You are currently browsing the tag archive for the ‘Clipes’ tag.

Uma das minhas preferidas do Eurythmics (é de 1986, do álbum Revenge), tem um clipe que trafega naquela interseção entre kitsch e fascinante que os vídeos da dupla formada por Annie Lennox e Dave Stewart costumavam ter. É legal ter o resto da banda no clipe, o fundão azul vistoso contrastando com a banda de preto, e ainda mistura Hells’ Angels e um lance religioso esquisito. Annie Lennox, sempre, é um show à parte (com Joniece Jamison, grande presença no backing vocal). Música de Annie Lennox e Dave Stewart, clipe dirigido por Chris Ashbrook e Dave Stewart.

A lista seria de covers que conseguem reinventar uma música e melhorá-la? Ou só torná-la diferente? Ou só continuar muito boa? Eu não fecho em nenhum critério. Há um pouco de tudo isso nessa lista de música que adoro. O que elas têm em comum: são minhas versões preferidas e não são as originais (embora algumas pareçam ser).

10. “MORE THAN THIS”, 10,000 Maniacs (1997).
Autor: Bryan Ferry. Gravação original: Roxy Music (1982).

O primeiro single do último álbum do Roxy Music, antes de Bryan Ferry partir para a carreira solo voltou às paradas com a ótima e delicada versão do 10.000 Maniacs, estreando uma vocalista nova: Mary Ramsey no lugar de Natalie Merchant.

9. “BETTE DAVIS EYES”, Kim Carnes (1981)
Autoras: Donna Weiss, Jackie DeShannon. Gravação original: Jackie DeShannon (1974)

A versão de Kim Carnes é hoje tão mais conhecida, que mal se sabe que ela é um cover da original de Jackie DeShannon, também ótima e mais próxima de um swing sinatriano.

8. “ALWAYS ON MY MIND”, Pet Shop Boys (1987)
Autores: Johnny Christopher, Mark James e Wayne Carson. Gravação original: Brenda Lee (1972)

A canção de amor country foi reinventada para o sinthpop do Pet Shop Boys. Esta é uma daquelas canções que tem várias versões ótimas, com destaque também para a de Elvis Presley e a de Willie Nelson.

7. “SUSPICIOUS MINDS”, Elvis Presley (1969)
Autor: Mark James. Gravação original: Mark James (1968)

A gravação do próprio compositor não fez sucesso e ela foi oferecida a Elvis. Virou um clássico. Depois, nos anos 1980, o Fine Young Cannibals também regravou.

6. “COMO NOSSOS PAIS”, Elis Regina (1976)
Autor: Belchior. Gravação original: Belchior (1976)

Belchior lançou a música em seu disco de 1976, Alucinação. No mesmo ano, Elis a incluiu no seu show Falso Brilhante e o poder de sua interpretação extraordinária elevou a canção à imortalidade.

5. “SINGIN’ IN THE RAIN”, Gene Kelly (1952)
Autores: Arthur Freed e Nacio Herb Brown. Performance original: Doris Eaton Travis (1929)

Doris Eaton Travis cantou primeiro a canção no palco, em The Hollywood Music Box Revue. Cliff Edwards (o Ukelele Ike) com as Brox Sisters foram dos primeiros a gravá-la, no filme The Hollywood Revue of 1929. Depois Judy Garland (em Um Amor de Pequena, 1940) e Doris Day a regravaram, entre muitos outros. Mas, claro, nenhuma é mais célebre que a de Gene Kelly para Cantando na Chuva, filme criado para desfilar as composições de Freed (produtor do grandes musicais da Metro, inclusive este) e Herb Brown.

4. “I’VE GOT YOU UNDER MY SKIN”, Frank Sinatra e Bono (1993)
Autor: Cole Porter. Gravação original: Virginia Bruce (1936)

Essa canção de Cole Porter foi lançada no filme Nasci para Dançar, com Eleanor Powell, e foi cantada de um jeito meio operístico por Virginia Bruce para James Stewart. Sinatra a cantou pela primeira vez no rádio em 1946. Em 1956, surgiu sua antológica versão com arranjos estilo big band de Nelson Riddle. São os arranjos usados no disco Duets, de 1993, onde Old Blue Eyes divide os vocais com Bono Vox.

3. “GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN”, Cyndi Lauper (1983)
Autor: Robert Hazard. Gravação original: Robert Hazard (1979)

É surpreendente encarar o fato de que “Girls just want to have fun” não veio ao mundo pela voz de Cyndi Lauper. Mas o primeiro a gravá-la foi o próprio compositor Robert Hazard, em 1979. Mas isso perdeu-se na história: a canção nasceu mesmo na versão de Cyndi, indicada ao Grammy de gravação do ano e performance vocal pop feminina do ano, e regravada por mais de 30 artistas depois.

