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Marilyn Monroe-02

Marilyn Monroe estaria completando hoje 90 anos. Sempre apontada como o maior sex symbol do cinema, ela também tinha um talento natural para a comédia (foi premiada no Globo de Ouro por Quanto Mais Quente Melhor, 1959) e foi se tornando também uma boa atriz dramática (como mostrou em filmes como Nunca Fui Santa, 1956, e Os Desajustados, 1961). Era insegura, autodestrutiva, esquecia as falas, enlouquecia os diretores com quem trabalhava. Billy Wilder dizia que filmar com ela era um inferno, mas tudo compensava quando se via o resultado na tela. Sua morte trágica aos 36 anos a transformou em um mito eterno.

 

Bons tempos em que trilha de comercial era “Carinhoso”.

Tom e Jerry - 1946 - The Cat Concerto

‘The Cat Concerto’, 1946: fase mais clássica e um dos sete Oscars da dupla

Perseguição sem fim

Qual o tempo de vida médio de um gato? E de um camundongo? Bom, isso não importa para Tom & Jerry. A dupla chega aos 75 anos de criação em plena forma: estrelando uma nova série animada que estreou no ano passado no Canadá e nos Estados Unidos. Seus clássicos também passam diariamente na TV e estão disponíveis em DVD e blu-ray. É uma perseguição sem fim.

Tom e Jerry - 2014

‘O Show de Tom & Jerry’: a nova (e muito boa) versão da dupla

A nova série, O Show de Tom & Jerry, teve sua primeira temporada exibida pelo Cartoon Network no ano passado e agora faz parte do canal Boomerang (diariamente às 10h e às 22h), que também exibe as versões antigas. E são várias essas versões. A nova animação propõe um diálogo maior com os clássicos dirigidos por Hanna-Barbera nos anos 1940 e 1950, inclusive usando os mesmos efeitos sonoros, mas Tom & Jerry mudaram bastante ao longo dos anos.

'Puss gets the boot', 1940: a estreia de Tom (ainda Jesper) e Jerry

‘Puss gets the boot’, 1940: a estreia de Tom (ainda Jesper) e Jerry

Para começar, os primeiros 161 episódios com a dupla foram produções feitas para o cinema. William Hanna e Joseph Barbera dirigiram o primeiro deles, Puss Gets the Boot, e os 113 seguintes para a Metro-Goldwyn-Mayer. O primeiro deles deveria ser apenas um curta isolado. Tom aparecia com outro nome: Jasper. E o nome de Jerry nem aparecia. O desenho ainda é exibido e fácil de reconhecer: é aquele em que o ratinho se aproveita da ameaça da dona da casa, Mammy Two Shoes (a mulher de meia-idade negra de quem só vemos suas pernas e o avental – seu rosto só aparece uma vez na série, e a jato), de expulsar o gato se algum vaso for quebrado e enlouquece o bichano derrubando tudo até conseguir quebrar alguma coisa.

Esse curta, indicado ao Oscar, foi produzido por Rudolh Ising. Fred Quimby produziu a série até 1955, período em que a animação da série passou a ter traços mais leves, mas ágeis e o nível de violência subiu gradativamente, espelhando as animações loucas de Tex Avery, também diretor na Metro.

Também é o período em que Tom & Jerry se tornaram os personagens mais premiados do Oscar. Seus filmes venceram sete vezes a categoria de melhor curta de animação: The Yankee Doodle Mouse (1943), Mouse Trouble (1944), Quiet, Please! (1945), The Cat Concerto (1946), The Little Orphan (1948), The Two Mouseketeers (1952) e Johann Mouse (1953). Além desses, a série teve outras seis indicações. A fama era tanta que apareceram no filme Marujos do Amor (1945; Jerry dança com Gene Kelly) e ao lado de Esther Williams em Salve a Campeã (1953).

'Busy Buddies', 1957: traços mais leves e família branca

‘Busy Buddies’, 1957: traços mais leves, Cinemascope e família branca

Em 1956, Quimby se aposentou e a dupla Hanna-Barbera assumiu também a função de produtora. A série teve uma mudança grande no visual a partir daí.

Mammy Two Shoes já não aparecia desde 1952. Visto como um estereótipo racista, suas aparições foram editadas e até substituídas por uma mulher branca quando alguns episódios foram para a TV. Mammy, no entanto, foi depois considerada inofensiva: e até uma qualidade do desenho em mostrar uma personagem negra que vivia bem, num período em que o estereótipo dominava. A personagem voltou na série de TV de 2006, mas branca.

Outras cenas, traziam os personagens com a cara pintada de preto para emendar no estereótipo, atitude comum na época, mas que depois se tornou uma séria ofensa racial nos Estados Unidos. Alguns episódios foram limados de compilações em DVD e depois inseridos, mas com aviso sobre o “possível material ofensivo”. O Cartoon Network do Brasil  chegou a censurar dois curtas.

