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Estreias 10.26

Atenção para as estreias do cinema no circuito paraibano nesta quinta, 26 de outubro. É uma semana movimentada, com nove estreias e uma reestreia.

O blockbuster da semana é o elogiado Thor – Ragnarok, o terceiro solo do deus do trovão. Cris Hemsworth tem a companhia de Mark Ruffalo como Hulk, Tom Hiddleston como Loki e de Cate Blanchett, a grande vilã. Estreia quinta em JP (Cinépolis Manaíra, Centerplex MAG, Cinesercla Tambiá, Cinépolis Mangabeira), CG (Cinesercla Partage) e Patos (Cine Guedes).

Premiado em Berlim, Uma Mulher Fantástica lidera as estreias do Cine Banguê, em João Pessoa, sábado. Também chegam por lá o elogiado As Duas Irenes, a partir de segunda, e o documentário Gaga – O Amor pela Dança, a partir de domingo. E, a partir de domingo, a reestreia de Como Nossos Pais, da Laís Bodanzky, que já esteve em cartaz, mas por pouco tempo.

Em tempo: neste sábado, a partir das 15h, o Banguê exibe uma mostra comemorando o Dia da Animação. Em tempo 2: a reestreia do antológico  Cidade dos Sonhos no Banguê já tem data: é no dia 2.

O Centerplex MAG exibe sozinho três estreias: Manifestotour de force experimental em que Cate Blanchett interpreta 13 personagens (e ela, lembrando, ainda está também em Thor – Ragnarok); O Formidável, sobre Jean-Luc Godard e do diretor de O Artista, Michel Hazanavicius (que passa apenas sábado e domingo); e A Menina Indigo, do diretor de Nosso Lar.

O criticado Pelé – O Nascimento de uma Lenda, produção americana sobre a juventude do rei do futebol, entra só no Cinépolis Manaíra. E ainda tem a animação europeia Missão Cegonha, em JP (Cinépolis Manaíra, Cinesercla Tambiá e Cinépolis Mangabeira).

 


TRAILERS:

  • Thor – Ragnarok:

  • Uma Mulher Fantástica:

  • As Duas Irenes:

  • Manifesto:

  • O Formidável:

  • Gaga – O Amor pela Dança:

  • A Menina Indigo:

  • Pelé – O Nascimento de uma Lenda:

  • Missão Cegonha:

  • Como Nossos Pais:

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Estrelas Alem do Tempo - 06

Um ambiente veladamente (mas não muito) hostil: Taraji P. Henson em “Estrelas Além do Tempo”

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO
Sem borda - 04 estrelas

A inteligência não tem cor 

É de se pensar que a Nasa, a agência espacial americana, é e sempre foi um lugar à frente de seu tempo. Onde o futuro chega primeiro. Mas Estrelas Além do Tempo (2016), indicado ao Oscar de melhor filme, mostra que, nos anos 1950 e 1960, em certos aspectos, a agência espacial americana era um ambiente tão retrógrado quanto os piores locais dos Estados Unidos na época. O filme é centrado em matemáticas negras que trabalham na agência: em um prédio separado, usando banheiros e bebedores separados dos brancos.

Taraji P. Henson, Janelle Monäe e Octavia Spencer interpretam as três personagens reais em que o filme se concentra: respectivamente Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, que são algumas histórias contadas no livro-reportagem homônimo de Margot Lee Shetterly.

São as “hidden figures” do título original, bem melhor que o brasileiro. Johnson é requisitada para ajudar nos cálculos para levar um americano ao espaço pela primeira vez (e trazê-lo de lá em segurança). De repente, é a única pessoa negra em um ambiente veladamente (mas nem tanto) hostil. Vaughan luta para ter a chance de estudar para se tornar engenheira, embora as leis do estado não permitam que ela almeje ir tão longe. E Jackson, chefe da sessão, lida com a ameaça de demissão de todas as matemáticas pela informática, que já está batendo na porta.

Há filmes que se destacam por seus voos narrativos. Não é caso aqui. O diretor Theodore Melfi prefere não ousar, e dar todo o destaque à história que conta, importante e interessante. O filme segue de maneira bastante tradicional, deixando para o elenco e as personagens que interpretam a responsabilidade de elevar o filme. Também seus coadjuvantes dão conta (entre eles, Maheshala Ali. Que ano desse ator! Fez também Moonlight, pelo qual ganhou o Oscar, e ainda foi o vilão da série Luke Cage).

Mas o destaque mesmo é o trio central, que leva a trama com brilho. Se ainda é necessário mostrar, está aí mais uma prova de que a inteligência e o talento não têm cor ou sexo.

Estrelas Além do Tempo. Hidden Figures. EUA, 2016. Direção: Theodore Melfi. Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Mahershala Ali.

Glow - 2017 - 01

Lindas garotas da luta livre: “Glow”

Coluna Cinemascope (#41). Correio da Paraíba, 5/7/2017 

Mulheres, ringue, anos 1980

por Renato Félix

Antes dessa moda dos vale-tudos e UFC, houve a luta livre, o telecatch. Não cheguei a ver os áureos tempos de Ted Boy Marino e companhia, mas era espectador de um programa americano do gênero, que o SBT exibia lá nos anos 1980. Esses programas combinavam lutas e encenações, os lutadores encarnavam personagens e havia muito mais fantasia que escoriações e sangue.

Lembro até hoje de personagens desse programa. O Sr. Maravilha, a dupla Abelhas Assassinas e, claro, Hulk Hogan, que já era o maioral absoluto ali.

Por isso, parece algo absolutamente natural que os anos 1980 sejam a ambientação da ótima série Glow, que estreou há poucos dias  na Netflix. Mas, mais do que isso, é uma ambientação verdadeira, porque existiu mesmo uma série chamada Glow – Gorgeous Ladies of Wrestling (“Garotas bonitas da luta livre”), que colocava mulheres no ringue, entre 1986 e 1989.

As lutadoras/ atrizes interpretavam personagens como Liberty, Colonel Ninotchka, Zelda the Brain e por aí vai. A série da Netflix meio que reconta como surgiu o show original, com personagens mais ou menos baseados nos verdadeiros nomes. Agora temos Liberty Bell, Zoya the Destroya, Britannica, Beirut the Mad Bomber…

A série consegue reproduzir bastante do aspecto de diversão do período e transita pelo terreno espinhoso do comentário sobre o papel reservado às mulheres no meio artístico naquela época. Alison Brie, ótima atriz da série Mad Men, abre Glow lendo falas fortes para um teste, mas é advertida: “Você está lendo a fala do homem”. A da mulher é tipo “A sua esposa está na linha 2”.

A luta livre, por mais aproveitadora que pareça ser da figura feminina, é, para aquelas personagens, naquele contexto, a oportunidade de desenvolver um trabalho artístico e de ter um reconhecimento. Glow é bem carinhosa com suas personagens, apesar dos golpes da vida.

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Blow Up - Depois Daquele Beijo-21

David Hemmings em “Blow Up”: a captura enigmática de uma atmosfera

BLOW UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO
Sem borda - 04 estrelas

Há um mistério em Blow Up e ele é bem mais o próprio filme que o assassinato que o fotógrafo Thomas, vivido por David Hemmings, parece descobrir nas ampliações de fotos despretensiosas tiradas por ele num parque. Como bom mistério, o diretor Michelangelo Antonioni deixa pistas verdadeiras e falsas e convida o espectador a desvendar os sentidos do que desenrola na tela.

O filme começa e termina com um grupo de mímicos em cena. A princípio, eles cruzam gratuitamente o caminho do fotógrafo, que vinha de fotografar desvalidos, como um deles, mas entra em seu carrão e parte para o estúdio, onde vai conduzir sessões com belas modelos. No fim, ele os reencontra naquele clássico jogo de tênis sem bola. Mas que, ainda assim, sai da quadra e que ele recolhe no gramado e devolve. Para em seguida ouvirmos o som da bola inexistente.

