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Esta é uma lista pessoal. Com 100% de certeza, você não vai concordar com 100% dela. Tudo bem — eu gostaria de saber a sua lista, que filmes você tiraria e quais incluiria. Outra coisa: a percepção sobre os filmes mudam com o tempo. Esta é a minha percepção agora, limitada ao que vi, naturalmente — esta lista pode mudar à medida em que for revisitando alguns filmes ou assistir a outros que ainda não conheço deste ano específico.

OS 20 MELHORES DE 1999

Tudo sobre Minha Mae - 01

1 — TUDO SOBRE MINHA MÃE

(Todo Sobre Mi Madre, Espanha/ França). Direção: Pedro Almodóvar. Elenco: Cecília Roth, Marisa Paredes, Candela Peña, Antonia San Juan, Penélope Cruz.
Almodóvar voltava a investir no melodrama, temperado por seu amor pelas atrizes. Um jovem que quer ser escritor tenta pegar um autógrafo de uma famosa atriz, mas é atropelado e morre.  Sua mãe convive com esse luto enquanto busca pelo pai do rapaz, para dar a notícia. Na jornada, conhece um travesti, uma freira e a própria atriz. O título mostrava sua devoção à Hollywood clássica, citando diretamente o clássico All about Eve (A Malvada no Brasil, filme de 1950), com Bette Davis e Anne Baxter. O filme é dedicado a Bette, a Romy Schneider e Gena Rowlands, três grandes atrizes do cinema. Ganhou o Oscar de filme de língua não inglesa.

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Toy Story 2 - 01

2 — TOY STORY 2

(Toy Story 2, Estados Unidos). Direção: John Lasseter. Elenco (vozes originais): Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Kelsey Grammer, Don Rickles, Wallace Shawn, Annie Potts, Wayne Knight, Lurie Metcalf, Estelle Harris. R. Lee Ermey, Jodi Benson.
Quatro anos após o primeiro filme, Toy Story coloca o devotado boneco Woody frente a possibilidade de um dia ser descartado (tema que seria retomado no terceiro e quarto filmes). O drama da rejeição aparece mais forte na figura de Jessie e a canção que conta sua história com a antiga dona, com um final de cortar o coração. Há muitas, muitas ideias maravilhosas: o segundo Buzz Lightyear, que — como o primeiro, no primeiro filme — pensa que é mesmo um herói espacial, mas é ainda mais caricato e engraçadíssimo; o prólogo; a sequência nas esteiras do aeroporto; o clímax que remete aos faroestes.

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Buena Vista Social Club

3 — BUENA VISTA SOCIAL CLUB

(Buena Vista Social Club, Alemanha/ Estados Unidos/ Reino Unido/ França/ Cuba). Direção: Wim Wenders. 
Wim Wenders e Ry Cooder foram pra Cuba. E lá eles trouxeram à luz uma série de músicos extraordinários que estavam meio esquecidos: Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Rubén González, Omara Portuondo e muitos outros. O filme e o disco resgataram essa parte da música cubana para o mundo.

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Eleicao

4 — ELEIÇÃO

(Election, Estados Unidos). Direção: Alexander Payne. Elenco: Matthew Broderick, Reese Witherspoon, Chris Klein, Jessica Campbell, Colleen Camp. 
Em uma aparentemente inocente eleição do corpo estudantil de uma escola, um professor detecta o perigo futuro em uma das concorrentes, especialmente ambiciosa. Ele resolve interferir no pleito, enquanto sua vida pessoal vai se tornando mais e mais confusa. Uma comédia que parece um John Hughes dark.

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Sexto Sentido - 04

5 — O SEXTO SENTIDO

(The Sixth Sense, Estados Unidos). Direção: M. Night Shyamalan. Elenco: Bruce Willis, Haley Joel Osment, Toni Collette, Olivia Williams. 
Um dos finais-surpresa mais famosos da História, o filme é uma extremamente bem armada pegadinha narrativa, além de criar um clima de terror dramático mais importante que eventuais sustos.

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Informante - 1999 - 02

6 — O INFORMANTE

(The Insider, Estados Unidos). Direção: Michael Mann. Elenco: Al Pacino, Russell Crowe, Christopher Plummer, Diane Venora, Gina Gershon. 
Às vezes Michael Mann se deixa levar pelo apuro estético e esquece um pouco de contar a história. Não é o que acontece aqui, na forte trama de um denunciante da indústria do tabaco (Crowe que,  ganhou o Oscar do ano seguinte por Gladiador, quando merecia muito mais por este aqui) que é atacado depois que resolve abrir a boca em um programa jornalístico da TV após a insistência de um produtor (Pacino).