A partir de 1954, os donos de Tom, passam  a ser um casal branco. Em 1956, a mostrar o rosto. Os traços passam a ser mais finos, as cores mais claras e o design reflete bem mais os anos 1950. A produção passou de vez a ser produzida na tela larga do Cinemascope, a tentativa do cinema de combater a concorrência da TV.

'Switchin' kittin'', 1961: fase bem menos requintada, produzida em Praga

‘High steaks’, 1962: fase bem menos requintada, produzida em Praga

Mas a MGM fechou seu estúdio de animação em 1957. Em 1961, encomendou 13 episódios à Rembrandt Films, que produziu os curtas em Praga, Tchecoslováquia (hoje, República Tcheca). Animação com bem menos refinamento, produzida por William L. Snyder e dirigida por Gene Deitch, americano trabalhando em Praga, que havia sido animador da UPA e nem mesmo gostava de Tom & Jerry. Tom agora era o mascote de um homem nervoso e coadjuvantes recorrentes como o cão Spike, o gato Butch e o camundongo Espeto deixaram de aparecer.

'The Unshrinkable jerry Mouse', 1964: a fase de Chuck Jones, com tudo o que ele herdou dos Looney Tunes

‘The Unshrinkable Jerry Mouse’, 1964: a fase de Chuck Jones, com tudo o que ele herdou dos Looney Tunes

Muito melhor foi a versão de Chuck Jones, de 1963 a 1967, que trazia muito do que o diretor havia feito com os Looney Tunes na Warner Bros. (a semelhança entre Tom e o Coiote que caçava o Papa-Léguas é inegável). Jones, que havia sido demitido da Warner, havia criado a independente Sib Tower 12 Productions.

Muitas vezes brilhante e com personalidade própria, esses 34 desenhos têm cores vivias, um grande uso da música, personagens muito expressivos e o timing cômico típico de Jones, que produziu todos e dirigiu a maior parte deles. Reunidos, são um pequeno clássico dentro do universo de Tom & Jerry, o suficiente para serem lançados em uma coleção própria (no Brasil, em dois volumes, onde eles finalmente puderam ser vistos em widescreen, após muitos anos sendo exibidos na TV com as bordas cortadas). Foram os últimos curtas de Tom & Jerry para o cinema (até ser lançado um curta isolado em 2005).

'The Tom & Jerry Show', 1975: amiguinhos na primeira série de TV

‘The Tom & Jerry Show’, 1975: amiguinhos na primeira série de TV

A dupla passou a ter uma nova vida na TV. Primeiro com a exibição dos curtas já existentes. Oito anos depois do último curta de Chuck Jones, vieram as produções para a televisão, começando com The Tom and Jerry Show (1975-1977), produção da Hanna-Barbera que praticamente zerou a violência do desenho, fazendo com que o gato e o rato (agora de gravata borboleta) fossem, na maior parte dos episódios, bons amigos e até parceiros em vários empregos (como veterinários e entregadores)!

Uma fórmula tipo Zé Colmeia-Catatau que durou 48 episódios.

'The Tom and Jerry Comedy Show', 1980: série produzida pela Filmation tinha animação e trilha paupérrimas

‘The Tom and Jerry Comedy Show’, 1980: série produzida pela Filmation tinha animação e trilha paupérrimas

Seguiu-se uma péssima série da Filmation em 1980, que voltou à dinâmica da perseguição, mas era mal desenhada e abusava de uma paupérrima e repetitiva trilha sonora. Repetitivos também eram os movimentos dos personagens, uma limitação típica da Filmation. A série, pelo menos, se esforçou e trazer velhos coadjuvantes de volta.

'Tom & Jerry Kids', 1990: de volta à Hanna-Barbera, na moda da infantilização de personagens

‘Tom & Jerry Kids’, 1990: de volta à Hanna-Barbera, na moda da infantilização de personagens

Uma nova encarnação de Tom & Jerry só apareceria dez anos depois e novamente pela batuta da Hanna-Barbera. Foi Tom & Jerry Kids (1990-1994), um desenho feito na esteira das diversas infantilizações de velhos astros do desenho animado (como Os Flintstones nos Anos Dourados e O Pequeno Scooby-Doo, ambos também da Hanna-Barbera). Não era de passar vergonha, mas também não marcou. Teve quatro temporadas, mais que as duas séries animadas anteriores.

'Aventuras de Tom e Jerry', 2006: bom esforço para voltar ao estilo original

‘Aventuras de Tom e Jerry’, 2006: bom esforço para voltar ao estilo original

Aventuras de Tom & Jerry, já na Warner, em 2006, seria uma tentativa de voltar ao estilo original. A série durou até 2008 e foi a primeira dos personagens na TV produzida em widescreen e primava por uma atualização das situações, investindo em referências pop modernas. Agora, é a vez de O Show de Tom & Jerry tentar se aproximar dos velhos clássicos da dupla.

