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90. ‘NOW YOU HAS JAZZ’, de Alta Sociedade (1956)
Com Bing Crosby e Louis Armstrong. Direção: Charles Walters. Canção de Cole Porter.

Dois monstros sagrados da música popular, Bing Crosby e Louis Armstrong, ensinando o que é o jazz. Não há professores melhores. Bing interpreta um personagem, mas Louis interpreta ele mesmo, como o parceiro faz questão de mostrar quando apresenta a banda: “E ouçam, bem, vocês sabem quem”.

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89. ‘BE A CLOWN’, de O Pirata (1940)
Com Judy Garland e Gene Kelly. Direção: Vincente Minnelli. Direção de dança: Robert Alton, Gene Kelly. Canção de Cole Porter.

Gene e Judy subvertem o esperado final glamouroso do filme com um divertidíssimo número de palhaços — um ” anti Fred & Ginger”. É a reprise de uma canção que é cantada antes no filme por Gene e os Nicholas Brothers. E foi copiada na cara dura por Arthur Freed e Nacio Herb Brown para o espetacular “Make’em laugh” de Cantando na Chuva (1952).

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88. ‘LA VIE BOHEME’, de Rent — Os Boêmios (2005)
Com Taye Diggs, Anthony Rapp, Idina Menzel, Adam Pascal, Jesse L. Martin, Rosario Dawson, Wilson Jermaine Heredia, Tracie Thoms, Shaun Earl. Direção: Chris Columbus. Coreografia: Keith Young. Canção de Jonathan Larson e Billy Aronson.

Dividido em A e B, com outras cena no meio, esse número é uma celebração da boemia, da arte, da igualdade de direitos e do sexo sem culpa, com um número sem referências na letra e uma grande agitação rebelde em cena, com grandes passagens como “sermos ‘nós’, pelo menos uma vez, em vez de ‘eles'” ou, no meio da confusão, os personagens principais todos juntos para cantarem “não morrer da doença” (a Aids).

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87. ‘I DREAMED I DREAM’, de Os Miseráveis (2012)
Com Anne Hathaway. Direção: Tom Hooper. Coreografia: Liam Steel. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

A decisão de gravar os vocais aos vivo (em vez de filmar sobre o áudio já gravado antes) captou uma interpretação visceral de Anne Hathaway da mais doída das canções de Os Miseráveis e talvez de todos os musicais (“Eu tinha um sonho de como seria minha vida/ Tão diferente deste inferno em que vivo”). São quatro minutos de cortar o coração e que renderam a ela um Oscar — e com toda a justiça.

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86. ‘OS QUINDINS DE IAIÁ’, de Você Já Foi à Bahia? (1945)
Com Aurora Miranda, Almirante, Aloysio de Oliveira e as vozes de Clarence Nash e José Oliveira. Direção: Norman Ferguson. Coreografia: Billy Daniel, Aloysio de Oliveira. Canção de Ary Barroso.

Zé Carioca apresenta a Bahia ao Pato Donald e ele cai de amores pela baiana que vende quindins. Essa baiana é a maravilhosa Aurora Miranda, irmã de Carmen, e a cantora original de “Cidade maravilhosa”, entre outras canções. O malandro é Almirante e o sujeito das tangerinas é Aloysio de Oliveira. Muito divertido, usando e abusando da interação entre atores reais e desenhos animados, do delírio inspirado pela música e com a própria Salvador sendo posta para dançar no final. (No vídeo abaixo, o número começa aos 2min30seg).

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85. ‘THE TYPEWRITER’, de Errado pra Cachorro (1963)
Com Jerry Lewis. Direção: Frank Tashlin. Música de Leroy Anderson.

“The typewriter” é uma peça para máquina de escrever e orquestra (de verdade) que Jerry Lewis transformou em um delicioso show de pantomima com um instrumento invisível. Ele o faz neste grande momento de Errado pra Cachorro e o repetiu em apresentações ao vivo e em programas de televisão.

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84. ‘LE JAZZ HOT’, de Victor ou Victoria (1982)
Com Julie Andrews. Direção: Blake Edwards. Coreografia: Paddy Stone. Canção de Henri Mancini e Leslie Bricusse.

Julie Andrews é uma cantora que finge ser um homem que faz um show de travesti.  E este número é sua entrada triunfal, que dá um nó na cabeça de quem não conhece o seu segredo. Julie, com muito mais malícia do que em seus papéis icônicos de Mary Poppins ou fraulein Maria.

