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Bergman e Antonioni

30 de julho, há 10 anos: Morrem no mesmo dia, em 2007, os cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Ambos são considerados entre os mais importantes diretores da sétima arte, com obras extremamente pessoais. O sueco Bergman discutiu a dor humana, a existência de Deus, a opressão religiosa, a arte em filmes como O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972), Sonata de Outono (1978) e Fanny & Alexander (1982). O italiano Antonioni ficou conhecido como o cineastas da incomunicabilidade, por obras como A Aventura (1960), A Noite (1961), O Eclipse (1962), Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966) e Profissão: Repórter (1975).

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Castelo Vogelod - 01

Um crime volta à baila: Arnold Kroff e Olga Tschechowa em ‘O Castelo Vogelöd’

O CASTELO VOGELÖD
Estrelas-03 e meia juntas-site

O alemão F.W. Murnau enfileirou filmes maravilhosos (Nosferatu, 1922; A Última Gargalhada, 1925; Fausto, 1926; Aurora, 1927). O Castelo Vogelöd é de um pouco antes dessa fase. É um filme que parece se interessar menos pela criatividade visual, que veríamos nos filmes seguintes, e mais por sua trama rocambolesca.

É uma história de mistério que se passa numa mansão no campo, onde ricaços reúnem-se para uma caçada. Mas aparece uma visita inconveniente: um conde que é suspeito de matar o irmão. É ainda mais inconveniente porque os anfitriões aguardam a chegada da viúva, que, claro, não gosta nada de estar no mesmo lugar que o conde.

Mas ela é convencida a ficar porque também está para chegar um parente que é padre e com quem ela precisa desabafar. A partir da chegada do religioso, o clima de mistério se estabelece: sobre o passado, com relação ao que realmente aconteceu, e sobre o presente, porque um desaparecimento movimenta a trama. Um pesadelo responde pelo elemento fantástico que surge no filme.

Aos olhos de hoje, milhares e milhares de filmes depois, o mistério é facilmente desvendável e certas motivações parecem inocentes. É difícil imaginar o quanto uma ou outra reviravolta impactou a plateia da época. A restauração da coleção Expressionismo Alemão, que a Obras-Primas do Cinema lançou em DVD, impressiona, mas é verdade também que os filmes que Murnau dirigiu depois se mantiveram bem mais impactantes (um deles, Fausto, também está nesta coleção).

O Castelo Vogelöd. Schloss Vogelöd. Alemanha, 1921. Direção: F.W. Murnau. Roteiro: Carl Mayer, baseado em romance de Rudolf Stratz. Elenco: Lothar Mehrnet, Olga Tschechowa, Paul Bildt, Arnold Korff. 

Quem me conhece sabe que acho chuva um saco. Mas, em um fenômeno possivelmente interessante (mas provavelmente não), eu gosto de muitas cenas de filmes onde a chuva é um elemento importante – seja como composição do cenário, seja como simbolismo. Isso nos leva a mais um top 10.

Novica Rebelde - 1410 – A NOVIÇA REBELDE (1965)

“You are sixteen going on seventeen” canta o carteiro Rowlf para Liesl, sua namoradinha que deu aquela escapada do jantar em família para namorarem em segredo no jardim da casa. No meio do canto e dança, cai aquela chuvarada e eles se refugiam no solário.

Quatro Casamentos e um Funeral - 019 – QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL (1994)

Um personagem no meio do filme diz que sonha com uma paixão que o atinja como um relâmpago. No fim do filme, passados os quatro casamentos e o funeral, os personagens de Hugh Grant e Andie MacDowell têm o seu clímax: sob a chuva que providencia o simbólico relâmpago.

Naufrago - 018 – NÁUFRAGO (2000)

É debaixo de uma chuva torrencial que o personagem de Tom Hanks reencontra a esposa (bem, ex-esposa) vivida por Helen Hunt, anos após viver isolado em uma ilha. É uma cena difícil e dolorosa, com todos os elementos de “o que poderia ter sido e não foi”, conduzida por dois grandes atores.

Homem-Aranha-04

7 – HOMEM-ARANHA (2002)

Um beijo que já está virando um clássico. Depois de salvar Mary Jane (Kirsten Dunst) de bandidos em uma rua escura, o Homem-Aranha (Tobey Maguire) desde sobre ela pendurado de cabeça para baixo na teia. Ela baixa parte da máscara dele e…

Match Point - 03

6 – MATCH POINT (2005)

Woody Allen não é exatamente conhecido por dirigir cenas sensuais. Também por isso, a cena em que Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers se rendem ao desejo proibido no campo, sob muita água, se destaca na filmografia do diretor.

Blade Runner-055 – BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

A chuva é constante na Los Angeles do futuro, cenário de Blade Runner. É também o cenário do clímax do filme, com o monólogo do replicante vivido por Rutger Hauer, no confronto decisivo por o caçador de andróides vivido por Harrison Ford.

Bonequinha de Luxo-15

4 – BONEQUINHA DE LUXO (1961)

Frustrada por seus sonhos de riqueza naufragarem e sem aceitar qualquer vínculo emocional, Holly Golightly (Audrey Hepburn) reage à declaração amorosa de Paul (George Peppard) expulsando seu fiel companheiro Gato de um taxi para um beco, debaixo do maior pé d’água. Logo se arrepende – e a procura pelo gato, sob água e a música de Henry Mancini, é um terno simbolismo do reencontro consigo mesma.

