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Suzy Lopes comanda os saraus desde o início no Empório Café (foto: Bruno Vinelli)

Suzy Lopes comanda os saraus desde o início no Empório Café (foto: Bruno Vinelli)

Certamente ninguém diria que aquelas três moças que entraram no Empório Café em um dia de abril de 2005 e recitaram poemas de improviso para uma plateia que foi pega de surpresa estavam dando início ao que hoje já é uma tradição da programação cultural de João Pessoa. Nesse dia, Suzy Lopes, Mayana Neiva e Priscila Holanda resolveram fazer uma despedida para Mayana, que estava de partida para São Paulo. E hoje, o Café em Verso e Prova, sarau que Suzy Lopes levou à frente como um evento mensal, completa 9 anos.

E muito diferente daquele improviso do começo. Hoje, o sarau se tornou um cenário para manifestações artísticas das mais variadas – exposições, dança, shows de música, cenas teatrais, mas ainda ancorado pelas performances com base em poemas. Hoje, ainda no Empório Café (R. Coração de Jesus, Tambaú, João Pessoa), a partir das 20h, nove performances destes nove anos serão reapresentadas. Como sempre, com entrada franca.

Incluindo a primeiríssima, “Oferta aos novos que poetizam”, de Cora Coralina. Esta e “Chegada do Amor”, de Elisa Lucinda, e “Xerin Xeroso”, de autoria desconhecida, serão interpretados por Suzy Lopes. “Corpeses”, de Gustavo Limeira, será interpretado pelos atores Flávio Lira e Nyka Barros. Raquel Ferreira interpreta o poema “Cântico Negro”, de José Régio. “Arvore da Serra”, de Augusto dos Anjos, será interpretado pelo dramaturgo e encenador Paulo Vieira. “Suzy e o pirulito”, que a atriz Nyka Barros criou para Suzy, que comanda o sarau todas as noites, será apresentado pela própria Nyka. O ator Sávio Farias reapresenta a performance “Diana”, uma homenagem à música brega. E o ator e cantor Jorge Felix reapresenta a canção “Ne me quitte pás” à capela.

Mas como o sarau também é pautado pela interação entre as artes, com muitos convidados, também se apresenta a banda pernambucana Petrônio e as Criaturas. O cantor e compositor Petrônio Lorena responde pela voz, violão e caxixi; Guga Rocha por guitarra, bandolim, monotron e escaleta; Fernando S. pela guitarra; Ulisses Lenhador pelo baixo; e  Philippe Agra pela bateria. O grupo vai lançar o disco Ossos da Alma, espelhado na diversidade sonora que a banda prega, indo do fado ao rock.

Entre as performances e o show, há o momento em que o público pode também participar recitando os poemas que quiserem, um momento muito apreciado do evento, desde que ele começou a ser mensal. E não demorou, desde aquela primeira apresentação, para o convite do Café Empório chegar a Suzy Lopes.

“Um tempo depois, Patricia – que naquele tempo estava à frente do bar – me procurou pra gente passar a fazer um sarau uma vez por mês. E eu topei”, lembra a apresentadora. “Mas achava que seriam no máximo umas quatro edições”.

Nas primeiras edições, o público era formado basicamente pelos amigos da atriz. Mas o boca a boca sobre o evento como um espaço em que o público se divertia, se encantava e ainda podia contribuir participando, não demorou a acontecer. “Um ano depois, no sarau do dia dos namorados, quando cheguei estava tão lotado, tão lotado, que não tinha condição de me apresentar. Só se fosse pendurada nas telhas!”, conta Suzy. “E o sarau só começou depois de 23h quando muitas pessoas desistiram de esperar e foram embora. Lembro que nessa noite saí emocionada de lá, sabendo que a brincadeira tinha dado certo. Mas, mesmo assim, nunca imaginei um dia dar uma entrevista para a materia de quase uma década”.

Nessa edição já haviam exposições, evidenciando as mudanças pelas quais o sarau começava a passar. “Ele foi se transformando”, diz Suzy Lopes. “Na verdade, deixou de ser um sarau. É uma noite de arte”.

E foram mudanças que aconteceram naturalmente, sem muito planejamento. “Simplesmente eu comecei a chamar várias pessoas para participar comigo. Aí começou a ter participações de músicos, de fotógrafos, de dançarinas, de todo tipo de manifestação artistica. E acho que esse foi um grande ganho do evento”, diz ela.

De maneira bem espontânea, como foi a primeira noite. “Mayana ia embora pra São Paulo e eu, ela e Priscila Holanda combinamos de fazermos um sarau pra despedida”, recorda. “Não planejamos o lugar, e fina verdade não planejamos nada. E quando chegou o dia pensamos: ‘vamos pra onde?'”. Decidiram pelo Empório Café. “Era um bar de um amigo e não iríamos ser expulsas (risos). Chegamos e pedimos pra baixar o som (risos). E todo mundo se envolveu”.

Para os dez anos, no ano que vem, dois documentários começam a ser produzidos. Mas há uma comemoração que acontece antes, ainda: o Café em Verso e Prosa já passou das 90 edições; vem aí, este ano, a 100ª. Ao se dar conta, Suzy Lopes diz uma exclamação muito típica sua: “Passada!”.

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"O Som ao Redor"

“O Som ao Redor”

Terceiro dia do Cineport, o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa. Veja aqui os destaques da programação desta terça.

A entrada para a Usina Cultural é R$ 2. Lá dentro, todas as atrações são gratuitas. Para as sessões de cinema, é preciso pegar senhas, devido à lotação das salas. Cada pessoa pode pegar duas.

9h – Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi

Está na sessão Andorinha Criança, mas parece aquela velha relação simplista entre “animação” e “coisa de criança”. O filme mostra um romance que atravessa a história do Brasil do descobrimento ao futuro, passando pela luta pela abolição e a ditadura militar. (Sala Vladimir Carvalho)

17h – Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano

Segunda sessão com os curtas paraibanos: Amador, de Nathan Cirino; Capela, de Ramon Batista; Monturo Invisível, de Leonardo Gonçalves da Silva; O Matador de Ratos, de Arthur Lins; O Terceiro Velho, de Marcus Vilar; e A Cópia, de Rodolpho Cavalcanti de Barros. (Tenda Andorinha)

17h – Sessão Cinema de Animação Guianima

Curtas de animação portugueses – com palestra da curadora Manuela Silva. São nove curtas. (Sala Vladimir Carvalho)

19h – Lançamentos de livros (Livraria)

19h – O Som ao Redor, de Kléber Mendonça Filho

Está no festival por ter ganho o Troféu Andorinha de melhor som. É o já consagrado filme pernambucano que faz uma análise da classe média nordestina através de vários personagens de uma rua e tem destaque na atuação para W.J. Solha. (Tenda Andorinha)

19h – Sessão Andorinha Curtas – Animação

São dez curtas – brasileiros e portugueses – incluindo o multipremiado Linear, de Amir Admoni, já exibido aqui no Curta Coremas e no Fest Aruanda. (Sala Vladimir Carvalho)

21h30 – Feio, Eu?, de Helena Ignez

Dando prosseguimento à sua carreira como diretora, a musa do cinema udigrudi brasileiro dos anos 1970. E mantém aquele espírito, de certo modo: foi feito a partir de uma oficina de formação de atores, com várias mídias, se chama de “filme-manifesto” na sinopse… (Tenda Andorinha)

21h30 – Rastro, de César Schofield Cardoso

Documentário sobre a questão do lixo em Cabo Verde. (Sala Vladimir Carvalho)

23h – Show de Seu Pereira e Coletivo 401

Show da banda paraibana, já bem popular. (Tenda Música)

"Virgem Margarida"

“Virgem Margarida”

Terceiro dia do Cineport, o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa. Veja aqui os destaques da programação desta segunda.

