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Prontos para a abordagem

Prontos para a abordagem

Sei muito bem que muito provavelmente é uma postura que tem os dias contados. Mas dela não abro mão. Ao contrário da grande maioria dos meus amigos (e de todo mundo, acho), que faz feiras nos vendedores de DVDs piratas, eu continuo evitando.

Essa história de que os disquinhos genéricos ferram com o aparelho ou que “o dinheiro que circula na pirataria é o mesmo que circula no tráfico” nem é o que me comove, tendo em vista a falta de dados concretos. Pra mim, o que pega mesmo é o fechamento em efeito dominó das locadoras e o desemprego de muita gente que prestou até hoje um serviço fundamental. 

Claro que os espiritos-de-porco vão dizer que as locadoras não fazem a menor falta, mas não é assim pra mim e não quero mesmo ver o Brasil se transformar numa nova Venezuela ou México, onde, segundo li, o mercado oficial virtualmente acabou.

É claro também que as distribuidoras devem se tocar e baixar esses preços. Há ainda aquela que cobram uns 80 reais ou mais por filmes de ponta para as locadoras – quando o mesmo filme chega nas Americanas para venda, uns três meses depois (quando muito) pela metade do preço e certeza de que baixa ainda mais meses depois.

As locadoras estão fechando e eu tenho comprado muito filmes nelas, quando agonizantes. É triste, mas pelo menos eles estarão em boas mãos. Sem brincadeira, foram uns 20 a cada fechamento.

Compro muito nessas situações porque não compro absolutamente nada nos piratas. A única vez que dei dinheiro a um vendedor de tapa-olho e perna de pau foi quando um amigo me telefonou dizendo que achou Amor, Estranho Amor transferido do VHS pra vender (é aquele filme do Walter Hugo Khouri. Aquele com Vera Fischer e Tarcísio Meira. Aquele que a Xuxa proibiu de ser lançado – ah, agora sabe qual é, né?).

É nesses casos que acho que os piratas têm uma função importante: disponibilizar clássicos que as distribuidoras nos sonegam (a Warner, mesmo, não lança nada faz tempo), europeus que os cinemas não passam ou filmes proibidos por mesquinharias variadas. Fora isso, eu passo.

Eu não vou, por exemplo, ficar comprando nos piratas filmes que com certeza vão passar no cinema. Tem dó, né? Não sei por que essa pressa. De vez em quando até me oferecem emprestado mas, se não for por obrigação profissional, prefiro esperar o primeiro impacto na tela grande.

Além do mais, tenho muito filme antigo (comprado, inclusive) pra ver pra que eu fique desperdiçando tempo vendo algo que vou ver no cinema de qualquer forma (porque vejo o máximo que posso). Eu não sou contra baixar filmes, copiá-los em casa ou gravá-los da TV paga – amigos fazem isso pra mim, de vez em quando. Desde que não se comercialize, pra mim é como se fazia antigamente ao gravar um disco em fita K-7.

Aliás, isso até ajuda as locadoras – afinal, para copiá-los em casa, eu alugo com prazer.

Até onde vou com isso? Não sei. Como disse no começo, essa postura deve ter os dias contados porque um dia não terei outra opção a não ser comprar num pirata. Também não tento convencer ninguém de nada porque a “Lei do Gerson” está tão impregnada entre nós que nem adianta.

Fico na minha, acreditando que estou fazendo a minha parte, pelo menos.

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Depois de voltar do cinema, ontem, Lalá e eu ficamos zapeando pela TV aberta.

– Na MTV, estava passando o MTV Movie Awards, a premiação mais sem futuro do mundo. Como a votação é aberta ao público, só deu Crepúsculo, High School Musical 3 e Hannah Montana. O curioso é ver Kate Winslet concorrendo a melhor atriz por O Leitor tendo, ao lado, Angelina Jolie por O Prcourado (e não por A Troca), Anne Hathaway por Noivas em Fuga (e não por O Casamernto de Rachel) e Kristen Stewart por Crepúsculo. Ainda bem que Kate não ganhou – ficaria mal para ela.