Enigmático (é baseado em conto de Julio Cortázar, que faz uma ponta no filme), Blow Up deixa a cargo do espectador dar tratos à bola para decifrar enigmas como esse. O fotógrafo amplia as fotos, percebe um rosto assustado, descobre um homem armado nos arbustos, vê o que pode ser um corpo caído nas imagens granuladas. Quem matou? Quem morreu? Por que motivo? Houve mesmo um crime?

Em termos de narrativa, sobressaem-se os planos belos e rigorosos de Antonioni. No pano de fundo, mas talvez até de maior importância, está a captura de um momento particular da história da capital inglesa: a atmosfera efervescente da Swinging London, a moda, a música.

Talvez Blow Up seja um filme maior pela soma das partes (o show de rock dos Yardbirds com a plateia impassível, mas que se solta quando Jeff Beck destrói sua guitarra; a sessão de fotos com a realmente famosa modelo Veruschka, pelo chão; além das já citadas) do que pelo todo. Ou será maior pelo todo, tão sedutor quanto enigmático?

Blow Up – Depois Daquele Beijo. Blowup. Reino Unido/ Itália/ Estados Unidos, 1966. Direção: Michelangelo Antonioni. Elenco: David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, Jane Birkin, Veruschka von Lehndorff, The Yardbirds (Jeff Beck, Jimmy Page, Keith Relf).

Mulher-Maravilha - 07

Choque de realidade: Gal Gadot em “Mulher-Maravilha”

‘MULHER-MARAVILHA’
Estrelas-03 e meia juntas-site

O universo da DC Comics é muito caro pra mim. São os super-heróis da minha infância, são os cânones dos quais todos os outros são derivados (por aproximação ou oposição). São os modelos primordiais. Por isso tem doído bastante vê-los tão maltratados nos quadrinhos e no cinema. Desisti dos quadrinhos quando a editora tentou enfiar goela abaixo aquela coisa triste chamada “Novos 52”. E no cinema, um festival de tranqueiras tentando montar aos trancos e barrancos um universo compartilhado, como o que a Marvel construiu (com bem mais paciência e inteligência).

Isto posto, a alegria de constatar que conseguiram fazer de Mulher-Maravilha um filme. E não um amontoado de ideias ruins ou mal executadas, como os três exemplares anteriores desse universo compartilhado.

A ambientação na I Guerra Mundial provou-se um grande acerto. Nascida e criada na idílica Themiscyra (antes conhecida como Ilha Paraíso), povoada só por amazonas e isolada do mundo, Diana (Gal Gadot) socorre o aviador Steve Trevor (Chris Pine) que cai ali. E toma conhecimento da guerra que está consumindo o mundo. E decide deixar a ilha para ajudar acabar com a guerra no “mundo dos homens”.

A partir daí, o filme combina um humor leve ancorado na estranheza com que a princesa amazona vê os costumes do mundo de 1918 – especificamente em Londres. As roupas, o papel da mulher na sociedade, ver um bebê (o último em sua ilha havia sido ela mesma).

Ao entrarmos na guerra, Diana vai tomando contato com as complexidades da humanidade. Mesmo que o filme trate várias delas de leve, é quando ele cresce: o sofrimento de pessoas humildes, o racismo, não poder salvar a todos, as mortes gratuitas. Em certa medida, um índio diz que seu povo “foi morto pelo povo dele”, referindo-se ao branco Trevor, aliado de ambos. Como compreender coisas assim? O filme lida muito bem com o impacto disso na personagem.

O mundo é meio o inimigo, e isso compensa um pouco as fragilidades dos vilões do filme. Danny Huston faz o que pode, mas seu personagem é pobre e não ajuda. E, quando o deus Ares se revela, nunca convence, nem seu estratagema. Pior, a sequência final direciona desnecessariamente o filme para o simplismo quando ele navegava bem em mares mais complexos. Também parece um clímax de combate grandioso posto ali meio que por obrigação.

A espanhola Elena Anaya, como a Doutora Veneno, se sai melhor fazendo um tipo propositalmente caricato, mas o filme não a aproveita bem. Sua participação é bem menor do que poderia.

Mas, enfim, o filme também se vale bem do carisma de Gal Gadot e Chris Pine e da boa química entre eles. Há um clima de romance bem conduzido, equilibrando bem com o humor e as cenas de ação.

Cenas de ação, aliás, que exageram nas câmeras lentas: nenhuma amazona pode dar um pulo sequer que para no ar. Esses momentos são incontáveis, de bonitos tornam-se logo banais e repetitivos e, curiosamente, só dão um descanso justamente no combate final.

Felizmente, a construção da personagem é que é o motor do filme: quando ela destrói uma torre para parar um atirador alemão que ataca seu grupo e surge depois lá em cima, é difícil não ver que ali está a Mulher-Maravilha. Em termos de DC no cinema, ultimamente, isso já é muita coisa.

Mulher-Maravilha. Wonder Woman. Estados Unidos, 2017. Direção: Patty Jenkins. Roteiro: Allan Heinberg, baseado em história de Heinberg, Zack Snyder e Jason Fuchs. Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, Elena Anaya, David Thewlis, Saïd Taghmaoui, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lucy Davis, Lilly Aspell.

Coluna Cinemascope (#20). Correio da Paraíba, 1/2/2017

Saltimbancos Trapalhoes - Rumo a Hollywood - 01

Sumiram com os Saltimbancos

por Renato Félix

Faz alguns anos que Renato Aragão não aparece semanalmente em um programa na TV aberta. E só pode ser essa a razão (imediatista e rasa) para que as companhias exibidoras tenham simplesmente desprezado a volta do trapalhão aos cinemas, com Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood.

O filme não chegou a entrar em cartaz nas quatro sessões em nenhuma sala paraibana: teve duas numa sala do Cinespaço MAG, outras duas em uma sala do Cinépolis Manaíra e só duas também nos Cinesercla do Tambiá Shopping e do Partage Shopping, este em Campina. No Cinépolis Mangabeira, nem passou.

E olhe que, além de ser estrelado por Renato Aragão e Dedé Santana, trata-se de uma nova versão de um de seus maiores sucessos, que levou 5 milhões de pessoas aos cinemas em 1981/ 1982. E fez grande sucesso recente como musical de teatro, de onde esta nova versão foi adaptada. Na trilha, as mesmas canções de Chico Buarque que são cantadas até hoje por adultos e crianças.

Hoje, o filme não pode ser visto em João Pessoa: esta semana, passou apenas sábado e domingo. Na Paraíba, está sendo exibido apenas em Remígio. Provavelmente estará fora da programação já amanhã. E podia ser pior: soube que em Porto Alegre nem chegou a passar.

Minha infância foi pegando longas filas, dobrando o quarteirão, para ver o novo filme dos Trapalhões no cinema. Ok, os tempos são outros, mas a verdade é que o filme nem foi testado: os cinemas trataram de matar sua carreira no nascedouro.

Enquanto isso, filmes com youtubers estreiam com pompa e circunstância, ocupando várias salas. Não dá para não ter uma ponta de tristeza com as opções que nossos exibidores tomam.

FOTO: Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood (2016)

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Coluna Cinemascope (#19). Correio da Paraíba, 25/1/2017

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O contexto ‘La La Land’

por Renato Félix

Na última vez que olhei, La La Land – Cantando Estações era o 27º filme de melhor média entre os usuários do IMDb. O 27º entre todos os filmes de todos os tempos.  Mesma média de O Silêncio dos Inocentes (1991), A Felicidade Não Se Compra (1946), Cidade de Deus (2002), Guerra nas Estrelas (1977) e Os Sete Samurais (1954).