Inimigo Publico-10

3 – INIMIGO PÚBLICO (1931)

A chuva cai forte, mas o personagem de James Cagney não dá a mínima. Na cena, já um poderoso gangster, ele está esperando na rua o momento de entrar sozinho em um restaurante e acertar as contas ele mesmo com uma gangue rival. O tiroteio é acompanhado pelo espectador do lado de fora, ouvindo os tiros e apenas aguardando quem sairá vivo pela porta.

Sete Samurais - 04

2 – OS SETE SAMURAIS (1954)

O confronto final entre a pobre aldeia, liderada pelos sete samurais contratados, contra os bandidos que rotineiramente a atacam, acontece debaixo de um dos maiores pés d’água já vistos no cinema, o que torna tudo ainda mais desafiador, épico e dramático neste clássico de Kurosawa.

Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Deus desafiado em Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994); visibilidade zero em Psicose (1960); a mensagem fatídica em Casablanca (1942); fuga sob a chuva em Um Sonho de Liberdade (1995); um beijo de Depois do Vendaval (1952); e o sexo na escadaria de 9½ Semanas de Amor (1986).

Cantando na Chuva - 25

1 – CANTANDO NA CHUVA (1952)

Dizem que Gene Kelly estava com 38 graus de febre no dia em que filmou a cena mais icônica de Cantando na Chuva: seu  personagem deixa a namorada em casa, parece que todos os seus problemas estão resolvidos e ele está tão feliz que não se importa com o aguaceiro: fecha o guarda-chuva, canta e sapateia pela rua. Leite foi misturado na água para que os pingos ficassem mais visíveis na filmagem. Kelly improvisou uma parte do número. E tudo foi feito em poucos e longos planos, que mostram a perícia não só de Kelly como da equipe inteira.

Robocop - 1987 - 02

17 de julho, há 30 anos: Estreia, em 1987, o filme RoboCop, o Policial do Futuro, de Paul Verhoeven. O filme de ficção científica se passa em uma Detroit futurista onde um policial abatido em combate é combinado a partes mecânicas e eletrônicas para combater o crime. Foi o primeiro filme 100% hollywoodiano do holandês Verhoeven (o anterior, Conquista Sangrenta, de 1985, era uma co-produção com países europeus). O filme teve duas continuações no cinema (1990 e 1992), duas séries de TV (1994/1995 e 2000/2001), duas séries animadas (1988 e 1998/1999) e uma refilmagem (2014), esta dirigida pelo brasileiro José Padilha.

Turma do Charlie Brown - 01

16 de julho, há 40 anos: Estreia, em 1977, o filme A Turma do Charlie Brown. Rebatizado anos depois na TV a cabo como Corra por Sua Vida, Charlie Brown, é o terceiro longa-metragem animado estrelado pelos personagens criados por Charlie M. Schulz para a tira Peanuts. Os primeiros são Charlie Brown e Snoopy (1968) e Volte para Casa, Snoopy (1972). A animação segue o estilo dos especiais animados de cerca de 25 minutos vinham sendo produzidos para a TV desde 1965. O filme não tem trilha musical de Vince Guaraldi, responsável pelo acento jazzístico da trilha dos especiais, porque o músico morreu meses antes de a produção começar.

007 o Espiao que Me Amava - 03

7 de julho, há 40 anos: É exibido em pré-estreia, em 1977, o filme 007, o Espião que Me Amava. É o 10º filme protagonizado pelo espião britânico James Bond, e o terceiro com Roger Moore no papel. É um dos que melhor dosou os elementos de ação e comédia que caracterizou a fase de Moore como o personagem. A bondgirl era a americana Barbara Bach e a canção-tema foi “Nobody does it better”, com Carly Simon.

 

Katy Jurado - Matar ou Morrer

5 de julho, há 15 anos: Morre, em 2002, aos 78 anos, a atriz mexicana Katy Jurado. Ela começou sua carreira em seu país natal, em 1943, em uma era dourada para o cinema mexicano. A partir de 1951, começou a trabalhar em Hollywood, principalmente em faroestes. O maior deles foi Matar ou Morrer (1952), que rendeu a ela um Globo de Ouro, o primeiro para uma latina. Foi indicada ao Oscar por Lança Partida (1954).

James Stewart

2 de julho, há 20 anos: Morre, em 1997, aos 89 anos, o ator americano James Stewart. Um dos grandes nomes do cinema americano, muitas vezes interpretando o perfil perfeito do homem bom e honesto, ele era um preferido de diretores como Frank Capra (que o dirigiu em três filmes, o mais importante sendo A Felicidade Não Se Compra, 1946), Alfred Hitchcock (quatro filmes, entre eles Janela Indiscreta, 1954, e Um Corpo que Cai, 1958) e Anthony Mann (oito filmes, entre eles Winchester 73, de 1950). Fez outros grandes filmes com outros grandes cineastas, como O Homem que Matou o Facínora (1962), com John Ford, e Núpcias de Escândalo (1940), com George Cukor, com o qual ganhou o Oscar.

lena horne, ca. 1940s

30 de junho, há 100 anos: Nasce, em 1917, a cantora, atriz, dançarina e ativista dos direitos civis americana Lena Horne. Desde os 16 anos, belíssima, ela se tornou cantora de nightclubs, sendo depois contratada para filmes em Hollywood. Foi subutilizada em papéis pequenos e em aparições apenas como cantora em musicais da Metro, mas estrelou Uma Cabana no Céu (1943) e Tempestade de Ritmos (1943), ambos de elenco predominantemente negro. Desencantanda com Hollywood, se concentrou em sua carreira de cantora a partir dos anos 1950, se tornando uma das grandes vozes do jazz. Desde os anos 1940 lutou contra a segregação racial nos EUA. Morreu em 2010, aos 92 anos.

