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80. ‘SPRINGTIME FOR HITLER/ HEIL MYSELF’, de Os Produtores (2005)
Com John Barrowman, Gary Beach, Uma Thurman e coro. Direção e coreografia: Susan Stroman. Canção de Mel Brooks.

Uma ridicularização implacável do nazismo na figura de um musical da Broadway que o glorifica, a primeira parte é a refilmagem encorpada do número do filme original de 1968, Primavera para Hitler. Quando Hitler entra em cena, interpretado na peça pelo diretor gay Roger DeBris (por sua vez, vivido por Gary Beach), é a parte nova para Os Produtores e igualmente antológica e hilariante. O uso da expressão “Heil myself” é um tributo de Brooks a Ernst Lubitsch, que sacaneou Hitler com essa expressão em Ser ou Não Ser (1942), refilmado em 1983 como Sou ou Não Sou, com o próprio Mel Brooks no papel principal.

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79. ‘WE BOTH REACHED FOR THE GUN’, de Chicago (2002)
Com Richard Gere, Renée Zellweger, Christine Baranski. Direção e coreografia: Rob Marshall. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Primor de metáfora, uma coletiva de imprensa manipulada por um advogado espertalhão é retratada como um show de ventriloquismo e marionetes, através de um delicioso ragtime, ritmo muito identificado com a época em que o filme se passa. Como acontece na narrativa de Chicago, o filme alterna entre o registro realista e o de fantasia, como musical.

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78. ‘THE RAIN IN SPAIN’, de My Fair Lady — Minha Bela Dama (1964)
Com Audrey Hepburn (com voz de Marni Nixon), Rex Harrison e Wilfrid Hyde-White. Direção: George Cukor. Coreografia: Hermes Pan. Canção de Frederick Loewe e Alan Jay Lerner.

Massacrada pelo tirânico professor de fonética, a florista pobre Eliza Doolittle finalmente consegue articular uma frase corretamente: “The rain in Spain stays mainly in a plain”. A euforia que toma conta de todos é um momento muito especial de My Fair Lady e o ponto de virada da trama da florista que o professor quer fazer virar dama.

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77. ‘THEY ALL LAUGHED’, de Vamos Dançar? (1937)
Com Ginger Rogers e Fred Astaire. Direção: Mark Sandrich. Coreografia: Hermes Pan e Harry Losee. Canção de George Gerswhin e Ira Gershwin.

Na trama de Vamos Dançar?, Fred dança balé clássico e finge que é russo. O encontro com Ginger é o choque de dois mundos, e esse choque acontece para valer em “They all laughed”, delicinha de canção dos Gershwin. Ginger canta na primeira parte, depois os dois se estranham na dança, depois Fred mostra quem é e o que sabe. Depois, o que vem é magia.

 

 

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76. ‘A HARD DAY’S NIGHT’, de A Hard Day’s Night (1964)
Com The Beatles. Direção: Richard Lester. Canção de John Lennon e Paul McCartney.

A abertura de A Hard Day’s Night é antológica, reproduzindo a histeria da beatlemania com toques de nonsense e dando o tom do que virá no filme: a reprodução cômica do que seria um dia no cotidiano agitado dos Beatles, com um ar meio de documentário. O apuro visual de Richard Lester fez essas imagens ficarem clássicas.

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75. ‘JUMPIN JIVE’, de Tempestade de Ritmos (1943)
Com Cab Calloway e os Nicholas Brothers. Direção: Andrew L. Stone. Direção de dança: Nick Castle. Coreografia: Clarence Robinson. Canção de Cab Calloway, Jack Palmer e Frank Froeba.

Você nunca vai ver no cinema alguma coisa igual aos Nicholas Brothers. De uma agilidade inacreditável eles faziam coisas que nem superstars do calibre de Ferd Astaire e Gene Kelly se atreviam. Infelizmente, o racismo jogava contra: para não incomodar as plateias segregacionistas de alguns estados, os grandes filmes reservavam a eles apenas participações especiais, que podiam ser cortadas nas exibições nesses lugares. Eles tinham melhor espaço em filmes de elenco negro e destinados ao público negro como este Tempestade de Ritmos. Antecedidos pelo inimitável Cab Calloway, os Nicholas sapateiam e saltam um sobre o outro, saltam por cima da orquestra, saltam subindo e descendo uma escada. Um assombro.

 

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74. ‘BLACK BOYS/ WHITE BOYS’, de Hair (1979)
Com Laurie Beechman, Debi Dye, Ellen Foley, Johnny Maestro, Fred Ferrara, Jim Rosica, Vincent Carella, Nell Carter, Charlayne Woodard, Trudy Perkins, Chuck Patterson, H. Douglas Berring, Russell Costen, Kenny Brawner e The Stylistics. Direção: Milos Forman. Coreografia: Twyla Tharp. Canção de Galt McDermot.

O número mais irreverente e iconoclasta de Hair faz um paralelo genial entre garotas num parque falando abertamente sobre seus desejos a respeito de rapazes de outra cor… e militares numa junta de alistamento avaliando os novos recrutas. A seriedade na face de alguns dos militares enquanto cantam o que cantam dá ainda mais graça à coisa toda.

 

 

 

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73. ‘SUDDENLY SEYMOUR’, de A Pequena Loja dos Horrores (1986)
Com Rick Moranis, Ellen Greene, Michelle Weeks, Tichina Arnold e Tisha Campbell-Martin. Direção: Frank Oz. Coreografia: Pat Garrett. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Dois sofredores do mundo, o funcionário de uma floricultura testemunha o desencanto da mulher que ama, mas que só se envolve com homens abusivos. Sua declaração de amor é uma pérola de sentimento dentro da galhofa deste ótimo musical cômico. Rick Moranis está ótimo, mas Ellen Greene (reprisando seu papel dos palcos) é sensacional.

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72. ‘ANOTHER DAY OF SUN’, de La La Land — Cantando Estações (2016)
Com Reshma Gajjar, Hunter Hamilton, Damian Gomez, Candice Coke e elenco (vozes de Angela Parrish, Nick Baxter, Marius De Vries, Briana Lee e Sam Stone). Direção: Damien Chazelle. Coreografia: Mandy Moore. Canção de Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul.

Quantos sonhos a chatice de um engarramento esconde? Em outro dia comum de sol e carros parados em Los Angeles, as aspirações ganham vida quando os motoristas saem de seus carros e começam a contar daquilo que os levaram até a cidade: o sonho de vencer em Hollywood. Filmado numa autoestrada real, com três planos-sequência com cortes escondidos para que pareça tudo um único plano. É uma declaração de intenções do filme: abrindo com este número, sem qualquer dos personagens principais, já estão aqui o estilo narrativo, o estilo visual e o tema central.

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71. ‘I HAVE CONFIDENCE’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Julie Andrews. Direção: Robert Wise. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

O carisma avassalador de Julie é combinado com a paisagem de tirar o fòlego de Salzburgo, captada através dos enquadramentos rigorosos e incríveis de Wise. Reparem, no começo, o recuo da câmera que mostra que a fraulein Maria está enquadrada entre as grades do portão. Ou quando ela vem do fundo do quadro, com os prédios ao fundo, e a câmera faz outro recuo para mostrar o ônibus para onde ela vai. Ou ela cantando na janela, com a paisagem refletida no outro vidro. Ou quando ela desde do ônibus e dá meia volta indo para o fundo do quadro. Fora a música, um canto de otimismo com violão na mão e saltinhos meio desengonçados no ar, que começa na dúvida e termina na autoconfiança plena.

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90. ‘NOW YOU HAS JAZZ’, de Alta Sociedade (1956)
Com Bing Crosby e Louis Armstrong. Direção: Charles Walters. Canção de Cole Porter.

Dois monstros sagrados da música popular, Bing Crosby e Louis Armstrong, ensinando o que é o jazz. Não há professores melhores. Bing interpreta um personagem, mas Louis interpreta ele mesmo, como o parceiro faz questão de mostrar quando apresenta a banda: “E ouçam, bem, vocês sabem quem”.

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89. ‘BE A CLOWN’, de O Pirata (1940)
Com Judy Garland e Gene Kelly. Direção: Vincente Minnelli. Direção de dança: Robert Alton, Gene Kelly. Canção de Cole Porter.

Gene e Judy subvertem o esperado final glamouroso do filme com um divertidíssimo número de palhaços — um ” anti Fred & Ginger”. É a reprise de uma canção que é cantada antes no filme por Gene e os Nicholas Brothers. E foi copiada na cara dura por Arthur Freed e Nacio Herb Brown para o espetacular “Make’em laugh” de Cantando na Chuva (1952).

