You are currently browsing the tag archive for the ‘CQC’ tag.

* Os shows de Rafinha Bastos em Campina e em João Pessoa lotaram seis sessões. Minha entrevista com o humorista saiu no Correio de sexta, mas só pude colocá-la no ar hoje, desculpem. Mas coloco aqui um adendo: soube que ele visitou Shaolin duas vezes enquanto esteve em Campina Grande e, além da força dada ao colega paraibano, disse que quer vê-lo recuperado para ser convidado para a bancada do CQC.

A entrevista ainda vale. Fiquem aí com ela:

***

"Descontextualizada, qualquer piada perde a graça e vira agressão", diz o humorista

“Estamos vivendo um momento muito especial onde as pessoas começam a entender o que eu faço. Estou à frente de um movimento muito especial”. Assim Rafinha Bastos define a ebulição em torno do humor no Brasil. Maior expoente dos novos comediantes brasileiros, pioneiro no país do stand up (que é tradição nos Estados Unidos, mas ainda relativamente novidade aqui), irreverente e implacável, ele recentemente se dividiu entre a alegria de ser matéria de capa de um caderno do New York Times como o grande nome deste segmento do humor (a bordo, também, de ter sido apontado como a pessoa mais influente do mundo no twitter) e explicações na polícia por conta de uma piada feita em um show. O novo show tem um nome que tira proveito da polêmica: Péssima Influência. O anterior, A Arte do Insulto, do solo que ficou em cartaz de 2007 a 2010, já é um sucesso em DVD.

A discussão a respeito dos limites do humor vai longe. Mas Rafinha tem uma posição firme a respeito. “Eu sou comediante. Comediante faz piada. É simples assim”, diz ele, em entrevista ao CORREIO, falando do processo em que foi acusado de apologia ao estupro (ele teve que prestar depoimento à polícia no começo de agosto). “Nunca subi num palanque. Tudo foi dito no palco, um ambiente que por si só já carrega uma desconstrução. Descontextualizada, qualquer piada perde a graça e vira agressão”.

Rafinha também fala sério nos programas em que participa na TV. Entre um mar de piadas na bancada do CQC, ele se mostrava combativo e sério no quadro “Proteste Já” e em matérias no Congresso Nacional. E esse é o tom que aparece mais em A Liga. Nesses momentos, também aparece seu lado jornalista – e já houve quem dissesse que a comédia stand up, por lidar principalmente com o cotidiano, tem um pouco de jornalismo. Mas ele não embarca muito nessa.

“Eu sequer gosto destes rótulos. O que é jornalismo? O que é humor? Quando você me vê no Congresso e vê o Bonner no CQC, fica claro que as fronteiras são muito tênues”, diz, referindo-se a erros de William Bonner no Jornal Nacional que foram parar no quadro “Top Five”. Também nunca considerou o “Proteste Já” ou A Liga como exemplos do contrário do que muitas pessoas o acusam. “Não pensei sobre isso. Filosofia atrapalha o trabalho. Tenho piadas a fazer”, afirma.

O sucesso no twitter não é estranho a Rafinha Bastos. Estrela na TV e nos palcos, foi na internet que seu sucesso começou, depois que morou nos Estados Unidos, onde chegou até a jogar na liga universitária de basquete (ele tem 2,10m).     A Página do Rafinha surgiu como um meio de fazer humor esportivamente, mas deu mais do que certo.

“Eu sempre investi na internet porque ali tive a liberdade de fazer o que quis”, conta o humorista. “Foi a primeira oportunidade que tive de fazer comédia sem nenhuma restrição. A web é a minha casa e tenho muita vontade de continuar produzindo para o veículo”. Produzir para a internet trouxe ensinamentos. “Ensinou que as pessoas se sentem mais próximas quando você estabelece uma ligação mais humana e real com elas. Isso é fundamental”, diz.

O primeiro show de Rafinha Bastos na Paraíba deveria ter acontecido em agosto de 2009, em João Pessoa, mas um problema envolvendo a produção nacional e a produção local levou ao cancelamento da apresentação na véspera da data marcada. “Tive alguns problemas e cancelei o show, mas agora estou voltando muito empolgado. Faz tempo que estou para ir a Paraíba. O povo sempre me cobra. Vai ser muito legal”, promete.

O show, no entanto, é outro. Na época, era A Arte do Insulto que ainda estava em cartaz. A Paraíba foi o único estado que não viu o show anterior, mas Rafinha não pensa em misturar os dois espetáculos para essa apresentação. “Eu não pensei sobre isso. Acho que vou fazer o show novo mesmo e levar o DVD do antigo pra quem quiser assistir em casa”, diz. “Estou ansioso pra finalmente pisar no palco da Paraíba”.

* Publicada no Correio da Paraíba de 2/ 9/ 2011.

Leia outras entrevistas com o pessoal do CQC:

Marco Luque
Marco Luque (2)
Oscar Filho
Rafinha Bastos (1)
Felipe Andreoli
Rafael Cortez
Danilo Gentili

No meio de muita polêmica – até ameaçado de prisão ele foi recentemente por causa de uma piada – Rafinha Bastos tem um show marcado para João Pessoa: dias 3 e 4 de setembro, no Teatro Paulo Pontes. Pouco mais de dois anos depois do show que não houve, tendo sido cancelado um dia antes da apresentação, que seria no Forrock.

Agora, com nova produção local, o público pessoense e o próprio humorista ganham uma segunda chance de reencontro. Dos CQC‘s, só faltava ele, Marcelo Tas e Monica Iozzi aparecerem aqui – e os dois últimos nem têm espetáculos do gênero.