No começo do mês, se tornou recordista isolado do Globo de Ouro, com sete prêmios. Ontem, se tornou recordista de indicações ao Oscar: 14 (empatado com A Malvada, 1950, e Titanic, 1997). No Rotten Tomatoes, que faz um levantamento das críticas nos EUA, são 93% de críticas positivas (283 favoráveis, 22 desfavoráveis).

É para tanto? É uma delícia de filme, sim, talvez até um cinco estrelas, mas essa aceitação já é algo para ser analisado além da qualidade do filme em si.

É esse mundo conservador-baixo astral, com reacionários dando cria como gremlins de banho tomado, que está nos fazendo necessitar que o cinema nos eleve – e La La Land é o filme certo na hora certa? É uma boa aposta. O escapismo (e o musical, em particular) foi ao auge na Grande Depressão americana. E a vitória de i no Oscar não tinha tudo a ver com o baixo-astral pós-Nixon, Watergate e Vietnã?

A isso pode contribuir o deserto de musicais no cinema. Certo, um ou outro aparecem, mas não no estilo da Hollywood clássica, tipo anos 1940/ 1950, aqueles com Fred Astaire, Gene Kelly, Judy Garland. Quando um filme abraçou o estilo com tanta disposição, sinceridade e sem cinismo, ele se tornou um representante daquele cinema maravilhoso, todo concentrado em um filme só. E parte do público reencontrou e outra simplesmente descobriu esse prazer.

É o contexto possível para o fenômeno La La Land.

FOTO: La La Land – Cantando Estações (2016)

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“Moana – Um Mar de Aventuras” (2016)

4 – MOANA – UM MAR DE AVENTURAS

por Renato Félix

Em determinado momento de Moana – Um Mar de Aventuras, o semideus polinésio Maui a chama – com desdém – de princesa. “Não sou uma princesa”, ela retruca. “É a filha do chefe, é a mesma coisa”, rebate ele, e emenda: “Se usa um vestido e tem um bichinho de parceiro, é uma princesa”. A personagem-título de sua nova animação é mais uma tentativa da Disney de dar um passo à frente na modernização do conceito de “princesa”, um patrimônio cultural e de marketing do estúdio desde Branca de Neve, em 1937.

Moana não é uma princesa decorativa: é treinada para um dia governar. Desafia o pai o tempo todo no seu contrasenso de comandar um povo da Polinésia e ter medo do mar. Um dia, o destino faz a menina navegar como seus antepassados para encontrar Maui e reverter uma maldição que chega à sua ilha.

Se em A Princesa e o Sapo (2009), a princesa resiste ao romance por aspirações profissionais (mas se rende no decorrer do filme), se em Valente (2012) a princesa rejeitava seus pretendentes, e se em Frozen (2013) o príncipe se revelava o vilão (e o verdadeiro interesse amoroso estava em segundo plano), nesta progressão agora não há qualquer sinal de príncipe encantado à vista. A relação entre Moana e Maui está mais para irmão mais velho/ irmã caçula.

Mas mesmo com esse esforço de modernização, em termos de narrativa ainda é difícil não relacionar motivações e parte da jornada de Moana às de outras princesas Disney, como Ariel, de A Pequena Sereia (1989, dos mesmos diretores John Musker e Ron Clements) ou Belle, de A Bela e a Fera (1991).

Como Ariel, Moana tem curiosidade pelo mundo além das fronteiras do seu, mas é tolhida pelo pai. As duas possuem, ainda no primeiro terço de seus filmes, uma canção de “eu anseio por mais”, assim como outras princesas Disney. Foi “Part of your world” para Ariel em A Pequena Sereia, “Almost there” para Tiana em A Princesa e o Sapo (outro Musker-Clements), “When will my life begin?” para Rapunzel em Enrolados (2010), e é “How far I’ll go” em Moana.

É uma bela canção (que está indicada ao Oscar) de uma bela trilha, que reflete um cuidado da produção ao trabalhar com a cultura local. As canções ficaram a cargo de uma parceria entre o letrista novaiorquino Lin-Manuel Miranda e o músico Opetaia Foa’i. Dos números musicais, o melhor é “You’re welcome”, em que Maui (Dwayne Johnson no original; o cantor de musical Saulo Vasconcellos, na versão brasileira) bravateia seu heroísmo, com ótimos recursos visuais.

O visual arrebatador é um dos pontos em que Musker e Clements mostram a competência de sempre. Assim como no carisma dos personagens e um humor que sobrevive a certos atalhos fáceis e desnecessários do roteiro, como os bichinhos que não contribuem em nada para a trama (apesar de o galo burro ser ocasionalmente engraçado). Ou como o mar “vivo” que ajuda a heroína, que sempre parece um recurso forçado (embora também tenha ocasionalmente sua graça).

Aliás, a relação de Moana com o mar podia ser mais próxima na introdução da história. Embora ela seja naturalmente atraída por ele e, além disso, seja “a escolhida” desde bebê para reverter a maldição, não há nenhuma cena da garota em intimidade com o mar, mesmo morando em uma aldeia à beira-mar. Nem um simples mergulho.

No fim, Musker e Clements, oriundos das animações feitas à mão, fazem uma estreia muito boa na animação digital. É uma pena, somente, que isso signifique mais uma pá de cal nos longas feitos à mão, que renderam vários dos melhores exemplares do gênero. O último longa para o cinema a sair da própria Disney foi justamente A Princesa e o Sapo, já há seis anos.

Moana – Um Mar de Aventuras. Moana. Estados Unidos, 2016. Direção: John Musker, Ron Clements. Vozes na dublagem original: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House. Vozes na dublagem brasileira: Any Gabrielly, Saulo Vasconcelos, Saulo Javan, Mariana Elisabetsky. No cinema (Cinespaço MAG). Revisão.

06.09 - Estreias

Há três estreias esta semana, dos quais Invocação do Mal 2 parece ser o de maior prestígio. O primeiro Truque de Mestre, sinceramente, acho bem fraco para me empolgar com esse segundo. E Katherine Heigl não inspira a menor confiança. A maior atração da semana, sem dúvida, é o Festival Varilux de Cinema Francês, com 15 filmes ainda inéditos do circuito brasileiro, mais o clássico Um Homem, uma Mulher.

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– TRUQUE DE MESTRE – O 2º ATO (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– CASAMENTO DE VERDADE (Cinespaço MAG 1 [2D leg])

Pré-estreia em JP:
– COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg], Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub]), apenas quinta a domingo
– AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub], Cinesercla Tambiá [3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub]), diariamente

Especial:
– FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS (Cinespaço MAG [2D leg]), diariamente

Até quarta em JP:
– CAPITÃO AMÉRICA – GUERRA CIVIL (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ANGRY BIRDS – O FILME (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub}

Continuam em JP:
– JOGO DO DINHEIRO (Cinespaço MAG [2D leg]
– X-MEN – APOCALIPSE (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira (2D dub]).
– DE AMOR E TREVAS (Cine Bangüê [2D leg]), apenas sábado e domingo
– SUÍTE FRANCESA (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (Cine Bangüê [2D leg]), apenas sábado
– MAIS FORTE QUE BOMBAS (Cine Bangüê [2D leg]), apenas quinta
– WARCRAFT – O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS (Cinépolis Manaíra [2D leg, 3D leg, 2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub]
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg], Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– O CIÚME (Cine Bangüê [2D leg]), apenas domingo
– EXILADOS DO VULCÃO (Cine Bangüê [2D leg]), apenas quinta
– UMA LOUCURA DE MULHER (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– PEPPA PIG – AS BOTAS DE OURO E OUTRAS HISTÓRIAS (Cinépolis Manaíra [2D dub]), apenas sábado e domingo

