por Renato Félix

Não é uma atualização (ainda). É a mesma lista que foi publicada aqui no blog em 2014, mas reunida em um mesmo infográfico. Abaixo dele, a lista dos filmes, só com o texto. Lembrando que a lista não reflete a minha opinião: é uma combinação da média ponderada das avaliações dos usuários do IMDb e das cotações do Metacritic e do Rotten Tomatoes, sites que compilam avaliações dos críticos americanos.

A partir do 50º lugar, a lista indica opções de leitura referentes ao filme em questão. Como foi feito em 2014, pode haver naturais desatualizações e, claro, não inclui os filmes de 2014 para cá, que ficam para uma futura nova lista.

Detalhes e a lista parte a parte? Clique aqui.

Ranking completo 3

 

Os 100 primeiros:

1 – Persépolis (2007)
2 – Batman, o Cavaleiro das Trevas (2008)
3 – O Fantasma do Futuro (1995)
4 – Anti-Herói Americano (2003)
5 – Azul É a Cor Mais Quente (2013)
6 – Ghost World – Aprendendo a Viver (2001)
7 – Guardiões da Galáxia (2014)
8 – Superman – O Filme (1978)
9 – Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)
10 – O Castelo de Cagliostro (1979)
11 – Nausicaa – A Princesa do Vale dos Ventos (1984)
12 – Homem-Aranha 2 (2004)
13 – Homem de Ferro (2008)
14 – Charlie Brown e Snoopy (1969)
15 – Expresso do Amanhã (2013)
16 – X-Men – Dias de um Futuro Esquecido (2014)
17 – Cor da Pele: Mel (2012)
18 – Superman II (1980)
19 – Volte para Casa, Snoopy (1972)
20 – Akira (1988)
21 – Os Vingadores – The Avengers (2012)
22 – Marcas da Violência (2005)
23 – O Reino dos Gatos (2002)
24 – Batman – A Máscara do Fantasma (1993)
25 – Capitão América 2 – O Soldado Invernal (2014)
26 – Batman Begins (2005)
27 – Oldboy (2003)
28 – Death Note (2006)
29 – Hellboy II – O Exército Dourado (2008)
30 – Homem-Aranha (2002)
31 – Metropolis (2001)
32 – MIB – Homens de Preto (1997)
33 – Sin City, a Cidade do Pecado (2005)
34 – Contos do Além (1972)
35 – Estrada para Perdição (2002)
36 – Death Note – The Last Name (2006)
37 – X-Men 2 (2003)
38 – X-Men – Primeira Classe (2011)
39 – O Corvo (1994)
40 – Asterix e Obelix – Missão Cleópatra (2002)
41 – Gen Pés Descalços (1983)
42 – Scott Pilgrim contra o Mundo (2010)
43 – Batman – O Retorno (1992)
44 – Lobo Solitário – Espada da Vingança (1972)
45 – Ping-Pong (2002)
46 – Meus Vizinhos, os Yamada (1999)
47 – Hellboy (2004)
48 – Kick-Ass – Quebrando Tudo (2010)
49 – X-Men – O Filme (2000)
50 – As Aventuras de Tintim (2011)
51 – V de Vingança (2005)
52 – As Múmias do Faraó (2010)
53 – Batman, o Homem-Morcego (1966)
54 – Mind Game (2004)
55 – Homem de Ferro 3 (2013)
56 – A Família Addams 2 (1993)
57 – Batman (1989)
58 – Capitão América, o Primeiro Vingador (2011)
59 – Frango com Ameixas (2011)
60 – Superman – O Retorno (2006)
61 – Os Sem-Floresta (2006)
62 – O Espetacular Homem-Aranha (2012)
63 – Sakuran (2006)
64 – Nana (2005)
65 – Flash Gordon (1980)
66 – Dredd (2012)
67 – Noé (2014)
68 – O Fantasma do Futuro 2 – A Inocência (2004)
69 – Creepshow – Show de Horrores (1982)
70 – Thor (2011)
71 – O Procurado (2008)
72 – RED – Aposentados e Perigosos (2010)
73 – O Máskara (1994)
74 – Homem de Ferro 2 (2010)
75 – Sparks (2013)
76 – Gainsbourg, o Homem que Amava as Mulheres (2010)
77 – Perigo: Diabolik (1968)
78 – Homens de Preto III (2012)
79 – Wolverine Imortal (2013)
80 – O Incrível Hulk (2008)
81 – Watchmen – O Filme (2009)
82 – Barbarella (1968)
83 – O Palácio Francês (2013)
84 – O Retorno de Tamara (2010)
85 – A Família Addams (1991)
86 – Thor – O Mundo Sombrio (2013)
87 – Transformers (2007)
88 – Conan, o Bárbaro (1982)
89 – 300 (2006)
90 – Dose Dupla (2013)
91 – Dick Tracy (1990)
92 – Rocketeer (1991)
93 – Homem-Aranha 3 (2007)
94 – Quase Super-Heróis/ Heróis Muito Loucos (1999)
95 – X-Men – O Confronto Final (2006)
96 – O Homem de Aço (2013)
97 – Heavy Metal – Universo em Fantasia (1981)
98 – Do Inferno (2001)
99 – O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro (2014)
100 – Blade II – O Caçador de Vampiros (2002)

 

 

O Dia dos Pais foi domingo, mas a lista ainda vale: dez grandes pais no cinema. A quem observar que alguns na lista não são pais biológicos, me adianto: não me importa.

Kramer vs Kramer - 04

Justin Henry e Dustin Hoffman, em “Kramer vs. Kramer”

10 – TED KRAMER, Dustin Hoffman em Kramer vs. Kramer (1979)

Abandonado pela mulher, Ted precisa se redescobrir como pai: não só aprendendo a cuidar do filho, mas também a se conectar emocionalmente com a criança. O título diz respeito tanto a uma batalha posterior pela custódia quanto à convivência entre pai e filho.