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88. ‘LA VIE BOHEME’, de Rent — Os Boêmios (2005)
Com Taye Diggs, Anthony Rapp, Idina Menzel, Adam Pascal, Jesse L. Martin, Rosario Dawson, Wilson Jermaine Heredia, Tracie Thoms, Shaun Earl. Direção: Chris Columbus. Coreografia: Keith Young. Canção de Jonathan Larson e Billy Aronson.

Dividido em A e B, com outras cena no meio, esse número é uma celebração da boemia, da arte, da igualdade de direitos e do sexo sem culpa, com um número sem referências na letra e uma grande agitação rebelde em cena, com grandes passagens como “sermos ‘nós’, pelo menos uma vez, em vez de ‘eles'” ou, no meio da confusão, os personagens principais todos juntos para cantarem “não morrer da doença” (a Aids).

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87. ‘I DREAMED I DREAM’, de Os Miseráveis (2012)
Com Anne Hathaway. Direção: Tom Hooper. Coreografia: Liam Steel. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

A decisão de gravar os vocais aos vivo (em vez de filmar sobre o áudio já gravado antes) captou uma interpretação visceral de Anne Hathaway da mais doída das canções de Os Miseráveis e talvez de todos os musicais (“Eu tinha um sonho de como seria minha vida/ Tão diferente deste inferno em que vivo”). São quatro minutos de cortar o coração e que renderam a ela um Oscar — e com toda a justiça.

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86. ‘OS QUINDINS DE IAIÁ’, de Você Já Foi à Bahia? (1945)
Com Aurora Miranda, Almirante, Aloysio de Oliveira e as vozes de Clarence Nash e José Oliveira. Direção: Norman Ferguson. Coreografia: Billy Daniel, Aloysio de Oliveira. Canção de Ary Barroso.

Zé Carioca apresenta a Bahia ao Pato Donald e ele cai de amores pela baiana que vende quindins. Essa baiana é a maravilhosa Aurora Miranda, irmã de Carmen, e a cantora original de “Cidade maravilhosa”, entre outras canções. O malandro é Almirante e o sujeito das tangerinas é Aloysio de Oliveira. Muito divertido, usando e abusando da interação entre atores reais e desenhos animados, do delírio inspirado pela música e com a própria Salvador sendo posta para dançar no final. (No vídeo abaixo, o número começa aos 2min30seg).

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85. ‘THE TYPEWRITER’, de Errado pra Cachorro (1963)
Com Jerry Lewis. Direção: Frank Tashlin. Música de Leroy Anderson.

“The typewriter” é uma peça para máquina de escrever e orquestra (de verdade) que Jerry Lewis transformou em um delicioso show de pantomima com um instrumento invisível. Ele o faz neste grande momento de Errado pra Cachorro e o repetiu em apresentações ao vivo e em programas de televisão.

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84. ‘LE JAZZ HOT’, de Victor ou Victoria (1982)
Com Julie Andrews. Direção: Blake Edwards. Coreografia: Paddy Stone. Canção de Henri Mancini e Leslie Bricusse.

Julie Andrews é uma cantora que finge ser um homem que faz um show de travesti.  E este número é sua entrada triunfal, que dá um nó na cabeça de quem não conhece o seu segredo. Julie, com muito mais malícia do que em seus papéis icônicos de Mary Poppins ou fraulein Maria.

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83. ‘I FEEL PRETTY’, de Amor, Sublime Amor (1961)
Com Natalie Wood (com voz de Marni Nixon), Suzie Kaye, Yvonne Wilder e Joanne Miya. Direção: Robert Wise e Jerome Robbins. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim,.

Na volta do intervalo do filme, Maria canta sua felicidade, de como o amor a faz sentir mais bonita, enquanto as colegas de trabalho na loja de costura acham que ela ficou doida. Os exageros são uma delícia: “Miss América já pode renunciar”, “um comitê deveria ser formado para me homenagear”, “a cidade deveria me dar a chave”. Capitaneando tudo, todo o charme e talento de Natalie Wood.

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82. ‘YOU CAN’T STOP THE BEAT’, de Hairspray Em Busca da Fama (2007)
Com Nikki Blonsky, Zac Efron, Amanda Bynes, Elijah Kelley, John Travolta, Queen Latifah. Direção e coreografia: Adam Shankman. Canção de Scott Wittman e Marc Shaiman.

gran finale de Hairspray é a subversão de um concurso de popularidade da TV onde gordos e negros viram protagonistas e derrubam o racismo da emissora. “This is the future”, sentencia o apresentador num palco que une dançarinos negros e brancos. Embalando isso, a incrível vibração que é a marca desse musical, com uma música irresistível.

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81. ‘GOIN’ CO’TIN’, de Sete Noivas para Sete Irmãos (1954)
Com Jane Powell, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tommy Rall, Marc Platt, Matt Mattox e Jacques d’Amboise. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Gene de Paul e Johnny Mercer.

Jane Powell está decidida a civilizar seus seis cunhados brutamontes. E um dos passos é ensiná-los a paquerar as moças da cidade. E, além das várias estratégias para usar naquele cafundó do velho oeste, existe a dança. E, como é um musical da Metro, é a aula de dança mais rápida e maravilhosa de todos os tempos. Conhecimento que eles vão usar em seguida, naquele número absolutamente sensacional que todos sabemos qual é.

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110. ‘PART OF YOUR WORLD’, de A Pequena Sereia (1989)
Com Jodi Benson. Direção: John Musker e Ron Clements. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

A melhor das canções “eu quero” das animações da Disney: em uma belíssima animação à mão, Ariel mostra seu refúgio secreto com sua coleção de objetos da superfície que atiçam sua curiosidade por esse lugar onde “os pais não repreendem as filhas”.

 

 

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109. ‘TICO-TICO NO FUBÁ’, de Alô, Amigos! (1942)
Com José Oliveira. Direção: Wilfred Jackson, Jack Kinney, Hamilton Luske e Bill Roberts. Canção de Zequinha de Abreu.

No Brasil, Zé Carioca apresenta o samba ao Pato Donald, numa combinação magistral do clássico “Tico-tico no fubá” e uma inspirada animação dos estúdios Disney, em que o cenário do Rio de Janeiro vai se desenhando à frente dos personagens.

 

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108. ‘I’M THRU WITH LOVE’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe. Direção: Billy Wilder. Canção de Matt Malneck, Fud Livingston e Gus Kahn.

“Estou cansada do amor”, canta Marilyn num momento baixo astral de sua personagem. A canção dos anos 1930 está conectada à época em que o filme se passa. A interpretação de Sugar Kane comove Joe, o personagem de Tony Curtis, que acaba revelando seu disfarce de Josephine — de uma maneira e tanto.

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107. ‘MOVIN’ RIGHT ALONG’, de O Mundo Mágico dos Muppets (1979)
Com Jim Henson e Frank Oz. Direção: James Frawley. Canção de Paul Williams e Kenny Archer.

Dois muppets cruzando a América a bordo de um Studebaker: Caco, o Sapo (nada de Kermit aqui) e o urso Fozzy viajam para Los Angeles para trabalhar no mundo do entretenimento. Carisma não falta, de jeito nenhum. O filme era um prólogo do The Muppet Show, da TV, mostrando como os personagens se conheceram.

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106. ‘SOMEONE IN THE CROWD’, de La La Land Cantando Estações (2016)
Com Callie Hernandez, Sonoya Mizuno, Jessica Rothenberg e Emma Stone. Direção: Damien Chazelle. Coreografia: Mandy Moore. Canção de Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul.

A primeira metade desse número é uma obra-prima: sem cortes, freneticamente através dos cômodos da casa, cada um com uma cor dominante, assim como os vestidos das moças. Um show de direção e coreografia parta ver e rever sempre.

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105. ‘CHIM-CHIM CHEREE’, de Mary Poppins (1964)
Com Dick van Dyke, Julie Andrews, Karen Dotrice e Matthew Garber. Direção: Robert Stevenson. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard M. Sherman e Robert B. Sherman.

Para tranquilizar os irmãos assustados e perdidos, o agora limpador de chaminés Bert os leva para casa e mostra, na companhia de Mary Poppins, a beleza de Londres à noite vista dos telhados. A canção ganhou o Oscar daquele ano.

