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O Netflix divulgou o primeiro trailer de Narcos, seriado de José Padilha com Wagner Moura como Pablo Escobar. Parece que tem uma boa pegada!

Serão 10 episódios, disponíveis a partir de 28 de agosto.

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O Homem-Morcego chegou ao cinema pela primeira vez há 70 anos, em 1943, com o seriado em episódios Batman. Em 15 capítulos, naquele estilo “continua na próxima semana”, tinha Lewis Wilson como Batman e Douglas Croft como Robin. Eram os tempos da II Guerra Mundial e o vilão era um certo Dr. Daka, um agente japonês. Foi nesse seriado que surgiu a Batcaverna, com a entrada secreta pelo grande relógio na mansão Wayne. Fez muito sucesso: teve uma continuação em 1949 e foi relançado, em 1965, e esse relançamento foi tão popular que acabou inspirando a mitológica série de TV Batman.

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Don Adams, o eterno Agente 86, nasceu em 1923, há 90 anos. De comediante stand-up nos anos 1950, ele só chegou aos  pequenos papéis na TV na década seguinte. Mas, aí, rapidamente emplacou o papel principal que definiria sua carreira: Maxwell Smart na antológica Agente 86, que durou cinco temporadas (de 1965 a 1970) e passou da TV preto-e-branco para a colorida. Ele voltaria ao personagem em um filme (A Bomba que Desnuda, 1980), um telefilme (Agente 86… De Novo?!, 1989) e a retomada da série em 1995, que durou só sete episódios. Ele ganhou três Emmys consecutivos pelo papel de Maxwell Smart (de 1967 a 1969). Ele também foi dublador: é dele a voz do Inspetor Bugiganga (1983-1986)!

Ivy (Megan Hilty) cantando “Second hand white baby grand”, em “Smash”

Ontem revi o 12º episódio de Smash no Universal Channel. A reta final da primeira temporada da série é excelente, mas um momento em particular chegou ao sublime, para mim – e ontem assisti o episódio mais uma vez só para vê-lo de novo. É “Second hand white baby grand”, o número musical que encerra o episódio.

A música é uma memória de Marilyn Monroe sobre sua mãe (contexto, para quem não assiste: Smash é sobre os bastidores da criação de um musical da Broadway sobre a vida de Marilyn, e a disputa de duas atrizes pelo papel principal). Não vou entrar em muitos detalhes da trama, mas basta saber que essa música vai ser ensaiada completa pela primeira vez e uma das protagonistas, Karen (Katharine McPhee) é escalada para isso – e, no processo de aprendizado da música, foi muito elogiada por todos.

No entanto, no dia do ensaio, ela é enganada por sua concorrente, Ivy (Megan Hilty) que no momento está apenas no coro. Nesse momento da série, Ivy já havia sido a Marilyn escolhida, mas havia caído em desgraça: foi substituída por uma atriz famosa e entrou em crise. Seria sua chance de virar uma estrela, mas acabou tendo que voltar para o coro do musical onde trabalhava antes. Para piorar, entra em cena bêbada, arruina a apresentação do dia e é demitida.

Na pior, acaba tendo uma chance de voltar a Bombshell, o espetáculo retratado em Smash – mas no coro. Só que, com a artimanha para afastar Karen, acaba ganhando a chance de interpretar a canção neste ensaio.

A cena está neste link (só a encontrei numa espécie de youtube chinês).

(ATUALIZAÇÃO: estamos em 2013 e finalmente achei o número no youtube. Segue abaixo)

Na música o “Second hand white baby grand” é um piano de segunda mão e quebrado que a mãe de Marilyn teria comprado de um astro do cinema mudo (ao menos, na canção). E o refrão diz que algo de segunda mão e quebrado ainda pode emitir um belo som ou, em geral, ter algo de bom para dar (leia a letra aqui).

Não é desconhecida a difícil história de Marilyn com sua mãe, Gladys, emocionalmente instável (para dizer o mínimo). Ela abandonou a filha ainda criança, e Marilyn (ainda Norma Jeane Baker) acabou passando boa parte da infância sendo criada por outras famílias (o pai dela até hoje não se sabe 100% quem é) e chegou a ficar sob a guarda do Estado e parar em um orfanato.

