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170. ‘NOWHERE FAST’, de Ruas de Fogo (1984)
Com Diane Lane. Direção: Walter Hill. Canção de Jim Steinman.

“Uma fábula rock’n’roll”, setencia o filme logo em seu créditos de abertura. E a princesa aparece como a vocalista de uma banda de rock. A deslumbrante Diane Lane dubla, mas a voz é de Laurie Sargent, à frente da banda Fire Inc., que só existiu para gravar as canções deste filme. É uma cena de show, como tantas, mas tem um diretor aí: Walter Hill joga bem demais com os planos e as luzes.

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169. ‘HOLLYWOOD’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e Os Trapalhões. Direção: J.B Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enriquez Bacalov.

O cowboy: “The girl is mine”. Didi: “Cuma?”. Os Trapalhões foram até Hollywood para gravar as cenas deste número. Mas isso é menos importante que a desconstrução que eles fazem do glamour.

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168. ‘YOUR SONG’, de Moulin Rouge — Amor em Vermelho (2001)
Com Ewan McGregor e Placido Domingo. Direção: Baz Luhrmann. Canção de Elton John e Bernie Taupin.

Baz Luhrmann exagerando no exagero, mas com essa belíssima canção de Elton John e o talento de McGregor e Kidman, ficou uma bela cena.

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167. ‘REMEMBER ME’, de Viva — A Vida É uma Festa (2018)
Com Gael García Bernal e Libertad García Fonzi. Direção: Lee Unkrich. Canção de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez.

A canção de um pai para uma filha, em momento de arrancar lágrimas de Viva. Não precisa mais que os dois personagens e um cenário difuso e a reinvenção (e ressignificação) de uma canção que já ouvimos antes do filme.

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166. ‘KISS THE GIRL’, de A Pequena Sereia (1989)
Com Samuel E. Wright. Direção: John Musker, Ron Clements. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Ariel, a sereia, trocou sua bela voz por pernas para conhecer o mundo da superfície. Como num conto clássico, um beijo pode quebrar o encanto. Mas a falta de conversa atravanca o romance e os amigos animais tentam criar o clima para o beijo acontecer.

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165. ‘PIRUETAS’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Chico Buarque e Os Trapalhões. Direção: J.B Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enriquez Bacalov.

O amor pelos cirquinhos transpira nesse número que entra no filme como a viga principal da lona. Mesmo que o intervalo tenha cheirim de macarrão. Chico cantando com os Trapalhões é um incrível e saboroso encontro de dois mundos.

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164. ‘SINGIN’ IN THE RAIN’, de Um Amor de Pequena (1940)
Com Judy Garland. Direção: Norman Taurog. Canção de Arthur Freed e Nacio Herb Brown

Antes de Gene Kelly, “Singin’ in the rain” já era um sucesso cantado diversas vezes no cinema. E uma especial teve como uma protagonista toda faceira a “pequena com uma grande voz”: Judy Garland aos 17.

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163. ‘BOOGIE WOOGIE BUGLE BOY OF COMPANY B’, de Ordinário, Marche! (1941)
Com The Andrew Sisters. Direção: Arthur Lubin. Canção de Don Raye e Hugh Prince.

O filme da dupla cômica Abbott e Costello abriu espaço para um número de baixo orçamento, mas muito charme, com as Andrew Sisters lançando aqui esse clássico absoluto.

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162. ‘SKIP TO MY LOU’, de Agora Seremos Felizes (1944)
Com Judy Garland, Lucille Bremer, Tom Drake, Henry H. Daniels Jr. e elenco. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Charles Walters. Canção de Hugh Martin e Ralph Blane.

Agora Seremos Felizes foi um marco por ser um musical que não era uma trama de bastidores: os protagonistas eram uma família comum na St. Louis de 1903. E esta cena reflete isso: uma festa caseira, com músicas tradicionais, que vira um número musical lindamente coreografado e filmado em apenas quatro planos.

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161. ‘THE LUMBERJACK SONG’, de E Agora, para Algo Completamente Diferente (1971)
Com Michael Palin e The Fred Tomlinson Singers. Direção: Ian MacNaughton. Canção de Michael Palin, Terry Jones e Fred Tomlinson.

O lenhador machão que canta seu cotidiano abraçado à sua beldade loura e acompanhado por um coro da polícia montada canadense é, originalmente, um número da série Monty Python’s Flying Circus. Mas vários quadros foram refilmados para este primeiro filme do grupo inglês. O mais engraçado são os guardas surpreendidos e se entreolhando durate a canção. Oh, Beavis, nós achávamos que você era durão!

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180. ‘YOU’RE AWFUL’, de Um Dia em Nova York  (1949)
Com Frank Sinatra e Betty Garrett. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Você viu no número 198 dessa lista, a taxista Betty Garrett dando em cima do marinheiro Sinatra e ele fingindo que não estava entendendo. Aqui, ela ainda banca a motorista pra ele, que só quer saber de fazer turismo. Mas finalmente, no alto do Empire State, ele se dá conta e faz uma declaração de amor cheia de humor dizendo que ela é terrível — terrivelmente boa de se olhar, e por aí vai.

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179. ‘GOOD MORNING, STARSHINE’, de Hair (1979)
Com Beverly d’Angelo, Treat Williams, Don Dacus, Dorsey Wright, Annie Golden e Cheryl Barnes. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O companheirismo e o vento nos cabelos. A caminho de visitar o amigo que está no quartel à espera de ser mandado para o Vietnã, o grupo de hippies canta na estrada para a luz do sol e a Terra. Milos Forman começa o número com closes em todos os personagens, deixando Beverly d’Angelo, que canta a canção, por último. E que plano final! Detalhe também para a esposa de um deles, ali a contragosto, mas que começa a cantar, simbolizando que começa a aceitar aquela filosofia de vida.

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178. ‘ON MY OWN’, de Os Miseráveis (2012)
Com Samantha Barks. Direção: Tom Hooper. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

Eponine cai em si, debaixo d’água: o alvo de sua paixão ama outra. O mundo dela vai mudar para sempre, mas o dele vai continuar. Samantha Barks vem da versão do palco e explora bem o fato de que os vocais foram gravados ao vivo, na filmagem.

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177. ‘MONEY, MONEY’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minelli e Joel Grey. Direção: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Os números no palco, no filme, são comentários da trama. E aqui, Liza e Grey fazem um jocoso canto à grana, que faz o mundo girar.

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176. ‘HERE’S TO LOVE’, de Abaixo o Amor (2003)
Com Ewan McGregor e Renée Zellweger. Direção: Peyton Reed. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Um filme feito como se tivesse sido produzido nos anos 1960 termina com um número musical cheio de graça, como se tivesse sido feito para a TV — se no começo é “abaixo o amor”, agora é “um brinde ao amor”. A produção do filme aproveitou bem o fato de que era estrelado pelo astro de Moulin Rouge e a estrela de Chicago.

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175. ‘CAMELOT SONG (KNIGHTS OF ROUND TABLE)’, de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975)
Com Graham Chapman, Eric Idle, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam. Direção: Terry Gilliam e Terry Jones. Canção de Graham Chapman, John Cleese e Neil Innes.

Nos anos 1960, Camelot fez sucesso no teatro musical. O Monty Python não deixou passar, na sua versão nonsense da lenda do Rei Arthur. O número é uma farra, com seus cavaleiros “infatigáveis” e que “imitam Clark Gable”. Destaque para o solitário preso à parede, na masmorra, entrando no clima deste “silly place”.

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174. ‘TAKING A CHANCE OF LOVE’, de Uma Cabana no Céu (1943)
Com Ethel Waters, Eddie “Rochester” Anderson e Bill Bailey. Direção: Vincente Minnelli, Busby Berkeley. Canção de Vernon Duke e John La Touche.

A maravilhosa Ethel Waters foi uma grande dama do blues e do jazz, a segunda negra a ser indicada ao Oscar, a primeira a ter seu próprio show de TV e primeira a ser indicada ao Emmy. Foi vítima do racismo em Hollywood, que relegava os negros a pequenos papeis em grandes filmes ou, na melhor das hipóteses, bons papeis em filmes de elenco negro. Aqui, dirigida pelo genial Minnelli, ela mostra seu carisma ao lado do comediante Rochester Anderson. E, se você olhar bem, vai ver Bill Bailey fazendo um moonwalk, 40 anos antes de Michael Jackson.