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 [2D dub]
– TRUQUE DE MESTRE – O 2º ATO [2D dub]

Pré-estreia em CG:
– COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ [2D dub], apenas quinta a domingo
– AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS [3D dub], diariamente

Só até quarta em CG:
– CAPITÃO AMÉRICA – GUERRA CIVIL (Cinesercla Partage [2D dub])
– ANGRY BIRDS – O FILME (Cinesercla Partage [2D dub]

Continuam em CG:
– X-MEN – APOCALIPSE [2D dub]
– WARCRAFT – O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS [2D dub].
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO [3D leg, 3D dub)
– UMA LOUCURA DE MULHER [2D em port]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 [2D dub]

Pré-estreia em Patos:
– AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS [3D dub], diariamente

Só até quarta em Patos:
– ANGRY BIRDS – O FILME (Cine Guedes [2D dub])

Continuam em Patos:
– X-MEN – APOCALIPSE (Cine Guedes [3D dub])
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO (Cine Guedes [3D dub])

 

REMÍGIO (Cine RT)

Entra quinta em Remígio:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 [2D dub]
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO [2D dub])

Só até quarta em Remígio:
– X-MEN – APOCALIPSE (Cine RT [2D dub])

Continuam em Remígio:
– WARCRAFT – O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS [2D dub]

 

O QUE ESTREIA NO BRASIL, MAS NÃO AQUI?

A Despedida, filme brasileiro com Nelson Xavier e Juliana Paes; o francês A Odisseia de Alice; Os Sonhos de um Sonhador – A História de Frank Aguiar, de título autoexplicativo; Vampiro 40 Graus, com Fausto Fawcett (!)

Batman V. Superman: Dawn Of Justice

Batman vs. Superman – A Origem da Justiça, o primeiro encontro no cinema dos  dois principais super-heróis dos quadrinhos, é um filme cheio e vazio ao mesmo tempo.  É soterrado por referências a histórias clássicas dos personagens, mas faltou uma história que as ligasse bem. É repleto de ideias de tramas, mas não consegue desenvolver razoavelmente bem uma sequer.

Com Zack Snyder novamente na direção, os personagens da DC Comics voltam a sofrer com a mão pesada do diretor (como O Homem de Aço já havia sofrido em 2013). Dedicado a imprimir um visual de impacto, Snyder é muito pobre de narrativa – suas câmeras lentas em excesso e gratuitas já viraram uma marca do diretor, mas uma marca negativa.

Criatividade também não é o seu forte: ele tem fervor em copiar grandes momentos dos gibis, mas não em transformá-los em grandes momentos cinematográficos. Basicamente, fica na xerox. Aqui, há citações de Batman, o Cavaleiro das TrevasCrise nas Infinitas TerrasA Morte do Super-Homem e outras, mas parecem espalhadas a esmo.

Várias só farão sentido lá na frente, nos próximos filmes e se revelam incompreensíveis para quem não é íntimo do material original nos quadrinhos. E um pouco disso também vale para as cenas brevíssimas em que aparecem outros heróis (Flash, Ciborgue e Aquaman), algo tão gratuito que, se retirado do filme, não faria a menor falta.

E quando Snyder inventa, se sai ainda pior. O exemplo mais claro aqui é o Lex Luthor vivido por Jesse Eisenberg, uma “atualização” que o transformou em um sub-Mark Zuckerberg (que Eisenberg interpretou em A Rede Social, vocês sabem).

Atualização, aliás, em termos. Depois de leitores de HQ chatos reclamarem por anos a fio do Luthor cômico de Gene Hackman nos filmes do Super-Homem dos anos 1970/ 1980, e de sua releitura por Kevin Spacey em Superman – O Retorno, este filme traz um… Luthor engraçado? Ainda não deu para entender qual a intenção do filme com isso.

O filme não é uma perda total. Há um ou outro momento interessante, ou, como está no começo do texto, premissas boas mal desenvolvidas. O conflito central entre Batman e Superman é pífio. A explicação não convence e a luta em si menos ainda, acontecendo por um motivo tolo e podendo ser evitada por uma frase banal.

Sem falar na já famosa resolução do conflito, uma originalmente boa sacada totalmente desperdiçada por falta de um roteiro minimamente inteligente: uma palavra dita de maneira incrivelmente forçada resolve o assunto e muda o status de “ameaça à humanidade” para “amigo”. Acabou virando piada (e com justiça, é uma cena péssima). Essa pressa está presente em muitos momentos, e pode refletir o excesso de ideias (e seu mal aproveitamento). O desfecho do filme, por exemplo, usa uma carta grande como uma ejaculação precoce.

Curiosamente, a vontade de ser épico o leva a uma contradição: mesmo com a pressa, a edição não sabe como terminar o filme, com alguns incômodos “falsos finais” até a verdadeira cena final.

Em termos de representação dos personagens, o Super-Homem é um caso perdido. O que foi feito em O Homem de Aço se reflete da pior maneira aqui: um personagem apático o tempo inteiro. O Batman de Ben Affleck é decente, e chega a ter alguns momentos muito bons, mas equilibrado com outros totalmente sem brilho (sem falar que é enrolado com muita facilidade e seus motivos para rivalizar com o Super-Homem são muito frágeis). A Mulher-Maravilha é um dos bons momentos do filme – Gal Gadot convence, talvez porque apareça pouco, e dá esperanças para seu filme solo.

Batman vs. Superman insiste em querer ser “sério”, mas só consegue ser sisudo e baixo astral. É preciso lembrar que não há de errado em um filme de super-heróis querer ser sério. Nem leve. Há excelentes exemplares de um lado (Batman, o Cavaleiro das TrevasCapitão América – O Soldado Invernal) e de outro (Homem de FerroOs Vingadores – The Avengers). Mas de um lado ou de outro há que se contar uma boa história. E isso Batman vs. Superman – A Origem da Justiça não faz.

Batman vs. Superman – A Origem da Justiça. Batman v. Superman – Dawn of Justice. Estados Unidos, 2016. Direção: Zack Snyder. Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Holly HUnter, Gal Gadot, Michael Shannon, Ezra Miller, Jason Momoa.

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Spotlight

Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Brian d’Arcy James, Michael Keaton e John Slattery

por Renato Félix

Muitas vezes as pessoas parecem esperar que um grande filme seja sempre inventivo na sua forma ou grandioso na sua emoção. Mas, na verdade, a grandeza pode estar na sabedoria de adequar sua narrativa ao que o seu conteúdo precisa. É por aí que vai Spotlight – Segredos Revelados, filme que concorre a seis Oscars, incluindo melhor filme.

O diretor Tom McCarthy prefere não inventar muito e dedicar toda a atenção à colocar sua trama no foco principal: o grupo de repórteres do Boston Globe que, no começo dos anos 2000, investiga os recorrentes casos de abusos de crianças por parte de padres, mas principalmente as ações que a Igreja Católica tomou para abafar os escândalos.

O “Spotlight” do título é o nome desse grupo, uma unidade praticamente independente dentro da redação do Globe. Com liberdade e sobretudo tempo para escarafunchar documentos, arquivos e interrogar todas as fontes de que precisam, os personagens de Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams e Brian d’Arcy James vão se surpreendendo com algo que achavam ser alguns episódios isolados.

Um elenco muito bem ajustado, com Mark Ruffalo construindo cuidadosamente um tipo e destaques também para Liev Schreiber e Michael Keaton. Rachel McAdams não está mal, mas sua indicação para o Oscar demonstra, na verdade mais a força do próprio filme com a Academia do que a da sua interpretação isoladamente.