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83. ‘I FEEL PRETTY’, de Amor, Sublime Amor (1961)
Com Natalie Wood (com voz de Marni Nixon), Suzie Kaye, Yvonne Wilder e Joanne Miya. Direção: Robert Wise e Jerome Robbins. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim,.

Na volta do intervalo do filme, Maria canta sua felicidade, de como o amor a faz sentir mais bonita, enquanto as colegas de trabalho na loja de costura acham que ela ficou doida. Os exageros são uma delícia: “Miss América já pode renunciar”, “um comitê deveria ser formado para me homenagear”, “a cidade deveria me dar a chave”. Capitaneando tudo, todo o charme e talento de Natalie Wood.

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82. ‘YOU CAN’T STOP THE BEAT’, de Hairspray Em Busca da Fama (2007)
Com Nikki Blonsky, Zac Efron, Amanda Bynes, Elijah Kelley, John Travolta, Queen Latifah. Direção e coreografia: Adam Shankman. Canção de Scott Wittman e Marc Shaiman.

gran finale de Hairspray é a subversão de um concurso de popularidade da TV onde gordos e negros viram protagonistas e derrubam o racismo da emissora. “This is the future”, sentencia o apresentador num palco que une dançarinos negros e brancos. Embalando isso, a incrível vibração que é a marca desse musical, com uma música irresistível.

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81. ‘GOIN’ CO’TIN’, de Sete Noivas para Sete Irmãos (1954)
Com Jane Powell, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tommy Rall, Marc Platt, Matt Mattox e Jacques d’Amboise. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Michael Kidd. Canção de Gene de Paul e Johnny Mercer.

Jane Powell está decidida a civilizar seus seis cunhados brutamontes. E um dos passos é ensiná-los a paquerar as moças da cidade. E, além das várias estratégias para usar naquele cafundó do velho oeste, existe a dança. E, como é um musical da Metro, é a aula de dança mais rápida e maravilhosa de todos os tempos. Conhecimento que eles vão usar em seguida, naquele número absolutamente sensacional que todos sabemos qual é.

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100. ‘I GOT RHYTHM’, de Sinfonia de Paris (1951)
Com Gene Kelly e crianças. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Gene Kelly. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Uma máxima dos grandes dançarinos do cinema é que ele fazem o difícil parecer fácil. Exigente como poucos, Gene Kelly parece uma das crianças com quem ele contracena neste número delicioso, em que ele brinca com o fato de, sendo um americano em Paris, ensinar palavras inglesas aos garotos da vizinhança.

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99. ‘FOOTLOOSE’, de Footloose – Ritmo Louco (1984)
Com Kevin Bacon, Lori Singer, Chris Penn. Direção: Herbert Ross. Coreografia: Lynne Taylor-Corbett. Canção de Kenny Loggins e Keith Pitchford.

Quem nunca tentou repetir esses passos quando “Footloose” toca numa festa? O baile de formatura de uma cidade onde a dança era proibida é um momento de libertação para os jovens e a cena retrata isso muito bem.

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98. ‘KEEP IT GAY’, de Os Produtores (2005)
Com Gary Beach, Roger Bart, Nathan Lane, Matthew Broderick, Brent Barrett, Peter Bartlett, Jim Borstelmann e Kathy Fitzgerald. Direção e coreografia: Susan Stroman. Canção de Mel Brooks.

Os dois produtores que estão tentando garantir que sua próxima peça seja um fracasso tentam convencer o pior diretor da Broadway a pegar o projeto. Retratar a Alemanha nazista parece meio deprimente, então a chave é fazer a trama um pouco mais alegre (gay). Entrecortado por diálogos, o aloprado número é conduzido por um Roger De Bris de vestido longo e termina apoteoticamente numa animadíssima conga.

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97. ‘ALL I DO IS DREAM OF YOU’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Debbie Reynolds. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Coreografia: Gene Kelly. Canção de Nacio Herb Brown e Arthur Freed.

Debbie Reynolds é uma das coristas contratadas pra um showzinho numa festa de um chefe de estúdio de Hollywood. Todas lindas, mas que, por mágica do cinema, não competem com, mas, sim, ressaltam a graça de Debbie. A ambientação é fim dos anos 1920, então o charleston marca presença. Num detalhe, Debbie tira uma serpentina que caiu sobre seu rosto, sem deixar a peteca cair. The cat’s meow!