Durante esse tempo, ela chegou a viver alguns meses  com a mãe, que reapareceu dizendo que havia encontrado um lar – mas acabou se mostrando incapaz de cuidar da filha. É dessas idas e vindas que fala a canção, talvez comparando o piano à mãe de Marilyn – mas certamente falando da própria Marilyn, que passou o resto da vida se achando rejeitada por causa da infância infeliz e cometendo seus próprios erros.

Isso já é um grande lance da música (de Marc Shaiman e Scott Wittman, como as demais da série), mas há ainda uma quarta camada de significação da música: ela fala, naquele momento, da própria Ivy.

Após anos trabalhando duro como corista da Broadway, inegavelmente muito talentosa e depois de ser escolhida para o papel principal, ela é substituída, considerada instável e consegue este momento através de uma atitude muito sacana. E, com tudo isso, a cena é emocionante a ponto de bagunçar nossas racionalidades! Ela aí também é um ‘piano quebrado de segunda mão’ mostrando que ainda pode ter algo de bom para dar – e perceber isso dá ao número uma força muito maior.

E há a maneira como o número é apresentado para nós, espectadores de casa. O normal, em Smash, nesses números que são apresentados nas cenas de ensaio, é a série “imaginar” como seria o número pronto, no palco. Então, começa com os atores com roupas de ensaio e caixotes no lugar dos adereços de cena e, em algum momento, eles aparecem com o figurino, a atriz caracterizada de Marilyn, iluminação.

Em “Second hand white baby grand”, essa “muleta” nem é usada. O foco é mesmo Ivy e, tirando as cenas mostrando outros personagens em sua intimidade, basta ela em cima de seu caixote, com sua roupa simples e o olhar embevecido de sua audiência no momento, os colegas e chefes.

A série não diz se eles sabem que ela está cantando sobre si mesma. E nem mesmo se a própria Ivy sabe. Eu gosto de pensar, pela expressão de Megan Hilty perto do fim, que ela vai se dando conta disso no decorrer do número.

Eu coleciono DVDs. Gostaria muito de ter na minha coleção Os Simpsons – O Filme. E Ensaio sobre a Cegueira. Mas não os tenho. E por quê? Porque a Fox, distribuidora dos dois filmes, inventou de lançá-los apenas em caixinhas fininhas que eles chamam de slim e eu chamo de “quase pirata”. Não comprei, claro, e não comprarei.

Como eu, muitos colecionadores internet afora não gastam seu suado dinheirinho em produtos de tão baixa qualidade. Resultado: a campanha “Me respeite, Fox”, a qual este blog apóia totalmente.

Há muitos outros motivos para que ela exista – séries descontinuadas (minha Ally McBeal, por exemplo, parou na terceira temporada e tive que recorrer à internet), inacreditáveis filmes lançados em envelopes de papelão e até mentiras no relançamento de produtos como “edição definitiva” e que se trata da mesmíssima edição já lançada anteriormente.

Veja os detalhes de tudo isso nesse post do Blog do Jotacê e se você é um consumidor minimamentew consciente faça também seu protesto contra a Fox. Inclusive enviando um e-mail para o vice-presidente de marketing da companhia nos Estados Unidos (o modelo e o endereço estão lá, no Jotacê).

O penteado mais estranho da noite, James Cameron recebe seu Globo de melhor direção

Houve um grande vencedor no Globo de Ouro 2010? A resposta é: não. As 14 categorias para cinema foram pulverizadas entre 11 filmes diferentes. Ninguém polarizou nada e mesmo Guerra ao Terror e Nine, que saíram sem prêmio algum, podem continuar aspirando um lugar entre os indicados ao Oscar, que serão anunciados dia 2.

Avatar ganhou onde poderia: nas categorias filme/ drama e direção. Parou aí, porque não tinha nenhum ator na disputa e ninguém daria a ele um prêmio de melhor roteiro, não é mesmo? Nesse quesito esperava-se que Tarantino ganhasse aí, por Bastardos Inglórios, mas foi Jason Reitman e Sheldon Turner que ficaram com o prêmio, por Amor sem Escalas.

