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2001 - Uma Odisseia no Espaco - 52 - filmagem

Kubrick, nas filmagens de ‘2001’

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO – STANLEY KUBRICK, ARTHUR C. CLARKE E A CRIAÇÃO DE UMA OBRA-PRIMA .
Um making of de 500 páginas . 

Renato Félix

Grandes filmes podem ter grandes histórias e serem eles mesmos grandes histórias. E estas podem render não só os já banalizados making ofs (que podem integrar como extra um DVD ou blu-ray de qualquer filme mequetrefe), mas também serem tema de livros. É o caso de 2001: uma Odisseia no Espaço – Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke e a Criação de uma Obra-Prima, de Michael Benson, lançado este ano na esteira das celebrações pelos 50 anos do filme.

O livro une-se a obras como Cidadão Kane – O Making of, de Robert L. Carringer, Quinta Avenida, 5 da Manhã – Audrey Hepburn, Bonequinha de Luxo e o Surgimento da Mulher Moderna, de Sam Wasson, ou De Volta para o Futuro – Os Bastidores da Trilogia, de Caseen Gaines, que também resolveram contar a história por trás de filmes clássicos. 2001, naturalmente, já teve outros livros dedicados a ele, inclusive um diário de Arthur C. Clarke de sua jornada criativa ao lado de Kubrick, publicado em 1972.

2001 - livro - capaO livro de Benson conta a respeito da parceria de Kubrick, então um cineasta americano que logo passaria a morar em Londres e que vinha do sucesso de Doutor Fantástico (1964), e Arthur C. Clarke, escritor de ficção científica inglês então vivendo no Sri Lanka. Kubrick procurou o escritor porque queria fazer um filme de ficção científica que fosse cientificamente o mais plausível que pudesse.

Juntos, eles produziram simultaneamente um filme e um romance que especula sobre a vida extraterrestre e aborda a evolução humana, do seu estágio anterior, nas cavernas, a um possível patamar posterior, como um ser das estrelas.

O livro fala dos passos da produção, a criação dos incríveis efeitos especiais (a cargo de Wally Veevers, Tom Howard, Douglas Trumbull e Con Pederson), abordando o controverso crédito a respeito disso no filme (o único Oscar que 2001 venceu), os sets elaborados e caros (que levaram a produção a ser apelidada de Nasa leste), a decisão de cortar 19 minutos do filme, o prólogo filmado e não utilizado na montagem final, a repercussão negativa no lançamento e como o filme foi ganhando espectadores e se tornou a referência que é hoje.

Benson usou correspondências pessoais, longas entrevistas e material de arquivo (a sessão de notas, no fim do livro, ocupa 34 páginas. A escrita vai do relato à análise, relacionando de cara, no prólogo, o filme à Odisseia, de Homero, e ao Ulisses, de James Joyce.

O livro, em capa dura, também abre com um caderno de fotos coloridas em papel couché. Várias outras, em preto-e-branco, vão ilustrando a narrativa de Michael Benson.
2001: uma Odisseia no Espaço é hoje um dos clássicos absolutos do cinema. Um dos raros filmes que podem realmente ser apontados como um divisor de águas. Sua ousadia imagina a aurora do homem, quando o ser primitivo, influenciado por um monólito deixado por aqui por uma inteligência alienígena, descobre o osso como ferramenta/ arma.

No futuro das viagens espaciais, o homem descobre outro monólito na Lua, deixado lá para emitir um sinal quando descoberto (assim, os alienígenas saberiam que a raça humana estaria começando a avançar além dos limites do planeta, base do conto “A sentinela”, de Clarke). Em uma viagem para investigar, o supercomputador HAL-9000 enlouquece e começa a matar os astronautas a bordo. A evolução da ferramente a transformou em uma arma contra nós, levando ao final metafísico.

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO – STANLEY KUBRICK, ARTHUR C. CLARKE E A CRIAÇÃO DE UMA OBRA-PRIMA. De Michael Benson. Editora: Todavia. Tradução: Claudio Carina e Álvaro Hattnher. Páginas: 496. Formato: 16 x 23cm. Preço: R$ 84,90 (físico) e R$ 49,90 (e-book).