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96. ‘SIXTEEN GOING ON SEVENTEEN’, de A Noviça Rebelde (1965)
Com Charmian Carr e Daniel Truhitte. Direção: Robert Wise. Coreografia: Marc Breaux e Dee Dee Wood. Canção de Richard Rogers e Oscar Hammerstein II.

Liesl, a filha mais velha do Capitão Von Trapp, dá aquela escapadinha depois do jantar para encontrar o namorado mensageiro no jardim. Eles cantam sobre a inocência dela aos 16 e a autopresumida maturidade dele aos 17. Mas, na verdade, é um momento idílico e esplendidamente fotografado que retrata a inocência daqueles dias, antes da ascensão do nazismo, que chega na segunda metade do filme.

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95. ‘GEE, OFFICER KRUPKE’, de Amor, Sublime Amor (1961)
Com Russ Tamblyn, Tony Mordente, Bert Michaels, David Winters, David Bean. Direção: Robert Wise e Jerome Robbins. Coreografia: Jerome Robbins. Canção de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim.

A gangue dos Jets tira onda do policial da vizinhança e da sociedade, interpretando juízes, psicólogos e assistentes sociais, que empurram o problema uns para os outros, satirizando várias justificativas clichê para seu mal comportamento com uma letra genial: “nossas mães são drogadas, nossos pais são bêbados: claro que somos marginais”, “não somos delinquentes, somos incompreendidos”, “não sou anti-social, sou é anti-trabalho” e por aí vai. É um distúrbio psicológico? É uma doença social? É um bando de vagabundos que merecem ir presos? No fim, é tudo muito mais complexo e o número mostra que os rapazes não tem noção (ou não querem ter) do próprio problema.

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94. ‘A COUPLE OF SWELLS’, de Desfile de Páscoa (1948)
Com Judy Garland e Fred Astaire. Direção: Charles Walters. Coreografia: Fred Astaire e Charles Walters. Canção de Irving Berlin.

Fred Astaire sempre foi identificado com a extrema elegância. Aqui, ele e Judy Garland aparecem aos farrapos, mas como dois vagabundos cheios de pose. Um número de palco cheio de graça, nos dois sentidos, mostrando mais uma vez o talento para o humor desses dois astros gigantescos do canto e da dança.

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93. ‘THE BABBITT AND THE BROMIDE’, de Ziegfeld Follies (1945)
Com Fred Astaire e Gene Kelly. Direção: Vincente Minnelli. Direção de dança: Robert Alton. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Momento antológico, para começar, por ser a única vez em que Fred Astaire e Gene Kelly aparecem dançando juntos num filme valendo pontos (31 anos depois, eles voltaram a trocar uns passos no documentário Isto Também Era Hollywood). Como dois cavalheiros que se provocam, eles estrelam um dos segmentos de Ziegfeld Follies, filme que é uma colagem de números (o número foi encenados originalmente nos palcos por Fred e sua irmã Adele, em 1927). Astaire eram então, um astro consagrado: já fazia seis anos que havia encerrado sua icônica série de filmes com Ginger Rogers na RKO e 15 anos de sua primeira aparição num filme. Kelly era, em comparação, um iniciante: havia estreado no cinema apenas três anos antes. Visto hoje, é o momento encantado de dois monstros sagrados juntos, que a Metro decidiu não reunir de novo nos filmes que fariam no estúdio dali para a frente.

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92. ‘RUNNIN’ WILD’, de Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Com Marilyn Monroe, Jack Lemmon, Tony Curtis. Direção: Billy Wilder. Coreografia: Jack Cole. Canção de A.H. Gibbs, Joe Grey e Leo Wood.

É um pouquinho mais de um minuto. Joe e Jerry – ou melhor, Josephine e Daphne – estão atacando no sax e no contrabaixo no ensaio da banda feminina ao bordo do trem que segue para Miami. Aí entra Marilyn como a vocalista Sugar Kane e seu ukelele (tocado, na verdade, por Al Hendrickson) e o mundo para.

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91. ‘LE RENCONTRES’, de Duas Garotas Românticas (1967)
Com Françoise Dorléac (com voz de Claude Parent), Jacques Perrin (com voz de Jacques Revaux), Gene Kelly (com voz de Donald Burke) e Catherine Deneuve (com voz de Anne Germain). Direção: Jacques Demy. Coreografia: Norman Maen. Canção de Michel Legrand.

