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170. ‘NOWHERE FAST’, de Ruas de Fogo (1984)
Com Diane Lane. Direção: Walter Hill. Canção de Jim Steinman.

“Uma fábula rock’n’roll”, setencia o filme logo em seu créditos de abertura. E a princesa aparece como a vocalista de uma banda de rock. A deslumbrante Diane Lane dubla, mas a voz é de Laurie Sargent, à frente da banda Fire Inc., que só existiu para gravar as canções deste filme. É uma cena de show, como tantas, mas tem um diretor aí: Walter Hill joga bem demais com os planos e as luzes.

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169. ‘HOLLYWOOD’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e Os Trapalhões. Direção: J.B Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enriquez Bacalov.

O cowboy: “The girl is mine”. Didi: “Cuma?”. Os Trapalhões foram até Hollywood para gravar as cenas deste número. Mas isso é menos importante que a desconstrução que eles fazem do glamour.

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168. ‘YOUR SONG’, de Moulin Rouge — Amor em Vermelho (2001)
Com Ewan McGregor e Placido Domingo. Direção: Baz Luhrmann. Canção de Elton John e Bernie Taupin.

Baz Luhrmann exagerando no exagero, mas com essa belíssima canção de Elton John e o talento de McGregor e Kidman, ficou uma bela cena.

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167. ‘REMEMBER ME’, de Viva — A Vida É uma Festa (2018)
Com Gael García Bernal e Libertad García Fonzi. Direção: Lee Unkrich. Canção de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez.

A canção de um pai para uma filha, em momento de arrancar lágrimas de Viva. Não precisa mais que os dois personagens e um cenário difuso e a reinvenção (e ressignificação) de uma canção que já ouvimos antes do filme.

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166. ‘KISS THE GIRL’, de A Pequena Sereia (1989)
Com Samuel E. Wright. Direção: John Musker, Ron Clements. Canção de Alan Menken e Howard Ashman.

Ariel, a sereia, trocou sua bela voz por pernas para conhecer o mundo da superfície. Como num conto clássico, um beijo pode quebrar o encanto. Mas a falta de conversa atravanca o romance e os amigos animais tentam criar o clima para o beijo acontecer.

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165. ‘PIRUETAS’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Chico Buarque e Os Trapalhões. Direção: J.B Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Enriquez Bacalov.

O amor pelos cirquinhos transpira nesse número que entra no filme como a viga principal da lona. Mesmo que o intervalo tenha cheirim de macarrão. Chico cantando com os Trapalhões é um incrível e saboroso encontro de dois mundos.

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164. ‘SINGIN’ IN THE RAIN’, de Um Amor de Pequena (1940)
Com Judy Garland. Direção: Norman Taurog. Canção de Arthur Freed e Nacio Herb Brown

Antes de Gene Kelly, “Singin’ in the rain” já era um sucesso cantado diversas vezes no cinema. E uma especial teve como uma protagonista toda faceira a “pequena com uma grande voz”: Judy Garland aos 17.

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163. ‘BOOGIE WOOGIE BUGLE BOY OF COMPANY B’, de Ordinário, Marche! (1941)
Com The Andrew Sisters. Direção: Arthur Lubin. Canção de Don Raye e Hugh Prince.

O filme da dupla cômica Abbott e Costello abriu espaço para um número de baixo orçamento, mas muito charme, com as Andrew Sisters lançando aqui esse clássico absoluto.

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162. ‘SKIP TO MY LOU’, de Agora Seremos Felizes (1944)
Com Judy Garland, Lucille Bremer, Tom Drake, Henry H. Daniels Jr. e elenco. Direção: Vincente Minnelli. Coreografia: Charles Walters. Canção de Hugh Martin e Ralph Blane.

Agora Seremos Felizes foi um marco por ser um musical que não era uma trama de bastidores: os protagonistas eram uma família comum na St. Louis de 1903. E esta cena reflete isso: uma festa caseira, com músicas tradicionais, que vira um número musical lindamente coreografado e filmado em apenas quatro planos.

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161. ‘THE LUMBERJACK SONG’, de E Agora, para Algo Completamente Diferente (1971)
Com Michael Palin e The Fred Tomlinson Singers. Direção: Ian MacNaughton. Canção de Michael Palin, Terry Jones e Fred Tomlinson.