* Publicado originalmente no Correio da Paraíba, edição de 30/10/2018

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Jornada ecológica

A tripulação em plenos anos 1980

A tripulação em plenos anos 1980

As viagens no tempo sempre foram um tema muito querido a Jornada nas Estrelas – que o diga J.J. Abrams e seu novo Star Trek (2009), atualmente em cartaz nos cinemas. Durante a série clássica, os tripulantes da Enterprise já haviam voltado à época em que o programa era produzido – no caso, 1968. Quase 20 anos depois, havia chegado a vez de isso acontecer no cinema: em Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa (Star Trek IV – The Voyage Home, Estados Unidos, 1986), forte candidato a ser considerado o melhor filme da série.

A Volta para Casa começa pouco depois do fim de À Procura de Spock (1984), encerrando uma trilogia particular que começou em A Ira de Kahn (1982). Se o anterior era corajoso por deixar Spock de fora – por causa dos eventos do final do segundo filme -, neste é a nave Enterprise, sempre um personagem à parte, que mal dá as caras.

Na verdade, a tripulação está a bordo de uma nave klingon e retornando para a Terra quando descobre que uma espécie de sonda vai destruindo tudo pelo caminho porque seu chamado não está encontrando resposta. A aniquilação do planeta parece certa até a descoberta: o som esperado é o que as baleias jubarte emitem no fundo do mar.

Porém, no século 23 elas estão extintas. omo única solução, a nave volta a 1986 com a inusitada missão de “raptar” duas baleias e voltar com elas para aproximadamente 300 anos no futuro e fazê-las se comunicar com a sonda. O que o capitão Kirk (William Shatner), o Sr. Spock (Leonard Nimoy), o Dr. McCoy (DeForest Kelley) e cia. encontram é uma cultura mais estranha que as alienígenas com as quais eventualmente esbarram em suas viagens espaciais.

Em San Francisco, eles têm que lidar com computadores obsoletos (para o século 23), medicina antiquada, paranóia anticomunista e até punks. O resultado é uma série de piadas ótimas que tornaram este o filme mais engraçado da série, tendo como rival em momentos cômicos apenas o clássico episódio “Problemas aos pingos”, da segunda temporada.

A  equipe também estava afiada. Nimoy assumiu a direção pela segunda vez e com segurança suficiente para brincar à vontade com os personagens. Nicholas Meyer (que havia dirigido A Ira de Kahn e voltaria à função em A Terra Desconhecida, de 1991) colaborou no roteiro, escrito também pelo produtor Harve Bennett e por Steve Meerson  e Peter Krikes (a partir da história de Nimoy e Bennett).

O roteiro mostra mais uma vez uma das forças de Jornada nas Estrelas: a preocupação científica e se mostrar antenada com os problemas da época em que é prodzida, mesmo por baixo de muita ação e bom humor. Aqui, isso surge como o aviso ecológico contra a caça indiscriminada e perigo de extinção das baleias. Mas o filme sabiamente evita um tom moralista ou professoral e se concentra na química entre os personagens e no equilíbrio entre ação e comédia.

E deu mais do que certo: é um grande prazer, acima de tudo, assistir a Jornada nas Estrelas IV – A  Volta para Casa.

Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa. (Star Trek IV – The Voyage Home, Estados Unidos, 1986). Direção: Leonard Nimoy. Elenco: William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, Catherine Hicks, James Doohan, Nichelle Nichols, George Takei, Walter Koenig, Mark Lenard, Jane Wyatt, Robin Curtis, Grace Lee Whitney, Jane Wiedlin, Majel Barrett. Disponível em DVD pela Paramount.

Saiba mais:

Assista ao Comic Show sobre o universo de Jornada nas Estrelas

Crítica de Jornada nas Estrelas – O Filme
Crítica de Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan
Crítica de Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock
Crítica de Jornada nas Estrelas V – A Última Fronteira
Crítica de Star Trek

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