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Ivy (Megan Hilty) cantando “Second hand white baby grand”, em “Smash”

Ontem revi o 12º episódio de Smash no Universal Channel. A reta final da primeira temporada da série é excelente, mas um momento em particular chegou ao sublime, para mim – e ontem assisti o episódio mais uma vez só para vê-lo de novo. É “Second hand white baby grand”, o número musical que encerra o episódio.

A música é uma memória de Marilyn Monroe sobre sua mãe (contexto, para quem não assiste: Smash é sobre os bastidores da criação de um musical da Broadway sobre a vida de Marilyn, e a disputa de duas atrizes pelo papel principal). Não vou entrar em muitos detalhes da trama, mas basta saber que essa música vai ser ensaiada completa pela primeira vez e uma das protagonistas, Karen (Katharine McPhee) é escalada para isso – e, no processo de aprendizado da música, foi muito elogiada por todos.

No entanto, no dia do ensaio, ela é enganada por sua concorrente, Ivy (Megan Hilty) que no momento está apenas no coro. Nesse momento da série, Ivy já havia sido a Marilyn escolhida, mas havia caído em desgraça: foi substituída por uma atriz famosa e entrou em crise. Seria sua chance de virar uma estrela, mas acabou tendo que voltar para o coro do musical onde trabalhava antes. Para piorar, entra em cena bêbada, arruina a apresentação do dia e é demitida.

Na pior, acaba tendo uma chance de voltar a Bombshell, o espetáculo retratado em Smash – mas no coro. Só que, com a artimanha para afastar Karen, acaba ganhando a chance de interpretar a canção neste ensaio.

A cena está neste link (só a encontrei numa espécie de youtube chinês).

(ATUALIZAÇÃO: estamos em 2013 e finalmente achei o número no youtube. Segue abaixo)

Na música o “Second hand white baby grand” é um piano de segunda mão e quebrado que a mãe de Marilyn teria comprado de um astro do cinema mudo (ao menos, na canção). E o refrão diz que algo de segunda mão e quebrado ainda pode emitir um belo som ou, em geral, ter algo de bom para dar (leia a letra aqui).

Não é desconhecida a difícil história de Marilyn com sua mãe, Gladys, emocionalmente instável (para dizer o mínimo). Ela abandonou a filha ainda criança, e Marilyn (ainda Norma Jeane Baker) acabou passando boa parte da infância sendo criada por outras famílias (o pai dela até hoje não se sabe 100% quem é) e chegou a ficar sob a guarda do Estado e parar em um orfanato.

Durante esse tempo, ela chegou a viver alguns meses  com a mãe, que reapareceu dizendo que havia encontrado um lar – mas acabou se mostrando incapaz de cuidar da filha. É dessas idas e vindas que fala a canção, talvez comparando o piano à mãe de Marilyn – mas certamente falando da própria Marilyn, que passou o resto da vida se achando rejeitada por causa da infância infeliz e cometendo seus próprios erros.

Isso já é um grande lance da música (de Marc Shaiman e Scott Wittman, como as demais da série), mas há ainda uma quarta camada de significação da música: ela fala, naquele momento, da própria Ivy.

Após anos trabalhando duro como corista da Broadway, inegavelmente muito talentosa e depois de ser escolhida para o papel principal, ela é substituída, considerada instável e consegue este momento através de uma atitude muito sacana. E, com tudo isso, a cena é emocionante a ponto de bagunçar nossas racionalidades! Ela aí também é um ‘piano quebrado de segunda mão’ mostrando que ainda pode ter algo de bom para dar – e perceber isso dá ao número uma força muito maior.

E há a maneira como o número é apresentado para nós, espectadores de casa. O normal, em Smash, nesses números que são apresentados nas cenas de ensaio, é a série “imaginar” como seria o número pronto, no palco. Então, começa com os atores com roupas de ensaio e caixotes no lugar dos adereços de cena e, em algum momento, eles aparecem com o figurino, a atriz caracterizada de Marilyn, iluminação.

Em “Second hand white baby grand”, essa “muleta” nem é usada. O foco é mesmo Ivy e, tirando as cenas mostrando outros personagens em sua intimidade, basta ela em cima de seu caixote, com sua roupa simples e o olhar embevecido de sua audiência no momento, os colegas e chefes.

A série não diz se eles sabem que ela está cantando sobre si mesma. E nem mesmo se a própria Ivy sabe. Eu gosto de pensar, pela expressão de Megan Hilty perto do fim, que ela vai se dando conta disso no decorrer do número.

