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Jerry Lewis nunca foi uma figura fácil de lidar. Mas o pobre do jornalista do Hollywood Reporter pegou o comediante num particular e espetacular mau dia e piorou tudo com demoras e começando bem mal as perguntas. E depois…

“Nunca pensou em se aposentar?”
“Por quê?”

“Em nenhum momento pensou que talvez fosse o momento?”
“Por quê?”

“Como faz para continuar tendo ideias?”
“Trabalhando nisso”

“Com faz para que o público continue indo a seus espetáculos?”
“Aviso que vou estar lá e eles aparecem”.

Resultado: o melhor mau humor dos últimos tempos (se você não é o entrevistador). Vem repercutindo já há alguns dias (Seinfeld escreveu: “Queria que tivesse sido eu”), mas vale o registro:

 

Assim como treino é treino e jogo é jogo, trailer é trailer e filme é filme. Mas não posso deixar de dizer que esse trailer de Homem-Aranha – De Volta ao Lar me passa a melhor das impressões. Um visual simples e direto, economizando nas firulas e com bom destaque para os personagens (mais que aos efeitos). Robert Downey Jr. marcando ótima presença e Michael Keaton assumindo de vez o Birdman (ele faz o vilão Abutre). Estreia no Brasil em 6 de julho.

O anunciado “último filme de Hugh Jackman como Wolverine” ganhou trailer. Logan, baseada de leve na história em quadrinhos “Velho Logan”, se passa em um futuro onde os mutantes praticamente desapareceram e Wolverine vaga com um professor Xavier (Patrick Stewart, mais uma vez) começando a sofrer do mal de Alzheimer. X-Men com pitadas de Mad Max? O diretor é James Mangold, de Wolverine Imotal (2013). Estreia no Brasil: 2 de março de 2017.

Andréia Horta ganhou o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado este ano interpretando Elis Regina na cinebiografia da cantora. O filme de Hugo Prata ganhou, ontem, seu primeiro trailer, já com uma ampla coletãnea de cenas da vida da Pimentinha recriadas para o filme. Andréia não canta no filme, a voz nas canções é da própria Elis. Elis estreia em 24 de novembro.

Para o aniversário de Brigitte Bardot (82 anos hoje), uma das cenas que a transformaram num fenômeno mundial em E Deus Criou a Mulher (1956). Juliete, sua personagem é um espírito livre, fulgurante e sensual, desejada pelos homens e que tem problemas com a rigidez de seu casamento com o personagem de Jean-Louis Trintignant. Nesta cena em que ela dança uma rumba como se não houvesse amanhã, o atrito entre os dois atinge o limite.

E Deus Criou a Mulher. Et Dieu… Créa la Femme, França, 1956. Direção: Roger Vadim. Elenco: Brigitte Bardot, Jean-Louis Trintignant, Curd Jürgens.

Cena anterior: O Pirata.

“Make’em laugh”, aquele número em que Donald O’Connor canta sobre como é ser um comediante e sai tropeçando, batendo a cara, dando cambalhotas e dançando com (e apanhando de) um boneco é um dos grandes número de Cantando na Chuva (1952). E é um plágio. A história é esta: o filme é uma reunião de canções de Arthur Freed e Nacio Herb Brown escritas nos anos 1920, produzido agora pelo próprio Freed. Stanley Donen, que co-dirigiu com Gene Kelly, sentiu falta de um número solo para O’Connor e pediu a Freed uma música nova, algo “no estilo de ‘Be a clown’, de Cole Porter”. Quando Freed trouxe a canção, as semelhanças estavam na cara. Porter aparentemente nunca reclamou e a cena é brilhante, para dizer o mínimo. No entanto, esta aqui é a canção original: “Be a clown”, cantada duas vezes em O Pirata (1948), a segunda delas no final do filme, um encantador número de palhaços com Gene e a magistral Judy Garland.

O Pirata. The Pirate (1948). Direção: Vincente Minnelli. Elenco: Judy Garland, Gene Kelly, Walter Slezak, Gladys Cooper.

