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Os Beatles há 50 anos: juntos e separados
1970 marcou o lançamento não só do último disco dos Beatles, mas também solos de John, Paul, George e Ringo

por Renato Félix
* Versão estendida e corrigida de matéria publicada no Correio da Paraíba, em 27 de março de 2020

2020.03.27 - B5 - Fim dos BeatlesEm 10 de abril de 1970, foi publicada uma autoentrevista de Paul McCartney escancarando as ruínas dos Beatles. Os integrantes já não se entendiam mais, John Lennon já havia dito aos colegas que iria pular fora e já nem havia participado da gravação da canção “I, me, mine” em janeiro. Nesse texto, em um relise do lançamento de seu primeiro álbum solo, Paul simplesmente anunciava que estava fora do grupo.

Assim, o ano de 1970 veria não só o lançamento do último disco dos Beatles, Let it Be — quase todo gravado no começo de 1969, antes ainda do disco Abbey Road — , quanto os primeiros álbuns solo dos quatro beatles (mesmo que alguns tenham lançado antes discos experimentais, trilhas para filmes ou um ao vivo). Dos quais, o primeiro acabou sendo o de Ringo Starr: Sentimental Journey, que completa hoje 50 anos de lançamento. Veja a seguir um pouco da história dos cinco discos.

Ringo - Sentimental Journey

Sentimental Journey, de Ringo Starr (lançado em 27 de março) — Foi o primeiro álbum solo de um membro do grupo (descontando as experimentações de John e George nos anos anteriores, trilhas ou ao vivo). Os outros Beatles incentivaram, mas como Ringo não é um compositor no mesmo nível dos colegas, a ideia foi gravar músicas antigas, clássicos cantados em reuniões de sua família, como “Night and day”, “Bye bye, blackbird”, “Stardust”, “Love is a many splendored thing” e a canção-título.

O baterista dos Beatles começou a trabalhar no disco em agosto de 1969, com produção de George Martin. É uma pegada até surpreendente, bem diferente do que ele vinha fazendo com os Beatles. Meio retrô na proposta e buscando valorizar seu jeito de interpretar, que os companheiros (e sua mãe) elogiavam.

Cada faixa teve alguém diferente assinando os arranjos. Paul assina “Stardust”; Quincy Jones, “Love is a many splendored thing”; e Elmer Bernstein, “Have I told you lately that I love you?”; entre outros.

Paul McCartney - McCartney

McCartney, de Paul McCartney (20 de abril) — Paul gravou sozinho e secretamente seu primeiro disco solo. O lançamento foi a pá de cal no relacionamento dele com os outros Beatles: John, George e Ringo queriam que Paul adiasse a data de seu disco para que McCartney não competisse com o Let it Be, que estava para ser colocado no mercado na mesma época. Ringo levou a proposta do trio à casa de McCartney e foi enxotado de lá pelo amigo.

Paul gravou o disco já na ressaca da separação dos Beatles, cada vez mais evidente. Começou na própria casa, com um equipamento de gravação caseiro, tocando todos os instrumentos e com Linda fazendo alguns backing vocals. Depois agendou horários em Abbey Road com um pseudônimo. Nesse espírito, bate de frente com os elaborados álbuns dos Beatles nos anos anteriores.

As gravações começaram ainda no final de 1969, depois que John anunciou aos outros três que estava deixando a banda, mas foi convencido a não tornar isso público. Paul se isolou em sua casa na Escócia, bebeu pacas, até que Linda conseguiu incentivá-lo a dar um rumo na vida. E ele começou o projeto de um disco solo. Aliás, o mais “solo” que ele podia.

A antológica “Maybe I’m amazed” é desse disco, além de canções como “That would be something”. Paul ainda lançaria Ram em 1971, antes de formar uma nova banda, os Wings.

The Beatles - Let It Be

Let it Be, de The Beatles (8 de maio) — O último disco dos Beatles foi, na verdade, o penúltimo a ser gravado. Era o projeto Get Back, que começou no começo de 1969, com a ideia de ser uma volta às raízes: o grupo gravando música de forma “crua”, sem tantos dos efeitos de estúdio que vinham utilizando, e com os ensaios registrados por câmeras para um futuro documentário e com a ideia de um grandioso show a ser feito.

No entanto, as gravações nos Twickenham Studios foram tensas e acabaram interrompidas quando George anunciou que estava deixando a banda. Conversa vai, conversa vem, a banda não acabou e as gravações foram retomadas, mas — por exigência de George — na Apple, companhia dos Beatles. O show acabou sendo no telhado do prédio, curto e sem aviso prévio.

Sobre o disco, o quarteto não gostou do resultado das gravações. Mexeram para lá, para cá, propostas de edição foram sendo feitas e rejeitadas, enquanto o grupo foi Deixando meio de lado o projeto e se concentrou para começar do zero outro disco, que viria a ser o Abbey Road, lançado ainda em 1969.