Jayne Mansfield - 1963

29 de junho, há 50 anos: Morre, em 1967, aos 34 anos, a atriz americana Jayne Mansfield. Um dos principais símbolos sexuais do cinema nos anos 1950 e 1960, parecida com Marilyn Monroe, fez sucesso com comédias como Sabes o que Quero (1956), a grande maioria enfatizando seu corpo. Quando a carreira decaiu, foi a primeira estrela a aparecer nua em um filme de Hollywood, em Promises, Promises (1963). Morreu em um acidente automobilístico.

Duas Garotas Romanticas - 01

Cores e música: Catherine Deneuve e Fraçoise Dorléac

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS
Sem borda - 04 estrelas

Bem mais do que em Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), fica evidente em Duas Garotas Românticas (1967) o amor que o cineasta Jacques Demy tinha pelos musicais de Hollywood. A começar pelo formato, que troca os diálogos 100% cantados do filme anterior pela tradicional alternância entre diálogos e canções. Passa pela presença no elenco de grandes nomes do gênero nos EUA: George Chakiris e, principalmente, Gene Kelly. E se consagra pelo uso exuberante e apaixonado da dança, do que Chakiris foi craque e Kelly, um gênio.

Mas eles não são os atores principais, são um suporte de luxo. O protagonismo é todo das irmãs Catherine Deneuve e Françoise Dorléac, que interpretam gêmeas que ensinam dança e canto (Dorléac, que morreu três meses após o lançamento do filme, em um acidente, era um ano mais velha que Deneuve). A chegada de uma feira itinerante à sua cidade, Rochefort, vai agitar o fim de semana em que decidiram que vão tentar a vida artística em Paris.

As duas atrizes, assim como quase todo o elenco, são dubladas nas canções. A exceção é Danielle Darrieux, que interpreta a mãe da dupla, comandando um café que se torna um núcleo da trama, uma ciranda amorosa em que os vários personagens vão se cruzando enquanto isso não acontece aos casais destinados um ao outro.

Kelly é dublado nas canções e em parte dos diálogos, mas não em todos: em boa parte, ele mesmo fala em francês. O espectador versado em musicais percebe logo a diferença e pode estranhar, a princípio.

Mas a entrada de Kelly no filme, no meio da trama, é um golpe de misericórdia de um espetáculo adorável que já vinha funcionando bem. O homem parece ter luz própria e sublinha a credibilidade do filme.

Demy, também roteirista, não se acomoda com sua ciranda amorosa e faz experimentações em diversos momentos. Faz um uso exuberante das cores que é evidente como inspiração de La La Land (2017). Coloca vários dos números musicais ao ar livre, começando pelo dos créditos de abertura, em uma balsa suspensa.

Em outra cena, Catherine Deneuve anda pelas calçadas da cidade, enquanto o mundo dança à sua volta, em um grande plano sequência em que ela atravessa ruas e dobra esquinas. E há a cena do jantar em que não há música, mas os diálogos são rimados. E Gene Kelly faz uma citação, com Françoise Dorléac, da coreografia que dançou à beira do Rio Sena em Sinfonia de Paris (1951).

Há outras citações no filme, como Deneuve e Dorléac evocando, no número apresentado na feira, Marilyn Monroe e Jane Russell em Os Homens Preferem as Louras (1953), de Howard Hawks. Aí e em outro momentos do filme sobrou charme.

DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS. Les Demoiselles de Rochefort. França, 1967. Direção: Jacques Demy. Elenco: Catherine Deneuve, Françoise Dorléac, George Chakiris, Gene Kelly, Jacques Perrin, Michel Piccoli, Danielle Darrieux.

 

Blow Up - Depois Daquele Beijo-21

David Hemmings em “Blow Up”: a captura enigmática de uma atmosfera

BLOW UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO
Sem borda - 04 estrelas

Há um mistério em Blow Up e ele é bem mais o próprio filme que o assassinato que o fotógrafo Thomas, vivido por David Hemmings, parece descobrir nas ampliações de fotos despretensiosas tiradas por ele num parque. Como bom mistério, o diretor Michelangelo Antonioni deixa pistas verdadeiras e falsas e convida o espectador a desvendar os sentidos do que desenrola na tela.

O filme começa e termina com um grupo de mímicos em cena. A princípio, eles cruzam gratuitamente o caminho do fotógrafo, que vinha de fotografar desvalidos, como um deles, mas entra em seu carrão e parte para o estúdio, onde vai conduzir sessões com belas modelos. No fim, ele os reencontra naquele clássico jogo de tênis sem bola. Mas que, ainda assim, sai da quadra e que ele recolhe no gramado e devolve. Para em seguida ouvirmos o som da bola inexistente.

Enigmático (é baseado em conto de Julio Cortázar, que faz uma ponta no filme), Blow Up deixa a cargo do espectador dar tratos à bola para decifrar enigmas como esse. O fotógrafo amplia as fotos, percebe um rosto assustado, descobre um homem armado nos arbustos, vê o que pode ser um corpo caído nas imagens granuladas. Quem matou? Quem morreu? Por que motivo? Houve mesmo um crime?

Em termos de narrativa, sobressaem-se os planos belos e rigorosos de Antonioni. No pano de fundo, mas talvez até de maior importância, está a captura de um momento particular da história da capital inglesa: a atmosfera efervescente da Swinging London, a moda, a música.