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104. ‘TWIST AND SHOUT’, de Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Com Matthew Broderick (voz de John Lennon). Direção: John Hughes. Coreografia: Kenny Ortega. Canção de Bert Berns e Phil Medley.

“O que você acha que o Ferris vai fazer agora?”. É a pergunta a ser feita durante todo o Curtindo a Vida Adoidado. Neste momento do filme, ele já está sobre um carro alegórico da Von Steuben Day Parade (que, aliás, existe mesmo: é realizada anualmente em Chicago em homenagem a um barão da Prússia que deu uma força aos americanos na guerra pela independência). Sua dublagem da canção dos Beatles é tão contagiosa que faz dançar todo mundo em volta. Até quem não era ator ou figurante contratado, como os trabalhadores nos andaimes e o lavador de janelas, que se deixaram embalar pela música e foram filmados pela câmera de John Hughes.

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103. ‘THE INQUISITION’, de A História do Mundo – Parte I (1981)
Com Mel Brooks, Jackie Mason e Ronny Graham. Direção: Mel Brooks. Coreografia: Alan Johnson. Canção de Mel Brooks e Ronny Graham.

Usar o musical como forma de demolir uma instituição é um talento particular de Mel Brooks. Aqui, o alvo é a inquisição espanhola, onde as maiores atrocidades são narradas sob o ponto de vista de saltitantes religiosos liderados por Mel em pessoa, que tentam converter judeus com citações a O Poderoso Chefão e Busby Berkeley, frades com joelhos à mostra, freiras nadadoras. Antológico.

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102. ‘SOBBIN’ WOMEN’, de Sete Noivas para Sete Irmãos (1954)
Com Howard Keel, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tommy Rall, Marc Platt, Matt Mattox e Jacques d’Amboise. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Gene de Paul e Johnny Mercer.

Ao ver seus seis irmãos de baixo astral porque a paquera com seis garotas da cidade acabou numa monumental briga com outros seis caras, o irmão mais velho Adam ajuda como pode: contando a história que aprendeu num livro, a dos romanos que simplesmente raptaram mulheres sabinas e que, com o tempo, elas acabaram gostando dos raptores (ele confunde “sabine women” com “sobbin’ women”, “chorosas”). Logo, se está na história, basta fazer o mesmo, não é? Um conselho errado, claro, defendido com vigor e talento.

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101. ‘ISN’T THIS A LOVELY DAY (TO BE CAUGHT IN THE RAIN)?’, de O Picolino (1935)
Com Fred Astaire e Ginger Rogers. Direção: Mark Sandrich. Coreografia: Hermes Pan e Fred Astaire. Direção de dança: William Hetzler. Canção de Irving Berlin.

Uma vez Ginger disse: “Eu fazia tudo o que ele fazia, só que de salto alto”. Aqui, ela não está de salto alto, mas a piada nunca foi tão verdadeira. A brincadeira da cena, depois que Fred tenta quebrar o gelo cantando, é que ela aceita dançar com ele, porém imitando-o. De calças, Ginger faz quase um espelho de Fred, é uma dança de casal que não é de casal. Só no final ele a toma nos braços — mas ela também não deixa de conduzir em um momento.

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120. ‘I LOVE LOUISA’, de A Roda da Fortuna (1953)
Com Fred Astaire, Nanette Fabray, Oscar Levant, Cyd Charisse. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Arthur Schwartz e Howard Dietz.

Fred Astaire havia cantado “I love Louisa” em um musical da Broadway de 1931, que levava o mesmo nome original (The Band Wagon) e que Fred protagonizou com sua irmã, Adele (no último musical que fizeram juntos, antes de ela deixar a carreira para se casar). Foi uma das três canções que sobreviveram da trilha da peça para esta versão do cinema, que criou uma história nova (no teatro, o show era de esquetes). Essa brincadeira alemã, no filme, está na festinha com que a equipe da versão musical de Fausto alivia o clima de uma estreia desastrosa. Às vezes, basta uma música ótima, um grande diretor, um coreógrafo que faça dançar um quarto lotado e um gigantesco talento para que um número seja uma delícia. Só isso. More beer!

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119. ‘SEASONS OF LOVE’, de Rent — Os Boêmios (2005)
Com Anthony Rapp, Adam Pascal, Rosario Dawson, Jesse L. Martin, Tracie Thoms, Idina Menzel, Wilson Jermaine Heredia, Taye Diggs. Direção: Chris Columbus. Canção de Jonathan Larson.

“Seasons of love” é uma canção tão poderosa que, no musical de teatro, está localizada no meio da apresentação e o filme a trouxe para os créditos de abertura (cantada por seus oito personagens principais num palco, diante de uma plateia vazia). Uma decisão que funciona muito bem: a letra funciona como uma carta de intenções do que virá pela frente, nesta modernização de La Bohème para a era da Aids. Como você mede os quinhentos e vinte cinco mil e seiscentos minutos que vive num ano?

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118. ‘HAIR’, de Hair (1979)
Com Don Dacus, Treat Williams e Dorsey Wright. Direção: Milos Forman. Coreografia: Twyla Tharp. Canção de Galt McDermot, Gerome Ragni e James Rado.

Um canto de amor aos cabelos longos que marcavam o movimento hippie, a ponto de ter batizado o musical histórico que o retratou nos palcos e no cinema. No filme, é um momento delirante dentro de um presídio, combinado com cenas da rua com Williams e muitos cabelos ao vento.

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117. ‘CAI CAI’, de Uma Noite no Rio (1941)
Com Carmen Miranda. Direção: Irving Cummings. Canção de Roberto Martins.

Embora as coreografias sejam assinadas por Hermes Pan, muito dificilmente ele deu algum pitaco aqui. Carmen, em seu segundo filme, faz aquilo que sabia fazer como ninguém e fazia desde sua carreira no Rio de Janeiro: movia as mãos, usava expressões faciais, ia pra lá e pra cá e, combinando isso, brilhava. Em Serenata Tropical, seu primeiro filme, o diretor Irving Cummings parece não saber muito como filmar aquilo: a prendia num cenário e desperdiçava closes em vez de flagrar o máximo de seus movimentos. Ele melhora muito no seguinte: ainda é sempre basicamente Carmen cantando para uma plateia, mas Cummings abre a câmera e a mostra inteira ou de meio corpo, com edição e câmera discretas que bastam segui-la.

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116. ‘SHALL WE DANCE?’, de O Rei e Eu (1956)
Com Deborah Kerr (com voz de Marni Nixon) e Yul Brynner. Direção: Walter Lang. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

Esta visão eurocêntrica de como uma professora inglesa ajudou o Rei do Sião a se modernizar inclui esta bela cena de aula de dança, onde uma alta voltagem sexual (para a época e para o tipo de filme) aparece.

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115. ‘SHAKE YOUR TAIL FEATHER’, de Os Irmãos Cara de Pau (1980)
Com Ray Charles e The Blues Brothers. Direção: John Landis. Coreografia: Carlton Johnson. Canção de Otha Hayes, Andre Williams e Verlie Rice.

Essa canção dos anos 1960 ganha versão de Ray Charles em uma das participações especiais de Os Irmãos Cara de Pau. A música irresistível tem ótima participação cênica da Blues Brothers Band e “contamina” a vizinhança, com as pessoas numa divertida coreografia na frente da loja do Ray. Seria um flashmob?

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114. ‘THE LONELY GOATHERD’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Julie Andrews, Angela Cartwright, Charmian Carr, Heather Menzies, Nicholas Hammond, Duane Chase, Debbie Turner e Kym Karath. Direção: Robert Wise. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

Bil Baird e Cora Baird, famosos manipuladores de marionetes nos EUA, são os grandes protagonistas ocultos desse adorável número em que Maria e as crianças fazem um show de bonecos para uma seleta plateia. Marc Breaux assina a coreografia do filme. Terá feito também a coreografia dos bonequinhos?

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113. ‘CIRCLE OF LIFE’, de O Rei Leão (1994)
Com Carmen Twillie, Lebo M e côro. Direção: Roger Allers e Rob Minkoff. Canção de Elton John e Tim Rice.

Um dos melhores começos de filmes de todos os tempos, “Circle of life” introduz o espectador, sem qualquer diálogo, ao mundo africano onde o leão é o rei, os outros animais são os súditos, e um príncipe é apresentado. Antológico.

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112. ‘THAT’S HOW YOU KNOW’, de Encantada (2007)
Com Amy Adams e Patrick Dempsey. Direção: Kevin Lima. Canção de Alan Menken e Stephen Schwartz.