(Em tempo: meu amigo André Ricardo Aguiar já viu e me disse hoje que dá vontade de revê-lo imediatamente assim que acaba. Sendo de Jason Reitman, dos ótimos Obrigado por Fumar e Juno, eu acredito. Foi mal, Tarantino).

Bastardos ganhou o que todo mundo já esperava e deve ser a única pedra realmente cantada do Oscar: o prêmio de coadjuvante para Christoph Waltz.

As vitórias de Avatar e, principalmente, de Se Beber, Nâo Case como filme musical ou comédia aproximam esquisitamente esse Globo de Ouro do MTV Movie Awards. Avatar não é um caso isolado, claro: outros filmes já venceram o Globo ou o Oscar pelo lado do espetáculo – Gladiador, por exemplo, foi um deles, e nem é bom, como Avatar é.

Não percamos muito tempo com a vitória de Se Beber, Não Case, uma grande bobagem. Não que o filme seja ruim – não é – mas há coisa muito melhor. O único lado bom é que ganhou uma comédia – e não um drama que concorra ali porque é musical (como já aconteceu tantas vezes). Mesmo assim, 500 Dias com Ela é muitíssimo mais cinema – e também é comédia, se for por isso.

Sandra Bullock: finalmente uma atriz séria?

Voltando à aproximação com a MTV (ou o People Choice Awards – dá na mesma, já que os dois premiam por votação popular), está lá Sandra Bullock como a melhor atriz dramática. Dizem que a Academia adora histórias de redenção, mas é a Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood que vem mostrando nçao resistir a uma delas.

Mickey Rourke ganhou no ano passado, por exemplo. Não é o caso de Sandra, claro, que sempre foi uma estável fonte de bilheteria. Mas é um daqueles casos de uma atriz nunca levada a sério finalmente ter uma grande atuação e sair premiada – como aconteceu com Sharon Stone em Cassino, em 1995. Nem Sharon, nem Rourke ganharam o Oscar depois, mas este ano a disouta está tão equilibrada que pode sobrar para Sandra mesmo.

E – que diabo! – ela até pode estar mesmo ótima no filme.

Quem há muito tempo merecia um reconhecimento e conseguiu no Globo é Jeff Bridges. Grande ator – muito melhor que seu quase sósia Kurt Russell -, ele nunca tinha ganhado um Globo de Ouro na vida (muito menos ganhou um Oscar). A estrada é longa e George Clooney e Colin Firth permanecem na briga, mas Bridges também está nela.

Robert Downey Jr. ganhou como melhor ator/ musical ou comédia, em Sherlock Holmes – o que diz muito, sobretudo, sobre o filme. Meryl Streep, que, assim como Sandra Bullock, concorria em duas indicações simultâneas, também levou o seu: o de atriz em musical ou comédia por Julie & Julia. Foi o seu sétimo prêmio, em uma lista de inacreditáveis 25 indicações.

Scorsese, entre De Niro e DiCaprio: um dos maiores cinéfilos do mundo

Foi uma boa noite para a Pixar, que conseguiu sair do gueto de filme de animação e faturou este prêmio e mais um: o de trilha sonora. O de filme de língua não inglesa ficou com A Fita Branca, do alemão Michael Haneke – derrotando Almodóvar.

E teve aquele momento especial que foi a homenagem a Martin Scorsese, que recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto da obra das mãos dos amigos e colaboradores Robert De Niro e Leonardo DiCaprio. Scorsese foi lembrado não apenas pelo grande cineasta que é, mas também como cinéfilo – que trabalha inclusive pela preservação da memória do cinema, através de restaurações de clássicos em perigo de desaparecimento e outras ações.

E o discurso de De Niro foi grande: “Ele come filmes, bebe filme, dorme filmes. E deve até fazer sexo com filmes”. Scorsese merece tudo, é um dos meus heróis.

Veja aí as categorias todas, inclusive as de TV.

