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90. ‘NOW YOU HAS JAZZ’, de Alta Sociedade (1956)
Com Bing Crosby e Louis Armstrong. Direção: Charles Walters. Canção de Cole Porter.

Dois monstros sagrados da música popular, Bing Crosby e Louis Armstrong, ensinando o que é o jazz. Não há professores melhores. Bing interpreta um personagem, mas Louis interpreta ele mesmo, como o parceiro faz questão de mostrar quando apresenta a banda: “E ouçam, bem, vocês sabem quem”.

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89. ‘BE A CLOWN’, de O Pirata (1940)
Com Judy Garland e Gene Kelly. Direção: Vincente Minnelli. Direção de dança: Robert Alton, Gene Kelly. Canção de Cole Porter.

Gene e Judy subvertem o esperado final glamouroso do filme com um divertidíssimo número de palhaços — um ” anti Fred & Ginger”. É a reprise de uma canção que é cantada antes no filme por Gene e os Nicholas Brothers. E foi copiada na cara dura por Arthur Freed e Nacio Herb Brown para o espetacular “Make’em laugh” de Cantando na Chuva (1952).

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88. ‘LA VIE BOHEME’, de Rent — Os Boêmios (2005)
Com Taye Diggs, Anthony Rapp, Idina Menzel, Adam Pascal, Jesse L. Martin, Rosario Dawson, Wilson Jermaine Heredia, Tracie Thoms, Shaun Earl. Direção: Chris Columbus. Coreografia: Keith Young. Canção de Jonathan Larson e Billy Aronson.

Dividido em A e B, com outras cena no meio, esse número é uma celebração da boemia, da arte, da igualdade de direitos e do sexo sem culpa, com um número sem referências na letra e uma grande agitação rebelde em cena, com grandes passagens como “sermos ‘nós’, pelo menos uma vez, em vez de ‘eles'” ou, no meio da confusão, os personagens principais todos juntos para cantarem “não morrer da doença” (a Aids).

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87. ‘I DREAMED I DREAM’, de Os Miseráveis (2012)
Com Anne Hathaway. Direção: Tom Hooper. Coreografia: Liam Steel. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

A decisão de gravar os vocais aos vivo (em vez de filmar sobre o áudio já gravado antes) captou uma interpretação visceral de Anne Hathaway da mais doída das canções de Os Miseráveis e talvez de todos os musicais (“Eu tinha um sonho de como seria minha vida/ Tão diferente deste inferno em que vivo”). São quatro minutos de cortar o coração e que renderam a ela um Oscar — e com toda a justiça.

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86. ‘OS QUINDINS DE IAIÁ’, de Você Já Foi à Bahia? (1945)
Com Aurora Miranda, Almirante, Aloysio de Oliveira e as vozes de Clarence Nash e José Oliveira. Direção: Norman Ferguson. Coreografia: Billy Daniel, Aloysio de Oliveira. Canção de Ary Barroso.

Zé Carioca apresenta a Bahia ao Pato Donald e ele cai de amores pela baiana que vende quindins. Essa baiana é a maravilhosa Aurora Miranda, irmã de Carmen, e a cantora original de “Cidade maravilhosa”, entre outras canções. O malandro é Almirante e o sujeito das tangerinas é Aloysio de Oliveira. Muito divertido, usando e abusando da interação entre atores reais e desenhos animados, do delírio inspirado pela música e com a própria Salvador sendo posta para dançar no final. (No vídeo abaixo, o número começa aos 2min30seg).

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85. ‘THE TYPEWRITER’, de Errado pra Cachorro (1963)
Com Jerry Lewis. Direção: Frank Tashlin. Música de Leroy Anderson.

“The typewriter” é uma peça para máquina de escrever e orquestra (de verdade) que Jerry Lewis transformou em um delicioso show de pantomima com um instrumento invisível. Ele o faz neste grande momento de Errado pra Cachorro e o repetiu em apresentações ao vivo e em programas de televisão.

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84. ‘LE JAZZ HOT’, de Victor ou Victoria (1982)
Com Julie Andrews. Direção: Blake Edwards. Coreografia: Paddy Stone. Canção de Henri Mancini e Leslie Bricusse.

Julie Andrews é uma cantora que finge ser um homem que faz um show de travesti.  E este número é sua entrada triunfal, que dá um nó na cabeça de quem não conhece o seu segredo. Julie, com muito mais malícia do que em seus papéis icônicos de Mary Poppins ou fraulein Maria.

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83. ‘I FEEL PRETTY’, de Amor, Sublime Amor (1961)
Com Natalie Wood (com voz de Marni Nixon), Suzie Kaye, Yvonne Wilder e Joanne Miya. Direção: Robert Wise e Jerome Robbins. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim,.

Na volta do intervalo do filme, Maria canta sua felicidade, de como o amor a faz sentir mais bonita, enquanto as colegas de trabalho na loja de costura acham que ela ficou doida. Os exageros são uma delícia: “Miss América já pode renunciar”, “um comitê deveria ser formado para me homenagear”, “a cidade deveria me dar a chave”. Capitaneando tudo, todo o charme e talento de Natalie Wood.

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82. ‘YOU CAN’T STOP THE BEAT’, de Hairspray Em Busca da Fama (2007)
Com Nikki Blonsky, Zac Efron, Amanda Bynes, Elijah Kelley, John Travolta, Queen Latifah. Direção e coreografia: Adam Shankman. Canção de Scott Wittman e Marc Shaiman.

gran finale de Hairspray é a subversão de um concurso de popularidade da TV onde gordos e negros viram protagonistas e derrubam o racismo da emissora. “This is the future”, sentencia o apresentador num palco que une dançarinos negros e brancos. Embalando isso, a incrível vibração que é a marca desse musical, com uma música irresistível.

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81. ‘GOIN’ CO’TIN’, de Sete Noivas para Sete Irmãos (1954)
Com Jane Powell, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tommy Rall, Marc Platt, Matt Mattox e Jacques d’Amboise. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Gene de Paul e Johnny Mercer.

Jane Powell está decidida a civilizar seus seis cunhados brutamontes. E um dos passos é ensiná-los a paquerar as moças da cidade. E, além das várias estratégias para usar naquele cafundó do velho oeste, existe a dança. E, como é um musical da Metro, é a aula de dança mais rápida e maravilhosa de todos os tempos. Conhecimento que eles vão usar em seguida, naquele número absolutamente sensacional que todos sabemos qual é.

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100. ‘I GOT RHYTHM’, de Sinfonia de Paris (1951)
Com Gene Kelly e crianças. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Gene Kelly. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Uma máxima dos grandes dançarinos do cinema é que ele fazem o difícil parecer fácil. Exigente como poucos, Gene Kelly parece uma das crianças com quem ele contracena neste número delicioso, em que ele brinca com o fato de, sendo um americano em Paris, ensinar palavras inglesas aos garotos da vizinhança.

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99. ‘FOOTLOOSE’, de Footloose – Ritmo Louco (1984)
Com Kevin Bacon, Lori Singer, Chris Penn. Direção: Herbert Ross. Coreografia: Lynne Taylor-Corbett. Canção de Kenny Loggins e Keith Pitchford.

Quem nunca tentou repetir esses passos quando “Footloose” toca numa festa? O baile de formatura de uma cidade onde a dança era proibida é um momento de libertação para os jovens e a cena retrata isso muito bem.

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98. ‘KEEP IT GAY’, de Os Produtores (2005)
Com Gary Beach, Roger Bart, Nathan Lane, Matthew Broderick, Brent Barrett, Peter Bartlett, Jim Borstelmann e Kathy Fitzgerald. Direção e coreografia: Susan Stroman. Canção de Mel Brooks.

Os dois produtores que estão tentando garantir que sua próxima peça seja um fracasso tentam convencer o pior diretor da Broadway a pegar o projeto. Retratar a Alemanha nazista parece meio deprimente, então a chave é fazer a trama um pouco mais alegre (gay). Entrecortado por diálogos, o aloprado número é conduzido por um Roger De Bris de vestido longo e termina apoteoticamente numa animadíssima conga.

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97. ‘ALL I DO IS DREAM OF YOU’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Debbie Reynolds. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Coreografia: Gene Kelly. Canção de Nacio Herb Brown e Arthur Freed.

Debbie Reynolds é uma das coristas contratadas pra um showzinho numa festa de um chefe de estúdio de Hollywood. Todas lindas, mas que, por mágica do cinema, não competem com, mas, sim, ressaltam a graça de Debbie. A ambientação é fim dos anos 1920, então o charleston marca presença. Num detalhe, Debbie tira uma serpentina que caiu sobre seu rosto, sem deixar a peteca cair. The cat’s meow!

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96. ‘SIXTEEN GOING ON SEVENTEEN’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Charmian Carr e Daniel Truhitte. Direção: Robert Wise. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

Liesl, a filha mais velha do Capitão Von Trapp, dá aquela escapadinha depois do jantar para encontrar o namorado mensageiro no jardim. Eles cantam sobre a inocência dela aos 16 e a autopresumida maturidade dele aos 17. Mas, na verdade, é um momento idílico e esplendidamente fotografado que retrata a inocência daqueles dias, antes da ascensão do nazismo, que chega na segunda metade do filme.

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95. ‘GEE, OFFICER KRUPKE’, de Amor, Sublime Amor (1961)
Com Russ Tamblyn, Tony Mordente, Bert Michaels, David Winters, David Bean. Direção: Robert Wise e Jerome Robbins. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim.

A gangue dos Jets tira onda do policial da vizinhança e da sociedade, interpretando juízes, psicólogos e assistentes sociais, que empurram o problema uns para os outros, satirizando várias justificativas clichê para seu mal comportamento com uma letra genial: “nossas mães são drogadas, nossos pais são bêbados: claro que somos marginais”, “não somos delinquentes, somos incompreendidos”, “não sou anti-social, sou é anti-trabalho” e por aí vai. É um distúrbio psicológico? É uma doença social? É um bando de vagabundos que merecem ir presos? No fim, é tudo muito mais complexo e o número mostra que os rapazes não tem noção (ou não querem ter) do próprio problema.

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94. ‘A COUPLE OF SWELLS’, de Desfile de Páscoa (1948)
Com Judy Garland e Fred Astaire. Direção: Charles Walters. Coreografia: Fred Astaire e Charles Walters. Canção de Irving Berlin.

Fred Astaire sempre foi identificado com a extrema elegância. Aqui, ele e Judy Garland aparecem aos farrapos, mas como dois vagabundos cheios de pose. Um número de palco cheio de graça, nos dois sentidos, mostrando mais uma vez o talento para o humor desses dois astros gigantescos do canto e da dança.