Este é o momento em que Duas Garotas Românticas mais se parece com Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), musical anterior de Demy e Legrand. A canção é formada por diálogos cantados, com personagens que vão se cruzando pelo caminho, mas os casais que estão uns à procura dos outros ainda não se esbarram. A diferença para o filme anterior é que aqui há alto astral e muito mais humor.

 

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130. ‘BE OUR GUEST’, de A Bela e a Fera (1991)
Com Jerry Orbach e Angela Lansbury. Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Os longas de animação da Disney quase sempre foram musicais, mas pouco tinham tanta alma de musical como A Bela e a Fera. O filme parece ter nascido como espetáculo da Broadway (para onde efetivamente foi, depois) e “Be our guest” bebe diretamente na fonte de Busby Berkeley e seus delírios musicais nos filmes dos anos 1930, com seus caleidoscópios e balés aquáticos.

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129. ‘STEREOPHONIC SOUND’, de Meias de Seda (1957)
Com Janis Paige e Fred Astaire. Direção: Rouben Mamoulien. Coreografia: Hermen Pan. Canção de Cole Porter.

Em 1957, a tela larga e o som esteofônico eram armas que o cinema ainda estava começando a usar para enfrentar a concorrência da televisão. Este número de Meias de Seda tira onda brilhantemente com isso, dando a receita: diz que “Lassie seria só um cachorro como os outros” se não aparecesse em Cinemascope e latisse em estéreo, ou que antes o dançarino dançava números íntimos e de rosto colado com a parceira “e agora ele nem sabe se ela está por perto”, de tanto que eles precisam se esticar para ocupar a tela toda.

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128. ‘COUNT ON ME’, de Um Dia em Nova York (1949)
Com Frank Sinatra, Betty Garrett, Ann Miller, Jules Munshin, Alice Pearce e Gene Kelly. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Gene Kelly está na pior e seus amigos tentam levantar seu astral com uma série de tolices, do quilate de “como disse a calculadora, pode contar comigo”. Gene não resiste, é claro: no meio do número ele já está dançando com todo mundo. Como resistir a tantas palhaçadas alegres e com esse pessoal?

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127. ‘SCHOOL OF ROCK’, de Escola de Rock (2003)
Com School of Rock. Direção: Richard Linklater. Canção de Mike White e Sammy James Jr.

Rock é coisa de criança nesse ótimo filme, onde Jack Black é um roqueiro frustrado que vira professor numa escola chique e leva os meninos que só tocavam música clássica a montar uma banda. As crianças tocam mesmo e o número, muito divertido, cita visualmente “Boys don’t cry’, do The Cure, apenas uma das inúmeras referências roqueiras do filme. A School of Rock tem Black no vocal, Joey Gaydos Jr. na guitarra, Becca Brown no baixo, Robert Tsai nos teclados, Kevin Alexander Clark na bateria e, nos backing vocals, Maryam Hassan, Caitlin Hale e Aleisha Allen. Város deles seguiram carreira na música.

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126. ‘A SPOONFUL OF SUGAR’, de Mary Poppins (1964)
Com Julie Andrews, Katharine Dotrice e Matthew Garber. Direção: Robert Stevenson. Canção de Robert B. Sherman e Richard M. Sherman.

Mary Poppins chega chegando na vida dos irmãos Jane e Michael. Os coloca de cara para arrumar o quarto, mas faz uma magicazinha pra mostrar que a tarefa pode não ser tão chata: “Com um pouco de açúcar, até o remédio é um prazer”, como diz a versão brasileira da canção. Pode ser que as coisas não se arrumem sozinhas num estalar de dedos, mas sem dúvida o trabalho é bem melhor ouvindo Julie Andrews cantar.

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125. ‘THEY CAN’T TAKE THAT AWAY FROM ME’, de Ciúme, Sinal de Amor (1949)
Com Fred Astaire e Ginger Rogers. Direção: Charles Walters. Coreografia: Robert Alton. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Fred Astaire e Ginger Rogers se consagraram como a maior dupla de dança da história do cinema em nove filmes na RKO, de 1933 a 1939. Depois, ela foi ser atriz dramática (ganhou um Oscar) e ele seguiu em “carreira solo”, sem outra parceira fixa. Mas se reencontraram para um revival dez anos depois, na Metro. E este número justifica o reencontro. Dançando um número que Fred já havia cantado para Ginger em Vamos Dançar?, em 1937 (sem dançar; usar a canção de novo foi sugestão dela), eles mostram que química maravilhosa não se desfaz facilmente.