Cinema

Filme/drama: Avatar
Filme/ musical ou comédia: Se Beber, Não Case
Filme de animação: Up – Altas Aventuras
Filme de língua não inglesa: A Fita Branca
Direção: James Cameron (Avatar)
Ator/ drama: Jeff Bridges (Crazy Heart)
Actor/ musical ou comédia: Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes)
Atriz/ drama: Sandra Bullock (The Blind Side)
Atriz/ musical ou comédia: Meryl Streep (Julie & Julia)
Ator coadjuvante: Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)
Atriz coadjuvante: Mo’Nique (Preciosa)
Roteiro: Amor sem Escalas, por Jason Reitman e Sheldon Turner
Trilha sonora original: Up – Altas Aventuras, por Michael Giacchino
Canção original: “The Weary Kind”(Crazy Heart), por T-Bone Burnett, Ryan Bingham

TV

Série/ drama: Mad Men
Série/ musical ou comédia: Glee
Minissérie ou telefilme: Grey Gardens
Ator/ série/ drama: Michael C. Hall (Dexter)
Ator/ série/ musical ou comédia: Alec Baldwin (30 Rock)
Ator/ minissérie ou telefilme: Kevin Bacon (Taking Chance)
Atriz/ série/ drama: Julianna Margulies (The Good Wife)
Atriz/ série/ musical ou comédia: Toni Collette (United States of Tara)
Atriz/ minissérie ou telefilme: Drew Barrymore (Grey Gardens)
Ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: John Lithgow (Dexter)
Atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: Chloë Sevigny (Big Love)

Este post é para alguns amigos que pediram e estão acostumados com esse tipo de ajuda. Não fique constrangido: você pode pular para o próximo ou encará-lo como dicas pra você mesmo, se quiser.

Meu aniversário está aí e compreendo meus amigos que costumam quebrar a cachola para me dar um presentinho. Com meus mais de 600 DVDs na estante, é difícil saber o que eu tenho e o que não tenho. Eu costumava ter uma lista num site que minha linda amiga Vívian montou certa vez (agora, desativado). Assim, vou dar umas dicas para ajudar os interessados.

Por exemplo, tem uns livros do Ruy Castro que eu ainda não tenho. Como o mais recente, O Leitor Apaixonado. Mas também posso aceitar o Era no Tempo do Rei ou o Rio Bossa Nova – Um Roteiro Lítero Musical. Ou ainda, alguma coisa editada e traduzida por ele, como O Livro dos Insultos, com textos de H.L. Mencken.

Há DVDs, sim, que eu quero ter e ainda não consegui. Por exemplo, o Persépolis duplo, os qualquer uma das três temporadas da série clássica de Jornada nas Estrelas, ou até Alf, o E.Teimoso. Ainda nas série, poderia ser qualquer uma das quatro temporadas de A Gata e o Rato.

E não acharia mal ganhar a edição dupla de Homem de Ferro, por exemplo. Ou o quarto volume da série animada do Batman (atenção, hein? Eu já tenho as três primeiras).

Há diversos clássicos que estão na minha mira. Ser ou Não Ser, A Caixa de Pandora (e se alguém se aventurar em me dar a edição importada da Criterion Collection, também não reclamo, hehehe).

Vale até ficar na promessa de mimos que estão saindo aí neste fim de ano. Por exemplo, as extraordinárias edições comemorativas de 70 anos de …E o Vento Levou e O Mágico de Oz, que só saem em dezembro. A Warner prometeu muita coisa para este fim de ano: a reedição em widescreen dos DVDs da série Harry Potter, o genial Intriga Internacional de Hitchcock em edição dupla e extras (espero) legendados, e o primeiro volume da coleção dos desenhos de Charlie Brown e Snoopy restaurados e em ordem cronológica

E por falar em Peanuts, a L&PM está lançando este mês o primeiro volume do sensacional Peanuts Completo. Vou fazer a coleção, é óbvio. Mas há muita coisa de quadrinhos aí que são uma tentação. Retalhos, o Gênesis de Crumb (o Vladimir Carvalho me ligou de Brasília para dizer que comprou e achou sensacional) e até o Turma da Mônica – Romeu & Julieta (o MSP 50 e o Bidu 50 Anos, naturalmente, já tenho). Ou o Verão Índio, no Manara e do Hugo Pratt.

Falando em Pratt, também fico feliz com qualquer edição de Corto Maltese ou Tintim, já que não tenho nenhuma. Mas as primeiras são, respectivamente, A Balada do Mar Salgado e Tintim no País dos Sovietes – só para lembrar.