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93. ‘THE BABBITT AND THE BROMIDE’, de Ziegfeld Follies (1945)
Com Fred Astaire e Gene Kelly. Direção: Vincente Minnelli. Direção de dança: Robert Alton. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Momento antológico, para começar, por ser a única vez em que Fred Astaire e Gene Kelly aparecem dançando juntos num filme valendo pontos (31 anos depois, eles voltaram a trocar uns passos no documentário Isto Também Era Hollywood). Como dois cavalheiros que se provocam, eles estrelam um dos segmentos de Ziegfeld Follies, filme que é uma colagem de números (o número foi encenados originalmente nos palcos por Fred e sua irmã Adele, em 1927). Astaire eram então, um astro consagrado: já fazia seis anos que havia encerrado sua icônica série de filmes com Ginger Rogers na RKO e 15 anos de sua primeira aparição num filme. Kelly era, em comparação, um iniciante: havia estreado no cinema apenas três anos antes. Visto hoje, é o momento encantado de dois monstros sagrados juntos, que a Metro decidiu não reunir de novo nos filmes que fariam no estúdio dali para a frente.

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92. ‘RUNNIN’ WILD’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe, Jack Lemmon, Tony Curtis. Direção: Billy Wilder. Coreografia: Jack Cole. Canção de A.H. Gibbs, Joe Grey e Leo Wood.

É um pouquinho mais de um minuto. Joe e Jerry – ou melhor, Josephine e Daphne – estão atacando no sax e no contrabaixo no ensaio da banda feminina ao bordo do trem que segue para Miami. Aí entra Marilyn como a vocalista Sugar Kane e seu ukelele (tocado, na verdade, por Al Hendrickson) e o mundo para.

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91. ‘LE RENCONTRES’, de Duas Garotas Românticas (1967)
Com Françoise Dorléac (com voz de Claude Parent), Jacques Perrin (com voz de Jacques Revaux), Gene Kelly (com voz de Donald Burke) e Catherine Deneuve (com voz de Anne Germain). Direção: Jacques Demy. Coreografia: Norman Maen. Canção de Michel Legrand.

Este é o momento em que Duas Garotas Românticas mais se parece com Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), musical anterior de Demy e Legrand. A canção é formada por diálogos cantados, com personagens que vão se cruzando pelo caminho, mas os casais que estão uns à procura dos outros ainda não se esbarram. A diferença para o filme anterior é que aqui há alto astral e muito mais humor.

 

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110. ‘PART OF YOUR WORLD’, de A Pequena Sereia (1989)
Com Jodi Benson. Direção: John Musker e Ron Clements. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

A melhor das canções “eu quero” das animações da Disney: em uma belíssima animação à mão, Ariel mostra seu refúgio secreto com sua coleção de objetos da superfície que atiçam sua curiosidade por esse lugar onde “os pais não repreendem as filhas”.

 

 

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109. ‘TICO-TICO NO FUBÁ’, de Alô, Amigos! (1942)
Com José Oliveira. Direção: Wilfred Jackson, Jack Kinney, Hamilton Luske e Bill Roberts. Canção de Zequinha de Abreu.

No Brasil, Zé Carioca apresenta o samba ao Pato Donald, numa combinação magistral do clássico “Tico-tico no fubá” e uma inspirada animação dos estúdios Disney, em que o cenário do Rio de Janeiro vai se desenhando à frente dos personagens.

 

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108. ‘I’M THRU WITH LOVE’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe. Direção: Billy Wilder. Canção de Matt Malneck, Fud Livingston e Gus Kahn.

“Estou cansada do amor”, canta Marilyn num momento baixo astral de sua personagem. A canção dos anos 1930 está conectada à época em que o filme se passa. A interpretação de Sugar Kane comove Joe, o personagem de Tony Curtis, que acaba revelando seu disfarce de Josephine — de uma maneira e tanto.

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107. ‘MOVIN’ RIGHT ALONG’, de O Mundo Mágico dos Muppets (1979)
Com Jim Henson e Frank Oz. Direção: James Frawley. Canção de Paul Williams e Kenny Archer.

Dois muppets cruzando a América a bordo de um Studebaker: Caco, o Sapo (nada de Kermit aqui) e o urso Fozzy viajam para Los Angeles para trabalhar no mundo do entretenimento. Carisma não falta, de jeito nenhum. O filme era um prólogo do The Muppet Show, da TV, mostrando como os personagens se conheceram.

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106. ‘SOMEONE IN THE CROWD’, de La La Land Cantando Estações (2016)
Com Callie Hernandez, Sonoya Mizuno, Jessica Rothenberg e Emma Stone. Direção: Damien Chazelle. Coreografia: Mandy Moore. Canção de Justin Hurwitz, Benj Pasek e Justin Paul.

A primeira metade desse número é uma obra-prima: sem cortes, freneticamente através dos cômodos da casa, cada um com uma cor dominante, assim como os vestidos das moças. Um show de direção e coreografia parta ver e rever sempre.

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105. ‘CHIM-CHIM CHEREE’, de Mary Poppins (1964)
Com Dick van Dyke, Julie Andrews, Karen Dotrice e Matthew Garber. Direção: Robert Stevenson. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard M. Sherman e Robert B. Sherman.

Para tranquilizar os irmãos assustados e perdidos, o agora limpador de chaminés Bert os leva para casa e mostra, na companhia de Mary Poppins, a beleza de Londres à noite vista dos telhados. A canção ganhou o Oscar daquele ano.

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104. ‘TWIST AND SHOUT’, de Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Com Matthew Broderick (voz de John Lennon). Direção: John Hughes. Coreografia: Kenny Ortega. Canção de Bert Berns e Phil Medley.

“O que você acha que o Ferris vai fazer agora?”. É a pergunta a ser feita durante todo o Curtindo a Vida Adoidado. Neste momento do filme, ele já está sobre um carro alegórico da Von Steuben Day Parade (que, aliás, existe mesmo: é realizada anualmente em Chicago em homenagem a um barão da Prússia que deu uma força aos americanos na guerra pela independência). Sua dublagem da canção dos Beatles é tão contagiosa que faz dançar todo mundo em volta. Até quem não era ator ou figurante contratado, como os trabalhadores nos andaimes e o lavador de janelas, que se deixaram embalar pela música e foram filmados pela câmera de John Hughes.

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103. ‘THE INQUISITION’, de A História do Mundo – Parte I (1981)
Com Mel Brooks, Jackie Mason e Ronny Graham. Direção: Mel Brooks. Coreografia: Alan Johnson. Canção de Mel Brooks e Ronny Graham.

Usar o musical como forma de demolir uma instituição é um talento particular de Mel Brooks. Aqui, o alvo é a inquisição espanhola, onde as maiores atrocidades são narradas sob o ponto de vista de saltitantes religiosos liderados por Mel em pessoa, que tentam converter judeus com citações a O Poderoso Chefão e Busby Berkeley, frades com joelhos à mostra, freiras nadadoras. Antológico.

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102. ‘SOBBIN’ WOMEN’, de Sete Noivas para Sete Irmãos (1954)
Com Howard Keel, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tommy Rall, Marc Platt, Matt Mattox e Jacques d’Amboise. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Gene de Paul e Johnny Mercer.

Ao ver seus seis irmãos de baixo astral porque a paquera com seis garotas da cidade acabou numa monumental briga com outros seis caras, o irmão mais velho Adam ajuda como pode: contando a história que aprendeu num livro, a dos romanos que simplesmente raptaram mulheres sabinas e que, com o tempo, elas acabaram gostando dos raptores (ele confunde “sabine women” com “sobbin’ women”, “chorosas”). Logo, se está na história, basta fazer o mesmo, não é? Um conselho errado, claro, defendido com vigor e talento.

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101. ‘ISN’T THIS A LOVELY DAY (TO BE CAUGHT IN THE RAIN)?’, de O Picolino (1935)
Com Fred Astaire e Ginger Rogers. Direção: Mark Sandrich. Coreografia: Hermes Pan e Fred Astaire. Direção de dança: William Hetzler. Canção de Irving Berlin.

Uma vez Ginger disse: “Eu fazia tudo o que ele fazia, só que de salto alto”. Aqui, ela não está de salto alto, mas a piada nunca foi tão verdadeira. A brincadeira da cena, depois que Fred tenta quebrar o gelo cantando, é que ela aceita dançar com ele, porém imitando-o. De calças, Ginger faz quase um espelho de Fred, é uma dança de casal que não é de casal. Só no final ele a toma nos braços — mas ela também não deixa de conduzir em um momento.

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120. ‘I LOVE LOUISA’, de A Roda da Fortuna (1953)
Com Fred Astaire, Nanette Fabray, Oscar Levant, Cyd Charisse. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Arthur Schwartz e Howard Dietz.

Fred Astaire havia cantado “I love Louisa” em um musical da Broadway de 1931, que levava o mesmo nome original (The Band Wagon) e que Fred protagonizou com sua irmã, Adele (no último musical que fizeram juntos, antes de ela deixar a carreira para se casar). Foi uma das três canções que sobreviveram da trilha da peça para esta versão do cinema, que criou uma história nova (no teatro, o show era de esquetes). Essa brincadeira alemã, no filme, está na festinha com que a equipe da versão musical de Fausto alivia o clima de uma estreia desastrosa. Às vezes, basta uma música ótima, um grande diretor, um coreógrafo que faça dançar um quarto lotado e um gigantesco talento para que um número seja uma delícia. Só isso. More beer!

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119. ‘SEASONS OF LOVE’, de Rent — Os Boêmios (2005)
Com Anthony Rapp, Adam Pascal, Rosario Dawson, Jesse L. Martin, Tracie Thoms, Idina Menzel, Wilson Jermaine Heredia, Taye Diggs. Direção: Chris Columbus. Canção de Jonathan Larson.

“Seasons of love” é uma canção tão poderosa que, no musical de teatro, está localizada no meio da apresentação e o filme a trouxe para os créditos de abertura (cantada por seus oito personagens principais num palco, diante de uma plateia vazia). Uma decisão que funciona muito bem: a letra funciona como uma carta de intenções do que virá pela frente, nesta modernização de La Bohème para a era da Aids. Como você mede os quinhentos e vinte cinco mil e seiscentos minutos que vive num ano?

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118. ‘HAIR’, de Hair (1979)
Com Don Dacus, Treat Williams e Dorsey Wright. Direção: Milos Forman. Coreografia: Twyla Tharp. Canção de Galt McDermot, Gerome Ragni e James Rado.

Um canto de amor aos cabelos longos que marcavam o movimento hippie, a ponto de ter batizado o musical histórico que o retratou nos palcos e no cinema. No filme, é um momento delirante dentro de um presídio, combinado com cenas da rua com Williams e muitos cabelos ao vento.

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117. ‘CAI CAI’, de Uma Noite no Rio (1941)
Com Carmen Miranda. Direção: Irving Cummings. Canção de Roberto Martins.

Embora as coreografias sejam assinadas por Hermes Pan, muito dificilmente ele deu algum pitaco aqui. Carmen, em seu segundo filme, faz aquilo que sabia fazer como ninguém e fazia desde sua carreira no Rio de Janeiro: movia as mãos, usava expressões faciais, ia pra lá e pra cá e, combinando isso, brilhava. Em Serenata Tropical, seu primeiro filme, o diretor Irving Cummings parece não saber muito como filmar aquilo: a prendia num cenário e desperdiçava closes em vez de flagrar o máximo de seus movimentos. Ele melhora muito no seguinte: ainda é sempre basicamente Carmen cantando para uma plateia, mas Cummings abre a câmera e a mostra inteira ou de meio corpo, com edição e câmera discretas que bastam segui-la.