O barato em Encantada é que é uma sátira, mas também uma afirmação carinhosa dos contos-de-fadas da Disney. E isso implica, claro, em um número musical que invada o mundo real, capitaneado por uma luminosa Amy Adams.

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111. ‘I’M THRU WITH LOVE’, de Todos Dizem Eu Te Amo (1997)
Com Goldie Hawn e Woody Allen. Direção: Woody Allen. Coreografia: Graciela Daniele. Canção de Gus Kahn, Matty Malneck e Fud Livingston.

Esta canção dos anos 1930 (que Marilyn já havia cantado na tela em Quanto Mais Quente Melhor) é recorrente nesse musical leve, divertido e propositalmente meio desajeitado de Woody Allen. E a ela é reservado o belo momento final, cantada por uma adorável Goldie Hawn, que, à beira do Sena, dança e flutua.

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130. ‘BE OUR GUEST’, de A Bela e a Fera (1991)
Com Jerry Orbach e Angela Lansbury. Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Os longas de animação da Disney quase sempre foram musicais, mas pouco tinham tanta alma de musical como A Bela e a Fera. O filme parece ter nascido como espetáculo da Broadway (para onde efetivamente foi, depois) e “Be our guest” bebe diretamente na fonte de Busby Berkeley e seus delírios musicais nos filmes dos anos 1930, com seus caleidoscópios e balés aquáticos.

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129. ‘STEREOPHONIC SOUND’, de Meias de Seda (1957)
Com Janis Paige e Fred Astaire. Direção: Rouben Mamoulien. Coreografia: Hermen Pan. Canção de Cole Porter.

Em 1957, a tela larga e o som esteofônico eram armas que o cinema ainda estava começando a usar para enfrentar a concorrência da televisão. Este número de Meias de Seda tira onda brilhantemente com isso, dando a receita: diz que “Lassie seria só um cachorro como os outros” se não aparecesse em Cinemascope e latisse em estéreo, ou que antes o dançarino dançava números íntimos e de rosto colado com a parceira “e agora ele nem sabe se ela está por perto”, de tanto que eles precisam se esticar para ocupar a tela toda.

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128. ‘COUNT ON ME’, de Um Dia em Nova York (1949)
Com Frank Sinatra, Betty Garrett, Ann Miller, Jules Munshin, Alice Pearce e Gene Kelly. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Gene Kelly está na pior e seus amigos tentam levantar seu astral com uma série de tolices, do quilate de “como disse a calculadora, pode contar comigo”. Gene não resiste, é claro: no meio do número ele já está dançando com todo mundo. Como resistir a tantas palhaçadas alegres e com esse pessoal?

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127. ‘SCHOOL OF ROCK’, de Escola de Rock (2003)
Com School of Rock. Direção: Richard Linklater. Canção de Mike White e Sammy James Jr.

Rock é coisa de criança nesse ótimo filme, onde Jack Black é um roqueiro frustrado que vira professor numa escola chique e leva os meninos que só tocavam música clássica a montar uma banda. As crianças tocam mesmo e o número, muito divertido, cita visualmente “Boys don’t cry’, do The Cure, apenas uma das inúmeras referências roqueiras do filme. A School of Rock tem Black no vocal, Joey Gaydos Jr. na guitarra, Becca Brown no baixo, Robert Tsai nos teclados, Kevin Alexander Clark na bateria e, nos backing vocals, Maryam Hassan, Caitlin Hale e Aleisha Allen. Város deles seguiram carreira na música.

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126. ‘A SPOONFUL OF SUGAR’, de Mary Poppins (1964)
Com Julie Andrews, Katharine Dotrice e Matthew Garber. Direção: Robert Stevenson. Canção de Robert B. Sherman e Richard M. Sherman.

Mary Poppins chega chegando na vida dos irmãos Jane e Michael. Os coloca de cara para arrumar o quarto, mas faz uma magicazinha pra mostrar que a tarefa pode não ser tão chata: “Com um pouco de açúcar, até o remédio é um prazer”, como diz a versão brasileira da canção. Pode ser que as coisas não se arrumem sozinhas num estalar de dedos, mas sem dúvida o trabalho é bem melhor ouvindo Julie Andrews cantar.

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125. ‘THEY CAN’T TAKE THAT AWAY FROM ME’, de Ciúme, Sinal de Amor (1949)
Com Fred Astaire e Ginger Rogers. Direção: Charles Walters. Coreografia: Robert Alton. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Fred Astaire e Ginger Rogers se consagraram como a maior dupla de dança da história do cinema em nove filmes na RKO, de 1933 a 1939. Depois, ela foi ser atriz dramática (ganhou um Oscar) e ele seguiu em “carreira solo”, sem outra parceira fixa. Mas se reencontraram para um revival dez anos depois, na Metro. E este número justifica o reencontro. Dançando um número que Fred já havia cantado para Ginger em Vamos Dançar?, em 1937 (sem dançar; usar a canção de novo foi sugestão dela), eles mostram que química maravilhosa não se desfaz facilmente.

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124. ‘THE NIGHT THEY INVENTED CHAMPAGNE’, de Gigi (1958)
Com Leslie Caron, Louis Jordan e Hermione Gingold. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Charles Walters. Canção de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe.

Gigi, o papel que, na Broadway, revelou Audrey Hepburn em 1951, teve Leslie Caron no filme vencedor de nove Oscars. Bastante requintado e pomposo, para dar uma amaciada na história da garota que é educada para ser uma cortesã e é amiga de um jovem playboy que ainda a vê como criança neste animado número, onde ele promete levá-la à praia depois de perder no baralho (ela rouba)! Leslie foi dublada nas canções do filme por Betty Wand, mas o vídeo abaixo mostra a voz original da atriz cantando. Mas você pode ver a versão original do filme com a voz de Wand dublando Leslie Caron (a imagem widescreen está estreitada e invertida).

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123. ‘HOW COULD YOU BELIEVE ME WHEN I SAID I LOVED YOU WHEN YOU KNOW I’VE BEEN A LIAR ALL MY LIFE?’, de Núpcias Reais (1951)
Com Fred Astaire e Jane Powell. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Nick Castle. Canção de Burton Lane e Alan Jay Lerner.

Astaire e Jane Powell interpretam um casal de irmãos que têm uma carreira junto nos palcos – como Fred e sua irmã Adele, antes da carreira dele no cinema. Muito divertido, com Jane Powell substituindo bem Judy Garland, que ia fazer o filme, mas foi demitida pela Metro. O número realmente lembra bastante a química cômica de Fred e Judy em “A couple of swells”, de Desfile de Páscoa (1948).

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122. ‘ZERO TO HERO’, de Hércules (1997)
Com Lillias White, Vanéese Y. Thomas, Cheryl Freeman, LaChanze e Roz Ryan. Direção: John Musker, Ron Clements. Canção de Alan Menken e David Zippel.

As musas gregas contam como Hércules passou de um zero à esquerda a herói e superastro pop (com direito até a merchandising). O longa é irregular, mas esta ideia é ótima: as musas são representadas como um grupo musical, unindo um estilo Supremes e música gospel.

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121. ‘YOUNG AND HEALTHY’, de Rua 42 (1933)
Com Dick Powell e Toby Wing. Direção: Lloyd Bacon. Direção de dança: Busby Berkeley. Canção de Al Dubin e Harry Warren.

No ano de 1933, Busby Berkeley fez as marcantes coreografias de três filmes: Belezas em Revista (com aquele balé aquático), Cavadoras de OuroRua 42. “Young and healthy” é um representante de seus caleidoscópios humanos, mas num crescendo: começa com Dick Powell sozinho em um palco vazio; então, surge uma garota (Toby Wing) para quem ele canta; aí, o banco em que estão sentados desce e eles ficam no chão; de cima, a câmera os mostra girando; então surgem os dançarinos, que, deitados no chão e em volta, giram no sentido inverso; logo, Wing está à frente de uma fila de louras; então, garotas e rapaes evoluem para os caleidoscópios humanos vistos em 90 graus em plataformas giratórias que se movimentam em sentido contrário; por fim, as louras formam outra fila e a câmera passa por um túnel de pernas. Ufa!

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Norma Bengell em “Noite Vazia”

1 – NORMA BENGELL, por Noite Vazia

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1959, por O Homem do Sputnik; 5ª em 1962, por Os Cafajestes e por O Pagador de Promessas.