Natal-felicidade

James Stewart e Donna Reed em “A Felicidade Não Se Compra”

9 – GEORGE BAILEY, James Stewart em A Felicidade Não Se Compra (1946), de Frank Capra

A vida fez George abdicar de seus sonhos de aventuras e viagens pelo mundo. Em seu pior momento, um anjo mostra o que ele teria a perder se não existisse – como seus quatro filhos.

Retorno de Jedi-33

Mark Hamill e David Prowse, em “O Retorno de Jedi”

8 – DARTH VADER, David Prowse e voz de James Earl Jones em O Retorno de Jedi (1983), de Richard Marquand

Ok, a grande frase “Não, Luke. Eu sou seu pai” é do filme anterior, O Império Contra-Ataca (1980), mas é no terceiro filme da trilogia original de Guerra nas Estrelas onde a relação pai-filho se desenvolve: Luke Skywalker vai ao encontro de Darth Vader para sua missão mais difícil: tentar resgatá-lo do lado negro da Força.

Menina de Ouro

Clint Eastwood e Hilary Swank em “Menina de Ouro”

7 – FRANKIE DUNN, em Menina de Ouro (2004), de Clint Eastwood

Velho dono de uma academia, Frankie não quer treinar a iniciante boxeadora Maggie. Quando acaba cedendo contrariado, pouco a pouco ela ocupa o lugar da filha de quem Frankie está afastado há tanto tempo.

Vida E Bela - 08

Roberto Benigni e Giorgio Cantarini em “A Vida É Bela”

6 – GUIDO, em A Vida É Bela (1997), de Roberto Benigni

Em um campo de concentração nazista, Guido faz de tudo para que seu filho pequeno não perceba o ambiente de atrocidades que os rodeia. Vai criando fantasias e jogos e se mantém firme. Até o fim.

FINDING NEMO, Nemo, Marlin, 2003, (c) Walt Disney/courtesy Everett Collection

“Procurando Nemo”

5 – MARLIN, voz de Albert Brooks em Procurando Nemo (2003), de Andrew Stanton

Traumatizado com uma tragédia pessoal, Marlin supera todos os seus medos para cruzar o oceano em busca do filho sequestrado. Enfrenta tubarões, pega carona em tartarugas-marinhas, escapa de ser engolido por uma baleia. E supera seu maior medo: deixar o filho enfrentar o mundo.

Sol E para Todos - 22

Mary Badham e Gregory Peck em “O Sol É para Todos”

4 – ATTICUS FINCH, em O Sol É para Todos (1962), de Richard Mulligan

É pelo olhos de seus filhos que assistimos ao advogado viúvo Atticus Finch defender um negro da acusação de estupro em uma cidade racista. Scout, que narra o filme como uma memória de adulta, e Jem vivem dias de amadurecimento sob a orientação do personagem eleito pelo AFI o maior herói do cinema americano.

Poderoso Chefao - 27

Al Pacino e Marlon Brando, em “O Poderoso Chefão”

 

3 – VITO CORLEONE, em O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola

“Um homem que não passa tempo com sua família pode nunca ser um homem de verdade”. “Eu trabalhei a minha vida inteira, eu não me desculpo por isso, para cuidar da minha família. E eu me recusei a dançar para todos aqueles figurões. Essa é a minha vida, eu não me desculpo por isso”. São palavras de Don Vito Corleone, um gangster, mas um pai capaz de desejar uma vida fora do crime para seu filho Michael ou de comover ao chorar perante o corpo do filho Sonny.

Ladroes de Bicicleta-05

Lamberto Maggiorani e Enzo Staiola em “Ladrões de Bicicleta”

2 – ANTONIO RICCI, em Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio de Sica

Uma das obras máximas do neo-realismo italiano é uma história de pai e filho. Antonio precisa da bicicleta para trabalhar, mas ela é roubada. Ele percorre Roma com o filho Bruno na tentativa de encontrá-la. Eles se apoiam e se estranham, mas ninguém é imune ao momento em que ele desaba na frente do garoto e a relação dos dois é redefinida.

Antes do primeiro colocado, algumas menções honrosas: Clayton Poole, Jerry Lewis em Bancando a Ama-Seca (1958); Daniel Hillard, Robin Williams em Uma Babá Quase Perfeita (1993); Henry Jones, Sean Connery em Indiana Jones e a Última Cruzada (1989); Thomas Dunson, John Wayne em Rio Vermelho (1948); Mustafa, voz de James Earl Jones em O Rei Leão (1994); Ed Bloom, Ewan McGregor e Albert Finney em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003); Adam Trask, Raymond Massey em Vidas Amargas (1955); Shukichi Hirayama, Chisu Ryu em Era uma Vez em Tóquio (1953), de Yasujiro Ozu

Garoto-03

Jackie Coogan e Charles Chaplin, em “O Garoto”

1 – CARLITOS, em O Garoto (1921), de Charles Chaplin

Um garoto quebra uma vidraça. Logo depois, “por coincidência”, surge na rua um vidraceiro pronto para fazer o conserto e, claro, receber por ele. O vidraceiro é Carlitos. Logo se vê que o garoto, claro, está com ele. Tão desprotegido quanto o próprio vagabundo, que o encontrou ainda bebê, abandonado numa lixeira, e o criou (a seu modo). Chaplin amava tanto à comédia quanto o melodrama e que cena quando o serviço social vem arrancar o filho de seus braços, em imagens inundadas de lágrimas e amor.

Saiu o trailer de Luke Cage, próxima série da Netflix no universo Marvel – depois das duas de Demolidor e de Jessica Jones (nesta, o personagem já apareceu). Gostei do clima de “herói do bairro” (no caso, o Harlem) e o personagem apareceu muito bem em Jessica Jones, tem bom potencial. Estreia: 30 de setembro.

Woody Allen visita a Hollywood dos anos 1930 em seu novo filme, Café Society. A ambientação é um prato cheio para inspirar o diretor. A trama é centrada em Jesse Eisenberg, novaiorquino que sonha em vencer no mundo do cinema, mas encontra em los Angeles um mundo diferente do que esperava (e também se apaixona). No elenco também estão Kristen Stewart, Steve Carrell, Blake Lively e Parker Posey. Estreia no Brasil: 25 de agosto.

