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Dando sequência a essa retrospectiva atrasada do que esteve em cartaz nos cinemas de João Pessoa, faço a primeira de uma nova lista: das atuações que considerei melhores em 2016. Resolvi também que não vou separar por atores e atrizes porque, como disse o Chris Rock, “não é atletismo”.

Elle - 04

1 – ISABELLE HUPPERT (Elle)

Huppert engrandece papéis que não são tão grandes e agiganta os papéis maiores, que é o caso em Elle. Ela é Michèle Leblanc, violentada em sua própria casa por um mascarado invasor. Depois, ela vai se preparando para o retorno do agressor – de seu próprio jeito. É, sem dúvida, uma das maiores atrizes do nosso tempo.

Regresso-05

2 – LEONARDO DICAPRIO (O Regresso)

DiCaprio só faltou comer o pão que o diabo amassou para esse papel: um caçador que é atacado por um urso e deixado para morrer na floresta por seus companheiros. Mas sobrevive e se arrasta por quilômetros e quilômetros, no inverno, para se vingar. Uma jornada visceral para o personagem e para o ator.

Aquarius - 01

3 – SÔNIA BRAGA (Aquarius)

O Brasil reencontrou-se com uma grande Sônia Braga no filme de Kléber Mendonça Filho. Ela contribui decisivamente para que este filme seja ainda melhor que o anterior do diretor, o já muito elogiado O Som ao Redor. Aqui, Sônia constrói uma grande personagem que ancora as ações e fascina o espectador.

Filho de Saul - 01

3 – GÉZA RÓHRIG (Filho de Saul)

Uma experiência de narrativa bem particular, a produção húngara é quase toda registrada em close do personagem principal ou de seu ponto de vista subjetivo. É claro que isso exige um trabalho intenso de atuação de seu ator principal. O húngaro Róhrig, que também é poeta corresponde plenamente em seu primeiro (e aparentemente até agora único) longa.

Chegada - 03

5 – AMY ADAMS (A Chegada)

A grande injustiça do Oscar deste ano foi a não inclusão de Amy Adams entre as indicadas a melhor atriz. Ela interpreta muito bem a personagem de uma linguista com uma missão inédita e decisiva para a humanidade, enquanto lida com seus dramas pessoais.

Carol - 06

6 – CATE BLANCHETT (Carol)

Cate já é um monumento da arte da atuação. Em Carol, ela entrega de novo um grande personagem: a mulher da alta roda que se apaixona por uma balconista. Mas são os anos 1950, ela é casada e tem que pôr na balança a possibilidade de o marido ficar com a guarda do filho.

Trumbo - 06

7 – BRYAN CRANSTON (Trumbo – Lista Negra)

Cranston tem a difícil missão de ir encontrando no cinema personagens que falam jus ao status de grande ator que adquiriu na série Breaking Bad. Conseguiu um ponto com a cinebiogragfia de Dalton Trumbo, roteirista de Hollywood que foi perseguido nos EUA dos anos 1950 por ser comunista e ganhou um Oscar sem ninguém saber.

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8 – MARK RUFFALO (Spotlight – Segredos Revelados)

Um ator consistente, que sempre entrega atuações muito boas, Ruffalo construiu um tipo particular e com certa sutileza no Mike Rezendes, o jornalista interpretado por ele em Spotlight. Ruffalo poderia muito bem ter ganhado o Oscar.

Chocolate - 2015 - 04

9 – OMAR SY (Chocolate)

Depois de Intocáveis, Omar Sy se tornou um astro na França e bastante conhecido fora dela. Em seus filmes seguintes por aqui, continuou entregando ótimas atuações, a bordo de muito carisma. Em Chocolate, ele interpreta o primeiro palhaço negro da França e tem a oportunidade de atuar em números clássicos de circo.

Oito Odiados-07

10 – JENNIFER JASON LEIGH (Os Oito Odiados)

Jennifer Jason Leigh entrou para o time de atores de quem Tarantino fez o mundo lembrar como são bons. Ela está por aí desde o começo dos anos 1980, em aparições sempre eficientes seja em Picardias Estudantis (1982) ou Mulher Solteira Procura… (1992). Em um filme cheio de gente em quem não se pode confiar, ela é desde o começo uma das mais perigosas.


MAIS RETROSPECTIVA 2016:

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A seguir, os meus melhores filmes de 2016, apenas entre os que estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa. Antes, como em todo ano, a numeralha em torno do circuitão pessoense.