O show que virá já é outro. Na época, seria A Arte do Insulto, que foi lançado em DVD recentemente. Agora será – como você pode ver pelo cartaz – o Péssima Influência. Os ingressos serão vendidos na Skiler do Manaíra Shopping e já podem ser reservados pelo e-mail incenareserva@gmail.com.

Também há informações circulando sobre a volta de Marco Luque (no que provavelmente seria um show de personagens, mais no estilo do que ele fazia no Terça Insana) e de Oscar Filho. Bem, enquanto o show do Rafinha não vem, você pode reler a pequena entrevista que fiz com o Rafinha Bastos.

Marco Luque tinha show hoje em João Pessoa, mas passou direto e se apresenta em Natal

Só para quem ainda não percebeu: o show do Marco Luque em João Pessoa, que seria hoje, foi adiado. Ainda não tem data. Para quem não lembra, as datas apareceram na seção “agenda” do blog dele – primeiro,  como 21 em Campina Grande e 22 em João Pessoa. Depois, mudou para 21 em João Pessoa e não se falou mais em Campina.

Quando surgiu a história do cancelamento, a produção local informou que ele já estava com pauta para as datas. Cheguei a pensar que seria alguma pauta do CQC, mas não: a pauta é no Teatro Vila Hall, do Hotel Vila do Mar, em Natal. Os shows lá são hoje, às 20h30 e amanhã, às 19h30.

Ainda não foi informada uma nova data para João Pessoa e/ ou Campina.

Danilo, implacável: "Nunca fiz teatro, sou hetero"

O capeta em forma de guri, o Barnabé de Santo André ou outro epíteto qualquer criado pelo Marcelo Tas no CQC. Danilo Gentili foi, desde o começo, um dos destaques do programa, arrebatando prêmios de melhor humorista e revelação do ano na comédia no fim daquele ano de 2007.

Ele quase veio a João Pessoa em julho do ano passado,  mas o show foi adiado por causa de compromissos com o CQC. Agora, não só o show no Teatro Paulo Pontes foi confirmado para domingo, às 19 horas, como uma segunda sessão foi aberta às 21 horas. E, ocupadíssimo, entre uma gravação e outra para o programa, ele conseguiu um tempinho para responder rapidinho umas perguntinhas por e-mail.

***

Olá, Danilo! Ao contrário de outros colegas do CQC como Marco Luque, o Andreoli e o Rafael Cortez, você chegou ao programa já com uma estrada no stand up (assim como o Rafinha e o Oscar). A experiência como repórter do programa te ajudou em alguma coisa no palco, além da popularidade?

No palco, não. Acho que o palco e a comédia e a inexperiência em TV ajudaram! A popularidade ajuda nas platéias! Já enchia teatros, hoje muito mais! Hoje consigo levar minha comédia para muito mais gente.

Já li você dizendo que faz humor desde criança, mas chegou a fazer teatro antes de se arriscar sozinho ao microfone?

Nunca fiz teatro, sou hetero! Eu sempre gostei de humor e fui atrás do que eu queria. Tive sorte de encontrar parceiros que me ajudaram no começo.

Outros humoristas falam que o stand up é particularmente difícil porque não se usa “máscaras”, é você encarando o público sozinho. Foi especialmente difícil no começo ou tirou de letra?

Sempre é difícil! Hoje é difícil. Temos de nos esforçar muito pra manter o corpo em forma, usar roupas sensuais e técnicas de sedução.

Quem são seus ídolos no stand up? Tem alguém que você admira especialmente?

Vários humoristas, entre eles George Carlin, Seinfeld, Bill Cosby, Chico Anysio, entre outros.

Você fez muito sucesso logo no começo do CQC. Aquele boom de popularidade te incomodou de alguma forma, você estranhou aquilo ou o saldo foi tão positivo que nem teve problema nenhum?

Não tive problema nenhum. Apenas vantagens, hoje não preciso mais pagar pra sair com mulheres.

Você sempre deixou claro que segue uma visão bem definida da comédia, e tem lidado com confusões nos últimos tempos por causa disso. Você acha que não há limites pra tentar fazer rir? O que você pensa a respeito?

Eu sou humorista! Faço piadas. As pessoas é que fazem confusão, as pessoas levam para outros lados. Mas o que faço é piada!

Você acha que o brasileiro, de maneira geral, ainda precisa aprender a lidar bem com o humor? Sei que você tem posições bem críticas sobre como o brasileiro lida com seus interesses – ao dar pouca importância à política, por exemplo. Acha que isso tem ligação?

No Brasil as pessoas querem dar uma de politicamente corretas o tempo todo. Isso afeta a inteligência e o senso crítico.

Por último: sempre que leio entrevistas suas em jornais e revistas, fica uma certa impressão de que você está tirando a maior onda. Você procura ser engraçado também nessas horas ou fala sério e é só impressão?

Acho que ninguém deve se levar tão a sério.

***

Leia outras entrevistas com repórteres do CQC:

Marco Luque
Marco Luque (2)
Oscar Filho
Rafinha Bastos
Felipe Andreoli
Rafael Cortez

Rapidinho, só para lembrar que Rogério Morgado participa do show do Comédia de 4, hoje, em João Pessoa. O comediante quase virou um dos CQCs: chegou à semifinal da escolha do oitavo elemento, e teve muita gente que achou que ele ia ganhar o emprego. Bem, o concurso serviu para torná-lo um rosto familiar para quem gosta de stand-up.

