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The Post

Meryl Streep e Tom Hanks: entre o furo e a prisão

THE POST – A GUERRA SECRETA
Estrelas-03 e meia juntas-site

A urgência do deadline

Para usar um termo da moda, The Post – A Guerra Secreta (2017) é uma espécie de prequel de Todos os Homens do Presidente (1976): uma continuação cuja história se passa antes do original. Enquanto o filme de Alan J. Pakula tratava da investigação do Washington Post que resultou no escândalo Watergate e na renúncia de Nixon, o filme de Spielberg em cartaz mostra o mesmo jornal às voltas com o mesmo presidente e o vazamento de documentos que mostravam que o governo americano vinha mentindo sobre o Vietnã, mesmo muitos anos antes da guerra.

Claro que Todos os Homens do Presidente já possui uma aura com a qual é muito difícil concorrer, mas The Post tomou a opção de assumir explicitamente a influência e buscar um espelho narrativo e visual – a ponto de seu último plano ser igual ao primeiro do filme de Pakula. Uma “emenda retroativa” maior até que a de Rogue One (2016)/ Guerra nas Estrelas (1977).

O filme é centrado principalmente em seus dois personagens centrais: Katharine Graham, dona do Washington Post, e Ben Bradlee, editor. Ele é vivido em Todos os Homens do Presidente por Jason Robards, mas ela não aparece no filme de Pakula. The Post busca, de certa forma, fazer justiça a Graham. Até por isso, no filme de Spielberg, Bradlee é movido pela competição e pela adrenalina da notícia – um retrato tradicional do jornalista de redações de filmes – enquanto a jornada dela é mais complexa.

Katharine é retratada como uma dondoca que herdou do pai e do marido um jornal com o qual não tem muita familiaridade e que se sente mais à vontade circulando na alta roda entre ricaços e políticos. Nos negócios, não é levada muito a sério por seus pares. Sucedendo o pai e o marido, sua presença nas mesas de reuniões parece uma anomalia. Seu personagem cresce à medida que precisa lidar com a bomba que o jornal pode detonar e precisa tomar decisões a respeito, com potencial claro de atingir, inclusive, alguns de seus amigos poderosos.

A questão central é que o New York Times teve acesso aos tais documentos comprometedores, mostrando que sucessivos governos americanos vinham mentindo sobre o Vietnã. Mas o governo entrou na Justiça e o Times teve que parar de publicar o material. O Post, que tomou o furo, correu atrás e conseguiu acesso aos mesmos documentos. Então uma decisão foi posta sobre a mesa: publicar, mesmo sabendo que isso poderia resultar na mesma censura e, talvez, em prisão?

Na primeira metade do filme, o emaranhado de nomes pode ser um pouco confuso para quem não está familiarizado com a história da politica e imprensa americanas. Spielberg também opta muitas vezes por distribuir a informação aos poucos.

Por exemplo, Katharine tem um encontro para o almoço. A conversa se desenrola e boa parte do público (possivelmente a maior parte) provavelmente não saberá de cara com quem ela afinal está almoçando. Mas, no meio da cena, a plateia descobre que trata-se do editor do concorrente, o New York Times. É de se esperar que o diretor esteja contando com certa desorientação da plateia, antes de dar os dados para que ela volte ao prumo.

Spielberg, porém, não deixa de derrapar na falta de sutileza. Katharine precisa verbalizar com todas as letras as condições de uma mulher no mercado de trabalho nos anos 1960. Mais à frente, ela é ignorada pela imprensa após uma batalha nos tribunais, os repórteres preferem as declarações dos homens. Mas ela desce as escadas lá fora sob o olhar de admiração e reverência de outras mulheres enfileiradas.

Mas o diretor também exibe sua habitual destreza com a câmera, mesmo buscando se manter preso à estética sóbria herdada de Todos os Homens do Presidente. Spielberg toma bom partido do cenário da redação e flui a câmera em planos-sequência de maneira tão natural que o público pode não perceber, uma marca sua. E cria um ritmo empolgante à medida em que o deadline se aproxima.

Ele já declarou que se trata de um filme de urgência: ele se apropria dessa história dos anos 1960 para fazer comentários sobre hoje, com respeito à liberdade de imprensa, mentiras governamentais e afirmação do lugar da mulher na sociedade. Curioso como, nesse sentido, Todos os Homens do Presidente era um filme que falava, também com urgência, sobre a própria época em que foi feito: Nixon havia renunciado apenas dois anos antes do lançamento da produção, como resultado da investigação que a história contava. Em comum, ambos os filmes precisaram ser feitos logo, como se tivessem que cumprir, cada um, o seu deadline.