Na linha dos super-heróis também tem muita coisa legal. Tem a Biblioteca DC Mulher Maravilha ou Os Novos Titãs, mas mesmo um da serie Grandes Clássicos DC, como Lanterna Verde e Arqueiro Verde, eu gostaria de ganhar. Só não vale Batman – Ano Um, que eu já tenho. Ou as séries Crônicas, DC 70 Anos e Superman 70 Anos, que também já tenho.

De Asterix, então, a lista é grande, porque eu tenho uns 15, mas falta mais da metade da coleção. Pode ser qualquer um desses: A Cizânia, Asterix entre os Helvéticos, O Domínio dos Deuses, Os Louros de César, O Adivinho, O Presente de César, A Grande Travessia, Asterix entre os Belgas, O Grande Fosso, A Odisséia de Asterix, O Filho de Asterix, As 1001 Horas de Asterix, A Rosa e o Gládio ou A Galera de Obelix. Ou até o novo O Aniversário de Asterix e Obelix – O Livro de Ouro, que está saindo este mês.

CD? Qualquer um da nova edição dos Beatles serve.

87. Julia-Louis Dreyfus

Julia_Seinfeld

A esfuziante Julia, a mulher que é um dos rapazes em "Seinfeld"

No cinema, ela esteve em dois filmes de Woody Allen – mas não era um dos principais nomes. A razão de Julia estar aqui é pela parceria com outro gênio da comédia: Jerry Seinfeld. Na TV, ela criou a adorável, irritante, doce, egoísta, alegre, obcecada, frágil e sabe-tudo Elaine Benes – um dos pilares do quarteto do seriado Seinfeld. Difícil imaginar alguém melhor que Julia para o papel: ela tem a irreverência necessária para ser “um dos rapazes”, sem perder o ar sexy e atraente. São incontáveis os momentos antológicos de Julia:  dança dos chutinhos, o duelo com o “nazista da sopa”, a negociação do sexo para não estragar a amizade, a confissão de que fingia orgasmos com o ex-namorado, seus chefes estranhos e até suas risadas nos erros de gravação…

Vá atrás: Hannah e Suas Irmãs (1986); Desconstruindo Harry (1997); Seinfeld (1988-1998); The New Adventures of Old Christine (2006-ainda em produção).

Cena: Elaine conta que fingiu orgasmos com Jerry em um dos episódios de Seinfeld

Atriz anterior: Zooey Deschanel

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"As Panteras", 1976

"As Panteras", 1976

"A Morte Ronda a Pantera", 1979

"A Morte Ronda a Pantera", 1979

"Cama Ardente", 1984

"Cama Ardente", 1984

"Seduzida ao Extremo", 1986

"Seduzida ao Extremo", 1986

série "Sin City", 2001

"Sin City", 2001

Que Cameron Diaz, Lucy Liu e Drew Barrymore, que nada! Panteras mesmo eram as dos anos 1970: Kate Capshaw, Jaclyn Smith e Farrah Fawcett. É incrível lembrar que Farrah só participou da primeira temporada de As Panteras, das cinco que a série teve. Nenhuma das substitutas, porém, teve o mesmo magnetismo que a texana Farrah teve como Jill Munroe. Ela não conseguiu destaque no cinema, mas conseguiu mostrar talento em telefilmes, como Cama Ardente (1984), sendo indicada a Emmys  (três vezes) e ao Globo de Ouro (quatro por telefilmes, uma por As Panteras e outra pelo filme Seduzida ao Extremo, em 1986). Lutou um ano e meio contra um câncer até morrer ontem, aos 62 anos. Um das mulheres mais lindas dos anos 1970.