– Na Globo, vi só um pedaço de Elas Cantam Roberto. Tem coisas que eu gosto do Roberto Carlos, mas muitas outras, francamente, eu dispenso. Achei curioso ver a Hebe com toda a pompa na Globo e, pra mim, a Marília Pêra estava tirando onda, cantando de maneira muito exagerada a canção dela (com direito a tremer os lábios). Como vi uns 10 minutos, não foi ruim. Mas não deu vontade de ter visto o resto.

– Na Record, estava no ar o início de A Fazenda. Prova de que tudo o que é ruim (o Big Brother) sempre pode piorar. Pegamos o desfile de (sub)celebridades no final, a ponto de nos decepcionarmos ao ver a Danni Carlos entrando nessa roubada e o Dado Dolabella pateticamente tentando catar os caquinhos de uma reputação que ele nunca teve.  Ficamos tentando decifrar de quen era a maioria dos outros rostos ali, mas ainda bem que não sabíamos. Reconheci a Francielly Freduzesky (ou algo parecido), de felizes tempos no quadro “dá uma subidinha” no Zorra Total, e a Babi Xavier, que também já teve dias melhores.

– Sintomático: dentro da fazenda (que nunca parece uma fazenda de verdade) Babi puxa uma oração com todo mundo. Pede ajuda a Deus para que sejam tolerantes, para que sejam amigos, diz que o milhão de reais do prêmio não é o único objetivo deles e pede que o programa seja um salto na carreira de todos eles… e é nesse momento um monte deles diz: “Amém”. Rá. É por isso que eu não vejo reality shows.

– No SBT estava passando Fúria em Duas Rodas. Próximo!

– Como na Bandeirantes estava passando o Canal livre, agora fico pensando: em qual deles estava passando a melhor programação da noite, que foi O Plano Perfeito, o ótimo filme do Spike Lee? Eu sei que vi trechos isso – deve ter sido antes ou depois das tranqueiras que infestavam quase todos os canais…

fernando

Parabéns, Fernando! Você é o nosso centésimo comentário!

Sinta balões caindo sobre você do teto da loja e ouça a fanfarra tocando. Como nosso serviço é gratuito, não temos disconto em nada, mas vamos fazer assim: vou considerar mais a Fernanda de Freitas (ela esteve bem cotada para as musas de 2008 por A Casa da Mãe Joana, realmente… Ela é melhor que a Débora Secco original, hehe).

O Márcio Garcia não está na novela errada? Ele não deveria estar naquela das sete, no meio daqueles surfistas?

Existe alguma diferença entre o Carrossel Animado e o Bom Dia & Cia? Um termina e o outro começa em seguida, o cenário é o mesmo, os apresentadores são os mesmos e as brincadeiras são aquelas mesmas por telefone. Por que, afinal, não é um programa só?

O Fantástico chegou ao fundo do poço ou pode descer ainda mais? Veja abaixo e tire suas conclusões sobre a tentativa de espetacularização do que é absolutamente banal (se o vídeo não aparecer inteiro na janela, basta clicar com o botão direito do mouse e depois em “mostrar tudo”).

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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A verdade é a seguinte: Ronaldo Bôscoli merecia uma minissérie só para ele. Ele roubou todas as cenas em que apareceu em Maysa – Quando Fala o Coração, mas a vida dele tem ainda mais do que aquilo (ter namorado Nara – que foi substuída por uma ‘Maria-ninguém’ – e ter tido um caso com Maysa). Todas as histórias em que o cara se meteu na vida dele, ligadas à música brasileira… As músicas que ele compôs, os shows que produziu, as amizades com que conviveu, as confusões em que se meteu, as mulheres que conquistou…

Lendo o Chega de Saudade, do grande Ruy Castro, já dá para ter uma boa idéia de como foi a vida deste cara. E uma pequena pincelada está na minha matéria de hoje do Jornal da Paraíba.

A hora do acerto de contas

A hora do acerto de contas

Rrrrrapazzz… Nunca pensei que eu escreveria isso, mas estou doido pra ver o capítulo de A Favorita de hoje. Faz tempo que eu não via uma seqüência tão boa numa novela como a de ontem, em que Flora e Donatella se preparam para o show.