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173. ‘FASCINATING RHYTHM’, de Se Você Fosse Sincera (1941)
Com Eleanor Powell. Direção: Norman Z. McLeod, Busby Berkeley. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Eleanor Powell pode muito bem ser a melhor dançarina de todos os tempos no cinema. Foi estrela de primeira grandeza na Metro dos anos 1930 e 1940. Neste número, a perícia dela e da equipe: ela sapateia para trás, a câmera acompanha, cortinas se abrem revelando um pianista, depois outro. Olho no relógio: São 2 minutos e 50 segundos de dança ininterrupta, coreografia complexa, até vir o primeiro corte. Veja aqui, nesse cena de bastidor, que deu um trabalhinho…

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172. ‘HISTÓRIA DE UMA GATA’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e os Trapalhões. Direção: J.B. Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Bacalov.

O filme meio que sabota o número, cortando no meio para mostrar uma cena longe dali, deixando de fora uma estrofe inteira da música. Mas quem resiste ao charme de Lucinha, à anarquia dos Trapalhões, à graça da canção? É uma memória afetiva tão forte na vida de tanta gente.

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171. ‘FIT AS A FIDDLE’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Gene Kelly e Donald O’Connor. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Arthur Freed, Al Hoffman e Al Goodhart.

Originalmente de um musical dos palcos de 1932, é o primeiro número musical de Cantando na Chuva (descontando a rápida sequência pré-créditos): uma memória dos personagens de Kelly e O’Connor em um número bem-humorado de vaudeville, os dois cheios de vontade, no começo de carreira. Mas olha como a plateia no filme é exigente!

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A última impressão é a que fica? Aqui está uma lista de meus 50 finais preferidos de filmes. 

Noivo Neurotico Noiva Nervosa - 41

50. NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA. Woody Allen, 1977

ALVY: “Eu, eu pensei naquela velha piada, sabe, um, um cara vai a um psiquiatra e diz: ‘Doutor, hã, meu irmão está louco. Ele pensa que é uma galinha’. E, hã, o doutor diz: ‘Bem, por que você não o interna?’. E o cara diz: ‘Eu ia, mas eu preciso dos ovos’. Bem, acho que isso é muito como eu me sinto sobre relacionamentos. Você sabe, eles são totalmente irracionais e loucos e absurdos e… mas, hã, acho que continuamos com eles porque, hã, a maioria de nós precisa dos ovos”.

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Bebe de Rosemary - 14

49. O BEBÊ DE ROSEMARY. Roman Polanski, 1968

ROSEMARY: “Você está balançando muito rápido”.

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Doce Vida - 15

48. A DOCE VIDA. Federico Fellini, 1960

MARCELLO: “Não consigo escutar!”.

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Setimo Selo-03

47. O SÉTIMO SELO. Ingmar Bergman, 1957

JOF: “E a Morte, a mestre severa, os convida para dançar”.

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Intocaveis - 1987 - 10

46. OS INTOCÁVEIS. Brian de Palma, 1987

ELLIOT NESS: “Acho que vou tomar um drinque”.

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Chinatown - 26

45. CHINATOWN. Roman Polanski, 1974

WALSH: “Esqueça, Jake. É Chinatown”.

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Bonequinha de Luxo-15

44. BONEQUINHA DE LUXO. Blake Edwards, 1961

HOLLY: “O Gato… Onde está o Gato?…”

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Separacao - 09

43. A SEPARAÇÃO. Asghar Farhadi, 2011

JUIZ: “Você quer que eles esperem lá fora, se for difícil para você?
TERMEH: “Eles podem?”

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Vida de Brian - 12

42. A VIDA DE BRIAN. Terry Jones, 1979

SR. FRISBEE: “Olhe sempre o lado bom da vida”.

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Clube dos Cinco-29

41. CLUBE DOS CINCO. John Hughes, 1985

BRIAN: “Mas o que descobrimos é que cada um de nós é um cérebro…”
ANDREW: “…e um atleta…”
ALLISON: “…e uma inútil…”
CLAIRE: “…e uma princesa…”
BENDER: “…e um criminoso.”

Assista!

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Pacto de Sangue - 02

41. PACTO DE SANGUE. Billy Wilder, 1944

KEYES: “Você não vai chegar nem ao elevador”.

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Butch Cassidy - 06

40. BUTCH CASSIDY. George Roy Hill, 1969

BUTCH: “Tenho uma grande ideia de onde deveríamos ir depois daqui”.

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Montanha dos Sete Abutres - 09

39. A MONTANHA DOS SETE ABUTRES. Billy Wilder, 1951

CHUCK: “Gostaria de ganhar mil dólares por dia, Sr. Boot? Sou um jornalista que vale mil dólares por dia. Pode ficar comigo por nada”.

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Deus e o Diabo na Terra do Sol - 12

38. DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL. Glauber Rocha, 1964

CORISCO: “Mais fortes são os poderes do povo!”.

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Bons Companheiros - 06

37. OS BONS COMPANHEIROS. Martin Scorsese, 1990

HENRY: “Sou um ninguém. Vou viver o resto da minha vida como um merda”.

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Toy Story 3 - 09

36. TOY STORY 3. Lee Unkrich, 2010

WOODY: “Até mais, parceiro”.

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Cavadoras de Ouro - 07

35. CAVADORAS DE OURO DE 1933. Mervyn LeRoy, 1933

CAROL: “Lembre-se do meu homem esquecido”.

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Homem de Ferro - 34

34. HOMEM DE FERRO. Jon Favreau, 2008

TONY STARK: “Eu sou o Homem de Ferro”.

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Dona Flor e Seus Dois Maridos - 21

33. DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS. Bruno Barreto, 1976

TRILHA SONORA: “O que será, que será, que andam suspirando pelas alcovas?”

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Sociedade dos Poetas Mortos - 03

32. SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS. Peter Weir, 1989

KEATING: “Obrigado, garotos. Obrigado”.

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Ouro e Maldicao - 02

31. OURO E MALDIÇÃO. Erich von Stroheim, 1924

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Princesa e o Plebeu - 15

29. A PRINCESA E O PLEBEU. William Wyler, 1953

ANN: “Muito feliz, Sr. Bradley”.

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Malvada - 09

28. A MALVADA. Joseph L. Mankiewicz, 1950

ADDISON: “Você deve perguntar à Srta. Harrington como conseguir um. A Srta. Harrington sabe tudo sobre isso”.

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8½

27. 8 ½. Federico Fellini, 1963

GUIDO: “Esta confusão… sou eu”.

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Inimigo Publico - 03

26. INIMIGO PÚBLICO. 1931

MIKE: “Mãe, estão trazendo Tom para casa!”.

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Incompreendidos - 05

25. OS INCOMPREENDIDOS. François Truffaut, 1959

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Thelma e Louise-08

24. THELMA & LOUISE. Ridley Scott, 1991

THELMA: “Apenas vamos em frente”.

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Tempos Modernos - 05

23. TEMPOS MODERNOS. Charles Chaplin, 1936

CARLITOS: “Sorria!”

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Suspeitos - 1995 - 02

22. OS SUSPEITOS. Bryan Singer, 1995

VERBAL: “O maior truque do diabo foi convencer o mundo de que ele não existe”.

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Cinema Paradiso - 20

21. CINEMA PARADISO. Giuseppe Tornatore, 1988

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E o Vento Levou-13

20. …E O VENTO LEVOU. Victor Fleming, 1939

RHETT: “Francamente, minha querida, estou cagando pra isso”.

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Passaros - 34

19. OS PÁSSAROS. Alfred Hitchcock, 1963

CATHY: “Posso levar os periquitos, Mitch? Eles não machucaram ninguém”.

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Ladroes de Bicicleta - 12

18. LADRÕES DE BICICLETA. Vittorio de Sica, 1948

BRUNO: “Papai! Papai!”

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Se Meu Apartamento Falasse - 06

17. SE MEU APARTAMENTO FALASSE. Billy Wilder, 1960

FRAN KUBELIK: “Cale a boca e dê as cartas”.

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Casablanca - 40

 

16. CASABLANCA. Michael Curtiz, 1942

RICK: “Louis, acho que este é o início de uma bela amizade”.

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Planeta dos Macacos - 1968 - 10

15. O PLANETA DOS MACACOS. Franklin J. Schaffner, 1968

GEORGE TAYLOR: “Seus maníacos! Vocês estragaram tudo! Malditos sejam!”.

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14. A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. Mike Nichols, 1967

TRILHA SONORA: “Olá, escuridão, velha amiga”.

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De Volta para o Futuro - 31

13. DE VOLTA PARA O FUTURO. Robert Zemeckis, 1985

DOUTOR BROWN: “Ruas? Para onde vamos não precisamos… de ruas”.