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124. ‘THE NIGHT THEY INVENTED CHAMPAGNE’, de Gigi (1958)
Com Leslie Caron, Louis Jordan e Hermione Gingold. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Charles Walters. Canção de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe.

Gigi, o papel que, na Broadway, revelou Audrey Hepburn em 1951, teve Leslie Caron no filme vencedor de nove Oscars. Bastante requintado e pomposo, para dar uma amaciada na história da garota que é educada para ser uma cortesã e é amiga de um jovem playboy que ainda a vê como criança neste animado número, onde ele promete levá-la à praia depois de perder no baralho (ela rouba)! Leslie foi dublada nas canções do filme por Betty Wand, mas o vídeo abaixo mostra a voz original da atriz cantando. Mas você pode ver a versão original do filme com a voz de Wand dublando Leslie Caron (a imagem widescreen está estreitada e invertida).

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123. ‘HOW COULD YOU BELIEVE ME WHEN I SAID I LOVED YOU WHEN YOU KNOW I’VE BEEN A LIAR ALL MY LIFE?’, de Núpcias Reais (1951)
Com Fred Astaire e Jane Powell. Direção: Stanley Donen. Coreografia: Nick Castle. Canção de Burton Lane e Alan Jay Lerner.

Astaire e Jane Powell interpretam um casal de irmãos que têm uma carreira junto nos palcos – como Fred e sua irmã Adele, antes da carreira dele no cinema. Muito divertido, com Jane Powell substituindo bem Judy Garland, que ia fazer o filme, mas foi demitida pela Metro. O número realmente lembra bastante a química cômica de Fred e Judy em “A couple of swells”, de Desfile de Páscoa (1948).

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122. ‘ZERO TO HERO’, de Hércules (1997)
Com Lillias White, Vanéese Y. Thomas, Cheryl Freeman, LaChanze e Roz Ryan. Direção: John Musker, Ron Clements. Canção de Alan Menken e David Zippel.

As musas gregas contam como Hércules passou de um zero à esquerda a herói e superastro pop (com direito até a merchandising). O longa é irregular, mas esta ideia é ótima: as musas são representadas como um grupo musical, unindo um estilo Supremes e música gospel.

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121. ‘YOUNG AND HEALTHY’, de Rua 42 (1933)
Com Dick Powell e Toby Wing. Direção: Lloyd Bacon. Direção de dança: Busby Berkeley. Canção de Al Dubin e Harry Warren.

No ano de 1933, Busby Berkeley fez as marcantes coreografias de três filmes: Belezas em Revista (com aquele balé aquático), Cavadoras de OuroRua 42. “Young and healthy” é um representante de seus caleidoscópios humanos, mas num crescendo: começa com Dick Powell sozinho em um palco vazio; então, surge uma garota (Toby Wing) para quem ele canta; aí, o banco em que estão sentados desce e eles ficam no chão; de cima, a câmera os mostra girando; então surgem os dançarinos, que, deitados no chão e em volta, giram no sentido inverso; logo, Wing está à frente de uma fila de louras; então, garotas e rapaes evoluem para os caleidoscópios humanos vistos em 90 graus em plataformas giratórias que se movimentam em sentido contrário; por fim, as louras formam outra fila e a câmera passa por um túnel de pernas. Ufa!

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160. ‘SO NEAR AND YET SO FAR’, de Ao Compasso do Amor (1941)
Com Fred Astaire e Rita Hayworth. Direção do filme: Sidney Lanfield. Coreografia: Robert Alton. Canção de Cole Porter.

Rita Hayworth foi uma das melhores parceiras de Fred Astaire, em dois filmes na Columbia. Rita com a responsabilidade cruel e suceder Ginger Rogers (cuja parceria com Astaire havia acabado dois anos antes): dançando demais, linda de morrer e antes ainda de virar um sex symbol supremo com Gilda, diga-se.

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159. ‘ONCE UPON A DREAM’, de A Bela Adormecida (1959)
Com Mary Costa e Bill Shirley. Direção: Clyde Geronimi. Canção de Sammy Fain e Jack Lawrence, baseado em Tchaikovsky.