Sóbrio, Spotlight vai driblando a tentação do dramalhão, que surge a cada bater de porta no filme. Embora a natural comparação seja com Todos os Homens do Presidente (1976), o filme (os dois filmes, na verdade) lembra um pouco os trabalhos de Howard Hawks, nos quais o principal motor é que os profissionais devem fazer aquilo que devem fazer.

Há uma diferença importante também: Todos os Homens do Presidente lidava com a corrupção política, algo que não passa nem perto do melodrama; Spotlight lida com um assunto muito mais propenso às lágrimas e personagens perdendo o controle.

McCarthy (que é co-autor da história de Up – Altas Aventuras), pelo jeito, sabe que a história que conta já tem impacto suficiente – horror mesmo – para chocar qualquer um e abdicou de dourar a pílula. É também um elogio ao trabalho duro e de formiguinha do bom jornalismo impresso.

Sem borda - 04 estrelas

Spotlight – Segredos Revelados. Spotlight. EUA, 2015. Direção: Tom McCarthy. Elenco: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, Brian d’Arcy James, Stanley Tucci, John Slattery, Billy Crudup.

Regresso-14

por Renato Félix

Pode-se dizer qualquer coisa do mexicano Alejandro González Iñarritu, menos que ele é um diretor acomodado.Desde Amores Brutos (2000), ele sempre foi pautado pela busca em realizar filmes únicos, singulares. Às vezes fica só na pretensão, como em Babel (2006). Mas parece ter achado o ponto, com grandes acertos em seus dois últimos filmes. Ano passado, Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância (2014) ganhou o Oscar de melhor filme. Agora é O Regresso (2015) que vai tentar repetir o prêmio – e é um filme ainda melhor que Birdman.

Iñarritu parte da história real do caçador e explorador Hugh Glass que, em 1823, é brutalmente atacado por um urso, deixado para trás à beira da morte pelos companheiros (principalmente Fitzgerald,  o personagem de Tom Hardy, ótimo), sem suprimentos ou armas, mas sobrevive e atravessa o rigoroso inverno em um longa jornada busca de vingança. Uma história sobre obstinação que já parece inacreditável por si só. Até já havia rendido um filme: Fúria Selvagem (1971), com Richard Harris.

Aqui, o papel é de Leonardo DiCaprio, que dá tudo de si no personagem e mais uma vez entrega um admirável trabalho. Sua atuação foi acrescida de uma série de desafios na composição de Glass – de comer o fígado cru de um bisão sendo vegetariano a aprender a falar duas línguas indígenas, a fazer uma fogueira e técnicas de cura ancestrais. O resultado de seu trabalho está à altura da grandeza do filme, compondo perfeitamente com o que está ao seu redor, sem precisar brigar para não ser sufocado pela produção.

Já são famosas as opções de Iñarritu e do diretor de fotografia (também mexicano) Emmanuel Lubezki de filmar em temperaturas abaixo de zero e de usar só luz natural, o que limitou o tempo de filmagem a algumas horas por dia. A questão é: valeu a pena?

A primeira imagem na floresta já responde. A fotografia é um espanto, meio difusa, mas de longo alcance, valorizada pelos movimentos de câmera intricados e planos-sequência vertiginosos, que certamente não facilitaram nada o trabalho geral. Lubezki deve ganhar seu terceiro Oscar seguido (já levou por Gravidade e Birdman; se vencer de novo, ele será o único diretor de fotografia a conseguir esse tricampeonato na história do prêmio).

Essa combinação evoca Terence Malick e Andrei Tarkovsky, certamente com menos profundidade existencial, mas com uma narrativa mais precisa, firme e contundente. Vale destacar a trilha de Ryuichi Sakamoto, que contribui para a construção de um trabalho em diversos momentos hipnótico. Com ela, esta jornada violenta do homem contra a natureza se torna algo que namora o sublime.

Sem borda - 05 estrelas

O Regresso. The Revenant. Estados Unidos, 2015. Direção: Alejandro González Iñarritu. Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson. 

Bangue_foto Rafael Passos

Foto de Rafael Passos do novo Bangüê por dentro: ainda faltava a tela, não falta mais

por Renato Félix

Em 1992, 1993, por aí, eu ia ao Cine Bangüê uma vez por semana, praticamente sem saber nada sobre o filme em cartaz. Aqui em João Pessoa, ele era a balsa de uma cinema off-Hollywood em anos onde só haviam três cinemas (de rua) na cidade: o Municipal, o Plaza (já rendido aos filmes pornô) e o Tambaú.

Naqueles dias eu estava começando na universidade e frequentava a Gibiteca Henfil, no Espaço Cultural. Eram meu primeiros anos como cinéfilo, descobrindo o que a história do cinema me reservava. Essa combinação deve ter me feito descobrir a existência do cinema do Espaço Cultural (não me lembro como foi).

Ainda por cima, era baratinho. E, para quem está achando que eram só filmes indecifráveis, no fim de semana à tarde havia uma programação de cinema infantil que me fez assistir a Bambi (1942) e Cinderela (1950) no cinema e rever A Pequena Sereia (1989). E foi no Bangüê que assisti a filmes como Cinema Paradiso (1988) e The Commitments (1991).

Meus amigos Ulisses Xavier e Heleno Bernardo foram diretores lá, cuidando da programação. Um novo Bangüê será inaugurado daqui a pouco, o que me traz à memória algumas histórias vividas lá.

Como a sessão de Dogma, de Kevun Smith. Dizia-se que a esposa de Luciano Wanderley não permitiria que aquele filme que tirava sarro de ícones do Cristianismo fosse exibido nos cinemas dele (i.e. os outros três da cidade). Sugeri a alguém (me lembro assim) que o Bangüê devia aproveitar e passar.

Resultado: sessão lotada, a maior fila que vi para entrar naquele cinema de uns 600 lugares. Meu amigo João Carlos Beltrão dizia que eram os fãs querendo ver Alçanis Morissette interpretando Deus.

Houve um tempo em que foi criada uma comissão de convidados para elaborar a programação. Me lembro de perturbar uma amiga que integrava esse time dizendo que Casablanca havia sido relançado no Brasil em cópia nova e que o Bangüê tinha que trazer o filme.

E trouxe mesmo. Cinema cheio pra ver Rick e Ilsa em tela grande.

Depois fiz parte de uma nova turma de consultores e foi a época em que outros clássicos passaram lá: Noites de CabíriaBonequinha de Luxo entre eles. Uma maravilha.

Mas o Bangüê acabou arrefecendo. Era um cinema grande demais pata um público, em geral, mínimo. Fazia um frio de lascar.Houve algumas tentativas de retomada que não vingaram.

Em uma dessas vezes, o filme que reabriu o Bangüê foi Dogville, que havia sido solenemente ignorado pelo circuitão local, que já tinha se mudado para os shoppings. Outra dessas retomadas foi com a folclórica sessão de A Festa da Menina Morta na qual, diz-se, cenas fortes não agradaram muito as autoridades presentes.

Isso teria abreviado a nova vida do cinema na ocasião. Não sei. Mas sei que o insolúvel problema de som da sala era um obstáculo que parecia intransponível. Não havia reforma do sistema de som ou visita de especialista da Dolby que desse jeito.

Dependendo do lugar em que sentássemos, ouvíamos mais ou menos bem ou não ouvíamos nada. Me lembro de uma sessão de Edifício Master em que fui embora por não entender absolutamente nada do que era dito. Considerando que é um documentário com uma série de entrevistas, imagina o problema.

Hoje, neste momento, um novo Bangüê (ainda com trema, como está no letreiro) está sendo inaugurado. Muitos anos depois da promessa de que uma nova sala, menor, seria construída – aliás, desculpa que foi dada para a demolição da pista de skate do Espaço Cultural, que muita gente não perdoa até hoje.