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2001 - Uma Odisseia no Espaco - 25

12. 2001 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO. Stanley Kubrick, 1968

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Bonnie e Clyde - 35

11. BONNIE AND CLYDE – UMA RAJADA DE BALAS. Arthur Penn, 1967

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Rastros de Ódio - 01

10. RASTROS DE ÓDIO. John Ford, 1956

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Cidadao Kane - 38

9. CIDADÃO KANE. Orson Welles, 1941

JERRY THOMPSON: “Talvez ‘Rosebud’ seja alguma coisa que ele não conseguiu. Ou algumas coisa que ele perdeu”.

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Psicose - 1960 - 20

8. PSICOSE. Alfred Hitchcock, 1960

NORMA BATES: “Ele vão dizer: ‘Ela não mataria uma mosca’…”.

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Quanto Mais Quente Melhor - 22

7. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR. Billy Wilder, 1959

OSGOOD: “Ninguém é perfeito”.

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Noites de Cabiria - 04

6. NOITES DE CABÍRIA. Federico Fellini, 1957

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Manhattan - 03

5. MANHATTAN. Woody Allen, 1979

TRACY: “Nem todo mundo se corrompe. Você tem que ter um pouco de fé nas pessoas”.

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Felicidade Nao Se Compra - 18

4. A FELICIDADE NÃO SE COMPRA. Frank Capra, 1946

HARRY: “Ao meu irmão George: o homem mais rico da cidade”.

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Poderoso Chefao - 08

3. O PODEROSO CHEFÃO. Francis Ford Coppola, 1972

KAY: “É verdade? É?”
MICHAEL: “Não”.

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Crepusculo dos Deuses-12

2. CREPÚSCULO DOS DEUSES. Billy Wilder, 1950

NORMA DESMOND: “Está bem, Sr. DeMille, estou pronta para o meu close-up”.

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Luzes da Cidade - 03

1. LUZES DA CIDADE. Charles Chaplin, 1931

CARLITOS: “Você consegue ver agora?”
FLORISTA: “Sim, eu consigo ver agora”.

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Sete Noivas para Sete Irmaos - 01

A dança-duelo de “Sete Noivas para Sete Irmãos”

ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD – A COLEÇÃO COMPLETA.

DVD sofre com péssimas legendas

. por Renato Félix.

Entre 1929 e 1958, um estúdio de Hollywood desenvolveu uma forma de arte em que se tornou mestre (ou melhor: um celeiro de mestres): o filme musical. Reunindo talentos gigantescos entre atores/ cantores, atores/ dançarinos, compositores, coreógrafos, a Metro-Goldwyn-Mayer construiu um repertório máximo no gênero, autocelebrado no documentário Era uma Vez em Hollywood (1974), que depois teve duas continuações. A trilogia finalmente chegou ao DVD no Brasil, em lançamento pela Classic Line.

Os três filmes seguem basicamente a mesma fórmula, enfileirar trechos antológicos e/ou curiosos dos musicais da Metro. Porém, com particularidades que veremos mais adiante. Continuam uma delícia de ver, mas as legendas da edição tentam muito sabotar esse prazer.

Nas partes 2 e 3, o trabalho assinado pela Studio Mille, cearense como a distribuidora Classic Line, é péssimo. A ponto de parecer ter sido feito grosseiramente no Google Tradutor sem qualquer revisão depois. Não são um ou dois erros, mas dezenas.

Muitas vezes o que se lê está completamente desconectado do que aparece na tela. Gene Kelly mostra um número de Cantando na Chuva em que Cyd Charisse “interpreta uma dessas vamps glamourosas” e a legenda crava “um desses glamourosos vampiros”. Sinatra canta “Old man river” e a legenda traduz como “rio velho” (esquecendo do homem). Alguém diz que Garbo que ficar só e a legenda a transforma em “ele”.

Groucho Marx usa, em Uma Noite na Ópera (1935), a expressão “half Nelson”, que se refere a um golpe de luta, e na legenda: “Ele está meio dormindo e meio Nelson”. É mais de uma vez diz-se que alguém é “cherce”, que nem ganhou tradução (significaria “ótimo”). “Leading man”, que seria o par romântico da atriz, mais de uma vez surge como “condutor”.

E títulos de filmes surgem traduzidos ao pé da letra. Chega a ser engraçado. Salve a Campeã (1953) virou “Perigosa quando Molhada”. Quando as Nuvens Passam (1946) virou “Até as Nuvens Rolam”. Minha Vida É uma Canção (1948) virou “Palavras e música” (e a tradução literal correta do título ainda seria “letra e música”). Bonita e Valente (1950) virou “Annie, pegue sua arma”. Se Você Fosse Sincera (1941) virou “Moça, seja boa”.

Qualquer visita ao IMDb resolve a busca pelos títulos nacionais do filmes. A legenda das partes 2 e 3 nem os deixa no original, nem põe os títulos brasileiros corretos, gerando essa desinformação completa.

Nem a embalagem escapa dos erros. O digipack traz estampadas fotos dos filmes, mas numa delas credita como Gene Kelly uma cena de Sinfonia de Paris (1951), mas com Georges Guétary – sequência que está lá, no volume 2.

É um desleixo que compromete bastante o resultado final desse lançamento, embora os filmes em si continuem sendo um belo resumo para quem gosta dos musicais clássicos.

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ERA UMA VEZ HOLLYWOOD (1974)
Sem borda - 04 estrelas

O tesouro da Metro

Melodia da Broadway de 1940 - 03

Eleanor Powell e Fred Astaire em “Melodia da Broadway de 1940”: você nunca mais verá algo assim de novo

O primeiro filme, por ser o primeiro, tem o privilégio de contar com as principais cenas, dos principais filmes. Estão nele Gene Kelly debaixo d’água em Cantando na Chuva (1952), Fred Astaire dançando nas paredes e tetos de um quarto em Núpcias Reais (1951), Judy Garland em cenas de O Mágico de Oz (1939), a dança-duelo no celeiro em construção em Sete Noivas para Sete Irmãos (1954).

Cyd Charisse brilha ao lado de Astaire em A Roda da Fortuna (1953). Dois mestres da voz, Sinatra e Bing Crosby surgem juntos em Alta Sociedade (1955). Cenas dos primeiríssimos musicais, Melodia da Broadway (1929) e Hollywood Revue (1929) dão bem a medida de como o gênero evoluiu.

É um momento antológico após o outro. E, na época do lançamento original, sem home vídeo, muitas dessas cenas não eram vistas havia décadas. Em determinado momento, Sinatra apresenta o encontro maravilhoso de dois gênios: Fred Astaire e Eleanor Powell em Melodia da Broadway de 1940 (1940). Ele sentencia: “Eu aposto: você nunca mais verá algo assim de novo”. Ele tinha razão.

Os segmentos são apresentados por astros que fizeram história nos musicais do estúdio, como, além de Sinatra, os próprios Astaire e Kelly, e mais Donald O’Connor, Mickey Rooney e Debbie Reynolds.

Outros nomes que brilharam nos musicais da Metro acabaram preteridos em favor de, por exemplo, Bing Crosby. Uma lenda que fez vários musicais, mas apenas dois na Metro (ele foi uma estrela do cinema, mas na Paramount). E de outros astros importantes, mas não muito afeitos ao gênero como Elizabeth Taylor, Peter Lawford e James Stewart.

Liza Minelli é incluída como apresentadora representando a nova geração do gênero (havia acabado de ganhar o Oscar de melhor atriz por Cabaret, 1972) e também, de certa maneira, representando a mãe, Judy Garland (que havia morrido cinco anos antes).

Alguns dos apresentadores ficaram com um bloco temático. Sinatra mostrou os primeiros musicais. Jimmy Stewart, dos atores dramáticos que tiveram que se aventurar nos musicais (ele próprio teve sua vez). Donald O’Connor apresentou os musicais aquáticos de Esther Williams. Mickey Rooney, os musicais que estrelou em dupla com Judy Garland. E Liza lembrou a mãe.

Num lance bem sacado, os dois maiores astros falaram um do outro. Gene Kelly apresenta o segmento sobre Fred Astaire e Astaire a parte dedicada a Kelly.

O filme tem um tom nostálgico e até um pouco melancólico. Os atores surgem nos cenários do estúdio como a reprodução de uma rua de Nova York, ou uma estação de trem, já desgastadas pelo tempo. No período, os anos 1970, a preferência por filmagens em locação fez com que os cenários de fundo dos estúdios saíssem de moda. Ainda assim, Era uma Vez em Hollywood é apresentado como uma celebração dos 50 anos da Metro e de seus “próximos 50 anos”.