Cena anterior: Footloose – Ritmo Louco

A cena mais lembrada de Footloose (1984) deve ser, claro, a cena da festa no final, ao som da música-tema cantada por Kenny Loggins. Quantos não terão tentado repetir aqueles passos? Mas eu destaco este momento: Kevin Bacon ensinando o bronco Chris Penn a dançar, ao som da irresistível “Let’s hear it for the boy”, com Deniece Williams. É tão bom que, no desnecessário remake de 2011, esse momento similar usou a mesma versão original, não uma regravação (ao contrário do que acontece com a própria “Footloose” no final).

Footloose – Ritmo Louco. Footloose. Estados Unidos, 1984. Direção: Howard Zieff. Elenco: Kevin Bacon, Lori Singer, John Lithgow, Diane Wiest, Chris Penn, Sarah Jessica Parker.

Cena anterior: Vamos Dançar?

top-model

A abertura de Top Model (1989/ 90) é datadíssima, é verdade. Não é preciso dizer como a computação gráfica avançou nesses quase 30 anos, mas ainda sou fascinado pela execução da ideia inspirada (de propósito ou por tabela) nas Penrose Stairs (essa construção surrealista das escadas – não, não conhecia o nome, fui pesquisar). Gosto do ritmo, começando pelo take inicial rente à “passarela” e o caminhar da modelo se afastando da câmera, alguns closes (é a Simone Carvalho ali?), mas nem tanto do congelamento do congelamento de um deles perto do final. A música é uma grande bobagem, gosto bem mais da melodia que da letra (mas a passagem “deixo meus recados por onde você possa passar” é até legal). Quando reprisou no Viva, esperava começar a novela só para ver a abertura toda noite.

Sem borda - 04 estrelas

<< Pedra sobre Pedra

Se alguém achou que o diretor-roteirista de Whiplash entende de música, ele foi mais longe: o novo filme de Damien Chazelle é o musical La La Land, que abriu o Festival de Veneza esta semana e foi aplaudido de pé na exibição para a imprensa. É o romance entre um pianista de jazz (Ryan Gosling) e uma aspirante a atriz (Emma Stone) em Los Angeles. Ainda sem data de estreia no Brasil (nos EUA, entra em cartaz no dia 16 de dezembro).

Do mesmo diretor de Cine Holliúdy, e com o mesmo Edmilson Filho, O Shaolin do Sertão parece um desdobramento lógico do filme anterior. Afinal, depois da brincadeira de evocar os baratíssimos filmes de kung fu que rodavam pelos cinemas de antigamente, por que não fazer um para valer? O elenco coadjuvante tem Dedé Santana, Fafy Siqueira, Marcos Veras e um Falcão com jeito de quem vai roubar o filme. Estreia nacional: 27 de outubro (no Ceará começa antes, dia 13).

Saiu o trailer de Luke Cage, próxima série da Netflix no universo Marvel – depois das duas de Demolidor e de Jessica Jones (nesta, o personagem já apareceu). Gostei do clima de “herói do bairro” (no caso, o Harlem) e o personagem apareceu muito bem em Jessica Jones, tem bom potencial. Estreia: 30 de setembro.

Woody Allen visita a Hollywood dos anos 1930 em seu novo filme, Café Society. A ambientação é um prato cheio para inspirar o diretor. A trama é centrada em Jesse Eisenberg, novaiorquino que sonha em vencer no mundo do cinema, mas encontra em los Angeles um mundo diferente do que esperava (e também se apaixona). No elenco também estão Kristen Stewart, Steve Carrell, Blake Lively e Parker Posey. Estreia no Brasil: 25 de agosto.

Clint Eastwood e Tom Hanks. Pela primeira vez juntos, o primeiro dirige e o segundo atua em Sully, baseado na história real de Chesley Sullenberger, comandante de voo que salvou 150 passageiros ao pousar o avião que pilotava nas águas do Rio Hudson, em Nova York, em 2009. O filme, que ainda tem no elenco Laura Linney e Aaron Eckhart, estreia nos EUA em 9 de setembro e ainda não tem previsão no Brasil.

(Atualização em 1º de julho: a Warner do Brasil divulgou a data de lançamento aqui: 1º de dezembro. E o título no Brasil: Sully, o Herói do Rio Hudson)

 

A música é um universo muito vasto. Por isso, claro que vale uma parte II do top 10 com nossos covers preferidos. Veja o primeiro aqui. E confira o segundo:

10. “CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU”, Boys Town Gang (1982).
Autor: Bob Crewe, Bob Gaudio. Gravação original: Frankie Valli (1967).