A entrada para a Usina Cultural é R$ 2. Lá dentro, todas as atrações são gratuitas. Para as sessões de cinema, é preciso pegar senhas, devido à lotação das salas. Cada pessoa pode pegar duas.

9h – O Menino e o Mundo, de Alê Abreu

Animação com prestígio o suficiente para entrar em programação adulta e infantil. (Sala Vladimir Carvalho)

17h – Sessão Guimarães, Capital da Cultura Europeia

Um média, Torres & Cometas, de Gonçalo Tocha, e um curta A Mesa Ferida, de Marcos Barbosa. (Tenda Andorinha)

17h – Sessão Andorinha Curta-metragem

Três curtas portugueses: Vamos Tocar Juntos para Ouvirmos Melhor, de Tiago Pereira; Sobre Viver, de Cláudia Alves; e O Canto da Rocha, de Helvécio Marins Jr. (Sala Vladimir Carvalho)

19h – A Vingança de uma Mulher, de Rita Azevedo Gomes

No século XIX, um bom vivant entediado tem a vida mudada quando conhece uma certa mulher. Rita Durão ganhou o Andorinha de melhor atriz. Ela foi indicada também ao Globo de Ouro português. (Tenda Andorinha)

19h – Sessão Andorinha Curta-metragem

Seis curtas, brasileiros e portugueses (e um britânico): Gambozinos, de João Nicolau (PT); A Descoberta, de Ernesto Molinero (BR); Tejo Mar, de Bernard Less (PT); Solo, de Maria Galvão (PT); Carosselo, de Jorge Quintela (PT); e Água para Tabatô, de Pedro Carneiro (Reino Unido). (Sala Vladimir Carvalho)

19h30 – Lançamento de livros (Livraria)

20h30 – Virgem Margarida, de Licínio Azevedo

Após a independência em Moçambique, em 1975, prostitutas são enviadas para campos de reeducação na selva em um “processo de limpeza” das ruas. Uma menina de 16 anos também é mandada para lá por engano, quando estava escolhendo o enxoval de seu casamento. Ganhou o Andorinha de atriz coadjuvante (Rosa Mário). (Tenda Andorinha)

20h45 – Werther Effect, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira

O filme parte de O Sofrimento do Jovem Werther, de Goethe. (Sala Vladimir Carvalho)

22h – Prêmio Energisa de Estímulo ao Audiovisual Paraibano

Primeira sessão de curtas paraibanos. São seis: Não Tão Longe, de Ian Abé; A Queima, de Diego Benevides; Ato Institucional, de Helton Paulino; Além do Túnel, de Natan Pedroza; Abúzu, de Cacília Bandeira; e Sophia, de Kennel Rógis. (Sala Vladimir Carvalho)

23h – Show com Os Gonzagas

O forró do jovem grupo paraibano. (Tenda Música)

"Por Aqui Tudo Bem"

“Por Aqui Tudo Bem”

Terceiro dia do Cineport, o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa. Veja aqui os destaques da programação deste domingo.

A entrada para a Usina Cultural é R$ 2. Lá dentro, todas as atrações são gratuitas. Para as sessões de cinema, é preciso pegar senhas, devido à lotação das salas. Cada pessoa pode pegar duas.

15h – Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi

Animação que não passou nos cinemas paraibanos (só foi exibida aqui na Mostra de Direitos Humanos). O filme – com vozes de Selton Mello e Camila Pitanga – atravessa a história do Brasil indo até o futuro mostrando um romance em reencarnações e as lutas do país. (Tenda Andorinha)

15h – Casa de Lava, de Pedro Costa

Costa é homenageado com uma retrospectiva no festival. Este é seu segundo filme, de 1994, sobre o relacionamento de uma enfermeira (Inês Medeiros) e um imigrante de Cabo Verde. (Sala Vladimir Carvalho)

16h30 – Hereros Angola, de Sérgio Guerra

Documentário sobre o grupo étnico Hereros, que habita o sudoeste de Angola. (Tenda Andorinha)

18h – Curtas portugueses

Quatro curtas na sessão Cinema Contemporâneo Português: O Lago, de André Marques; Luminita, de André Marques; Canal, de Rita Nunes; e Menos Nove, de Rita Nunes. (Sala Vladimir Carvalho)

19h – Paixão e Virtude, de Ricardo Miranda

A morte recente de Miranda entristeceu o cinema brasileiro. Ele deixou Paixão e Virtude pronto, às vésperas do lançamento: o filme mostra a relação entre uma aristocrata de meia idade com problemas no casamento e um químico. (Tenda Andorinha)

20h30 – Lura, de Luís Brás, e Versailles, de Carlos Conceição

O longa português Lura é sobre um homem em uma casa isolada reflete sobre passado, presente e futuro.  O programa inclui o curta Versailles. (Tenda Andorinha)

20h – Por Aqui Tudo Bem, de Pocas Pascoal

A angolana Pocas Pascoal foi premiada no Festival de Los Angeles com este Por Aqui Tudo Bem, que fala de duas irmãs que chegam a Lisboa fugindo da guerra civil em Angola. Há uma entrevista com a diretora aqui. (Sala Vladimir Carvalho)

21h45 – Show do grupo paraibano Os Trilhas

Rock, jazz e trilhas sonoras. (Tenda Música)

"Kadjike"

“Kadjike”

Segundo dia do Cineport, o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa. Veja aqui os destaques da programação de sábado.

A entrada para a Usina Cultural é R$ 2. Lá dentro, todas as atrações são gratuitas. Para as sessões de cinema, é preciso pegar senhas, devido à lotação das salas. Cada pessoa pode pegar duas.

17h – Sessão Guimarães, Capital da Cultura Europeia

A cidade portuguesa de Guimarães (eu me lembro do Vitória de Guimarães, time português) foi escolhida capital da cultura europeia em 2012. A efervescência gerou, entre outras coisas, filmes. Essas produções são mostradas nessas sessões. Hoje, três curtas: O Bravo Som dos Tambores, de João Botelho; A Palestra, de Bruno de Almeida; e Em Honra de São Gualter, de Rui Simões. (Tenda Andorinha)

17h – Caminhos da Paz, de Sol de Carvalho

O documentário (co-produção entre Moçambique e Itália) fala da guerra civil em Moçambique, após a independência do país – um conflito que durou 16 anos até o acordo de paz. (Sala Vladimir Carvalho)

Não encontrei um trailer, mas ouça aqui uma entrevista com o diretor.

18h45 – O Menino e o Mundo, de Alê Abreu

Um menino do campo vai para a cidade grande em busca do pai, mas o lugar não é o que ele esperava. Uma animação nacional criativa e cheia de grafismo, que foi muito elogiada. Passou no cinema aqui, mas é uma oportunidade de ver de novo (ou pela primeira vez) em tela grande. (Tenda Andorinha)

18h45 – Ossos, de Pedro Costa

Costa é homenageado com uma retrospectiva no festival. O filme de 1997 é sobre um casal paupérrimo que tem um filho e o bebê fica sempre em risco por causa do desespero dos pais. Ganhou o prêmio de fotografia no Festival de Veneza. (Sala Vladimir Carvalho)

20h30 – Quase Samba, de Ricardo Targino

A cantora baiana Mariene de Castro interpreta uma cantora de samba no Rio que, sem sucesso e com um filho, vai trabalhar em uma cooperativa de táxi. Até que reencontra um antigo amor. No vídeo abaixo, o diretor fala sobre o filme. (Tenda Andorinha)

20h45 – Kadjike, de Sana N’Hada

O diretor de Guiné Bissau fala da influência estrangeira no país, partindo dos habitantes do arquipélago Bijagós que precisam enfrentar traficantes de droga que ocupam sua terra sagrada. (Sala Vladimir Carvalho)

23h – Osso Vaidoso

Show da dupla portuguesa Ana Deus, cantora, e Alexandre Soares, guitarrista, um projeto de rock alternativo. (Tenda Música)

1h – DJ White Haus

Projeto de João Vieira, DJ português há 15 anos. (Sala Vladimir Carvalho)

"The Lovebirds". de Bruno de Almeida

“The Lovebirds”. de Bruno de Almeida

Começa hoje mais uma edição do Cineport, o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa. É a sexta edição do festival, a quarta em João Pessoa.