O filme, assim como a parte 2, possui dublagem em português. E uma clássica, de quando filmes assim passavam na TV aberta, com Élcio Romar como Gene Kelly e Isaac Bardavod como Fred Astaire. O detalhe é que, mesmo sendo claramente antiga, a dublagem é assinada como “versão brasileira: Studio Mille”, mesma empresa que assina as legendas.

A única explicação razoável é que a empresa tenha editado a dublagem antiga: usado o som em português nos momentos das apresentações e deixado o som original nas cenas de música, privilegiando o som de melhor qualidade nessas sequências. Mas isso não justifica assinar a versão brasileira do áudio.

Um detalhe resultado disso é que a dublagem “some” em alguns pontos do filme. Devem ter esquecido de sobrepor a voz brasileira algumas vezes em que o apresentador falou durante as cenas dos filmes clássicos.

A legenda, aqui, é bastante boa, ao contrário da dos filmes seguintes – incluindo até os títulos corretos em português. E por que essa diferença? Há um motivo: a legenda do primeiro filme é quase exatamente a mesma disponível na internet (em http://www.opensubtitles.org) para acompanhar o download do filme.

Prova disso é que os mesmos erros permanecem. Bing Crosby e Sinatra cantam “It’s in the stars” e as duas traduções dizem “É em Marte”. “Don’t dig that kind of crooning, chum” (“não me venha com essa de crooner, amigo”) vira em ambas as legendas “Não beba assim, amigo”. Coincidência demais.

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ISTO TAMBÉM ERA HOLLYWOOD (1976)
Sem borda - 03 estrelas

Cavando mais um pouco

Era uma Vez em Hollywood - Parte 2 - 05

Gene Kelly e Fred Astaire apresentando a parte 2: dois gênios em forma

O segundo filme chamou-se, nos cinemas brasileiros, Isto Também Era Hollywood (1976). A maior parte dos principais números musicais já tinha sido usada, mas ainda havia munição para gastar: Gene Kelly e Cyd Charisse na sensual dança de Cantando na Chuva; Bing Crosby e Louis Armstrong em Alta Sociedade; outra cena incrível de Astaire e Eleanor Powell em Melodia da Broadway de 1940.

Boa parte, como se vê, outras cenas dos mesmos filmes. Nada de errado nisso, o acervo é grande e rico. Ainda assim, o filme (agora dirigido por Gene Kelly) abriu o leque para apresentar também cenas de dramas e comédias da Metro, como os irmãos Marx no camarote minúsculo de Uma Noite na Ópera (1935) ou um segmento dedicado a Spencer Tracy e Katharine Hepburn, que viveram uma longa história de amor e dividiram muitos filmes juntos.

O filme é apresentado, desta vez, apenas por Kelly e  Fred Astaire, que respectivamente aos 63 e 77 anos, dividem aqui raríssimos passos de dança juntos. A única vez em que Astaire e Kelly haviam dançado juntos num filme, valendo pontos, foi em Ziegfeld Follies, de 1945. Um filme de segmentos de dança, sem história propriamente, que reservou uma sequência para os dois (aqui, inclusa na parte 1).

É difícil dizer, daqui de 2018, qual era a percepção da grandiosidade desse encontro em 1945. Com relação ao cinema, Fred já estava na praça havia 13 anos, Gene apenas três. O fato é que, depois disso, a Metro não os colocou juntos nenhuma outra vez, preferindo fazê-los estrelar seus próprios filmes.

Por isso a apresentação com os dois juntos nesta parte 2 têm um sabor especial – e os dois gênios mostram que estavam em forma.

Não há muitos segmentos temáticos, a maior parte das cenas parece surgir sem muita ligação. Há um momento dedicado a Sinatra, outro aos filmes que se passaram em Paris, mais um sobre filmes em preto-e-branco. Boa parte da apresentação de Kelly e Astaire é cantada, com mais estética e brincadeira que informação.

A edição também vem com a dublagem brasileira clássica. E aqui começa o desastre das legendas já mencionado.

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ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD III (1994)
Sem borda - 04 estrelas

A magia por trás da cortinas

Se Voce Fosse Sincera - 04

Eleanor Powell em “Se Você Fosse Sincera”: enquanto ela sapateia, a equipe se desdobra nos bastidores

18 anos depois, veio Era uma Vez em Hollywood III. Agora na direção estavam Bud Friedgen, que foi montador nos dois anteriores, e Michael J. Sheridan, que é creditado como montador aprendiz no primeiro filme e como assistente no segundo.

A proposta voltou a ser a do primeiro filme: focado só nos musicais e com vários apresentadores. Mas o volume III não fica só no desfile de grandes cenas e se dedica bastante a explorar curiosidades inéditas para o público.

Assim, há várias cenas que foram cortadas dos filmes clássicos, como as que Judy Garland filmou para Bonita e Valente (1950), antes de a atriz ser substituída por Betty Hutton. Ou um número solo de Debbie Reynolds em Cantando na Chuva e outro que era a versão caipira do número glamouroso “A lady loves”, de sua personagem em É Deste que Eu Gosto (1953).

Em outro momento, é revelado que a voz que canta “Two-faced woman” por Joan Crawford em Se Eu Soubesse Amar (1953) é de India Adams e que a gravação que havia sido usada primeiro para dublar um número de Cyd Charisse de A Roda da Fortuna (1953) que acabou cortado. As duas cenas são colocadas lado a lado (com franca vantagem para a cena deletada de Cyd).

Especialmente interessante é o número “Fascinating rhythm”, de Eleanor Powell em Se Você Fosse Sincera (1941). Já tinha aparecido na parte II, mas agora é colocado lado a lado com a filmagem dos bastidores da cena, mostrando o imenso trabalho feito por trás das câmeras para adequar o cenário aos passos do sapateado da genial dançarina.

Ela sapateia para trás, passando por pianistas e cortinas, enquanto blocos do cenário são empurrados por guindastes e pela equipe para dar espaço para a grua se aproximar da dançarina. Um trabalho imenso e milimétrico, tudo em uma tomada contínua. Impressionante.

Fred Astaire aparece refazendo um número inteiro com um figurino diferente em Ver, Gostar e Amar (1952) – colocadas lado a lado, é possível ver nas duas imagens a inacreditável precisão de Astaire na coreografia antes e depois.

Um momento particular da terceira parte é a participação de Lena Horne. A cantora e atriz apresenta sequências sobre ela mesma para dar um depoimento sobre o racismo que enfrentou nos dias em foi contratada pela Metro.

O estúdio nunca a escalava com um bom personagem. Apenas a colocava em participações especiais, cantando, de modo que seu número pudesse ser cortado quando o filme fosse exibido em estados que praticavam a segregação racial e cujas plateias brancas torceriam o nariz ao ver uma negra linda e talentosa brilhando em um dos estúdios mais poderosos de Hollywood.

Dos astros que apresentaram o primeiro Era uma Vez em Hollywood apenas Debbie Reynolds, Mickey Rooney e Gene Kelly reaparecem na mesma função no terceiro, que celebra os 70 anos do estúdio. Dos demais apresentadores, todos também brilharam nos musicais da Metro: além de Lena Horne, Cyd Charisse (que apresenta o segmento sobre Kelly), Ann Miller (a parte sobre Astaire), Esther Williams (sobre si mesma), June Alysson, Howard Keel (um segmento sobre o Cinemascope).

Rooney rende homenagem à sua antiga parceira Judy Garland. E Gene Kelly é encarregado de abrir o filme, mostrando didaticamente a evolução do gênero desde os primeiros filmes sonoros. Ele faz aqui sua última aparição em um filme. Muito apropriado que seja sobre os musicais.

Coleção Era uma Vez em Hollywood. Distribuição: Classic Line.
Era uma Vez em Hollywood. That’s Entertainment!. Estados Unidos, 1974. Direção: Jack Haley Jr. Elenco: Fred Astaire, Gene Kelly, Frank Sinatra, Bing Crosby, Elizabeth Taylor, Donald O’Connor, Mickey Rooney, Liza Minnelli, James Stewart, Peter Lawford.
Isto Também Era Hollywood. That’s Entertainment! – Part 2. Estados Unidos, 1976. Direção: Gene Kelly. Elenco: Fred Astaire, Gene Kelly.
Era uma Vez em Hollywood III. That’s Entertainment! III. Estados Unidos, 1994. Direção: Bud Friedgen, Michael J. Sheridan. Elenco: Gene Kelly, Cyd Charisse, Ann Miller, Mickey Rooney, Lena Horne, Esther Williams, Howard Keel, Debbie Reynolds, June Allyson.

uem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

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Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

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Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

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Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

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Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

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Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

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Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

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Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

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Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

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Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Gershwin

11 de julho, há 80 anos: Morre, em 1937, aos 38 anos, o compositor e pianista americano George Gershwin. É um dos principais nomes da música nos EUA, navegando entre criações clássicas (como “Rhapsody in blue”, “An american in Paris”, a ópera Porgy and Bess) e canções populares, muitas delas com letras do irmão Ira (“Love is here to stay”, “They can’t take that away from me”). Sua música foi usada em diversos musicais clássicos de Hollywood e ele também compôs diretamente para alguns deles, como Vamos Dançar? (1937), com Fred Astaire e Ginger Rogers, de onde saiu sua única indicação ao Oscar, por “They can’t take that away from me”). Sinfonia de Paris  (1951), Oscar de melhor filme, é um dos longas composto só de canções de Gershwin. Morreu em consequência de um tumor no cérebro.

