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Coluna Cinemascope (#10). Correio da Paraíba, 23/11/2016.

Jaws

“Tubarão” (1975)

Antes e depois deles

por Renato Félix

Um dia desses debati com um amigo sobre o fato de Pulp Fiction (1994) ter ou não mudado a história do cinema. Ele achando que sim, eu que não. O filme de Tarantino sem dúvida tem grandes qualidades como cinema, foi a afirmação de um esteta, reprocessou muita coisa, mas isso não é mudar a história. Isso é para pouquíssimos filmes.

É uma afirmação para ser usada, por exemplo, para Viagem à Lua (1902), de George Méliès. O curta que usou os parcos recursos técnicos da época para fazer o espectador viajar ao espaço. Não só afirmou que o caminho maior do cinema seria ali pela fantasia como inaugurou a ficção científica no cinema.

É também para ser atribuído a O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith, que praticamente instituiu uma gramática da linguagem cinematográfica. Ou O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein, o pilar da edição soviética, que mostrou que a montagem podia ser usada para mais do que emendar uma cena na outra: mas para criar ideias a partir da união das imagens.

Também entra aí Roma, Cidade Aberta (1945), de Roberto Rossellini, que inaugurou o neo-realismo italiano e levou o cinema pra rua, para fora dos estúdios, e levou atores não profissionais para dentro do cinema. Em 1960, Acossado, de Jean-Luc Godard, abriu o leque do conceito de montagem, apostando no salto das imagens.

Branca de Neve e os Sete Anões (1937) criou um novo mercado: os longas de animação. E Toy Story (1995), a animação por computador, que dominaria o gênero. Sem esquecer de Tubarão (1975), que instituiu o conceito de blockbuster. Esses, sim, mudaram o cinema.

FOTO: Tubarão (1975)

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por Renato Félix

FILME:

ET-23

E.T., o Extraterrestre, de Steven Spielberg

As outras indicações: Blade Runner – O Caçador de Andróides, de Ridley Scott; Fanny & Alexander, de Ingmar Bergman; Tootsie, de Sydney Pollack; Victor ou Victoria, de Blake Edwards

Quem ganhou, na verdade: Gandhi, de Richard Attenborough

DIREÇÃO:

Fanny e Alexander-07-filmagem

Ingmar Bergman (Fanny & Alexander)

As outras indicações: Ridley Scott (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Steven Spielberg (E.T., o Extraterrestre); Sidney Pollack (Tootsie); Blake Edwards (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Richard Attenborough (Gandhi)

ATOR:

Tootsie-04

Dustin Hoffman (Tootsie)

As outras indicações: Harrison Ford (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Steve Martin (Cliente Morto Não Paga); Gerard Depardieu (Danton – O Processo da Revolução); Ben Kignsley (Gandhi)

Quem ganhou, na verdade: Bem Kingsley (Gandhi)

ATRIZ:

Escolha de Sofia-04

Meryl Streep (A Escolha de Sofia)

As outras indicações: Ewa Fröling (Fanny & Alexander); Jessica Lange (Frances); Jessica Lange (Tootsie); Julie Andrews (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Meryl Streeo (A Escolha de Sofia)

ATOR COADJUVANTE:

Blade Runner-05

Rutger Hauer (Blade Runner – O Caçador de Andróides)

As outras indicações: Kevin Kline (A Escolha de Sofia); Sean Penn (Picardias Estudantis); Charles Durning (Tootsie); Robert Preston (Victor ou Victoria)

Quem ganhou, na verdade: Louis Gosset Jr. (A Força do Destino)

ATRIZ COADJUVANTE:

Tootsie-15

Teri Garr (Tootsie)

As outras indicações: Lesley Ann Warren (Victor ou Victoria); Daryl Hannah (Blade Runner – O Caçador de Andróides); Dee Wallace (E.T., o Extraterrestre); Glenn Close (O Mundo Segundo Garp)

Quem ganhou, na verdade: Jessica Lange (Tootsie)

 

CRÉDITOS DE ABERTURA:

Victor ou Victoria

As outras indicações: Conan, o Bárbaro; O Fundo do Coração; O Mundo Segundo Garp; Tootsie

FILME BRASILEIRO DO ANO:

Pra Frente Brasil

Pra Frente, Brasil, de Roberto Farias

A seguir, os meus melhores filmes de 2015, apenas entre os que estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa. Antes, como em todo ano, a numeralha em torno do circuitão pessoense.

– 163 filmes estiveram em cartaz nos cinemas de João Pessoa em 2014 (419 estrearam no Brasil, segundo o levantamento da Abraccine). É um a menos que no ano passado, pertinho do recorde de 2007 (165), marca de antes do fechamento do primeiro multiplex do MAG. O Boulevard faz esse acompanhamento desde 2006.

– A participação do cinema brasileiro foi de 25,76% dos filmes em cartaz, só um pouco menor que no ano passado, quando chegou a 26,8%, melhor marca desde que começamos a contar. Em números brutos, são 42 este ano contra 44 em 2014. Em 2013, foram 32.