Hoje Rogério é um convidado do grupo local formado por Alysson Vilela, Paiva Cassarotti, Vinícius Lyra e o importado Nil Agra (cuja base é em Recife). Outro convidado é o gente boa Murilo Gun, que, com Agra e Vilela, introduziu os shows de stand up em João Pessoa, naquelas apresentações no restaurante Yassay do MAG Shopping, em 2007. Murilo tem se dividido entre o Tripé da Comédia, em Recife, e os shows que tem feito com grupos o Rio e de São Paulo.

O show é no Teatro Ednaldo do Egypto, às 20 horas. Os ingressos custam 30 (inteira) e 15 reais (meia). Será o maior show de stand up da Paraíba – pelo menos em número de comediantes dividindo o palco…

E atualizando: anunciaram há alguns dias que a data de Marco Luque em João Pessoa mudou de 22 para 21 de maio, hein? Ainda não tenho informações se o show em Campina Grande, que seria dia 21, mudou de data ou não vai mais acontecer. Já Danilo Gentili segue confirmado para dia 2 de maio.

Saíram as informações para o show de Danilo Gentili em João Pessoa. O humorista – que quase veio uma vez, em julho do ano passado, mas teve que adiar por compromissos com o CQC – vai apresentar Volume 1 no Teatro Paulo Pontes, dia 2 de maio, às 19 horas. Alguns dos CQCs começaram a se aventurar no stand-up depois de surgir o programa, mas não é o caso de Danilo, veterano no estilo desde o Comédia ao Vivo e o Clube da Comédia.

Os ingressos já podem ser reservados pelo e-mail incenareserva@gmail.com

Vai ser um mês cheio de CQCs por aqui. Está na agenda de Marco Luque a volta a Campina Grande no dia 21 e a João Pessoa no dia 22. Ainda não há informações de lugar, mas estou investigando.

Fora aqueles papos que já ouvimos há algum tempo falando sobre a volta do Oscar Filho, a vinda de Marcelo Adnet e uma possível apresentação do Improvável em João Pessoa. Ainda esperamos confirmação.

E olha só: pode ser até que Rafinha Bastos também acabe vindo uma hora dessas. O imbroglio daquele show que não aconteceu está a caminho da resolução. Esperemos. Quem sabe ainda temos chance de ver A Arte do Insulto antes que o Rafinha aposente de vez o show?

Um irreverente consciente

Rafael: sem entrar em certas ilhas

“Só comecei a me sentir mais confortável depois que saí do eixo do stand up”, conta o comediante Rafael Cortez, que apresenta seu solo De Tudo um Pouco hoje, no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa. “Eu nem digo que meu show é de stand up porque eu quebro as regras: tem uma parte de anedotário popular, improviso, tem muita interação. Tem um roteiro, mas eu nunca sigo”.

Rafael Cortez conversou com a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA por telefone, do aeroporto em São Paulo, partindo para o roteiro de shows do fim de semana, que começou em Uberlândia, ontem. É um dos integrantes do CQC que não tinha experiência no stand up. Para melhorar no programa, resolveu encarar o palco sozinho. “Fazendo uma reflexão do trabalho que eu fazia, eu me valia de presença de espírito, cara de pau e simpatia, enquanto os meninos tinham experiência em renovar piadas e observar as coisas em volta com irreverência”, conta. “No final de 2008, resolvi que faria stand up em 2009 para ter esse olhar irreverente sobre as coisas. Pra mim, seria um laboratório, um trampolim pra melhorar meu trabalho no CQC. Acabei encontrando um segmento generoso, com pessoas muito carinhosas”.

Se a cara de pau é um de suas armas no CQC, não é de hoje. Foi com ela que ele conseguiu um lugar entre os repórteres do programa. “Me chamaram pra ser produtor”, lembra. “Mas na hora das entrevista para o emprego, disse que não queria mais aquilo e só aceitaria se fosse para ser repórter”. O resultado: Cortez fez o teste e entrou para o quadro. “Já havia sido produtor de TV antes e não tinha gostado”, revela.

Antes do programa ele havia acabado de sair de um grupo de teatro infantil que integrou por quatro anos e trabalhava como jornalista da Editora Abril. “Era com produção de conteúdo para celular”, lembra. “Quando trabalhava na editora, era legal, mas quando passei a trabalhar em casa, passou a ser uma rotina chatíssima, fiquei infelicíssimo”. Foi aí que enviou currículo para vários lugares – um deles, se oferecendo como produtor, para o então ainda inédito CQC.

Cortez também é violonista e até pensou em unir os lados de humorista e músico no palco, mas não funcionou. “Eu toco violão erudito e isso não cabe na comédia”, diz. Mas ele está em processo de gravação de seu primeiro CD instrumental, com 12 composições próprias. “Vai reunir peças desde a minha primeira composição, em 1996, passar por uma fase experimental, quando estudei com Badi Assad… Eu estou muito orgulhoso dele”, conta.

“Na verdade, eu nem me acho músico”, continua. “A definição correta é violonista, mesmo. O instrumento é tão complexo que você tem que viver pra ele”. O disco instrumental será lançado ainda neste semestre, mas Rafael Cortez também tem composto canções com letras. “Mas esse trabalho ninguém viu”, afirma. “Esse eu só lanço se a Maria Bethânia gravar”.

Rafael Cortez lança o disco como um nome já conhecido na área do humor e da televisão – e que, como os demais integrantes do CQC, já tem a admiração de uma legião de fãs. Mas ele tenta com firmeza não deixar a fama subir à cabeça. “Eu acho que o nosso trabalho dentro do CQC nunca pode se confundir com essa coisa de celebridades”, afirma. “Eu desconfio desse mundo mesmo”.