87. Julia-Louis Dreyfus

Julia_Seinfeld

A esfuziante Julia, a mulher que é um dos rapazes em "Seinfeld"

No cinema, ela esteve em dois filmes de Woody Allen – mas não era um dos principais nomes. A razão de Julia estar aqui é pela parceria com outro gênio da comédia: Jerry Seinfeld. Na TV, ela criou a adorável, irritante, doce, egoísta, alegre, obcecada, frágil e sabe-tudo Elaine Benes – um dos pilares do quarteto do seriado Seinfeld. Difícil imaginar alguém melhor que Julia para o papel: ela tem a irreverência necessária para ser “um dos rapazes”, sem perder o ar sexy e atraente. São incontáveis os momentos antológicos de Julia:  dança dos chutinhos, o duelo com o “nazista da sopa”, a negociação do sexo para não estragar a amizade, a confissão de que fingia orgasmos com o ex-namorado, seus chefes estranhos e até suas risadas nos erros de gravação…

Vá atrás: Hannah e Suas Irmãs (1986); Desconstruindo Harry (1997); Seinfeld (1988-1998); The New Adventures of Old Christine (2006-ainda em produção).

Cena: Elaine conta que fingiu orgasmos com Jerry em um dos episódios de Seinfeld

Atriz anterior: Zooey Deschanel

19. Will & Grace (Will & Grace, 1998-2006)

Hayes, McCormack, Debra e Megan: a química é tudo

Hayes, McCormack, Debra e Megan: a química é tudo

Quando começaram a ser contadas as desventuras dos ex-namorados Grace e Will, vizinhos e amigos e ele, agora, gay, mostrar homossexuais com franqueza ainda era uma novidade na televisão. Nesse ponto, a série Will & Grace ajudou a abrir portas importantes, mas o forte é a química perfeita entre os personagens e seus dois coadjuvantes absolutamente impagáveis. Enquanto o advogado Will (Eric McCormack) é, digamos, contido, seu amigo Jack (Sean Hayes) solta a franga 100% do tempo. Por outro lado, a designer de interiores Grace (Debra Messing, linda e sempre ótima) tem que aturar a rica, irritante e sem medo algum de ser incoveniente Karen (Megan Mullally). Equilibrando as risadas, está a incomum, mas doce – e algumas vezes até comovente – história de amor platônico entre um casal que já namorou, terminaram porque o rapaz é gay, mas continuam se amando platonicamente.

Série número 20: Sex and the City/ Sexo e a Cidade

20. Sex and the City/ Sexo e a Cidade (Sex and the City, 1998 – 2004)

Um quarteto que se completa

Um quarteto que se completa

Os homens costumam torcer o nariz para essa série – e quem irá culpá-los? São muitas vezes mostrados como eles realmente são, por uma ótica feminina. Um tanto maniqueísta, é verdade, mas um dos méritos da série é mostrar que muitos dos problemas femininos vem da cabecinha das próprias mulheres. Há vários outros, começando pela inteligência do enredo e dos diálogos, a franqueza dos temas tratados, o bom humor que funciona quase sempre e a capacidade de cativar pelas quatro personagens, que são diferentes entre si e se completam em suas idiossincrasias. As atrizes que as interpretam são todas ótimas, mas principalmente Cynthia Nixon, como Miranda Hobbes.

Série número 21: Chips

21. Chips (Chips, 1977-1983)

Jon e Ponch, vivendo na estrada

Jon e Ponch, vivendo na estrada

Uma das musiquinhas de abertura mais vivas na minha mente desde sempre é da de Chips. As aventuras dos oficiais motoqueiros Jon Baker (Larry Wilcox) e Frank Pocherello (Erik Estrada) eram acompanhadas por mim nas noites do SBT (e tive até uma moto a pilha dos Chips). O título da série é a sigla para California Highway Patrol e mostrava a dupla e seu dia-a-dia nas autoestradas de Los Angeles, tendo desde aventuras puxadas para a comédia até investigações criminais e apoio a paramédicos em graves acidentes de trânsito. Jon era o sério e Ponch, o descolado. Wilcox saiu da série em 1982 e foi substituído por Tom Reilly como Bobby Nelson, na sexta e última temporada.

Série número 22: Mulher-Maravilha

22. Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 1976-1979)

Lynda Carter como a princesa Diana

Lynda Carter como a princesa Diana

Fazer uma série com a Mulher-Maravilha era algo muito corajoso com todas as limitações técnicas que haviam nos anos 1970. Haviam coisas difíceis de engolir, como o avião invisível que parecia (e devia ser mesmo) de plástico, mas o seriado marcou época e tudo partiu da escalação de uma atriz ideal para o papel: a ex-Miss América Lynda Carter, até hoje identificada com a princesa amazona. Isso fica ainda mais claro quando se descobre que foi produzido um primeiro piloto em que a Mulher-Maravilha era… loira! Não deu certo, claro, os produtores caíram em si e não só voltaram ao cânone dos quadrinhos como ainda situaram os episódios durante a Segunda Guerra, época original em que a Princesa Diana surgiu nos gibis. Na segunda e terceira temporadas, as aventuras se desenrolavam nos próprios anos 1970 – mas com Lynda Carter ainda desfilando aquele charme. E ainda tinha aquela transformação tão legal que o desenho da Liga da Justiça acabou trazendo de volta.

Série número 23: Arquivo X.

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