Bienal, o festival teve um atraso para esta edição – a última foi em 2011. Mas voltou ao primeiro semestre e voltou a ter 10 dias de duração, na expectativa de que a um tanto tumultuada quinta edição continue sendo uma exceção.

A entrada para a Usina Cultural é R$ 2. Lá dentro, todas as atrações são gratuitas. Para as sessões de cinema, é preciso pegar senhas, devido à lotação das salas. Cada pessoa pode pegar duas.

Veja aqui os destaques da programação de hoje.

18h – Abertura, com a inauguração das exposições Exposição Fábrica, de Daniel Blaufuks, Visagens Nordestinas, de Augusto Pessoa, e Eu Sei que Não São Bandeirinhas, Volpi, de Pedro Bastos. (Galerias)

19h – Sessão Guimarães, Capital da Cultura Europeia

A cidade portuguesa de Guimarães (eu me lembro do Vitória de Guimarães, time português) foi escolhida capital da cultura europeia em 2012. A efervescência gerou, entre outras coisas, filmes. Essas produções são mostradas nessas sessões. Hoje, três curtas: O Bravo Som dos Tambores, de João Botelho; A Palestra, de Bruno de Almeida; e Em Honra de São Gualter, de Rui Simões. (Tenda Andorinha)

20h – Sopro, de Marcos Pimentel

O documentário mostra uma vila rural no meio do nada, onde há pessoas isoladas de maiores contatos com o mundo exterior. (Sala Vladimir Carvalho)

21h – O Grande Kilapy, de Zezé Gamboa

Lázaro Ramos é o astro desse filme do diretor angolano, filmado parcialmente em João Pessoa. Ele interpreta um bon vivant de Luanda, que é alto funcionário de um banco na Angola ainda colônia de Portugal, que desvia dinheiro para amigos que lutam pela independência. (Tenda Andorinha)

21h30 – The Lovebirds, de Bruno Almeida

Co-produção entre Portugal e Estados Unidos, o filme conta seis histórias simultâneas no decorrer de uma noite em Lisboa. O filme foi premiado no Fantasporto. (Sala Vladimir Carvalho)

23h – Show de A Troça Harmônica

O grupo paraibano  comemora um ano na Usina Cultural, onde fez seu show de estreia. (Tenda Música)

O Janela Internacional do Cinema de Recife divulgou suas datas. Abaixo, segue a programação de clássicos, em separado. Confira a programação completa no site do festival.

PROGRAMAÇÃO DE CLÁSSICOS:

Sexta, 11/10

São Luiz
18h30 – CLÁSSICOS – Faça a Coisa Certa, de Spike Lee (120′/14 anos)

Sábado, 12/10

São Luiz
22h30- CLÁSSICOS – Os embalos de sábado à noite, de John Badham
(Estados Unidos, 118′ / 12 anos)

Cinema da Fundação

Ultimo Imperador

15h30- CLÁSSICOS – O último imperador (3D), de Bernardo Bertolucci (Reino Unido, Itália, França, 163′/ 14 ANOS) + conversa com o roteirista do filme Mark Peploe.

Domingo, 13/10

São Luiz

Era uma Vez no Oeste

15h- CLÁSSICOS – Era uma vez no oeste, de Sergio Leone (Itália, Estados Unidos, 1968, 165′, 14 ANOS) + lançamento do livro O Cinema Sonhado, de Josias Teófilo.

Segunda, 14/10

São Luiz
21h20 – CLÁSSICOS – Monty Python – O Sentido da Vida, de Terry Jones e Terry Gilliam (Reino Unido, 1983, 107′/ 16 ANOS)

Terça, 15/10

Cinema da Fundação

21h20 – CLÁSSICOS – A lira do delírio, Walter Lima Jr (Brasil, 1978, 105′/ 16 ANOS)

Sexta, 18/10

São Luiz

Bebe de Rosemary

22h – CLÁSSICOS – O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski (Estados Unidos, 1968, 136′/ 18 ANOS)

Cinema da Fundação
20h – CLÁSSICOS (Reprise) – A Lira do delírio, de Walter Lima Jr (Brasil, 1978, 105′, cor, 35mm / 16 ANOS)

Sábado, 19/10

São Luiz
14h – CLÁSSICOS – Um tiro na noite , Brian de Palma (Estados Unidos, 1981, 107′/ 18 anos)
22h15 – SESSÃO ESPECIAL (Curta) – Sob a Pele, de Pedro Sotero e Daniel Bandeira (PE, 19’/ 18 ANOS) + CLÁSSICO – A Mosca, de David Cronenberg (USA, 1986, 96′/ 14 ANOS)

Cinema da Fundação
20h30 – CLÁSSICOS – SE… / IF…, de Lindsay Anderson (Reino Unido, 1968, 111′)

Domingo, 20/10

São Luiz
16h – CLÁSSICOS – SE… / IF…, de Lindsay Anderson (Reino Unido, 1968, 111′/ REPRISE)
+ lançamento do livro “O Cinema Sonhado” de Josias Teofilo.

Metropolis

19h – CLÁSSICOS – Metrópolis, de Fritz Lang, versão restaurada com música ao vivo (Alemanha, 1927, 150′/ LIVRE)

Cinema da Fundação
15h30- CLÁSSICOS – O último imperador (3D), de Bernardo Bertolucci (Reino Unido, Itália, França, 163′/ 14 ANOS / REPRISE).

O festival Janela Internacional de Cinema do Recife soltou hoje um dos lados mais prazerosos de sua programação: a de clássicos. Pessoalmente, vi lá no São Luiz Três Homens em Conflito (1966), em 2010, 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968), em 2011, e A Noviça Rebelde (1965), Rastros de Ódio (1956) e Taxi Driver (1976), os três ano passado.

Este ano, o festival é de 11 a 20 de outubro. Ainda não foram definidas as datas específicas de cada filme e quais serão em DCP e quais em 35mm. Mas a lista é essa:

Metropolis

METRÓPOLIS [Fritz Lang, Alemanha, 1927] – cópia nova, com música ao vivo do trio argentino Mudos por el Celulóide!
O BEBÊ DE ROSEMARY [Roman Polanski, Estados Unidos, 1968]
SE… [Lindsay Anderson, Reino Unido, 1968]
MONTY PYTHON – O SENTIDO DA VIDA [Terry Jones, Terry Gilliam, Reino Unido, 1983]
FAÇA A COISA CERTA [Spike Lee, Estados Unidos, 1989]
OS EMBALOS DE SABADO A NOITE [John Badham, Estados Unidos, 1978]
A LIRA DO DELIRIO [Walter Lima Jr, Brasil, 1978]
A MOSCA [David Cronemberg, Canada/USA, 1986]
UM TIRO NA NOITE [Brian de Palma, Estados Unidos, 1981]
O ÚLTIMO IMPERADOR [Bernardo Bertolucci, Reino Unido/Itália/França, 1987] – em 3D
ERA UMA VEZ NO OESTE [Itália, Estados Unidos, 1968]

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Microcosmo colegial

Sophia Corral e Pedro Maia: afetividade inocente nos anos 1980

Sophia Corral e Pedro Maia: afetividade inocente nos anos 1980 (foto: Agnes Cajaíba)

O momento político brasileiro durante a transição para a Nova República – o fim do período mililtar, as Diretas Já, a eleição indireta de Tancredo, sua internação na véspera da posse e a morte dias depois – é a ambientação de Depois da Chuva (Brasil, 2013), longa baiano de Cláudio Marques e Marília Hughes. Centrado em um adolescente, Caio (Pedro Maia), o filme reduz esse panorama político e comportamental ao microcosmo de um colégio.