Um jogo psicológico difícil de ver numa obra desse tipo, com uma espéciue de flashback sem ser flashback (as duas se arrumando para o show, lembrando velhas músicas, cuidando uma da outra). “Você nunca soube arrumar esse cílio postiço (ou coisa que o valha) direito, Flora, deixa eu arrumar pra você”…

Foi melancólico e deu até pena de ver uma amizade como essa acabar desse jeito. Foi um grande lance do autor. E o ambiente de um teatro silencioso dava um ar fantasmagórico à coisa toda. Ter colocado no palco a decisão da coisa toda foi uma beleza.

A história do lenço vermelho e o trauma da infância pode ser um pouco batida, mas no cinema – não numa novela. Interessante ver a Donatella no papel de má e a Flora no de indefesa. Até o tiro no fim do capítulo. Muito bem construído.

Eu acompanhei essa novela sazonalmente, mas achei ruim a mudança da primeira para a segunda fase. Saiu de um suspense bem cuidado, que enredava o espectador naquele jogo de quem seria a culpada, para algo muito caricato, com a Flora se transformando em vilã de história em quadrinhos.

Mas admito que o João Emanuel Carneiro superou isso e conseguiu uma bela virada, criando cenas muito boas. É uma outra novela, é verdade, mas também um grande trabalho.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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Deu na capa do Correio da Paraíba de ontem:

kate-ou-marta

Eu adoro as duas, mas alguém explicou para quem fez a capa que a foto é da Kate Winslet e não da Marta?

Atualização: Como acho que o vídeo da emocionada premiação da Kate Winslet, alguns posts atrás, estava com algum problema, o substituí. Vejam, porque vale a pena ver a atriz totalmente estupefacta com seu segundo Globo de Ouro da noite.

Muitas das grandes descobertas acontecem por acaso, certo? A maçã caiu na cabeça de Isaac Newton e tal…

Pois eu tive uma particular agorinha. Sempre quis saber como se muda de uma aba para a outra do Firefox, já que o alt+tab muda para outro programa. Estava resignado a ter que usar o mouse para sempre para essa navegação quando, querendo ir para o topo de uma página, apertei o control e o page up ao mesmo tempo, sem querer.

E – plim! – a aba mudou para a anterior!

Ok, ok, não é a Lei da Gravidade. Mas eu curti a descoberta mesmo assim.

Bôscoli e Nara, ali no cantinho à direita

Bôscoli e Nara, ali no cantinho à direita

É impressão minha, ou a minissérie Maysa simplesmente limou Nara Leão da história? No capítulo de ontem, Ronaldo Bôscoli já começa seu caso com Maysa namorando uma “aspirante a atriz” – que depois aparece loira e alta. Jà no final, a cantora anuncia que vai arrastar Bôscoli para sua série de apresentações em Buenos Aires – o que prenuncia a antológica cena protagonizada por ela, na volta ao Brasil, já no aeroporto (que não vou contar qual é, mas está no livro Chega de Saudade).

Maysa e Bôscoli, em Vitória, nos anos 1960 (o garçom, não sei quem é)

Maysa e Bôscoli, em Vitória, nos anos 1960 (o garçom, não sei quem é)

E cadê Nara? Imagino que a minissérie tenha tido problemas em usar o nome da cantora. Espero que tenham sido forçados, e não que tenha sido uma escolha de Manoel Carlos ou Jayme Monjardim. Porque, convenhamos, Nara Leão não é qualquer uma.

Enfim.

Pesquisando estas fotos na internet (muito difícil achar imagens de Bôscoli com quem quer que seja), acabei achando um blog do Lira Neto – autor da elogiadíssima biografia em que a minissérie da Globo foi inspirada. Tem entrevistas dele, informações e vídeos sobre Maysa. Vale a pena dar uma olhada.

tremaE essa reforma ortográfica, hein?

