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A seguir, os meus melhores filmes de 2016, apenas entre os que estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa. Antes, como em todo ano, a numeralha em torno do circuitão pessoense.

O número de filmes em cartaz em João Pessoa explodiu em 2016: foram 258 estreias contra as 163 de 2015 e 164 de 2014. O recorde anterior, desde 2006, ano em que o Boulevard começou a fazer esse acompanhamento, havia sido 165 em 2007. Os motivos determinantes para esse aumento são a inauguração do novo Cine Banguê, que vem servindo filmes que não passam nos demais cinemas, e alguma diversidade no Cinépolis e no Cinespaço.

THE REVENANT

1 – O REGRESSO, de Alejandro González Iñarritu

Iñarritu é um diretor que arrisca muito em suas narrativas, nem sempre com sucesso. Mas quando acerta, entrega coisas belas como este O Regresso, a jornada selvagem e espiritual de um homem em busca de outro que o deixou para morrer, aós ter sido atacado por um urso. A interpretação visceral de Leonardo DiCaprio foi, com toda a justiça, premiada com o Oscar, o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta. Crítica no Boulevard

Elle - 03

2 – ELLE, de Paul Verhoeven

Isabelle Huppert matadora, para variar, em um filme desconcertante e doentio – Paul Verhoeven sendo Paul Verhoeven. Isabelle é uma mulher fria e cerebral que é estuprada dentro de casa por um mascarado e lida ao seu modo com a possibilidade de um novo ataque.

Aquarius - 06

3 – AQUARIUS, de Kléber Mendonça Filho

Sônia Braga é a única moradora que restou em um antigo prédio que uma construtora quer demolir. Mas ela luta pelo direito de preservar suas memórias afetivas. Uma bela defesa de que coisas – como discos ou um apartamento – podem não ser apenas “coisas”.

Zootopia - 06

4 – ZOOTOPIA – ESSA CIDADE É O BICHO, de Byron Howard e Rich Moore

No que parecia apenas mais uma sátira de bichinhos se comportando como seres humanos, desenrola-se uma imaginação bem cuidada de como seria essa cidade levando-se em consideração as características dos animais antropomorfizados, uma história policial instigante e uma crítica surpreendente e dura aos preconceitos de quem se acha o mocinho.

Spotlight - 01

5 – SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS, de Tom McCarthy

Com uma história que tinha tudo para mergulhar no melodrama, essa trama que conta a investigação jornalística que expôs o escândalo de pedofilia da Igreja de Boston é contida e precisa em sua narrativa. Crítica no Boulevard

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6 – CAPITÃO AMÉRICA – GUERRA CIVIL, de Anthony Russo e Joe Russo

Um filme de super-heróis que reflete sobre si mesmo, sobre o gênero e seus personagens. E coloca os dois personagens principais do universo cinematográfico da Marvel com o peso dramático acumulado em todos estes anos e filmes.

Bruxa - 03

7 – A BRUXA, de Robert Eggers

Famílias isoladas à mercê do sobrenatural não são exatamente uma novidade, mas este filme consegue imprimir um clima opressor e tanto. Crítica no Boulevard

Cinco Gracas - 03

8 – CINCO GRAÇAS, de Deniz Gamze Ergüven

Cinco irmãs jovens e cheias de vida vítimas de um tio que as prende em casa e as obriga a casamentos arranjados. O filme nos leva a procurar tanto quanto elas uma saída.

Filho de Saul - 03

 

9 – FILHO DE SAUL, de Lázló Nemes

Filmado quase todo em close, é uma experiência que nos faz acompanhar de perto o drama pesado e doloroso de um homem que tenta impedir que o filho morto seja incinerado pelo nazistas. Ao menos isso.

ARRIVAL

 

10 – A CHEGADA, de Denis Villeneuve

Uma ficção científica que recusa a pirotecnia e celebra o poder da comunicação. Denis Villeneuve evoca o Spielberg de Contatos Imediatos do Terceiro Grau.