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116. ‘SHALL WE DANCE?’, de O Rei e Eu (1956)
Com Deborah Kerr (com voz de Marni Nixon) e Yul Brynner. Direção: Walter Lang. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

Esta visão eurocêntrica de como uma professora inglesa ajudou o Rei do Sião a se modernizar inclui esta bela cena de aula de dança, onde uma alta voltagem sexual (para a época e para o tipo de filme) aparece.

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115. ‘SHAKE YOUR TAIL FEATHER’, de Os Irmãos Cara de Pau (1980)
Com Ray Charles e The Blues Brothers. Direção: John Landis. Coreografia: Carlton Johnson. Canção de Otha Hayes, Andre Williams e Verlie Rice.

Essa canção dos anos 1960 ganha versão de Ray Charles em uma das participações especiais de Os Irmãos Cara de Pau. A música irresistível tem ótima participação cênica da Blues Brothers Band e “contamina” a vizinhança, com as pessoas numa divertida coreografia na frente da loja do Ray. Seria um flashmob?

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114. ‘THE LONELY GOATHERD’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Julie Andrews, Angela Cartwright, Charmian Carr, Heather Menzies, Nicholas Hammond, Duane Chase, Debbie Turner e Kym Karath. Direção: Robert Wise. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

Bil Baird e Cora Baird, famosos manipuladores de marionetes nos EUA, são os grandes protagonistas ocultos desse adorável número em que Maria e as crianças fazem um show de bonecos para uma seleta plateia. Marc Breaux assina a coreografia do filme. Terá feito também a coreografia dos bonequinhos?

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113. ‘CIRCLE OF LIFE’, de O Rei Leão (1994)
Com Carmen Twillie, Lebo M e côro. Direção: Roger Allers e Rob Minkoff. Canção de Elton John e Tim Rice.

Um dos melhores começos de filmes de todos os tempos, “Circle of life” introduz o espectador, sem qualquer diálogo, ao mundo africano onde o leão é o rei, os outros animais são os súditos, e um príncipe é apresentado. Antológico.

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112. ‘THAT’S HOW YOU KNOW’, de Encantada (2007)
Com Amy Adams e Patrick Dempsey. Direção: Kevin Lima. Canção de Alan Menken e Stephen Schwartz.

O barato em Encantada é que é uma sátira, mas também uma afirmação carinhosa dos contos-de-fadas da Disney. E isso implica, claro, em um número musical que invada o mundo real, capitaneado por uma luminosa Amy Adams.

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111. ‘I’M THRU WITH LOVE’, de Todos Dizem Eu Te Amo (1997)
Com Goldie Hawn e Woody Allen. Direção: Woody Allen. Coreografia: Graciela Daniele. Canção de Gus Kahn, Matty Malneck e Fud Livingston.

Esta canção dos anos 1930 (que Marilyn já havia cantado na tela em Quanto Mais Quente Melhor) é recorrente nesse musical leve, divertido e propositalmente meio desajeitado de Woody Allen. E a ela é reservado o belo momento final, cantada por uma adorável Goldie Hawn, que, à beira do Sena, dança e flutua.

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150. ‘THAT’S ENTERTAINMENT’, de A Roda da Fortuna (1953)
Com Jack Buchanan, Nanette Fabray, Oscar Levant e Fred Astaire. Direção do filme: Vincente Minnelli. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Arthur Schwartz e Howard Dietz.

Uma das canções mais emblemáticas do show business sobre si mesmo (junto com “There’s no business like show business”; ficou em 45º na lista das 100 canções do cinema americano, segundo o American Film Institute) é usada pelo diretor teatral e autores da peça para convencerem o veterano astro vivido por Fred Astaire a interpretar… Fausto! Afinal, tudo é entretenimento e o mundo é um palco.

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149. ‘HAKUNA MATATA’, de O Rei Leão (1994)
Com Nathan Lane, Ernie Sabella, Jason Weaver e Joseph Williams. Direção: Roger Allers, Rob Minkoff. Canção de Elton John e Tim Rice.

A expressão “hakuna matata” existe mesmo na língua suaíli, falada no sudeste da África, e quer dizer “sem preocupações”. É um dos grandes momentos de O Rei Leão, apresentando devidamente os personagens Timão e Pumbaa e servindo como passagem de tempo do pequeno Simba para o Simba adulto. Como a expressão é real, é uma grande tolice a “tradução” brasileira para algo que não existe, “hatuna matata”.

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148. ‘I GOT LIFE’, de Hair (1979)
Com Treat Williams. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O horror da gente de bem: hippies invadem um jantar chique, só para que um amigo que vai para a guerra passe, antes, uns minutos olhando para uma garota bonita por quem ele se apaixonou. Ao serem convidados a sair, o líder faz uma afirmação de identidade daquelas: fazendo da mesa de jantar uma passarela para seu discurso empolgante. Detalhe ótimo de cena: os outros hippies tentando minimizar o estrago tirando os pratos e copos da frente, antes que sejam pisados. Tem um quê de Buñuel esse número.

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147. ‘JAILHOUSE ROCK’, de Prisioneiro do Rock (1957)
Com Elvis Presley. Direção: Richard Thorpe. Coreografia: Alex Romero e Elvis Presley. Canção de Jerry Leiber e Mark Stoller.

Elvis fez muitos musicais no cinema, mas poucos têm prestígio de verdade. Há músicas ótimas, mas os números não são muito inspirados. Aqui é diferente: estamos na Metro, que entendia do riscado. No filme, o número é uma apresentação na TV.

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146. ‘RUN AND TELL THAT’, de Hairspray — Em Busca da Fama (2007)
Com Elijah Kelley e Taylor Parks. Direção: Adam Shankman. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

O que não falta em Hairspray é energia, e esse é um dos números mais vibrantes do filme (começando numa sala da escola, avança pelos corredores, vai para dentro de um ônibus e termina num bairro popular). É também uma afirmação de identidade contra o racismo: encontrar a própria voz, “Quanto mais escura a fruta, mais doce é o suco” e “As pessoas daqui têm que se virar para pagar o aluguel, têm que tirar um dólar de 60 centavos”.

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145. ‘GREASED LIGHTNING’, de Grease — No Tempo da Brilhantina (1978)
Com John Travolta e Jeff Conaway. Direção: Randal Kleiser. Coreografia: Patricia Birch. Canção de Jim Jacobs e Warren Casey.

John Travolta roubou este número de Jeff Conaway. Na Broadway, o personagem de Conaway é quem canta e Travolta usou seu poder para passá-la a seu personagem. Assistindo, dá pra ver o motivo. É um número de grande vitalidade, um daqueles que encarna uma espécie de “realidade paralela”: o conserto de um carro ferrado vira um cenário chique de gosto duvidoso.

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144. ‘GOODNIGHT AND THANK YOU’, de Evita (1996)
Com Antonio Banderas e Madonna. Direção: Alan Parker. Canção de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice.

A ascensão social de Eva Duarte: de modelo para um fotógrafo pobretão (que nem nome ganha na canção, é chamado de “Sr. Qualquer Um”), de amante em amante, até chegar nos homens importantes – o passo seguinte seria Perón. O número chega a incluir lá no meio um jingle de sabão em pó! Banderas canta no papel de narrador, ora uma espécie de consciência do povo argentino, ora da própria Eva.

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143. ‘DREAMGIRLS’, de Dreamgirls — Em Busca de um Sonho (2006)
Com Beyoncé Knowles, Jennifer Hudson e Anika Noni Rose. Direção: Bill Condon. Canção de Henry Krieger e Tom Eyen.

Moldadas durante o filme, as Dreams (as Supremes, com outro nome) fazem sua retumbante estreia no meio de Dreamgirls. Deslumbrantes, com uma impressionante Beyoncé à frente, elas fazem valer a espera. O filme tenta atrapalhar desviando o foco do número pra um diálogo que poderia ficar para antes ou depois, mas as garotas podem mais.

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142. ‘BY A WATERFALL’, de Belezas em Revista (1933)
Com coro e elenco. Direção: Lloyd Bacon. Coreografia: Busby Berkeley. Canção de Sammy Fain e Irving Kahal.

Um dos famosos caleidoscópios humanos criados e dirigidos por Busby Berkeley. E daí que, na história, esse número impossível se passa num palco? Berkeley nos mostra até debaixo d’água os movimentos organizados e em visões de 90º de cima, com as garotas criando diversas imagens, que seriam a marca de suas coreografias nos anos 1930.

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141. ‘MY RIFLE, MY PONY AND ME/ CINDY, CINDY’, de Onde Começa o Inferno (1959)
Com Dean Martin, Ricky Nelson e Walter Brennan. Direção: Howard Hawks. Canção “My rifle, my pony and me”, de Dmitri Tiomkin e Paul Francis Webster; “Cindy, Cindy” (ou “Cindy” ou “Get along home, Cindy”), de autoria desconhecida.

Um número musical num faroeste? Sim! Howard Hawks não desperdiçou o fato de ter Dean Martin e o ídolo jovem Ricky Nelson no mesmo elenco e separou um momento do filme para mostrar a camaradagem dos homens da lei através da música. Só faltou o John Wayne cantar junto.

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160. ‘SO NEAR AND YET SO FAR’, de Ao Compasso do Amor (1941)
Com Fred Astaire e Rita Hayworth. Direção do filme: Sidney Lanfield. Coreografia: Robert Alton. Canção de Cole Porter.

Rita Hayworth foi uma das melhores parceiras de Fred Astaire, em dois filmes na Columbia. Rita com a responsabilidade cruel e suceder Ginger Rogers (cuja parceria com Astaire havia acabado dois anos antes): dançando demais, linda de morrer e antes ainda de virar um sex symbol supremo com Gilda, diga-se.

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159. ‘ONCE UPON A DREAM’, de A Bela Adormecida (1959)
Com Mary Costa e Bill Shirley. Direção: Clyde Geronimi. Canção de Sammy Fain e Jack Lawrence, baseado em Tchaikovsky.

Uma das animações mais lindas da Disney, a conclusão de uma era de ouro do estúdio, tem essa cena que é uma canção de “eu quero”, baseada no balé A Bela Adormecida de Tchaikovsky, e que é também um espécie de releitura de “Some day my prince will come”, de Branca de Neve e os Sete Anões. Visualmente é espetacular.

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158. ‘SHOES WITH WINGS ON’, de Ciúme, Sinal de Amor (1949)
Com Fred Astaire. Direção do filme: Charles Walters. Coreografia: Hermes Pan. Canção de Harry Warren e Ira Gershwin.

Fred Astaire gostava de experimentar com efeitos especiais. Aqui, ele trava um duelo de sapateado com vários pares de sapatos.

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157. ‘CELL BLOCK TANGO’, de Chicago (2002)
Com Catherine Zeta-Jones, Susan Misner, Denise Faye, Deidre Goodwin, Ekaterina Chtchelkanova e Mya. Direção do filme: Rob Marshall. Coreografia: Dion Beebe. Canção de John Kander e Fred Ebb.