Duas Garotas Romanticas - 01

Cores e música: Catherine Deneuve e Fraçoise Dorléac

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS
Sem borda - 04 estrelas

Bem mais do que em Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), fica evidente em Duas Garotas Românticas (1967) o amor que o cineasta Jacques Demy tinha pelos musicais de Hollywood. A começar pelo formato, que troca os diálogos 100% cantados do filme anterior pela tradicional alternância entre diálogos e canções. Passa pela presença no elenco de grandes nomes do gênero nos EUA: George Chakiris e, principalmente, Gene Kelly. E se consagra pelo uso exuberante e apaixonado da dança, do que Chakiris foi craque e Kelly, um gênio.

Mas eles não são os atores principais, são um suporte de luxo. O protagonismo é todo das irmãs Catherine Deneuve e Françoise Dorléac, que interpretam gêmeas que ensinam dança e canto (Dorléac, que morreu três meses após o lançamento do filme, em um acidente, era um ano mais velha que Deneuve). A chegada de uma feira itinerante à sua cidade, Rochefort, vai agitar o fim de semana em que decidiram que vão tentar a vida artística em Paris.

As duas atrizes, assim como quase todo o elenco, são dubladas nas canções. A exceção é Danielle Darrieux, que interpreta a mãe da dupla, comandando um café que se torna um núcleo da trama, uma ciranda amorosa em que os vários personagens vão se cruzando enquanto isso não acontece aos casais destinados um ao outro.

Kelly é dublado nas canções e em parte dos diálogos, mas não em todos: em boa parte, ele mesmo fala em francês. O espectador versado em musicais percebe logo a diferença e pode estranhar, a princípio.

Mas a entrada de Kelly no filme, no meio da trama, é um golpe de misericórdia de um espetáculo adorável que já vinha funcionando bem. O homem parece ter luz própria e sublinha a credibilidade do filme.

Demy, também roteirista, não se acomoda com sua ciranda amorosa e faz experimentações em diversos momentos. Faz um uso exuberante das cores que é evidente como inspiração de La La Land (2017). Coloca vários dos números musicais ao ar livre, começando pelo dos créditos de abertura, em uma balsa suspensa.

Em outra cena, Catherine Deneuve anda pelas calçadas da cidade, enquanto o mundo dança à sua volta, em um grande plano sequência em que ela atravessa ruas e dobra esquinas. E há a cena do jantar em que não há música, mas os diálogos são rimados. E Gene Kelly faz uma citação, com Françoise Dorléac, da coreografia que dançou à beira do Rio Sena em Sinfonia de Paris (1951).

Há outras citações no filme, como Deneuve e Dorléac evocando, no número apresentado na feira, Marilyn Monroe e Jane Russell em Os Homens Preferem as Louras (1953), de Howard Hawks. Aí e em outro momentos do filme sobrou charme.

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS. Les Demoiselles de Rochefort. França, 1967. Direção: Jacques Demy. Elenco: Catherine Deneuve, Françoise Dorléac, George Chakiris, Gene Kelly, Jacques Perrin, Michel Piccoli, Danielle Darrieux.

Coluna Cinemascope (#22). Correio da Paraíba, 15/2/2017

SEVEN BRIDES FOR SEVEN BROTHERS

O discurso do personagem, o discurso do filme

por Renato Félix

A jornalista Tatiana Learth, uma amiga querida, confessou dia desses que assiste a um filme mais pela mensagem que “de um modo cinéfilo”. Então, os temas e como ele são tratados pelo filme são os pontos de interesse dela. Por outro lado, já ouvi pessoas reclamando da ética de alguns filmes por causa do discurso de um personagem (de machismo, racismo ou o que for).

Aí, é preciso refletir e um pouco “de maneira cinéfila”: o discurso do personagem é o discurso do filme? Porque não necessariamente se trata da mesma coisa.

Por exemplo, meu colega Clóvis Roberto e eu há pouco conversávamos sobre Sete Noivas para Sete Irmãos (1954). Ora, os sete irmãos do filme são nitidamente machistas: são homens selvagens, criados sozinhos quase isolados da civilização. Esta civilização está representada na mulher, na primeira das sete noivas, Millie (Jane Powell). É ela que dá a eles um banho literal e outro de educação.

Mesmo assim, instigados pelo mais velho dos irmãos, que ouviu de Millie e reconta a seu modo a história do rapto das sabinas na Roma Antiga, eles sequestram as seis outras moças confiantes de que, com o tempo, como estão apaixonadas, acabarão aceitando e sendo felizes.

Quando chegam de volta, é Millie que os faz ver o quão errados estavam, expulsando-os de casa e refugiando-se lá dentro com as moças. Então, embora o discurso do protagonista Adam (Howard Keel) dizia que o sequestro e a conquista à força era a solução, ele não é endossado pelo filme.

Acontece o mesmo em diversos outros filmes. Por mais incômodo que uma fala assim seja, é preciso refletir se o filme está expondo para criticar esse discurso ou se está a favor.

FOTO: Sete Noivas para Sete Irmãos (1954)

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Coluna Cinemascope (#19). Correio da Paraíba, 25/1/2017

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O contexto ‘La La Land’

por Renato Félix

Na última vez que olhei, La La Land – Cantando Estações era o 27º filme de melhor média entre os usuários do IMDb. O 27º entre todos os filmes de todos os tempos.  Mesma média de O Silêncio dos Inocentes (1991), A Felicidade Não Se Compra (1946), Cidade de Deus (2002), Guerra nas Estrelas (1977) e Os Sete Samurais (1954).

No começo do mês, se tornou recordista isolado do Globo de Ouro, com sete prêmios. Ontem, se tornou recordista de indicações ao Oscar: 14 (empatado com A Malvada, 1950, e Titanic, 1997). No Rotten Tomatoes, que faz um levantamento das críticas nos EUA, são 93% de críticas positivas (283 favoráveis, 22 desfavoráveis).

É para tanto? É uma delícia de filme, sim, talvez até um cinco estrelas, mas essa aceitação já é algo para ser analisado além da qualidade do filme em si.

É esse mundo conservador-baixo astral, com reacionários dando cria como gremlins de banho tomado, que está nos fazendo necessitar que o cinema nos eleve – e La La Land é o filme certo na hora certa? É uma boa aposta. O escapismo (e o musical, em particular) foi ao auge na Grande Depressão americana. E a vitória de i no Oscar não tinha tudo a ver com o baixo-astral pós-Nixon, Watergate e Vietnã?

A isso pode contribuir o deserto de musicais no cinema. Certo, um ou outro aparecem, mas não no estilo da Hollywood clássica, tipo anos 1940/ 1950, aqueles com Fred Astaire, Gene Kelly, Judy Garland. Quando um filme abraçou o estilo com tanta disposição, sinceridade e sem cinismo, ele se tornou um representante daquele cinema maravilhoso, todo concentrado em um filme só. E parte do público reencontrou e outra simplesmente descobriu esse prazer.

É o contexto possível para o fenômeno La La Land.

FOTO: La La Land – Cantando Estações (2016)

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Coluna Cinemascope (#18). Correio da Paraíba, 18/1/2017

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“La La Land – Cantando Estações” (2016)

Gostar ou não de musicais

por Renato Félix

Enquanto escrevo, ainda não assisti a La La Land – Cantando Estações, filme mais comentado deste começo de ano e que, como tal, vai gerando tanto comentários elogiosos como outros nem tanto. E, sendo um musical, inevitavelmente surgem os “eu não gosto de musicais” e suas variações.

Eu, que adoro musicais, não vejo problema nisso, a não ser em algumas justificativas. “Ninguém sai cantando assim na vida real”, por exemplo. Não ouço reclamações assim em, digamos, filmes de super-heróis (“Ninguém sai voando na vida real”) ou com certos aspectos da linguagem do cinema em quase todos os filmes (“Não toca música de fundo em cenas românticas na vida real”).