Enfim, um novo Bangüê. Menor, antenado às novas tecnologias e, esperamos, com um bom som. Que alie as necessidades de espaço exibidor do efervescente cinema paraibano com uma programação integrada ao circuitão que nos dê o que não costumamos ter.

Já avançamos bastante nesse aspecto. O Cinespaço do MAG dá algum espaço ao cinema off-Hollywood (poderia ser mais). O Cinépolis do Manaíra abriu uma sessão de cinema de arte bem interessante (poderiam ser mais sessões). O Bangüê tem que ser, por vocação, um passo além desses dois.

A estreia com ares de blockbuster de Os Dez Mandamentos – O Filme não reduziu o número de estreias por aqui: são seis esta semana. É verdade que as mais interessantes estão confinadas em uma solitária sala sem direito nem mesmo às quatro sessões tradicionais: Spotlight e Trumbo foram escanteados para as salas VIP do Cinépolis Manaíra e com apenas duas sessões cada.

O que estamos perdendo (Filmes que estreiam hoje no Brasil, mas não na Paraíba): Anomalisa, a animação de Charlie Kaufman indicada ao Oscar; o japonês Nossa Irmã Mais NovaO Presidente, da Geórgia; Suíte Francesa, com Michelle Williams e Kristin Scott Thomas.

Agora, o que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande e Patos):

01.28 - Estreias

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘TRUMBO – LISTA NEGRA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘SABOR DA VIDA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port]; Cinépolis Mangabeira [2D em port])
– ‘PAI EM DOSE DUPLA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– ‘CAÇADORES DE EMOÇÃO – ALÉM DO LIMITE’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D leg, 2D dub])

Especial em JP:
– ‘A FLAUTA MÁGICA’ (Cinespaço MAG [2D leg]), festival Ópera na Tela, apenas terça

Só até quarta em JP:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub])
– ‘OS OITO ODIADOS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘CAROL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘BOI NEON’ (Cinespaço MAG [2D em port])
– ‘VAI QUE DÁ CERTO 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘TERRA DE MARIA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])

Continuam em JP:
– ‘A GRANDE APOSTA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘JOY, O NOME DO SUCESSO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘CREED, NASCIDO PARA LUTAR’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘SNOOPY & CHARLIE BROWN –PEANUTS, O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– ‘O BOM DINOSSAURO’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– ‘REZA A LENDA’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘A 5ª ONDA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D leg, 2D dub])
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ (Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3’ (Cinépolis Manaíra [2D em port])

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME’ [2D em port]
– ‘PAI EM DOSE DUPLA’ [2D dub]

Só até quarta em CG:
– ‘CREED, NASCIDO PARA LUTAR’ [2D dub]
– ‘VAI QUE DÁ CERTO 2’ [2D em port]
– ‘ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3’ [2D em port]

Continuam em CG:
– ‘SNOOPY & CHARLIE BROWN – PEANUTS, O FILME’ [3D dub]
– ‘O BOM DINOSSAURO’ [2D dub]
– ‘REZA A LENDA’ [2D em port]
– ‘A 5ª ONDA’ [2D dub]
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ [2D dub]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– ‘OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME’ [2D em port]
– ‘PAI EM DOSE DUPLA’ [2D dub]

Só até quarta em Patos:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ [3D dub]
– ‘VAI QUE DÁ CERTO 2’ [2D em port]
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ [2D dub]

Continua em Patos:
– ‘O BOM DINOSSAURO’ [3D dub]

 

 

 

REMÍGIO (Cine RT)

O Cine RT está em manutenção

Depois de um fim de semana de estreia como poucos, com cinco filmes interessantes, o circuito paraibano pisa um pouco no freio. Um indicado ao Oscar de melhor atriz, um filme de ação no Nordeste (com dois atores paraibanos) e uma ficção científica adolescente. E só.

Estreia no Brasil amanhã, mas não aqui: Cinco Graças (o francês indicado ao Oscar de filme de língua não inglesa), O Novíssimo Testamento (francês, indicado ao Globo de Ouro de filme de língua não inglesa), o polonês Body, a comédia Irmãs (com Tina Fey e Amy Poehler), o documentário-ensaio americano Coração de Cachorro e  o brasileiro Invasores.

Agora, o que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa e Campina Grande):

01.21 - Estreias

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘JOY, O NOME DO SUCESSO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘REZA A LENDA’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port]; Cinépolis Mangabeira [2D em port])
– ‘A 5ª ONDA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D leg, 2D dub])

Pré-estreia em JP:
– ‘SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]), apenas sábado e domingo
– ‘PAI EM DOSE DUPLA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub]), diariamente

Especial em JP:
– ‘RIGOLETTO’ (Cinespaço MAG [2D leg]), festival Ópera na Tela, apenas terça

Só até quarta em JP:
– ‘CHICO, ARTISTA BRASILEIRO’ (Cinespaço MAG [2D em port])

Continuam em JP:
– ‘A GRANDE APOSTA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘CAROL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘SNOOPY & CHARLIE BROWN – THE PEANUTS MOVIE’ (Cinépolis Manaíra [3D dub]; Cinespaço MAG [3D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– ‘OS OITO ODIADOS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub])
– ‘BOI NEON’ (Cinespaço MAG [2D em port])
– ‘CREED, NASCIDO PARA LUTAR’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D leg, 2D dub])
– ‘O BOM DINOSSAURO’ (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– ‘VAI QUE DÁ CERTO 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘TERRA DE MARIA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘REZA A LENDA’ [2D em port]
– ‘A 5ª ONDA’ [2D dub]

Pré-estreia em CG:
– ‘PAI EM DOSE DUPLA’ [2D dub], diariamente

Só até quarta em CG:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ [3D dub]
– ‘OS OITO ODIADOS’ [2D dub]

Continuam em CG:
– ‘SNOOPY & CHARLIE BROWN – THE PEANUTS MOVIE’ [3D dub]
– ‘CREED, NASCIDO PARA LUTAR’ [2D dub]
– ‘O BOM DINOSSAURO’ [3D dub]
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ [2D dub]
– ‘VAI QUE DÁ CERTO 2’ [2D em port]
– ‘ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3’ [2D em port]

PATOS (Cine Guedes)

Não enviou a programação até esta publicação

REMÍGIO (Cine RT)

O Cine RT permanece em manutenção

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande e Patos).

01.14 - Estreias

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘SNOOPY & CHARLIE BROWN – THE PEANUTS MOVIE’ (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [3D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– ‘CAROL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘A GRANDE APOSTA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘BOI NEON’ (Cinespaço MAG [2D em port])
– ‘CREED, NASCIDO PARA LUTAR’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D leg, 2D dub])

Especial em JP:
– ‘RIGOLETTO’ (Cinespaço MAG [2D leg]), festival Ópera na Tela, apenas terça

Só até quarta em JP:
– ‘QUARTO DE GUERRA’ (Cinépolis Manaíra [2D dub])

Continuam em JP:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D leg, 3D dub])
– ‘CHICO, ARTISTA BRASILEIRO’ (Cinespaço MAG [2D em port])
– ‘OS OITO ODIADOS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D leg, 2D dub])
– ‘O BOM DINOSSAURO’ (Cinépolis Manaíra [3D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– ‘VAI QUE DÁ CERTO 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port]; Cinépolis Mangabeira [2D em port])
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– ‘ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinespaço MAG [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port]; Cinépolis Mangabeira [2D em port])
– ‘TERRA DE MARIA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘SNOOPY & CHARLIE BROWN – THE PEANUTS MOVIE’ [3D dub]
– ‘CREED, NASCIDO PARA LUTAR’ [2D dub]

Continuam em CG:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ [3D dub]
– ‘OS OITO ODIADOS’ [2D dub]
– ‘O BOM DINOSSAURO’ [2D dub, 3D dub]
– ‘VAI QUE DÁ CERTO 2’ [2D em port]
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ [2D dub]
– ‘ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3’ [2D em port]

 

PATOS

O Cine Guedes não enviou a programação até esta publicação.