'Tom & Jerry e o Mágico de Oz', 2011: um bom longa da dupla, direto para vídeo

‘Tom & Jerry e o Mágico de Oz’, 2011: um bom longa da dupla, direto para vídeo

A dupla voltou ao cinema em 1992, mas em um longa-metragem. Tom & Jerry – O Filme tinha uma novidade e tanto: os personagens descobriam que podiam falar. Foi interessante, mas felizmente eles voltaram à rotina da comédia sem diálogos mesmo em longas seguintes. De 2002 para cá, 10 novos longas produzidos direto para vídeo foram lançados (como o muito bom Tom & Jerry e o Mágico de Oz, de 2011, uma refilmagem em animação bastante fiel do clássico de 1939, com o gato e o rato inseridos na trama).

Tudo isso prova que o público vai sempre torcer para que Jerry escape – para, assim, a perseguição nunca acabar. (Renato Félix)

* Versão estendida de matéria publicada em 20 de fevereiro no Correio da Paraíba.

Nascimento de uma Nação-08

O nascimento de uma linguagem (e de uma polêmica)

O cinema nasceu em 1895, mas a linguagem do cinema tem outra data de nascimento: 8 de fevereiro de 1915, dia da estreia de O Nascimento de uma Nação. Nele, o cineasta David W. Griffith reuniu todas as experimentações que vinham sendo feitas até então (muitas delas por ele mesmo) e estabeleceu uma “gramática” para o cinema.

É difícil para a plateia moderna comum, sem intimidade com a história do cinema e 100 anos de uso da linguagem (e da possibilidade de sua subversão) depois, perceber que revolução foi essa. Tudo hoje parece ser o tradicional, mas pode apostar: não era.

Movimentos de câmera, transformar uma batalha com centenas de extras em algo muito maior apenas pela orquestração dos ângulos de câmera e os cortes, filmagens noturnas, montagem paralela em perseguições. Tudo era novo e excitante. Mesmo o close, um dos instrumentos narrativos mais básicos do cinema atual, era novidade e virou regra em O Nascimento de uma Nação. Griffith praticamente disse: “O cinema é isso aqui”.

E realmente todo o cinema que veio depois é filho de O Nascimento de uma Nação: de Janela Indiscreta (1954) a Guardiões da Galáxia (2014), passando pelos “filhos rebeldes” como Acossado (1960).

E numa época em que longas-metragens eram raros, o filme de Griffith transformou esse modelo de duração na dominante do mercado de exibição cinematográfica. E O Nascimento de uma Nação não só era um longa como era um épico de 3h10.

Um épico sobre os efeitos da Guerra Civil Americana 50 anos após o seu término, baseado no romance The Clansman, de Thomas Dixon Jr. A história acompanha duas famílias: os Stoneman, pró-Norte, e os Cameron, pró-Sul. Lillian Gish, musa do diretor, foi a atriz principal.

O filme seria uma unanimidade se não fosse por elementos que até hoje mancham sua reputação. Como se sabe, um dos pilares da Guerra Civil Americana foi a libertação dos escravos, que os estados do Sul, produtores de algodão, rejeitavam. O Norte ganhou e os negros foram libertados.

O que O Nascimento de uma Nação mostra são negros pouco inteligentes, agressivamente sexuais, aproveitadores de um novo status. Como se não bastasse, foram interpretados por atores brancos com o rosto pintado (que nos EUA, hoje, é tido como um sério desrespeito). E ainda: quem vem salvar o dia é um grupo de homens brancos que se unem para, mascarados (mais que isso, vestindo capuzes), enfrentar os negros. The Clansman, pegou?

Isso mesmo, a Ku Klux Klan é nada menos que a heroína em O Nascimento de uma Nação.

Tudo isso não passou despercebido na época. A NAACP (National Association for the Advancement of Colored People, ou “associação nacional para o avanço das pessoas de cor”, em tradução literal) organizou protestos e tentou banir o filme. Até a exibição de O Nascimento de uma Nação em cinemas motivou mais protestos.

Embora pareça hoje incrível, Griffith negou o racismo (no ano seguinte dirigiu Intolerância como resposta às acusações que o surpreenderam). O crítico Roger Ebert concluiu, em texto de 2003, que o filme reflete bem sua época: o que não faltava eram pessoas que eram racistas e nem desconfiavam que eram.

E refletir sua época, mesmo nesse aspecto sombrio e por mais triste que seja, acaba sendo uma das qualidades de O Nascimento de uma Nação (assim como O Triunfo da Vontade, de 1935, é hoje reconhecido como um grande filme, mesmo que seja uma propaganda nazista). “Um grande filme que defende o mal”, resumiu Ebert.