O lenhador machão que canta seu cotidiano abraçado à sua beldade loura e acompanhado por um coro da polícia montada canadense é, originalmente, um número da série Monty Python’s Flying Circus. Mas vários quadros foram refilmados para este primeiro filme do grupo inglês. O mais engraçado são os guardas surpreendidos e se entreolhando durate a canção. Oh, Beavis, nós achávamos que você era durão!

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180. ‘YOU’RE AWFUL’, de Um Dia em Nova York  (1949)
Com Frank Sinatra e Betty Garrett. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Roger Edens, Adolph Green e Betty Comden.

Você viu no número 198 dessa lista, a taxista Betty Garrett dando em cima do marinheiro Sinatra e ele fingindo que não estava entendendo. Aqui, ela ainda banca a motorista pra ele, que só quer saber de fazer turismo. Mas finalmente, no alto do Empire State, ele se dá conta e faz uma declaração de amor cheia de humor dizendo que ela é terrível — terrivelmente boa de se olhar, e por aí vai.

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179. ‘GOOD MORNING, STARSHINE’, de Hair (1979)
Com Beverly d’Angelo, Treat Williams, Don Dacus, Dorsey Wright, Annie Golden e Cheryl Barnes. Direção: Milos Forman. Canção de Galt MacDermot, Gerome Ragni e James Rado.

O companheirismo e o vento nos cabelos. A caminho de visitar o amigo que está no quartel à espera de ser mandado para o Vietnã, o grupo de hippies canta na estrada para a luz do sol e a Terra. Milos Forman começa o número com closes em todos os personagens, deixando Beverly d’Angelo, que canta a canção, por último. E que plano final! Detalhe também para a esposa de um deles, ali a contragosto, mas que começa a cantar, simbolizando que começa a aceitar aquela filosofia de vida.

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178. ‘ON MY OWN’, de Os Miseráveis (2012)
Com Samantha Barks. Direção: Tom Hooper. Canção de Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil.

Eponine cai em si, debaixo d’água: o alvo de sua paixão ama outra. O mundo dela vai mudar para sempre, mas o dele vai continuar. Samantha Barks vem da versão do palco e explora bem o fato de que os vocais foram gravados ao vivo, na filmagem.

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177. ‘MONEY, MONEY’, de Cabaret (1972)
Com Liza Minelli e Joel Grey. Direção: Bob Fosse. Canção de John Kander e Fred Ebb.

Os números no palco, no filme, são comentários da trama. E aqui, Liza e Grey fazem um jocoso canto à grana, que faz o mundo girar.

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176. ‘HERE’S TO LOVE’, de Abaixo o Amor (2003)
Com Ewan McGregor e Renée Zellweger. Direção: Peyton Reed. Canção de Marc Shaiman e Scott Wittman.

Um filme feito como se tivesse sido produzido nos anos 1960 termina com um número musical cheio de graça, como se tivesse sido feito para a TV — se no começo é “abaixo o amor”, agora é “um brinde ao amor”. A produção do filme aproveitou bem o fato de que era estrelado pelo astro de Moulin Rouge e a estrela de Chicago.

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175. ‘CAMELOT SONG (KNIGHTS OF ROUND TABLE)’, de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1975)
Com Graham Chapman, Eric Idle, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam. Direção: Terry Gilliam e Terry Jones. Canção de Graham Chapman, John Cleese e Neil Innes.

Nos anos 1960, Camelot fez sucesso no teatro musical. O Monty Python não deixou passar, na sua versão nonsense da lenda do Rei Arthur. O número é uma farra, com seus cavaleiros “infatigáveis” e que “imitam Clark Gable”. Destaque para o solitário preso à parede, na masmorra, entrando no clima deste “silly place”.

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174. ‘TAKING A CHANCE OF LOVE’, de Uma Cabana no Céu (1943)
Com Ethel Waters, Eddie “Rochester” Anderson e Bill Bailey. Direção: Vincente Minnelli, Busby Berkeley. Canção de Vernon Duke e John La Touche.