 

REMÍGIO

O Cine RT está em manutenção.

Daisy Riodley, John Boyega (e BB8): filme confia (e faz bem em confiar) nos novos personagens

Daisy Ridley, John Boyega (e BB8): filme confia (e faz bem em confiar) nos novos personagens

Estrelas-04 e meia juntas-site

Nostalgia com um pé no futuro

Renato Félix

Os fãs puderam, enfim, relaxar (ou ficar ainda mais animados): Star Wars – O Despertar da Força é um legítimo seguidor da trilogia original da série Guerra nas Estrelas e não guarda qualquer maior relação estética com a trilogia-prelúdio. É uma realização impressionante nesse ponto: 32 anos após O Retorno de Jedi (1983), chega a ser estranho assistir algo inédito e que soa ao mesmo tempo tão familiar.

Aos não-fãs (e até aos desconfiados e maltratados por terem se iniciado na série pela trilogia-prelúdio), vale a aposta de ir ao cinema: Star Wars – O Despertar da Força é pautado em novos personagens que encaram a história original como uma lenda, algo de que apenas ouviram falar. É com isso que o filme dialoga muito bem com quem só conhece a série de ouvir o papo dos amigos que a curtem ou das zilhões de referências que aparecem por aí o tempo todo, de comerciais de TV a pegadinhas do Programa Silvio Santos.

O Despertar da Força é um grande acerto também em diversos outros aspectos. J.J. Abrams parece ter nascido para comandar esse projeto. Ele próprio já tinha feito os dois Star Trek que dirigiu soarem mais como Guerra nas Estrelas do que como a série original Jornada nas Estrelas. Se George Lucas achava que tinha limitações tecnológicas quando produziu a trilogia original (1977-83) e que não as tinha mais quando produziu, escreveu e dirigiu a trilogia-prelúdio (1999-2005), se refestelando mais do que devia nos efeitos digitais, Abrams compreende que as “limitações” dos anos 1970 e 1980 sempre foram, de fato, uma vantagem.

Assim, o novo filme minimiza os efeitos digitais em prol do uso de maquetes e efeitos realizados no set sempre que possível.  Foi uma opção que fez diferença e valeu a pena. Com isso, o novo Star Wars retorna a um futuro “velho”, meio sucateado, nos confins da galáxia e que parece mais real.

Outro acerto é o investimento na construção de novos personagens muito bons. Tanto a catadora de lixo Rey (Daisy Ridley) quanto o stormtrooper desertor Finn (John Boyega) e o novo vilão, Kylo Ren (Adam Driver), são complexos e funcionam muito bem. São mais complexos, na verdade, que os protagonistas da trilogia original, que sempre foram bastante arquetípicos. Mesmo Leia (Carrie Fisher), que renegava o estereótipo da princesa a ser salva, mas acabava sendo arquetípica para o outro lado.

O filme confia nesses personagens, nessa nova geração. Quando Han Solo entra em cena, O Despertar da Força já começou há algum tempo e, sem perceber, o espectador está acompanhando apenas personagens novos, com grandes possibilidades de estar totalmente envolvido pela trama e sem dar pela falta dos medalhões até então. Mas os astros vêm e o filme dá a cada um uma entrada solene em cena.

Abrams teve a nobreza e esperteza de convocar Lawrence Kasdan para acompanhá-lo no roteiro. Roteirista do melhor filme da série, O Império Contra-Ataca (1980), ele certamente também fez diferença. O filme entrega e sonega informação ao espectador com muita destreza. Constrói uma bela aventura sem se preocupar em ser explicadinho, leva a atenção do espectador para onde quer e, no fim, boa parte dos personagens continua com histórias não reveladas, guardadas para os próximos episódios.

Como não se trata de Lost, Abrams não terá infindáveis episódios para criar mistérios e, depois, não saber como resolvê-los. O que ele fez é colocar as pulgas nas orelhas dos espectadores, que passaram a especular o que este ou aquele personagem representa. E manter um pouco da aura de mistério que foi parte importante da divulgação de O Despertar da Força.

O principal deles era a respeito da maneira como seria a participação de Mark Hamill como Luke Skywalker. Não por acaso, a primeira frase do letreiro incial é “Luke Skywalker está desaparecido”. Boa parte da trama deste sétimo episódio gira em torno da busca por ele, o último jedi. A Primeira Ordem (o que restou do Império) e a Resistência (liderada pela ex-princesa e agora general Leia, vivida de novo por Carrie Fisher) querem encontrá-lo.

É a essa trama que os novos personagens são jogados depois de se conhecerem. Ao lado disso, muito da trama repete passos de Guerra nas Estrelas (1977; rebatizado desnecessariamente a partir de 1999 como Star Wars – Uma Nova Esperança) e O Retorno de Jedi (1983). Nisso, o filme aposta em um caminho mais fácil, de identificação imediata com os velhos fãs maltratados com a trilogia-prelúdio.

Mas há que considerar que o espírito original da série era esse mesmo: Guerra nas Estrelas revisitava os seriados de Flash Gordon dos anos 1930 (que passavam em episódios no cinema sempre com o “continua na próxima semana” no final), os filmes japoneses de samurais, os capa-e-espada e os faroestes clássicos. Nada mais natural, portanto, que o novo Star Wars remeter à sua própria versão de quase 40 anos antes.

O que importa é que a combinação disso com os novos personagens e as ligações entre eles funcionou bem demais. É um grande retorno, mas dando um significativo passo à frente.

Star Wars – O Despertar da Força. Star Wars – The Force Awakens. Estados Unidos, 2015. Direção: J.J. Abrams. Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Peter Mayhew, Gwendoline Christie, Anthony Daniels, Kenny Baker, Max von Sydow, Simon Pegg, Warwick Davis.

(ampliado do texto publicado no Correio da Paraíba, em 19/12/2015)

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande e Patos).

Star Wars - O Despertar da Força - cartaz

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 3D leg, 2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D leg, 2D dub, 3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D leg, 3D dub])

Pré-estreia em JP:
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ (Cinépolis Manaíra [2D dub], diariamente; Cinespaço MAG [2D dub], diariamente; Cinesercla Tambiá [2D dub], diariamente; Cinépolis Mangabeira [2D dub], diariamente)

Só até quarta em JP:
– ‘A VISITA’ (Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘HOTEL TRANSILVÂNIA 2’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘AWAKE – A VIDA DE YOGANANDA’ (Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘O PRESENTE’ (Cinesercla Tambiá [2D dub])

Continuam em JP:
– ‘DÍVIDA DE HONRA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘JOGOS VORAZES – A ESPERANÇA: O FINAL’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– ‘NO CORAÇÃO DO MAR’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– ‘OLHOS DA JUSTIÇA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]
– ‘PEGANDO FOGO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– ‘BEM CASADOS’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port]; Cinépolis Mangabeira [2D em port])
– ‘TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS’ (Cinépolis Manaíra [2D em port])
– ‘TERRA DE MARIA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘O REINO GELADO 2’ (Cinépolis Mangabeira [3D dub], apenas sábado e domingo)
– ‘QUARTO DE GUERRA’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– ‘O ÚLTIMO CAÇADOR DE BRUXAS’ (Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘VICTOR FRANKENSTEIN’ (Cinesercla Tambiá [2D dub])

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ [3D leg, 2D dub, 3D dub]

Pré-estreia em CG:
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ [2D dub], diariamente

Só até quarta em CG:
– ‘A VISITA’ [2D dub]
– ‘O PRESENTE’ [2D leg, 2D dub]
– ‘O REINO GELADO 2’ [2D dub]

Continuam em CG:
– ‘JOGOS VORAZES – A ESPERANÇA: O FINAL’ [2D dub]
– ‘NO CORAÇÃO DO MAR’ [2D dub]
– ‘BEM CASADOS’ [2D em port]
– ‘VICTOR FRANKENSTEIN’ [2D dub]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– ‘STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA’ [3D dub]

Pré-estreia em Patos:
– ‘ALVIN E OS ESQUILOS – NA ESTRADA’ [2D dub], diariamente

Só até quarta em Patos:
– ‘JOGOS VORAZES – A ESPERANÇA: O FINAL’ [3D dub]
– ‘NO CORAÇÃO DO MAR’ [3D dub]
– ‘O REINO GELADO 2’ [3D dub]

Continuam em Patos:
– ‘COMO SOBREVIVER A UM ATAQUE ZUMBI’ [2D dub]

 

 

 

 

REMÍGIO (Cine RT)

O cinema está em manutenção

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Remígio).