+ 10: A Grande Aposta, de Adam McKay; Deadpool, de Tim Miller; Mia Madre, de Nanni Moretti; Café Society, de Woody Allen; Sully, o Herói do Rio Hudson, de Clint Eastwood; Rogue One – Uma História Star Wars, de Gareth Edwards; Star Trek – Sem Fronteiras, de Justin Lin; Carol, de Todd Haynes; Jogo do Dinheiro, de Jodie Foster; Animais Fantásticos e Onde Habitam, de David Yates.

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MAIS RETROSPECTIVA 2016:

Eleição Melhores do Ano 2016
– 50 filmes não exibidos nos cinemas de JP em 2016

A seguir, os meus melhores filmes de 2014, apenas entre os que estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa. Antes, a numeralha em torno do circuitão pessoense.

– 164 filmes estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa em 2014 (379 estrearam no Brasil, segundo o levantamento da Abraccine). São 13 a mais que no ano passado, encostando no recorde de 2007 (165), marca de antes do fechamento do primeiro multiplex do MAG. O Boulevard faz esse acompanhamento desde 2006.

– A participação do cinema brasileiro é a melhor de todos os tempos. Chegou a 26,8% dos filmes em cartaz (44 no total). No ano passado, com 32 filmes, o cinema tupiniquim ficou nos 21,2%. Ainda estava bem porque, de 2010 para trás, a conta ficava nos 20 filmes e pouco mais de 10% de filmes em cartaz.

Rosamund Pike em "Garota Exemplar"

Rosamund Pike em “Garota Exemplar”

1 – GAROTA EXEMPLAR, de David Fincher

Uma trama de mistério que brilha no jogo de entregar e sonegar informação ao espectador. A plateia acompanha o tormento do marido (Ben Affleck) que pode ou não ter matado a esposa (Rosamnd Pike, excelente). E acompanha a leitura do diário dela, antes mesmo dos personagens do filme. Semanas em cartaz: duas. Crítica no Boulevard

Leonardo DiCaprio em "O Lobo de Wall Street"

Leonardo DiCaprio em “O Lobo de Wall Street”

2 – O LOBO DE WALL STREET, de Martin Scorsese

Scorsese ridiculariza as falcatruas do mercado financeiro e exige o máximo de Leonardo DiCaprio, talvez na melhor interpretação de sua carreira. Alucinado, é como se fosse um filme sob efeito de cocaína. Semanas em cartaz: sete.

 

Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender em "12 Anos de Escravidão"

Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender em “12 Anos de Escravidão”

3 – 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO, de Steve McQueen

O vencedor do Oscar mostra um homem negro que nasceu livre e é sequestrado e vendido como escravo. Sua luta é a de não se tornar um escravo por dentro. Michael Fassbender está assustador. Semanas em cartaz: três. Crítica no Boulevard

 

Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux em "Azul É a Cor Mais Quente"

Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux em “Azul É a Cor Mais Quente”

4 – AZUL É A COR MAIS QUENTE, de Abdellatif Kechiche

Dormir, comer, amar, chorar, fazer sexo: o filme de Kechiche mostra como que através de um microscópio os muitos detalhes da vida de Adéle, vivida pela revelação Adèle Exarchopoulos. Semanas em cartaz: três.

Bérenice Bejo e ???? em "O Passado"

Bérenice Bejo e Ali Mosaffa em “O Passado”

5 – O PASSADO, de Asghar Farhadi

De novo Farhadi traça filme de mistério e investigação sem sair do drama familiar, com peças a juntar e personagens com algo a esconder. Passou no Festival Varilux e depois entrou em cartaz rapidamente. Semanas em cartaz: uma.