As presidiárias contam suas histórias, de como foram parar na prisão por causa de homens, alternando o registro realista com o rebuscamento do número musical na mente de Roxy Hart. Para cada uma, foi assassinato, mas não um crime.

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156. ‘THE MAN THAT GOT AWAY’, de Nasce uma Estrela (1954)
Com Judy Garland. Direção: George Cukor. Canção de Harold Arlen e Ira Gershwin.

Judy, depois de demitida da Metro e longe do cinema por quatro anos, volta com tudo neste musical da Warner. Sua não vitória no Oscar daquele ano é um dos maiores escândalos da história do prêmio.

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155. ‘FLASHDANCE… WHAT A FEELING’, de Flashdance Em Ritmo de Embalo (1983)
Com Jennifer Beals. Direção: Adrian Lyne. Canção de Giorgio Moroder, Keith Forsey e Irene Cara.

Um musicaço (que ganhou o Oscar) e um número musical que marcou uma geração. Mas é todo construído na edição: Jennifer Beals tem uma dançarina como dublê de corpo, uma ginasta dá o salto no ar, um dançarino faz o break. Ia longe os dias de Fred Astaire fazendo tudo sem cortes.

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154. ‘ON THE ATCHISON, TOPEKA AND SANTA FE’, de As Garçonetes de Harvey (1946)
Com Judy Garland, Ray Bolger, Cyd Charisse e elenco. Direção: George Sidney. Canção de Harry Warren e Johnny Mercer.

A Atchison, Topeka e Santa Fé é a ferrovia por onde chega o trem à cidadezinha do Oeste onde se passa este musical, focado em um grupo de garçonetes da pioneira rede de restaurantes de Fred Harvey. A canção (vencedora do Oscar) tem uma longa introdução até efetivamente Judy Garland chegar e dominá-la. Um momento delicioso é o elenco evocando o movimento do trem no final.

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153. ‘LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS’, de Yellow Submarine (1968)
Com The Beatles. Direção: George Dunning. Canção de John Lennon e Paul McCartney.

Poucas coisas são mais psicodélicas que isso, essa imagens mudando de cor pintadas através de rotoscopia, mas com pinceladas propositalmente irregulares. O diretor George Dunning era um especialista neste tipo de animação a partir de pintura em vidro e supervisionou diretamente a sequência, que usou cenas de Fred Astaire e Ginger Rogers, Ruby Keeler e outros.

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152. ‘WITHOUT LOVE’, de Hairspray — Em Busca da Fama (2007)
Com Zac Efron, Nikki Blonsky, Amanda Bynes e Elijah Kelley. Direção: Adam Shankman. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Em um musical, a canção pode unir personagens distantes. É o caso deste número, que versa com o humor sobre a falta de amor (“é como [a branquela] Doris Day no Teatro Apolo [do Harlem], é como só ter segundas e nunca domingos, é como a mamãe de dieta”), cantado por dois jovens casais — um deles, longe um do outro.

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151. ‘UNDER THE BAMBOO TREE’, de Agora Seremos Felizes (1944)
Com Judy Garland e Margaret O’Brien. Direção do filme: Vincente Minnelli. Coreografia: Charles Walters. Canção de Rosamond Johnson e Bob Cole.

A estrelíssima Judy une forças com a pequenina Margaret, um pequeno talento como a própria Judy um dia também havia sido. Com muito charme, elas são irmãs se apresentando numa festa para a a família.

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180. ‘YOU’RE AWFUL’, de Um Dia em Nova York  (1949)
Com Frank Sinatra e Betty Garrett. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Você viu no número 198 dessa lista, a taxista Betty Garrett dando em cima do marinheiro Sinatra e ele fingindo que não estava entendendo. Aqui, ela ainda banca a motorista pra ele, que só quer saber de fazer turismo. Mas finalmente, no alto do Empire State, ele se dá conta e faz uma declaração de amor cheia de humor dizendo que ela é terrível — terrivelmente boa de se olhar, e por aí vai.

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179. ‘GOOD MORNING, STARSHINE’, de Hair (1979)
Com Beverly d’Angelo, Treat Williams, Don Dacus, Dorsey Wright, Annie Golden e Cheryl Barnes. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O companheirismo e o vento nos cabelos. A caminho de visitar o amigo que está no quartel à espera de ser mandado para o Vietnã, o grupo de hippies canta na estrada para a luz do sol e a Terra. Milos Forman começa o número com closes em todos os personagens, deixando Beverly d’Angelo, que canta a canção, por último. E que plano final! Detalhe também para a esposa de um deles, ali a contragosto, mas que começa a cantar, simbolizando que começa a aceitar aquela filosofia de vida.

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178. ‘ON MY OWN’, de Os Miseráveis (2012)
Com Samantha Barks. Direção: Tom Hooper. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

Eponine cai em si, debaixo d’água: o alvo de sua paixão ama outra. O mundo dela vai mudar para sempre, mas o dele vai continuar. Samantha Barks vem da versão do palco e explora bem o fato de que os vocais foram gravados ao vivo, na filmagem.

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177. ‘MONEY, MONEY’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minelli e Joel Grey. Direção: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Os números no palco, no filme, são comentários da trama. E aqui, Liza e Grey fazem um jocoso canto à grana, que faz o mundo girar.

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176. ‘HERE’S TO LOVE’, de Abaixo o Amor (2003)
Com Ewan McGregor e Renée Zellweger. Direção: Peyton Reed. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Um filme feito como se tivesse sido produzido nos anos 1960 termina com um número musical cheio de graça, como se tivesse sido feito para a TV — se no começo é “abaixo o amor”, agora é “um brinde ao amor”. A produção do filme aproveitou bem o fato de que era estrelado pelo astro de Moulin Rouge e a estrela de Chicago.

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175. ‘CAMELOT SONG (KNIGHTS OF ROUND TABLE)’, de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975)
Com Graham Chapman, Eric Idle, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam. Direção: Terry Gilliam e Terry Jones. Canção de Graham Chapman, John Cleese e Neil Innes.

Nos anos 1960, Camelot fez sucesso no teatro musical. O Monty Python não deixou passar, na sua versão nonsense da lenda do Rei Arthur. O número é uma farra, com seus cavaleiros “infatigáveis” e que “imitam Clark Gable”. Destaque para o solitário preso à parede, na masmorra, entrando no clima deste “silly place”.

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174. ‘TAKING A CHANCE OF LOVE’, de Uma Cabana no Céu (1943)
Com Ethel Waters, Eddie “Rochester” Anderson e Bill Bailey. Direção: Vincente Minnelli, Busby Berkeley. Canção de Vernon Duke e John La Touche.

A maravilhosa Ethel Waters foi uma grande dama do blues e do jazz, a segunda negra a ser indicada ao Oscar, a primeira a ter seu próprio show de TV e primeira a ser indicada ao Emmy. Foi vítima do racismo em Hollywood, que relegava os negros a pequenos papeis em grandes filmes ou, na melhor das hipóteses, bons papeis em filmes de elenco negro. Aqui, dirigida pelo genial Minnelli, ela mostra seu carisma ao lado do comediante Rochester Anderson. E, se você olhar bem, vai ver Bill Bailey fazendo um moonwalk, 40 anos antes de Michael Jackson.

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173. ‘FASCINATING RHYTHM’, de Se Você Fosse Sincera (1941)
Com Eleanor Powell. Direção: Norman Z. McLeod, Busby Berkeley. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Eleanor Powell pode muito bem ser a melhor dançarina de todos os tempos no cinema. Foi estrela de primeira grandeza na Metro dos anos 1930 e 1940. Neste número, a perícia dela e da equipe: ela sapateia para trás, a câmera acompanha, cortinas se abrem revelando um pianista, depois outro. Olho no relógio: São 2 minutos e 50 segundos de dança ininterrupta, coreografia complexa, até vir o primeiro corte. Veja aqui, nesse cena de bastidor, que deu um trabalhinho…

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172. ‘HISTÓRIA DE UMA GATA’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e os Trapalhões. Direção: J.B. Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Bacalov.

O filme meio que sabota o número, cortando no meio para mostrar uma cena longe dali, deixando de fora uma estrofe inteira da música. Mas quem resiste ao charme de Lucinha, à anarquia dos Trapalhões, à graça da canção? É uma memória afetiva tão forte na vida de tanta gente.

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171. ‘FIT AS A FIDDLE’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Gene Kelly e Donald O’Connor. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Arthur Freed, Al Hoffman e Al Goodhart.

Originalmente de um musical dos palcos de 1932, é o primeiro número musical de Cantando na Chuva (descontando a rápida sequência pré-créditos): uma memória dos personagens de Kelly e O’Connor em um número bem-humorado de vaudeville, os dois cheios de vontade, no começo de carreira. Mas olha como a plateia no filme é exigente!

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200. ‘PROLOGUE (LITTLE SHOP OF HORRORS)’, de A Pequena Loja dos Horrores (1986).
Com Michelle Weeks, Tichina Arnold e Tisha Campbell-Martin. Direção: Frank Oz. Canção de Howard Ashman e Alan Menken.

Sabe aquele coro que agoura todo mundo nas tragédias gregas? É transformado num girl group estilo Supremes na versão musical escrachada de A Pequena Loja dos Horrores. Atenção: duas das moças do trio no futuro viriam a ser as mães duronas dos sitcons Todo Mundo Odeia o ChrisEu, a Patroa e as Crianças.

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199. ‘I JUST CAN’T WAIT TO BE KING’, de O Rei Leão (1994).
Com Jason Weaver, Laura Williams e Rowan Atkinson. Direção: Roger Allers e Rob Minkoff. Canção de Elton John e Tim Rice.

Pode reparar: quase toda animação musical da Disney tem uma canção tipo “o que eu desejo” no começo. Esta se diferencia um pouco por ser bem divertida. Mas também sendo um caso de “cuidado com o que se deseja”.

 

 

 

 

 

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198. ‘COME UP TO MY PLACE’, de Um Dia em Nova York (1949).
Com Betty Garrett e Frank Sinatra. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Leonard Bernstein.

A taxista Betty Garrett está doidinha pra levar o marinheiro Sinatra pra sua casa. Mas o bobo só quer saber de visitar pontos turísticos — e que nem existem mais, porque ele consulta um guia de 1905!

 

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197. ‘LET’S DO IT (LET’S FALL IN LOVE)’, de De-Lovely – Vida e Amores de Cole Porter (2004).
Com Alanis Morrisette. Direção: Irwin Winkler. Canção de Cole Porter.

Na cinebiografia de Cole Porter, uma de suas canções mais maravilhosas ganha uma interpretação ótima de Alanis Morisette. Primeiro, é uma passagem de tempo: da composição, à escolha da atriz/ cantora, aos ensaios e, finalmente, no fim, o número musical de concretiza.

 

 

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196. ‘YOU’RE WELCOME’, de Moana – Um Mar de Aventuras (2016).
Com Dwayne Johnson. Direção: John Musker e Ron Clements. Canção de Lin-Manuel Miranda.