Estreias 10.29

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– ‘A DAMA DOURADA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘GRACE DE MÔNACO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], Cinespaço MAG [2D leg, 2D dub])
– ‘STRAIGHT OUTTA COMPTON – A HISTÓRIA DO N.W.A.’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘O ÚLTIMO CAÇADOR DE BRUXAS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub], Cinespaço MAG [2D dub], Cinesercla Tambiá [2D dub])

Pré-estreia em JP:
– ‘RUTH & ALEX’ (Cinespaço MAG [2D dub], apenas sábado)

Especial em JP:
– ‘FINAL DO MUNDIAL DE LEAGUE OF LEGENDS’ (Cinespaço MAG [2D leg], apenas sábado)

Só até quarta em JP:
– ‘A COLINA ESCARLATE’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘OPERAÇÕES ESPECIAIS’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘O VINHO PERFEITO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])

Continuam em JP:
– ‘PONTE DOS ESPIÕES’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘PERDIDO EM MARTE’ (Cinépolis Manaíra [3D leg])
– ‘NUMA ESCOLA DE HAVANA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘HOTEL TRANSILVÂNIA 2’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘PETER PAN’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub])
– ‘VAI QUE COLA – O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘S.O.S. – MULHERES AO MAR 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port], Cinespaço MAG [2D em port], Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘ATIVIDADE PARANORMAL – DIMENSÃO FANTASMA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub], Cinespaço MAG [2D leg], Cinesercla Tambiá [3D dub])
– ‘GOOSEBUMPS – MONSTROS E ARREPIOS’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub], Cinesercla Tambiá [2D dub])

 

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘O ÚLTIMO CAÇADOR DE BRUXAS’ [2D dub]

Só até quarta em CG:
– ‘OPERAÇÕES ESPECIAIS’ [2D em port]

Continuam em CG:
– ‘PONTE DOS ESPIÕES’ [2D dub]
– ‘HOTEL TRANSILVÂNIA 2’ [2D dub]
– ‘PETER PAN’ [3D dub]
– ‘VAI QUE COLA – O FILME’ [2D em port]
– ‘S.O.S. – MULHERES AO MAR 2’ [2D em port]
– ‘ATIVIDADE PARANORMAL – DIMENSÃO FANTASMA’ [3D dub]
– ‘GOOSEBUMPS – MONSTROS E ARREPIOS’ [2D dub]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– ‘O ÚLTIMO CAÇADOR DE BRUXAS’ [2D dub]

Só até quarta em Patos:
– ‘PETER PAN’ [2D dub]
– ‘HOTEL TRANSILVÂNIA 2’ [2D dub]

Continuam em Patos:
– ‘VAI QUE COLA – O FILME’ [2D em port]
– ‘ATIVIDADE PARANORMAL – DIMENSÃO FANTASMA’ [3D dub])

 

REMÍGIO (Cine RT)

 

Continuam em Remígio:
– ‘S.O.S. – MULHERES AO MAR 2’ [2D em port]

O que entra na quinta, o que fica até quarta e o que continua em cartaz nos cinemas paraibanos (João Pessoa, Campina Grande, Patos e Remígio).

Estreias 10.22

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:

– ‘PONTE DOS ESPIÕES’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘ATIVIDADE PARANORMAL – DIMENSÃO FANTASMA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub], Cinespaço MAG [3D leg, 3D dub], Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub])
– ‘GOOSEBUMPS – MONSTROS E ARREPIOS’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub], Cinespaço MAG [2D leg, 2D dub], Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘S.O.S. – MULHERES AO MAR 2’ (Cinépolis Manaíra [2D em port], Cinespaço MAG [2D em port], Cinesercla Tambiá [2D em port])

Especial em JP:
– ‘ED SHEERAN – JUMPERS FOR GOALPOSTS’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], apenas quinta)

Só até quarta em JP:
– ‘A TRAVESSIA’ (Cinépolis Manaíra [3D leg]; Cinespaço MAG [3D leg])
– ‘DE VOLTA PARA O FUTURO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], só quarta dia 21)
– ‘DE VOLTA PARA O FUTURO – PARTE II’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], só quarta dia 21)
– ‘DE VOLTA PARA O FUTURO – PARTE III’ (Cinépolis Manaíra [2D leg], só quarta dia 21)
– ‘UM AMOR A CADA ESQUINA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘UM SENHOR ESTAGIÁRIO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘MAZE RUNNER – PROVA DE FOGO’ (Cinépolis Manaíra [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘HORAS DE DESESPERO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinesercla Tambiá [2D dub])

Continuam em JP:
– ‘NUMA ESCOLA DE HAVANA’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– ‘PERDIDO EM MARTE’ (Cinépolis Manaíra [2D leg, 3D leg])
– ‘A COLINA ESCARLATE’ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg])
– ‘PETER PAN’ (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [3D dub])
– ‘HOTEL TRANSILVÂNIA 2’ (Cinépolis Manaíra [3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ‘VAI QUE COLA – O FILME’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘OPERAÇÕES ESPECIAIS’ (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– ‘O VINHO PERFEITO’ (Cinépolis Manaíra [2D leg])

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– ‘PONTE DOS ESPIÕES’ [2D dub]
– ‘ATIVIDADE PARANORMAL – DIMENSÃO FANTASMA’ [3D dub]
– ‘GOOSEBUMPS – MONSTROS E ARREPIOS’ [2D dub]
– ‘S.O.S. – MULHERES AO MAR 2’ [2D em port]

Só até quarta em CG:
– ‘PERDIDO EM MARTE’ [3D dub]
– ‘HORAS DE DESESPERO’ [2D dub]
– ‘MAZE RUNNER – PROVA DE FOGO’ [2D dub]

Continuam em CG:
– ‘PETER PAN’ [3D dub]
– ‘HOTEL TRANSILVÂNIA 2’ [2D dub]
– ‘VAI QUE COLA – O FILME’ [2D em port]
– ‘OPERAÇÕES ESPECIAIS’ [2D em port]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– ‘ATIVIDADE PARANORMAL – DIMENSÃO FANTASMA’ [3D dub])

Só até quarta em Patos:
– ‘PERDIDO EM MARTE’ [3D dub]

Continuam em Patos:
– ‘PETER PAN’ [2D dub]
– ‘HOTEL TRANSILVÂNIA 2’ [2D dub]
– ‘VAI QUE COLA – O FILME’ [2D em port]

 

REMÍGIO (Cine RT)

Entra quinta em Remígio:
– ‘S.O.S. – MULHERES AO MAR 2’ [2D em port]

Só até quarta em Remígio:
– ‘O PEQUENO PRÍNCIPE’ [2D dub]
– ‘CARROSSEL – O FILME’ [2D em port]

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