Por outro lado, ele também acredita que parte disso é inevitável. “É um reflexo do mundo em que a gente vive. O Brasil é assim mesmo”, diz. “Se você está na televisão, acaba virando pauta. Mas o que a gente tenta fazer no programa é uma crítica construtiva expondo a celebridade. Eu tenho uma postura muito crítica e evito convites do tipo ‘Venha à nossa festa’, ‘vá a esta ilha’, ‘venha sair com estas pessoas’… A coisa mais importante pra mim ainda é o CQC“.

O assédio do fãs, no entanto, para ele, não é problema. “O assédio é ótimo, porque revela que as pessoas gostam do programa”, avalia, dizendo que o trabalho também tem isso como objetivo. “Se as pessoas querem me buscar no aeroporto, se querem tirar foto, eu vou tirar”.

O humorista tem priorizado o Nordeste em suas apresentações – e, depois de João Pessoa, ainda passa por Recife, amanhã, e Natal, nos dias 28 e 29. “Rio, São Paulo, Porto Alegre já têm uma grande oferta de shows e nós vamos muito a esses lugares fazer matérias”, explica. “Quero ir a lugares onde nunca fui e fazer o show para pessoas que não tem a oportunidade de ver a gente de perto”.

Leia outras entrevistas com repórteres do CQC:

Marco Luque
Marco Luque (2)
Oscar Filho
Rafinha Bastos

Depois de um ano movimentadíssimo em matéria de stand ups por aqui, 2010 começa amanhã. Admito que não consigo assistir ao Pânico na TV, mas há quem goste – e, para esses, amanhã tem show do Evandro Santo (que faz o Christian Pior do programa).

Evandro não está a fim de regras

Não conversei com o humorista mineiro e nem o relise ou matérias que procurei pela internet resolvem um ambigüidade: por um lado, ele diz que o show quebra regras do stand up (vocês sabem quais são: cara limpa, texto próprio, nada de vídeos ou música, etc.) e vários textos terminam com um “tudo isso na pele de Christian Pior”. Os mesmo textos, porém, dizem que ele aparece como ele mesmo. De modo que não fica claro se ele leva o stand up interpretando Pior o tempo todo, ou não o faz em momento algum.

Imagino que seja a segunda opção, mas, de qualquer forma, não deve fazer tanta diferença para os fãs. O show é no Teatro Paulo Pontes, às 20 horas. Os ingressos custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). E a Coxia Produções é a responsável pela produção local, reservando ingressos pelo contatocoxia@gmail.com.

Novidades também sobre o show de Rafael Cortez. Os ingressos para De Tudo um Pouco já estão sendo vendidos para quem fez reserva no restaurante Terraço Brasil (Av. Cabo Branco, Cabo Branco). O preço é R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). A sessão é única, os ingressos são limitados e as cadeiras numeradas.

O show será também no Teatro Paulo Pontes, no dia 23 (um sábado), às 20 horas. Mais informações pelo incenareserva@gamil.com ou nos telefones 3211.6280 e 3247.5030. Recife recebe o show no dia seguinte e Natal tem duas datas: 28 e 29 de janeiro.

Atualização (12h18): Os ingressos já estão sendo vendidos para todos, não apenas para quem fez reserva.

Em tempo: me perguntaram, mas ainda estou esperando confirmação para o Improvável e Marcelo Adnet em João Pessoa. Já ouvi essa história faz tempo, vamos ver se vai rolar. Eu quero mais é que venha, claro, porque o Improvável é pra ver mais de uma sessão e o Adnet também é ótimo no 15 Minutos.

Quem tem TV paga não pode perder hoje: Marcelo Tas volta a estar em um programa para crianças. No Cartoon Network, estréia às 19h (18h para quem, como eu, não está no horário de verão) o Plantão do Tas. Serão pílulas diárias de dois minutos, mas hoje rola um especial de meia hora com as notícias de mentirinha. “Queremos ser a porta de entrada para assuntos como meio ambiente e política”.

Eu acho que vai ser bem interessante. Veja aí abaixo um trailer. E no Blog do Tas há um making of feito pelo programa Vitrine.

O quarto CQC em João Pessoa

Como anunciado já no show do Felipe Andreoli, janeiro é a vez de Rafael Cortez apresentar seu solo de stand up em João Pessoa. A data é 23 de janeiro, às 20 horas, mais uma vez no Paulo Pontes. É o quarto CQC a se apresentar por aqui, depois de Marco Luque, Oscar Filho e Felipe Andreoli. Rafinha Bastos, todos lembram, teve seu show cancelado.

Certamente podem aguardar mais uma entrevista bacana.O folder aí, em cima, diga-se de passagem, é mais um belo trabalho de William Medeiros.

Ouvi falar nos bastidores a respeito de Marcelo Adnet e a volta do Improvável à Paraíba (desta vez, para João Pessoa) para janeiro ou fevereiro, mas nada confirmado ainda.

Mas, faland0 nos Barbixas, há novidades deles. O blog do site deles confirma o fim do Quinta Categoria, que todo mundo já esperava. Quer dizer, o programa continua na MTV, sem eles e sem o chato do Mion, que está indo para a Record. Os Barbixas vão, agora, para a Bandeirantes, onde apresentam É Tudo Improviso nas férias do CQC.

A grande notícia é: o elenco terá convidados habituais do Improvável, como a Cristiane Wersom (que esteve em Campina Grande com o espetáculo) e a Mariana Amberllini.