Quem diria? Dwayne Johnson cantando! Um número divertido que apresenta o deus Maui, um daqueles que passam do visual “realista” para um todo rebuscado durante a canção.

 

 

 

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195. ‘DO YOU HEAR THE PEOPLE SING?’, de Os Miseráveis (2012).
Com elenco. Direção: Tom Hooper. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

Os jovens estudantes tomam as ruas de Paris para começar uma revolução com esta, que é “a canção de um povo que não será mais escravo”.

 

 

 

 

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194. ‘BIBBIDI-BOBBIDI-BOO’, de Cinderela (1950).
Com Verna Felton. Direção: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske. Canção de Mark David, Jerry Livingston e Al Hoffman.

A magia por excelência, padrão Disney.

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193. ‘ELEPHANT LOVE MEDLEY’, de Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001)
Com Ewan McGregor, Nicole Kidman e Placido Domingo. Direção: Baz Luhrmann. Medley com “All you need is love”, de John Lennon e Paul McCartney; “I was made for lovin’ you”, de Paul Stanley, Desmond Child e Vini Poncia; “One more night”, de Phil Collins; “Pride (In the name of love)”, de Bono e The Edge; “Don’t leave me this way”, de Kenny Gamble, Leon Huff e Cary Gilbert; “Silly love songs”, de Paul McCartney e Linda McCartney; “Up where we belong”, de Jack Nitzsche, Buffy Sainte-Marie e Will Jennings; “Heroes”, de David Bowie e Brian Eno; “I will always love you”, de Dolly Parton; “Your song”, de Elton John e Bernie Taupin.

Todo mundo sabe que acho Moulin Rouge superestimado, mas gosto de alguns números: acho criativo esse diálogo que costura trechos de músicas românticas famosas.

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192. ‘THE KING WHO COULDN’T DANCE (THE WORRY SONG)’, de Marujos do Amor (1945)
Com Gene Kelly e Sara Berner. Direção: George Sidney. Coreografia: Gene Kelly e Stanley Donen. Direção de dança: Jack Donohue. Canção de Sammy Fain e Arthur Freed.

Uma das primeiras grandes sequências a misturar um ator real e um desenho animado. E a química entre Gene Kelly e o rato Jerry funciona super bem.

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191. ‘SALVE REGINA (HAIL HOLY QUEEN)’, de Mudança de Hábito (1992)
Com Whoopi Goldberg, Kathy Najimy, Andrea Robinson e elenco. Direção: Emile Ardolino. Hino mariano.

Há muito carisma no coro da freirinhas de Mudança de Hábito. A transformação do hino religioso em música pop é construída em degraus e é um resumo perfeito do filme.

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Depois de uma parada, nossa eleição dos Melhores do Ano 2017 entra na reta final. Faltam avaliações das estreias de setembrom, outubro, novembro e dezembro. E, até agora, a classificação parcial mostra Paterson, de Jim Jarmusch, liderando, com média de vencedor e boa dianteira sobre os demais filmes (0,286 de diferença para o segundo colocado).

Confira na foto o top 10 e, em seguida, os 25 primeiros e suas médias:

Top 10 - 2018.05.30

Paterson – 4,571
Manchester à Beira-Mar – 4,285
Além das Palavras – 4,25
Corra! – 4,23
La La Land – Cantando Estações – 4,2

Dunkirk – 4,142
Logan – 4,142
Eu, Daniel Blake – 4,142
Moonlight – Sob a Luz do Luar – 4,117
O Apartamento – 4,076

Silêncio – 4
Bingo, o Rei das Manhãs – 4
Como Nossos Pais – 4
Divinas Divas – 4
Eu Não Sou Seu Negro – 4

A Qualquer Custo – 3,909
Estrelas Além do Tempo – 3,823
Em Ritmo de Fuga – 3,8
Animais Noturnos – 3,687
Moana – Um Mar de Aventuras – 3,615

Um Limite entre Nós – 3,6
Mulher-Maravilha – 3,5
Planeta dos Macacos – A Guerra – 3,5
Atômica – 3,5
Lion – Uma Jornada para Casa – 3,416

Neste momento, os piores filmes do ano (entre aqueles que atingiram o quórum mínimo de seis votos) são Cinquenta Tons Mais Escuros (média 2), Passageiros (média 2,142), Assassin’s Creed e Alien – Covenant (ambos com média 2,166).

A votação continua liberada: deixe suas notas de 0 a 5 nos filmes que você viu. Há três locais para votar, sempre deixando as notas nos comentários correspondentes:

– Acesse a página da votação aqui mesmo no blog.

– Acesse o álbum de fotos na minha página no Facebook. Há uma foto para cada mês.

– Ou acesse o álbum de fotos na página do Boulevard do Crepúsculo no Facebook. Também há uma foto para cada mês.

Começou nossa 12ª eleição do melhores do ano nos cinemas pessoenses. Votantes do mundo todo podem participar. A cada…

Posted by Boulevard do Crepúsculo on Tuesday, November 7, 2017

Para mais detalhes, consulte o regulamento.

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‘…E o Vento Levou’: ainda o número 1

Andou aparecendo no Facebook uma lista dos 99 filmes “mais populares de todos os tempos”, segundo uma rede social para fãs de filmes. Dela veio um teste do tipo “quantos você viu”.

Como chegaram ao resultado, não faço a menor ideia: 51 dos 99 são filmes de 2014 para cá; o mais antigo é 2001, de 1968. Procurei o critério, não encontrei.

Um critério mais razoável, embora não infalível, é medir a bilheteria. Mas desde que seja ajustada pela inflação, ou só vão ficar filmes recentes com ingressos de shopping e inflados por sessões em 3D.

O Box Office Mojo faz essa atualização constante. E o resultado dos 100 mais (em 19 de abril de 2018) está a seguir.

Quantos você viu? Eu vi 95.

  1. …E o Vento Levou (1939)
  2. Guerra nas Estrelas (1977)
  3. A Noviça Rebelde (1965)
  4. E.T., o Extraterrestre (1982)
  5. Titanic (1997)
  6. Os Dez Mandamentos (1956)
  7. Tubarão (1975)
  8. Doutor Jivago (1965)
  9. O Exorcista (1973)
  10. Branca de Neve e os Sete Anões (1937)
  11. Star Wars – O Despertar da Força (2015)
  12. 101 Dálmatas (1961)
  13. O Império Contra-Ataca (1980)
  14. Ben-Hur (1959)
  15. Avatar (2009)
  16. O Retorno de Jedi (1983)
  17. Jurassic Park – Parque dos Dinossauros (1993)
  18. Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999)
  19. O Rei Leão (1994)
  20. Golpe de Mestre (1973)
  21. Os Caçadores da Arca Perdida (1981)
  22. A Primeira Noite de um Homem (1967)
  23. Fantasia (1940)
  24. Jurassic World (2015)
  25. O Poderoso Chefão (1972)
  26. Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994)
  27. Mary Poppins (1964)
  28. Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978)
  29. Os Vingadores – The Avengers (2012)
  30. 007 contra a Chantagem Atômica (1965)
  31. Batman, o Cavaleiro das Trevas (2008)
  32. Mogli, o Menino-Lobo (1967)
  33. Pantera Negra (2018)
  34. A Bela Adormecida (1959)
  35. Os Caça-Fantasmas (1984)
  36. Shrek 2 (2004)
  37. Butch Cassidy (1969)
  38. Love Story (1970)
  39. Homem-Aranha (2002)
  40. Independence Day (1996)
  41. Esqueceram de Mim (1990)
  42. Star Wars – Os Últimos Jedi (2017)
  43. Pinóquio (1940)
  44. Cleópatra (1963)
  45. Um Tira da Pesada (1984)
  46. 007 contra Goldfinger (1964)
  47. Aeroporto (1970)
  48. Loucuras de Verão (1973)
  49. O Manto Sagrado (1953)
  50. Piratas do Caribe – O Baú da Morte (2006)
  51. A Volta ao Mundo em 80 Dias (1956)
  52. Bambi (1942)
  53. Banzé no Oeste (1974)
  54. Batman (1989)
  55. Os Sinos de Santa Maria (1945)
  56. O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (2003)
  57. Procurando Nemo (2003)
  58. Inferno na Torre (1974)
  59. Rogue One – Uma História Star Wars (2016)
  60. Cinderela (1950)
  61. Homem-Aranha 2 (2004)
  62. My Fair Lady (1964)
  63. O Maior Espetáculo da Terra (1952)
  64. O Clube dos Cafajestes (1978)
  65. A Paixão de Cristo (2004)
  66. Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith (2005)
  67. De Volta para o Futuro (1985)
  68. O Senhor dos Anéis – As Duas Torres (2002)
  69. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)
  70. O Sexto Sentido (1999)
  71. Superman – O Filme (1978)
  72. Tootsie (1982)
  73. Agarra-me Se Puderes (1977)
  74. A Bela e a Fera (2017)
  75. Procurando Dory (2016)
  76. Amor, Sublime Amor (1961)
  77. Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977)
  78. Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001)
  79. A Dama e o Vagabundo (1955)
  80. Lawrence da Arábia (1962)
  81. Rocky Horror Picture Show (1975)
  82. Rocky, um Lutador (1976)
  83. Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946)
  84. O Destino do Poseidon (1972)
  85. O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (2001)
  86. Twister (1996)
  87. Homens de Preto (1997)
  88. A Ponte do Rio Kwai (1957)
  89. Transformers – A Vingança dos Derrotados (2009)
  90. Deu a Louca no Mundo (1963)
  91. A Cidadela dos Robinson (1960)
  92. Um Estranho no Ninho (1975)
  93. M.A.S.H. (1970)
  94. Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984)
  95. Vingadores – Era de Ultron (2015)
  96. Star Wars – Episódio II: Ataque dos Clones (2002)
  97. Toy Story 3 (2010)
  98. Uma Babá Quase Perfeita (1993)
  99. Aladdin (1992)
  100. Ghost – Do Outro Lado da Vida (1990)

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1 – CYD CHARISSE, por Cantando na Chuva

Posteriormente em Musas retroativas: 2ª em 1953, por A Roda da Fortuna; 6ª em 1954, por A Lenda dos Beijos Perdidos; 5ª em 1955, por Dançando nas Nuvens; 20ª em 1956, por Viva Las Vegas; 1ª em 1957, por Meias de Seda; 5ª em 1958, por A Bela do Bas-Fond.

Cyd Charisse não diz uma palavra em Cantando na Chuva. Vinha de papéis pequenos e muitas vezes com aparições apenas como dançarina anônima. Aqui, é o sonho de Gene Kelly na fantasia “Broadway melody ballet”, praticamente um curta-metragem dentro do filme, todo contado em canto e dança. Cyd é a mulher fatal de pernas descomunais que desperta a paixão do dançarino iniciante e que vai rencontrá-lo quando ele for famoso. Apesar de Debbie Reynolds e Jean Hagen, o impacto de Cyd na tela é difícil de esquecer ou superar. Não à toa, virou estrela da Metro a partir daqui, passando a estrelar alguns grandes musicais. O top 5 tem outras musas no começo do estrelato: Grace Kelly, a esposa (que não aceita violência) do xerife em Matar ou Morrere Marilyn Monroe em cinco (!) filmes, incluindo a secretária já com seu tipo de inocente sedutora em A Invenção da Mocidade. E, mais abaixo, Brigitte Bardot e Liz Taylor. Única aparição: Jean Hagen, Zsa Zsa Gabor, Debbie Reynolds, Claire Bloom. Brasileiras na lista: nenhuma.