A maravilhosa Ethel Waters foi uma grande dama do blues e do jazz, a segunda negra a ser indicada ao Oscar, a primeira a ter seu próprio show de TV e primeira a ser indicada ao Emmy. Foi vítima do racismo em Hollywood, que relegava os negros a pequenos papeis em grandes filmes ou, na melhor das hipóteses, bons papeis em filmes de elenco negro. Aqui, dirigida pelo genial Minnelli, ela mostra seu carisma ao lado do comediante Rochester Anderson. E, se você olhar bem, vai ver Bill Bailey fazendo um moonwalk, 40 anos antes de Michael Jackson.

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173. ‘FASCINATING RHYTHM’, de Se Você Fosse Sincera (1941)
Com Eleanor Powell. Direção: Norman Z. McLeod, Busby Berkeley. Canção de George Gershwin e Ira Gershwin.

Eleanor Powell pode muito bem ser a melhor dançarina de todos os tempos no cinema. Foi estrela de primeira grandeza na Metro dos anos 1930 e 1940. Neste número, a perícia dela e da equipe: ela sapateia para trás, a câmera acompanha, cortinas se abrem revelando um pianista, depois outro. Olho no relógio: São 2 minutos e 50 segundos de dança ininterrupta, coreografia complexa, até vir o primeiro corte. Veja aqui, nesse cena de bastidor, que deu um trabalhinho…

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172. ‘HISTÓRIA DE UMA GATA’, de Os Saltimbancos Trapalhões (1981)
Com Lucinha Lins e os Trapalhões. Direção: J.B. Tanko. Canção de Chico Buarque, Sergio Bardotti e Luis Bacalov.

O filme meio que sabota o número, cortando no meio para mostrar uma cena longe dali, deixando de fora uma estrofe inteira da música. Mas quem resiste ao charme de Lucinha, à anarquia dos Trapalhões, à graça da canção? É uma memória afetiva tão forte na vida de tanta gente.

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171. ‘FIT AS A FIDDLE’, de Cantando na Chuva (1952)
Com Gene Kelly e Donald O’Connor. Direção: Gene Kelly e Stanley Donen. Canção de Arthur Freed, Al Hoffman e Al Goodhart.

Originalmente de um musical dos palcos de 1932, é o primeiro número musical de Cantando na Chuva (descontando a rápida sequência pré-créditos): uma memória dos personagens de Kelly e O’Connor em um número bem-humorado de vaudeville, os dois cheios de vontade, no começo de carreira. Mas olha como a plateia no filme é exigente!

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A última impressão é a que fica? Aqui está uma lista de meus 50 finais preferidos de filmes. 

Noivo Neurotico Noiva Nervosa - 41

50. NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA. Woody Allen, 1977

ALVY: “Eu, eu pensei naquela velha piada, sabe, um, um cara vai a um psiquiatra e diz: ‘Doutor, hã, meu irmão está louco. Ele pensa que é uma galinha’. E, hã, o doutor diz: ‘Bem, por que você não o interna?’. E o cara diz: ‘Eu ia, mas eu preciso dos ovos’. Bem, acho que isso é muito como eu me sinto sobre relacionamentos. Você sabe, eles são totalmente irracionais e loucos e absurdos e… mas, hã, acho que continuamos com eles porque, hã, a maioria de nós precisa dos ovos”.

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Bebe de Rosemary - 14

49. O BEBÊ DE ROSEMARY. Roman Polanski, 1968

ROSEMARY: “Você está balançando muito rápido”.

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Doce Vida - 15

48. A DOCE VIDA. Federico Fellini, 1960

MARCELLO: “Não consigo escutar!”.

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Setimo Selo-03

47. O SÉTIMO SELO. Ingmar Bergman, 1957

JOF: “E a Morte, a mestre severa, os convida para dançar”.

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Intocaveis - 1987 - 10

46. OS INTOCÁVEIS. Brian de Palma, 1987

ELLIOT NESS: “Acho que vou tomar um drinque”.

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Chinatown - 26

45. CHINATOWN. Roman Polanski, 1974

WALSH: “Esqueça, Jake. É Chinatown”.

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Bonequinha de Luxo-15

44. BONEQUINHA DE LUXO. Blake Edwards, 1961

HOLLY: “O Gato… Onde está o Gato?…”

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Separacao - 09

43. A SEPARAÇÃO. Asghar Farhadi, 2011

JUIZ: “Você quer que eles esperem lá fora, se for difícil para você?
TERMEH: “Eles podem?”