Realidade, verossimilhança, não é a questão. Acho que uma das questões é o esquema narrativo particular de um musical, onde canções vão costurando a narrativa, integradas a ela ou as comentando. O que, na percepção de alguns, é uma “interrupção da história”.

A questão é o espectador se adaptar a uma forma diferente de contar a história. É mais fácil para uns que para outros. De  certa forma, um filme como Os Miseráveis (2012), que é praticamente todo cantado, como uma ópera, pode ser até mais fácil – desde que a cobaia o assista em condições de temperatura e pressão ideais: do começo ao fim, sem interrupções ou distrações, passando pela estranheza inicial para seu cérebro se ajustar que a realidade ali “é assim mesmo” e aceitá-la.

Importante também é gostar da música. Quem não gosta da grande música americana dos anos 1940 e 1950 pode achar difícil encarar um filme com Sinatra. Por outro lado, deve ser esse um dos fatores que leva tanta gente a gostar de um filme medíocre como Moulin Rouge (2001): com a trilha compilando o greatest hits de uma geração fica fácil.

FOTO: La La Land – Cantando Estações (2016)

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“Make’em laugh”, aquele número em que Donald O’Connor canta sobre como é ser um comediante e sai tropeçando, batendo a cara, dando cambalhotas e dançando com (e apanhando de) um boneco é um dos grandes número de Cantando na Chuva (1952). E é um plágio. A história é esta: o filme é uma reunião de canções de Arthur Freed e Nacio Herb Brown escritas nos anos 1920, produzido agora pelo próprio Freed. Stanley Donen, que co-dirigiu com Gene Kelly, sentiu falta de um número solo para O’Connor e pediu a Freed uma música nova, algo “no estilo de ‘Be a clown’, de Cole Porter”. Quando Freed trouxe a canção, as semelhanças estavam na cara. Porter aparentemente nunca reclamou e a cena é brilhante, para dizer o mínimo. No entanto, esta aqui é a canção original: “Be a clown”, cantada duas vezes em O Pirata (1948), a segunda delas no final do filme, um encantador número de palhaços com Gene e a magistral Judy Garland.

O Pirata. The Pirate (1948). Direção: Vincente Minnelli. Elenco: Judy Garland, Gene Kelly, Walter Slezak, Gladys Cooper.

Cena anterior: Footloose – Ritmo Louco

Se alguém achou que o diretor-roteirista de Whiplash entende de música, ele foi mais longe: o novo filme de Damien Chazelle é o musical La La Land, que abriu o Festival de Veneza esta semana e foi aplaudido de pé na exibição para a imprensa. É o romance entre um pianista de jazz (Ryan Gosling) e uma aspirante a atriz (Emma Stone) em Los Angeles. Ainda sem data de estreia no Brasil (nos EUA, entra em cartaz no dia 16 de dezembro).

“You like potato, I like ‘potahto’/ You like tomato and I like ‘tomahto’”

George Gershwin notou que Fred Astaire e Ginger Rogers pronunciavam as palavras de maneira diferente. E criou para eles esta obra-prima chamada “Let’s call the whole thing off” para o sétimo dos 10 filmes de Fred e Ginger juntos. E a dupla dança sobre patins!

Vamos Dançar? Shall We Dance. Estados Unidos, 1937. Direção: Mark Sandrich. Elenco: Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton.

Cena anterior: Onde Começa o Inferno

Liza Minnelli puxou a mãe, Judy Garland, em talento (em problemas também, mas isso é outra história). Infelizmente, ela apareceu para o cinema quando os grandes musicais já tinham saído de cena. Mas ainda deu tempo deu tempo de um trabalho para marcar época: Cabaret (1972), de Bob Fosse, pelo qual ganhou o Oscar de melhor atriz.

A coisa com a que mais discordo no Globo de Ouro é essa separação entre “drama” e “musical ou comédia”. A separação em “drama” e “comédia” por si só pode ter o pretexto de dar mais visibilidade à comédia, sempre preterida pelo drama nessa premiações (por exemplo, sabe qual foi a última comédia a ganhar o Oscar de melhor filme? E o melhor ator em uma comédia? E a melhor atriz? Pensa aí).

Porém, o que essa separação realmente faz é criar um gueto para a comédia. Repare como o “grande vencedor” do Globo é sempre o que ganha na categoria “drama”. A comédia fica sendo como uma segunda divisão, menos importante.

Pior é colocar “musical ou comédia”. Por que os musicais deveriam concorrer com as comédias? Se há uma sepração entre “drama” e “comédia”, por que Os Miseráveis, um musical dramático, deve disputar um prêmio de melhor filme com Moonrise Kingdom, uma comédia? O resultado: Os Miseráveis ganhou, fazendo com que dois dramas (e nenhuma comédia) tenham sido premiados como melhor filme no Globo de Ouro do ano passado.

O que mostra, de novo, que a comédia é desprezada.

Isto posto, vamos conhecer os cinco indicados a melhor filme/ musical ou comédia no Globo de Ouro 2015 (lista completa no IMDb):

Globo de Ouro - filme comédia

FILME/ MUSICAL OU COMÉDIA: Birdman; O Grande Hotel Budapeste; Um Santo Vizinho; Caminhos da Floresta; Pride.

Birdman, do espanhol Alejandro González-Iñarritú, tem Michael Keaton como um ator famoso por interpretar um super-herói e desistiu de voltar para um quarto filme para se reinventar dirigindo uma peça na Broadway. O filme gira em torno da acidentada noite de estreia, onde ele deve lidar com seu passado, sua filha, um ator difícil, um crítico do New York Times. O filme tira proveito da metalinguagem, afinal todo mundo lembra que Michael Keaton foi o Batman nos dois filmes de Tim Burton em 1989 e 1992 e sua carreira não demorou a desandar depois disso. Indicado também a melhor direção, ator/ musical ou comédia (Keaton), ator coadjuvante (Edward Norton), atriz coadjuvante (Emma Watson), roteiro (Iñarrituú, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris e Armando Bo) e trilha sonora original (Antonio Sanchez). Estreia no Brasil: 22 de janeiro.

O Grande Hotel Budapeste é a nova joia de Wes Anderson. O filme se passa numa Europa imaginária, em um hotel no entre-guerras, onde o conciérge (Ralph Fiennes) e seu novo boy (Tony Revolori) se veem às voltas com uma pintura renascentista roubada e a fortuna de uma família em jogo. Tem todas as qualidades dos melhores filmes de Anderson: seus planos muito particulares e simetricamente rigorosos, aquela mistura de comédia maluca e atmosfera de contos-de-fadas e um elenco impressionante (Willem Dafoe, Saoirse Ronan, Harvey Keitel, Edward Norton, Jude Lawm Bill Murray, Tilda Swinton, Léa Seydoux…). Indicado também a direção, ator/ musical ou comédia (Fiennes) e roteiro (Anderson). Estreou no Brasil em julho, mas vergonhosamente para os exibidores locais não entrou em cartaz em João Pessoa.

Um Santo Vizinho é a estreia na direção de longas de Theorore Melfi, com Bill Murray no papel principal. Fala da amizade de um garoto de 12 anos cujos pais acabaram de se separar com o vizinho do lado: um misantropo e hedonista veterano da Guerra do Vietnã. O elenco ainda tem Melissa McCarthy, Naomi Watts e Rafinha Bastos. Ok, não é o Rafinha Bastos, mas o padre-professor do trailer parece muito com ele! Indicado também a ator/ musical ou comédia. Estreia no Brasil prevista só para 5 de fevereiro.

Caminhos da Floresta é de Rob Marshall (de Chicago, 2003), baseado no musical de Stephen Sondheim, que estreou na Broadway em 1987. Um padeiro e sua esposa, sem filhos e amaldiçoados por uma bruxa, precisam procurar ítens mágicos dos contos-de-fadas. E aí encontram Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João (do pé de feijão) e outros dos irmãos Grimm. Meryl Streep é a bruxa, Emily Blunt é a esposa do padeiro, Anna Kendrick é Cinderela, Johnny Depp é o Lobo Mau.  Indicado também a atriz/ musical ou comédia (Emily) e atriz coadjuvante (Meryl). Estreia no Brasil em 29 de janeiro.

Pride, de Matthew Warchus. A história de um grupo de ativistas gays que apoiam os mineiros na greve em que enfrentaram o governo de Margaret Thatcher na Inglaterra de 1984 – com os mineiros ficando bem relutantes em receber tal apoio. Bill Nighy e Imelda Staunton estão no elenco. Ainda sem estreia prevista no Brasil.