The Post – A Guerra Secreta. The Post. Reino Unido/ EUA, 2017. Direção: Steven Spielberg. Elenco: Maryl Streep, Tom Hanks, Sarah Paulson, Bob Odenkirk. No cinema.

* Versão estendida da crítica publicada no Correio da Paraíba de 31/03/2018

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The Post

DIÁRIO DE FILMES 2018: 10 – THE POST – A GUERRA SECRETA
Sem borda - 04 estrelas

Spielberg já declarou que este é “um filme de urgência” para ele. Aproveitou a história sobre liberdade de imprensa e mentiras governamentais sobre a Guerra do Vietnã para falar de hoje. Para tanto, aproveitou também a relação direta com Todos os Homens do Presidente (1976) para se inspirar no filme de Pakula, funcionando como um prelúdio, a ponto do final emendar com o começo do outro, que era sobre o Watergate. Resulta num clássico “drama de redação”,  com algumas observações das relações pouco institucionais da imprensa com o poder e da afirmação da mulher no mercado de trabalho. O começo é meio embaralhado para quem não conhece todos aqueles nomes e Tom Hanks está mais careteiro que o normal, mas o filme cresce bem na metade final.

The Post – A Guerra Secreta. The Post. Reino Unido/ EUA, 2017. Direção: Steven Spielberg. Elenco: Maryl Streep, Tom Hanks, Sarah Paulson, Bob Odenkirk. No cinema.

por Renato Félix

Não é uma atualização (ainda). É a mesma lista que foi publicada aqui no blog em 2014, mas reunida em um mesmo infográfico. Abaixo dele, a lista dos filmes, só com o texto. Lembrando que a lista não reflete a minha opinião: é uma combinação da média ponderada das avaliações dos usuários do IMDb e das cotações do Metacritic e do Rotten Tomatoes, sites que compilam avaliações dos críticos americanos.

A partir do 50º lugar, a lista indica opções de leitura referentes ao filme em questão. Como foi feito em 2014, pode haver naturais desatualizações e, claro, não inclui os filmes de 2014 para cá, que ficam para uma futura nova lista.

Detalhes e a lista parte a parte? Clique aqui.

Ranking completo 3

 

Os 100 primeiros:

1 – Persépolis (2007)
2 – Batman, o Cavaleiro das Trevas (2008)
3 – O Fantasma do Futuro (1995)
4 – Anti-Herói Americano (2003)
5 – Azul É a Cor Mais Quente (2013)
6 – Ghost World – Aprendendo a Viver (2001)
7 – Guardiões da Galáxia (2014)
8 – Superman – O Filme (1978)
9 – Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)
10 – O Castelo de Cagliostro (1979)
11 – Nausicaa – A Princesa do Vale dos Ventos (1984)
12 – Homem-Aranha 2 (2004)
13 – Homem de Ferro (2008)
14 – Charlie Brown e Snoopy (1969)
15 – Expresso do Amanhã (2013)
16 – X-Men – Dias de um Futuro Esquecido (2014)
17 – Cor da Pele: Mel (2012)
18 – Superman II (1980)
19 – Volte para Casa, Snoopy (1972)
20 – Akira (1988)
21 – Os Vingadores – The Avengers (2012)
22 – Marcas da Violência (2005)
23 – O Reino dos Gatos (2002)
24 – Batman – A Máscara do Fantasma (1993)
25 – Capitão América 2 – O Soldado Invernal (2014)
26 – Batman Begins (2005)
27 – Oldboy (2003)
28 – Death Note (2006)
29 – Hellboy II – O Exército Dourado (2008)
30 – Homem-Aranha (2002)
31 – Metropolis (2001)
32 – MIB – Homens de Preto (1997)
33 – Sin City, a Cidade do Pecado (2005)
34 – Contos do Além (1972)
35 – Estrada para Perdição (2002)
36 – Death Note – The Last Name (2006)
37 – X-Men 2 (2003)
38 – X-Men – Primeira Classe (2011)
39 – O Corvo (1994)
40 – Asterix e Obelix – Missão Cleópatra (2002)
41 – Gen Pés Descalços (1983)
42 – Scott Pilgrim contra o Mundo (2010)
43 – Batman – O Retorno (1992)
44 – Lobo Solitário – Espada da Vingança (1972)
45 – Ping-Pong (2002)
46 – Meus Vizinhos, os Yamada (1999)
47 – Hellboy (2004)
48 – Kick-Ass – Quebrando Tudo (2010)
49 – X-Men – O Filme (2000)
50 – As Aventuras de Tintim (2011)
51 – V de Vingança (2005)
52 – As Múmias do Faraó (2010)
53 – Batman, o Homem-Morcego (1966)
54 – Mind Game (2004)
55 – Homem de Ferro 3 (2013)
56 – A Família Addams 2 (1993)
57 – Batman (1989)
58 – Capitão América, o Primeiro Vingador (2011)
59 – Frango com Ameixas (2011)
60 – Superman – O Retorno (2006)
61 – Os Sem-Floresta (2006)
62 – O Espetacular Homem-Aranha (2012)
63 – Sakuran (2006)
64 – Nana (2005)
65 – Flash Gordon (1980)
66 – Dredd (2012)
67 – Noé (2014)
68 – O Fantasma do Futuro 2 – A Inocência (2004)
69 – Creepshow – Show de Horrores (1982)
70 – Thor (2011)
71 – O Procurado (2008)
72 – RED – Aposentados e Perigosos (2010)
73 – O Máskara (1994)
74 – Homem de Ferro 2 (2010)
75 – Sparks (2013)
76 – Gainsbourg, o Homem que Amava as Mulheres (2010)
77 – Perigo: Diabolik (1968)
78 – Homens de Preto III (2012)
79 – Wolverine Imortal (2013)
80 – O Incrível Hulk (2008)
81 – Watchmen – O Filme (2009)
82 – Barbarella (1968)
83 – O Palácio Francês (2013)
84 – O Retorno de Tamara (2010)
85 – A Família Addams (1991)
86 – Thor – O Mundo Sombrio (2013)
87 – Transformers (2007)
88 – Conan, o Bárbaro (1982)
89 – 300 (2006)
90 – Dose Dupla (2013)
91 – Dick Tracy (1990)
92 – Rocketeer (1991)
93 – Homem-Aranha 3 (2007)
94 – Quase Super-Heróis/ Heróis Muito Loucos (1999)
95 – X-Men – O Confronto Final (2006)
96 – O Homem de Aço (2013)
97 – Heavy Metal – Universo em Fantasia (1981)
98 – Do Inferno (2001)
99 – O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro (2014)
100 – Blade II – O Caçador de Vampiros (2002)

 

 

Clint Eastwood e Tom Hanks. Pela primeira vez juntos, o primeiro dirige e o segundo atua em Sully, baseado na história real de Chesley Sullenberger, comandante de voo que salvou 150 passageiros ao pousar o avião que pilotava nas águas do Rio Hudson, em Nova York, em 2009. O filme, que ainda tem no elenco Laura Linney e Aaron Eckhart, estreia nos EUA em 9 de setembro e ainda não tem previsão no Brasil.

(Atualização em 1º de julho: a Warner do Brasil divulgou a data de lançamento aqui: 1º de dezembro. E o título no Brasil: Sully, o Herói do Rio Hudson)

 

A seguir, os meus melhores filmes de 2015, apenas entre os que estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa. Antes, como em todo ano, a numeralha em torno do circuitão pessoense.

– 163 filmes estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa em 2014 (419 estrearam no Brasil, segundo o levantamento da Abraccine). É um a menos que no ano passado, pertinho do recorde de 2007 (165), marca de antes do fechamento do primeiro multiplex do MAG. O Boulevard faz esse acompanhamento desde 2006.

– A participação do cinema brasileiro foi de 25,76% dos filmes em cartaz, só um pouco menor que no ano passado, quando chegou a 26,8%, melhor marca desde que começamos a contar. Em números brutos, são 42 este ano contra 44 em 2014. Em 2013, foram 32.

Divertida Mente

Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza: confusão de sentimentos

1 – DIVERTIDA MENTE, de Pete Docter

A Pixar deu uma aula de emoção dentro da mente de uma pré-adolescente. Acompanha ao mesmo tempo a vida dessa menina cujo mundo vira de cabeça para baixo quando a família se muda de cidade e suas emoções básicas personificadas. Tudo vira uma bagunça quando a Alegria e a Tristeza somem da sala de comando. O lance genial é justamente descobrir a beleza e a importância da Tristeza na vida de todos nós. Crítica no Boulevard