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Vida de Brian - 12

42. A VIDA DE BRIAN. Terry Jones, 1979

SR. FRISBEE: “Olhe sempre o lado bom da vida”.

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Clube dos Cinco-29

41. CLUBE DOS CINCO. John Hughes, 1985

BRIAN: “Mas o que descobrimos é que cada um de nós é um cérebro…”
ANDREW: “…e um atleta…”
ALLISON: “…e uma inútil…”
CLAIRE: “…e uma princesa…”
BENDER: “…e um criminoso.”

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Pacto de Sangue - 02

41. PACTO DE SANGUE. Billy Wilder, 1944

KEYES: “Você não vai chegar nem ao elevador”.

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Butch Cassidy - 06

40. BUTCH CASSIDY. George Roy Hill, 1969

BUTCH: “Tenho uma grande ideia de onde deveríamos ir depois daqui”.

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Montanha dos Sete Abutres - 09

39. A MONTANHA DOS SETE ABUTRES. Billy Wilder, 1951

CHUCK: “Gostaria de ganhar mil dólares por dia, Sr. Boot? Sou um jornalista que vale mil dólares por dia. Pode ficar comigo por nada”.

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Deus e o Diabo na Terra do Sol - 12

38. DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL. Glauber Rocha, 1964

CORISCO: “Mais fortes são os poderes do povo!”.

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Bons Companheiros - 06

37. OS BONS COMPANHEIROS. Martin Scorsese, 1990

HENRY: “Sou um ninguém. Vou viver o resto da minha vida como um merda”.

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Toy Story 3 - 09

36. TOY STORY 3. Lee Unkrich, 2010

WOODY: “Até mais, parceiro”.

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Cavadoras de Ouro - 07

35. CAVADORAS DE OURO DE 1933. Mervyn LeRoy, 1933

CAROL: “Lembre-se do meu homem esquecido”.

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Homem de Ferro - 34

34. HOMEM DE FERRO. Jon Favreau, 2008

TONY STARK: “Eu sou o Homem de Ferro”.

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Dona Flor e Seus Dois Maridos - 21

33. DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS. Bruno Barreto, 1976

TRILHA SONORA: “O que será, que será, que andam suspirando pelas alcovas?”

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Sociedade dos Poetas Mortos - 03

32. SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS. Peter Weir, 1989

KEATING: “Obrigado, garotos. Obrigado”.

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Ouro e Maldicao - 02

31. OURO E MALDIÇÃO. Erich von Stroheim, 1924

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Princesa e o Plebeu - 15

29. A PRINCESA E O PLEBEU. William Wyler, 1953

ANN: “Muito feliz, Sr. Bradley”.

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Malvada - 09

28. A MALVADA. Joseph L. Mankiewicz, 1950

ADDISON: “Você deve perguntar à Srta. Harrington como conseguir um. A Srta. Harrington sabe tudo sobre isso”.

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8½

27. 8 ½. Federico Fellini, 1963

GUIDO: “Esta confusão… sou eu”.

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Inimigo Publico - 03

26. INIMIGO PÚBLICO. 1931

MIKE: “Mãe, estão trazendo Tom para casa!”.

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Incompreendidos - 05

25. OS INCOMPREENDIDOS. François Truffaut, 1959

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Thelma e Louise-08

24. THELMA & LOUISE. Ridley Scott, 1991

THELMA: “Apenas vamos em frente”.

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Tempos Modernos - 05

23. TEMPOS MODERNOS. Charles Chaplin, 1936

CARLITOS: “Sorria!”

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Suspeitos - 1995 - 02

22. OS SUSPEITOS. Bryan Singer, 1995

VERBAL: “O maior truque do diabo foi convencer o mundo de que ele não existe”.

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Cinema Paradiso - 20

21. CINEMA PARADISO. Giuseppe Tornatore, 1988

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E o Vento Levou-13

20. …E O VENTO LEVOU. Victor Fleming, 1939

RHETT: “Francamente, minha querida, estou cagando pra isso”.

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Passaros - 34

19. OS PÁSSAROS. Alfred Hitchcock, 1963

CATHY: “Posso levar os periquitos, Mitch? Eles não machucaram ninguém”.

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Ladroes de Bicicleta - 12

18. LADRÕES DE BICICLETA. Vittorio de Sica, 1948

BRUNO: “Papai! Papai!”