Talvez Blow Up seja um filme maior pela soma das partes (o show de rock dos Yardbirds com a plateia impassível, mas que se solta quando Jeff Beck destrói sua guitarra; a sessão de fotos com a realmente famosa modelo Veruschka, pelo chão; além das já citadas) do que pelo todo. Ou será maior pelo todo, tão sedutor quanto enigmático?

Blow Up – Depois Daquele Beijo. Blowup. Reino Unido/ Itália/ Estados Unidos, 1966. Direção: Michelangelo Antonioni. Elenco: David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, Jane Birkin, Veruschka von Lehndorff, The Yardbirds (Jeff Beck, Jimmy Page, Keith Relf).

Duas Garotas Romanticas - 11

“Duas Garotas Românticas”: sessões em dois domingos

Antes tinham saído os filmes, agora saíram os horários. Confira a programação em João Pessoa do Festival Varilux do Cinema Francês, que vai de 8 a 21 de junho e este ano acontece em dois cinemas: no Cinespaço, do MAG Shopping, e no Cinépolis, do Manaíra Shopping.

No Cinespaço, serão as quatro sessões tradicionais; no Cinépolis, só duas, à noite. O clássico, Duas Garotas Românticas, será exibido só no Cinespaço, mas em duas ocasiões (nos dois domingos). Confira no post anterior mais sobre os filmes e veja os trailers.

QUINTA, 8

Cinespaço
14:30 – Amanhã
16:50 – Frantz
19:05 – Na Cama com Victoria
21:05 – Coração e Alma

Cinépolis
19:00 – A Vida de uma Mulher
21:30 – Rodin

***

SEXTA 9

Cinespaço
14:30 – Uma Agente Muito Louca
16:35 – O Filho Uruguaio
18:35 – Um Instante de Amor
20:55 – Uma Família de Dois

Cinépolis
19:00 – Tour de France
21:30 – Coração e Alma

***

SÁBADO 10

Cinespaço
14:30 – A Viagem de Fanny
16:25 – Amanhã
18:45 – Rodin
21:05 – Rock’n Roll – Por Trás da Fama

Cinépolis
19:00 – Na Cama com Victoria
21:30 – Uma Família de Dois

***

DOMINGO 11

Cinespaço
14:30 – Tour de France
16:25 – Perdidos em Paris
18:10 – Duas Garotas Românticas
20:35 – Frantz

Cinépolis
19:00 – Um Instante de Amor
21:30 – Tal Mãe, Tal Filha

***

SEGUNDA 12

Cinespaço
14:30 – Um Perfil para Dois
16:30 – Coração e Alma
18:30 – O Reencontro
20:50 – Na Vertical

Cinépolis
19:00 – Coração e Alma
21:30 – Um Perfil para Dois

***

TERÇA 13

Cinespaço
14:30 – Um Instante de Amor
16:50 – Rodin
19:10 – Uma Agente Muito Louca
21:15 – Na Cama com Victoria

Cinépolis
19:00 – Na Vertical
21:30 – Frantz

***

QUARTA 14

Cinespaço
14:30 – A Vida de uma Mulher
16:50 – Tal Mãe, Tal Filha
18:45 – A Viagem de Fanny
20:40 – Perdidos em Paris

Cinépolis
19:00 – Uma Família de Dois
21:30 – Tal Mãe, Tal Filha

***

QUINTA 15

Cinespaço
14:30 – Rock’n Roll – Por Trás da Fama
16:55 – O Filho Uruguaio
18:55 – A Vida de uma Mulher
21:15 – Tal Mãe, Tal Filha

Cinépolis
19:00 – Perdidos em Paris
21:30 – O Reencontro

***

SEXTA 16

Cinespaço
14:30 – O Reencontro
16:50 – Amanhã
19:10 – Rock’n Roll – Por Trás da Fama
21:35 – Tour de France

Cinépolis

19:00 – Uma Agente Muito Louca
21:30 – O Filho Uruguaio

***

SÁBADO 17

Cinespaço
14:30 – Perdidos em Paris
16:15 – Uma Agente Muito Louca
18:20 – Uma Família de Dois
20:35 – O Reencontro

Cinépolis
19:00 – Rodin
21:30 – Rock’n Roll – Por Trás da Fama

***

DOMINGO 18

Cinespaço
14:30 – Duas Garotas Românticas
16:55 – A Viagem de Fanny
18:50 – Um Instante de Amor
21:10 – Rodin

Cinépolis
19:00 – Frantz
21:30 – Um Perfil para Dois

***

SEGUNDA 19

Cinespaço
14:30 – Frantz
16:45 – Na Cama com Victoria
18:45 – Tal Mãe, Tal Filha
20:40 – Um Perfil para Dois

Cinépolis
19:00 – A Viagem de Fanny
21:30 – Tour de France

***

TERÇA 20

Cinespaço
14:30 – Coração e Alma
16:30 – Um Perfil para Dois
18:30 – Tour de France
20:25 – Na Vertical

Cinépolis
19:00 – Rock’n Roll – Por Trás da Fama
21:30 – Na Cama com Victoria

***

QUARTA 21

Cinespaço
14:30 – Uma Família de Dois
16:45 – Rock’n Roll – Por Trás da Fama
19:10 – Frantz
21:25 – A Vida de uma Mulher

Cinépolis
19:00 – Amanhã
21:30 – Perdidos em Paris

Coluna Cinemascope (#12). Correio da Paraíba, 7/12/2016

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“Último Tango em Paris” (1971)

O vale tudo nas filmagens

por Renato Félix

Maria Schneider falou sobre como tinha sofrido no set de Último Tango em Paris (1973) e de como isso havia deixado sequelas psicológicas em sua vida. Só agora, três anos depois de o próprio diretor Bernardo Bertolucci ter admitido que Marlon Brando e ele tramaram surpreender a jovem atriz na “cena da manteiga” para obter, nas palavras dele, “a reação da menina e não a da atriz”, é que a questão causou repercussão.