A sociedade dos Estados Unidos teve muito o que caminhar desde então. É muito significativo que o presidente de então, Woodrow Wilson, o tenha assistido em uma exibição  na Casa Branca (a primeira de um filme lá) e que, em janeiro, Barack Obama, primeiro presidente negro dos EUA, tenha assistido Selma lá. Indicado ao Oscar de melhor filme, Selma fala da luta dos negros por direitos civis nos anos 1960, liderados por Martin Luther King.

Com todas as ponderações possíveis, O Nascimento de uma Nação desafia a compreensão da própria arte e coloca em xeque a, para alguns, obrigatória relação entre “qualidade artística” e “intenção ideológica”. Não há como negar a importância decisiva que o filme de Griffith tem para a história do cinema. É um monumento que, a cada revisão ou leitura sobre, precisa derrotar sua própria herança sombria para fazer valer aquilo que o faz grande e presente em cada filme que assistimos hoje.

* Publicado no Correio da Paraíba, em 8 de fevereiro.

Chaves

Entre as histórias que gosto sempre de contar, está esta: em um certo final de ano, estava em um carro com amigos de Larissa – então só ainda minha namorada – e falávamos sobre o que ainda havia para ser feito até o fim do ano. O amigo que estava dirigindo – que, se não me equivoco, estava conhecendo naquela ocasião – disse algo como “Eu vou deixar tudo pra fazer no bolo do final do ano”. Eu respondi:

– Tudinho no montão do fim do ano?

Disse como uma das piadas mais internas de todos os tempos. Uma frase tirada de um único episódio de Chaves, da qual ninguém teria por que lembrar. Disse para o meu divertimento pessoal e secreto. No entanto, o que ouvi de volta foi:

– É isso! Era isso o que eu queria dizer!

Isso dá a dimensão de como a criação de Roberto Gomez Bolaños, o Chespirito, está enraizada no Brasil. Repito: uma única frase de um único episódio, que eu pensei que ninguém iria reconhecer e, no entanto, era a citação que o amigo estava tentando fazer. Devia ter suspeitado desde o princípio.

Ontem mesmo eu disse “Não se misture com essa gentalha, tesouro” para alguém (e também usei para uma amiga aecista, nas eleições). Não posso ouvir alguém me dizendo “Que milagre você por aqui!” sem responder (e não interessa se a pessoa vai entender ou não) “Vim lhe trazer esse humilde presentinho”. Quando eu cometo um erro bobo, sempre digo pra mim mesmo “Que burro! Dá zero pra ele”.

Este ano ChavesChapolim comemoraram 30 anos de exibição no Brasil. O SBT até tentou tirar Chespirito do ar algumas vezes, mas sempre foi vencido pela verdade dos fatos: nada do que colocava no lugar dava mais audiência do que os episódios reprisados à exaustão, já conhecidos em detalhes pelo público trintão e quarentão e que ainda divertia os menores que iam conhecendo o programa.

Eu acompanhei esses 30 anos de perto. E vi este ano a TV a cabo, onde desenhos modernosos e novíssimos costumam escantear os clássicos, render-se a Chespirito. ChavesChapolim passam não em um, mas em DOIS canais fechados: o TBS e o Boomerang. O horário é o começo da madrugada, o que não podia ser melhor para mim e outros adultos: depois de chegar do trabalho, em casa, já relaxado, o controle remoto sempre acaba parando sem querer querendo em um desses canais.

“Chiquinha, não me ajude!”, “Já chegou o disco voador” e “O senhor não vai morrer. Vão é matar o senhor” foram alguns bordões que Astier Basílio e eu contrabandeamos para as redações em que trabalhamos juntos. Também são frases de episódios isolados.

Assim como “É você, Satanás?”, “Aqui é apenas outro gato!”, “Que bonita a sua roupa”, “Aritmética ou geometria?”… Os bordões, claro, pegaram, muitos por repetição. Mas me espanta mesmo são essas frases ditas uma vez – ou algumas vezes em um único episódio – e que são (aí, sim, em episódios que vão e voltam há 30 anos) imediatamente reconhecíveis por tanta gente.

Também me lembro que, na universidade, o professor Carmelio Reynaldo defendeu a série (então, considerada por muita gente apenas como coisa de baixa qualidade) dizendo que os diálogos faziam brincadeiras inteligentes com a linguagem. Eu acho que, entre as quedas e golpes a la Tom & Jerry, tem mesmo muito isso.

– Chaves, o correto é “O Quico e eu”.
– E como eu disse?
– “Eu e o Quico”.
– E como é?
– “Quico e eu”.
– E como eu disse?
– “Eu e o Quico”.
– E como é?
– “Quico e eu”.
– E como eu disse?

Ou:

– Estávamos lá, eu e o Quico.
– “Quico e eu”.
– Não, o senhor não estava.