Charis Evans e Scarlett Johansson em "Capitão América 2 - O Soldado Invernal"

Charis Evans e Scarlett Johansson em “Capitão América 2 – O Soldado Invernal”

6 – CAPITÃO AMÉRICA 2 – O SOLDADO INVERNAL, de Anthony Russo e Joe Russo

O filme tem muita ação e movimento, mas o grande lance é o contraste entre o herói de valores antiquados em um mundo complexo. Semanas em cartaz: sete. Crítica no Boulevard

"Planeta dos Macacos - O Confronto"

“Planeta dos Macacos – O Confronto”

7 – PLANETA DOS MACACOS – O CONFRONTO, de Matt Reeves

Esta continuação é tão boa (talvez melhor) que o primeiro filme da retomada da série. Pela primeira vez, um ator em captura de movimento surge em primeiro nos créditos. Com justiça, é Andy Serkis. Semanas em cartaz: cinco.

Cate Blanchett em "Blue Jasmine"

Cate Blanchett em “Blue Jasmine”

8 – BLUE JASMINE, de Woody Allen

Cate Blanchett foi quase unanimidade como a melhor interpretação feminina de 2013 (o filme só estreou em JP este ano) como a Jasmine, meio Blanche DuBois, de Allen. E ganhou o Oscar de melhor atriz. Semanas em cartaz: três.

Zoe Saldana, Chris Pratt e Dave Bautista em "Guardiões da Galáxia"

Zoe Saldana, Chris Pratt e Dave Bautista em “Guardiões da Galáxia”

9 –  GUARDIÕES DA GALÁXIA, de James Gunn

Heróis absolutamente desconhecidos do grande público e nenhum ator famoso, a não ser na dublagem de uma árvore e de um guaxinim. Mas com ritmo e humor, o filme foi um sucesso. E ainda tinha aquele awesome mix!. Semanas em cartaz: cinco. Crítica no Boulevard

Fabio Audi, Tess Amorim e Ghilherme Lobo em "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho"

Fabio Audi, Tess Amorim e Ghilherme Lobo em “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”

10 – HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO, de Daniel Ribeiro

Uma bem sucedida versão em longa-metragem do curta Não Quero Voltar Sozinho, o filme tem um cativante trio de jovens protagonistas e é uma delicado e muito bem narrado conto sobre o primeiro amor. Semanas em cartaz: duas.

Vale lembrar também: Frozen – Uma Aventura CongelanteO Menino e o MundoTatuagemUma Aventura LegoRoboCopWalt nos Bastidores de Mary PoppinsEu, Mamãe e os MeninosUma Viagem ExtraordináriaEm Busca de IaraOs Filhos do PadrePraia do FuturoX-Men – Dias de um Futuro EsquecidoO Mercado de NotíciasSerá que?Magia ao LuarTim MaiaJogos Vorazes – A Esperança: Parte 1.

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MAIS RETROPECTIVA 2014:

Primeiro, retrospectivas do ano em geral vêm em janeiro. Portanto, desculpem, este ano as minhas serão agora em março. Mas, enfim, tradição é tradição – mesmo que seja de mim pra mim mesmo.

Como todos os anos, esta lista se refere apenas a filmes exibidos comercialmente nos cinemas de João Pessoa. E aproveito para fazer aquele balanço de todo ano. 398 filmes estrearam no Brasil em 2013. Em João Pessoa, foram 189 filmes (contra 179 em 2012) – 151 efetivamente em cartaz (contra 150 em 2012), mais 38 em eventos como o Festival Varilux de Cinema Francês (14), as duas mostras Noite de Estreia (18) e a mostra Fugindo do Carnaval (seis – esta, um evento que infelizmente já não se repetiu em 2014).

As mostras deram uma arejada no circuitão, mas, mesmo sem elas, o sinais de variedade continuam subindo. Considerando só os 151 filmes (ainda bem abaixo dos 165, recorde estabelecido em 2007), 70,2% são em língua inglesa (a participação diminuiu um pouquinho: foi 74% no ano passado), 21,2% em português (em 2012, foi 18%) e 8,6% em outras línguas (também subiu, era 7,3% no ano passado).