Nem vou entrar nos aspectos potencialmente criminosos do fato, já amplamente discutidos na imprensa e nas redes sociais, mas entrar em um aspecto que foi levantado por minha amiga Alana Agra no Facebook: vale tudo para conseguir a melhor atuação, a melhor cena para um filme?

Não são poucos os casos em que os diretores apostam no sofrimento não consentido de seus atores (e equipe) para conseguir o que querem para seus filmes. As histórias são muitas, em diferentes níveis, sem precisar chegar a uma questão tão sórdida como a de um estupro, mas que podem ser igualmente condenáveis se a gente pensar no que alguém precisa passar pela visão de outro.

Entre as que me lembro, está William Friedkin mandando puxar Ellen Burstyn, com toda a força e sem que ela soubesse, para que sua reação (e grito) de dor ao cair fosse real em uma cena de O Exorcista (1973). Ou dando tiros para o ar no set para manter a tensão no elenco e equipe.

Também, entre todas as agruras que Tippi Hedren passou nas mãos de Hitchcock, está a história de ela ter sido avisada só momentos antes da cena que teria amarrados a seus braços e pernas pássaros reais que iriam atacar sua personagem em Os Pássaros (1963).

Caso mais grave: a terrível morte de Vic Morrow e dois atores mirins, atingidos por um helicóptero em uma cena de No Limite da Realidade (1983), de John Landis, filmada fora dos padrões de segurança. Morrow foi decapitado.

FOTO: Último Tango em Paris (1971)

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Coluna Cinemascope (#10). Correio da Paraíba, 23/11/2016.

Jaws

“Tubarão” (1975)

Antes e depois deles

por Renato Félix

Um dia desses debati com um amigo sobre o fato de Pulp Fiction (1994) ter ou não mudado a história do cinema. Ele achando que sim, eu que não. O filme de Tarantino sem dúvida tem grandes qualidades como cinema, foi a afirmação de um esteta, reprocessou muita coisa, mas isso não é mudar a história. Isso é para pouquíssimos filmes.

É uma afirmação para ser usada, por exemplo, para Viagem à Lua (1902), de George Méliès. O curta que usou os parcos recursos técnicos da época para fazer o espectador viajar ao espaço. Não só afirmou que o caminho maior do cinema seria ali pela fantasia como inaugurou a ficção científica no cinema.

É também para ser atribuído a O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith, que praticamente instituiu uma gramática da linguagem cinematográfica. Ou O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein, o pilar da edição soviética, que mostrou que a montagem podia ser usada para mais do que emendar uma cena na outra: mas para criar ideias a partir da união das imagens.

Também entra aí Roma, Cidade Aberta (1945), de Roberto Rossellini, que inaugurou o neo-realismo italiano e levou o cinema pra rua, para fora dos estúdios, e levou atores não profissionais para dentro do cinema. Em 1960, Acossado, de Jean-Luc Godard, abriu o leque do conceito de montagem, apostando no salto das imagens.

Branca de Neve e os Sete Anões (1937) criou um novo mercado: os longas de animação. E Toy Story (1995), a animação por computador, que dominaria o gênero. Sem esquecer de Tubarão (1975), que instituiu o conceito de blockbuster. Esses, sim, mudaram o cinema.

FOTO: Tubarão (1975)

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inventor-da-mocidade-11

O INVENTOR DA MOCIDADE

Sem borda - 04 estrelas

A primeira cena de O Inventor da Mocidade, antes dos créditos, mostra a porta da frente de uma casa e Cary Grant quase saindo dela, quando é interrompido pela voz (suponho) do diretor: “Ainda não, Cary”. Já é uma amostra de que o disparate total vai dar a ordem nessa comédia maluca temporã, da mesma dupla diretor-ator do clássico Levada da Breca (1938), mas produzida e lançada em anos em que Jerry Lewis já começava a dominar o gênero.

Cary Grant foi um ator que se saía tão bem quanto galã romântico quanto num aloprado papel cômico como este: um cientista dedicado a criar uma fórmula para o rejuvenescimento e que, por acidente, tem seu preparo remisturado por um dos macacos do laboratório. Testando o produto em si mesmo, o cientista rejuvenesce mentalmente até a infância.

Cary se entrega bravamente ao papel, assim como Ginger Rogers, que interpreta sua esposa e também é afetada pela fórmula em determinado momento. Tudo vai num crescendo cada vez mais em direção ao mais desenfreado absurdo. Só não chega a romper as barreiras da realidade (bem, a da proposta pelo filme) como os filmes vindouros de Mel Brooks e do trio Zucker-Abrahams-Zucker.

O Inventor da Mocidade injustamente acabou ficando injustamente para a história como “um filme de Marilyn Monroe”. Marilyn estava às vésperas de se tornar a grande estrela que foi: no ano seguinte emplacaria três filmes de sucesso que redefiniram sua carreira. Aqui, embora estampe as capas de DVDs e blu-rays do filme, ainda é coadjuvante.