Ou:

– Estávamos lá, eu e o Quico.
– O burro vai na frente.
– Pode passar.

Todo Seu Madruga mesclado com Che Guevara em uma camisa, toda menina chamada de Chiquinha quando faz maria-chiquinha no cabelo, todo refresco de tamarindo que alguém pergunta se tem sabor de groselha, todo aquele que sai no carnaval ou uma festa à fantasia vestido de Polegar Vermelho, toda vez que alguém dá uma dentro e diz “Não contavam com a minha astúcia” – tudo isso é um atestado à imortalidade do Chespirito, que assumiu esse apelido que deriva de “pequeno Shakespeare”.

Imortal quando era vivo, não vai ser a morte que vai atrapalhar. Afinal, é melhor morrer do que perder a vida.

Nhô_Quim

Há 145 anos, Angelo Agostini publicava na Vida Fluminense “As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Noite”, considerada a primeira história em quadrinhos brasileira. Agostini foi um italiano que seguiu a carreira de cartunista no Brasil desde o começo da Guerra do Paraguai. É nome seminal da HQ brasileira: 30 de janeiro passou a ser, desde 1984, o Dia do Quadrinho Nacional e um dos principais prêmios de quadrinhos no Brasil leva o nome de Angelo Agostini.

O cowboy cavalga uma bomba em "Doutor Fantástico"

O cowboy cavalga uma bomba em “Doutor Fantástico”

O filme Doutor Fantástico, de Stanley Kubrick, estreou há 50 anos nos Estados Unidos e no Reino Unido. O filme é uma comédia sobre um tema bem sério e na ordem do dia, então: uma bem possível guerra nuclear entre as duas superpotências. Na fantasia cômica de Kubrick, basta um general louco dar uma ordem para um avião americano bombardear a União Soviética. Peter Sellers faz três papéis: o presidente americano, um militar inglês que precisa lidar com o general enlouquecido e o próprio Doutor Fantástico, um ex-nazista agora a serviço dos Estados Unidos, preso a uma cadeira de rodas e sem conseguir controlar uma das mãos. Ganhou o prêmio de melhor filme no Bafta e foi indicado ao Oscar.

Yeats, em 1903

Yeats, em 1903

Há 75 anos morria o poeta irlandês William Butler Yeats. Um dos grandes poetas da língua inglesa, ganhou o Nobel de literatura em 1923. Com outros escritores, foi responsável pelo movimento chamado Renascimento Literário Irlandês. Ezra Pound viajou a Londres para conhecê-lo porque Yeats seria “o único poeta merecedor de um estudo sério”.

Cena de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, com Anthony Hopkins recitando Yeats:

Bridget Fonda em "Vida de Solteiro" (1992)

Bridget Fonda em “Vida de Solteiro” (1992)

Há 50 anos nascia Bridget Fonda. Filha de Peter, sobrinha de Jane e neta de Henry, ela faz parte de uma das principais dinastias de atores do cinema. Fez grande sucesso nos anos 1990, quando fez uma sucessão de aparições muito boas, começando com Escândalo (1989) e seguindo com O Poderoso Chefão – Parte III (1990), Mulher Solteira Procura… (1992), Vida de Solteiro (1992), A Assassina (1993), O Pequeno Buda (1993). Porém, depois de Jackie Brown (1997) e Um Plano Simples (1998), sua carreira decaiu. Seu último filme é de 2001 e há algumas aparições em TV, em 2002. Em 2003, ela sofreu um sério acidente de carro, que causou uma fratura na vértebra. Um mês depois, ficou noiva do compositor Danny Elfman, com quem é casada desde então.

Pequeno imenso ator

Com Oscarito em 'Carnaval no Fogo' (1950)

Com Oscarito em ‘Carnaval no Fogo’ (1950)

Se fosse preciso definir o cinema brasileiro por uma imagem e apenas uma, ela bem que poderia ser a de Grande Otelo. E uma que não fosse de um filme específico, para não privilegiar nenhuma das tantas fases que ele viveu no cinema nacional – desde Noites Cariocas, seu primeiro filme, de 1935. Otelo morreu há exatos 20 anos, quando desembarcava em Paris, onde iria ser homenageado.

“Ator, dançarino, cantor, Grande Otelo não apenas foi um dos maiores talentos do cinema brasileiro, como concentrou em si os momentos mais importantes dessa cinematografia. Brilhou na chanchada, no cinema novo e no cinema dito ‘marginal’, diz o crítico de cinema José Geraldo Couto. Mas foi uma trajetória dura, sofrida e cheia de reviravoltas.