2. “TWIST AND SHOUT”, The Beatles (1962)
Autores: Phil Medley e Bert Berns. Gravação original: Top Notes (1961)

Quando a canção foi gravada pela primeira vez ainda era chamada “Shake it up, baby” e era esquisitamente diferente (Medley reclamou muito da produção de Phil Spector). Os Isley Brothers colocaram a canção no mapa com sua gravação de 1962, já do jeito que a conhecemos (e produzida por Medley). E, no ano seguinte, os Beatles tomaram posse dela para sempre. Foi a última faixa do primeiro LP do grupo, registrada no fim de uma sessão de 11 canções gravadas em 10 horas. O efeito disso e do frio do estúdio é audível na voz de John Lennon que, com tudo isso, entregou uma performance definitiva.

1. “TURN, TURN, TURN (TO EVERYTHING THERE IS A SEASON)”, The Byrds (1965)
Autor: Peter Seeger. Gravação original: The Limeliters (1962)

Seeger tirou quase toda a música do Livro do Eclesiastes, da Bíblia. O grupo folk Limeliters lançaram a música, meses antes da versão do próprio Seeger. Marlene Dietrich a regravou em alemão em 1963 (como “Glau, glau, glau”)! Mas em 1965, foi o grupo The Byrds que a tornou um hit internacional com sua versão definitiva e insubstituível, melancólica e admirada pela existência humana na Terra.

Menções honrosas: “Gloria”, Laura Branigan (1982; versão original de Umberto Tozzi, 1979); “With a little help from my friends”, Joe Cocker (1969; versão original dos Beatles, 1967); “Diamonds are a girl’s best friend”, Marilyn Monroe (1953; versão original de Carol Channing, 1949); “Sugar, sugar”, Mary Lou Lord and Semisonics (1995; versão original de The Archies, 1969); “Respect”, Aretha Franklin (1967, versão original de Otis Redding, 1965); “Just can’t get enough”, Nouvelle Vague (2004; versão original de Depeche Mode, 1981); “Bizarre love triangle”, Frente! (1994; versão original de New Order, 1986); “Nothing compares 2 u”, Sinéad O’Connor (1990; The Family, 1985).

Sting - All this time

“All this time”, Sting (1991)
Álbum: The Soul Cages.

Com uma letra soturna, cheia de referências pessoais (é Sting falando da morte de seu pai) e à história e geografia britânicas, a melodia vai por uma caminho alto astral, que o clipe segue. Sting protagoniza no navio com ares de desenho animado, a cena de uma camarote cada vez mais cheio de gente (referência ao clássico Uma Noite na Ópera, com os Irmãos Marx).

Clipe anterior: “Shaking a tail feather”, Ray Charles e The Blues Brothers

Ray Charles e The Blues Brothers - Shake a tail feather

“Shake a tail feather”, Ray Charles e The Blues Brothers
De Otha Hayes, Verlie Rice e Andre Williams.

A canção é de 1963, lançada pelo grupo The Five Du-Tones. Mas esta versão é a de Ray Charles, com os Blue Brothers, em uma cena de Os Irmãos Cara de Pau (1980). Versão que vai desfilando um monte de estilos de dancinhas dos anos 1960.

Música de ontem: ‘Sweeter than fiction’, Taylor Swift

Carly Simon - You're so vain

“You’re so vain”, Carly Simon (2010)
Álbum: No Secrets (1972) e Never Been Gone (2009). Direção: Brett Bisogno.

A canção de Carly Simon (uma das minhas preferidas de todos os tempos) foi lançada em 1972 e nunca teve um clipe oficial. Mas em 2010 o site da cantora criou um concurso para a criação do clipe, disponibilizando a imagem de Carly interpretando a música em tela verde para ser usada pelos candidatos. O vencedor mesclou a canção original de 1972 e a nova versão de 2009. Basicamente segue um homenzinho engraçado (o próprio diretor) que anda dançando e lembra uma mistura de Zach Galifianakis, o ministro dos passes engraçados do Monty Python ou o Animando do Marcos Magalhães.

Clipe anterior: “What’s your sign”, Des’Ree

Des'Ree - What's your sign-03

“What’s your sign?”, Des’Ree (1998)
Álbum: Supernatural. Direção do clipe: Mike Lipscombe.

Uma câmera que desfila em cenários com cores modificadas para sépia, na maioria em planos-sequência, com velocidade mais lenta. E a bela cantora britânica entrando e saindo de cena até o final metalinguístico.

Clipe anterior: “Oh father”, Madonna
Meus 40 clipes preferidos

01 - Madonna - Oh father-02

1. “Oh father”, Madonna (1989)
Álbum: Like a Prayer. Direção do clipe: David Fincher.

O preto-e-branco estourado, a morte da mãe, os problemas com o pai, o relacionamento amoroso violento, o simbolismo das pérolas caindo, a religião, o jogo de sombras. “Minha tentativa de aceitar a morte da minha mãe”, disse Madonna. Uma aula de narrativa casando música e imagens. Uma obra-prima.

02 - A-Ha - Take on me

2. “Take on me”, A-Ha (1985)
Álbum: Hunting High and Low. Direção: Steve Barron.