Mas seu papel também tem destaque: é a secretária sexy da empresa para a qual Cary trabalha e divide com ele algumas das loucuras em que ele se mete. Seu brilho é evidente no meio de duas estrelas consagradas como Cary e Ginger. O próprio Howard Hawks viu logo: a colocou em Os Homens Preferem as Loiras (1953), fez ela canta “Diamonds are a girl’s best friend” e criou um momento antológico que ajudou a consolidar o mito.

Monkey Business. Estados Unidos, 1952. Direção: Howard Hawks. Elenco: Cary Grant, Ginger Rogers, Marilyn Monroe, Charles Coburn, Hugh Marlowe. Visto em DVD.

Quando Um Corpo que Cai (1958) “roubou” o posto de Cidadão Kane (1941) como melhor filme de todos os tempos na eleição que a revista inglesa Sight and Sound fez em 2012, muita gente se surpreendeu. Pois aconteceu de novo: agora foi a francesa Télérama que consagrou o clássico de Alfred Hitchcock.

Mas essa é das poucas semelhanças entre as duas listas. Esta é uma lista muito particular, com escolhas muito curiosas sobre que filme de determinados diretores seriam citados em melhor colocação. Não dá para saber se foi uma opção consciente ou simplesmente aconteceu. O fato é que há muitas escolhas que não são as mais óbvias ou esperadas. Por exemplo:

  • O melhor Billy Wilder na lista é Amor na Tarde (1957), e não Quanto Mais Quente Melhor (1959; mais abaixo na lista) ou Crepúsculo dos Deuses (1950; não está) ou Se Me Apartamento Falasse (1960; não está)
  • O primeiro Bergman é Fanny & Alexander (1982), que acho ótimo, mas é menos emblemático que O Sétimo Selo (1957, não está na lista), Morangos Silvestres (1957, também não está) ou Persona (1966; está, mais abaixo).
  • O melhor Kubrick é O Iluminado (1980) e não 2001 (1968, que está lá no fim da lista). Nem Laranja Mecânica (1971), que ficou fora.
  • O melhor Truffaut é A Mulher do Lado (1981). Há outro filme do diretor na lista, mas não é nem Os Incompreendidos (1959), nem Jules e Jim (1961): é A História de Adele H (1975).
  • Godard está em segundo na lista, mas com O Desprezo (1963). Acossado (1960) não ficou entre os 100.
  • O melhor Visconti não é Morte em Veneza (1971, fora da lista) ou Rocco e Seus Irmãos (1951) ou O Leopardo (1963) – ambos na lista, mas abaixo. É Ludwig – A Paixão de um Rei (1973).
  • O melhor Scorsese não é Taxi Driver (1976) ou O Touro Indomável (1980) – os dois fora da lista – ou Os Bons Companheiros (1990) – na lista, mas abaixo. É Cassino (1995).
  • O melhor Jacques Demy não é Os Guarda-Chuvas do Amor (1964) e nem mesmo Duas Garotas Românticas (1967) – é Um Quarto na Cidade (1982),  muito menos lembrado. Mas os outros dois estão na lista.
  • Entrou um Jane Campion, mas não é O Piano (1993) e, sim, O Brilho de uma Estrela (2009).

Há outras curiosidades:

  • O texto de abertura se vangloria pelo ineditismo de eleger Um Corpo que Cai pela primeira vez como o melhor. “Pelo que sabemos”, diz. Bom, então desconhecem a mais emblemáticas das enquetes do gênero: a da Sight and Sound, que, como digo no começo, elegeu Um Corpo que Cai em 2012 (é feita de dez em dez anos). Confira aqui os 50 melhores.
  • A revista também não nega as limitações da lista: não há um único filme da América do Sul ou da África.
  • Os caras gostam muito do Michael Cimino: é o primeiro diretor a aparecer com dois filmes no top 20!
  • Hitchcock teve o primeiro filme na lista. Em compensação, foi o único.
  • Nada de Griffith ou Eisenstein, pilares do cinema mundial.

A lista é resultado de uma votação da equipe da revista, mas não encontrei a informação de quantos votaram. Veja a seguir a lista completa. Se quiser ver a página original e os detalhes da votação, clique aqui.

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James Stewart e Kim Novak em “Um Corpo que Cai”

1 – UM CORPO QUE CAI, de Alfred Hitchcock (1958)

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Brigitte Bardot e Michel Piccolli em “O Desprezo”

2 – O DESPREZO, de Jean-Luc Godard (1963)

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George O’Brien e Janet Gaynor em “Aurora”

3 – AURORA, de F.W. Murnau (1927)

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Laura Elena Harring e Naomi Watts em “Cidade dos Sonhos”

4 – CIDADE DOS SONHOS, de David Lynch (2001)

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5 – ERA UMA VEZ EM TÓQUIO, de Yasujiro Ozu (1953)

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Charles Boyer e Danielle Darrieux em “Desejos Proibidos”

6 – DESEJOS PROIBIDOS, de Max Ophuls (1953)

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Donald O’Connor, Debbie Reynolds e Gene Kelly em “Cantando na Chuva”

7 – CANTANDO NA CHUVA, de Gene Kelly e Stanley Donen (1952)

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Jean-Pierre Léaud, Françoise Lebrun e Bernadette Lafont em “A Mãe e a Puta”

8 – A MÃE E A PUTA, de Jean Eustache (1973)

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Diane Keaton e Woody Allen em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”

9 – NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA, de Woody Allen (1977)

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Sally Jane Bruce, Billy Chapin e Robert Mitchum em “O Mensageiro do Diabo”