Por enquanto, podem ler as anteriores com outros CQCs e com Elidio, dos Barbixas:

Elidio Sanna
Marco Luque
Marco Luque (2)
Oscar Filho
Rafinha Bastos

Como diria a Eliana (ops, a Ana Hickmann), tudo é possível

Sim, amigo, você está vendo direito. O colorado Rafinha Bastos conclama os torcedores do Internacional a torcerem pelo Grêmio no domingo, no jogo contra o Mengão no maracanã. Como vocês sabem, é a saia justa da semana no Brasileirão: o Inter precisa da vitória do co-irmão para ser campeão. O Inter torcendo para o Grêmio? O Grêmio ajudando o Inter? Veja com seus próprios olhos e ouça com seus próprios ouvidos:

O show do crespo é hoje, no Paulo Pontes, às 20 horas. Corram que – segundo ele mesmo ontem, no twitter – os ingressos já estavam acabando. O papo foi quinta-feira, por telefone.

***

"Eu me sinto muito jornalista"

"Eu me considero muito jornalista"

Se perguntado se ele se sente mais jornalista ou humorista, já que o CQC, do qual é repórter, mistura os dois elementos, Felipe Andreoli não demora para responder. “Meu, eu me considero muito jornalista”, disse. “Sempre tento colocar informação nas minhas matérias, mesmo tentando fazer graça”. Ele apresenta hoje, em João Pessoa, seu solo de comédia stand-up Que História É Essa?, no Teatro Paulo Pontes, às 20 horas. E até aí essa filosofia acaba sendo seguida.

“Meu show é um pouco diferente dos outros porque conto minhas experiências reais”, contou ele, ainda de São Paulo e por telefone, ao JORNAL DA PARAÍBA. “Claro que exagero um pouco aqui e ali”. Diferente dos colegas de equipe Danilo Gentili, Rafinha Bastos e Oscar Filho, ele não entrou no CQC vindo já do stand up. Tampouco da comédia de personagens, como Marco Luque.

“Trabalhei como auxiliar de produção e tive um quadro num programa evangélico da TV Record”, recordou. “Também trabalhei na Rede Gospel, passei cinco anos na TV Cultura e, depois, na Bandeirantes, como repórter de esportes”.

Um ano depois, surgiu o convite para o programa. “Minhas matérias para o esporte sempre tinham um tom bem humorado, divertido, ireeverente”, contou Andreoli, que é quem normalmente cobre o tema. “O que também ajuda é que os meninos não entendem nada de esporte. Só o Danilo é que entende um pouco”.

Pensando em fazer outras coisas além do CQC, ele resolveu arriscar o stand up. “Antes, pensava em apresentar eventos, fazer palestras, que eu achava que tinha mais a ver comigo”, explicou. “Os meninos superincentivaram. O Danilo me ajudou muito nos primeiros textos. Depois, adquiri meu próprio ritmo”. Que História É Essa? estreou em janeiro – e dos 40 minutos iniciais, o espetáculo hoje passa de uma hora de duração. “É algo que foi evoluindo e me deixou muito feliz”, contou. “Fiz um show em um teatro de Brasília e no camarim tem uma dedicatória da Fernanda Montenegro! Fico muito feliz de pisar nos mesmos palcos em que esses grandes atores pisaram. Eu nem imaginava”.

Para o novo desafio, Felipe Andreoli recebeu conselhos dos colegas mais experientes. “O Danilo leu meu primeiro texto e disse: ‘Olha, tá uma história engraçada, mas ela tem que ter vários momentos engraçados’”, lembrou.

Se no começo do CQC, no ano passado, os holofotes pairavam mais sobre Danilo Gentili, Rafinha Bastos e Oscar Filho, com o tempo Andreoli cresceu no programa e hoje se destaca pela versatilidade : faz sempre coberturas internacionais, como a posse de Barack Obama, os Jogos Olímpicos de Pequim e a escolha do Rio como sede olímpica em Copenhague, além de acompanhar os jogos da Seleção e do Campeonato Brasileiro.

Sua popularidade também é resultado de sua interação com o público, através de seu blog, com textos sempre reflexivos, e do twitter, onde responde diariamente perguntas dos fãs. “Acho que esses meios são superimportantes para a identificação com a galera”, disse. “Claro que eu uso para vender meu peixe também, anunciar meus shows, mas acho que é bacana para eles conhecer esse outro lado nosso também”.

O show em João Pessoa será seu segundo no Nordeste – antes, esteve em Teresina. Apesar de Rafinha Bastos ter tido o show cancelado na última hora, Marco Luque e Oscar Filho já se apresentaram na cidade. “Sempre sinto que a galera fica muito feliz quando volta do Nordeste”, contou. “O público é sempre muito carinhoso. Tô muito empolgado com o show aí”.

***

Outras entrevistas com o pessoal do stand up e do CQC:

Marco Luque (1)
Marco Luque (2)
Oscar Filho
Rafinha Bastos

felipe_andreoli_flyer

Boas notícias para quem gosta da comédia stand up na Paraíba, depois da ziquizira com o show do Rafinha Bastos que não aconteceu, no mês passado. Foi confirmado o show de Felipe Andreoli, o crespo, o tenista, o torcedor da Portuguesa e o enviado internacional do CQC!

O solo Que História É Essa? será apresentado no dia 24 de outubro, um sábado, no Teatro Paulo Pontes, às 20 horas. O flyer local, criado por William Medeiros, ficou uma graça. E já tem e-mail para reservar ingressos: incenareserva@gmail.com

Vai rolar entrevista, certamente. Por enquanto, leia as outras que já fiz com os caras do stand up:

Marco Luque (1)
Marco Luque (2)
Oscar Filho
Rafinha Bastos
Diogo Portugal

rafinha_bastos

Em contato c0m a produção do Rafinha Bastos em São Paulo, perguntei desde a época do cancelamento do show em João Pessoa, há pouco menos de um mês, qual a posição deles a respeito. Da última vez, finalmente veio a resposta oficial dele, por e-mail, no dia 10 – que ele inclusive publicou em seu blog. Por contratempos na semana passada, nem tive como colocá-la aqui, mas aí vai, mesmo com o meu atraso:


“Pessoal de João Pessoa, Paraíba:

Como vocês sabem, o meu show, aconteceria aí no mês passado, foi cancelado. Isso absolutamente nunca tinha acontecido em toda a minha carreira (viajo há 3 anos com o meu solo) e sinto que devo uma satisfação a vocês.