Que Horas Ela Volta

Camila Mardila e Regina Casé: filha e mãe que pensam diferente

2 – QUE HORAS ELA VOLTA?, de Anna Muylaert

Conseguiu combinar algo dificílimo no cinema brasileiro: a crítica social e o drama de personagens que conquistam o espectador. Regina Casé lembra a grande atriz que é como a Val, empregada em uma casa rica, que recebe a filha que vai prestar o vestibular. A outra mentalidade da moça, que não se acha inferior a ninguém, sacode a vida de patrões e empregados e ajuda o filme a colocar em xeque uma herança social incômoda . Crítica no Boulevard

Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorancia

Michael Keaton e a sombra dele mesmo o atormentando

3 – BIRDMAN (OU A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA), de Alejandro González Iñarritu

O falso plano-sequência único (construído a partir de diversos planos-sequência de verdade e efeitos visuais) é de embasbacar. Mas além disso o filme transpira a angústia de seu protagonista e possui grandes interpretações de todo o elenco (Michael Keaton, Edward Norton e Emma Stone à frente) para um mergulho na necessidade e perigos de fazer arte.

Daisy Riodley, John Boyega (e BB8): filme confia (e faz bem em confiar) nos novos personagens

Daisy Ridley, John Boyega e BB-8 sustentam muito bem o filme

4 – STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA, de J.J. Abrams

Com cerca de meia hora já adentradas do episódio VII de Guerra nas Estrelas, o espectador pode se dar conta de que nenhum dos personagens clássicos apareceu ainda e ele está acompanhando apenas as aventuras do novos rostos da série (Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver e, claro, o andróide BB-8). Um início corajoso que compensa muito uma rendição excessiva à trilogia original na repetição de certas situações. No fim, há um equilíbrio admirável entre essa herança que nos fez esquecer a trilogia-prelúdio e esperar ansiosamente pelo que o futuro reserva. Crítica no Boulevard

Mad Max - Estrada da Fúria-08

5 – MAD MAX – ESTRADA DA FÚRIA, de George Miller

É incrível pensar que, 30 anos depois, a franquia Mad Max voltaria com o mesmo diretor e uma disposição de se reinventar radicalmente. Semelhante ao segundo filme, o personagem principal é metido em uma situação onde ele é quase testemunha: a fuga de mulheres usadas como reprodutora pelo líder de uma cidade que detém o poder através da posse de um líquido precioso. O que nos anos 1980 era a gasolina, refletindo a crise do petróleo, agora é água. As fugitivas são lideradas por uma feroz Charlize Theron com um braço só. A trama se resume a uma gigantesca fuga sobre rodas pelo deserto, uma estilizada ode ao movimento com o visual alucinado do qual Miller é mestre. Diário de filmes no Boulevard

Pequeno Principe-2015-05

6 – O PEQUENO PRÍNCIPE, de Mark Osborne

Em geral, a decisão de dividir a história original com uma atual, sobre uma garotinha adultizada pela mãe e que conhece seu vizinho, um velho aviador, seria de torcer o nariz. Mas a verdade é que a nova história se alimenta bem do conto de Saint Exupèry e visualmente o filme acerta muito ao separar a animação digital para a nova história e o stop-motion para a trama do livro. E ainda há trilha irrestistível, com canções de Camille.

Mistress America-12

7 – MISTRESS AMERICA, de Noah Baumbach

Em geral, a decisão de dividir a história original com uma atual, sobre uma garotinha adultizada pela mãe e que conhece seu vizinho, um velho aviador, seria de torcer o nariz. Mas a verdade é que a nova história se alimenta bem do conto de Saint Exupèry e visualmente o filme acerta muito ao separar a animação digital para a nova história e o stop-motion para a trama do livro. E ainda há a trilha irresistível, com canções de Camille.

Perdido em Marte

8 – PERDIDO EM MARTE, de Ridley Scott

Não é de hoje que Hollywood é fascinada com a paisagem marciana. E Scott não deixa de usar o que pode dessa paisagem em um filme que também se arrisca e acerta ao passar um tempo considerável apenas com Matt Damon em cena. O bom humor de seu personagem faz não só sua vida menos difícil como ajuda também o espectador nessa travessia.

 

Conto da Princesa Kaguya-04

9 – O CONTO DA PRINCESA KAGUYA, de Isao Takahata

A história da princesinha que nasce em um broto de bambu e é encontrada por um lavrador é contada por delicadeza ímpar nessa produção do Studio Ghibli. Um dos filmes mais bonitos do ano.

Ponte dos Espioes-10

10 – PONTE DOS ESPIÕES, de Steven Spielberg

No auge da guerra fria, o advogado de uma companhia de seguros é jogado dentro de uma trama em que precisa defender um espião soviético capturado nos EUA e depois negociar sua troca por outro, americano, preso na Alemanha Oriental. A recriação de um clima paranoico dos dois lados e descobrir a humanidade no “inimigo” são alguns dos méritos desse thriller.