 

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As vantagens da imperfeição

Hugh Jackman e Anne Hathaway: soluços entre o canto

Hugh Jackman e Anne Hathaway: soluços entre o canto

Por incrível que pareça, talvez seja mais facil alguém que não goste de musicais sair satisfeito do esplendoroso Os Miseráveis (Les Misérables, Reino Unido, 2012) do que do modelo que Hollywood tornou clássico. Em um filme como, digamos, Sinfonia de Paris (1951), os opositores do gênero podem sentir “solavancos” narrativos quando 0 filme passa do dialogo à música e vice versa e não aceitar bem a convivência entre cenas “realistas” e números musicais. Um formato de ópera, como em Os Miseráveis causa uma estranheza nesse publico logo de saída, mas, todo cantado, é capaz de convencê-lo a aceitar essa opção narrativa como “a” realidade proposta pelo filme e se deixar envolver por ela.

Já quem gosta de musicais vai encontrar um dos melhores exemplares do gênero das últimas décadas. O diretor Tom Hooper já tinha definido um estilo visual particular para O Discurso do Rei (2010) e 0 faz de novo em Os Miseráveis. Os principais numeros musicais são filmados em close e em plano-sequência – 0 principal caso é 0 do número “I dreamed I dream”, que rendeu 0 Oscar de coadjuvante para Anne Hathaway. 4 minutos e 41 segundos que valem ouro para um ator.

Como se sabe, Hooper optou por uma estratégia arriscada: não fazer seu elenco gravar as canções antes para, em frente às câmeras, dublá-las, como sempre se faz nos musicais desde que o cinema passou a ser sonoro; ele decidiu fazê-los cantar no set. Com isso, preferiu perder a perfeição técnica do canto em prol de uma emoção mais genuína que ressaltasse a muito dramática história clássica de Vitor Hugo. O resultado são cenas intensas, da combinação da atuação em cima do lance e a orquestração adicionada depois, já se moldando à interpretação dos atores.

No caso, os atores usavam pontos em que ouviam apenas um piano fora de estúdio que servia de guia para que não saíssem do tom. E muitos de seus movimentos também foram improvisados – o primeiro solo de Jean Valjean foi filmado com uma steadicam que seguia o ator Hugh Jackman. Na cena, Valjean acaba de se livrar de voltar para a cadeia por um padre a quem ele tinha roubado, mas que, por misericórdia, negou o roubo aos policiais que o prenderam. Valjean havia passado anos na cadeia por roubar um pão para sua irmã. A partir do solo, onde faz uma dolorida reflexão sobre sua vida, decide recomeçar a vida sob outra identidade. Anos mais tarde, envolve-se com o drama de Fantine, pobre trabahadora empurrada para a prostituição, tendo no encalço o policial Javert (Russell Crowe), para quem Valjean é apenas um criminoso fugitivo.

A ambientação, o passo atrás dado pela França após a Revolução Francesa, é riquíssima, e a expectativa de uma nova revolução está no ar. O drama pessoal de Jean Valjean caminha ao lado da vibração política de jovens estudantes conspirando e aguardando o apoio dos cidadãos parisienses quando o combate começar. Números como “Do you hear the people sing” e “One day more!” (este, lembrando o antológico “Quintet” de Amor, Estranho Amor, de 1961) são muito eloquentes.

A “imperfeição” do canto joga a favor do filme, com a multicelebrada Anne Hathaway ganhando fácil o Oscar (estando na tela por meros 15 minutos), Hugh Jackman na possivelmente melhor interpretação de sua carreira e revelando Elizabeth Barks (ótima como Eponine, seu papel de estreia no cinema, mas que ela interpretou nos palcos) – os três soluçando entre os versos de seus solos. Russell Crowe foi criticado: mas está apenas em um outro registro, eficiente como contraponto ao tom mais operístico dos demais protagonistas. Entre estes, se incluem Amanda Seyfried e Isabelle Allen, como, respectivamente Cosette adulta e criança. Eddie redmayne tem um momento ótio em “Empty chairs at empty tables” e em “Red and black”, em dueto/ duelo com Aaron Tveit. Helena Bonham-Carter e Sacha Baron Cohen respondem pelos momentos mais cômicos, como o casal de estajadeiros que cria (e explora) Cosette.

Ajuda muito, claro, o score de Claude-Michel Schonberg, Alain Boublil and Herbert Kretzmer ser excelente. Uma grande musica é 0 ponto de partida para um grande filme musical. Nos adaptações recentes dos musicais de palco para o cinema, há cada vez mais música. Este, que é todo música, tem mais história que qualquer um deles.

Os Miseráveis. Les Misérables. Reino Unido, 2012. Direção: Tom Hooper. Elenco: Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Eddie Redmayne, Samantha Barks, Daniel Huttlestone, Isabelle Allen.

Ivy (Megan Hilty) cantando “Second hand white baby grand”, em “Smash”

Ontem revi o 12º episódio de Smash no Universal Channel. A reta final da primeira temporada da série é excelente, mas um momento em particular chegou ao sublime, para mim – e ontem assisti o episódio mais uma vez só para vê-lo de novo. É “Second hand white baby grand”, o número musical que encerra o episódio.

A música é uma memória de Marilyn Monroe sobre sua mãe (contexto, para quem não assiste: Smash é sobre os bastidores da criação de um musical da Broadway sobre a vida de Marilyn, e a disputa de duas atrizes pelo papel principal). Não vou entrar em muitos detalhes da trama, mas basta saber que essa música vai ser ensaiada completa pela primeira vez e uma das protagonistas, Karen (Katharine McPhee) é escalada para isso – e, no processo de aprendizado da música, foi muito elogiada por todos.

No entanto, no dia do ensaio, ela é enganada por sua concorrente, Ivy (Megan Hilty) que no momento está apenas no coro. Nesse momento da série, Ivy já havia sido a Marilyn escolhida, mas havia caído em desgraça: foi substituída por uma atriz famosa e entrou em crise. Seria sua chance de virar uma estrela, mas acabou tendo que voltar para o coro do musical onde trabalhava antes. Para piorar, entra em cena bêbada, arruina a apresentação do dia e é demitida.

Na pior, acaba tendo uma chance de voltar a Bombshell, o espetáculo retratado em Smash – mas no coro. Só que, com a artimanha para afastar Karen, acaba ganhando a chance de interpretar a canção neste ensaio.

A cena está neste link (só a encontrei numa espécie de youtube chinês).

(ATUALIZAÇÃO: estamos em 2013 e finalmente achei o número no youtube. Segue abaixo)

Na música o “Second hand white baby grand” é um piano de segunda mão e quebrado que a mãe de Marilyn teria comprado de um astro do cinema mudo (ao menos, na canção). E o refrão diz que algo de segunda mão e quebrado ainda pode emitir um belo som ou, em geral, ter algo de bom para dar (leia a letra aqui).

Não é desconhecida a difícil história de Marilyn com sua mãe, Gladys, emocionalmente instável (para dizer o mínimo). Ela abandonou a filha ainda criança, e Marilyn (ainda Norma Jeane Baker) acabou passando boa parte da infância sendo criada por outras famílias (o pai dela até hoje não se sabe 100% quem é) e chegou a ficar sob a guarda do Estado e parar em um orfanato.

Durante esse tempo, ela chegou a viver alguns meses  com a mãe, que reapareceu dizendo que havia encontrado um lar – mas acabou se mostrando incapaz de cuidar da filha. É dessas idas e vindas que fala a canção, talvez comparando o piano à mãe de Marilyn – mas certamente falando da própria Marilyn, que passou o resto da vida se achando rejeitada por causa da infância infeliz e cometendo seus próprios erros.

Isso já é um grande lance da música (de Marc Shaiman e Scott Wittman, como as demais da série), mas há ainda uma quarta camada de significação da música: ela fala, naquele momento, da própria Ivy.

Após anos trabalhando duro como corista da Broadway, inegavelmente muito talentosa e depois de ser escolhida para o papel principal, ela é substituída, considerada instável e consegue este momento através de uma atitude muito sacana. E, com tudo isso, a cena é emocionante a ponto de bagunçar nossas racionalidades! Ela aí também é um ‘piano quebrado de segunda mão’ mostrando que ainda pode ter algo de bom para dar – e perceber isso dá ao número uma força muito maior.