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Quero Ser John Malkovich - 04

7 — QUERO SER JOHN MALKOVICH

(Being John Malkovich, Estados Unidos). Direção: Spike Jonze. Elenco: John Cusack, Cameron Diaz, Catherne Keener, Octavia Spencer, John Malkovich. 
Filmes esquisitos hoje não são mais tão incomuns, mas a trama de um meio-andar em um prédio onde as pessoas têm que andar curvadas e onde há uma passagem para dentro da mente do ator John Malkovich foi uma imensa surpresa em sua época. O roteiro é de Charlie Kaufman, que a partir daqui virou grife.

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DH Wallpapers

8 — MAGNÓLIA

(Magnolia, Estados Unidos). Direção e roteiro: Paul Thomas Anderson. Elenco: Julianne Moore, Tom Cruise, William H. Macy, Phillip Seymour Hoffman, Jason Robards, John C. Reilly, Philip Baker Hall, Alfred Molina, Melinda Dillon.
Uma intrincada teia de dramas, ressentimentos, dores, frustrações e desesperos interligando diversos personagens, pela batuta firme e elegante de P.T. Anderson.

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A Espera de um Milagre - 04

9 — À ESPERA DE UM MILAGRE

(The Green Mile, Estados Unidos). Direção: Frank Darabont. Elenco: Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse, James Cromwell, Bonnie Hunt, Sam Rockwell, Michael Jeter, Doug Hutchison, Patricia Clarkson, Harry Dean Stanton. 
Darabont dirige outra trama de Stephen King (depois de Um Sonho de Liberdade, 1995) e de novo entregou um grande trabalho. Há o elemento sobrenatural, na figura do preso gigante que é acusado de matar uma menina e que tem um dom misterioso, e há a rotina do corredor da morte, de seus hóspedes e dos policiais que os guardam. O filme tem vários bons personagens, defendidos por um elenco ótimo.

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Picaretas - 01

10 — OS PICARETAS

(Bowfinger, Estados Unidos). Direção: Frank Oz. Roteiro: Steve Martin. Elenco: Steve Martin, Eddie Murphy, Heather Graham, Christine Baranski, Terence Stamp, Robert Downey Jr. 
Uma comédia amorosa sobre o mundo do cinema em que Steve Martin é um produtor/diretor meia-boca que resolve dirigir um filme com um grande astro — sem que ele saiba. Para isso, vale usar de todos os recursos para a interação com o ator, que ainda é um paranoico membro de uma religião dessas tipo cientologia.

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Lugar Chamado Notting Hill - 03

11 — UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL

(Notting Hill, Estados Unidos). Direção: Roger Michell. Roteiro: Richard Curtis. Elenco: Hugh Grant, Julia Roberts, Rhys Ifans, Tim McInnerny, Gina McKee, Emma Chambers, Hugh Bonneville. 
Especialista em comédias românticas, Richard Curtis teve um ponto alto aqui, fantasiando essa relação entre um britânico suburbano sem graça e uma estrela de Hollywood. Michell tem uma direção inspirada e há diversos bons coadjuvantes.

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Virgens Suicidas - 01

12 — AS VIRGENS SUICIDAS

(The Virgin Suicides, Estados Unidos). Direção e roteiro: Sofia Coppola. Elenco: Kirsten Dunst, James Woods, Kathleen Turner, Josh Hartnett, Michael Paré, Scott Glenn, Danny DeVito, Hayden Christensen.
A redenção de uma artista, nove anos antes massacrada por uma escalação infeliz do pai e uma consequente má atuação em O Poderoso Chefão — Parte III, Com As Virgens Suicidas, Sofia Coppola se revelou uma cineasta sensível e talentosa nessa história dos rapazes obcecados com as cinco misteriosas irmãs novas na vizinhança.

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Clube da Luta - 01

13 — CLUBE DA LUTA

(Fight Club, Estados Unidos/ Alemanha). Direção: David Fincher. Roteiro: Jim Uhls. Elenco: Edward Norton, Brad Pitt, Helena Bonham Carter, Meat Loaf.
Vidas em Jogo
(1997) não havia tido a mesma recepção impressionante de Seven (1995), mas David Fincher recuperou seu prestígio narrativo com essa adaptação vistosa e que se tornou cult do livro de Chuck Palahniuk. É incrivelmente o primeiro roteiro de Uhls.