Caio tem um espírito rebelde, questionando a professora em sala de aula, curtindo o punk rock e ligando-se a jovens anarquistas. Faz amizade com uma garota nova na escola, Fernanda (Sophia Corral), que logo fica bastante próxima e torna um ponto de apoio quando as coisas começam a dar errado na escola e em casa, com os pais separados. E também com seu amigo anarquista.

O filme tenta combinar questionamentos políticos um tanto maduros com uma postura muito mais inocente no campo afetivo – a ponto de as duas coisas não combinarem totalmente. O filme vai bem quando trata de Caio e Fernanda. Resvala mais do que devia nos clichês quando usa a política estudantil para debater a política nacional, mas é eloquente em seu final desesperançoso com o futuro (ou seja: o presente de hoje).

Depois da Chuva (Brasil, 2013). Direção: Cláudio Marques e Marília Hughes. Elenco: Pedro Maia, Sophia Corral, Aícha Marques, Talis Castro.

Betse de Paula apresenta "Revelando Sebastião Salgado" (foto: Cleiton Thiele)

Betse de Paula apresenta “Revelando Sebastião Salgado” (foto: Cleiton Thiele)

O verão durou um dia em Gramado. Digo isso porque brincamos ontem que o verão tinha chegado quando um sol apareceu e a temperatura subiu para… ahn… 14 graus segundo os termômetros da rua, Hoje, uma chuvinha, mas também uma neblina de não ver o outro lado da rua.

É o prenúncio de uma noite mais fria ainda, mas esperemos que não dentro do Palácio dos Festivais. Hoje é o dia da homenagem a Sargento Getúlio, filme que ganhou aqui há 30 anos. O diretor Hermano Penna, figuraça, já está por aqui – o encontrei ontem no tapete vermelho e ele me recebeu com a mesma expansividade de quando conversamos no Cine-PE – e Lima Duarte também.

Hoje já conversei com Hilton Lacerda, diretor de Tatuagem, que, por enquanto, parece correr na frente em direção ao Kikito. Aguardem a entrevista dele no CORREIO e também de Irandhir Santos, que me contou que volta a morar em João Pessoa em 2014 – eu já disse isso?. Me contaram que o Luiz Carlos Merten e a Maria do Rosário Caetano tiveram suas restrições ao filme, mas, entre os jornalistas, o agrado foi quase geral. As do Merten estão lá no blog dele. Eu mesmo saí meio assim, mas comecei a gostar mais à medida que refletia sobre. Mas não acho que seja pra todo público.

Ontem a noite de longas foi de dois documentários. O argentino é Venimos de Muy Lejos, que aborda os imigrantes dos bairros de Catalinas Sur e de La Boca, partindo da montagem teatral da peça que dá nome ao filme, montada no próprio bairro. A peça parece ser ótima e seu registro no filme é bonito, mas a coisa se perde em focos demais: ficção, documentário, peça no palco, peça em cenários reais e até um parte documental sobre a própria produção do filme.

O problema de Revelando Sebastião Salgado já é outro: o foco muito específico, ou, para ser mais preciso, o solitário ponto de vista do biografado no documentário de Betse de Paula. Não há um contraditório – e há críticas sobre o trabalho de Salgado, aquela coisa de explorar a miséria, sobre o que ele poderia ter falado. Mas ele conta muito bem sua história, e suas fotos estão lá, então o filme não é ruim, não.

Vindo pra Gramado, não pude ainda rever pagando o Vendo ou Alugo, da Betse, que entrou em cartaz no fim de semana – incluindo aí em João Pessoa. É simpático, ri várias vezes e tem uma Marieta Severo magnífica, além do quarteto que se forma com Nathalia Timberg, Carmen Verônica, Ilka Soares e Daisy Lúcidi. Não costumo dizer “vá ver” ou “não vá ver”, mas acho que esse merecia uma chance.

Aguardemos a noite, agora. Nos longas, teremos Repare Bem, documentário da portuguesa Maria de Medeiros (vocês lembram dela como atriz em Henry & June ou Pulp Fiction). Segundo consta, ela chegou ontem. A competição nacional é com o drama A Bruta Flor do Querer.

"Éden"

“Éden”

Estou aqui em Gramado, cobrindo pela primeira vez um dos principais festivais de cinema do país. Cheguei na madrugada de sábado para domingo, então ontem foi meu primeiro dia – o festival ia em seu terceiro.  Encarei, então, uma maratona de quatro longas para me pôr em dia: dois pela manhã (o argentino Puerta de Hierro – El Exilio de Perón e o brasileiro Éden) e mais dois à noite (o uruguaio El Padre de Gardel e o brasileiro Tatuagem). Isso fora os curtas da noite.

A repercussão aqui na serra colocou em polos opostos o filme argentino e o pernambucano Tatuagem. O filme sobre o exílio de Perón – no qual Victor Laplace co-dirige, co-escreve, interpreta Perón e ainda canta um tango – é quadrado e Perón aparece sem defeito algum. Em certa medida, me lembrou nosso Lula, o Filho do Brasil. Mas o peronismo na Argentina é assim: tem torcedores, não analistas.

Já de Tatuagem só ouvi elogios. Mostrando uma cena teatral bas-fond do fim dos anos 1970 em Recife, o filme procura trazer para si mesmo aquela cena tanto libertária quanto hedonista – um microscosmo dentro de um macrocosmo que ainda era o da ditadura. As não-concessões parecem muito naturais no filme: as cenas de paixão homossexual são mostradas como em qualquer situação heterossexual que o cinema já cansou de mostrar (incluindo o sexo).

"Tatuagem"

“Tatuagem”

Éden também foi um bom destaque, com ótimas interpretações de Leandra Leal e João Miguel, mostrando o drama de uma mulher grávida de oito meses entre a morte violenta do marido e o assédio de uma igreja evangélica. E El Padre de Gardel defende o lado do Uruguai na polêmica eterna sobre a nacionalidade de Carlos Gardel: investiga a influência de um certo coronel Carlos Escayola e afirma que Gardel foi um filho ilegítimo entregue a outra pessoa e que cresceu longe dali.

Falta muito ainda para o festival acabar. Até lá, muito frio – mesmo que hoje tenha saído um solzinho. Ontem estava fazendo 8º de tarde – de noite, nem sei. Agora, está 11º – é verão em Gramado!

Howard Hawks

Os mineiros entraram definitivamente na rota das grandes mostras. Primeiro, foi a de Chaplin, com a obra completa do gênio. Hoje, começa outra, dedicada à obra completa de Howard Hawks.

É um excelente resgate, visto que Hawks faz tempo é pouco citado entre os grandes de todos os tempos. Na pesquisa que o blog aqui fez com cinéfilos paraibanos em 2010 sobre seus cineastas preferidos, dos 100 ouvidos apenas um citou Hawks entre seus cinco – e fui eu mesmo.

Enfim, sejam bem-vindos os filmes de Hawks, o cineasta dos homens com uma missão. E também um dos mais versáteis do cinemão de Hollywood, deixando clássicos no filme de gãngster, nas comédias malucas, no musical e, principalmente, no faroeste.

Algumas histórias sobre ele são muito boas como a de que estava pescando com o amigo Ernest Hemingway e este o desafiou a fazer um filme a partir de um livro ruim. Hawks devolveu: “Faço um filme bom do seu pior livro”. Hemingway escolheu e o filme foi Uma Aventura na Martinica (1944), que, ainda por cima, revelou Lauren Bacall.

Foi Hawks também que se indignou porque um xerife ficava pedindo ajuda a todo mundo para encarar um bandido em Matar ou Morrer (1952) e fez um filme em que o xerife, contra todo mundo, mantém o bandido preso: Onde Começa o Inferno (1959), tão antológico quanto seu “espelho”.