Rio Zona Norte-02

Com Ângela Maria, em “Rio, Zona Norte” (1957)

O apelido faz referência, claro, ao personagem de Shakespeare – mas no começo, ainda nos tempos do teatro e do circo, ele era o “pequeno Otelo”. Sebastião Bernardes de Sousa Prata (Prata porque era o sobrenome da família branca para quem seus pais trabalhavam, na cidade mineira de Uberlândia) estudou em um colégio particular porque uma família branca se encantou com o garoto – um escândalo, no começo. Cantava no hall de um hotel ganhando uns trocados e fazia trabalhos nos circos que passavam pela cidade.

Com oito anos, entrou em cena como a mulher do palhaço. Do circo, passou ao teatro, em São Paulo. No Rio, veio o teatro de revista e o cinema. Seu sucesso nos palcos o levou a contracenar com Josephine Baker, quando ela esteve no Brasil, e com Carmen Miranda. Orson Welles o chamou para seu It’s All True, que começou a filmar no Brasil, mas não conseguiu terminar. “Ele foi amigo de Orson Welles, servindo-lhe de ‘ponte’ com a cultura brasileira”, lembra Couto. E quando surgiu a Atlântida, o primeiro filme foi Moleque Tião (1943), biografia ficcional de Otelo, estrelada por ele mesmo.

"Assalto ao Trem Pagador" (1962)

“Assalto ao Trem Pagador” (1962)

Na nova companhia, o sucesso aumentou ainda mais com as chanchadas e a parceria com Oscarito. Juntos, fizeram filmes antológicos da comédia nacional, como Carnaval no Fogo (1950), Aviso aos Navegantes (1951) e Matar ou Correr (1954). Entre esses, um tom diferente para a comédia dramática Dupla do Barulho (1953), filme de Carlos Manga que reflete sobre a dupla e a posição do negro como subalterno.

No filme, os dois fazem sucesso como uma dupla cômica, mas o personagem de Otelo se revolta ao se ver como escada do parceiro, vivendo momentos dramáticos a partir daí. Na vida real, a competitividade entre os dois impedia que um fosse escada do outro. “Grande Otelo foi um grande ator porque, além do talento dramático e cômico, soube superar os estereótipos que lhe eram destinados e transformar-se num ícone do caráter brasileiro no cinema”, completa o crítico Carlos Alberto Mattos. “Sua versatilidade e capacidade de atender a diversas demandas o fez interpretar personagens os mais variados e se tornar, ele próprio, um grande personagem”.

"Macunaíma" (1969)

“Macunaíma” (1969)

Uma situação em Carnaval no Fogo é exemplar para a vida e carreira de Grande Otelo: sua companheira matou o filho do casal e se matou. Arrasado, no dia seguinte Otelo estava no set para gravar a que talvez seja a mais antológica cena da comédia nacional no cinema: Oscarito de Romeu e ele de Julieta, fazendo a cena do balcão.

Otelo saiu da Atlântida e fez chanchadas em outras companhias, mas teve também bons papéis em filmes de jovens diretores que prenunciavam um novo cinema chegando. Caso de Rio, Zona Norte (1957), de Nélson Pereira dos Santos, e Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias. Em 1969, veio Macunaíma: sua participação nem é tão grande, mas é ele a imagem que ficou eternizada no filme. de Joaquim Pedro de Andrade.

"Jubiabá" (1986)

“Jubiabá” (1986)

Otelo já estaria totalmente identificado com o Brasil, seja no teatro, no cinema ou na TV (toda uma nova geração passou a tê-lo na intimidade como o Seu Eustáquio da Escolinha do Professor Raimundo, nos anos 1990). Não era um combativo, mas sua representatividade (e a representatividade de sua história) era imensa. “Corria o Festival de Gramado, no início dos anos 1990. Era aquele momento de profundo baixo astral do cinema brasileiro: produção paralisada pelo governo Collor, ninguém filmando, insegurança e pessimismo gerais. Aí o Grande Otelo sobe ao palco para receber uma homenagem do festival”, conta o crítico de cinema Celso Sabadin. “Aquele homem pequenininho, no meio do grande palco de Gramado, pega o microfone, faz uma baita discurso otimista, diz que devemos manter a cabeça erguida sempre, e conclama todo mundo a cantar aquela musiquinha ‘Tá, tá, tá, tá na hora…’ (a ‘Marcha do gago’, marchinha de carnaval de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas que foi lançada por Oscarito em Carnaval no Fogo). E mil pessoas cantam e batem palmas sob o comando do sorriso contagiante daquele gigante. Gigante Otelo! Confesso que Grande Otelo, que sempre me fez rir, naquela noite fria em Gramado me fez chorar. De emoção”.

O crítico de cinema baiano João Carlos Sampaio conviveu com Otelo no último filme do ator, o curta Troca de Cabeça, de Sérgio Machado, onde Sampaio foi assistente de direção: “Acabou se tornando o último trabalho deste ator gigante. Mesmo me esforçando, não posso fazer outra coisa senão recorrer ao lugar comum de dizer que sua presença trazia uma aura, uma força que ia além do seu carisma, capaz de nos contaminar a todos. Coisa de astro rei, que nos deixa gravitando em torno”.