Clint Eastwood e Tom Hanks. Pela primeira vez juntos, o primeiro dirige e o segundo atua em Sully, baseado na história real de Chesley Sullenberger, comandante de voo que salvou 150 passageiros ao pousar o avião que pilotava nas águas do Rio Hudson, em Nova York, em 2009. O filme, que ainda tem no elenco Laura Linney e Aaron Eckhart, estreia nos EUA em 9 de setembro e ainda não tem previsão no Brasil.

(Atualização em 1º de julho: a Warner do Brasil divulgou a data de lançamento aqui: 1º de dezembro. E o título no Brasil: Sully, o Herói do Rio Hudson)

 

A música é um universo muito vasto. Por isso, claro que vale uma parte II do top 10 com nossos covers preferidos. Veja o primeiro aqui. E confira o segundo:

10. “CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU”, Boys Town Gang (1982).
Autor: Bob Crewe, Bob Gaudio. Gravação original: Frankie Valli (1967).

Um dos grandes clássicos românticos de todos os tempos, “Can’t take my eyes off you” teve cerca de 200 regravações. Uma especialmente bacana é a versão disco do grupo americano Boys Town Gang.

9. “SUGAR, SUGAR”, Mary Lou Lord and Semisonics (1995).
Autores: Jeff Barry e Andy Kim. Gravação original: The Archies (1969).

Canção-tema do seriado animado The Archie Show, da Filmation, que adaptava um gibi famoso nos EUA, é um sucesso da banda ficcional do desenho. Em 1995, foi um dos covers do disco Saturday Morning Cartoons’ Greatest Hits, com Mary Lou Lord e a banda alternativa Semisonic. Mas há diversas outras versões, como as de Wilson Pickett (1970), Bob Marley & The Wailers (1970) e Gladys Knight & The Pipes (1975).

8. “GLORIA”, Laura Branigan (1982).
Autores: Umberto Tozzi e Giancarlo Bigazzi. Gravação original: Umberto Tozzi (1979).

Sucesso internacional na versão original em italiano, “Gloria” ganhou letra em inglês de Jonathan King, que a regravou ainda em 1979. Mas teve outra versão em inglês que se tornou outro grande sucesso na voz de Laura Branigan, com letra dela e de Trevor Veitch.

7. “WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS”, Joe Cocker (1969).
Autores: John Lennon e Paul McCartney. Gravação original: The Beatles (1967).

A faixa que Ringo Starr canta em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi totalmente reinventada por Cocker, certamente a mais memorável entre mais de 50 versões da canção, graças a uma performance antológica no Festival de Woodstock e a reaparição como música de abertura da série Anos Incríveis.

6. “DIAMONDS ARE A GIRL’S BEST FRIEND”, Marilyn Monroe (1953).
Autores: Jule Stine e Leo Robin. Performance original: Carol Channing, 1949).

Vencedora de três prêmios Tony, Channing interpretou a canção no palco, na primeira versão do musical. A versão de cinema, no entanto, ajudou a consolidar Marilyn como uma superestrela. Em 2001, a música foi combinada com “Material girl”, da Madonna, para Nicole Kidman cantar. É legal, mas claro que não se compara.

5. “JUST CAN’T GET ENOUGH”, Nouvelle Vague (2004).
Autor: Vince Clarke. Gravação original: Depeche Mode (1981).

Ainda bem na aurora da música eletrônica de mercado, o Depeche Mode emplacou este ótimo hit. Que ganhou uma ótima e inusitada releitura do grupo francês Nouvelle Vague, em um estilo bossanoveado.

4. “DON’T LEAVE ME THIS WAY”, The Communards e Sarah Jane Morris (1986).
Autor: Kenneth Gamble, Leon Huff, Cary Gilbert. Gravação original: Harold Melvin & The Blue Notes (1975).

Já um sucesso com o grupo de soul, virou um grande sucesso da era da discoteca com Thelma Houston, na Motown, dois anos depois. A banda inglesa Communards, chegada numa releitura dos anos 1970, regravou a música em 1986, numa enérgica versão em que Jimmy Sommerville divide os vocais com a cantora de jazz Sarah Jane Morris.

3. “BIZARRE LOVE TRIANGLE”, Frente! (1994).
Autor: Gillian Gilbert, Peter Hook, Stephen Morris, Bernard Sumner. Gravação original: New Order (1986).

Outra mudança total de tom. Curiosamente a música não foi um hit de saída, melhorando um pouco quando ganhou um remix em 1994, mas seu status cresceu muito desde então (entrou na lista das 500 maiores canções da Rolling Stone, por exemplo). A versão acústica e melancólica da australiana Frente!, no mesmo ano do remix, também se tornou um clássico por si só. Na Billboard americana, chegou mais alto que a original.

 

 

2. “NOTHING COMPARES 2 U”, Sinéad O’Connor (1990).
Autor: Prince. Gravação original: The Family (1985).

The Family foi uma banda funk de um selo de Prince. Ele compôs a música para seus protegidos, mas ela se tornou um sucesso mesmo é com esta inesquecível versão balada da irlandesa Sinéad O’Connor.

1. “RESPECT”, Aretha Franklin (1967).
Autor: Otis Redding. Gravação original: Otis Redding (1965).

A versão de Aretha transforma a canção de Otis em uma declaração de força feminina. E ainda adiciona a soletração “R – E – S – P -E – C – T” à letra. É uma das gravações mais icônicas da música popular.

 

Uma das minhas preferidas do Eurythmics (é de 1986, do álbum Revenge), tem um clipe que trafega naquela interseção entre kitsch e fascinante que os vídeos da dupla formada por Annie Lennox e Dave Stewart costumavam ter. É legal ter o resto da banda no clipe, o fundão azul vistoso contrastando com a banda de preto, e ainda mistura Hells’ Angels e um lance religioso esquisito. Annie Lennox, sempre, é um show à parte (com Joniece Jamison, grande presença no backing vocal). Música de Annie Lennox e Dave Stewart, clipe dirigido por Chris Ashbrook e Dave Stewart.