Hawks talvez não esteja sendo tão lembrado por não ter sido exatamente um revolucionário ou um inventor no cinema. Foi, no entanto, um exímio contador de histórias, um talentosíssimo narrador. Como você vê a seguir, nessa nossa lista de dez grandes Howard Hawks.

Em tempo: a mostra, no Cine Humberto Mauro, começa hoje com Levada da Breca (1938) e segue por um mês com exibições diárias – quase todas em 35mm. Inclui até filmes mudos e curiosidades como O Proscrito (1948) em que ele acabou não creditado como diretor no final. Há também um curso com Inácio Araújo, debates e palestras. Confira a programação completa.

10 - "O Inventor da Mocidade" (1952)

10 – “O Inventor da Mocidade” (1952)

Comédia com Marilyn antes da fama e chimpazés.

9 - "Bola de Fogo" (1941)

9 – “Bola de Fogo” (1941)

Roteiro de ninguém menos que Billy Wilder, antes de ele mesmo começar a dirigir.

8 - "Paraíso Infernal" (1939)

8 – “Paraíso Infernal” (1939)

Aventura tipicamente hawksiana: um grupo de homens faz a perigosíssima correspondência aérea na América do Sul, custe o que custar.

7 - "Os Homens Preferem as Loiras" (1953)

7 – “Os Homens Preferem as Loiras” (1953)

Raro filme de Hawks em que as mulheres comandam a ação, e o diretor contribui de novo para a criação do mito Marilyn Monroe. Leia mais.

6 - "Scarface, a Vergonha de uma Nação" (1932)

6 – “Scarface, a Vergonha de uma Nação” (1932)

Um dos filmes de gangster essenciais.

5 - "À Beira do Abismo" (1946)

5 – “À Beira do Abismo” (1946)

Hawks reuniu Bogart e Bacall (casal que formou em Uma Aventura na Martinica) adaptando o romance de Raymond Chandler.

4 - "Jejum de Amor" (1940)

4 – “Jejum de Amor” (1940)

De novo Cary Grant em uma comédia romântica (e maluca) sobre jornalismo.

3 - "Rio Vermelho" (1948)

3 – “Rio Vermelho” (1948)

Hawks recontou O Grande Motim, que se passa no mar, no Velho Oeste!

2 - "Levada da Breca" (1938)

2 – “Levada da Breca” (1938)

A quintessência da comédia maluca, com Katharine Hepburn e Cary Grant no máximo.

1 - "Onde Começa o Inferno" (1959)

1 – “Onde Começa o Inferno” (1959)

Não há a chegada da civilização, a luta dos pioneiros ou outra coisa além de uma aventura de faroeste pura e contada com maestria.

 

Quantos você reconhece?

Quantos você reconhece?

Este cartaz dos 85 anos do Oscar tem feito sucesso na internet. Aqui está ele em alta resolução (é só clicar) para você brincar: quantos filmes consegue reconhecer nas “interpretações” da estatueta?

Noite de Estreia

Planilhas na mão: vai começar a terceira edição da mostra Noite de Estreia, no Box Cinépolis do Manaíra Shopping. Desta vez são 11 filmes que não passaram nos cinemas de João Pessoa e prometem repetir o sucesso das duas primeiras edições, que aconteceram no primeiro semestre de 2012.

Começando pelo fundamental Cabra Marcado para Morrer, em cópia restaurada e passando por filmes como Febre do RatoAs Vantagens de Ser InvisívelInfância Clandestina e No, indicado ao Oscar de filme de língua não inglesa.

No quadro acima, confeccionado pela coordenação da mostra, a tabela de filmes por dia.

– ATUALIZAÇÃO I15/2, 11h30): Na manhã de hoje, 0 premiado e muito elogiado O Som ao Redor foi anunciado na programação. No quadro acima, ele entra no lugar de O Exercício do Poder. A relação abaixo já está atualizada.

Aqui embaixo, os filmes, do que tratam, seus trailers legendados e em que dias e horários serão exibidos. Programe-se!

Bem Amadas: Musical de Chistophe Honoré sobre a relação de mãe e filha – Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni, mãe e filha na vida real. Ludivine Sagnier é a personagem de Deneuve na juventude. O cineasta tcheco Milos Forman (de Amadeus e Um Estranho no Ninho) está no elenco, assim como, claro, Louis Garrel, ator-assinatura de Honoré. Sexta 15 (21h); sábado 23 (17h); terça 26 (19h)

Boa Sorte, Meu Amor: O filme do pernambucano Daniel Aragão foi premiado no Festival de Locarno, na Suíça. Em preto-e-branco, mostra a relação de uma estudante de música e um empresário do ramo da demolição em um jogo de passado e presente, diferenças de classe, valorização da arte e um monte de outras coisas. Terça 19 (19h); quarta 27 (21h)

Cabra Marcado para Morrer: O clássico documentário de Eduardo Coutinho foi relançado ano passado em cópia restaurada. A história, você sabe: o filme começou a ser realizado nos anos 1960 como uma ficção sobre o assassinato do líder das Ligas Camponesas na Paraíba, usando a verdadeira viúva como atriz, mas as filmagens foram interrompidas com o golpe de 1964. Quase 20 anos depois, Coutinho foi em busca daquelas pessoas para saber o que aconteceu com elas. Sexta 15 (19h); domingo 24 (17h)

Elefante Branco: Ricardo Darín é um padre que se envolve com as questões sociais na maior favela de Buenos Aires. Foi indicado a três prêmios da Academia Argentina (incluindo melhor filme). Sábado 16 (15h); quarta 27 (19h)

Fausto: Leão de Ouro e mais dois prêmios no Festival de Veneza de 2011, o novo filme do russo Alexandr Sokurov é uma adaptação da obra de Goethe sobre o homem que vende a alma ao diabo, com a elaboração visual que marca o diretor de Arca Russa. Segunda 18 (19h); segunda 25 (21h)

Febre do Rato: O novo filme do pernambucano Cláudio Assis tem Irandhir Santos como um poeta que entra em parafuso quando a mulher por quem ele se encanta não dá bola para ele. Falando assim, parece bonitinho, mas é um filme do Cláudio Assis. Levou oito prêmios no finado Festival de Paulínia – incluindo filme, direção, ator e atriz (Nanda Costa, nunca é demais dizer). Domingo 17 (15h); quinta 28 (19h)

Infância Clandestina: Em 1979, na Argentina sob a rígida ditadura militar, um garoto vive clandestinamente com sua família que luta contra o regime. Mas ele se apaixona por uma menina, um envolvimento que complica tudo. É uma história real. Ganhou dez prêmios da Academia Argentina de Cinema (incluindo melhor filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante) e foi o escolhido pela Argentina para concorrer a indicação ao Oscar de filme de língua não inglesa deste ano. E atenção, no elenco está a querida paraibana Mayana Neiva! Domingo 17 (17h); quarta 20 (19h); sábado 23 (15h)

As Neves do Kilimanjaro: Um casal feliz há 30 anos são abordados com violência em um assalto, onde é levado o dinheiro que tinham para uma viagem ao Monte Kilimanjaro. Mas quando os bandidos são encontrados, eles acabam tendo uma reação que surpreende os parentes e amigos. É baseado em um poema de Vitor Hugo e, apesar do mesmo título, não tem nada a ver com o filme de Hollywood de 1952, com Gregory Peck e Ava Gardner. Indicado ao César de melhor atriz. Segunda 18 (21h); quinta 21 (21h); sexta 22 (21h)