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Tarzan - 13

14 — TARZAN

(Tarzan, Estados Unidos). Direção: Chris Buck, Kevin Lima. Roteiro: Tab Murphy, Bob Tzudiker, Noni White. Elenco (vozes na dublagem original): Tony Goldwin, Minnie Driver, Glenn Close, Brian Blessed, Lance Henriksen, Rosie O’Donnel, Nigel Hawthorne, Wayne Knight.
Foi meio surpreendente que a Disney tivesse recorrido a um personagem já usado tantas vezes no cinema para seu longa de animação da vez. No fim, foi um ponto alto do estúdio nos anos 1990, um dos últimos grandes trabalhos da animação tradicional na Disney para o cinema antes do computador tomar conta de vez.

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Matrix - 01

15 — MATRIX

(The Matrix, Estados Unidos). Direção e roteiro: Lana Wachowski e Lilly Wachowski. Elenco: Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving.
O universo hacker, efeitos de última geração, a pílula azul ou a pílula vermelha, filosofia pop, estilo visual cyberpunk. Matrix fez a cabeça de um mundo de gente e nem as desastrosas continuações diminuíram sua força.

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Mundo de Andy

16 — O MUNDO DE ANDY

(Man on the Moon, Estados Unidos). Direção: Milos Forman. Roteiro: Scott Alexander e Larry Karaszewski. Elenco: Jim Carrey, Danny DeVito, Courtney Love, Paul Giamatti.
Jim Carrey entrega uma daquelas performances que costumam chamar de mediúnicas na cinebiografia de um lendário comediante americano, pouco conhecido por aqui: Andy Kaufman.

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Meninos Nao Choram - 01

17 — MENINOS NÃO CHORAM

(Boys Don’t Cry, Estados Unidos). Direção: Kimberly Pearce. Roteiro: Kimberly Peirce e Andy Bienen. Elenco: Hilary Swank, Chloë Sevigny, Peter Sarsgaard.
A crua cinebiografia de Brandon Teena, e sua vida de homem transgênero no interior dos EUA, revelou a grande atriz Hilary Swank, que ganhou o Oscar, mas teve poucas oportunidades realmente boas depois.

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Gigante de Ferro - 01

18 — O GIGANTE DE FERRO

(The Iron Giant, Estados Unidos). Direção: Brad Bird. Roteiro: Tim McCanlies. Elenco (vozes na dublagem original): Eli Marienthal, Jennifer Aniston, Harry Connick Jr., Vin Diesel. 
Animação que bebe na ficção científica dos anos 1950, com a história de um robô gigante que veio do espaço, cai próximo a uma cidadezinha do interior e faz amizade com um garoto local. Não por acaso, o filme se passa exatamente nos anos 1950. Lembra também Frankenstein Jr., da Hanna-Barbera. Bird depois dirigiu Ratatouille e Os Incríveis, na Pixar, e o melhor filme disparado de Missão: Impossível.

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Beleza Americana-04

19 — BELEZA AMERICANA

(American Beauty, Estados Unidos). Direção: Sam Mendes. Roteiro: Alan Ball. Elenco: Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari, Peter Gallagher, Allison Jenney, Chris Cooper. 
A partir da crise de meia idade de um sujeito assolado pelo desejo pela amiga da filha vão se revelando os desejos ocultos na comunidade americana suburbana perfeitinha na superfície.

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Fim de Caso - 16

20 — FIM DE CASO

(The End of the Affair, Reino Unido/ Estados Unidos). Direção e roteiro: Neil Jordan. Elenco: Ralph Fiennes, Julianne Moore, Stephen Rea, Jason Isaacs. 
Jordan adaptou o romance de Graham Greene, no qual um escritor tem notícia de uma ex-amante, que o abandonou sem explicação, e tenta obsessivamente descobrir o motivos do final abrupto. Um grande elenco, com uma Julianne Morre especialmente deslumbrante.

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OS 10 PIORES

Zoando na TV - 01

1 — ZOANDO NA TV

(Brasil). Direção: José Alvarenga Jr. Roteiro: Carlos Lombardi, Mauro Wilson, José Alvarenga Júnior, Maria Carmem Barbosa. Elenco: Angélica, Márcio Garcia, Danielle Winits, Paloma Duarte, Miguel Falabella, Bussunda, Oscar Magrini, Nicete Bruno, Maria Padilha, Odilon Wagner.
A primeira produção da Globo Filmes é essa comédia infantojuvenil que usa o elenco da emissora (a na época apresentadora infantil à frente) girando em torno da própria TV. Mau começo, parece forçado o tempo todo.