Ainda há algo para saber sobre os Beatles? Bem, está para sair este novo documentário sobre o quarteto de Liverpool: The Beatles – Eight Days a Week: the Touring Years (“apresentando imagens raras e nunca vistas”, diz o trailer). Ele vai se concentrar no período da beatlemania, com o grupo excursionando pelo mundo e levando fãs à histeria, a ponto de não conseguir se ouvir nos shows. Não sei se trará alguma grande novidade, mas e daí? É claro que assistiremos! Para certa surpresa minha, a direção é do Ron Howard, de quem gosto (são dele Splash, CocoonApollo 13Uma Mente BrilhanteO Código Da VinciFrost/ Nixon, Rush…), mas desconhecia o lado documentarista (ele tem um longa no gênero: Made in America, de 2013). A data de estreia na Inglaterra é 15 de setembro, ainda não há data prevista no Brasil.

Saiu um novo trailer de O Lar das Crianças Peculiares, próximo filme de Tim Burton (ou “os X-Men de Tim Burton, dizem). É baseado no livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs, que saiu no Brasil pela Leya. Eva Green é a Srta. Peregrine, que comanda uma casa que acolhe crianças com estranhos dons. Estreia no Brasil: 29 de setembro.

Lista elaborada a partir dos filmes exibidos comercialmente nos cinemas de JP em 2015.

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Léa Seydoux em “007 contra Spectre”

1 – LÉA SEYDOUX, por 007 contra Spectre

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 7ª em 2010, por A Bela Junie; 19ª em 2013, por Adeus, Minha Rainha; 4ª em 2014, por Azul É a Cor Mais Quente.

Bondgirls parecem coisa fora de moda (dizem que agora tem que chamar de “bondwoman”) e já fazia uns dez anos que não aparecia uma marcante de verdade (a última havia sido Eva Green, em 007 – Cassino Royale, 8ª musa nas duas listas de 2006). Mas a francesa Léa Seydoux apareceu em 007 contra Spectre, para ser uma das melhores bondgirls (ou women) da série. E a conjuntura a tornou a primeira a liderar uma das nossas listas de musas. O pódio completa-se com duas estreantes: Daisy Ridley, ícone instantâneo com o novo Star Wars, e Alicia Vikander, mais uma sueca abraçada por Hollywood. Em seguida, Julianne Moore reaparece depois de cinco anos e Monica Bellucci depois de nove! Scarlett Johansson esta lá embaixo, mas é sua oitava inclusão nas 11 listas “cinema em JP”. E Jennifer Lawrence agora é a recordista isolada de aparições em listas consecutivas: cinco. Primeira aparição: Daisy Ridley, Alicia Vikander, Evangeline Lilly, Rebecca Ferguson, Emmanuelle Seigner, Naomie Harris, Dakota Johson, Lily James, Stephanie Sigman. Brasileiras na lista: Alinne Moraes.

Star Wars - O Despertar da Força-11

Daisy Ridley em “Star Wars – O Despertar da Força”

2 – DAISY RIDLEY, por Star Wars – O Despertar da Força

Agente da U.N.C.L.E-05

Alicia Vikander em “O Agente da U.N.C.L.E.”

Pegando Fogo-03

Alicia Vikander em “Pegando Fogo”

3 – ALICIA VIKANDER, por O Agente da U.N.C.L.E. e por Pegando Fogo

Mapas para as Estrelas-02

Julianne Moore em “Mapas para as Estrelas”

Para Sempre Alice-06

Julianne Moore em “Para Sempre Alice”

4 – JULIANNE MOORE, por Mapas para as Estrelas e por Para Sempre Alice

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 3ª em 2010, por O Preço da Traição e por Direito de Amar; 4ª em 2011, por Minhas Mães e Meu Pai e por Amor à Toda Prova.

007 contra Spectre-17

Monica Bellucci em “007 contra Spectre”

5 – MONICA BELLUCCI, por 007 contra Spectre

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 18ª em 2005, por Irmãos Grimm; 16ª em 2007, por Mandando Bala.

Homem-Formiga-09

Evangeline Lilly em “Homem-Formiga”

6 – EVANGELINE LILLY, por Homem-Formiga

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Jennifer Lawrence em “Jogos Vorazes – A Esperamça: o Final”

7 – JENNIFER LAWRENCE, por Jogos Vorazes – A Esperança: o Final

Anteriormente em Musas/ cinema em JP11ª em 2011, por X-Men – Primeira Classe; 13ª em 2012, por Jogos Vorazes e por Inverno da Alma; 1ª em 2013, por O Lado Bom da Vida e por Jogos Vorazes – Em Chamas; 5ª em 2014, por Trapaça, por X-Men – Dias de um Futuro Esquecido e por Jogos Vorazes – A Esperança: Parte 1.

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Margot Robbie em “Golpe Duplo”

8 – MARGOT ROBBIE, por Golpe Duplo

Anteriormente em Musas/ cinema em JP6ª em 2014, por O Lobo de Wall Street.

Mad Max - Estrada da Fúria-19

Charlize Theron em “Mad Max – Estrada da Fúria”

9 – CHARLIZE THERON, por Mad Max – Estrada da Fúria

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 12ª em 2010, por A Estrada; 17ª em 2012, por Jovens Adultos, por Branca de Neve e o Caçador e por Prometheus.

Mistress America-06

Greta Gerwig em “Mistress America”

10 – GRETA GERWIG, por Mistress America

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 11ª em 2013, por Frances Ha.

Missao Impossivel - Nacao Secreta-09

Rebecca Ferguson em “Missão Impossível – Nação Secreta”

11 – REBECCA FERGUSON, por Missão Impossível – Nação Secreta

Pele de Venus-02

Emmanuelle Seigner em “A Pele de Vênus”

12 – EMMANUELLE SEIGNER, por A Pele de Vênus

Grandes Olhos

Amy Adams em “Grandes Olhos”

13 – AMY ADAMS, por Grandes Olhos

Anteriormente em Musas/ cinema em JP: 10ª em 2009, por Uma Noite no Museu 2 e por Dúvida; 17ª em 2011, por O Vencedor e por Os Muppets; 5ª em 2013, por O Homem de Aço e por O Mestre; 2ª em 2014, por Trapaça.