No: Indicado ao Oscar de filme de língua não inglesa deste ano, o filme chileno se passa no referendo que definiria se o ditador Pinochet continuaria ou não no governo em 1988. René Saavedra (Gael García Bernal) coordena a campanha do “Não” com pouco dinheiro e sempre vigiado pelos agentes do governo (um dos mais sangrentos entre as ditaduras latino-americanas). Ganhou como melhor filme estrangeiro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Prêmio C.I.C.A.E., em Cannes. Quinta 21 (19h); segunda 25 (19h); quinta 28 (21h)

O Som ao Redor: O filme do pernambucano Kléber Mendonça Filho fez furor nos festivais ano passado e entrou nas listas de melhores do ano da Film Comment (revista de cinema do Lincoln Center) e do The New York Times. Ganhou o prêmio do júri no Festival de Roterdã, melhor filme na Mostra de São Paulo e Festival do Rio, júri popular e prêmio da crítica em Gramado… E com nosso W.J. Solha no elenco. A história se passa em uma rua de classe média de Recife, onde uma milícia oferece um serviço de segurança, alterando a rotina e as relações entre os moradores. O filme substitui O Exercício do Poder, anteriormente programado para a mostra. Terça 19 (21h); sexta 22 (19h); terça 26 (21h)

As Vantagens de Ser Invisível: O próprio Stephen Chbosky fez o roteiro e dirigiu a adaptação de seu livro, a história de um calouro introvertido que é acolhido por outros dois deslocados com quem constrói uma verdadeira amizade. O filme americano tem no elenco a lindinha Emma Watson, a Hermione dos filmes de Harry Potter. Sábado 16 (17h); quarta 20 (21h); domingo 24 (15h)

Há dois anos, topei com uma notícia incrível: os filmes de Sergio Leone estavam passando no cinema, em Recife, aqui perto, em um evento. Pelos dias e horários, deu pra combinar com uns amigos e fazer uma magical mystery tour (como diria o André Cananéa) para ver Três Homens em Conflito numa restauradíssima cópia 35mm. Uma beleza.

Ano passado, já fiquei atento e soube da mostra dedicada a Kubrick. Com um casal amigo, vi nada menos que o fundamental 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968).

Nas duas vezes, o evento era a Janela Internacional de Cinema. Ela está de volta, começando nesta sexta. Há longas inéditos, curtas em competição e uma programação de clássicos para cair o queixo.

Seguem aí embaixo, com os dias e horários. Quem quiser conferir a programação completa, pode acessar o site. Mas, para o cinéfilo, essa chance de ouro de conferir essas grandes obras na tela grande (alguns em 35mm, mas a maioria em DCP) não deve ser desperdiçada.

Psicose (1960). São Luiz – sábado, dia 10, 22h

A Noviça Rebelde (1965). São Luiz – domingo, dia 11, 15h30

Veludo Azul (1986). Fundação – terça, dia 13, 19h

O Leopardo (1960). São Luiz – terça, dia 13, 20h

Rastros de Ódio (1956). São Luiz – quinta, dia 15, 15h

O Enigma do Outro Mundo (1982). São Luiz – quinta, dia 15, 20h

Tubarão (1975). São Luiz – sexta, dia 16, 22h30

O Sacrifício (1986). Fundação – sábado, dia 17, 16h

Taxi Driver (1976). São Luiz – sábado, dia 17, 22h

Lawrence da Arábia (1962). São Luiz – domingo, dia 18, 18h

 

O Festival Varilux de Cinema Francês está de volta a João Pessoa e os amantes do cinema agradecem. Vai ser uma maratona bem puxada: 17 filmes em 7 dias. Serão quatro ou cinco filmes por dia, repetindo-se apenas uma vez. Faça sua planilha e comece assistindo aos trailers de cada um dos filmes mais abaixo. Os dias e horários de cada um estão no quadro a seguir, da capa do Caderno 2 do Correio de hoje (clique para ampliar). E lá no final, a programação por dia. E mais detalhes no site do festival. Divirta-se!

Todos os filmes, os dias e horários em que passarão

E Agora, Aonde Vamos? – da diretora libanesa Nadine Labaki, a mesma de Caramelo, é uma comédia dramática que mostra as mulheres de um vilarejo tentando conter as tensões entre muçulmanos e católicos.

O Barco da Esperança – Co-produção com o Senegal, é sobre um barco de pesca que sai de Dacar em direção às Ilhas Canárias, uma travessia perigosa.

Polissia – Indicado a nada menos que 14 Césars e vencedor de dois, o filme mostra o cotidiano de integrantes de uma brigada de proteção ao menor. As histórias são baseadas em fatos reais.

Adeus, Bertha ou o Enterro da Vovó – Comédia sobre um homem que precisa lidar com a morte da avó e também com a esposa e a amante – para cujo filho ele vinha preparando um show de mágica.

Titeuf – Animação baseada em uma série de quadrinhos de Zep – que também dirige o filme. Virou uma série animada de TV em 2001, antes de virar filme.

A Filha do Pai – O ator e diretor Daniel Auteuil leva aos cinemas uma nova versão para o clássico filme de Marcel Pagnol, de 1940.

A Vida Vai Melhorar – É um drama que mostra um casal tentando levar seu restaurante à frente, mas em dificuldades financeiras. Até que a mulher desaparece deixando o marido e o filho de 9 anos.

Um Evento Feliz – As delícias e agruras da maternidade.

Intocáveis – Grande sucesso de público na França, ganhou o César de melhor ator (para Omar Sy, derrotando Jean Dujardin por O Artista). A história é a de um aristocrata tetraplégico que contrata como cuidador um jovem recém saído da prisão – não talhado para o serviço, mas que devolve sua alegria de viver.

Paris-Manhattan – A personagem principal é uma farmacêutica apaixonada pelo cinema de Woody Allen e que tem dificuldades em emplacar um relacionamento.

Aqui Embaixo – O filme se passa em 1943, ainda na França ocupada, sobre uma freira que serve em um hospital com um capitão que abala sua fé.

My Way – O Mito Além da Música – Uma cinebiografia de Claude François, ícone da música popular francesa – ele é o autor de “Comme d’habitude”, que, em inglês e cantada por Sinatra, foi imortalizada como “My way”.

Uma Garrafa no Mar de Gaza – Depois de um atentado em Jerusalém, uma garota judia de 17 anos escreve uma carta a um palestino anônimo questionando a hostilidade entre os dois povos – e a carta é jogada ao mar, numa garrafa. Mas um dia ela recebe uma resposta.

O Monge – Thriller estrelado por Vincent Cassel. Ele é o fervoroso pregador de um convento espanhol do século XVII que entra em dúvida com a chegada de um novo e misterioso noviço.

Alyah – Rapaz que procura uma definição na vida resolve embarcar na aventura do primo: abrir um restaurante em Israel. Para isso, ele terá que deixar tudo para trás.

A Arte de Amar – Cinco histórias de amor que se cruzam. Este é o único filme que só será exibido uma única vez no festival.

Americano – Quando volta aos Estados Unidos para resolver as pendências surgidas com a morte da mãe, um homem descobre que uma dançarina tinha entrado na vida dela. O filme tem Salma Hayek no elenco.

PROGRAMAÇÃO POR DIA:

Dia 17/08 (Sexta-Feira)
14h00 – E Agora, Aonde Vamos?
16h10 – O Barco da Esperança
18h00 – Polissia
20h35 – Adeus Berthe ou O Enterro da Vovó

Dia 18/08 (Sábado)
14h00 – Titeuf
15h35  – A Filha do Pai
17h40 – A Vida Vai Melhorar
19h50 – Um Evento Feliz
22h00 – Intocáveis

Dia 19/08 (Domingo)
14h00 – Titeuf
15h35 – Paris-Manhattan
17h10 – Aqui Embaixo
19h15 – My Way – O Mito Além da Música
22h00 – E Agora, Aonde Vamos?