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2 – GRACE KELLY, por Matar ou Morrer

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1953, por Mogambo; 1ª em 1954, por Janela Indiscreta, por Disque M para Matar, por Amar É Sofrer e por Tentação Verde; 2ª em 1955, por Ladrão de Casaca; 2ª em 1956, por Alta Sociedade e por O Cisne.

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3 – LANA TURNER, por Assim Estava Escrito

Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1954, por Atraiçoado; 8ª em 1955, por O Filho Pródigo e por Mares Violentos; 18ª em 1957, por A Caldeira do Diabo; 15ª em 1959, por Imitação da Vida.

04-marilyn-monroe-a 04-marilyn-monroe-b EXTRAIT DU FILM "LE DEMON S'EVEILLE LA NUIT" 04-marilyn-monroe-d 04-marilyn-monroe-e

4 – MARILYN MONROE, por O Inventor da Mocidade, por Almas Desesperadas, por Só a Mulher Peca, por Travessuras de Casados e por Páginas da Vida

Posteriormente em Musas retroativas: 3ª em 1953, por Os Homens Preferem as Louras, por Torrentes de Paixão e por Como Agarrar um Milionário; 3ª em 1954, por O Mundo da Fantasia e por O Rio das Almas Perdidas; 1ª em 1955, por O Pecado Mora ao Lado; 4ª em 1956, por Nunca Fui Santa; 3ª em 1957, por O Príncipe e a Corista; 2ª em 1959, por Quanto Mais Quente Melhor; 11ª em 1960, por Adorável Pecadora; 2ª em 1961, por Os Desajustados; 1ª em 1962, por Something’s Got to Give.

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5 – MAUREEN O’HARA, por Depois do Vendaval

Posteriormente em Musas retroativas: 16ª em 1955, por A Paixão de uma Vida.

Gina Lollobrigida in Christian-Jaque'sÊFANFAN LA TULIPEÊ(1952).

6 – GINA LOLLOBRIGIDA, por Fanfan la Tulipe

Posteriormente em Musas retroativas: 8ª em 1953, por Pão, Amor e Fantasia e por O Diabo Riu por Último; 8ª em 1959, por Salomão e a Rainha de Sabá; 9ª em 1961, por Quando Setembro Vier; 14ª em 1971, por A Quadrilha da Fronteira.

Ava Gardner

7 – AVA GARDNER, por As Neves do Kilimanjaro

Posteriormente em Musas retroativas: 6ª em 1953, por Mogambo; 10ª em 1954, por A Condessa Descalça; 16ª em 1957, por E Agora Brilha o Sol; 11ª em 1958, por A Maja Desnuda.

Eleanor Parker

8 – ELEANOR PARKER, por Scaramouche

Posteriormente em Musas retroativas: 20ª em 1954, por A Selva Nua e por O Vale dos Reis; 15ª em 1956, por O Homem do Braço de Ouro.

Jean Hagen

9 – JEAN HAGEN, por Cantando na Chuva

Zsa Zsa Gabor

10 – ZSA ZSA GABOR, por Moulin Rouge

Ingrid Bergman

11 – INGRID BERGMAN, por Europa 51

Posteriormente em Musas retroativas: 7ª em 1954, por Romance na Itália; 10ª em 1956, por Anastácia, a Princesa Esquecida; 17ª em 1958, por Indiscreta e por A Morada da Sexta Felicidade; 15ª em 1969, por Flor de Cacto.

Debbie Reynolds

12 – DEBBIE REYNOLDS, por Cantando na Chuva

Rita Hayworth

13 – RITA HAYWORTH, por Uma Viúva em Trinidad

Posteriormente em Musas retroativas: 10ª em 1953, por Salomé e por A Mulher de Satã.

Jean Peters

14 – JEAN PETERS, por Viva Zapata

Posteriormente em Musas retroativas: 14ª em 1953, por Anjo do Mal.

Brigitte Bardot In 'Girl In The Bikini'

15 – BRIGITTE BARDOT, por Manina

Posteriormente em Musas retroativas: 1ª em 1956, por E Deus Criou a Mulher; 3ª em 1958, por Amar É Minha Profissão e por Vingança de Mulher; 5ª em 1960, por A Verdade; 2ª em 1963, por O Desprezo; 6ª em 1965, por Viva Maria!; 11ª em 1968, por Shalako.

Gloria Grahame Gloria Grahame - O Maior Espetáculo da Terra

16 – GLORIA GRAHAME, por Assim Estava Escrito e por O Maior Espetáculo da Terra

Posteriormente em Musas retroativas: 15ª em 1953, por Os Corruptos.

Janet Leigh

17 – JANET LEIGH, por Scaramouche

Posteriormente em Musas retroativas: 11ª em 1953, por O Preço de um Homem, por Que Delícia o Amor e por Houdini, o Homem Miraculoso; 6ª em 1958, por A Marca da Maldade; 11ª em 1960, por Psicose.

Elizabeth Taylor

18 – ELIZABETH TAYLOR, por Ivanhoé, o Vingador do Rei

Posteriormente em Musas retroativas: 4ª em 1954, por No Caminho dos Elefantes e por A Última Vez que Vi Paris; 3ª em 1956, por Assim Caminha a Humanidade; 1ª em 1958, por Gata em Teto de Zinco Quente; 1ª em 1959, por De Repente, no Último Verão; 2ª em 1960, por Disque Butterfield 8; 3ª em 1963, por Cleópatra; 15ª em 1965, por Adeus às Ilusões; 18ª em 1970, por Jogo de Paixões.

Marlene Dietrich

19 – MARLENE DIETRICH, por O Diabo Feito Mulher

Posteriormente em Musas retroativas: 17ª em 1957, por Testemunha de Acusação.

Claire Bloom

20 – CLAIRE BLOOM, por Luzes da Ribalta


LEIA MAIS:

Musas de 1951 <<
>> Musas de 1953

Lista elaborada a partir dos filmes exibidos comercialmente nos cinemas de JP em 2016.

Esquadrao Suicida - 12

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Margot Robbie - A Grande Aposta 2

1 – MARGOT ROBBIE, por Esquadrão Suicida, por A Lenda de Tarzan e por A Grande Aposta

Anteriormente em Musas/ cinema em JP6ª em 2014, por O Lobo de Wall Street; 8ª em 2015, por Golpe Duplo.

Sempre há a possibilidade de se sobreviver a um filme muito ruim. Às vezes um filme ruim pode até ressaltar, por comparação com o entorno, alguma particularidade interessante que tenha. Isso aconteceu com Margot Robbie, que chegou ao topo das musas de 2016 a bordo do intragável Esquadrão Suicida – e com a ajuda de outros dois filmes, ok, mas seu destaque foi mesmo a Arlequina, delícia de vilã que tinha mais personalidade que todos os seus colegas somados e multiplicados por si mesmos. No segundo lugar, um nome novo: Haley Bennet, de quem lembrávamos como a cantorinha pop-rebolativa de Letra & Música. Ela tem um papel bem sexy em A Garota no Trem e outro mais recatado, bem diferente, em Sete Homens e um Destino. O pódio fecha com a gigante Cate Blanchett. Scarlett Johansson empata o recorde de Jennifer Lawrence com cinco aparições consecutivas na lista (e esta é sua nona aparição no total de 12 listas). Primeira aparição: Haley Bennet; Anya Taylor-Joy; Alison Sudol; Morena Baccarin; Madalina Diana Ghenea; Alessandra Negrini; Isabelle Huppert; Sônia Braga; Zoe Saldana; Katherine Waterston; Gal Gadot. Brasileiras na lista: Alessandra Negrini, Sônia Braga.

Girl on a Train, The Sete Homens e um Destino - 2016 - 12

2 – HALEY BENNETT, por A Garota no Trem e por Sete Homens e um Destino

Carol - 02

3 – CATE BLANCHETT, por Carol

Anteriormente em Musas/ cinema em JP6ª em 2007, por Notas sobre um Escândalo.

Juventude - 2015 - 13

4 – RACHEL WEISZ, por A Juventude

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 3ª em 2005, por O Jardineiro Fiel; 18ª em 2006, por Fonte da Vida; 2ª em 2008, por Um Beijo Roubado e por Três Vezes Amor; 18ª em 2012, por 360 e por O Legado Bourne.

Bruxa - 02

5 – ANYA TAYLOR-JOY, por A Bruxa

Animais Fantasticos e Onde Habitam - 11

6 – ALISON SUDOL, por Animais Fantásticos e Onde Habitam

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7 – SCARLETT JOHANSSON, por Capitão América – Guerra Civil

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 1ª em 2006, por Ponto Final – Match Point, por O Grande Truque e por Dália Negra; 2ª em 2007, por Scoop – O Grande Furo; 7ª em 2008, por Vicky Cristina Barcelona; 8ª em 2010, por Homem de Ferro 2; 1ª em 2012, por Os Vingadores – The Avengers; 12ª em 2013, por Hitchcock e por Como Não Perder Essa Mulher; 7ª em 2014, por Capitão América 2 – O Soldado Invernal e por Lucy; 15ª em 2015, por Vingadores – Era de Ultron.

Chegada - 08

8 – AMY ADAMS, por A Chegada

Anteriormente em Musas retroativas/ cinema em JP: 10ª em 2009, por Uma Noite no Museu 2 e por Dúvida; 17ª em 2011, por O Vencedor e por Os Muppets; 5ª em 2013, por O Homem de Aço e por O Mestre; 2ª em 2014, por Trapaça; 13ª em 2015, por Grandes Olhos.

Cacador e a Rainha de Gelo - 01

9 – CHARLIZE THERON, por O Caçador e a Rainha de Gelo

Anteriormente em Musas/ cinema em JP12ª em 2010, por A Estrada; 17ª em 2012, por Jovens Adultos, por Branca de Neve e o Caçador e por Prometheus; 9ª em 2015, por Mad Max – Estrada da Fúria.

Deadpool - 05

10 – MORENA BACCARIN, por Deadpool

Juventude - 2015 - 18

11 – MADALINA DIANA GHENEA, por A Juventude

Abismo Prateado - 01

12 – ALESSANDRA NEGRINI, por O Abismo Prateado

Elle - 05

13 – ISABELLE HUPPERT, por Elle

Cacador e a Rainha de Gelo - 03

14 – JESSICA CHASTAIN, por O Caçador e a Rainha do Gelo

Anteriormente em Musas/ Cinema em JP: 14ª em 2011, por A Árvore da Vida; 7ª em 2012, por Os Infratores e por Histórias Cruzadas; 16ª em 2014, por Interestelar.