Vamos, então, aos meus dez melhores filmes de 2013, entre os que foram exibidos nos cinemas de João Pessoa, e pelos quais valeu a pena sair de casa, pagar estacionamento, enfrentar os mal-educados com seus celulares, etc:

Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant, em "Amor"

Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant

1 – AMOR, de Michael Haneke

A secura habitual do diretor alemão a serviço do amor, desta vez. os octogenários Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva interpretam um casal cuja devoção é testada cruelmente pelos efeitos da velhice. Ganhou o Oscar e o Bafta de filme de língua não inglesa e a Palma de Ouro em Cannes.

Adam Driver e Greta Gerwig em "Frances Ha"

Adam Driver e Greta Gerwig

2 – FRANCES HA, de Noah Baumbach

Com um espírito que namora a Nouvelle Vague, o filme brilha também pelo humor cativante de sua protagonista, vivida e escrita por Greta Gerwig (co-roteirista, junto com o diretor). Frances não tem direito onde morar, não tem direito uma carreira, não tem direito um relacionamento. O filme mostra, então, a busca por um rumo. Crítica no Boulevard.

GRAVITY

Sandra Bullock

3 – GRAVIDADE, de Alfonso Cuarón

Poucas vezes um filme no espaço conseguiu reproduzir tão bem a sensação de não haver um “em cima” e um “embaixo”. E Sandra Bullock, atuando boa parte sozinha na tela, dá vida a uma bela metáfora do renascimento. Crítica no Boulevard.

Isabelle Allen e Hugh Jackman

Isabelle Allen e Hugh Jackman

4 – OS MISERÁVEIS, de Tom Hooper

O melhor musical dos últimos 40 anos (desde Cabaret) levou ao cinema o musical nascido na França partindo de uma técnica arriscada: os atores cantaram no set, deixando a emoção interferir na técnica de cantar. E deu muito certo, rendendo performances incríveis de Hugh Jackman, Anne Hathaway e Samantha Barks. Crítica no Boulevard.

Mads Mikkelsen e Annika Wedderkopp

Mads Mikkelsen e Annika Wedderkopp

5 – A CAÇA, de Thomas Vinterberg

O filme ético do ano. A vida de um bom homem em processo de destruição por uma mentira infantil. A narração exemplar de Vinterberg dribla habilmente o melodrama, mas não perde a emoção. Foi exibido no cinemas pessoenses em apenas um dia – em uma mostra chamada Fugindo do Carnaval, antes mesmo de entrar em cartaz para valer no país. Mostra que não retornou em 2014…

Gustavo Jahn e Irma Brown

Gustavo Jahn e Irma Brown

6 – O SOM AO REDOR, de Kléber Mendonça Filho

Diversas tramas paralelas formam um vigoroso painel da classe média brasileira e suas pequenezas herdadas das casas grandes e senzalas. Aclamado diversas vezes no Brasil e no mundo (entrou nos dez mais de um crítico do New York Times e nos 40 mais da revista FilmComment), passou primeiro em João Pessoa na mostra Noite de Estreia e depois entrou para valer em cartaz.

Chris Hemsworth e Daniel Brühl

Chris Hemsworth e Daniel Brühl

7 – RUSH – NO LIMITE DA EMOÇÃO, de Ron Howard

Os americanos costumam ligar mais para a chatice da Fórmula Indy, mas Howard soube captar bem a emoção da Fórmula 1 dos anos 1970, época em que, a cada corrida, os pilotos realmente arriscavam o pescoço. E extraiu um vibrante filme da rivalidade histórica entre o austríaco Niki Lauda e o inglês James Hunt.

Tom Hanks

Tom Hanks

8 – CAPITÃO PHILLIPS, de Paul Greengrass

Tom Hanks volta a ter um papel à altura de seu talento em uma história real narrada naquele tom de documentário no qual Greengrass é um especialista. Outro acerto é não ser ufanista: o filme dá plena voz aos piratas somalianos que tomam o navio americano do qual Phillips é o capitão. E reparem o medo quando ele descobre que os fuzileiros estão para “resolver” o caso.