007 contra Spectre-24

Naomie Harris em “007 contra Spectre”

14 – NAOMIE HARRIS, por 007 contra Spectre

Vingadores - Era de Ultron-06

Scarlett Johansson em “Vingadores – Era de Ultron”

15 – SCARLETT JOHANSSON, por Vingadores – Era de Ultron

Anteriormente em Musas/ cinema em JP1ª em 2006, por Ponto Final – Match Point, por O Grande Truque e por Dália Negra; 2ª em 2007, por Scoop – O Grande Furo; 7ª em 2008, por Vicky Cristina Barcelona; 8ª em 2010, por Homem de Ferro 2; 1ª em 2012, por Os Vingadores – The Avengers; 12ª em 2013, por Hitchcock e por Como Não Perder Essa Mulher; 7ª em 2014, por Capitão América 2 – O Soldado Invernal e por Lucy.

Vendedor de Passados-09

Alinne Moraes em “O Vendedor de Passados”

16 – ALINNE MORAES, por O Vendedor de Passados

Anteriormente em Musas/ Cinema em JP: 10ª em 2011, por O Homem do Futuro; 6ª em 2012, por Heleno; 8ª em 2014, por Tim Maia.

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Keira Knightley em “O Jogo da Imitação”

17 – KEIRA KNIGHTLEY, por O Jogo da Imitação

Anteriormente em Musas/ Cinema em JP: 10ª em 2006, por Orgulho & Preconceito.

18 - Dakota Johnson

Dakota Johnson em “Cinquenta Tons de Cinza”

18 – DAKOTA JOHNSON, por Cinquenta Tons de Cinza

19 - Lily James

Lily James em “Cinderela”

19 – LILY JAMES, por Cinderela

20 - Stephanie Sigman

Stephanie Sigman em “007 contra Spectre”

20 – STEPHANIE SIGMAN, por 007 contra Spectre

06.09 - Estreias

Há três estreias esta semana, dos quais Invocação do Mal 2 parece ser o de maior prestígio. O primeiro Truque de Mestre, sinceramente, acho bem fraco para me empolgar com esse segundo. E Katherine Heigl não inspira a menor confiança. A maior atração da semana, sem dúvida, é o Festival Varilux de Cinema Francês, com 15 filmes ainda inéditos do circuito brasileiro, mais o clássico Um Homem, uma Mulher.

JOÃO PESSOA

Entram quinta em JP:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– TRUQUE DE MESTRE – O 2º ATO (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub])
– CASAMENTO DE VERDADE (Cinespaço MAG 1 [2D leg])

Pré-estreia em JP:
– COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ (Cinépolis Manaíra [2D leg]; Cinespaço MAG [2D leg], Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub]), apenas quinta a domingo
– AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS (Cinépolis Manaíra [3D leg, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D dub], Cinesercla Tambiá [3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub]), diariamente

Especial:
– FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS (Cinespaço MAG [2D leg]), diariamente

Até quarta em JP:
– CAPITÃO AMÉRICA – GUERRA CIVIL (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub])
– ANGRY BIRDS – O FILME (Cinépolis Manaíra [2D dub, 3D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [2D dub}

Continuam em JP:
– JOGO DO DINHEIRO (Cinespaço MAG [2D leg]
– X-MEN – APOCALIPSE (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira (2D dub]).
– DE AMOR E TREVAS (Cine Bangüê [2D leg]), apenas sábado e domingo
– SUÍTE FRANCESA (Cinépolis Manaíra [2D leg])
– CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (Cine Bangüê [2D leg]), apenas sábado
– MAIS FORTE QUE BOMBAS (Cine Bangüê [2D leg]), apenas quinta
– WARCRAFT – O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS (Cinépolis Manaíra [2D leg, 3D leg, 2D dub, 3D dub]; Cinespaço MAG [2D leg, 2D dub]; Cinesercla Tambiá [2D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub]
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO (Cinépolis Manaíra [2D leg, 2D dub]; Cinespaço MAG [2D leg], Cinesercla Tambiá [2D dub, 3D dub]; Cinépolis Mangabeira [3D dub])
– O CIÚME (Cine Bangüê [2D leg]), apenas domingo
– EXILADOS DO VULCÃO (Cine Bangüê [2D leg]), apenas quinta
– UMA LOUCURA DE MULHER (Cinépolis Manaíra [2D em port]; Cinesercla Tambiá [2D em port])
– PEPPA PIG – AS BOTAS DE OURO E OUTRAS HISTÓRIAS (Cinépolis Manaíra [2D dub]), apenas sábado e domingo

 

CAMPINA GRANDE (Cinesercla Partage)

Entram quinta em CG:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 [2D dub]
– TRUQUE DE MESTRE – O 2º ATO [2D dub]

Pré-estreia em CG:
– COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ [2D dub], apenas quinta a domingo
– AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS [3D dub], diariamente

Só até quarta em CG:
– CAPITÃO AMÉRICA – GUERRA CIVIL (Cinesercla Partage [2D dub])
– ANGRY BIRDS – O FILME (Cinesercla Partage [2D dub]

Continuam em CG:
– X-MEN – APOCALIPSE [2D dub]
– WARCRAFT – O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS [2D dub].
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO [3D leg, 3D dub)
– UMA LOUCURA DE MULHER [2D em port]

 

PATOS (Cine Guedes)

Entra quinta em Patos:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 [2D dub]

Pré-estreia em Patos:
– AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS [3D dub], diariamente

Só até quarta em Patos:
– ANGRY BIRDS – O FILME (Cine Guedes [2D dub])

Continuam em Patos:
– X-MEN – APOCALIPSE (Cine Guedes [3D dub])
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO (Cine Guedes [3D dub])

 

REMÍGIO (Cine RT)

Entra quinta em Remígio:
– INVOCAÇÃO DO MAL 2 [2D dub]
– ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO [2D dub])

Só até quarta em Remígio:
– X-MEN – APOCALIPSE (Cine RT [2D dub])

Continuam em Remígio:
– WARCRAFT – O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS [2D dub]

 

O QUE ESTREIA NO BRASIL, MAS NÃO AQUI?