Muito difícil a escolha no ano de 1964. Por um tempo, Natalie Wood era a preferida, mas acabou ficando em terceiro, atrás da delicinha Ann-Margret e daquela que acabou sendo a vitoriosa: a gloriosa Norma Bengell de Noite Vazia, de Walter Hugo Khouri. Ela interpreta uma das garotas de programa que vão parar num apartamento com dois homens, detonando diversas crises existenciais. Norma, que foi uma das maiores musas do cinema nacional, aqui faz o tipo mais frágil e sensível, enquanto Odete Lara (nossa quinta colocada) é a mais durona e cética. As duas, no entanto, estão belíssimas em várias cenas. Ann-Margret canta e se sacode em pé de igualdade com Elvis Presley: o rei do rock teve uma colega de cena/ adversária à altura em Amor à Toda Velocidade. E Natalie Wood desfila charme como uma médica que defende o sexo livre para as mulheres em Médica, Bonita e Solteira.

Ann-Margret em “Amor à Toda Velocidade”

2 – ANN-MARGRET, por Amor à Toda Velocidade

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1963, por Adeus, Amor. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1971, por Ânsia de Amar.

Natalie Wood em “Médica, Bonita e Solteira”

3 – NATALIE WOOD, por Médica, Bonita e Solteira

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1955, por Juventude Transviada; 10ª em 1958, por Até o Último Alento; 3ª em 1961, por Clamor do Sexo e por Amor, Sublime Amor; 10ª em 1962, por Em Busca de um Sonho. Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1965, por A Corrida do Século; 13ª em 1966, por Esta Mulher É Proibida; 3ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

Shirley Eaton em “007 contra Goldfinger”

4 – SHIRLEY EATON, por 007 contra Goldfinger

Odete Lara em “Noite Vazia”

5 – ODETE LARA, por Noite Vazia

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1963, por Boca de Ouro e por Bonitinha, mas Ordinária.

Honor Blackman em “007 contra Goldfinger”

6 – HONOR BLACKMAN, por 007 contra Goldfinger

Michele Mercier em “Angélica, a Marquesa dos Anjos”

7 – MICHELE MERCIER, por Angélica, a Marquesa dos Anjos

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1960, por Atire no PianistaPosteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1965, por Maravilhosa Angélica; 6ª em 1966, por Angélica e o Rei; 11ª em 1967, por Indomável Angélica.

Sophia Loren em “Matrimônio à Italiana”

Sophia Loren em “A Queda do Império Romano”

8 – SOPHIA LOREN, por Matrimônio à Italiana e por A Queda do Império Romano

Anteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1954, por Duas Noites com Cleópatra e por A Invasão dos Bárbaros; 11ª em 1957, por A Lenda da Estátua Nua, por Orgulho e Paixão e por A Lenda dos Desaparecidos; 19ª em 1958, por Tentação Morena, por A Orquídea Negra, por Desejo e por A Chave; 4ª em 1960, por Duas Mulheres, por Começou em Nápoles e por The Millionairess; 14ª em 1961, por El Cid;6ª em 1962, por Boccaccio ’70; 4ª em 1963, por Ontem, Hoje e Amanhã. Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1966, por Arabesque; 20ª em 1967, por A Condessa de Hong Kong; 5ª em 1972, por O Homem de La Mancha.

Audrey Hepburn em “My Fair Lady”

Audrey Hepburn em “Quando Paris Alucina”

9 – AUDREY HEPBURN, por My Fair Lady e por Quando Paris Alucina

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1953, por A Princesa e o Plebeu2ª em 1954, por Sabrina; 7ª em 1956, por Guerra e Paz; 2ª em 1957, por Cinderela em Paris e por Amor na Tarde; 10ª em 1959, por Uma Cruz à Beira do Abismo e por A Flor que Não Morreu; 12ª em 1960, por O Passado Não Perdoa; 1ª em 1961, por Bonequinha de Luxo e por Infâmia; 7ª em 1963, por Charada. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª, em 1966, por Como Roubar um Milhão de Dólares; 8ª em 1967, por Um Caminho para Dois e por Um Clarão nas Trevas; 16ª em 1976, por Robin e Marian.

Catherine Deneuve em “Os Guarda-Chuvas do Amor”

10 – CATHERINE DENEUVE, por Os Guarda-Chuvas do Amor

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1965, por Repulsa ao Sexo; 2ª em 1967, por A Bela da Tarde e por Duas Garotas Românticas; 4ª em 1969, por A Sereia do Mississipi; 1ª em 1970, por Tristana – Uma Paixão Mórbida; 4ª em 1980, por O Último Metrô; 1ª em 1983, por Fome de Viver.

Elke Sommer em “Um Tiro no Escuro”

11 – ELKE SOMMER, por Um Tiro no Escuro

Tippi Hedren em “Marnie – Confissões de uma Ladra”

12 – TIPPI HEDREN, por Marnie – Confissões de uma Ladra

Anteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1963, por Os Pássaros.

Ulla Bergryd em “A Bíblia”

13 – ULLA BERGRYD, por A Bíblia

Monica Vitti em “O Deserto Vermelho”

14 – MONICA VITTI, por O Deserto Vermelho

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1960, por A Aventura; 5ª em 1961, por A Noite; 7ª em 1962, por O Eclipse. Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1966, por Modesty Blaise.

Kim Novak em “Beija-me, Idiota”

Kim Novak em “Servidão Humana”

15 – KIM NOVAK, por Beija-me, Idiota e por Servidão Humana

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1955, por Férias de Amor; 8ª em 1956, por O Homem do Braço de Ouro e por Melodia Imortal; 4ª em 1957, por Meus Dois Carinhos; 2ª em 1958, por Um Corpo que Cai; 18ª em 1960, por O Nono Mandamento.

Sue Lyon em “A Noite do Iguana”

16 – SUE LYON, por A Noite do Iguana

Anteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1962, por Lolita.

Julie Andrews em “Mary Poppins”

Julie Andrews em “Não Podes Comprar o Meu Amor”

17 – JULIE ANDREWS, por Mary Poppins e por Não Podes Comprar o Meu Amor

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1965, por A Noviça Rebelde; 9ª em 1968, por A Estrela; 8ª em 1970, por Lili, Minha Adorável Espiã; 20ª em 1982, por Victor ou Victoria.

Jeanne Moreau em “Diário de uma Camareira”

18 – JEANNE MOREAU, por Diário de uma Camareira

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1958, por Os Amantes e por Ascensor para o Cadafalso; 13ª em 1959, por As Ligações Perigosas; 8ª em 1961, por A Noite; 4ª em 1962, por Jules e Jim – Uma Mulher para Dois. Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1965, por Viva Maria! e por Falstaff – O Toque da Meia-Noite.

Tracy Reed em “Doutor Fantástico”

19 – TRACY REED, por Doutor Fantástico

Anna Karina em “Band a Part”

20 – ANNA KARINA, por Band a Part

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1961, por Uma Mulher É uma Mulher;18ª em 1962, por Viver a Vida; Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1965, por O Demônio das Onze Horas e por Alphaville.

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01 - Julie Christie

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1 – JULIE CHRISTIE, por Darling, a que Amou Demais e por Doutor Jivago 

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1966, por Fahrenheit 451; 10ª em 1971, por Jogos & Trapaças – Onde os Homens São Homens; 3ª em 1973, por Inverno de Sangue em Veneza; 2ª em 1975, por Shampoo.

Julie Christie é daquelas atrizes que, quando aparecem, estão quase sempre nas primeiras posições dessa lista. Em 1965, ela poderia fazer isso não com um filme, mas com dois: foi a coisa mais linda como Lara em Doutor Jivago e ganhou um Oscar por Darling, a que Amou Demais, com um strip-tease dramático que deve ter valido a estatueta.  Julie, nascida na Índia, era uma atriz de personalidade forte, que não estava nem aí para o estrelato e fazia o que queria. Foi uma das atrizes mais interessantes e sexies dos anos 1960 e 1970 e ainda está na ativa, uma bela senhora. Não venceu em um ano fácil, afinal qualquer ano em que Catherine Deneuve esteja elegível, ela é séria concorrente ao título. Em 1965, ela aperece como a atormentada garota de Repulsa ao Sexo. Outras sempre favoritas – Jane Fonda, Brigitte Bardot, Natalie Wood, Elizabeth Taylor – dividem espaço com destaques do ano, como a bondgirl da vez, a francesa Claudine Auger, que havia sido Miss França (duvido que injustamente). A segunda bondgirl de 007 contra a Chantagem Atômica, a italiana Luciana Paluzzi, também está na lista. Primeira aparição: Julie Christie, Jane Fonda. Última aparição: Carroll Baker, Anna Karina, Jeanne Moreau, Capucine, Sylva Koscina. Única aparição: Claudine Auger, Luciana Paluzzi, Virna Lisi, Charmian Carr, Paila Prentiss. Brasileiras na lista: nenhuma.