O número de filmes em cartaz em João Pessoa explodiu em 2016: foram 258 estreias contra as 163 de 2015 e 164 de 2014. O recorde anterior, desde 2006, ano em que o Boulevard começou a fazer esse acompanhamento, havia sido 165 em 2007. Os motivos determinantes para esse aumento são a inauguração do novo Cine Banguê, que vem servindo filmes que não passam nos demais cinemas, e alguma diversidade no Cinépolis e no Cinespaço.

THE REVENANT

1 – O REGRESSO, de Alejandro González Iñarritu

Iñarritu é um diretor que arrisca muito em suas narrativas, nem sempre com sucesso. Mas quando acerta, entrega coisas belas como este O Regresso, a jornada selvagem e espiritual de um homem em busca de outro que o deixou para morrer, aós ter sido atacado por um urso. A interpretação visceral de Leonardo DiCaprio foi, com toda a justiça, premiada com o Oscar, o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta. Crítica no Boulevard

Elle - 03

2 – ELLE, de Paul Verhoeven

Isabelle Huppert matadora, para variar, em um filme desconcertante e doentio – Paul Verhoeven sendo Paul Verhoeven. Isabelle é uma mulher fria e cerebral que é estuprada dentro de casa por um mascarado e lida ao seu modo com a possibilidade de um novo ataque.

Aquarius - 06

3 – AQUARIUS, de Kléber Mendonça Filho

Sônia Braga é a única moradora que restou em um antigo prédio que uma construtora quer demolir. Mas ela luta pelo direito de preservar suas memórias afetivas. Uma bela defesa de que coisas – como discos ou um apartamento – podem não ser apenas “coisas”.

Zootopia - 06

4 – ZOOTOPIA – ESSA CIDADE É O BICHO, de Byron Howard e Rich Moore

No que parecia apenas mais uma sátira de bichinhos se comportando como seres humanos, desenrola-se uma imaginação bem cuidada de como seria essa cidade levando-se em consideração as características dos animais antropomorfizados, uma história policial instigante e uma crítica surpreendente e dura aos preconceitos de quem se acha o mocinho.

Spotlight - 01

5 – SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS, de Tom McCarthy

Com uma história que tinha tudo para mergulhar no melodrama, essa trama que conta a investigação jornalística que expôs o escândalo de pedofilia da Igreja de Boston é contida e precisa em sua narrativa. Crítica no Boulevard

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6 – CAPITÃO AMÉRICA – GUERRA CIVIL, de Anthony Russo e Joe Russo

Um filme de super-heróis que reflete sobre si mesmo, sobre o gênero e seus personagens. E coloca os dois personagens principais do universo cinematográfico da Marvel com o peso dramático acumulado em todos estes anos e filmes.

Bruxa - 03

7 – A BRUXA, de Robert Eggers

Famílias isoladas à mercê do sobrenatural não são exatamente uma novidade, mas este filme consegue imprimir um clima opressor e tanto. Crítica no Boulevard

Cinco Gracas - 03

8 – CINCO GRAÇAS, de Deniz Gamze Ergüven

Cinco irmãs jovens e cheias de vida vítimas de um tio que as prende em casa e as obriga a casamentos arranjados. O filme nos leva a procurar tanto quanto elas uma saída.

Filho de Saul - 03

 

9 – FILHO DE SAUL, de Lázló Nemes

Filmado quase todo em close, é uma experiência que nos faz acompanhar de perto o drama pesado e doloroso de um homem que tenta impedir que o filho morto seja incinerado pelo nazistas. Ao menos isso.

ARRIVAL

 

10 – A CHEGADA, de Denis Villeneuve

Uma ficção científica que recusa a pirotecnia e celebra o poder da comunicação. Denis Villeneuve evoca o Spielberg de Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

+ 10: A Grande Aposta, de Adam McKay; Deadpool, de Tim Miller; Mia Madre, de Nanni Moretti; Café Society, de Woody Allen; Sully, o Herói do Rio Hudson, de Clint Eastwood; Rogue One – Uma História Star Wars, de Gareth Edwards; Star Trek – Sem Fronteiras, de Justin Lin; Carol, de Todd Haynes; Jogo do Dinheiro, de Jodie Foster; Animais Fantásticos e Onde Habitam, de David Yates.

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MAIS RETROSPECTIVA 2016:

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