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MAIS RETROSPECTIVA 2015

15 – “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J.B. Tanko

15 – OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES (1981), de J.B. Tanko

14 – “O Magico de Oz”, de Victor Fleming (1939)

14 – O MÁGICO DE OZ (1939), de Victor Fleming

13 – “Toy Story 3”, de Lee Unkrich

13 – TOY STORY 3 (2010), de Lee Unkrich

12 – “Perdidos na Noite” (1969), de John Schlesinger

12 – PERDIDOS NA NOITE (1969), de John Schlesinger

11 – “Ratatouille” (2007), de Brad Bird

11 – RATATOUILLE (2007), de Brad Bird

10 – “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” (2003), de Peter Jackson

10 – O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI (2003), de Peter Jackson

* Revendo o post percebi que faltava o número 9. Foi a deixa para incluir a lembrança do amigo nos comentários.

9 – “Butch Cassidy” (1969), de George Roy Hill

9 – BUTCH CASSIDY (1969), de George Roy Hill

8 – “Cinema Paradiso” (1988), de Giuseppe Tornatore

8 – CINEMA PARADISO (1988), de Giuseppe Tornatore

7 – “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004), de Alfonso Arau

7 – HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN (2004), de Alfonso Arau

6 – “Conta Comigo” (1986), de Rob Reiner

6 – CONTA COMIGO (1986), de Rob Reiner

5 – “Forrest Gump, o Contador de Histórias” (1994), de Robert Zemeckis

5 – FORREST GUMP, O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994), de Robert Zemeckis

4 – “E.T., o Extraterrestre” (1982), de Steven Spielberg

4 – E.T., O EXTRATERRESTRE (1982), de Steven Spielberg

3 – “Um Sonho de Liberdade” (1994), de Frank Darabont

3 – UM SONHO DE LIBERDADE (1994), de Frank Darabont

2 – “Thelma & Louise” (1991), de Ridley Scott

2 – THELMA & LOUISE (1991), de Ridley Scott

1 – “A Felicidade Não Se Compra” (1946), de Frank Capra

1 – A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946), de Frank Capra

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Turismo de aventura

Tom Hanks e Ayelet Zurer na correria por Roma

Tom Hanks e Ayelet Zurer na correria por Roma

Havia uma má vontade muito grande com O Código DaVinci (2006), uma espécie de “torcida pelo fracasso” que acontece com determinados projetos que atraem muita atenção. O filme não foi uma obra-prima, mas também esteve longe de ser ruim. O diretor Ron Howard, Tom Hanks e o roteirista Akiva Goldsman voltaram para a continuação Anjos e Demônios (Angels & Demons, Estados Unidos, 2009). Com mais correria e menos polêmica, o grupo entregou outra boa aventura de mistério, desta vez sem polêmica.

O livro (e depois o filme) O Código DaVinci ganhou manchetes por falar em sua trama de um segredo envolvendo uma descendência de Cristo. Embora o livro Anjos & Demônios seja anterior a O Código DaVinci, o novo filme situa a história após o primeiro. Agora, o simbologista Robert Langdon é chamado pelo próprio Vaticano para ajudar a decifrar enigmas que ajudarão a encontrar quatro cardeais sequestrados e evitar a explosão de uma bomba de antimatéria (!) na sede da Igreja Católica.

Tudo remete aos Illuminatti, grupo secreto que estaria querendo vingança pelo que a Igreja fez a Galileu Galilei na época da Inquisição. Tudo acontece em seguida à morte de um papa e durante o conclave para a eleição do seguinte. Langdon e a cientista Vittoria Vetra (a israelense Ayelet Zurer, fazendo as vezes de italiana) precisam percorrer Roma para evitar a tragédia.

Como em O Código DaVinci, a regra aqui é não exigir muito. A corrida contra o tempo garante o entretenimento, embora falte na receita o elemento histórico universalmente conhecido, como a obra de Leonardo DaVinci para o filme anterior. Há bons momentos de suspense (apesar da alguns exageros), e Roma mostra mais uma vez (como em tantos outros filmes) como é belíssima. Procurar profundidade excessiva ou veracidade histórica demais é uma certa incoerência.

Anjos e Demônios. (Angels & Demons). Estados Unidos, 2009. Direção: Ron Howard. Elenco: Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skasgard, Pierfrancesco Favino, Armin Mueller-Stahl. Atualmente em cartaz em João Pessoa.

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