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15 – KRISTEN STEWART, por Café Society

Anteriormente em Musas/ Cinema em JP: 10ª em 2012, por Na Estrada, por Branca de Neve e o Caçador e por Amanhecer – Parte 2.

Aquarius - 01

16 – SONIA BRAGA, por Aquarius

MISS PEREGRINE'S HOME FOR PECULIAR CHILDREN

17 – EVA GREEN, por O Lar das Crianças Peculiares

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 8ª em 2006, por 007 – Cassino Royale; 10ª em 2014, por Sin City – A Dama Fatal e por 300 – A Ascensão do Império.

STAR TREK BEYOND

18 – ZOE SALDANA, por Star Trek – Sem Fronteiras

Animais Fantasticos e Onde Habitam - 13

19 – KATHERINE WATERSTON, por Animais Fantásticos e Onde Habitam

Batman vs Superman - 09

20 – GAL GADOT, por Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça

 


LEIA MAIS:

<< Cinema em JP/ Musas de 2015

 


MAIS RETROSPECTIVA 2016:

O começo do filme francês Intocáveis (2011) mostra a polícia abordando um carrão em alta velocidade. Um negro dirige. Ele tenta se justificar: ele está levando ao hospital o amigo branco ao lado, um tetraplégico que está tendo um ataque. A polícia se redime e presta ajuda: se propõe a escoltar a dupla. Aí, de novo dentro do carro…

O passageiro é realmente tetraplégico, mas fingiu o ataque para despistar a polícia. O dramalhão vira comédia, agora sabemos o que esperar e os créditos de abertura aparecem sobre a escolta, na maior farra, com os dois personagens ouvindo alto e cantando “September”, clássico dos anos 1970 do Earth, Wind and Fire.

A tela dividida dá um charme gráfico todo especial e ainda mais ritmo a essa abertura que já é uma assinatura do filme. E ainda há os carismas de François Cluzet e Omar Sy.

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uem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

***

Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

***

Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

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Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

***

Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

***

Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

***

Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

***

Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

***

Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

***

Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); os créditos de abertura de Os Guarda-Chuvas do Amor (1964); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Quando Um Corpo que Cai (1958) “roubou” o posto de Cidadão Kane (1941) como melhor filme de todos os tempos na eleição que a revista inglesa Sight and Sound fez em 2012, muita gente se surpreendeu. Pois aconteceu de novo: agora foi a francesa Télérama que consagrou o clássico de Alfred Hitchcock.

Mas essa é das poucas semelhanças entre as duas listas. Esta é uma lista muito particular, com escolhas muito curiosas sobre que filme de determinados diretores seriam citados em melhor colocação. Não dá para saber se foi uma opção consciente ou simplesmente aconteceu. O fato é que há muitas escolhas que não são as mais óbvias ou esperadas. Por exemplo:

  • O melhor Billy Wilder na lista é Amor na Tarde (1957), e não Quanto Mais Quente Melhor (1959; mais abaixo na lista) ou Crepúsculo dos Deuses (1950; não está) ou Se Me Apartamento Falasse (1960; não está)
  • O primeiro Bergman é Fanny & Alexander (1982), que acho ótimo, mas é menos emblemático que O Sétimo Selo (1957, não está na lista), Morangos Silvestres (1957, também não está) ou Persona (1966; está, mais abaixo).
  • O melhor Kubrick é O Iluminado (1980) e não 2001 (1968, que está lá no fim da lista). Nem Laranja Mecânica (1971), que ficou fora.
  • O melhor Truffaut é A Mulher do Lado (1981). Há outro filme do diretor na lista, mas não é nem Os Incompreendidos (1959), nem Jules e Jim (1961): é A História de Adele H (1975).
  • Godard está em segundo na lista, mas com O Desprezo (1963). Acossado (1960) não ficou entre os 100.
  • O melhor Visconti não é Morte em Veneza (1971, fora da lista) ou Rocco e Seus Irmãos (1951) ou O Leopardo (1963) – ambos na lista, mas abaixo. É Ludwig – A Paixão de um Rei (1973).
  • O melhor Scorsese não é Taxi Driver (1976) ou O Touro Indomável (1980) – os dois fora da lista – ou Os Bons Companheiros (1990) – na lista, mas abaixo. É Cassino (1995).
  • O melhor Jacques Demy não é Os Guarda-Chuvas do Amor (1964) e nem mesmo Duas Garotas Românticas (1967) – é Um Quarto na Cidade (1982),  muito menos lembrado. Mas os outros dois estão na lista.
  • Entrou um Jane Campion, mas não é O Piano (1993) e, sim, O Brilho de uma Estrela (2009).

Há outras curiosidades:

  • O texto de abertura se vangloria pelo ineditismo de eleger Um Corpo que Cai pela primeira vez como o melhor. “Pelo que sabemos”, diz. Bom, então desconhecem a mais emblemáticas das enquetes do gênero: a da Sight and Sound, que, como digo no começo, elegeu Um Corpo que Cai em 2012 (é feita de dez em dez anos). Confira aqui os 50 melhores.
  • A revista também não nega as limitações da lista: não há um único filme da América do Sul ou da África.
  • Os caras gostam muito do Michael Cimino: é o primeiro diretor a aparecer com dois filmes no top 20!
  • Hitchcock teve o primeiro filme na lista. Em compensação, foi o único.
  • Nada de Griffith ou Eisenstein, pilares do cinema mundial.

A lista é resultado de uma votação da equipe da revista, mas não encontrei a informação de quantos votaram. Veja a seguir a lista completa. Se quiser ver a página original e os detalhes da votação, clique aqui.

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James Stewart e Kim Novak em “Um Corpo que Cai”

1 – UM CORPO QUE CAI, de Alfred Hitchcock (1958)

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Brigitte Bardot e Michel Piccolli em “O Desprezo”

2 – O DESPREZO, de Jean-Luc Godard (1963)

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George O’Brien e Janet Gaynor em “Aurora”

3 – AURORA, de F.W. Murnau (1927)

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Laura Elena Harring e Naomi Watts em “Cidade dos Sonhos”

4 – CIDADE DOS SONHOS, de David Lynch (2001)

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5 – ERA UMA VEZ EM TÓQUIO, de Yasujiro Ozu (1953)

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Charles Boyer e Danielle Darrieux em “Desejos Proibidos”

6 – DESEJOS PROIBIDOS, de Max Ophuls (1953)

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Donald O’Connor, Debbie Reynolds e Gene Kelly em “Cantando na Chuva”

7 – CANTANDO NA CHUVA, de Gene Kelly e Stanley Donen (1952)

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Jean-Pierre Léaud, Françoise Lebrun e Bernadette Lafont em “A Mãe e a Puta”

8 – A MÃE E A PUTA, de Jean Eustache (1973)

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Diane Keaton e Woody Allen em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”

9 – NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA, de Woody Allen (1977)

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Sally Jane Bruce, Billy Chapin e Robert Mitchum em “O Mensageiro do Diabo”

10 – O MENSAGEIRO DO DIABO, de Charles Laughton (1955)

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Robert De Niro em “O Franco-Atirador”

11 – O FRANCO-ATIRADOR, de Michael Cimino (1978)
12 – M – O VAMPIRO DE DUSSELDORF, de Fritz Lang (1931)
13 – A MALVADA, de Joseph L. Mankiewicz (1950)
14 – A DOCE VIDA, de Federico Fellini (1960)
15 – FANNY E ALEXANDER, de Ingmar Bergman (1982)
16 – MINHA NOITE COM ELA, de Eric Rohmer (1969)
17 – O PORTAL DO PARAÍSO, de Michael Cimino (1980)
18 – O ILUMINADO, de Stanley Kubrick (1980)
19 – PERSONA, de Ingmar Bergman (1966)
20 – A MULHER DO LADO, de François Truffaut (1981)

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Natalya Abramova em “Stalker”

21 – STALKER, de Andrei Tarkovsky (1979)
22 – UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO, de Blake Edwards (1968)
23 – MEU TIO, de Jacques Tati (1958)
24 – NOITES DE LUA CHEIA, de Eric Rohmer (1984)
25 – CLÉO DAS 5 ÀS 7, de Agnès Varda (1962)
26 – O ECLIPSE, de Michelangelo Antonioni (1962)
27 – VAN GOGH, de Maurice Pialat (1991)
28 – ANDREI ROUBLEV, de Andrei Tarkovsky (1969)
29 – DO MUNDO NADA SE LEVA, de Frank Capra (1938)
30 – O DEMÔNIO DAS ONZE HORAS, de Jean-Luc Godard (1965)

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Audrey Hepburn e Gary Cooper em “Amor na Tarde”

31 – AMOR NA TARDE, de Billy Wilder (1957)
32 – CASSINO, de Martin Scorsese (1995)
33 – AMOR À FLOR DA PELE, de Wong Kar-Wai (2001)
34 – O BRILHO DE UMA PAIXÃO, de Jane Campion (2009)
35 – A CAIXA DE PANDORA, de G.W. Pabst (1929)
36 – A REGRA DO JOGO, de Jean Renoir (1939)
37 – UM QUARTO NA CIDADE, de Jacques Demy (1982)
38 – FRANKENSTEIN, de James Whale (1931)
39 – OS MARIDOS, de John Cassavetes (1970)
40 – A BELA E A FERA, de Jean Cocteau (1946)

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Enrique Irazoqui em “O Evangelho Segundo São Mateus”

41 – O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS, de Pier Paolo Pasolini (1964)
42 – MANHATTAN, de Woody Allen (1979)
43 – ERA UMA VEZ NA AMÉRICA, de Sergio Leone (1984)
44 – LUZES DA CIDADE, de Charles Chaplin (1931)
45 – CAMINHO SEM VOLTA, de James Gray (2000)
46 – TRÁGICO AMANHECER, de Marcel Carné (1939)
47 – LUDWIG – A PAIXÃO DE UM REI, de Luchino Visconti (1973)
48 – A OUTRA, de Woody Allen (1988)
49 – DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS, de Jacques Demy (1967)
50 – O GRANDE DITADOR, de Charles Chaplin (1940)

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Gena Rowlands em “Uma Mulher sob Influência”

51 – UMA MULHER SOB INFLUÊNCIA, de John Cassavetes (1974)
52 – A BELA DA TARDE, de Luís Buñuel (1967)
53 – ALL THAT JAZZ – O SHOW DEVE CONTINUAR, de Bob Fosse (1979)
54 – QUANTO MAIS QUENTE MELHOR, de Billy Wilder (1959)
55 – OS DESAJUSTADOS, de John Huston (1961)
56 – ROCCO E SEUS IRMÃOS, de Luchino Visconti (1951)
57 – A PISTA, de Chris Marker (1962)
58 – CIDADÃO KANE, de Orson Welles (1941)
59 – MULHERES DIABÓLICAS, de Claude Chabrol (1995)
60 – OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR, de Jacques Demy (1964)

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Buster Keaton em “A General”