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…Estas são as viagens do Comic Show. A tripulação da Enterprise não contava com essa! O videocast chega ao sétimo episódio jogando seus feisers sobre a franquia Jornada nas Estrelas e o novo filme, Star Trek. A abertura está genial, garanto, e o programa teve até uma aparição alienígena (não, não estou falando do Wendell). Assistam. Agora! E depois, podem conferir as seis edições anteriores.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “Cyberespaço, a fronteira final…“, posted with vodpod

19. Will & Grace (Will & Grace, 1998-2006)

Hayes, McCormack, Debra e Megan: a química é tudo

Hayes, McCormack, Debra e Megan: a química é tudo

Quando começaram a ser contadas as desventuras dos ex-namorados Grace e Will, vizinhos e amigos e ele, agora, gay, mostrar homossexuais com franqueza ainda era uma novidade na televisão. Nesse ponto, a série Will & Grace ajudou a abrir portas importantes, mas o forte é a química perfeita entre os personagens e seus dois coadjuvantes absolutamente impagáveis. Enquanto o advogado Will (Eric McCormack) é, digamos, contido, seu amigo Jack (Sean Hayes) solta a franga 100% do tempo. Por outro lado, a designer de interiores Grace (Debra Messing, linda e sempre ótima) tem que aturar a rica, irritante e sem medo algum de ser incoveniente Karen (Megan Mullally). Equilibrando as risadas, está a incomum, mas doce – e algumas vezes até comovente – história de amor platônico entre um casal que já namorou, terminaram porque o rapaz é gay, mas continuam se amando platonicamente.

Série número 20: Sex and the City/ Sexo e a Cidade

20. Sex and the City/ Sexo e a Cidade (Sex and the City, 1998 – 2004)

Um quarteto que se completa

Um quarteto que se completa

Os homens costumam torcer o nariz para essa série – e quem irá culpá-los? São muitas vezes mostrados como eles realmente são, por uma ótica feminina. Um tanto maniqueísta, é verdade, mas um dos méritos da série é mostrar que muitos dos problemas femininos vem da cabecinha das próprias mulheres. Há vários outros, começando pela inteligência do enredo e dos diálogos, a franqueza dos temas tratados, o bom humor que funciona quase sempre e a capacidade de cativar pelas quatro personagens, que são diferentes entre si e se completam em suas idiossincrasias. As atrizes que as interpretam são todas ótimas, mas principalmente Cynthia Nixon, como Miranda Hobbes.

Série número 21: Chips

Vitória dupla para Kate

Vitória dupla para Kate

Mickey Rourke que me desculpe, mas se eu tivesse que escolher “o” momento do Globo de Ouro, ficaria entre a ovação de pé para o anúncio de Heath Ledger como melhor ator coadjuvante e o prêmio de melhor atriz/ drama para Kate Winslet, por Foi Apenas um Sonho – o segundo dela da noite.

Como ela já tinha ganhado o de atriz coadjuvante por The Reader (eu esperava que fosse para a Penélope Cruz), as chances para melhor atriz ficariam reduzidas. Não vi nenhum dos filmes das indicadas ainda, mas Kate merece ganhar faz tempo. “Me desculpem, mas eu não costumo ganhar coisas”, disse ela, no primeiro discurso. Aí, mesmo gostando muito de Anne Hathaway, torci muito para que Kate fizesse história e ganhasse também o de melhor atriz/ drama.

Quando aconteceu, foi quase como um gol! Totalmente surpresa, ela pediu desculpas às outras indicadas até conseguir se recompor e agradecer. Sam Mendes deve agradecer aos céus todos os dias!

Bonito também foi o momento em que Heath Ledger foi anunciado como melhor ator coadjuvante. O Globo de Ouro desprezou um pouco Batman, o Cavaleiro das Trevas, mas a campanha rumo ao Oscar tem crescido nas últimas semanas. Ledger era o único que concorria e sua vitória foi aplaudida de pé. Ele pode ganhar o Oscar? Cada vez mais me convenço de que pode, sim.

A surpresa da noite foi a vitória de Mickey Rourke. Sean Penn tem sido o favorito, mas a volta por cima que Rourke tem dado na carreira parece ter comovido os jornalistas estrangeiros de Hollywood – mesmo que essa volta seja calcada em sua imagem esquisitona. Começando por Sin City e culminando neste The Wrestler. Ele agradeceu a seus cachorros (“Os que estão aqui e os que já se foram. Porque, às vezes, quando um homem está só, ele só tem os seus cachorros”) e, antes, ao diretor Darren Aronofsky, chamando-o de “son of a bitch” e recebendo de volta um simpático dedo estirado ao vivo para todo o mundo via satélite.

