. E ainda há os carismas de François Cluzet e Omar Sy.

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Castelo Vogelod - 01

Um crime volta à baila: Arnold Kroff e Olga Tschechowa em ‘O Castelo Vogelöd’

O CASTELO VOGELÖD
Estrelas-03 e meia juntas-site

O alemão F.W. Murnau enfileirou filmes maravilhosos (Nosferatu, 1922; A Última Gargalhada, 1925; Fausto, 1926; Aurora, 1927). O Castelo Vogelöd é de um pouco antes dessa fase. É um filme que parece se interessar menos pela criatividade visual, que veríamos nos filmes seguintes, e mais por sua trama rocambolesca.

É uma história de mistério que se passa numa mansão no campo, onde ricaços reúnem-se para uma caçada. Mas aparece uma visita inconveniente: um conde que é suspeito de matar o irmão. É ainda mais inconveniente porque os anfitriões aguardam a chegada da viúva, que, claro, não gosta nada de estar no mesmo lugar que o conde.

Mas ela é convencida a ficar porque também está para chegar um parente que é padre e com quem ela precisa desabafar. A partir da chegada do religioso, o clima de mistério se estabelece: sobre o passado, com relação ao que realmente aconteceu, e sobre o presente, porque um desaparecimento movimenta a trama. Um pesadelo responde pelo elemento fantástico que surge no filme.

Aos olhos de hoje, milhares e milhares de filmes depois, o mistério é facilmente desvendável e certas motivações parecem inocentes. É difícil imaginar o quanto uma ou outra reviravolta impactou a plateia da época. A restauração da coleção Expressionismo Alemão, que a Obras-Primas do Cinema lançou em DVD, impressiona, mas é verdade também que os filmes que Murnau dirigiu depois se mantiveram bem mais impactantes (um deles, Fausto, também está nesta coleção).

O Castelo Vogelöd. Schloss Vogelöd. Alemanha, 1921. Direção: F.W. Murnau. Roteiro: Carl Mayer, baseado em romance de Rudolf Stratz. Elenco: Lothar Mehrnet, Olga Tschechowa, Paul Bildt, Arnold Korff. 

Rocco e Seus Irmaos - 03

ROCCO E SEUS IRMÃOS
Sem borda - 05 estrelas

Não sou o maior dos admiradores do cinema de Visconti. Não gosto de Sedução da Carne (1954), nem de Morte em Veneza (1971). Mas gosto demais de O Leopardo (1963) e, principalmente, de Rocco e Seus Irmãos. Há muitos anos, eu não o revia, no entanto. Ele não deixa o melhor dos sentimentos ao sair dele.

Visconti não alivia ao contar a história da família Parondi. A chegada com esperanças na mudança do sul pobre da Itália para Milão, metrópole do norte do país, está sempre à sombra dos problemas e com cheiro de tragédia. A intranquilidade é evidenciada no contraste entre os dois irmãos que protagonizam o filme: Rocco (Alain Delon) e Simone (Renato Salvatore).

O filme é dividido em capítulos mais ou menos centrados em cada um dos cinco irmãos, mas o bondoso e correto Rocco e o egoísta e malandro Simone dominam a cena. O conflito explode quando eles se envolvem com a mesma mulher, a prostituta Nadia (Annie Girardot).

Visconti quebra as expectativas quando coloca Rocco, que seria o pilar moral do filme, em situações onde precisa escolher entre a família e “o que é certo”. Ele é empurrado pela trama a fazer escolhas que vão engasgando o espectador que se envolve com a história.

É uma espiral descendente, com Nadia no centro dela. Um dos irmãos mais jovens, Ciro (Max Cartier) acaba ganhando corpo do meio pro fim do filme (que não me lembrava como é longo: 2h57 de duração) ao se tornar um contraponto para Rocco, até o momento mais decisivo para a unidade da família Parondi.

Com bela fotografia em preto-e-branco de Giuseppe Rotunno (principalmente na muito impressionante cena entre Rocco e Nadia na catedral de Milão) e música de Nino Rota, Rocco e Seus Irmãos ainda traz um pouco o gosto do neo-realismo, que Visconti frequentou nos anos 1940, mesmo o diretor já tendo abraçado produções com mais dinheiro e de época nos anos 1950. Mas o que se sobressai é a questão central: até onde ser bom é bom?

Rocco e Seus Irmãos. Rocco i Suoi Fratelli/ Rocco et Ses Frères. Itália/ França, 1960.  Direção: Luchino Visconti. Elenco: Alain Delon, Renato Salvatori, Annie Girardot, Katina Paxinou, Roger Hanin, Suzy Delair, Claudia Cardinale.

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