O desenho em rotoscopia para simbolizar a entrada de uma moça dentro de uma história em quadrinhos é absolutamente brilhante. Assim, como o detalhes das “janelas” que deixam entrever a versão “não desenhada” dos músicos e da atriz.

03 - Madonna - Like a prayer-02

3. “Like a prayer”, Madonna (1989)
Álbum: Like a Prayer. Direção do clipe: Mary Lambert.

Racismo, sexo, religião. O beijo no santo. O sonho um tanto lésbico. O coro gospel. As cruzes em chamas.

 

04 - Michael Jackson - Black or white-04

4. “Black or white”, Michael Jackson (1991)
Álbum: Dangerous. Direção do clipe: John Landis.

Cheio de efeitos especiais, o clipe encanta mesmo é pelos elementos étnicos e diferentes danças. Mas os efeitos chegaram as raias do inesquecível com o efeito morph, na sequência final, dirigido de maneira vibrante. Esqueça a versão completa com o epílogo da pantera negra, muito ruim.

05 - Suzanne Vega - Luka-04

5. “Luka”, Suzanne Vega (1987)
Álbum: Solitude Standing. Direção do clipe: Michael Patterson.

As ruas de Nova York, a negação de uma criança abusada, algumas alterações de imagem, a linda sobreposição final.

06 - Elton John - I guess that's why

6. “I guess that’s why they call it the blues”, Elton John (1983)
Álbum: Too Low for Zero. Direção do clipe: Russel Mulcahy.

Praticamente um curta-metragem sobre um casal jovem dos anos 1950 separados quando o rapaz entra para o exército. As cenas do rapaz no quartel em preto-e-branco são alternadas com as da moça em um salão de baile colorido. Mulcahy dirigiu 20 clipes de Elton John e a gaita que se ouve nesta estupenda canção é tocada por Stevie Wonder.

07 - The Cure - In between days

7. “In between days”, The Cure (1985)
Álbum: The Head on the Door.

O famoso “clipe das meinhas” tem um visual bárbaro com a banda “presa” à câmera na guitarra ou ela superpróxima ao rosto do vocalista Robert Smith até ser empurrada para longe por ele. Sem falar na sobreposição de cores que transforma os músicos em assombrações.

08 - Dire Straits - Money for nothing

8. “Money for nothing”, Dire Straits (1985)
Álbum: Brothers in Arms.

Uma primitiva e pioneira animação por computador é a carismática estrela do clipe, tornando-o um marco instantâneo. Mark Knopler não gostava de videoclipes e aceitou a produção depois de muita insistência – a banda só aparece tocando no palco, não “interpretando”. E há as referências à própria MTV  – incluindo Sting cantando em falsete “I want my MTV”.

Mas a definição da imagem é melhor aqui.

09 - Erasure - A little respect

9. “A little respect”, Erasure (1988)
Álbum: The Innocents.

O duo inglês interpreta a canção brincando com as palavras no clipe: piadas visuais ilustram essas palavras literalmente, às vezes totalmente fora do contexto.

10 - Jewel - You were meant for me

10. “You were meant for me”, Jewel (1996)
Álbum: Pieces of You. Direção do clipe: Lawrence Carroll.

Belas imagens, de viés mais poético, em torno de um casal que, querendo ficar junto, está sempre se distanciando. Azul é a cor mais quente.

11 - Tears for Fears - Sowing the seeds of love

11. “Sowing the seeds of love”, Tears for Fears (1989)
Álbum: The Seeds of Love. Direção do clipe: Jim Blashfield.

Viagem visual psicodélica através de efeitos especiais, animações e das representações da letra da música.

12 - Sinead OConnor - Nothing compares 2 U

12. “Nothing compares 2 U”, Sinead O’Connor (1990)
Álbum: I Do Not Want What I Haven’t Got. Direção do vídeo: John Maybury.

As lágrimas de Sinead O’Connor.

 

13 - Abba - Dancing queen

13. “Dancing queen”, Abba (1992)
Álbum: Arrival. Direção: Lasse Hallstrom.

Dez anos após  o fim do grupo, foi lançada a histórica coletânea Abba Gold. Para promove-la foi lançado um novo clipe de “Dancing queen”, que teve por base o clipe original de 1976, reforçado por imagens de diversos outros clipes do Abba. Assim, o novo vídeo tornou-se um inventário do grupo, vibrante e super bem editado.

 

14 - The Cranberries - Animal instinct

14. “Animal instinct”, The Cranberries (1999)
Álbum: Bury the Hatchet. Direção do clipe: Olivier Dahan.

A aventura de uma mãe que sequestra os próprios filhos depois que eles são tirados dela pelo serviço social é a tradução perfeita para a música, que também é sobre maternidade. O clipe tem um prólogo sem música que pode ser visto aqui.

Sigam-me os bons (no Twitter)

maio 2017
D S T Q Q S S
« abr    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Cenas da Vida

Você lembra dos meus cabelos?

Cineport 2011

Cineport 2011

Mais fotos

Páginas

Estatísticas

  • 1,245,644 hits