A Despedida, filme brasileiro com Nelson Xavier e Juliana Paes; o francês A Odisseia de Alice; Os Sonhos de um Sonhador – A História de Frank Aguiar, de título autoexplicativo; Vampiro 40 Graus, com Fausto Fawcett (!)

Marilyn Monroe-02

Marilyn Monroe estaria completando hoje 90 anos. Sempre apontada como o maior sex symbol do cinema, ela também tinha um talento natural para a comédia (foi premiada no Globo de Ouro por Quanto Mais Quente Melhor, 1959) e foi se tornando também uma boa atriz dramática (como mostrou em filmes como Nunca Fui Santa, 1956, e Os Desajustados, 1961). Era insegura, autodestrutiva, esquecia as falas, enlouquecia os diretores com quem trabalhava. Billy Wilder dizia que filmar com ela era um inferno, mas tudo compensava quando se via o resultado na tela. Sua morte trágica aos 36 anos a transformou em um mito eterno.

 

“You like potato, I like ‘potahto’/ You like tomato and I like ‘tomahto’”

George Gershwin notou que Fred Astaire e Ginger Rogers pronunciavam as palavras de maneira diferente. E criou para eles esta obra-prima chamada “Let’s call the whole thing off” para o sétimo dos 10 filmes de Fred e Ginger juntos. E a dupla dança sobre patins!

Vamos Dançar? Shall We Dance. Estados Unidos, 1937. Direção: Mark Sandrich. Elenco: Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton.

Cena anterior: Onde Começa o Inferno

O designer gráfico americano Saul Bass teve papel de destaque na revolução dos créditos de abertura nos anos 1950. Ainda hoje as sequências que criou para grandes cineastas estão entre as melhores já vistas, indo de animações bem humoradas a mergulhos abstratos e psicológicos no clima e tema do filme que viria a seguir.

É neste segundo caso que entra Um Corpo que Cai (1958), o primeiro (aqui, junto com o animador John Whitney) dos memoráveis créditos que fez para Hitchcock. Bass usa os motivos espirais para antecipar a vertigem emocional e psicológica do filme.

Anterior: A Pantera Cor-de-Rosa (1963)

Uma maravilhosa arte em extinção, os créditos de abertura dos filmes ganharam muito em charme nos anos 1950 e 1960. Deixaram de ser unicamente cartelas com o nome do elenco e da equipe e se tornaram uma peça artística em particular dentro do filme.

Hoje em dia, nessa era apressada, os filmes empurram os créditos para o fim e às vezes o filme não tem nem título no começo, quanto mais créditos.

Enfim, começo por um dos mais emblemáticos: A Pantera Cor-de-Rosa (1963), de Blake Edwards. Muita gente conhece a pantera da série animada, sem se dar conta de que ela não surgiu ali, mas na abertura do filme homônimo (que era uma comédia de Blake Edwards sobre o roubo de um diamante chamado “pantera cor-de-rosa”).

A animação é da De Patie-Freleng, onde o “Freleng” diz respeito a Friz Freleng, célebre animador do Pernalonga em tempos anteriores na Warner Bros. Com a música-tema de Henry Mancini, o sucesso foi tão grande que a Pantera começou a estrelar curtas de animação no ano seguinte e voltou nas aberturas de outros oito filmes da série.

Sorteio

Bem, amigos do Boulevard do Crepúsculo, como dizia o regulamento o sorteiro dos DVDs seguiria a extração de ontem da Loteria Federal. A extração foi feita, e as dezenas já são conhecidas. O resultado da Loteria foi (em negrito, as dezenas que valem pra gente):

1º prêmio – 68.037
2º prêmio – 09.621
3º prêmio – 15.455
4º prêmio – 78.612
5º prêmio – 67.910

Sendo assim, parabéns ao Alex Lacerda e ao Bruno R. Leite, donos das dezenas 03 e 09. O Alex pode escolher dois DVDS da lista que está aqui e o Bruno escolhe mais um (depois que o Alex escolher os dele).

Mas tenho uma surpresa: num plot twist deux ex-machina surpreendente de última hora shyamalânico, todos os que tiveram dezenas sorteadas também vão ganhar um DVD. Assim, depois do Bruno, poderão escolher um DVD da lista, pela ordem: Mauricio Muniz (21), Francisco Alves (15), Fábio Cardoso (12) e Bruno Vinelli (10).

Parabéns a todos e nada impede que você combinem entre si quem leva o quê.

A saber, todos os concorrentes e suas dezenas:

01 – Adriana Scarpin
02 – Alex de Souza
03 – Alex Lacerda
04 – Alysson Oliveira
05 – Amanda Galdino
06 – André Cananéa
07 – André Luiz Maia
08 – André Ricardo Aguiar
09 – Bruno R Leite
10 – Bruno Vinelli
11 – Charlles Lucena
12 – Fábio Cardoso
13 – Fabio Lima
14 – Fernando Van Woensel
15 – Francisco Alves
16 – Hacéldama Borba
17 – Heydrich Virgulino
18 – Joao Manoel
19 – Juliana Micasi
20 – Manuela Mariz-Nóbrega
21 – Maurício Muniz
22 – Paulo Gustavo Amado
23 – Roberto Menezes da Silva
24 – Rodrigo Laurentino
25- Thanny Costa
26 – Valeschka Martins Guerra

Chega ao fim nossa 10ª eleição dos Melhores do Ano. Nela, nós (eu e quem mais quis votar) os melhores filmes exibidos nos cinemas de João Pessoa em 2015. O resultado consagrou a animação Divertida Mente, da Pixar – que também ficou em primeiro na minha lista pessoal de melhores do ano.

Veja na imagem o top 10 de 2015 e confira na página da eleição um pouco sobre cada um e a relação completa dos filmes e suas médias. Sabe em que posição terminou o novo Star Wars? E o segundo Vingadores?

