You are currently browsing the tag archive for the ‘Netflix’ tag.

Glow - 2017 - 01

Lindas garotas da luta livre: “Glow”

Coluna Cinemascope (#41). Correio da Paraíba, 5/7/2017 

Mulheres, ringue, anos 1980

por Renato Félix

Antes dessa moda dos vale-tudos e UFC, houve a luta livre, o telecatch. Não cheguei a ver os áureos tempos de Ted Boy Marino e companhia, mas era espectador de um programa americano do gênero, que o SBT exibia lá nos anos 1980. Esses programas combinavam lutas e encenações, os lutadores encarnavam personagens e havia muito mais fantasia que escoriações e sangue.

Lembro até hoje de personagens desse programa. O Sr. Maravilha, a dupla Abelhas Assassinas e, claro, Hulk Hogan, que já era o maioral absoluto ali.

Por isso, parece algo absolutamente natural que os anos 1980 sejam a ambientação da ótima série Glow, que estreou há poucos dias  na Netflix. Mas, mais do que isso, é uma ambientação verdadeira, porque existiu mesmo uma série chamada Glow – Gorgeous Ladies of Wrestling (“Garotas bonitas da luta livre”), que colocava mulheres no ringue, entre 1986 e 1989.

As lutadoras/ atrizes interpretavam personagens como Liberty, Colonel Ninotchka, Zelda the Brain e por aí vai. A série da Netflix meio que reconta como surgiu o show original, com personagens mais ou menos baseados nos verdadeiros nomes. Agora temos Liberty Bell, Zoya the Destroya, Britannica, Beirut the Mad Bomber…

A série consegue reproduzir bastante do aspecto de diversão do período e transita pelo terreno espinhoso do comentário sobre o papel reservado às mulheres no meio artístico naquela época. Alison Brie, ótima atriz da série Mad Men, abre Glow lendo falas fortes para um teste, mas é advertida: “Você está lendo a fala do homem”. A da mulher é tipo “A sua esposa está na linha 2”.

A luta livre, por mais aproveitadora que pareça ser da figura feminina, é, para aquelas personagens, naquele contexto, a oportunidade de desenvolver um trabalho artístico e de ter um reconhecimento. Glow é bem carinhosa com suas personagens, apesar dos golpes da vida.

<< Anterior: Filmando e fazendo história

U716574ACME

O coronel Frank Capra, em 1944, mostrando serviço

Coluna Cinemascope (#26). Correio da Paraíba, 15/3/2017

Filmando e fazendo história

por Renato Félix

Mark Harris é um jornalista a mericano que foi editor executivo da Entertainment Weekly e escreveu em 2008 o livro Cenas de uma Revolução – O Nascimento da Nova Hollywood (L&PM), sobre esse período brilhante do cinema americano a partir dos cinco indicados a melhor filme no Oscar de 1967.

Em 2014, veio Cinco Voltaram (Objetiva), com foco em cinco super diretores de Hollywood e seu trabalho com documentários no front da II Guerra Mundial. São eles Frank Capra, John Ford, John Huston, George Stevens e William Wyler.

É uma história conhecida, mas pouco vista. Quem assistiu a esses documentários nas últimas décadas? Mas o livro gerou uma série documental que o Netflix estreia no final deste mês, no dia 31: Five Came Back  vai contar em três partes essa história e ressucitar essas imagens.

Escrita por Harris, a série terá também o olhar de cinco diretores modernos – Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, Guillermo del Toro, Lawrence Kasdan e Paul Greengrass – e narração de Meryl Streep. Além das imagens da guerra, a série promete se debruçar sobre como a experiência mexeu com os próprios diretores.

Todos os cinco partiram para grandes fases em suas carreiras quando voltaram da Europa. Capra entregou logo A Felicidade Não Se Compra (1946) e Wyler, Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946). Huston fez pouco depois O Tesouro de Sierra Madre (1948). Stevens dirigiu sua trilogia da formação da América (Um Lugar ao Sol, 1951; Os Brutos Também Amam, 1953; Assim Caminha a Humanidade, 1956). E Ford logo faria nada menos que Rastros de Ódio (1956).

Viram, filmaram e fizeram história.

<< Anterior: Por que Moonlight venceu
>> Próxima: Mulheres, ringue, anos 1980

Sigam-me os bons (no Twitter)

  • Caro @cinespaco , a Espaço Filmes está distribuindo o documentário 'Gatos', não está? Logo, ele ainda vai passar em João Pessoa, não vai?Publicado há 1 hour ago
  • O maior mistério acerca de 'Dunkirk' é: por que diabos esse filme, no Brasil, não se chama DUNQUERQUE?Publicado há 1 hour ago
  • Esse imbroglio do carnaval carioca por quem conhece e vai mais fundo no tema. fb.me/5g1EQqTFAPublicado há 3 hours ago
julho 2017
D S T Q Q S S
« jun    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Cenas da Vida

Páginas

Estatísticas

  • 1,253,761 hits