Tem coisas que só oficializam o que já existia de fato – o “k”, o “w” e o “y” no alfabeto. Cai o acento agudo do “u” em palavras como “averigúe”, “enxagúe”. Ué? E tinha acento agudo nessas palavras? Eu jurava que era “enxague” (lendo-se “enxágue”)…

Mas tem outras que só vieram complicar nossas vidas. Essa de tirar os acentos dos ditongos abertos “éi” e “ói”. Tá cheio de pegadinhas por aí: “herói” continua com acento, mas “heróico” vira “heroico”… Também não gostei o sumiço dos acentos diferenciais, transformando “pára” e “para” na mesma palavra. Mas “pôr” e “por” continua tendo. E “fôrma” pode usar o acento para diferenciar de “forma”. Ué, mas alguém ainda usava acento em “fôrma”?

No hífen, a esculhambação é grande. E também tem situações curiosas. Como nos prefixos como “mini” não se usa hífen a não ser que a palavra seguinte comece com “h” ou uma vogal igual à última, teremos “micro-ondas” e “minirreforma” (dobra-se “r” e “s”). Repare: “minirreforma” passa a ter dois “r”, mas “hiper-reforma”, que já tem dois “r”, terá hífen…

O pior é, claro, a morte do trema. Se você não sabe usá-lo, lamento, a culpa é sua e não dele. O trema é fundamental porque seu aparecimento ou não demonstra visualmente como se pronuncia palavras com “que”, “qui”, “gue”, “gui”. Se você não conhecesse essas palavras, como leria “tranquilo” e “cinquenta”? E porque “quintessência” não poderia ser lida como “qüintessência”?

A validade dessa reforma é questionável (“qüestionável”?). Essa unificação da língua (“língüa”?) vai durar por quanto tempo? Daqui a dez anos teremos já diferenças significativas entre o português (“portugüês”?) daqui e o de Portugal, ou será que não? A gente não consegue nem controlar a enxurrada de termos em inglês que assolam nossa combalida língua portuguesa (“língüa portugüesa”?)…

Fora que as diferenças entre Brasil e Portugal nesse sentido sempre foram um charme: ver escrito “acção” e coisas do gênero davam uma sensação de alguma tradição que se mantém, uma casa dos pais da qual se saiu.

A reforma é opcional até 2012. No Jornal da Paraíba já começaremos a usar as novas regras. Mas no âmbito particular, vou continuar usando meu trema até ser obrigado a parar. Isto vale para este blog.

A coisa mais difícil neste fim de ano é… comprar uma agenda. Nossa! Hoje, numa ida ao shopping, vasculhei aquela bagunça que é a sessão correspondente da Americanas e ainda vi umas outras duas lojas. 45% são agendas de menininha e os outros 45% são aquelas sem-graça de advogados. E, dos 10% que sobram, 9% são agendas de surfe e 1% temas infantis demais!

Tsc, tsc. Será que a indústria de agendas não faz mais algumas que sejam de um tamanho um pouquinho menor que a média, alegre sem ser apapagaiada e que tenha sábado numa página e domingo na outra?

-O Pássaro Azul - com Shirley, a Maisa original

-O Pássaro Azul - com Shirley, a Maísa original

Assim é uma vida de cinéfilo. Na véspera de Natal, emendei um episódio do Batman – A Série Animada, outra do Jonny Quest (que desenho!) e, à noite, O Pássaro Azul (1940), um bonitinho filme com Shirley Temple, a “Maísa original”, que minha amiga Andréa Vargas carinhosamente me deu de aniversário, no mês passado.

Não conhecia e, pesquisando, li que foi uma resposta da Fox a O Mágico de Oz, da Metro. Vocês sabem que a Metro quis a pequenina Shirley para estrelar sua grande fantasia de 1939, não é? Mas a Fox não liberou – e a MGM teve que se contentar com Judy Garland, da casa, que virou estrela – e ainda tentou pegar carona no sucesso alheio.

E, no dia seguinte, encarei Yojimbo, o Guarda-Costas (1961), do Kurosawa, que estava na fila dos comprados e ainda não vistos. Um brilhante e muito divertido filme do diretor japonês. Não admira que tenha inspirado tantas histórias semelhantes, como Por um Punhado de Dólares (1964), faroeste de Sergio Leone com Clint Eastwood. Espero colocar uma crítica aqui em breve.

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