Mas a produção do documentário andou e ganhou data de lançamento para 1970. Em janeiro de 1970, Paul, George e Ringo trabalharam mais na canção “Let it be” e gravaram “I, me, mine” (de Harrison e última canção gravada pelos Beatles). Então, depois, John e o empresário Allan Klein (de quem Paul não gostava) entregaram as gravações para o produtor Phil Spector, que retrabalhou as músicas para a versão final do disco, que viria a ser lançado como Let it Be.

Paul não gostou das mudanças feitas em “The long and winding road” e “Let it be”, com orquestrações e overdubs que fugiam do conceito original cru. Ele finalmente conseguiu fazer sair em 2003 o Let it Be… Naked, que é o Let it Be sem as alterações by Phil Spector e mais próximo do que ele pretendia no projeto Get Back.

George Harrison - All Thing Must Pass 2

 

All Things Must Pass, de George Harrison (27 de novembro) — George começou sua carreira solo como uma represa de composições que era rompida: lançou um disco nem simples, nem duplo, mas triplo! Ele usou canções que ele havia composto na época dos Beatles, mas que não foram usadas — a canção-título é uma delas. Também tem o hit ‘My sweet Lord”, além de “What is life”, “Isn’t a pity” e “I’d had you anytime” (parceria com Bob Dylan).

Harrison produziu com Phil Spector e o disco reflete a personalidade musical própria de George, para além da trajetória com John, Paul e Ringo, mostrando a influência de Dylan, The Band e outros artistas daquele final de anos 1960. Principalmente, a parceria com outros artistas, que não o relegavam a um papel de coadjuvante, como Lennon e McCartney ainda faziam.

Ringo participa, além de velhos amigos como Billy Preston, Klaus Voorman e Eric Clapton. O terceiro disco é de jams. All Things Must Pass é a estreia solo que vale para George, mas ele já havia lançado antes o instrumental Wonderwall Music (1968) e o experimental Electronic Sound (1969).

John Lennon - Plastic Ono Band

Plastic Ono Band, de John Lennon/ Plastic Ono Band (11 de dezembro) — Lennon gravou em fevereiro o single “Instant karma”(e “Give peace a chance” em 1969) e já havia lançado três álbuns experimentais com Yoko (como Unfinished Music nº 1: Two Virgins, de 1968) e o ao vivo Live Peace in Toronto 1969 (com o grupo que montou para o show creditado como Plastic Ono Band). Mas este é que é considerado seu primeiro solo valendo pontos. E o derradeiro álbum solo de um agora ex-beatle em 1970 foi um grito, muito pessoal.

Com Phil Spector na produção junto com John e Yoko e com Ringo na bateria, o disco já abre com “Mother”, onde ele berra para a mãe (Julia, que morreu em 1958) e para o pai (Alfred, que largou a família quando ele era criança). Não é por acaso: o disco tem inspirações nas terapias de grito primal que vinha fazendo com Arthur Janov.

Também estão no disco “Working class hero” e “God”. “God” é aquela onde ele sentencia: “Não acredito nos Beatles/ Só acredito em mim/ Em Yoko e em mim”. Se ainda havia alguma esperança de que os quatro rapazes de Liverpool permanecessem juntos, ela parecia cada vez menor. No final de “God”, Lennon faz questão de avisar: “The dream is over” (“O sonho acabou”).

Laurentino Gomes - 01 - 2019

Laurentino Gomes mergulha no contexto para abordar a escravidão no Brasil

A ferida ainda aberta da escravidão  

por Renato Félix

“O legado da escravidão persiste entre nós ainda hoje, na forma de preconceito, exclusão social, ou, pior, de autonegação, como se o tema não existisse ou não merecesse ser estudado”. Essa é a opinião do jornalista e escritor paranaense Laurentino Gomes, que vem percorrendo o Brasil em uma maratona de lançamentos de seu novo livro Escravidão — Volume I: Do Primeiro Leilão de Cativos em Portugal Até a Morte de Zumbi dos Palmares. É o primeiro de uma trilogia que mergulha em um dos mais sombrios e trágicos assuntos da história do Brasil.

“Uma sociedade, ou um país, que não estuda história é incapaz de entender a si mesmo porque desconhece as suas raízes”.

Sua turnê de lançamentos tem parada na Paraíba esta semana: ele autografa Escravidão quinta em João Pessoa, sexta no Festival Literário de Bananeiras, sábado na Feira Literária de Areia e domingo na comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande, uma das quais ele visitou quando sua pesquisa passou pela Paraíba.