Sempre cumpri com meus compromissos profissionais e estava muito empolgado com a apresentação (até comentei isso no meu Twitter). Tive problemas com a produção do evento, que não cabem aqui detalhar, mas não tirei da cabeça a vontade de levar o meu show para a cidade (é uma das 3 capitais que falta eu levar o meu solo).

O diretor do Procon da cidade, que me atendeu com muita competência e agilidade, já informou que o valor dos ingressos será devolvido pelos pontos de venda. Ele me garantiu que todos receberão o dinheiro de volta.

Agradeço ao Forrock que foi super prestativo do começo ao fim do processo e aos pontos de venda que trabalharam duro para fazer o show acontecer.

Peço desculpas a todos vocês. Já passei por 95% das capitais do país (de Rio Branco a Porto Alegre) e nunca tive que cancelar um show. Tenho certeza que nos veremos em breve.

Um grande abraço. Rafinha”

Bom, ele não explica que confusão aconteceu, afinal, mas pelo menos nos deixa com a expectativa de vê-lo por aqui em breve.

Como vocês se lembram, o show foi cancelado um dia antes da data. Uma grande confusão envolvendo a produção local e a produção de São Paulo. Chegou a aparecer no Twitter do Rafinha a mensagem de que “o produtor local deu um calote em todo mundo”, post que depois foi deletado.

Depois, no mesmo dia, uma nota oficial enviada ao Paraíba1 falou em “quebra de cláusulas contratuais”. Em contato com Marco Aurélio Arantes, o produtor local, ele acusou a produtora de São Paulo pela confusão e ainda disse que o próprio Rafinha ligou, dizendo que tudo foi um mal-entendido e que um novo show seria marcado.

Durante a semana, nada da confirmação desse novo show. Em contato com a produção em São Paulo, a assessoria me atendeu gentilmente e me informou que só responderia às minhas perguntas através dos advogados – resposta que não veio.

Houve indefinição na devolução dos ingressos e alguns pontos de venda começaram a devolver o dinheiro por conta própria e outros esperaram para ver o que aconteceria. O Procon de João Pessoa determinou a devolução para a semana passada e os últimos pontos começaram a ressarcir o público.

Através de outros produtores também soube que a confusão deixou todos os produtores paulistas ressabiados com a Paraíba, o que é uma pena, para não falar na injustiça e talvez até no preconceito. Ficamos ameaçados de, simplesmente, não ter mais stand-ups por aqui.

Mas há boas notícias: poderemos ter novos shows agendados em breve para João Pessoa. Ainda não posso falar nada, mas assim que souber das confirmações, aviso por aqui.

Bomba das bombas. O show de Rafinha Bastos no Forrock foi cancelado um dia antes de acontecer. Uma merda e pra mim especialmente – já que a capa de domingo do JP é com ele.

A confusão foi grande. Leia aqui no Paraíba 1. Uma pena porque a gente vinha de uma série de bons shows de stand up, com excelentes artistas e uma plateia que era torcedora.

"O limite está na mente de quem tem preconceito"

"O limite está na mente de quem tem preconceito"

“Se lotar, este será o maior show da minha vida”, diz Rafinha Bastos. O comediante – um dos pioneiros da geração atual da comédia stand up no Brasil  e co-apresentador do CQC – apresenta pela primeira vez em João Pessoa seu solo A Arte do Insulto, neste domingo, no Forrock, às 19 horas. E provavelmente a última, já que ele planeja aposentar o show no fim do ano. “Tudo o que venho criando vai para o espetáculo novo”, disse, na estrada em São Paulo, em conversa por telefone com o JORNAL DA PARAÍBA.

A Arte do Insulto é o primeiro solo de Rafinha e estreou em 2007. Antes, só as participações em grupos, como no espetáculo Mondo Canne, em 2004, que montou com Marcela Leal e Marcelo Mansfield, e foi sua estreia no stand up. “Eu conheci o stand up quando morei nos Estados Unidos, em 1999”, conta. “E eu vi aquilo como a possibilidade de fazer duas coisas que gosto: a comédia e o jornalismo”. A relação está na observação do cotidiano e na criação do texto pelo próprio humorista de stand up.

Rafinha, que é formado em Jornalismo, talvez seja o maior comediante do Brasil, já que tem 2,10m de altura. Tanto é que, nos Estados Unidos, jogou basquete na Liga Universitária, antes de descobrir que seu caminho seria outro. “Eu não acho que isso aconteça de um dia para o outro”, analisa. “Sempre fui meio comediante”.

A prova é que criou a Página do Rafinha para fazer humor esportivamente – mas deu tão certo que foi incorporada por grandes portais do país. “Era uma diversão, uma brincadeira que depois cresceu e mostrou que poderia ser uma opção profissional”, lembra.

No CQC, Rafinha Bastos está sempre no fio da navalha. Na bancada, faz piadas à queimarroupa, muitas vezes de improviso. E faz reportagens no “Proteste já”, um quadro de denúncias sérias, mas onde ele não deixa de fazer humor. “Acho que é uma descoberta diária, que faz parte do processo de amadurecimento do comediante e do público também”, acredita.