E Slumdog Millionaire faturou quatro Globos (filme/ drama, direção, roteiro e trilha sonora), deixou O Curioso Caso de Benjamin Button de mãos abanando e agora dispara como favorito ao Oscar. Uma vitória maiúscula, como dizem. E Waltz with Bakshir ganhando como filme de língua não inglesa mostra a força que pode ter uma animação. A vitória de Wall-E como longa do gênero foi pouco para a obra-prima que é o filme. Devia, pelo menos, estar indicado também a roteiro e a filme/ comédia ou musical.

Na área de musical ou comédia, gostei da vitória de Vicky Cristina Barcelona como filme, claro, e minha aposta em Sally Hawkins como melhor atriz se concretizou (por Happy-Go-Lucky, que vai se chamar aqui Simplesmente Feliz).

"Dianefan, you can suck it"

"Dianefan, you can suck it"

Na área de TV, confirmou-se o que já tínhamos visto no Emmy. A vitória acachapante de John Adams, entre as minisséries e telefilmes, de Madmen, entre as séries dramáticas, e de 30 Rock, entre as séries cômicas.

No caso de 30 Rock, eu nunca assisti a um episódio sequer, mas já sou um grande admirador de Tina Fey. A série levou o que pôde no segmento comédia: melhor ator (Alec Baldwin, que parece ter encontrado o papel de sua vida, já que ganhou de novo), melhor série e melhor atriz (Tina, também ganhando pela segunda vez seguida). Foi uma delícia vê-la dizendo “Quando a gente começa a se achar bom demais, eles tem essa coisa chamada internet, onde você pode achar um monte de gente que não gosta de você. Eu quero citar algumas delas agora. Babs in la Cross, you can suck it. Dianefan you can suck it. Cougar-letter, you can really suck it“.

E, para terminar: quando Scorsese ganhou o Oscar por Os Infiltrados, foi bonito ver a turma reunida para entregar o prêmio: Spielberg, Lucas e Coppola. Agora, com Spielberg recebendo o prêmio Cecil B. DeMille, foi também bonito ver Scorsese fazendo as honras e se emocionando no palco com a homenagem ao amigo.

A lista completa dos vencedores pode ser vista aqui.

kramerjerryGEORGE: Vai, vai, vai me apoiar nessa?

JERRY: Ah, claro.

(Kramer entra no apartamento)

GEORGE: Você é um bom amigo! Sabe, se você matasse alguém, eu não te entregaria!

(George sai)

JERRY: É verdade? Kramer, se eu matasse alguém, você me entregaria?

KRAMER: Definitvamente.

JERRY: Tá brincando!

KRAMER: Não, não. Eu te entregaria.

JERRY: Você me entregaria?!

KRAMER: Não ia nem piscar.

JERRY: Não acredito nisso. Você devia ser meu amigo!

KRAMER: Que tipo de pessoa é você, saindo por aí matando gente?

JERRY: Com certeza, eu teria um bom motivo!

KRAMER: Se você matou essa pessoa, quem garante que eu não seja o próximo?

JERRY: Mas você me conhece!

KRAMER: Pensei que conhecesse!

Seinfeld, 7ª temporada

22. Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 1976-1979)

Lynda Carter como a princesa Diana

Lynda Carter como a princesa Diana

Fazer uma série com a Mulher-Maravilha era algo muito corajoso com todas as limitações técnicas que haviam nos anos 1970. Haviam coisas difíceis de engolir, como o avião invisível que parecia (e devia ser mesmo) de plástico, mas o seriado marcou época e tudo partiu da escalação de uma atriz ideal para o papel: a ex-Miss América Lynda Carter, até hoje identificada com a princesa amazona. Isso fica ainda mais claro quando se descobre que foi produzido um primeiro piloto em que a Mulher-Maravilha era… loira! Não deu certo, claro, os produtores caíram em si e não só voltaram ao cânone dos quadrinhos como ainda situaram os episódios durante a Segunda Guerra, época original em que a Princesa Diana surgiu nos gibis. Na segunda e terceira temporadas, as aventuras se desenrolavam nos próprios anos 1970 – mas com Lynda Carter ainda desfilando aquele charme. E ainda tinha aquela transformação tão legal que o desenho da Liga da Justiça acabou trazendo de volta.

Série número 23: Arquivo X.

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