2 — UM COPO DE CÓLERA (Brasil). Direção: Aluízio Abranches. Elenco: Júlia Lemmertz, Alexandre Borges. Um livro lido em cena (e sexo).

3 — UMA AVENTURA DO ZICO (Brasil). Direção: Antônio Carlos da Fontoura. Elenco: Zico, Laura Cardoso. Fazem um clone do Zico e a personalidade dele é dividida em duas: um fica sério demais e o outro, zoeiro. Não podia dar certo.

4 — ARMADILHA (Entrapment, EUA/ Reino Unido/ Alemanha). Direção: Jon Amiel. Elenco: Sean Connery, Catherine Zeta-Jones. Um dos piores filmes de roubo já feitos, só vale pela Catherine, lindíssima.

5 — ROMANCE (Romance, França). Direção: Catherine Breillat. Elenco: Caroline Ducey, Rocco Sifredi. Fez o maior bafafá na época porque era um filme “sério” que tinha sexo explícito. Mas, como filme, é bem fraco.

6 — DO FUNDO DO MAR (Deep Blue Sea, EUA/ México). Direção: Renny Harlin. Elenco: Saffron Burrows, Thomas Jane, Samuel L. Jackson. Tubarões inteligentes digitais.

7 — ORFEU (Brasil). Direção: Carlos Diegues. Elenco: Toni Garrido, Patrícia França, Murilo Benício. Tentativa de atualizar a peça de Vinicius e Tom Jobim, que não funcionou. E ainda teve aquela ponta nonsense do Caetano tocando violão numa laje.

8 — A CASA AMALDIÇOADA (The Hauting, EUA). Direção: Jan de Bont. Elenco: Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones, Lily Taylor, Owen Wilson, Virginia Madsen. Fazia parte de um projeto de refilmar clássicos do horror dos anos 1950. Tinha um bom elenco e bons nomes por trás das câmeras, mas não foi longe.

9 — O TRAPALHÃO E A LUZ AZUL (Brasil). Direção: Paulo Aragão e Alexandre Boury. Elenco: Renato Aragão, Adriana Esteves, Rodrigo Santoro, Christine Fernandes, Danielle Winits, Dedé Snatana, Roberto Guilherme. Dois filmes e oito anos depois, este filme trouxe Dedé de volta, mas como vilão. Já começou errado.

10 — STAR WARS — A AMEAÇA FANTASMA (Star Wars — The Phantom Menace, EUA). Direção: George Lucas. Elenco: Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Jake Lloyd, Ian McDiarmid, Terence Stamp. Lucas recomeçou a saga Star Wars no cinema assumindo sozinho a direção e o roteiro. Estava fora de forma. Apesar da pompa e de causar muita expectativa no lançamento, o “episódio 1” pode ser descartado tranquilamente.

  • Não estão na lista porque não vi (mas aposto que entrariam: Xuxa Requebra e Gigolô por Acidente)

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Cabaret - 14

Liza Minnelli e Joel Grey em “Money, money”, de “Cabaret” (1972)

180. ‘YOU’RE AWFUL’, de Um Dia em Nova York  (1949)
Com Frank Sinatra e Betty Garrett. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Você viu no número 198 dessa lista, a taxista Betty Garrett dando em cima do marinheiro Sinatra e ele fingindo que não estava entendendo. Aqui, ela ainda banca a motorista pra ele, que só quer saber de fazer turismo. Mas finalmente, no alto do Empire State, ele se dá conta e faz uma declaração de amor cheia de humor dizendo que ela é terrível — terrivelmente boa de se olhar, e por aí vai.

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179. ‘GOOD MORNING, STARSHINE’, de Hair (1979)
Com Beverly d’Angelo, Treat Williams, Don Dacus, Dorsey Wright, Annie Golden e Cheryl Barnes. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O companheirismo e o vento nos cabelos. A caminho de visitar o amigo que está no quartel à espera de ser mandado para o Vietnã, o grupo de hippies canta na estrada para a luz do sol e a Terra. Milos Forman começa o número com closes em todos os personagens, deixando Beverly d’Angelo, que canta a canção, por último. E que plano final! Detalhe também para a esposa de um deles, ali a contragosto, mas que começa a cantar, simbolizando que começa a aceitar aquela filosofia de vida.