“A Paraíba me acolheu de maneira muito generosa durante a fase de pesquisa”, conta ele ao CORREIO. “Recebi contribuições importantes de professores da Universidade Federal e do Instituto Histórico e Geográfico. Visitei dois antigos quilombos, o de Cruz da Menina (no município de Dona Inês) e o de Caiana dos Crioulos. Também percorri as antigas regiões produtoras de cana-de-açúcar e café na Zona do Brejo, onde, curiosamente, as ideias abolicionistas já circulavam muito antes da Lei Áurea. Aprendi muito com essas visitas. Em retribuição a tudo isso, decidi fazer quatro eventos de lançamentos deste novo livro”.

“No domingo, dia 27, volto a Caiana dos Crioulos para uma ‘roda de conversa’ com os amigos que fiz lá”, continua. “Acredito que será o mais simbólico de todos os eventos da minha turnê nacional de lançamento. A região Nordeste foi o berço da escravidão indígena e africana no Brasil. O uso da mão-de-obra cativa chegou junto com a cultura da cana de açúcar nos ricos e férteis solos de terra escura, repleta de sedimento orgânico, o chamado massapê, tão abundante na zona da mata. Portanto, para estudar a escravidão no Brasil é preciso começar primeiro pela África. Depois, por Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia. Essas viagens me deram uma compreensão muito maior e mais próxima do que foi o fenômeno da escravidão no passado e do que é o seu legado ainda hoje”.

A escravidão indígena

O livro aborda a escravidão no Brasil não só de africanos, mas também dos índios. “Essa é uma história trágica, de extermínio sem precedentes na história da humanidade”, conta. “Estima-se que na época da chegada de Cabral haveriam entre três e quatro milhões de indígenas brasileiros, distribuídos em centenas de tribos. Falavam mais de mil línguas e representavam uma das maiores diversidades culturais e linguísticas do mundo. Em 1808, ano da chegada da corte portuguesa de Dom João ao Rio de Janeiro, os índios tinham sido vítimas de uma bomba demográfica. A esta altura, os indígenas estavam reduzidos a cerca de 700 mil pessoas, aproximadamente 20% do seu contingente original. Em média, durante o período colonial, o Brasil exterminou um milhão de índios a cada cem anos”.

“Antes de investir maciçamente no tráfico de cativos africanos, os portugueses tentaram de todas as maneiras suprir as necessidades de mão-de-obra da colônia brasileira com escravos indígenas”, prossegue. “A primeira carga de cativos a cruzar do Atlântico não partiu da África, mas do próprio Brasil. Eram indígenas escravizados e levados para a Europa. A viagem aconteceu apenas uma década após a chegada de Cabral à Bahia”.

A troca de escravos indígenas por africanos trazidos do outro lado do oceano obedeceu a uma cruel praticidade: um mercado de escravos já estruturado na África. Mas também já havia o elemento do racismo. “A escravidão africana, por sua vez, foi sempre justificada por uma ideologia racista, de natureza teológica, filosófica e, muitas vezes, resultante de observações pretensamente científica, que se referiam não apenas as diferenças relacionadas à cor da pele, mas também a alguns traços anatômicos peculiaridades dos negros, como o formato dos olhos, da cabeça e do nariz”, explica o autor. “Os africanos eram apontados como bárbaros, selvagens, pagãos, praticantes de religiões demoníacas e, por isso, passíveis de serem escravizados. Essa ideologia persistiu entre nós até o final do século XIX e traços dela podem ser observados ainda hoje, na forma de preconceito racial”.

“O grande desafio é ampliar o interesse do público pela História do Brasil com informação e clareza, sem desqualificar o conteúdo e sem ficar apenas na superfície”.

A prosa simples e direta de Laurentino Gomes se consagrou com sua trilogia histórica anterior: 1808, 1822 e 1889, que abordam, respectivamente, a família real portuguesa no Brasil, a independência e a proclamação da República. Em Escravidão, de novo ele se comunica com clareza e se dedica muito ao contexto.

O livro detalha a escravidão entre os povos, a evolução da tecnologia das navegações, as correntes de vento no Atlântico (que definiam as rotas) e a história dos povos e reinos da África (tão pouco conhecida por aqui).

“Episódios como a fuga da corte de Dom João para o Rio de Janeiro não são fatos isolados. Para compreendê-los é preciso observar os acontecimentos, as revoluções e as ideias que circulavam no resto do mundo, ou seja, as circunstâncias da época na história da humanidade, que acabaram influenciando as decisões e as transformações de Portugal e Brasil”, afirma. “Escravidão sempre existiu em todas as grandes civilizações humanas. É como se fizesse parte do nosso código genético. Além disso, escravidão nem sempre foi sinônimo da cor da pele negra. Até o final do século 17, a maioria dos escravos no mundo era constituída por pessoas brancas”.

