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Bergman e Antonioni

30 de julho, há 10 anos: Morrem no mesmo dia, em 2007, os cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Ambos são considerados entre os mais importantes diretores da sétima arte, com obras extremamente pessoais. O sueco Bergman discutiu a dor humana, a existência de Deus, a opressão religiosa, a arte em filmes como O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972), Sonata de Outono (1978) e Fanny & Alexander (1982). O italiano Antonioni ficou conhecido como o cineastas da incomunicabilidade, por obras como A Aventura (1960), A Noite (1961), O Eclipse (1962), Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966) e Profissão: Repórter (1975).

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Coluna Cinemascope (#21). Correio da Paraíba, 8/2/2017.

Persona-09

Técnico e comunicador

por Renato Félix

O crítico João Batista de Brito publicou ontem em seu blog um texto intitulado “Como escrever sobre cinema”. É menos uma receita de como fazer do que a exposição da sinuca com a qual qualquer crítico, em algum momento (ou o tempo), se depara no relacionamento com o leitor: o quão profundo e técnico ser em seu texto, correndo o risco de ir perdendo poder de comunicação a cada degrau de profundidade; o quão legível ser, correndo o risco de, para atingir a todos, terminar sendo superficial.

O desafio (e exercício) diário é encontrar esse meio termo não muito claro. João conta como, na mesma época, pessoas diferentes o apontaram como tendo um texto “difícil” ou “fácil demais”. De minha parte, fazendo uma autorreflexão, tento evitar um teor difícil ou técnico demais, até porque o espaço não é tanto e é preciso ser sintético. Escrever “difícil” me obriga a explicar os termos para os leitores não iniciados.

Às vezes é difícil, claro. Como traduzir Persona (1966), de Bergman, em palavras 100% simples, por exemplo? Entender bem de psicologia ou não modifica nossa capacidade de absorver e compreender tudo o que está ali, criando múltiplos pontos de vista. Mas ninguém sabe tudo e, de certa forma, talvez este dilema do crítico seja exatamente amalgamar estas suas duas personalidades: o técnico especializado e o comunicador.

Mesmo com pesquisas de mercado, etc, nunca se sabe exatamente quem está lendo o jornal. Ou: o grupo de leitores é variado, nunca totalmente com o mesmo perfil. E o nosso objetivo é estabeler um diálogo com o leitor, que vai refletir ele mesmo sobre o filme e, no fim, concordar ou não com o crítico.

FOTO: Persona (1966)

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por Renato Félix

FILME:

ET-23

E.T., o Extraterrestre, de Steven Spielberg

As outras indicações: Blade Runner – O Caçador de Andróides, de Ridley Scott; Fanny & Alexander, de Ingmar Bergman; Tootsie, de Sydney Pollack; Victor ou Victoria, de Blake Edwards

Quem ganhou, na verdade: Gandhi, de Richard Attenborough

DIREÇÃO:

Fanny e Alexander-07-filmagem

Ingmar Bergman (Fanny & Alexander)

As outras indicações: Ridley Scott (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Steven Spielberg (E.T., o Extraterrestre); Sidney Pollack (Tootsie); Blake Edwards (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Richard Attenborough (Gandhi)

ATOR:

Tootsie-04

Dustin Hoffman (Tootsie)

As outras indicações: Harrison Ford (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Steve Martin (Cliente Morto Não Paga); Gerard Depardieu (Danton – O Processo da Revolução); Ben Kignsley (Gandhi)

Quem ganhou, na verdade: Bem Kingsley (Gandhi)

ATRIZ:

Escolha de Sofia-04

Meryl Streep (A Escolha de Sofia)

As outras indicações: Ewa Fröling (Fanny & Alexander); Jessica Lange (Frances); Jessica Lange (Tootsie); Julie Andrews (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Meryl Streeo (A Escolha de Sofia)

ATOR COADJUVANTE:

Blade Runner-05

Rutger Hauer (Blade Runner – O Caçador de Andróides)

As outras indicações: Kevin Kline (A Escolha de Sofia); Sean Penn (Picardias Estudantis); Charles Durning (Tootsie); Robert Preston (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Louis Gosset Jr. (A Força do Destino)

ATRIZ COADJUVANTE:

Tootsie-15

Teri Garr (Tootsie)

As outras indicações: Lesley Ann Warren (Victor ou Victoria); Daryl Hannah (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Dee Wallace (E.T., o Extraterrestre); Glenn Close (O Mundo Segundo Garp)

Quem ganhou, na verdade: Jessica Lange (Tootsie)

 

CRÉDITOS DE ABERTURA:

Victor ou Victoria

As outras indicações: Conan, o Bárbaro; O Fundo do Coração; O Mundo Segundo Garp; Tootsie

FILME BRASILEIRO DO ANO:

Pra Frente Brasil

Pra Frente, Brasil, de Roberto Farias

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