2 – CATHERINE DENEUVE, por Repulsa ao Sexo

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1964, por Os Guarda-Chuvas do Amor; Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1967, por A Bela da Tarde e por Duas Garotas Românticas; 4ª em 1969, por A Sereia do Mississipi; 1ª em 1970, por Tristana – Uma Paixão Mórbida; 4ª em 1980, por O Último Metrô; 1ª em 1983, por Fome de Viver.

3 – CLAUDINE AUGER, por 007 contra a Chantagem Atômica

4 – NATALIE WOOD, por A Corrida do Século

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1955, por Juventude Transviada; 10ª em 1958, por Até o Último Alento; 3ª em 1961, por Clamor do Sexo e por Amor, Sublime Amor; 10ª em 1962, por Em Busca de um Sonho; 3ª em 1964, por Médica, Bonita e Solteira. Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1966, por Esta Mulher É Proibida; 3ª em 1969, por Bob & Carol & Ted & Alice.

5 – JANE FONDA, por Dívida de Sangue 

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque; 1ª em 1968, por Barbarella; 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Julia; 2ª em 1978, em Amargo Regresso; 15ª em 1979, por Síndrome da China e por O Cavaleiro Elétrico; 13ª em 1981, por Num Lago Dourado e por Amantes & Finanças.

6 – BRIGITTE BARDOT, por Viva Maria! 

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1952, por Manina; 1ª em 1956, por E Deus Criou a Mulher;3ª em 1958, por Amar É Minha Profissão e por Vingança de Mulher; 5ª em 1960, por A Verdade; 2ª em 1963, por O Desprezo. Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1968, por Shalako; 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

7 – JULIE ANDREWS, por A Noviça Rebelde 

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1964, por Mary Poppins e por Não Podes Comprar o Meu Amor. Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1968, por A Estrela; 8ª em 1970, por Lili, Minha Adorável Espiã; 20ª em 1982, por Victor ou Victoria.

8 – CARROLL BAKER, por Harlow, a Vênus Platinada

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1956, por Boneca de Carne e por Assim Caminha a Humanidade; 16ª em 1958, por Da Terra Nascem os Homens.

 

9 – ANNA KARINA, por O Demônio das Onze Horas e por Alphaville

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1961, por Uma Mulher É uma Mulher; 18ª em 1962, por Viver a Vida; 20ª em 1964, por Bande a Part.

Jeanne Moreau e Brigitte Bardot em “Viva Maria!”

10 – JEANNE MOREAU, por Viva Maria! e por Falstaff – O Toque da Meia-Noite

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1958, por Os Amantes e por Ascensor para o Cadafalso; 13ª em 1959, por As Ligações Perigosas; 8ª em 1961, por A Noite; 4ª em 1962, por Jules e Jim – Uma Mulher para Dois; 18ª em 1964, por Diário de uma Camareira.

11 – MICHÈLE MERCIER, por Maravilhosa Angélica

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1960, por Atire no Pianista;7ª em 1964, por Angélica, a Marquesa dos Anjos. Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1966, por Angélica e o Rei; 11ª em 1967, por Indomável Angélica.

Luciana Paluzzi em "007 contra a Chantagem Atômica" Luciana Paluzzi em "E Agora Falamos de Homens"

12 – LUCIANA PALUZZI, por 007 contra a Chantagem Atômica e por E Agora Falamos de Homens

13 – VIRNA LISI, por Casanova ’70

14 – CHARMIAN CARR, por A Noviça Rebelde

15 – ELIZABETH TAYLOR, por Adeus às Ilusões

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1952, por Ivanhoé, o Vingador do Rei; 4ª em 1954, por No Caminho dos Elefantes e por A Última Vez que Vi Paris; 3ª em 1956, por Assim Caminha a Humanidade; 1ª em 1958, por Gata em Teto de Zinco Quente; 1ª em 1959, por De Repente, no Último Verão; 2ª em 1960, por Disque Butterfield 8; 3ª em 1963, por Cleópatra. Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1970, por Jogo de Paixões.

Romye Schneider em "O que É que Há, Gatinha?"

16 – ROMY SCHNEIDER, por O que É que Há, Gatinha?

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1955, por Sissi; 15ª em 1957, por Sissi e Seu Destino; 15ª em 1962, por Boccaccio ’70; Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1972, por Ludwig, o Último Rei da Bavária.

17 – PAULA PRENTISS, por O que É que Há, Gatinha?

 

18 – URSULA ANDRESS, por A Deusa da Cidade Perdida e por  O que É que Há, Gatinha?

Anteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1962, por 007 contra o Satânico Dr. No; 10ª em 1963, por O Seresteiro de Acapulco. Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1966, por Crepúsculo das Águias; 12ª em 1967, por Cassino Royale; 19ª em 1979, por O Quinto Mosqueteiro.

19 – CAPUCINE, por O que É que Há, Gatinha?

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1963, por A Pantera Cor-de-Rosa.

19-Sylva Koscina

20 – SYLVA KOSCINA, por Julieta dos Espíritos

Anteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1958, por As Façanhas de Hércules.

 


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Jane Fonda em "Barbarella"

1 – JANE FONDA, por Barbarella

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1965, por Dívida de Sangue; 8ª em 1966, por Caçada Humana; 3ª em 1967, por Descalços no Parque. Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1969, por A Noite dos Desesperados; 4ª em 1971, por Klute – O Passado Condena; 19ª em 1972, por Tout Va Bien; 7ª em 1977, por Julia; 2ª em 1978, em Amargo Regresso; 15ª em 1979, por Síndrome da China e por O Cavaleiro Elétrico; 13ª em 1981, por Num Lago Dourado e por Amantes & Finanças.

O strip-tease na gravidade zero nos créditos iniciais de Barbarella é um dos maiores momentos eróticos do cinema. O filme não acerta tanto o tom da comédia de ficção científica, mas quem se importa? Jane Fonda estava no auge da beleza e essa abertura se tornou antológica (no decorrer do filme, ela vai tendo as roupas rasgadas a cada aventura e leva ao curto-circuito uma máquina de orgasmos!). Não foi fácil, no entanto, definir o primeiro lugar em 1968. Durante boa parte do processo de confecção da lista, o topo do pódio estava ocupado por Claudia Cardinale, como a exuberante mocinha nada inocente de Era uma Vez no Oeste. A Julieta do filme de Zeffirelli fecha o pódio e vale o destaque para a francesinha Claudine Longet, encantadora em Um Convidado Bem Trapalhão e para a musa nacional Leila Diniz, que aparece em sétimo. Primeira aparição: Olivia Hussey, Linda Harrison, Claude Jade, Helena Ignez, Barbra Streisand, Liv Ullman. Última aparição: Claudia Cardinale, Leila Diniz, Vanessa Redgrave, Joanne Woodward. Única aparição: Claudine Longet, Lee Meredith, Christinne Noonan, Regina Duarte, Nacy Sinatra. Brasileiras na lista: Leila Diniz, Regina Duarte.

2 – CLAUDIA CARDINALE, por Era uma Vez no Oeste

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1960, por Rocco e Seus Irmãos; 11ª em 1961, por A Moça com a Valise; 1ª em 1963, por , por O Leopardo e por A Pantera Cor-de-Rosa; 4ª em 1966, por Os Profissionais.

3 – OLIVIA HUSSEY, por Romeu & Julieta

Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1977, por Jesus de Nazaré.

4 – CLAUDINE LONGET, por Um Convidado Bem Trapalhão

5 – LINDA HARRISON, por O Planeta dos Macacos

Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1970, por De Volta ao Planeta dos Macacos.

6 – JACQUELINE BISSET, por Bullitt

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em Cassino Royale. Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1970, por Aeroporto; 7ª em 1972, por Roy Bean, o Homem da Lei; 1ª em 1973, por A Noite Americana; 8ª em 1974, por Assassinato no Orient Express.

7 – LEILA DINIZ, por Edu, Coração de Ouro

Anteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1967, por Todas as Mulheres do Mundo.

8 – LEE MEREDITH, por Primavera para Hitler

9 – JULIE ANDREWS, por A Estrela

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1964, por Mary Poppins e por Não Podes Comprar o Meu Amor; 7ª em 1965, por A Noviça Rebelde. Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1970, por Lili, Minha Adorável Espiã; 20ª em 1982, por Victor ou Victoria.