Ben Affleck

Ben Affleck

9 – ARGO, de Ben Affleck

A trama de resgate de reféns americanos no Irã poderia ser mais uma se não fosse a excelente reprodução dos anos 1970 também no estilo e a piscadela sobre o mundo do cinema. Argo é também bem narrado demais, constrói um ótimo suspense em situações aparentemente banais e o clímax é o cinema falando de si mesmo.

Gael García Bernal

Gael García Bernal

10 – NO, de Pablo Larraín

Outro filme da mostra Noite de Estreia. A produção chilena também mimetiza um estilo da época de sua história: foi filmado em U-Matic, formato de vídeo do fim dos anos 1980. Uma boa sacada para um olhar político perspicaz a respeito da campanha pelo voto “não” no plebiscito sobre a permanência ou não do ditador Pinochet no poder.

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MAIS RETROSPECTIVA 2013:

Você que vai ao cinema em João Pessoa e gosta mesmo de cinema – e não só de passar duas horas numa sala escura com alguma coisa se mexendo na tela à sua frente – enfrenta desde os mal-educados com seus celulares até as luzinhas azuis do chão do Box Cinépolis. Não é uma vida fácil, mas já foi pior: provavelmente você sentiu uma sutil melhora na programação este ano.

Foram 179 filmes nos cinemas este ano (a soma entre os 150 que entraram regularmente em cartaz, os 16 do Festival Varilux de Cinema Francês e os 13 da duas mostras Noite de Estreia que só passaram nesses eventos). 150 filmes não é nenhuma maravilha: já atingimos 165 em 2007. Mas é melhor que os 140 de 2010.

Fora das mostras, tivemos menos nacionais que no ano passado: 27 contra 29. Mas ainda bem acima de 2010, que foram só 19. Este ano, a porcentagem foi de 18%, mesmo patamar de 2011 (18,3%).

A seguir, minha lista dos 10 melhores do ano. Depois, mais 10, totalizando 20 filmes pelos quais valeu bem a pena ter saído de casa para encarar o cinema.

1 - "A Separação", de Ashgar Farhadi

1 – “A Separação”, de Ashgar Farhadi

O brilhante filme iraniano partiu de um dilema moral para mostrar um Irã com um conflito no cotidiano entre pensamentos modernos e antiquados, e uma história que ganha contornos de mistério e onde verdades e mentiras ganham pesos gigantescos. Um roteiro afiadíssimo, com reviravoltas que fariam Raymond Chandler sorrir.

2 - "O Artista", de Michel Hazanavicius

2 – “O Artista”, de Michel Hazanavicius

É indizível a ousadia de se fazer um filme mudo no século XXI. Mais do que isso, um filme que mimetiza os códigos narrativos do cinema na era muda. O Artista é plenamente feliz nessa brincadeira, mas o que faz dele um grande filme é que ele vai além disso e dialoga com essa herança. Ele brinca com a ausência do som e até com o som, presente em momentos cirurgicamente eloqüentes. Crítica no Boulevard.

3 - "A Invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese

3 – “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese

Antes, ninguém associaria o nome de Martin Scorsese a um filme infantil, mas quem seria mais talhado para levar essa história à tela do que ele, o mais cinéfilo dos cineastas? A história do menino que vive em um relógio se cruza com a de um velhinho que ele descobre ser simplesmente George Méliès, o inventor da magia do cinema. Difícil um cinéfilo não se emocionar com essa história que, no caso de Méliès, é real.

4 - "Raul - O Início, o Fim e o Meio", de Walter Carvalho

4 – “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, de Walter Carvalho

O documentário de Walter Carvalho é muito impressionante, resultado de uma incansável pesquisa e de uma edição que coloca na tela praticamente todo mundo que foi alguém na história de Raul Seixas (“praticamente” porque faltou Jerry Adriani, entrevistado, mas de fora da montagem final). O resultado é que a história do ídolo é contada de praticamente todos os lados, mostrando seu gênio e suas contradições de maneira emocionante.