Divertida Mente

Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza: confusão de sentimentos

1 – DIVERTIDA MENTE, de Pete Docter

A Pixar deu uma aula de emoção dentro da mente de uma pré-adolescente. Acompanha ao mesmo tempo a vida dessa menina cujo mundo vira de cabeça para baixo quando a família se muda de cidade e suas emoções básicas personificadas. Tudo vira uma bagunça quando a Alegria e a Tristeza somem da sala de comando. O lance genial é justamente descobrir a beleza e a importância da Tristeza na vida de todos nós. Crítica no Boulevard

Que Horas Ela Volta

Camila Mardila e Regina Casé: filha e mãe que pensam diferente

2 – QUE HORAS ELA VOLTA?, de Anna Muylaert

Conseguiu combinar algo dificílimo no cinema brasileiro: a crítica social e o drama de personagens que conquistam o espectador. Regina Casé lembra a grande atriz que é como a Val, empregada em uma casa rica, que recebe a filha que vai prestar o vestibular. A outra mentalidade da moça, que não se acha inferior a ninguém, sacode a vida de patrões e empregados e ajuda o filme a colocar em xeque uma herança social incômoda . Crítica no Boulevard

Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorancia

Michael Keaton e a sombra dele mesmo o atormentando

3 – BIRDMAN (OU A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA), de Alejandro González Iñarritu

O falso plano-sequência único (construído a partir de diversos planos-sequência de verdade e efeitos visuais) é de embasbacar. Mas além disso o filme transpira a angústia de seu protagonista e possui grandes interpretações de todo o elenco (Michael Keaton, Edward Norton e Emma Stone à frente) para um mergulho na necessidade e perigos de fazer arte.

Daisy Riodley, John Boyega (e BB8): filme confia (e faz bem em confiar) nos novos personagens

Daisy Ridley, John Boyega e BB-8 sustentam muito bem o filme

4 – STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA, de J.J. Abrams

Com cerca de meia hora já adentradas do episódio VII de Guerra nas Estrelas, o espectador pode se dar conta de que nenhum dos personagens clássicos apareceu ainda e ele está acompanhando apenas as aventuras do novos rostos da série (Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver e, claro, o andróide BB-8). Um início corajoso que compensa muito uma rendição excessiva à trilogia original na repetição de certas situações. No fim, há um equilíbrio admirável entre essa herança que nos fez esquecer a trilogia-prelúdio e esperar ansiosamente pelo que o futuro reserva. Crítica no Boulevard

Mad Max - Estrada da Fúria-08

5 – MAD MAX – ESTRADA DA FÚRIA, de George Miller

É incrível pensar que, 30 anos depois, a franquia Mad Max voltaria com o mesmo diretor e uma disposição de se reinventar radicalmente. Semelhante ao segundo filme, o personagem principal é metido em uma situação onde ele é quase testemunha: a fuga de mulheres usadas como reprodutora pelo líder de uma cidade que detém o poder através da posse de um líquido precioso. O que nos anos 1980 era a gasolina, refletindo a crise do petróleo, agora é água. As fugitivas são lideradas por uma feroz Charlize Theron com um braço só. A trama se resume a uma gigantesca fuga sobre rodas pelo deserto, uma estilizada ode ao movimento com o visual alucinado do qual Miller é mestre. Diário de filmes no Boulevard

Pequeno Principe-2015-05

6 – O PEQUENO PRÍNCIPE, de Mark Osborne

Em geral, a decisão de dividir a história original com uma atual, sobre uma garotinha adultizada pela mãe e que conhece seu vizinho, um velho aviador, seria de torcer o nariz. Mas a verdade é que a nova história se alimenta bem do conto de Saint Exupèry e visualmente o filme acerta muito ao separar a animação digital para a nova história e o stop-motion para a trama do livro. E ainda há trilha irrestistível, com canções de Camille.

Mistress America-12

7 – MISTRESS AMERICA, de Noah Baumbach

Em geral, a decisão de dividir a história original com uma atual, sobre uma garotinha adultizada pela mãe e que conhece seu vizinho, um velho aviador, seria de torcer o nariz. Mas a verdade é que a nova história se alimenta bem do conto de Saint Exupèry e visualmente o filme acerta muito ao separar a animação digital para a nova história e o stop-motion para a trama do livro. E ainda há a trilha irresistível, com canções de Camille.

Perdido em Marte

8 – PERDIDO EM MARTE, de Ridley Scott

Não é de hoje que Hollywood é fascinada com a paisagem marciana. E Scott não deixa de usar o que pode dessa paisagem em um filme que também se arrisca e acerta ao passar um tempo considerável apenas com Matt Damon em cena. O bom humor de seu personagem faz não só sua vida menos difícil como ajuda também o espectador nessa travessia.

 

Conto da Princesa Kaguya-04

9 – O CONTO DA PRINCESA KAGUYA, de Isao Takahata

A história da princesinha que nasce em um broto de bambu e é encontrada por um lavrador é contada por delicadeza ímpar nessa produção do Studio Ghibli. Um dos filmes mais bonitos do ano.

Ponte dos Espioes-10

10 – PONTE DOS ESPIÕES, de Steven Spielberg

No auge da guerra fria, o advogado de uma companhia de seguros é jogado dentro de uma trama em que precisa defender um espião soviético capturado nos EUA e depois negociar sua troca por outro, americano, preso na Alemanha Oriental. A recriação de um clima paranoico dos dois lados e descobrir a humanidade no “inimigo” são alguns dos méritos desse thriller.

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