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178. ‘ON MY OWN’, de Os Miseráveis (2012)
Com Samantha Barks. Direção: Tom Hooper. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

Eponine cai em si, debaixo d’água: o alvo de sua paixão ama outra. O mundo dela vai mudar para sempre, mas o dele vai continuar. Samantha Barks vem da versão do palco e explora bem o fato de que os vocais foram gravados ao vivo, na filmagem.

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177. ‘MONEY, MONEY’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minelli e Joel Grey. Direção: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Os números no palco, no filme, são comentários da trama. E aqui, Liza e Grey fazem um jocoso canto à grana, que faz o mundo girar.

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176. ‘HERE’S TO LOVE’, de Abaixo o Amor (2003)
Com Ewan McGregor e Renée Zellweger. Direção: Peyton Reed. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Um filme feito como se tivesse sido produzido nos anos 1960 termina com um número musical cheio de graça, como se tivesse sido feito para a TV — se no começo é “abaixo o amor”, agora é “um brinde ao amor”. A produção do filme aproveitou bem o fato de que era estrelado pelo astro de Moulin Rouge e a estrela de Chicago.

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175. ‘CAMELOT SONG (KNIGHTS OF ROUND TABLE)’, de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975)
Com Graham Chapman, Eric Idle, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam. Direção: Terry Gilliam e Terry Jones. Canção de Graham Chapman, John Cleese e Neil Innes.

Nos anos 1960, Camelot fez sucesso no teatro musical. O Monty Python não deixou passar, na sua versão nonsense da lenda do Rei Arthur. O número é uma farra, com seus cavaleiros “infatigáveis” e que “imitam Clark Gable”. Destaque para o solitário preso à parede, na masmorra, entrando no clima deste “silly place”.

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174. ‘TAKING A CHANCE OF LOVE’, de Uma Cabana no Céu (1943)
Com Ethel Waters, Eddie “Rochester” Anderson e Bill Bailey. Direção: Vincente Minnelli, Busby Berkeley. Canção de Vernon Duke e John La Touche.

A maravilhosa Ethel Waters foi uma grande dama do blues e do jazz, a segunda negra a ser indicada ao Oscar, a primeira a ter seu próprio show de TV e primeira a ser indicada ao Emmy. Foi vítima do racismo em Hollywood, que relegava os negros a pequenos papeis em grandes filmes ou, na melhor das hipóteses, bons papeis em filmes de elenco negro. Aqui, dirigida pelo genial Minnelli, ela mostra seu carisma ao lado do comediante Rochester Anderson. E, se você olhar bem, vai ver Bill Bailey fazendo um moonwalk, 40 anos antes de Michael Jackson.

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173. ‘FASCINATING RHYTHM’, de Se Você Fosse Sincera (1941)
Com Eleanor Powell. Direção: Norman Z. McLeod, Busby Berkeley. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Eleanor Powell pode muito bem ser a melhor dançarina de todos os tempos no cinema. Foi estrela de primeira grandeza na Metro dos anos 1930 e 1940. Neste número, a perícia dela e da equipe: ela sapateia para trás, a câmera acompanha, cortinas se abrem revelando um pianista, depois outro. Olho no relógio: São 2 minutos e 50 segundos de dança ininterrupta, coreografia complexa, até vir o primeiro corte. Veja aqui, nesse cena de bastidor, que deu um trabalhinho…

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172. ‘HISTÓRIA DE UMA GATA’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e os Trapalhões. Direção: J.B. Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Bacalov.

O filme meio que sabota o número, cortando no meio para mostrar uma cena longe dali, deixando de fora uma estrofe inteira da música. Mas quem resiste ao charme de Lucinha, à anarquia dos Trapalhões, à graça da canção? É uma memória afetiva tão forte na vida de tanta gente.

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171. ‘FIT AS A FIDDLE’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Gene Kelly e Donald O’Connor. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Arthur Freed, Al Hoffman e Al Goodhart.

Originalmente de um musical dos palcos de 1932, é o primeiro número musical de Cantando na Chuva (descontando a rápida sequência pré-créditos): uma memória dos personagens de Kelly e O’Connor em um número bem-humorado de vaudeville, os dois cheios de vontade, no começo de carreira. Mas olha como a plateia no filme é exigente!

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