Não é à toa que já afirmou que “no dia em que tiver medo de fazer uma piada, deixo de ser humorista” e saiu em defesa do colega Danilo Gentili quando ele foi acusado de racismo por causa de uma piada – as duas vezes pelo Twitter (“A internet sempre foi minha principal ferramenta de divulgação”). “Não existe nenhuma limite”, afirma. “O limite está na cabeça de quem tem preconceito”.

rafinha_bastos

Foi de última hora, foi acidentado, ele estava num carro, numa estrada qualquer de São Paulo, a ligação caiu no meio, mas deu certo: acabei de fazer a entrevista com o Rafinha Bastos. Ele arrumou um tempinho para conversar comigo sobre o começo da carreira, o ofício de fazer piadas, os limites do humor e a aposentadoria do solo A Arte do Insulto. Sai domingo no Jornal da Paraíba e sábado à tarde, aqui neste mesmo batblog.

O show é domingo no Forrock. Serão colocadas cadeiras de frente para o palco e as laterais da casa de shows serão fechadas. Mesmo assim, o espaço é o suficiente para gerar esta declaração: “Se lotar, será o maior show da minha vida”. Os ingressos custam 60 (inteira) e 30 reais (meia) e estão à venda nas lojas Ellus, do Manaíra Shopping. E assinantes do Jornal da Paraíba pagam meia entrada, comprando no Clube do Assinante de João Pessoa.

Rafinha está mesmo em alta – e não falo só dos mais de 2 metros do rapaz (que já jogou basquete nos Estados Unidos, sabiam?). Ele foi entrevistado até pela Tina – ela mesma, a personagem do Maurício. Saiu na edição 2 da nova revista mensal da musa dos quadrinhos nacionais. Olha aí embaixo o encontro (direto do Twitterpic do Rafinha).

Rafinha_Tina

Muitas viagens, mas muito trabalho também nos palcos do país (foto: Matheus Dias)

Muitas viagens, mas muito trabalho também nos palcos do país (foto: Matheus Dias)

Dois meses depois de duas apresentações em João Pessoa, Marco Luque está de volta à Paraíba – mas, desta vez, seu solo de stand up Tamo Junto será apresentado em Campina Grande. O local é o centro de convenções do Garden Hotel, às 20 horas. Embora seja basicamente o mesmo repertório, o comediante afirma que tudo está ainda melhor. “Com certeza você vai ver mudanças”, disse, por telefone, de São Paulo. “A gente tá sempre evoluindo”.

Luque já passou por mais de 35 cidades com seu solo, que estreou este ano. Campina é apenas a segunda cidade do Nordeste a receber o espetáculo do humorista – a primeira foi justamente João Pessoa. Mas ele nem tem tempo de conhecer bem os lugares em que se apresenta. “Já cheguei a ir a Manaus umas quatro vezes e nunca tive tempo de fazer um passeio de barquinho”, lamenta.

O ritmo de viagens também é limitado pelas pautas dos teatros e pelas atividades de Luque no CQC, que exigem o humorista parte da semana em São Paulo – ele não faz apenas a apresentação do programa. “Eu recebo o roteiro no final de semana, faço as locuções na sexta ou na segunda”, conta. “Às vezes, participo de outros programas também”.

A convivência com os colegas do CQC que também fazem comédia stand up acaba criando uma rede em que uma piada criada por um acaba sendo mais adequada a outro. “A gente troca muita ideia”, conta Luque. “Não tem guerra de egos, disputa. Eu considero o Rafinha (Bastos, colega de apresentação do programa) talentosíssimo, um grande humorista”.

A tentação de contar no show as piadas criadas recentemente é grande, mas todo comediante stand up tem que guardar cartuchos para um novo solo, no futuro. “Eu tenho algumas piadas que venho guardando”, confirma. “Você não pode economizar a criação, mas tem que ter essa preocupação de organizar o trabalho”.

Pode-se dizer que Luque é um novato no stand up, mas não no humor. Ele já integrou o time do espetáculo Terça Insana e, antes, fez cinco anos de clown – o que ajuda no tipo cativante que tem conquistado o público.

***

Os ingressos para o stand up de Marco Luque estão sendo vendidos na loja Autêntica, no Shopping Boulevard, e na Cultura Inglesa: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). O Clube do Assinante do Jornal da Paraíba sorteia ingressos e os assinantes pagam só a meia entrada (comprando nos mesmos pontos de venda). Eu fiz outra entrevista (maior) com Marco Luque na ocasião do show de João Pessoa e você lê aqui.

comediade4

Chegou a hora dessa gente paraibana mostrar seu valor. O grupo Comédia de 4 faz uma apresentação de stand up nesta quinta, às 21 horas. O local é o restaurante Yassay mesmo local dos primeiros shows de stand up em João Pessoa. As coincidências não param aí: Alyson Vilela e Márcio Tadeu, que estavam naquelas apresentações com os vindo-de-Pernambuco Murilo Gun e Nil Agra, estão no Comédia de 4. Completam o time Paiva Casarotti e Vinícius Lyra, que estão começando no stand up. O ingresso custa 10 reais.

marco luque - foto paulo reis 300

E em Campina, sexta, o gente boa Marco Luque faz sua segunda apresentação no Nordeste. A primeira, vocês lembram, foi em João Pessoa em maio (fiz uma bela entrevista com ele, antes; tem uma nova nesta sexta, no Jornal da Paraíba). Ele apresenta Tamo Junto no Garden Hotel, nesta sexta, às 20h. Os ingressos custam 50 (inteira) e 25 reais (meia). Assinantes do JP também pagam meia. Por enquanto, as informações são de que só haverá uma sessão.