Top 10 2015

05.12 - Estreias

Semana com três estreias, das quais a animação Angry Birds – O Filme é a mais volumosa. O Conto dos Contos é um filme de fantasia italiano. E Memórias Secretas entra no circuito Cinema de Arte, do Cinépolis. O que estreia que não chega aqui? Demon (filme de terror que é co-produção Polônia-Israel); o nacional Mulheres no Poder, com Dira Paes; o documentário Nós, Eles e Eu, co-propdução a partir da Argentina sobre as questões judaicas e palestinas; e o francês Um Brinde à Vida. Clique nos títulos para os trailers.

Agora, as estreias da semana:

  • ANGRY BIRDS – O FILME. A animação leva ao cinema os personagens criados para um jogo de celular, que virou febre. Uma série animada já havia sido lançada na TV. Na dublagem brasileira, um time de comediantes: Marcelo Adnet, Fábio Porchat e Dani Calabresa. Em JP: Cinépolis Manaíra (3D dub); Cinespaço MAG (2D dub), Cinépolis Mangabeira (2D dub, 3D dub). Em CG: Cinesercla Partage (3D dub). Em Patos: Cine Guedes (2D dub).

  • O CONTO DOS CONTOS. Dos contos-de-fadas de Giambattista Basile (dos séculos XVI e XVII), o filme conta três histórias: um casal de monarcas que pede um filho a um mago, um rei que se apaixona por mulher misteriosa que só vê da janela, e um rei obcecado com uma mosca cada vez maior. O filme é italiano, mas com elenco internacional, que inclui Salma Hayek, Vincent Cassel, Toby Jones e Stacy Martin. Em JP: Cinespaço MAG (2D dub)

  • MEMÓRIAS SECRETAS. Christopher Plummer é o octogenário que tenta – mesmo já com problemas de memória – cumprir um desejo de um colega de asilo: encontrar o guarda nazista que matou sua família. O filme é do egípcio Atom Egoyan, de Exotica (1994) e O Doce Amanhã (1997). Em JP: Cinépolis Manaíra (2D leg).

Batman V. Superman: Dawn Of Justice

Ben Affleck e Henry Cavill: a luta do título tem motivo tolo e sua resolução virou piada

Batman vs. Superman – A Origem da Justiça, o primeiro encontro no cinema dos  dois principais super-heróis dos quadrinhos, é um filme cheio e vazio ao mesmo tempo.  É soterrado por referências a histórias clássicas dos personagens, mas faltou uma história que as ligasse bem. É repleto de ideias de tramas, mas não consegue desenvolver razoavelmente bem uma sequer.

Com Zack Snyder novamente na direção, os personagens da DC Comics voltam a sofrer com a mão pesada do diretor (como O Homem de Aço já havia sofrido em 2013). Dedicado a imprimir um visual de impacto, Snyder é muito pobre de narrativa – suas câmeras lentas em excesso e gratuitas já viraram uma marca do diretor, mas uma marca negativa.

Criatividade também não é o seu forte: ele tem fervor em copiar grandes momentos dos gibis, mas não em transformá-los em grandes momentos cinematográficos. Basicamente, fica na xerox. Aqui, há citações de Batman, o Cavaleiro das TrevasCrise nas Infinitas TerrasA Morte do Super-Homem e outras, mas parecem espalhadas a esmo.

Várias só farão sentido lá na frente, nos próximos filmes e se revelam incompreensíveis para quem não é íntimo do material original nos quadrinhos. E um pouco disso também vale para as cenas brevíssimas em que aparecem outros heróis (Flash, Ciborgue e Aquaman), algo tão gratuito que, se retirado do filme, não faria a menor falta.

E quando Snyder inventa, se sai ainda pior. O exemplo mais claro aqui é o Lex Luthor vivido por Jesse Eisenberg, uma “atualização” que o transformou em um sub-Mark Zuckerberg (que Eisenberg interpretou em A Rede Social, vocês sabem).

Atualização, aliás, em termos. Depois de leitores de HQ chatos reclamarem por anos a fio do Luthor cômico de Gene Hackman nos filmes do Super-Homem dos anos 1970/ 1980, e de sua releitura por Kevin Spacey em Superman – O Retorno, este filme traz um… Luthor engraçado? Ainda não deu para entender qual a intenção do filme com isso.

O filme não é uma perda total. Há um ou outro momento interessante, ou, como está no começo do texto, premissas boas mal desenvolvidas. O conflito central entre Batman e Superman é pífio. A explicação não convence e a luta em si menos ainda, acontecendo por um motivo tolo e podendo ser evitada por uma frase banal.

Sem falar na já famosa resolução do conflito, uma originalmente boa sacada totalmente desperdiçada por falta de um roteiro minimamente inteligente: uma palavra dita de maneira incrivelmente forçada resolve o assunto e muda o status de “ameaça à humanidade” para “amigo”. Acabou virando piada (e com justiça, é uma cena péssima). Essa pressa está presente em muitos momentos, e pode refletir o excesso de ideias (e seu mal aproveitamento). O desfecho do filme, por exemplo, usa uma carta grande como uma ejaculação precoce.

Curiosamente, a vontade de ser épico o leva a uma contradição: mesmo com a pressa, a edição não sabe como terminar o filme, com alguns incômodos “falsos finais” até a verdadeira cena final.

Em termos de representação dos personagens, o Super-Homem é um caso perdido. O que foi feito em O Homem de Aço se reflete da pior maneira aqui: um personagem apático o tempo inteiro. O Batman de Ben Affleck é decente, e chega a ter alguns momentos muito bons, mas equilibrado com outros totalmente sem brilho (sem falar que é enrolado com muita facilidade e seus motivos para rivalizar com o Super-Homem são muito frágeis). A Mulher-Maravilha é um dos bons momentos do filme – Gal Gadot convence, talvez porque apareça pouco, e dá esperanças para seu filme solo.

Batman vs. Superman insiste em querer ser “sério”, mas só consegue ser sisudo e baixo astral. É preciso lembrar que não há de errado em um filme de super-heróis querer ser sério. Nem leve. Há excelentes exemplares de um lado (Batman, o Cavaleiro das TrevasCapitão América – O Soldado Invernal) e de outro (Homem de FerroOs Vingadores – The Avengers). Mas de um lado ou de outro há que se contar uma boa história. E isso Batman vs. Superman – A Origem da Justiça não faz.