10 – O MENSAGEIRO DO DIABO, de Charles Laughton (1955)

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Robert De Niro em “O Franco-Atirador”

11 – O FRANCO-ATIRADOR, de Michael Cimino (1978)
12 – M – O VAMPIRO DE DUSSELDORF, de Fritz Lang (1931)
13 – A MALVADA, de Joseph L. Mankiewicz (1950)
14 – A DOCE VIDA, de Federico Fellini (1960)
15 – FANNY E ALEXANDER, de Ingmar Bergman (1982)
16 – MINHA NOITE COM ELA, de Eric Rohmer (1969)
17 – O PORTAL DO PARAÍSO, de Michael Cimino (1980)
18 – O ILUMINADO, de Stanley Kubrick (1980)
19 – PERSONA, de Ingmar Bergman (1966)
20 – A MULHER DO LADO, de François Truffaut (1981)

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Natalya Abramova em “Stalker”

21 – STALKER, de Andrei Tarkovsky (1979)
22 – UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO, de Blake Edwards (1968)
23 – MEU TIO, de Jacques Tati (1958)
24 – NOITES DE LUA CHEIA, de Eric Rohmer (1984)
25 – CLÉO DAS 5 ÀS 7, de Agnès Varda (1962)
26 – O ECLIPSE, de Michelangelo Antonioni (1962)
27 – VAN GOGH, de Maurice Pialat (1991)
28 – ANDREI ROUBLEV, de Andrei Tarkovsky (1969)
29 – DO MUNDO NADA SE LEVA, de Frank Capra (1938)
30 – O DEMÔNIO DAS ONZE HORAS, de Jean-Luc Godard (1965)

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Audrey Hepburn e Gary Cooper em “Amor na Tarde”

31 – AMOR NA TARDE, de Billy Wilder (1957)
32 – CASSINO, de Martin Scorsese (1995)
33 – AMOR À FLOR DA PELE, de Wong Kar-Wai (2001)
34 – O BRILHO DE UMA PAIXÃO, de Jane Campion (2009)
35 – A CAIXA DE PANDORA, de G.W. Pabst (1929)
36 – A REGRA DO JOGO, de Jean Renoir (1939)
37 – UM QUARTO NA CIDADE, de Jacques Demy (1982)
38 – FRANKENSTEIN, de James Whale (1931)
39 – OS MARIDOS, de John Cassavetes (1970)
40 – A BELA E A FERA, de Jean Cocteau (1946)

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Enrique Irazoqui em “O Evangelho Segundo São Mateus”

41 – O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS, de Pier Paolo Pasolini (1964)
42 – MANHATTAN, de Woody Allen (1979)
43 – ERA UMA VEZ NA AMÉRICA, de Sergio Leone (1984)
44 – LUZES DA CIDADE, de Charles Chaplin (1931)
45 – CAMINHO SEM VOLTA, de James Gray (2000)
46 – TRÁGICO AMANHECER, de Marcel Carné (1939)
47 – LUDWIG – A PAIXÃO DE UM REI, de Luchino Visconti (1973)
48 – A OUTRA, de Woody Allen (1988)
49 – DUAS GAROTAS ROMÂNTICAS, de Jacques Demy (1967)
50 – O GRANDE DITADOR, de Charles Chaplin (1940)

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Gena Rowlands em “Uma Mulher sob Influência”

51 – UMA MULHER SOB INFLUÊNCIA, de John Cassavetes (1974)
52 – A BELA DA TARDE, de Luís Buñuel (1967)
53 – ALL THAT JAZZ – O SHOW DEVE CONTINUAR, de Bob Fosse (1979)
54 – QUANTO MAIS QUENTE MELHOR, de Billy Wilder (1959)
55 – OS DESAJUSTADOS, de John Huston (1961)
56 – ROCCO E SEUS IRMÃOS, de Luchino Visconti (1951)
57 – A PISTA, de Chris Marker (1962)
58 – CIDADÃO KANE, de Orson Welles (1941)
59 – MULHERES DIABÓLICAS, de Claude Chabrol (1995)
60 – OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR, de Jacques Demy (1964)

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Buster Keaton em “A General”

61 – A GENERAL, de Buster Keaton e Clyde Bruckman (1927)
62 – A LOJA DA ESQUINA, de Ernst Lubitsch (1940)
63 – A REDE SOCIAL, de David Fincher (2010)
64 – SONO DE INVERNO, de Nuri Bilge Ceylan (2014)
65 – PROFISSÃO: REPÓRTER, de Michelangelo Antonioni (1975)
66 – MOUCHETTE, A VIRGEM POSSUÍDA, de Robert Bresson (1967)
67 – RATATOUILLE, de Brad Bird (2007)
68 – IMITAÇÃO DA VIDA, de Douglas Sirk (1959)
69 – AMARCORD, de Federico Fellini (1973)
70 – RASTROS DE ÓDIO, de John Ford (1956)

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Maurice Ronet e Léna Skerla em “Trina Anos Esta Noite”

71 – TRINTA ANOS ESTA NOITE, de Louis Malle (1963)
72 – AMOR DE PERDIÇÃO – MEMÓRIAS DE UMA FAMÍLIA, de Manoel de Oliveira (1978)
73 – SHOAH, de Cçaude Lanzmann (1985)
74 – SOMBRA DO PAVOR, de Henri-Georges Clouzot (1943)
75 – UM CONTO DE NATAL, de Arnaud Desplechant (2008)
76 – HOTEL DAS AMÉRICAS, de André Téchiné (1981)
77 – VOZES DISTANTES, de Terence Davies (1988)
78 – GOSTO DE CEREJA, de Abbas Kiarostami (1997)
79 – A TORTURA DO MEDO, de Michael Powell (1960)
80 – UM DIA MUITO ESPECIAL, de Ettore Scola (1977)