Dia 20/08 (Segunda-Feira)
14h00 – Um Evento Feliz
16h10 – Uma Garrafa no Mar de Gaza
18h00 – Intocáveis
20h05 – O Monge
22h15 – Alyah

Dia 21/08 (Terça-Feira)
14h00 – Aqui Embaixo
16h00 – O Monge
18h00 – Paris-Manhattan
19h40 – A Arte de Amar
21h15 – My Way – O Mito Além da Música

Dia 22/08 (Quarta-Feira)
15h45   – Americano
17h40 – Adeus Berthe ou o Enterro da Vovó
19h40  – A Filha do Pai
21h45 – Polissia

Dia 23/08 (Quinta-Feira)
14h00 – Americano
16h00 – A Vida Vai Melhorar
18h10 – O Barco da Esperança
19h50 – Alyah
21h40 – Uma Garrafa no Mar de Gaza

Liniers: quinto álbum de ‘Macanudo’ no Brasil e exposição no Rio

Desde a Mafalda de Quino um quadrinho argentino não alcançava uma razoável popularidade entre os leitores brasileiros. Mas outra garotinha portenha também vem ganhando cada vez mais fãs, embora dividindo o protagonismo de sua tira com outros personagens engraçados e comoventes. Enriqueta faz parte do elenco de Liniers, o quadrinista argentino que se tornou um dos mais importantes nomes da HQ na América Latina. Ele acaba de ter lançado no Brasil o quinto volume da coletânea de sua tira Macanudo e uma exposição no Rio está celebrando sua obra através dos originais do artista.

O quadrinho argentino tem forte história no país vizinho e vai bem além de Quino e Liniers. No Brasil já saíram tiras de Gaturro e, recentemente, a clássica ficção científica El Eternauta. O sucesso de Macanudo pode estar fazendo parte de uma aproximação maior entre os dois países nessa área. “Espero que sim”, disse Liniers, ao CORREIO, do Rio, onde esteve para a abertura da exposição Macanudismo. “Eu teria gostado muito de ler Angeli ou Laerte na minha adolescência. Tomara que livros, música, cinema, tudo pule estas fronteiras com mais facilidade”.

Fellini e Enriqueta: humor e amor pelos livros

Macanudo (que quer dizer algo como “bacana” ou “legal”) é publicado originalmente no jornal La Nación, de Buenos Aires, desde 2002. Começou a se tornar popular no Brasil ainda pela internet e chegou a ser publicada na Folha de S. Paulo. Os álbuns chegaram às livrarias por aqui em 2008. Em 2010 foi lançado Bonjour, produção anterior de Liniers, que saía semanalmente em Página 12.

Foi a quadrinista Maitena, autora de Mulheres Alteradas (cuja série também foi publicada no Brasil), que o levou à mudança da tira semanal para a nova série diária. E o que começou em Bonjour, ele firmou em Macanudo: não muitos personagens fixos, uma observação do mundo que se alterna entre o humor, a ternura e a melancolia, e o diálogo com a cultura pop.

O nonsense poético é marca forte do argentino

“Comecei Macanudo sem  saber para onde ela iria”, diz o quadrinista. “E ainda não sei para onde vai. O trabalho de um artista é como uma viagem em que importa muito pouco o destino”. Ir com o vento explica a postura de não se prender demais aos personagens, mesmo os mais populares. “Macanudo muda sempre porque eu mudo sempre”, conta. “Estamos vivos, isso é mudar”.

Ele faz parte de uma geração de autores para jornal que desenvolveu uma narrativa onde a obrigação da piada nas tiras de humor diminuiu e o trabalho pode seguir outros caminhos, mais existenciais. “Desapareceram alguns preconceitos sobre esta forma narrativa”, avalia. “Acredito que isso faz com que o panorama seja muito mais variado e rico. Vale tudo!”

Liniers, pintando um painel na abertura da exposição “Macanudismo” (foto: Kadu Ferreira)

Suas sessões de autógrafo no Brasil são concorridíssimas. Isso se repetiu no volume 5, na abertura de Macanudismo (foram mais de 4h30 de autógrafos). “Pra mim a importância da obra de Liniers é conseguir fazer com que as pessoas tenham um momento de alegria e ternura – e também de nonsense e mistério – no seu cotidiano”, diz Bebel Abreu, pessoense que é a curadora da exposição que está na Caixa Cultural até setembro. “O fato de ele ser um autor absurdamente prolífico e generoso também me motivou a trazer a mostra para o Brasil”.

Ela conta que as redes sociais são uma demonstração da popularidade do artista argentino. “Percebemos que ele tem fãs ardorosos no Brasil, mas muita gente está conhecendo seu trabalho agora…”, conta ela. “Apostamos que a mostra vai levar seu trabalho a muitas outras pessoas que não tinham tido contato ainda. Tivemos grande alegria em sair com destaque nas mais diversas mídias cariocas e mesmo paulistanas. E pela primeira vez em muito tempo vejo as pessoas escrevendo em seus blogs e sites, muito mais bacana que copiar e colar o release, que é o que acontece em 90% dos projetos culturais”.

Para os paraibanos, a ótima notícia é que Macanudismo estará na Caixa Cultural Recife na sequência: de 18/9 a 18/11. Será uma oportunidade e tanto para apreciar ainda mais a obra de Liniers e suas influências confessas para personagens como a leitora voraz Enriqueta e seu gato Fellini, os pinguins, a vaca cinéfila, os duendes, o casal Lorenzo e Terezita, o misterioso homem de negro.

‘Macanudo’ 5 sai, mais uma vez, pela Zarabatana

“Muitíssimas influências”, confirma. “Não só de quadrinistas, mas também Woody Allen, Monty Python, (o escritor americano Kurt) Vonnegut, Bob Dylan, Chaplin, Steinbeck e Stephen King!”. A lista continua com os argentinos admirados por ele. “Adoro artistas como Maitena, Quino, Fontanarossa, Caloi, Max Cachimba, Solano López, (Carlos) Trillo, (Horacio) Altuna, (Carlos) Nine… É uma lista muito longa”.

Uma grande combinação para criar esse clima de nonsense e mistério desta obra-prima que é Macanudo.

Renato Guedes, ilustrador da Marvel, está em João Pessoa para autografar seu livro (hoje, no MAG Shopping) e dar uma palestra (amanhã, no auditória azul da Funesc). Esta é a entrevista que fiz com ele, publicada hoje, no Correio da Paraíba.

***

Renato Guedes: "Fazer o Superman mudou minha carreira"

Responda rápido: quais são os maiores heróis das histórias em quadrinhos? Super-Homem, Batman, Capitão América, Wolverine estariam entre eles? Pois o paulista Renato Guedes desenhos estes e mais alguns em sua trajetória invejável como artista das duas maiores editoras do gênero nos Estados Unidos: DC e Marvel. Primeiro, na DC, onde ele desenhou por anos títulos ligados ao Super-Homem. Agora, na Marvel, onde ilustra Vingadores Secretos. Com o filme dos Vingadores estreando hoje nos cinemas, ele está em João Pessoa pela primeira vez, convidado pelo Studio Made in PB, para uma exposição de seus trabalhos e para conversar com o público. Hoje, no MAG Shopping, ele autografa o livro Renato Guedes Artbook, enquanto permanece em cartaz a exposição Os Maiores Heróis da Terra, com alguns de seus trabalhos.

O livro traz trabalhos feitos tanto para a DC quanto para a Marvel. “Mostra muita coisa passo a passo, os esboços. É mais voltado para o backstage da coisa”, contou  o desenhista ao CORREIO, por telefone, de São Paulo. “Muitas vezes é um trabalho duro e o leitor não sabe”. Muitas edições especiais encadernadas já trazem, como extras, esboços e o processo de criação dos desenhistas. “Dessa certa forma, isso valoriza essa etapa da criação”, afirma.