5 - "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge", de Christopher Nolan

5 – “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, de Christopher Nolan

O fim da trilogia foi a continuação de um movimento firme que levou os filmes do Homem-Morcego a algo mais que um filme de super-herói. Agora, o herói precisa se reencontrar em meio à convulsão social e reencontrar a si mesmo. Não é melhor que O Cavaleiro das Trevas, uma obra-prima, mas é o mais ambicioso da série. Tem a coragem de pôr um ponto final na história, consegue transformar o péssimo Bane das HQs em um vilão de muito respeito e tem em Anne Hathaway outra Mulher-Gato memorável.

6 - "Moonrise Kingdom", de Wes Anderson

6 – “Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson

Quem conhece Wes Anderson sabe que os filmes dele se passam em um universo muito específico. Algo como uma realidade aumentada, exagerada, desproporcional. Aqui, esse estilo está a serviço de uma historinha de amor entre um casal de 12 anos de idade

7 - "Os Vingadores - The Avengers", de Joss Whedon

7 – “Os Vingadores – The Avengers”, de Joss Whedon

Juntar muito super-heróis importantes – vários deles protagonistas de seus próprios filmes – em uma mesma produção parecia que só podia dar errado. Mas a Marvel soube preparar o terreno, gerar expectativa e, principalmente, teve coragem de deixar o roteiro e a direção nas mãos de um homem só: Joss Whedon. Funci0nou que é uma beleza: o filme tem espaço para todo mundo, é supermovimentado, o humor é ótimo. Crítica no Boulevard.

8 - "Intocáveis", de Olivier Nakache e Eric Toledano

8 – “Intocáveis”, de Olivier Nakache e Eric Toledano

Extraordinário sucesso de bilheteria na França e não é difícil descobrir os motivos. A história edificante não tem nada de pieguice, e é temperada não só com bom humor, mas também com uma incorreção política cada vez mais rara. Menos influência direta na bilheteria deve ter a redução para o microcosmo da sociedade francesa hoje e suas tensões entre elite e imigrantes pobres.

9 - "A Música Segundo Tom Jobim", de Nélson Pereira dos Santos

9 – “A Música Segundo Tom Jobim”, de Nélson Pereira dos Santos

O projeto sai do trivial dos documentários musicais: aqui, a estrela é a música, pura e simplesmente. Um fenomenal trabalho de garimpo encontrou interpretações da música de Tom por cantores de vários países, desfilados aqui um após outro. É um deleite e uma demonstração na prática do alcance de um dos maiores nomes da arte brasileira.

10 - "Pina", de Wim Wenders

10 – “Pina”, de Wim Wenders

Apaixonado pela arte da bailarina e coreógrafa Pina Bausch, Wim Wenders prestou a ela este tributo: mesclou depoimentos com a recriação de suas coreografias – às vezes, no palco, mas muitas vezes levadas à rua ao ar livre. Também foi a melhor demonstração que não é só de blockbusters e filmes B que vive o 3D.

Mais dez filmes:

Pele que Habito-02Polissia007 - Operacao Skyfall

11 – A Pele que Habito
12 – Polissia
13 – 007 – Operação Skyfall

MelancoliaCopia FielAventuras de PiOs Descendentes

14 – Melancolia
15 – Cópia Fiel
16 – As Aventuras de Pi
17 – Os Descendentes

937950-Girl With The Dragon Tattoo, TheValenteRomanticos Anonimos

18 – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
19 – Valente
20 – Românticos Anônimos – Crítica no Boulevard

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RETROSPECTIVA 2012:

Eleição Melhores do Ano 2012
Musas de 2012
50 filmes que não foram exibidos em João Pessoa em 2012
Os títulos mais esdrúxulos de 2012

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