CINCO VEZES GRANDE OTELO:

CARNAVAL NO FOGO (1950) – O momento mais célebre da dupla de Otelo com Oscarito: arrasado pela morte trágica da mulher e do filho na noite anterior, ele comparece à filmagem e dá show como Julieta para o Romeu do parceiro.

RIO, ZONA NORTE (1957) – “Uma passagem que eu destacaria de sua luminosa carreira é sua atuação como o sambista Espírito da Luz, em Rio Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos, em especial a cena em que seu personagem canta para Angela Maria seu samba (na verdade, de Zé Keti) “Morreu Malvadeza Durão”. O momento em que a Angela Maria começa a cantar e Otelo abre um grande sorriso emocionado é um dos mais sublimes do cinema brasileiro”., diz José Geraldo Couto. Carlos Alberto Mattos destacou a mesma cena: “A cena em que ele subitamente se cala embevecido ao ver Ângela Maria apoderar-se da canção no estúdio da rádio é antológica”.

ASSALTO AO TREM PAGADOR (1962) – Roberto Farias fez a jato a adaptação da história real do referido assalto. Uma das forças do filme é seu elenco, onde Grande Otelo é um dos destaques.

MACUNAÍMA (1969) – O papel principal é de Paulo José e Otelo só interpreta Macunaíma quando bebê e jovem – num grande exercício de surrealismo -, mas é ele a imagem mais lembrada do filme.

JUBIABÁ (1986) – Otelo interpreta o personagem de Jorge Amado em uam co-produção da França com a Embrafilme, fazendo um pai-de-santo com poesia e liderando um elenco dos dois países.

*Versão estendida da matéria publicada hoje no Correio da Paraíba.

Carnaval no Fogo

Há 20 anos morria o ator Grande Otelo. Um dos maiores artistas do cinema nacional, Sebastião Bernardes de Sousa Prata se tornou ídolo com as chanchadas da Atlântida, fazendo dupla imortal com Oscarito, nos anos 1950. Mas estava no show business desde os oito anos, em circos e teatros, quando começou a ser conhecido como o “pequeno Otelo”, referência ao personagem de Shalespeare. Estreou no cinema em 1935 e na Atlântida em 1943 com Moleque Tião, um pouco a sua própria cinebiografia. A competitividade entre Otelo e Oscarito marcou o estilo da dupla, já que nenhum queria ser escada do outro – explicitado na comédia dramática A Dupla do Barulho (1953). Com Nélson Pereira dos Santos, fez o compositor sofrido de Rio, Zona Norte (1957), pré-Cinema Novo. Continuou a transição pós-chanchada com Assalto ao Trem Pagador (1962) e, depois, Macunaíma (1969). Ele continuou fazendo cinema, mas um grande faixa de público o identificava na fase final da carreira graças ao seu personagem em A Escolinha do Professor Raimundo, na TV.

Baba Quase Perfeita

Em grande fase na carreira, há 20 anos Robin Williams estrelava Uma Babá Quase Perfeita. Na comédia de Chris Columbus, o comediante teve mais uma oportunidade de usar vozes e combinar humor e sentimentalismo, o que ele já vinha fazendo em Bom Dia, Vietnã (1987), As Aventuras do Barão Munchausen (1988), Sociedade dos Poetas Mortos (1989), Tempo de Despertar (1991), O Pescador de Ilusões (1991) e Aladdin (1992).

Aldine Muller-02

Uma das musas máximas da pornochanchada, Aldine Muller completa 60 anos (nasceu em 1953). Gaúcha, foi para São Paulo para ser atriz e, em 1974, era figurante na TV Tupi quando foi convidada para rodar um filme. Chegando lá – na Boca do Lixo – descobriu que teria que fazer cenas de nudez e de sexo. Não negou fogo e Clube dos Infiéis (1974) foi só o primeiro de uma lista que incluiria títulos como Pesadelo Sexual de um Virgem (1975), Dezenove Mulheres e um Homem (1977), Ninfas Diabólicas (1978), Bem Dotado, o Homem de Itu (1978), A Mulher que Inventou o Amor (1979), Convite ao Prazer (1980) e Elite Devassa (1984). Foi uma das atrizes mais lindas do gênero e também uma das mais talentosas. A partir dos anos 1980, começou a fazer também televisão e seus dotes como atriz foram melhor notados, em novelas ou na Escolinha do Professor Raimundo. Foi capa da Playboy duas vezes – uma delas em um ensaio mezzo-lésbico com Zaira Bueno, em 1983 – e, sempre em forma, foi capa da Sexy, em 2000, aos 46 anos. Atualmente, ela tem sua própria companhia de teatro e se dedica aos palcos.