Batman vs. Superman – A Origem da Justiça. Batman v. Superman – Dawn of Justice. Estados Unidos, 2016. Direção: Zack Snyder. Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Holly HUnter, Gal Gadot, Michael Shannon, Ezra Miller, Jason Momoa.

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Eu sei, eu sei: alguns desses personagens são reais. Mas tecnicamente foram ficcionalizados para seus filmes, certo?

Boa Noite e Boa Sorte-08

10 – EDWARD R. MURROW, David Strathairn em Boa Noite e Boa Sorte (2005)

Murrow foi correspondente de rádio na II Guerra e, na TV, comandava o See it Now quando ele e sua equipe resolveram denunciar os desmandos do Comitê de Atividades Antiamericanas liderado pelo senador Joseph McCarthy, história essa contada em Boa Noite e Boa Sorte, título que reproduz seu bordão.

MBDCIKA EC019

9 – CHARLES FOSTER KANE, Orson Welles em Cidadão Kane (1941)

Kane usou sua fortuna herdada para comprar um jornal de terceira e, a partir dele, construir um império de imprensa nos EUA. Frase clássica quando mandou um fotógrafo cobrir uma guerra no Caribe e ele ligou dizendo que estava tudo calmo: “Mande as fotos que eu entro com a guerra”. Inspirado (e nem se esforça em disfarçar) em William Randolph Hearst.

Cidade de Deus-02

8 – BUSCAPÉ, Alexandre Rodrigues em Cidade de Deus (2002)

Testemunha da ascensão do tráfico de drogas na Cidade de Deus, um dia Buscapé ganha uma máquina fotográfica e registra a ação dos bandidos para o Jornal do Brasil.

Princesa e o Plebeu-07

7 – JOE BRADLEY, Gregory Peck em A Princesa e o Plebeu (1953)

Bradley trabalha para um serviço de notícias em Roma até que dá de cara com um furo: a princesa (Audrey Hepburn) que está em visita oficial, mas fugiu para viver a cidade. Sem dizer que a reconheceu, se oferece para ciceroneá-la e fazer uma reportagem exclusiva.

Montanha dos Sete Abutres

6 – CHUCK TATUM, Kirk Douglas em A Montanha dos Sete Abutres (1953)

Preso ao jornaleco de uma cidadezinha, Tatum descobre que um homem está preso em uma mina. Ele logo começa a manipular o xerife, a esposa do cara e a cidade inteira, fazendo a situação virar um circo e controlando a situação para sua matéria o levar de volta ao topo. “Eu posso cuidar de grandes notícias ou pequenas notícias. E se não houver notícias, eu saio e mordo um cachorro”, diz ao seu editor.

Quase Famosos-04

5 – WILLIAM MILLER, Patrick Fugit em Quase Famosos (2000)

Miller é um adolescente que escreve para uma revista quando recebe uma ligação da Rolling Stone pedindo uma pauta. Ele sugere a banda em ascensão Stillwater e de repente se vê acompanhando a turnê do conjunto e mergulhado no mundo do rock dos anos 1970. O diretor-roteirista Cameron Crowe semibiografa a própria história.

Hildy Johnson

4 – HILDY JOHNSON, Rosalind Russell em Jejum de Amor (1940) e Jack Lemmon em A Primeira Página (1974)

A peça já tinha rendido um filme em 1931, mas estas são as duas versões clássicas: Hildy é o repórter que abandona o emprego para se casar e levar uma vida pacata, mas é convencido pelo editor a cobrir a execução de um assassino de policiais. O editor usa cada truque para não perder seu repórter, que não resiste ao vício da adrenalina da cobertura. Em Jejum de Amor, o detalhe é que o repórter é uma mulher. E aí o editor quer tanto manter a repórter quanto evitar que sua ex-mulher se case de novo.

Todos os Homens do Presidente-07

3 – BOB WOODWARD E CARL BERNSTEIN, Robert Redford e Dustin Hoffman em Todos os Homens do Presidente (1976)

Uma das histórias mais famosas do jornalismo: Woodward e Bernstein, do Washington Post, fazem o trabalho de formiguinha de investigar uma invasão à sede do Partido Democrata e descortinam o escândalo que ficou conhecido como Watergate e provocou a renúncia do presidente Richard Nixon.

Homem que Matou o Facinora-64

2 – DUTTON PEABODY, Edmond O’Brien em O Homem que Matou o Facínora (1962)

Peabody é o, como ele mesmo diz, “dono, editor, redator e faxineiro” do jornal de uma cidade sem lei do velho oeste. Ele testemunha a luta de um advogado idealista (James Stewart) e trazer a civilização ao lugar, mas isso implica em enfrentar o grande bandido Liberty Valance (Lee Marvin). Ao dar com uma história que vai incriminar Valance e o avisam para não publicar, ele não titubeia: “É notícia. E eu sou um jornalista”.

Lois Lane

1 – LOIS LANE, Margot Kidder em Superman – O Filme (e mais três filmes) e Teri Hatcher em Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman, entre outras atrizes

Lois Lane surgiu junto com o Super-Homem, nos quadrinhos, em 1938. Já trabalhava no Planeta Diário, mas era infeliz: fazia uma coluna de fofocas. Com o tempo, se tornou a melhor repórter dos quadrinhos, amplamente reconhecida, tão talentosa quanto abelhuda e agitada. Sua importância não deve ser subestimada: é um ícone, um símbolo do reconhecimento do talento feminino antes que o feminismo ganhasse corpo. Teve revista própria, versões para rádio, livros, desenhos animados e, claro, cinema e TV. Atualmente, é vivida por Amy Adams no cinema. A versão clássica é a de Margot Kidder, na série de filmes do Super-Homem de 1978 a 1987. Ela mostrou o domínio da personagem desde os testes: é visível como é melhor que as adversárias. Na TV, a melhor versão é a Teri Hatcher na série em que Lois vinha (com toda a justiça) antes do super-herói no título.

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