Um dos grandes clássicos românticos de todos os tempos, “Can’t take my eyes off you” teve cerca de 200 regravações. Uma especialmente bacana é a versão disco do grupo americano Boys Town Gang.

9. “SUGAR, SUGAR”, Mary Lou Lord and Semisonics (1995).
Autores: Jeff Barry e Andy Kim. Gravação original: The Archies (1969).

Canção-tema do seriado animado The Archie Show, da Filmation, que adaptava um gibi famoso nos EUA, é um sucesso da banda ficcional do desenho. Em 1995, foi um dos covers do disco Saturday Morning Cartoons’ Greatest Hits, com Mary Lou Lord e a banda alternativa Semisonic. Mas há diversas outras versões, como as de Wilson Pickett (1970), Bob Marley & The Wailers (1970) e Gladys Knight & The Pips (1975).

8. “GLORIA”, Laura Branigan (1982).
Autores: Umberto Tozzi e Giancarlo Bigazzi. Gravação original: Umberto Tozzi (1979).

Sucesso internacional na versão original em italiano, “Gloria” ganhou letra em inglês de Jonathan King, que a regravou ainda em 1979. Mas teve outra versão em inglês que se tornou outro grande sucesso na voz de Laura Branigan, com letra dela e de Trevor Veitch.

7. “WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS”, Joe Cocker (1969).
Autores: John Lennon e Paul McCartney. Gravação original: The Beatles (1967).

A faixa que Ringo Starr canta em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi totalmente reinventada por Cocker, certamente a mais memorável entre mais de 50 versões da canção, graças a uma performance antológica no Festival de Woodstock e a reaparição como música de abertura da série Anos Incríveis.

6. “DIAMONDS ARE A GIRL’S BEST FRIEND”, Marilyn Monroe (1953).
Autores: Jule Stine e Leo Robin. Performance original: Carol Channing (1949).

Vencedora de três prêmios Tony, Channing interpretou a canção no palco, na primeira versão do musical. A versão de cinema, no entanto, ajudou a consolidar Marilyn como uma superestrela. Em 2001, a música foi combinada com “Material girl”, da Madonna, para Nicole Kidman cantar. É legal, mas claro que não se compara.

5. “JUST CAN’T GET ENOUGH”, Nouvelle Vague (2004).
Autor: Vince Clarke. Gravação original: Depeche Mode (1981).

Ainda bem na aurora da música eletrônica de mercado, o Depeche Mode emplacou este ótimo hit. Que ganhou uma ótima e inusitada releitura do grupo francês Nouvelle Vague, em um estilo bossanoveado.

4. “DON’T LEAVE ME THIS WAY”, The Communards e Sarah Jane Morris (1986).
Autor: Kenneth Gamble, Leon Huff, Cary Gilbert. Gravação original: Harold Melvin & The Blue Notes (1975).

Já um sucesso com o grupo de soul, virou um grande sucesso da era da discoteca com Thelma Houston, na Motown, dois anos depois. A banda inglesa Communards, chegada numa releitura dos anos 1970, regravou a música em 1986, numa enérgica versão em que Jimmy Sommerville divide os vocais com a cantora de jazz Sarah Jane Morris.

3. “BIZARRE LOVE TRIANGLE”, Frente! (1994).
Autor: Gillian Gilbert, Peter Hook, Stephen Morris, Bernard Sumner. Gravação original: New Order (1986).

Outra mudança total de tom. Curiosamente a música não foi um hit de saída, melhorando um pouco quando ganhou um remix em 1994, mas seu status cresceu muito desde então (entrou na lista das 500 maiores canções da Rolling Stone, por exemplo). A versão acústica e melancólica da australiana Frente!, no mesmo ano do remix, também se tornou um clássico por si só. Na Billboard americana, chegou mais alto que a original.

 

 

2. “NOTHING COMPARES 2 U”, Sinéad O’Connor (1990).
Autor: Prince. Gravação original: The Family (1985).