10 – FAYE DUNAWAY, por Crown, o Magnífico

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1967, por Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas. Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1970, por Pequeno Grande Homem; 14ª em 1973, por Os Três Mosqueteiros; 10ª em 1974, por A Vingança de Milady, por Chinatown e por Inferno na Torre; 5ª em 1975, por Três Dias do Condor; 5ª em 1976, por Rede de Intrigas.

11 – BRIGITTE BARDOT, por Shalako

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1952, por Manina; 1ª em 1956, por E Deus Criou a Mulher; 3ª em 1958, por Amar É Minha Profissão e por Vingança de Mulher; 5ª em 1960, por A Verdade; 2ª em 1963, por O Desprezo; 6ª em 1965, por Viva Maria!. Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1973, por Se Don Juan Fosse Mulher.

12 – VANESSA REDGRAVE, por Isadora

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1966, por Blow Up – Depois Daquele Beijo; 19ª em 1967, por Camelot.

13 – CLAUDE JADE, por Beijos Proibidos

Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1970, por Domicílio Conjugal.

14 – CHRISTINE NOONAN, por Se…

15 – HELENA IGNEZ, por O Bandido da Luz Vermelha

Posteriormente em Musas retroativas: 19ª em 1969, por A Mulher de Todos; 20ª em 1970, por Copacabana, Mon Amour.

16 – REGINA DUARTE, por Lance Maior

17 – BARBRA STREISAND, por Funny Girl A Garota Genial

Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1969, por Alô, Dolly!; 16ª em 1973, por Nosso Amor de Ontem; 15ª em 1975, por Funny Lady.

18 – JOANNE WOODWARD, por Rachel, Rachel

Anteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1957, por As Três Máscaras de Eva; 19º em 1959, por The Fugitive Kind; 20ª em 1961, por Paris Vive à Noite.

 

19 – LIV ULLMAN, por A Hora do Lobo e por Vergonha

Posteriormente em Musas retroativas: 9ª em 1972, por Gritos e Sussurros.

20 – NANCY SINATRA, por O Bacana do Volante

 


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1 – CATHERINE DENEUVE, por Tristana– Uma Paixão Mórbida

Anteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1964, por Os Guarda-Chuvas do Amor; 2ª em 1965, por Repulsa ao Sexo; 2ª em 1967, por A Bela da Tarde e por Duas Garotas Românticas; 4ª em 1969, por A Sereia do Mississipi. Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1980, por O Último Metrô; 1ª em 1983, por Fome de Viver.

Quando Catherine Deneuve está na briga, a concorrência sofre. Ela foi, para Buñuel, a mulher que desencadeava o desejo de seu protetor e se submetia a ele em Tristana. Nele, supera a mocinha do romance jovem daquele ano: Ali MacGraw, por Love Story. Jacqueline Bisset, de aeromoça em Aeroporto, fecha o pódio. A lista tem vários nomes pouco usuais em filmes de grandes diretores: Claude Jade, em Domicílio Conjugal, de Truffaut; e a californiana Daria Halprin, que fez o esquisito Zabriskie Point para Antonioni, e depois só fez mais um filme. Dois diretores brasileiros emplacaram duas musas cada: Walter Hugo Khouri, com a francesa Genevieve Grad (de rosto belíssimo) e Rossana Ghessa, em O Palácio dos Anjos; e Júlio Bressane, com Helena Ignez e Líllian Lemmertz, em Copacabana Mon Amour. Florinda Bolkan também é brasileira, mas de carreira internacional:  chegou à lista pelo italiano Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita.

2 – ALI MACGRAW, por Love Story – Uma História de Amor

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1972, por Os Implacáveis.

3 – JACQUELINE BISSET, por Aeroporto

Anteriormente em Musas retroativas: 14ª em Cassino Royale; 5ª em 1968, por Bullitt. Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1972, por Roy Bean, o Homem da Lei; 1ª em 1973, por A Noite Americana; 8ª em 1974, por Assassinato no Orient Express.

4 – GENEVIEVE GRAD, por O Palácio dos Anjos

5 – INGRID PITT, por Carmilla, a Vampira de Karnstein

Posteriormente em Musas retroativas: 12ª em 1971, por Condessa Drácula; 13ª em 1973, por O Homem de Palha.

6 – SALLY KELLERMAN, por M.A.S.H.

7 – FLORINDA BOLKAN, por Investigação sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita

8 – JULIE ANDREWS, por Lili, Minha Adorável Espiã

Anteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1964, por Mary Poppins e por Não Podes Comprar o Meu Amor; 7ª em 1965, por A Noviça Rebelde; 9ª em 1968, por A Estrela.

9 – STEFANIA SANDRELLI, por O Conformista

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1961, por Divórcio à Italiana. Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1974, por Nós que Nos Amávamos Tanto; 16ª em 1983, por A Chave.

10 – DARIA HALPRIN, por Zabriskie Point

11 – CLAUDE JADE, por Domicílio Conjugal

Anteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1968, por Beijos Proibidos.

12 – JENNIFER O’NEILL, por Rio Lobo

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1971, por Verão de 42.

13 – LILLIAN LEMMERTZ, por Copacabana, Mon Amour

Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1975, por Lição de Amor.

11-Suzy Kendall-b

14 – SUZY KENDALL, por O Pássaro das Plumas de Cristal

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1967, por Ao Mestre, com Carinho.

12-Linda Harrison-b

Linda Harrison em “De Volta ao Planeta dos Macacos”

15 – LINDA HARRISON, por De Volta ao Planeta dos Macacos

Anteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1968, por O Planeta dos Macacos.

16 – ROSSANA GHESSA, por O Palácio dos Anjos

17 – FAYE DUNAWAY, por Pequeno Grande Homem

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1967, por Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas; 10ª em 1968, por Crown, o Magnífico. Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1973, por Os Três Mosqueteiros; 10ª em 1974, por A Vingança de Milady, por Chinatown e por Inferno na Torre; 5ª em 1975, por Três Dias do Condor; 5ª em 1976, por Rede de Intrigas.

18 – ELIZABETH TAYLOR, por Jogo de Paixões

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1952, por Ivanhoé, o Vingador do Rei; 4ª em 1954, por No Caminho dos Elefantes e por A Última Vez que Vi Paris; 3ª em 1956, por Assim Caminha a Humanidade; 1ª em 1958, por Gata em Teto de Zinco Quente; 1ª em 1959, por De Repente, no Último Verão; 2ª em 1960, por Disque Butterfield 8; 3ª em 1963, por Cleópatra; 15ª em 1965, por Adeus às Ilusões.

19 – SHIRLEY MACLAINE, por Os Abutres Têm Fome

Anteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1955, por O Terceiro Tiro e por Artistas e Modelos; 11ª em 1956, por A Volta ao Mundo em 80 Dias; 18ª em 1958, por Deus Sabe Quanto Amei, por Irresistível Forasteiro e por A Mercadora da Felicidade; 9ª em 1960, por Se Meu Apartamento Falasse e por Can Can; 12ª em 1961, por Infâmia; 11ª em 1963, por Irma la Douce; 10ª em 1969, por Charity, Meu Amor.

Helena Ignez e Lílian Lemmertz em “Copacabana Mon Amour”

20 – HELENA IGNEZ, por Copacabana, Mon Amour

Anteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1968, por O Bandido da Luz Vermelha; 19ª em 1969, por A Mulher de Todos.

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Nastassja Kinski em “A Marca da Pantera”

1 - Nastassja Kinski (...também por "O Fundo do Coração")

Nastassja Kinski em O Fundo do Coração”

1 – NASTASSJA KINSKI, por A Marca da Pantera e por O Fundo do Coração

Anteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1978, por Tentação Proibida; 1ª em 1979, por Tess. Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1984, por Os Amantes de Maria, por Paris, Texas, por Hotel Muito Louco e por Infielmente Tua; 16ª em 1985, por Harém e por Revolução; 17ª em 1998, por Seus Amigos, Seus Vizinhos.