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Lee Marvin, James Stewart e John Wayne em “O Homem que Matou o Facínora”

81 – O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, de John Ford (1962)
82 – AGUIRRE, A CÓLERA DOS DEUSES, de Werner Herzog (1972)
83 – BONEQUINHA DE LUXO, de Blake Edwards (1961)
84 – JOHNNY VAI À GUERRA, de Dalton Trumbo (1971)
85 – OS BONS COMPANHEIROS, de Martin Scorsese (1990)
86 – CINZAS DO PARAÍSO, de Terrence Malick (1978)
87 – BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES, de Ridley Scott (1982)
88 – A HISTÓRIA DE ADÈLE H., de François Truffaut (1975)
89 – A TRISTEZA E A PIEDADE, de Marcel Ophuls (1969)
90 – AOS NOSSOS AMORES, de Maurice Pialat (1983)

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Keir Dullea em “2001 – Uma Odisseia no Espaço”

91 – 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Stanley Kubrick (1968)
92 – O LEOPARDO, de Luchino Visconti (1963)
93 – MARROCOS, de Joseph von Sternberg (1930)
94 – OURO E MALDIÇÃO, de Erich von Stroheim (1924)
95 – O MEDO CONSOME A ALMA, de Rainer Werner Fassbinder (1974)
96 – PEÇA INACABADA PARA PIANO MECÂNICO, de Nikita Mikhalkov (1977)
97 – O PAGAMENTO FINAL, de Brian de Palma (1993)
98 – CLAMOR DO SEXO, de Elia Kazan (1961)
99 – UM DIA NO CAMPO, de Jean Renoir (1936)
100 – BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES, de David Hand (1937)

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O AMOR EM FUGA

Sem borda - 04 estrelas

 

Truffaut morreu cinco anos após este filme e não sei se pretendia dar continuidade às aventuras de Antoine Doinel. Mas este tem muito uma cara de conclusão. O passado é revisitado o tempo todo por Doinel e as mulheres de sua vida, nos levando a muitas imagens dos filmes anteriores com o personagem: Os Incompreendidos (1959), o média Antoine et Colette (1962), Beijos Proibidos (1968) e Domicílio Conjugal (1970).

E também cenas de A Noite Americana (1973), onde Jean-Pierre Léaud contracenou com Dani e Truffaut marotamente reaproveita as cenas como se fosse do passado de Doinel. Há outras relações com A Noite Americana, como o nome do livro publicado por Doinel, Les Salades de l’Amour, aproximando ainda mais os dois personagens de Léaud.

Aqui, ele está separado há algum tempo de Christine (Claude Jade) e os dois amigavelmente assinam o divórcio. Ele vive uma relação com Sabine (Dorothée, nome da TV francesa que depois se firmou como apresentadora infantil), mas com certa resistência a uma completa entrega. E acaba reencontrando um amor do passado: a Colette (Marie-France Pisier) do média-metragem de 1962. Com um tom leve e nostálgico, Truffaut faz seu personagem acertar as contas com suas mulheres (inclusive a mãe) e fechar um ciclo.

L’Amour en Fuite. França, 1979. Direção: François Truffaut. Elenco: Jean-Pierre Léaud, Marie-France Pisier, Dorothée, Claude Jade, Dani. Visto no Cinépolis Manaíra.

 

Para o aniversário de Brigitte Bardot (82 anos hoje), uma das cenas que a transformaram num fenômeno mundial em E Deus Criou a Mulher (1956). Juliete, sua personagem é um espírito livre, fulgurante e sensual, desejada pelos homens e que tem problemas com a rigidez de seu casamento com o personagem de Jean-Louis Trintignant. Nesta cena em que ela dança uma rumba como se não houvesse amanhã, o atrito entre os dois atinge o limite.

E Deus Criou a Mulher. Et Dieu… Créa la Femme, França, 1956. Direção: Roger Vadim. Elenco: Brigitte Bardot, Jean-Louis Trintignant, Curd Jürgens.

Cena anterior: O Pirata.

“Make’em laugh”, aquele número em que Donald O’Connor canta sobre como é ser um comediante e sai tropeçando, batendo a cara, dando cambalhotas e dançando com (e apanhando de) um boneco é um dos grandes número de Cantando na Chuva (1952). E é um plágio. A história é esta: o filme é uma reunião de canções de Arthur Freed e Nacio Herb Brown escritas nos anos 1920, produzido agora pelo próprio Freed. Stanley Donen, que co-dirigiu com Gene Kelly, sentiu falta de um número solo para O’Connor e pediu a Freed uma música nova, algo “no estilo de ‘Be a clown’, de Cole Porter”. Quando Freed trouxe a canção, as semelhanças estavam na cara. Porter aparentemente nunca reclamou e a cena é brilhante, para dizer o mínimo. No entanto, esta aqui é a canção original: “Be a clown”, cantada duas vezes em O Pirata (1948), a segunda delas no final do filme, um encantador número de palhaços com Gene e a magistral Judy Garland.

O Pirata. The Pirate (1948). Direção: Vincente Minnelli. Elenco: Judy Garland, Gene Kelly, Walter Slezak, Gladys Cooper.

Cena anterior: Footloose – Ritmo Louco

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