E há a maneira como o número é apresentado para nós, espectadores de casa. O normal, em Smash, nesses números que são apresentados nas cenas de ensaio, é a série “imaginar” como seria o número pronto, no palco. Então, começa com os atores com roupas de ensaio e caixotes no lugar dos adereços de cena e, em algum momento, eles aparecem com o figurino, a atriz caracterizada de Marilyn, iluminação.

Em “Second hand white baby grand”, essa “muleta” nem é usada. O foco é mesmo Ivy e, tirando as cenas mostrando outros personagens em sua intimidade, basta ela em cima de seu caixote, com sua roupa simples e o olhar embevecido de sua audiência no momento, os colegas e chefes.

A série não diz se eles sabem que ela está cantando sobre si mesma. E nem mesmo se a própria Ivy sabe. Eu gosto de pensar, pela expressão de Megan Hilty perto do fim, que ela vai se dando conta disso no decorrer do número.

15 – “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J.B. Tanko

15 – OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES (1981), de J.B. Tanko

14 – “O Magico de Oz”, de Victor Fleming (1939)

14 – O MÁGICO DE OZ (1939), de Victor Fleming

13 – “Toy Story 3”, de Lee Unkrich

13 – TOY STORY 3 (2010), de Lee Unkrich

12 – “Perdidos na Noite” (1969), de John Schlesinger

12 – PERDIDOS NA NOITE (1969), de John Schlesinger

11 – “Ratatouille” (2007), de Brad Bird

11 – RATATOUILLE (2007), de Brad Bird

10 – “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” (2003), de Peter Jackson

10 – O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI (2003), de Peter Jackson

* Revendo o post percebi que faltava o número 9. Foi a deixa para incluir a lembrança do amigo nos comentários.

9 – “Butch Cassidy” (1969), de George Roy Hill

9 – BUTCH CASSIDY (1969), de George Roy Hill

8 – “Cinema Paradiso” (1988), de Giuseppe Tornatore

8 – CINEMA PARADISO (1988), de Giuseppe Tornatore

7 – “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004), de Alfonso Arau

7 – HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN (2004), de Alfonso Arau

6 – “Conta Comigo” (1986), de Rob Reiner

6 – CONTA COMIGO (1986), de Rob Reiner

5 – “Forrest Gump, o Contador de Histórias” (1994), de Robert Zemeckis

5 – FORREST GUMP, O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994), de Robert Zemeckis

4 – “E.T., o Extraterrestre” (1982), de Steven Spielberg

4 – E.T., O EXTRATERRESTRE (1982), de Steven Spielberg

3 – “Um Sonho de Liberdade” (1994), de Frank Darabont

3 – UM SONHO DE LIBERDADE (1994), de Frank Darabont

2 – “Thelma & Louise” (1991), de Ridley Scott

2 – THELMA & LOUISE (1991), de Ridley Scott

1 – “A Felicidade Não Se Compra” (1946), de Frank Capra

1 – A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946), de Frank Capra

35 - "Sonhos de um Sedutor" (1972)

35 – “Sonhos de um Sedutor” (1972)

35 – SONHOS DE UM SEDUTOR (1972), de Herbert Ross

34 - "Tootsie" (1982)

34 – “Tootsie” (1982)

34 – TOOTSIE (1982), de Sydney Pollack

33 - "Aladdin" (1992)

33 – “Aladdin” (1992)

33 – ALADDIN (1992), de John Musker e Ron Clements

32 - "Romeu & Julieta" (1968)

32 – “Romeu & Julieta” (1968)

32 – ROMEU E JULIETA (1968), de Franco Zefirelli

31 - "Jules e Jim - Uma Mulher para Dois" (1961)

31 – “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois” (1961)

31 – JULES E JIM –  UMA MULHER PARA DOIS (1961), de François Truffaut

30 - "Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas" (1967)

30 – “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967)

30 – BONNIE & CLYDE –  UMA RAJADA DE BALAS (1967), de Arthur Penn

29 - "Desencanto" (1945)

29 – “Desencanto” (1945)

29 – DESENCANTO (1945), de David Lean

28 - "Sabrina" (1954)

28 – “Sabrina” (1954)

28 – SABRINA (1954), de Billy Wilder

27 - "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" (2001)

27 – “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001)

27 – O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (2001), de Jean-Pierre Jeunet

26 - "Ritmo Louco" (1935)

26 – “Ritmo Louco” (1935)

26 – RITMO LOUCO (1935), de George Stevens

25 - "Forrest Gump, o Contador de Histórias" (1994)

25 – “Forrest Gump, o Contador de Histórias” (1994)

25 – FORREST GUMP, O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994), de Robert Zemeckis

24 - "A Felicidade Não Se Compra" (1946)

24 – “A Felicidade Não Se Compra” (1946)

24 – A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946), de Frank Capra

23 - "A Dama e o Vagabundo" (1955)

23 – “A Dama e o Vagabundo” (1955)

23 – A DAMA E O VAGABUNDO (1955), de Clyde Geronimi, Wifred Jackson e Hamilton Luske

22 - "Todas as Mulheres do Mundo" (1967)

22 – “Todas as Mulheres do Mundo” (1967)

22 – TODAS AS MULHERES DO MUNDO (1967), de Domingos Oliveira

21 - "Se Meu Apartamento Falasse" (1960)

21 – “Se Meu Apartamento Falasse” (1960)

21 – SE MEU APARTAMENTO FALASSE (1960), de Billy Wilder

20 - "Antes do Amanhecer" (1994)

20 – “Antes do Amanhecer” (1994)

20 – ANTES DO AMANHECER (1994), de Richard Linklater

19 - "Cupido É Moleque Teimoso" (1937)

19 – “Cupido É Moleque Teimoso” (1937)

19 – CUPIDO É MOLEQUE TEIMOSO (1937), de Leo McCarey

18 - "Aconteceu Naquela Noite" (1934)

18 – “Aconteceu Naquela Noite” (1934)

18 – ACONTECEU NAQUELA NOITE (1934), de Frank Capra

16 - "Quatro Casamentos e um Funeral" (1994)

17 – “Quatro Casamentos e um Funeral” (1994)

17 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994), de Mike Newell

16 - "A Bela e a Fera" (1991)

16 – “A Bela e a Fera” (1991)

16 – A BELA E A FERA (1991), de Gary Trousdale e Kirk Wise

15 - "Amor, Sublime Amor" (1961)

15 – “Amor, Sublime Amor” (1961)

15 – AMOR, SUBLIME AMOR (1961), de Robert Wise e Jerome Robbins

14 - "Quem Quer Ser um MIlionário?" (2008)

14 – “Quem Quer Ser um Milionário?” (2008)

14 – QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? (2008), de Danny Boyle

13 - "...E o Vento Levou" (1939)

13 – “…E o Vento Levou” (1939)

13 – …E O VENTO LEVOU (1939), de Victor Fleming

12 - "Muito Barulho por Nada" (1993)

12 – “Muito Barulho por Nada” (1993)

12 – MUITO BARULHO POR NADA (1993), de Kenneth Branagh

11 - "Manhattan" (1979)

11 – “Manhattan” (1979)

11 – MANHATTAN (1979), de Woody Allen

10 - "Bonequinha de Luxo" (1961)

10 – “Bonequinha de Luxo” (1961)

10 – BONEQUINHA DE LUXO (1961), de Blake Edwards

9 - "Wall-E" (2008)

9 – “Wall-E” (2008)

9 – WALL-E (2008), de Andrew Stanton

8 - "O Feitiço de Áquila" (1985)

8 – “O Feitiço de Áquila” (1985)

8 – O FEITIÇO DE ÁQUILA (1985), de Richard Donner

7 - "Depois do Vendaval" (1952)

7 – “Depois do Vendaval” (1952)

7 – DEPOIS DO VENDAVAL (1952), de John Ford

6 - "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" (2004)

6 – “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004)

6 – BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEBRANÇAS (2004), de Michel Gondry

5 - "Luzes da Cidade" (1931)

5 – “Luzes da Cidade” (1931)

5 – LUZES DA CIDADE (1931), de Charles Chaplin

4 - "Harry e Sally, Feitos um para o Outro" (1989)

4 – “Harry e Sally, Feitos um para o Outro” (1989)

4 – HARRY E SALLY, FEITOS UM PARA O OUTRO (1989), de Rob Reiner

3 - "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (1977)

3 – “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977)

3 – NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (1977), de Woody Allen

2 - "A Princesa e o Plebeu" (1953)

2 – “A Princesa e o Plebeu” (1953)

2 – A PRINCESA E O PLEBEU (1953), de William Wyler

1 - "Casablanca" (1942)

1 – “Casablanca” (1942)

1 – CASABLANCA (1942), de Michael Curtiz

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