The Family foi uma banda funk de um selo de Prince. Ele compôs a música para seus protegidos, mas ela se tornou um sucesso mesmo é com esta inesquecível versão balada da irlandesa Sinéad O’Connor.

1. “RESPECT”, Aretha Franklin (1967).
Autor: Otis Redding. Gravação original: Otis Redding (1965).

A versão de Aretha transforma a canção de Otis em uma declaração de força feminina. E ainda adiciona a soletração “R – E – S – P -E – C – T” à letra. É uma das gravações mais icônicas da música popular.

 

Uma das minhas preferidas do Eurythmics (é de 1986, do álbum Revenge), tem um clipe que trafega naquela interseção entre kitsch e fascinante que os vídeos da dupla formada por Annie Lennox e Dave Stewart costumavam ter. É legal ter o resto da banda no clipe, o fundão azul vistoso contrastando com a banda de preto, e ainda mistura Hells’ Angels e um lance religioso esquisito. Annie Lennox, sempre, é um show à parte (com Joniece Jamison, grande presença no backing vocal). Música de Annie Lennox e Dave Stewart, clipe dirigido por Chris Ashbrook e Dave Stewart.

Ainda há algo para saber sobre os Beatles? Bem, está para sair este novo documentário sobre o quarteto de Liverpool: The Beatles – Eight Days a Week: the Touring Years (“apresentando imagens raras e nunca vistas”, diz o trailer). Ele vai se concentrar no período da beatlemania, com o grupo excursionando pelo mundo e levando fãs à histeria, a ponto de não conseguir se ouvir nos shows. Não sei se trará alguma grande novidade, mas e daí? É claro que assistiremos! Para certa surpresa minha, a direção é do Ron Howard, de quem gosto (são dele Splash, CocoonApollo 13Uma Mente BrilhanteO Código Da VinciFrost/ Nixon, Rush…), mas desconhecia o lado documentarista (ele tem um longa no gênero: Made in America, de 2013). A data de estreia na Inglaterra é 15 de setembro, ainda não há data prevista no Brasil.

Saiu um novo trailer de O Lar das Crianças Peculiares, próximo filme de Tim Burton (ou “os X-Men de Tim Burton, dizem). É baseado no livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs, que saiu no Brasil pela Leya. Eva Green é a Srta. Peregrine, que comanda uma casa que acolhe crianças com estranhos dons. Estreia no Brasil: 29 de setembro.

Marilyn Monroe-02

Marilyn Monroe estaria completando hoje 90 anos. Sempre apontada como o maior sex symbol do cinema, ela também tinha um talento natural para a comédia (foi premiada no Globo de Ouro por Quanto Mais Quente Melhor, 1959) e foi se tornando também uma boa atriz dramática (como mostrou em filmes como Nunca Fui Santa, 1956, e Os Desajustados, 1961). Era insegura, autodestrutiva, esquecia as falas, enlouquecia os diretores com quem trabalhava. Billy Wilder dizia que filmar com ela era um inferno, mas tudo compensava quando se via o resultado na tela. Sua morte trágica aos 36 anos a transformou em um mito eterno.

 

“You like potato, I like ‘potahto’/ You like tomato and I like ‘tomahto’”

George Gershwin notou que Fred Astaire e Ginger Rogers pronunciavam as palavras de maneira diferente. E criou para eles esta obra-prima chamada “Let’s call the whole thing off” para o sétimo dos 10 filmes de Fred e Ginger juntos. E a dupla dança sobre patins!

Vamos Dançar? Shall We Dance. Estados Unidos, 1937. Direção: Mark Sandrich. Elenco: Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton.

Cena anterior: Onde Começa o Inferno

O designer gráfico americano Saul Bass teve papel de destaque na revolução dos créditos de abertura nos anos 1950. Ainda hoje as sequências que criou para grandes cineastas estão entre as melhores já vistas, indo de animações bem humoradas a mergulhos abstratos e psicológicos no clima e tema do filme que viria a seguir.

É neste segundo caso que entra Um Corpo que Cai (1958), o primeiro (aqui, junto com o animador John Whitney) dos memoráveis créditos que fez para Hitchcock. Bass usa os motivos espirais para antecipar a vertigem emocional e psicológica do filme.

Anterior: A Pantera Cor-de-Rosa (1963)

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