E vem mais novidade por aí na área. Diogo Portugal , um dos pioneiros da comédia stand up no Brasil (desde a época de um festival no Multishow), estará em João Pessoa nos dias 30 e 31, com o solo Hã?!, no Teatro Paulo Pontes. E finalmente o Cláudio Torres Gonzaga vem à Paraíba e o Fábio Porchat volta. E eles não vem sozinhos: o show será de todo o Comédia em Pé: o grupo são os dois mais o Fernando Caruso, Paulo Carvalho e Léo Lins (só o Paulo Carvalho não tem um site ou blog? Bom, do jeito que ele faz o tipo mal humorado, deve achar tudo isso um saco, mesmo). Bom, o grupo se apresenta no dia 14, em João Pessoa (no Hotel Tambaú), e no dia 15, em Campina Grande (mais uma vez no centro de Convenções Raimundo Asfora, que é no Garden Hotel).

E, claro, não esqueçamos: Rafinha Bastos, dia 9, no Forrock.

O comediante faz show hoje em João Pessoa – apresentação única no Paulo Pontes, às 20 horas. Ele conversou comigo por telefone ontem à tarde.

***

O Pequeno Pônei pronto para o ataque...

O Pequeno Pônei pronto para o ataque...

Ele poderia ser aquele personagem do Jô Soares que reclamava “Só porque eu sou pequenininho…”. Desde que o CQC entrou no ar, Oscar Filho recebeu o apelido de “Pequeno Pônei”. Mas quando o assunto é a comédia stand-up, ele é um veterano entre os colegas de programa, pois já está no ramo desde 2005 – o espetáculo solo Putz Grill estreou em junho de 2008 e é com ele que Oscar se apresenta em João Pessoa nesta sexta-feira, às 20 horas, no Teatro Paulo Pontes.

Mas ele começou pelo teatro “sério”: com direito a fazer Arthur Miller (As Bruxas de Salem) e Nélson Rodrigues (A Serpente) e a ser até indicado como melhor ator no Prêmio Coca-Cola Femsa de Teatro, em 2004. Mas depois optou pela comédia. “Na verdade, foi uma opção meio natural e que veio meio com a necessidade”, contou, ainda de São Paulo. “É interessante como o humor parece que aproxima mais as pessoas do teatro”.

Das peças cômicas e algumas participações no Terça Insana, os personagens foram trocados pela versão cara limpa da comédia stand-up. Oscar ajudou a fundar o Clube da Comédia – um dos primeiros grupos do gênero no Brasil.”É completamente diferente porque com o personagem você se ‘esconde’ atrás dele”, explicou. “No stand up, não tem nenhum apoio que te segure”.

Daí, estreou na TV – com uma participação em Hebe – e conquistou seu lugar no CQC desde o início do programa. A experiência nos palcos só ajudou. “O stand up se assemelha ao CQC: são piadas rápidas, curtas e carregadas de informação. Não posso passar um minuto contando uma piada – só aí já é 1/6 de uma matéria”, contou. “O stand up tem meio que uma obrigação de ter risos a todo momento. É o tipo de humor mais… condensado que tem. É tudo muito concentrado”.

A semelhança também está no fato de que na comédia stand up os temas da piada costumam ser o dia a dia e atualidades – o que casa perfeitamente com a proposta jornalístico-humorística do CQC. “Cara, no stand up eu tenho a possibilidade de falar sobre tudo”, afirmou Oscar Filho. “Posso falar até s0bre assunto que eu não entendo”. Oscar faz cerca de dez shows por mês. “Hoje eu tô fazendo menos porque o CQC pode me chamar a qualquer momento para uma matéria”, contou. “Mas tenho show marcado até o começo do ano que vem”.

Ele acredita que no palco possui um estilo mais físico, em contraste com os estilos mais conversados, como o de Cláudio Torres Gonzaga, por exemplo. “Eu acho que eu e o Fábio Porchat é que temos um estilo mais parecido”, disse ele. “O Danilo (Gentili) tem um estilo mais loser“.Para ele, também não há como ser um ator quando se faz esse tipo de comédia. “Você tem que seguir um estilo que é seu”, afirmou. “O stand up é você mesmo. É lógico que às vezes é um pouco mais exagerado…”.

...e o verdadeiro Pequeno Pônei

...e o verdadeiro Pequeno Pônei

E de onde veio o apelido de “Pequeno Pônei”, afinal? Oscar dá uma risada antes de responder. “O Pequeno Pônei é um personagem do Caco Galhardo, o cartunista”, contou, referindo-se à tira de Galhardo que não deixa de ser uma sátira aos bonequinhos e ao desenho animado da série Meu Querido Pônei. “Ele é meio roqueiro, fuma, bebe, vai na Galeria do Rock, e tudo fala pra ele: ‘Pequeno Pônei, você é tão pequenininho, tão bonitinho…’. E ele responde: ‘Eu não sou pequenininho! Não sou bonitinho! Sou roqueiro, pô!’. Mas no CQC, como todos são gigantes – o Rafinha, o Danilo, o Felipe não fica atrás -, eu pareço pequeno. Mas o Tas tem a minha altura. Mas como ele é o apresentador, sobrou pra mim”. Ainda bem que ele não se incomoda. “Eu acho engraçado”, disse. “Mas o pessoal na rua me chama é de CQC”.

Sigam-me os bons (no Twitter)

julho 2017
D S T Q Q S S
« jun    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Cenas da Vida

Páginas

Estatísticas

  • 1,253,806 hits