Amy-Winehouse

Amy Winehouse, nascida em 1983, completaria 30 anos. A sensacional cantora londrina teve uma fulgurante carreira que combinava soul e jazz e traduzia elementos musicais e visuais retrô para nova plateias. O grande sucesso começou com o segundo disco, Back in Black, de 2006, mas rapidamente um mau casamento e o progressivo e constante afundamento no álcool e nas drogas tomaram o protagonismo da música em sua vida. O fim melancólico foi a morte precoce, em 2001.

Mae Questel e Max Fleischer

Mae Questel e Max Fleischer

A atriz Mae Questel nasceu em 1908, faria 105 anos hoje. Ela fez história no cinema de animação, sendo a voz original de – ninguém menos que – Betty Boop e Olívia Palito, nos curtas dos irmãos Fleischer. Com Betty Boop, ela imortalizou a expressão boop-oop-a-doop, citada até por Marilyn Monroe cantando “I wanna be loved by you” em Quanto Mais Quente Melhor. Questel fez Betty de 1931 a 1939 e reencontrou a personagem em 1988, numa participação em Uma Cilada para Roger Rabbit. Ela teve uma aparição memorável na tela: foi a mãe judia possessiva e controladora desaparecendo em um número de mágica e reaparecendo no céu de Manhattan no segmento de Woody Allen para Contos de Nova York.

Johnny Cash

Johnny Cash morreu há 10 anos, em 2003. O “homem de preto” ainda hoje é um ícone do country rock, que recentemente atingiu um público além dos admiradores do gênero graças à cinebiografia Johnny & June, focada principalmente no seu relacionamento com a cantora June Carter. Um de sucessos mais marcantes é “Folsom Prison blues”, com o tema do fora-da-lei que é uma imagem que ele mesmo cultivava. Foi preso algumas vezes, por causa do vício em drogas e mau comportamento, mas sua relação mais memorável com a cadeia são os discos Johnny Cash at Folsom Prisom (1968) e Johnny Cash at San Quentin (1969), gravados em presídios e com os presos como plateia.

Revista_veja_n1

A primeira edição da revista Veja é publicada em 1968, há 45 anos. A revista semanal criada por Roberto Civita e Mino Carta, nos moldes de conjeneres americanas como a Time, não demorou a se tornar a revista de maior circulação nacional do país. No entanto, um acentuamento a partir dos anos 1990 do alinhamento à direita e da exposição tendenciosa além do limite da ética de temas para provar suas teses têm manchado continuamente a imagem da publicação. A primeira edição da revista trazia, entre outras matérias, uma sobre Luiz Gonzaga e seus dois milhões de discos vendidos.

Primeira edição aqui.

Rin-tin-tin 1925

Há 95 anos, em 1918, nascia Rin-Tin-Tin, um dos mais famosos astros caninos do cinema. Encontrado filhote com dias de nascidos por um soldado americano na França, ainda durante a I Guerra Mundial, foi levado por seu novo dono para Los Angeles quando ele retornou ao país. Em 1922, ele já estrelava shows de cachorros e foi descoberto pelo cinema. A partir de 1923, ele estrelou 26 filmes para a Warner Brothers e salvou o estúdio da falência. E o tratamento era de astro: Rinty tinha dublês treinados para marcação de luz, para que não se estressasse, chef particular e música ao vivo durante as refeições. Morreu em 1932, ao 14 anos. Depois, outros cachorros levaram seu nome, mas nenhum com o mesmo talento – dizem que no primeiro Oscar, Rin-tin-tin levou o maior número de votos para melhor ator, mas a Academia resolveu que um humano deveria ganhar…

posteravare1941

Há 345 anos, em 1668, estreava a peça O Avarento, de Molière. L’Avare, no original, é sobre um velho obcecado por seu dinheiro e interessado em casar com uma jovem que está apaixonada pelo filho dele. O personagem principal é o modelo que gerou desde Ebenezer Scrooge, de A Canção de Natal, de Charles Dickens, até o Tio Patinhas. A peça já ganhou montagens em todo o mundo – no Brasil, ficou famosa a versão com Paulo Autran, em 2006 – a última peça com o grande ator.

Three_Colors_Blue_34

Há 20 anos, em 1993, foi lançado A Liberdade É Azul, o primeiro filme da trilogia das cores de Krzysztof Kieslowski. O cineasta polonês – que já era conhecido por Não Amarás (1988) e A Dupla Vida de Veronique (1991) – começou aqui, com Juliette Binoche no papel principal, sua abordagem das três cores da bandeira francesa e dos ideais da Revolução Francesa. O ano seguinte traria os outros dois: A Igualdade É Branca (1994), com Julie Delpy, e A Fraternidade É Vermelha (1994), com Irène Jacob. Seriam os últimos filmes de Kieslowski: o cineasta morreu em 1996, aos 54 anos,

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