Os Vingadores no traço de Guedes: trabalho atual

Sobre os novos tempos na Marvel, ele contou que a mudança não foi tão grande. “As duas editoras trabalham de maneira similar”, disse. Na Marvel, ele começou em Wolverine. “Essa foi uma das minhas vontades de mudar”, disse ele. “Ter um desafio novo, fazer uma coisa que era o oposto do Superman”. Vingadores Secretos, que ainda não está saindo no Brasil com seu traço, é outro desafio: seu primeiro trabalho em revista periódica estrelado por um grupo.

Guedes estudou na antiga Fábrica de Quadrinhos (hoje, Quanta Acadenmia de Arte), trabalhava principalmente com publicidade junto com HQ antes da carreira internacional. Assinou com a agência Art & Comics em 2002, e fez trabalhos para editoras americanas independentes e testes para a DC e a Marvel. Acabou contratado pela DC para a revista Smallville, baseada na série de TV. Daí, passou para os títulos do Homem de Aço e arredores: Adventures of Superman, Superman e Action Comics, além de Supergirl.

“A escolha profissional nem sempre é o que você mais gosta, mas, no caso do Superman, eu fiquei à vontade”, diz ele, concordando que chegar a desenhar a Action Comics, histórico título onde o Homem de Aço estreou em 1938, é um reconhecimento em si mesmo. “Ele é o mais icônico dos heróis. Fazer o Superman mudou completamente a minha carreira”.

O Super-Homem no traço "europeu" do desenhista

A arte de Guedes se destaca pela beleza e por não ser poluída. “Muitas pessoas dizem que é um desenho meio europeu”, afirma. “Eu tenho um estilo que é beaseado nas minhas influências, dos mais variados possíveis. Manara, Moebius, Katsuhiro Otomo. Mas também ilustradores como Normal Rockwell… É o que sai naturalmente, é o que eu sei fazer”.

Por incrível que pareça, nessa visita finalmente Renato Guedes vai conhecer o paraibano Mike Deodato, seu companheiro de Marvel (atualmente em New Avengers). “É engraçado isso. Muitos amigos que até moram em São Paulo eu só encontro em conevenções em outros mpaís. E o Deodato, nunca encontrei”, diz.

No sábado, o evento será no Espaço Cultural, onde Renato Guedes vai apresentar uma palestra, no Auditório Azul, a partir das 14h. Gratuita, mas com vagas limitadas (inscrições através do e-mail palomadiniz.studiomadeinpb@gmail.com).

Paulo Ramos e seu novo livro, no lançamento paulista: o que tiras e piadas têm em comum?

Desde 2006, o jornalista Paulo Ramos cobre e analisa o mercado de histórias em quadrinhos através do Blog dos Quadrinhos. Esse tempo de observação, além de sua pesquisa na USP já rende livros teóricos e jornalísticos interessantes sobre a área. Paulo esteve em João Pessoa em 2010 para lançar Bienvenido – Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos, e agora volta para o lançamento de Faces do Humor – Uma Aproximação entre Piadas e Tiras (Zarabatana Books), cuja sessão de autógrafos será hoje, na gibiteria Comic House, em Tambaú, às 18h.

O livro aborda as tiras de jornal e sua relação com o humor. “A ideia surgiu após perceber que as tiras cômicas usavam de artifícios muito parecidos com os das piadas para provocar o efeito de humor”, conta ele. “Tanto tiras quanto piadas são narrativas curtas com desfecho inesperado, que leva ao humor. Não é a única aproximação entre ambas, mas seguramente é a principal”.

"As Cobras", de Luís Fernando Veríssimo

Faces do Humor vai um pouco mais fundo, ao investigar se tiras cômicas são piadas. “Para poder fazer uma aproximação entre piadas e tiras, foi necessário, antes de tudo, entender exatamente como se processa o humor e como ele é utilizado nas piadas em si”, diz. “A definição de piada, por exemplo, é bem difícil de ser feita. A palavra agrega diferentes possibilidades de uso: piada pode ser brincadeira, uma narrativa curta com desfecho inesperado, uma maneira jocosa de se referir a alguém. Após essa discussão, é que pudemos adentrar no terreno dos quadrinhos e das tiras”.

Para analisar as relações entre essas duas formas de produção do humor, Paulo Ramos se debruça sobre a produção de alguns dos melhores quadrinistas nacionais do gênero. “Procurei utilizar vários exemplos para tornar a leitura mais acessível. E divertida, já que a maioria dos casos são piadas e tiras”, conta. “Isso ocorre desde o início até o final da obra. Nos capítulos finais, faço uma análise mais detalhada em quatro séries de tiras: As Cobras, de Luis Fernando Veríssimo; Cascão, de Mauricio de Sousa; Classificados, de Laerte; Níquel Náusea, de Fernando Gonsales. Em cada uma delas, procuro investigar um aspecto diferente”.

"Cascão", de Maurício de Sousa

Paulo Ramos desenvolveu a pesquisa para o doutorado na Faculdade de Letras da USP, defendido em 2007. Nos quatro anos até o lançamento de Faces do Humor, que chegou às livrarias em agosto de 2011, o jornalista atualizou o material e adaptou o texto para se dirigir a todos os leitores (e não só os da academia).

Um novo livro já está a caminho: uma antologia dos textos publicados no Blog dos Quadrinhos, com o título Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil, com mais de 500 páginas e editado pela Devir. O lançamento está previsto para abril ou maio, em 20 temas. “Cada um deles compôs um capítulo da obra. Lidas em sequência, essas informações ajudam a entender o atual momento do mercado brasileiro de quadrinhos e os motivos que levaram a esse novo cenário”.

Um panorama abragente como nunca se viu em uma publicação do tipo no Brasil.

"Classificados", de Laerte

– Você acredita que, para o púbico em geral, as tiras são identificadas principalmente com o humor, embora não faltem exemplos de outros gêneros (como aventura e tiras existenciais)? O livro tenta desmistificar isso?

Diria que, no Brasil, as tiras são associadas quase exclusivamente ao humor. Pelo menos, do ponto de vista do público em geral. O livro procura mostrar como se dá o funcionamento dessa forma de tiras, sem dúvida a mais conhecida e produzida no país.  Mas a obra também ajuda a entender as outras maneiras de produção de tiras, como as seriadas, as cômicas seriadas e as livres.

– Que assuntos são abordados no livro?

Como o tema é amplo, foi necessário fazer um passeio por diferentes campos do conhecimento. O leitor irá encontrar exposições sobre as diferentes teorias do humor, com correntes da Linguística que preocupam com o texto, com as diferentes maneiras de produção das histórias em quadrinhos, com estratégias de leitura de uma tira. Tudo para preparar o terreno para a análise em si, que procura demonstrar que as tiras cômicas usam estratégias semelhantes às piadas para a produção do efeito de humor.

– Bienvenido e Leitura dos Quadrinhos também estarão sendo vendidos. Como andam as trajetórias desses livros?

Os dois tiveram uma ótima repercussão. Prova disso é que ambos venceram o Troféu HQMix, A Leitura dos Quadrinhos em 2010 e Bienvenido em 2011. A Leitura dos Quadrinhos já foi reimpresso e chegou até a ser adotado para a formação de professores de todo o estado de São Paulo. Bienvenido está quase esgotado. Os dois estarão à venda neste sábado, em João Pessoa, mas vai haver pouquíssimos exemplares de cada um.

Copie e cole a lista nos comentários e coloque sua nota de 0 a 5 para cada filme. Não valem notas quebradas. Se não tiver visto o filme, coloque “não vi”.

– Os Muppets –
– Operação Presente –
– Os Especialistas –
– Crítico –
– Noite de Ano Novo –
– Gato de Botas –
– As Canções –
– Roubo nas Alturas –
– O Último Dançarino de Mão –
– Compramos um Zoológico –
– Missão Impossível – Protocolo Fantasma –
– A Fera –
– Imortais –

* Filmes que estrearam de 1º a 31 de dezembro de 2011 nos cinemas de João Pessoa.

– Dê suas notas:

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