A África, essa desconhecida tão próxima

Há muita informação sobre a África, continente de quem somos tão próximos, mas insistimos em não conhecer. O próprio Laurentino Gomes o conhecia muito pouco, mas, para a pesquisa, fez cinco viagens a oito países, no período de um ano. “Infelizmente, há muito preconceito no Brasil em relação a África. O que é uma pena”, lamenta o autor.  “Brasil e África já estiveram mais próximos. Até o final do século 19, havia rotas regulares de navios entre Salvador, na Bahia, e a Nigéria, por exemplo. Angola tentou aderir à independência do Brasil, em 1822”.

Para ele, as semelhanças atuais ainda impressionam. “Praia, capital de Cabo Verde, é uma mistura de Salvador e Rio de Janeiro. A presença da música da brasileira está em todo lugar, especialmente a Bossa Nova, muito forte entre os compositores e intérpretes caboverdianos. Luanda, capital de Angola, lembra muito o Rio de Janeiro, incluindo as muitas favelas que compõem e periferia pobre da cidade”, conta. “O biotipo das pessoas, o jeito de falar e se comportar lembra muito o jeito carioca. A mesma sensação se tem em relação a Bahia em países como Gana, Senegal e Benim, de onde, por sinal, vieram muitos cativos africanos para trabalhar nos engenhos de açúcar do Recôncavo Baiano. No Benim, especialmente, muito me impressionou a quantidade de tempos e símbolo ligadas a prática do candomblé. A culinária também é muito parecida, marcada pelo uso de ingredientes como a pimenta malagueta, mandioca, feijão, quiabo, inhame e milho. Qualquer brasileiro que visita a África, pelo menos nessas regiões, vai sentir-se imediatamente em casa”.

Mas a ausência do Brasil também se faz notar. “Um detalhe que me chamou muito a atenção foi a presença chinesa em todo o continente”, diz. “O vácuo deixado pela ausência do Brasil é ocupado hoje pelos chineses, cujos projetos estão espalhados por todo lugar. Encontrei-as em Cabo Verde, Angola e Moçambique – para citar apenas três dos países africanos de língua portuguesa que visitei no meu trabalho de reportagens. São obras gigantescas identificadas com placas, também enormes, escritas em mandarim, o idioma predominante na China”.

O assunto mais importante

A escravidão é um tema que o país foi empurrando para baixo do tapete, após a Abolição, e é visto apenas por alto nas escolas. E, para o autor, este é o assunto mais importante na história do Brasil.

“Tudo que já fomos no passado, o que somos hoje e o que seremos no futuro tem a ver com as nossas raízes africanas e a forma como nos relacionamos com elas. No final do século 17, o padre jesuíta Antônio Vieira cunhou uma frase famosa. ‘O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África’, afirmava ele. No meu entender, é uma frase profética, que se torna cada vez mais verdadeira com o passar do tempo. E continua atual ainda hoje”, diz. “O Brasil foi o maior território escravagista do hemisfério ocidental. Recebeu quase cinco milhões de cativos africanos, cerca de 40% do total de doze milhões embarcados para as Américas. Como resultado, tem hoje a maior população negra do mundo, com exceção apenas da Nigéria. Foi também o país que mais tempo resistiu a acabar com o tráfico negreiro e o último a abolir o cativeiro”.

Hoje os indicadores sociais refletem a chaga que foi a escravidão e o fato de o Brasil não a ter resolvido completamente. “Os indicadores mostram um abismo de oportunidades entre a população descendente de colonos europeus e os afrodescendentes, em todos os itens das nossas estatísticas. Nós somos um povo profundamente preconceituoso. Os descendentes de africanos ganham menos, moram em lugares mais insalubres, estão mais expostos aos efeitos da violência e da criminalidade e tem menos oportunidades em todas as áreas, incluindo emprego, saúde, educação, segurança, saneamento, moradia e acesso aos postos da administração pública. A melhor maneira de resolver essa chaga e enfrentar os desafios é pelo estudo da história. Precisamos entender e refletir sobre o que aconteceu”, afirma.

Sua experiência com o jornalismo ajuda sobretudo no texto claro e de fácil compreensão. “Minha contribuição é de linguagem. Procuro usar elementos relevantes ou personagem para chamar a atenção do leitor. Mas, em seguida, tendo capturado sua atenção, é necessário também dar um mergulho mais profundo”, explica. “A escravidão foi a experiência mais determinante na história brasileira, com impacto profundo na cultura e no sistema político que deu origem ao país depois da independência. Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor para a construção da nossa identidade. Minha trilogia segue a fórmula dos meus livros anteriores, pelo uso de uma linguagem simples, fácil de entender, capaz de atrair a atenção mesmo de leitores mais jovens e não habituados a estudar o tema. Mas espero dar uma contribuição pessoal para o desafio brasileiro de encarar a sua própria história escravista e dela tirar lições que nos ajudem a construir o futuro”.

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03.12 - C5 - História-e

Coluna História. Correio da Paraíba, 12/3/2017.

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