Nos anos 1980, havia uma máxima entre os cinéfilos: qualquer filme com Nastassja Kinski valia a pena ser visto. E é basicamente por ela que A Marca da Pantera (irregular atualização do clássico B de 1942) e O Fundo do Coração (delírio coppoliano que afundou seu estúdio) são lembrados até hoje. No primeiro, a alemã está linda de doer e sua nudez é generosa, para dizer o mínimo. A segunda posição marca a estreia de Carla Camurati no cinema, uma performance de vencedora. A terceira posiçao dá o que falar até hoje. Xuxa Meneghel não era só uma modelo na época em que fez Amor, Estranho Amor: era “a” modelo, um sonho de consumo nacional. E, de repente, estava se enroscando com um garotinho em mais de uma cena que a perseguiriam depois que virou apresentadora infantil (Vera Fischer, também nesta lista, e Matilde Mastrangi também se enroscaram com o rapazinho e ninguém lembra). Destaque também para Blade Runner Filhos e Amantes, cada um emplacando três musas. Outro ótimo ano para as brasileiras, com uma performance até melhor que em 1981: nove na lista, praticamente a metade, e três no top 5. Primeira aparição: Carla Camurati, Sean Young, Jennifer Jason Leigh, Daryl Hannah, Lúcia Veríssimo, Kirstie Alley, Maitê Proença. Última aparição: Meryl Streep, Nicole Puzzi. Única aparição: Xuxa Meneghel, Phoebe Cates, Angelina Muniz, Annette O’Toole. Brasileiras na lista: Carla Camurati, Xuxa Meneghel, Vera Fischer, Denise Dumont, Lucélia Santos, Nicole Puzzi, Lúcia Veríssimo, Maitê Proença, Angelina Muniz.

Carla Camurati em "O Olho Mágico do Amor"

Carla Camurati em “O Olho Mágico do Amor”

2 – CARLA CAMURATI, por O Olho Mágico do Amor

Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1984, por Onda Nova; 1ª em 1985, por Estrela Nua e por Os Bons Tempos Voltaram – Vamos Gozar Outra Vez; 6ª em 1986, por Cidade Oculta; 18ª em 1996, por O Corpo.

02-Xuxa

Xuxa Meneghel em “Amor, Estranho Amor”

3 – XUXA MENEGHEL, por Amor, Estranho Amor

3 - Jessica Lange ("Tootsie" e...)

Jessica Lange em “Tootsie”

3 - Jessica Lange (... também por "Frances")

Jessica Lange em “Frances”

4 – JESSICA LANGE, por Tootsie e por Frances

Anteriormente em Musas retroativas1ª em 1976, por King Kong; 14ª em 1979, por All That Jazz – O Show Deve Continuar; 3ª em 1981, por O Destino Bate à Sua PortaPosteriormente em Musas retroativas10ª em 1991, por Cabo do Medo.

4 - Vera Fischer ("Amor, Estranho Amor")

Vera Fischer em “Amor, Estranho Amor”

5 – VERA FISCHER, por Amor, Estranho Amor

Anteriormente em Musas retroativas15ª em 1973, por A Super Fêmea; 14ª em 1974, por As Delícias da Vida e As Mulheres que Fazem Diferente; 8ª em 1981, por Eu Te Amo e Bonitinha, mas OrdináriaPosteriormente em Musas retroativas10ª em 1983, por Perdoa-me por Me Traíres; 19ª em 1984, por Amor Voraz; 13ª em 1989, por Doida Demais.

5 - Mariel Hemignway ("Tudo pela Vitória - As Parceiras")

Mariel Hemignway em “Tudo pela Vitória – As Parceiras”

6 – MARIEL HEMINGWAY, por Tudo pela Vitória – As Parceiras

Anteriormente em Musas retroativas3ª em 1979, por Manhattan. Posteriormente em Musas retroativas6ª em 1983, por Star 80.

6 - Sean Young ("Blade Runner - O Caçador de Andróides")

Sean Young em “Blade Runner – O Caçador de Andróides”

7 – SEAN YOUNG, por Blade Runner – O Caçador de Andróides

Posteriormente em Musas retroativas9ª em 1987, por Sem Saída. 

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Debra Winger em “A Força do Destino”

8 – DEBRA WINGER, por A Força do Destino

Anteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1980, por Cowboy do Asfalto. Posteriormente em Musas retroativas: 13ª em 1983, por Laços de Ternura; 9ª em 1986, por Perigosamente Juntos; 17ª em 1987, por O Mistério da Viúva Negra; 20ª em 1995, por Esqueça Paris.

9 - Phoebe Cates ("Picardias Estudantis" e...)

Phoebe Cates em “Picardias Estudantis”

9 - Phoebe Cates (...também por "Para´Paraíso")

Phoebe Cates em “Paraíso”

9 – PHOEBE CATES, por Picardias Estudantis e por Paraíso

10 - Meryl Streep ("A Escolha de Sofia")

Meryl Streep em “A Escolha de Sofia”

10 – MERYL STREEP, por A Escolha de Sofia

Anteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1977, por Julia; 12ª em 1978, por O Franco-Atirador; 17ª em 1979, por Manhattan e por Kramer vs. Kramer.

Phoebe Cates e Jennifer Jason Leigh em "Picardias Estudantis"

Phoebe Cates e Jennifer Jason Leigh em “Picardias Estudantis”

11 – JENNIFER JASON LEIGH, por Picardias Estudantis

Posteriormente em Musas retroativas: 5ª em 1985, por Conquista Sangrenta; 8ª em 1989, por Noites Violentas no Brooklyn; 8ª em 1992, por Mulher Solteira Procura.

12 - Daryl Hannah ("Blade Runner - O Caçador de Andróides" e, também, "Amantes de Verão")

Daryl Hannah em “Blade Runner – O Caçador de Andróides”

13 - Daryl Hannah (...também por "Amantes de Verão")

Daryl Hannah em “Amantes de Verão”

12 – DARYL HANNAH, por Blade Runner – O Caçador de Andróides e por Amantes de Verão

Posteriormente em Musas retroativas4ª em 1984, por Splash – Uma Sereia em Minha Vida; 3ª em 1986, por A Tribo da Caverna do Urso e Perigosamente Juntos; 4ª em 1987, por Roxanne e Wall Street – Poder e Cobiça.

Lucélia Santos em "O Sonho Não Acabou"

Lucélia Santos em “O Sonho Não Acabou”

Lucélia Santos em "Luz del Fuego"

Lucélia Santos em “Luz del Fuego”

Lucélia Santos em "Álbum de Família - Uma História Devassa"

Lucélia Santos em “Álbum de Família – Uma História Devassa”

13 – LUCÉLIA SANTOS, por O Sonho Não Acabou, por Luz del Fuego e por Álbum de Família – Uma História Devassa

Anteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1981, por Bonitinha, mas Ordinária e por EngraçadinhaPosteriormente em Musas retroativas8ª em 1986, por As Sete Vampiras e por Baixo Gávea.

Denise Dumont em "Filhos e Amantes"

Denise Dumont em “Filhos e Amantes”

14 – DENISE DUMONT, por Filhos e Amantes

Anteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1981, por Eros, o Deus do AmorPosteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1983, por Rio Babilônia.

12 - Nicole Puzzi ("Filhos e Amantes")

Nicole Puzzi em “Filhos e Amantes”

15 – NICOLE PUZZI, por Filhos e Amantes

Anteriormente em Musas retroativas15ª em 1980, por Ariella e por Convite ao Prazer.

Lúcia Veríssimo em "Filhos e Amantes"

Lúcia Veríssimo em “Filhos e Amantes”

16 – LÚCIA VERÍSSIMO, por Filhos e Amantes

Posteriormente em Musas retroativas: 18ª em 1985, por Jeitosa – Um Assunto Muito Particular

14 - Kirstie Alley ("Jornada nas Estrelas II - A Ira de Kahn")

Kirstie Alley em “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Kahn”

17 – KIRSTIE ALLEY, por Jornada nas Estrelas II – A Ira de Kahn

Posteriormente na lista: 12ª em 1987, por Curso de Verão; 7ª em 1989, por Olha Quem Está Falando.

Maitê Proença em "Prova de Fogo"

Maitê Proença em “Prova de Fogo”

18 – MAITÊ PROENÇA, por Prova de Fogo

Posteriormente em Musas retroativas6ª em 1988, por A Dama do Cine Shanghai.

Angelina Muniz em "Karina, Objeto do Desejo"

Angelina Muniz em “Karina, Objeto de Prazer”

19 – ANGELINA MUNIZ, por Karina, Objeto de Prazer

16 - Annette O'Toole ("A Marca da Pantera" e...)

Annette O’Toole em “A Marca da Pantera”

16 - Annette O'Toole (...e também por "48 Horas")

Annette O’Toole em “48 Horas”

20 – ANNETTE O’TOOLE, por A Marca da Pantera e por 48 Horas

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