61 – A GENERAL, de Buster Keaton e Clyde Bruckman (1927)
62 – A LOJA DA ESQUINA, de Ernst Lubitsch (1940)
63 – A REDE SOCIAL, de David Fincher (2010)
64 – SONO DE INVERNO, de Nuri Bilge Ceylan (2014)
65 – PROFISSÃO: REPÓRTER, de Michelangelo Antonioni (1975)
66 – MOUCHETTE, A VIRGEM POSSUÍDA, de Robert Bresson (1967)
67 – RATATOUILLE, de Brad Bird (2007)
68 – IMITAÇÃO DA VIDA, de Douglas Sirk (1959)
69 – AMARCORD, de Federico Fellini (1973)
70 – RASTROS DE ÓDIO, de John Ford (1956)

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Maurice Ronet e Léna Skerla em “Trina Anos Esta Noite”

71 – TRINTA ANOS ESTA NOITE, de Louis Malle (1963)
72 – AMOR DE PERDIÇÃO – MEMÓRIAS DE UMA FAMÍLIA, de Manoel de Oliveira (1978)
73 – SHOAH, de Cçaude Lanzmann (1985)
74 – SOMBRA DO PAVOR, de Henri-Georges Clouzot (1943)
75 – UM CONTO DE NATAL, de Arnaud Desplechant (2008)
76 – HOTEL DAS AMÉRICAS, de André Téchiné (1981)
77 – VOZES DISTANTES, de Terence Davies (1988)
78 – GOSTO DE CEREJA, de Abbas Kiarostami (1997)
79 – A TORTURA DO MEDO, de Michael Powell (1960)
80 – UM DIA MUITO ESPECIAL, de Ettore Scola (1977)

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Lee Marvin, James Stewart e John Wayne em “O Homem que Matou o Facínora”

81 – O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, de John Ford (1962)
82 – AGUIRRE, A CÓLERA DOS DEUSES, de Werner Herzog (1972)
83 – BONEQUINHA DE LUXO, de Blake Edwards (1961)
84 – JOHNNY VAI À GUERRA, de Dalton Trumbo (1971)
85 – OS BONS COMPANHEIROS, de Martin Scorsese (1990)
86 – CINZAS DO PARAÍSO, de Terrence Malick (1978)
87 – BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES, de Ridley Scott (1982)
88 – A HISTÓRIA DE ADÈLE H., de François Truffaut (1975)
89 – A TRISTEZA E A PIEDADE, de Marcel Ophuls (1969)
90 – AOS NOSSOS AMORES, de Maurice Pialat (1983)

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Keir Dullea em “2001 – Uma Odisseia no Espaço”

91 – 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Stanley Kubrick (1968)
92 – O LEOPARDO, de Luchino Visconti (1963)
93 – MARROCOS, de Joseph von Sternberg (1930)
94 – OURO E MALDIÇÃO, de Erich von Stroheim (1924)
95 – O MEDO CONSOME A ALMA, de Rainer Werner Fassbinder (1974)
96 – PEÇA INACABADA PARA PIANO MECÂNICO, de Nikita Mikhalkov (1977)
97 – O PAGAMENTO FINAL, de Brian de Palma (1993)
98 – CLAMOR DO SEXO, de Elia Kazan (1961)
99 – UM DIA NO CAMPO, de Jean Renoir (1936)
100 – BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES, de David Hand (1937)

Para o aniversário de Brigitte Bardot (82 anos hoje), uma das cenas que a transformaram num fenômeno mundial em E Deus Criou a Mulher (1956). Juliete, sua personagem é um espírito livre, fulgurante e sensual, desejada pelos homens e que tem problemas com a rigidez de seu casamento com o personagem de Jean-Louis Trintignant. Nesta cena em que ela dança uma rumba como se não houvesse amanhã, o atrito entre os dois atinge o limite.

E Deus Criou a Mulher. Et Dieu… Créa la Femme, França, 1956. Direção: Roger Vadim. Elenco: Brigitte Bardot, Jean-Louis Trintignant, Curd Jürgens.

Cena anterior: O Pirata.

Aqui vamos para mais uma lista de títulos nacionais esdrúxulos. Essa é a referente aos lançamentos nos cinemas pessoenses em 2014. Evidente que o post não está em questão a qualidade dos filmes e nem sendo bobo de exigir 100% de fidelidade à tradução literal. Cada caso é um caso, como vemos a seguir.

1. Walt nos Bastidores de Mary Poppins – O título original, Saving Mr. Banks, tem íntima ligação com a trama de Mary poppins e as motivações de P.L. Travers para escrever a história – o que, afinal, é o mote principal do filme. Chamar o título por Disney, porque seria mais “familiar” ao espectador (ou pra puxar a sardinha para a “casa”, já que o filme é da própria Disney), já é ruim, mas toda essa construção “nos Bastidores de Mary Poppins” é péssima. Ainda mais porque esses “bastidores” se resumem ao processo de adaptação do roteiro e composição das músicas. O título resultou enorme, esquisito, desconjuntado. Tudo errado, tudo errado.

2. O Físico – O personagem principal não é físico, nem é um marombado. É médico, que é o que “physician” significa. Esse é da Imagem Filmes.

3. Débi & Lóide 2 – Débi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros deve ser o único caso de um filme que tem duas “partes 2”. Entenda a confusão: o primeiro filme (Dumb & Dumber, no original, ou “burro e mais burro”) é de 1994. Em 2003, foi lançado Dumb and Dumberer – When Harry Met Lloyd (“Burro e ainda mais burro: quando Harry conheceu Lloyd”), um prelúdio sem o elenco original e que aqui virou Debi & Lóide 2 – Quando Débi Conheceu Lóide. Aí, eis que em 2014 Jim Carrey e Jeff Daniels voltam aos personagens. E o título brasileiro da nova continuação, a – na prática – parte 3, o segundo da Imagem Filmes na lista, ignora na cara dura o filme anterior. O original, que faz um trocadilho com o número dois, mas não o usa explicitamente (Dumb and Dumber To), dribla esse problema.

4. O que Será de Nozes? – O protagonista é um esquilo, claro. Esse é do tipo que o cara diz e cutuca o outro com o cotovelo, dizendo: “Hein? Hein?”. Para ser justo, suponho que o original também seja um trocadilho: The Nut Job (de “nose job”, que é como chamam as cirurgias plásticas no nariz). Mesmo assim. Da Diamond Films.

5. Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola – O original significa “Um milhão de maneira de morrer no Oeste”. Mas é uma comédia, então temos que ser engraçados já no título, não é? Obra da Universal.

6. Uma Juíza sem Juízo – Desculpe o meu francês, mas acho que o título original quer dizer “empreendimento de 9 meses”, referindo-se à gravidez inesperada da juíza protagonista do filme. Mas é uma comédia, então (ver o número 4)… Esse é da Mares Filmes.

7. November Man – Um Espião Nunca Morre – O que é um “november man”? Não estou certo, mas como Pierce Brosnan faz um espião que já não é um menino, suponho que seja uma metáfora com o ano no fim. Bom, em português a expressão não faz o menor sentido. Para que deixá-la no título, PlayArte?

8. Transcendence – A Revolução – Outro caso em que a tradução ficou “muito difícil”. Transcendence e não “Transcendência”. Pior é que Portugal nem pra me ajudar aqui: lá também ficou Transcendence com um subtítulo: A Nova Inteligência. Pelo menos é melhor que o nosso, da Diamond.

9. Operação Big Hero – O título original da animação da Disney é o nome do grupo de super-heróis que é formado no filme. O nacional leva “big hero”, sem traduzir (é “grande herói”, muito difícil), a se referir apenas ao robô inflável da história.

10. Hércules – O problema não é o filme se chamar Hércules. O problema é ter dois no mesmo ano com o mesmíssimo título. O primeiro, lançado no começo do ano, no original é “A lenda de Hércules”. O segundo é só Hercules, mesmo, mas no Brasil o outro havia sido lançado há pouco tempo. Custa não confundir o espectador? Aliás, registre-se que o segundo filme é uma continuação da história clássica do semideus grego, com uma trama original. Se chamar só de Hércules, como se fosse a trama clássica dos doze trabalhos e tal, é meio pegadinha. O primeiro é da Diamonds, sua terceira aparição na lista; o segundo, da Paramount.

***

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RETROSPECTIVA 2014:
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“Make’em laugh”, aquele número em que Donald O’Connor canta sobre como é ser um comediante e sai tropeçando, batendo a cara, dando cambalhotas e dançando com (e apanhando de) um boneco é um dos grandes número de Cantando na Chuva (1952). E é um plágio. A história é esta: o filme é uma reunião de canções de Arthur Freed e Nacio Herb Brown escritas nos anos 1920, produzido agora pelo próprio Freed. Stanley Donen, que co-dirigiu com Gene Kelly, sentiu falta de um número solo para O’Connor e pediu a Freed uma música nova, algo “no estilo de ‘Be a clown’, de Cole Porter”. Quando Freed trouxe a canção, as semelhanças estavam na cara. Porter aparentemente nunca reclamou e a cena é brilhante, para dizer o mínimo. No entanto, esta aqui é a canção original: “Be a clown”, cantada duas vezes em O Pirata (1948), a segunda delas no final do filme, um encantador número de palhaços com Gene e a magistral Judy Garland.

O Pirata. The Pirate (1948). Direção: Vincente Minnelli. Elenco: Judy Garland, Gene Kelly, Walter Slezak, Gladys Cooper.

Cena anterior: Footloose – Ritmo Louco

A cena mais lembrada de Footloose (1984) deve ser, claro, a cena da festa no final, ao som da música-tema cantada por Kenny Loggins. Quantos não terão tentado repetir aqueles passos? Mas eu destaco este momento: Kevin Bacon ensinando o bronco Chris Penn a dançar, ao som da irresistível “Let’s hear it for the boy”, com Deniece Williams. É tão bom que, no desnecessário remake de 2011, esse momento similar usou a mesma versão original, não uma regravação (ao contrário do que acontece com a própria “Footloose” no final).

Footloose – Ritmo Louco. Footloose. Estados Unidos, 1984. Direção: Howard Zieff. Elenco: Kevin Bacon, Lori Singer, John Lithgow, Diane Wiest, Chris Penn, Sarah Jessica Parker.

Cena anterior: Vamos Dançar?

top-model

A abertura de Top Model (1989/ 90) é datadíssima, é verdade. Não é preciso dizer como a computação gráfica avançou nesses quase 30 anos, mas ainda sou fascinado pela execução da ideia inspirada (de propósito ou por tabela) nas Penrose Stairs (essa construção surrealista das escadas – não, não conhecia o nome, fui pesquisar). Gosto do ritmo, começando pelo take inicial rente à “passarela” e o caminhar da modelo se afastando da câmera, alguns closes (é a Simone Carvalho ali?), mas nem tanto do congelamento do congelamento de um deles perto do final. A música é uma grande bobagem, gosto bem mais da melodia que da letra (mas a passagem “deixo meus recados por onde você possa passar” é até legal). Quando reprisou no Viva, esperava começar a novela só para ver a abertura toda noite.

Sem borda - 04 estrelas

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