You are currently browsing the tag archive for the ‘Homem-Aranha’ tag.

Homem-Aranha no Aranhaverso

HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO (Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman, 2018)
Diário de Filmes 2019: 7

Nos quadrinhos, a saga do Aranhaverso foi um fan service gigante que brincava com encontros de inúmeras versões do Homem-Aranha, já existentes ou criadas para a história. A adaptação da ideia para o cinema organiza e simplifica a coisa – e a aproveita para apresentar ao público alheio aos quadrinhos o Homem-Aranha alternativo mais popular: Miles Morales. Negro e latino, é para o universo dele que convergem outros cinco Aranhas, que se juntam para impedir a destruição de seus universos paralelos através de uma máquina fatal, etc. Para o leitor aficcionado por cronologia, um prato cheio para debater referências e se o Parker veterano que aparece é ou não o “nosso” Peter Parker. Para o espectador comum, isso não tem muita importância: o filme é ágil, divertido, a animação investe num ar cartunesco, a narrativa explora bem os diferentes heróis aracnídeos (com alguns mais protagonistas e outros mais coadjuvantes) e há boas sacadas como evocar a textura de quadrinhos antigos e recontar as origens dos heróis várias vezes, com suas particularidades.

Anúncios

uem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

***

Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

***

Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

***

Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

***

Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

***

Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

***

Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

***

Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

***

Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

***

Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); os créditos de abertura de Os Guarda-Chuvas do Amor (1964); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Coluna Cinemascope (#7). Correio da Paraíba, 2/11/2016.

null

“Doutor Estranho” (2016)

 

Super-heróis, lado B

por Renato Félix

Quando eu era ainda um menino e via os filmes do Super-Homem com Christopher Reeve ainda na primeira dublagem brasileira na TV preto-e-branco dos meus pais, nunca imaginei que veria uma época como esta: vários filmes de super-heróis por ano, não raro muito bons e com chance até para personagens que não são aqueles mais populares entre não-leitores.

Naquela época, eu ainda estava começando a ler gibis do gênero (lia o Batman de Neal Adams e Denny O’Neill, basicamente, e logo viria O Cavaleiro das Trevas, Watchmen, que mudariam tudo nas HQs de heróis). De filmes, só havia mesmo os do Super-Homem. Fora isso, os heróis só apareciam de carne-e-osso em séries de TV em geral sofríveis. O Batman de Tim Burton em 1989 apareceu como honrosa exceção nos cinemas.

A coisa mudou mesmo quando X-Men – O Filme se tornou um grande sucesso em 2000 (eu sei, teve Blade pouco antes, mas que não-leitor já ouviu falar de Blade?). Homem-Aranha (2002) consolidou o gênero em ascensão. E Homem de Ferro (2008) deu o ponta-pé nos filmes interligados da Marvel.

E, com eles, a Marvel se tornou uma marca tão conhecida dos não-leitores que passou a ser avalista até de filmes de heróis pouco conhecidos além das páginas dos gibis. O garoto daqueles tempos, os anos 1980, nunca imaginaria assistir a um filme do Homem-Formiga, do Deadpool, dos Guardiões da Galáxia…

Ou Doutor Estranho, que teve pré-estreia com toda a pompa nesta madrugada, e já entra em horários à tarde nesta quarta em JP, Campina e Patos, embora a estreia oficial seja só na quinta. Quem sabe no futuro o público não-leitor acabe íntimo de personagens como o Homem-Elástico (da DC) ou da Ms. Marvel (da Marvel)?

FOTO: Doutor Estranho (2016)

<< Anterior: Passaram longe
>> Clássico é clássico (e vice versa)

 

Assim como treino é treino e jogo é jogo, trailer é trailer e filme é filme. Mas não posso deixar de dizer que esse trailer de Homem-Aranha – De Volta ao Lar me passa a melhor das impressões. Um visual simples e direto, economizando nas firulas e com bom destaque para os personagens (mais que aos efeitos). Robert Downey Jr. marcando ótima presença e Michael Keaton assumindo de vez o Birdman (ele faz o vilão Abutre). Estreia no Brasil em 6 de julho.

Sigam-me os bons (no Twitter)

julho 2019
D S T Q Q S S
« jun    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Cenas da Vida

Páginas

Estatísticas

  • 1.332.312 hits
Anúncios