Uma das animações mais lindas da Disney, a conclusão de uma era de ouro do estúdio, tem essa cena que é uma canção de “eu quero”, baseada no balé A Bela Adormecida de Tchaikovsky, e que é também um espécie de releitura de “Some day my prince will come”, de Branca de Neve e os Sete Anões. Visualmente é espetacular.

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158. ‘SHOES WITH WINGS ON’, de Ciúme, Sinal de Amor (1949)
Com Fred Astaire. Direção do filme: Charles Walters. Coreografia: Hermes Pan. Canção de Harry Warren e Ira Gershwin.

Fred Astaire gostava de experimentar com efeitos especiais. Aqui, ele trava um duelo de sapateado com vários pares de sapatos.

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157. ‘CELL BLOCK TANGO’, de Chicago (2002)
Com Catherine Zeta-Jones, Susan Misner, Denise Faye, Deidre Goodwin, Ekaterina Chtchelkanova e Mya. Direção do filme: Rob Marshall. Coreografia: Dion Beebe. Canção de John Kander e Fred Ebb.

As presidiárias contam suas histórias, de como foram parar na prisão por causa de homens, alternando o registro realista com o rebuscamento do número musical na mente de Roxy Hart. Para cada uma, foi assassinato, mas não um crime.

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156. ‘THE MAN THAT GOT AWAY’, de Nasce uma Estrela (1954)
Com Judy Garland. Direção: George Cukor. Canção de Harold Arlen e Ira Gershwin.

Judy, depois de demitida da Metro e longe do cinema por quatro anos, volta com tudo neste musical da Warner. Sua não vitória no Oscar daquele ano é um dos maiores escândalos da história do prêmio.

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155. ‘FLASHDANCE… WHAT A FEELING’, de Flashdance Em Ritmo de Embalo (1983)
Com Jennifer Beals. Direção: Adrian Lyne. Canção de Giorgio Moroder, Keith Forsey e Irene Cara.

Um musicaço (que ganhou o Oscar) e um número musical que marcou uma geração. Mas é todo construído na edição: Jennifer Beals tem uma dançarina como dublê de corpo, uma ginasta dá o salto no ar, um dançarino faz o break. Ia longe os dias de Fred Astaire fazendo tudo sem cortes.

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154. ‘ON THE ATCHISON, TOPEKA AND SANTA FE’, de As Garçonetes de Harvey (1946)
Com Judy Garland, Ray Bolger, Cyd Charisse e elenco. Direção: George Sidney. Canção de Harry Warren e Johnny Mercer.

A Atchison, Topeka e Santa Fé é a ferrovia por onde chega o trem à cidadezinha do Oeste onde se passa este musical, focado em um grupo de garçonetes da pioneira rede de restaurantes de Fred Harvey. A canção (vencedora do Oscar) tem uma longa introdução até efetivamente Judy Garland chegar e dominá-la. Um momento delicioso é o elenco evocando o movimento do trem no final.

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153. ‘LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS’, de Yellow Submarine (1968)
Com The Beatles. Direção: George Dunning. Canção de John Lennon e Paul McCartney.

Poucas coisas são mais psicodélicas que isso, essa imagens mudando de cor pintadas através de rotoscopia, mas com pinceladas propositalmente irregulares. O diretor George Dunning era um especialista neste tipo de animação a partir de pintura em vidro e supervisionou diretamente a sequência, que usou cenas de Fred Astaire e Ginger Rogers, Ruby Keeler e outros.

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152. ‘WITHOUT LOVE’, de Hairspray — Em Busca da Fama (2007)
Com Zac Efron, Nikki Blonsky, Amanda Bynes e Elijah Kelley. Direção: Adam Shankman. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Em um musical, a canção pode unir personagens distantes. É o caso deste número, que versa com o humor sobre a falta de amor (“é como [a branquela] Doris Day no Teatro Apolo [do Harlem], é como só ter segundas e nunca domingos, é como a mamãe de dieta”), cantado por dois jovens casais — um deles, longe um do outro.

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151. ‘UNDER THE BAMBOO TREE’, de Agora Seremos Felizes (1944)
Com Judy Garland e Margaret O’Brien. Direção do filme: Vincente Minnelli. Coreografia: Charles Walters. Canção de Rosamond Johnson e Bob Cole.

A estrelíssima Judy une forças com a pequenina Margaret, um pequeno talento como a própria Judy um dia também havia sido. Com muito charme, elas são irmãs se apresentando numa festa para a a família.

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