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Se Meu Apartamento Falasse - 06

17. SE MEU APARTAMENTO FALASSE. Billy Wilder, 1960

FRAN KUBELIK: “Cale a boca e dê as cartas”.

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Casablanca - 40

 

16. CASABLANCA. Michael Curtiz, 1942

RICK: “Louis, acho que este é o início de uma bela amizade”.

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Planeta dos Macacos - 1968 - 10

15. O PLANETA DOS MACACOS. Franklin J. Schaffner, 1968

GEORGE TAYLOR: “Seus maníacos! Vocês estragaram tudo! Malditos sejam!”.

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14. A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. Mike Nichols, 1967

TRILHA SONORA: “Olá, escuridão, velha amiga”.

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De Volta para o Futuro - 31

13. DE VOLTA PARA O FUTURO. Robert Zemeckis, 1985

DOUTOR BROWN: “Ruas? Para onde vamos não precisamos… de ruas”.

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2001 - Uma Odisseia no Espaco - 25

12. 2001 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO. Stanley Kubrick, 1968

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Bonnie e Clyde - 35

11. BONNIE AND CLYDE – UMA RAJADA DE BALAS. Arthur Penn, 1967

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Rastros de Ódio - 01

10. RASTROS DE ÓDIO. John Ford, 1956

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Cidadao Kane - 38

9. CIDADÃO KANE. Orson Welles, 1941

JERRY THOMPSON: “Talvez ‘Rosebud’ seja alguma coisa que ele não conseguiu. Ou algumas coisa que ele perdeu”.

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Psicose - 1960 - 20

8. PSICOSE. Alfred Hitchcock, 1960

NORMA BATES: “Ele vão dizer: ‘Ela não mataria uma mosca’…”.

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Quanto Mais Quente Melhor - 22

7. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR. Billy Wilder, 1959

OSGOOD: “Ninguém é perfeito”.

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Noites de Cabiria - 04

6. NOITES DE CABÍRIA. Federico Fellini, 1957

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Manhattan - 03

5. MANHATTAN. Woody Allen, 1979

TRACY: “Nem todo mundo se corrompe. Você tem que ter um pouco de fé nas pessoas”.

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Felicidade Nao Se Compra - 18

4. A FELICIDADE NÃO SE COMPRA. Frank Capra, 1946

HARRY: “Ao meu irmão George: o homem mais rico da cidade”.

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Poderoso Chefao - 08

3. O PODEROSO CHEFÃO. Francis Ford Coppola, 1972

KAY: “É verdade? É?”
MICHAEL: “Não”.

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Crepusculo dos Deuses-12

2. CREPÚSCULO DOS DEUSES. Billy Wilder, 1950

NORMA DESMOND: “Está bem, Sr. DeMille, estou pronta para o meu close-up”.

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Luzes da Cidade - 03

1. LUZES DA CIDADE. Charles Chaplin, 1931

CARLITOS: “Você consegue ver agora?”
FLORISTA: “Sim, eu consigo ver agora”.

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Bergman e Antonioni

30 de julho, há 10 anos: Morrem no mesmo dia, em 2007, os cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Ambos são considerados entre os mais importantes diretores da sétima arte, com obras extremamente pessoais. O sueco Bergman discutiu a dor humana, a existência de Deus, a opressão religiosa, a arte em filmes como O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e Sussurros (1972), Sonata de Outono (1978) e Fanny & Alexander (1982). O italiano Antonioni ficou conhecido como o cineastas da incomunicabilidade, por obras como A Aventura (1960), A Noite (1961), O Eclipse (1962), Blow Up – Depois Daquele Beijo (1966) e Profissão: Repórter (1975).

Clementina de Jesus

19 de julho, há 30 anos: Morre em 1987, aos 86 anos, a cantora fluminense Clementina de Jesus, uma das vozes mais emblemáticas do samba. Embora nascida na cidade de Valença, mudou-se com a família para o bairro de Oswaldo Cruz, onde viu o surgimento da Portela. Após se casar, mudou-se para a Mangueira. Após trabalhar por 20 anos como doméstica, foi descoberta pelo poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho participando em 1965 do histórico show Rosa de Ouro, que uniu novos talentos e veteranos do samba que estavam escanteados. Além de cinco discos solo, fez participações em outros e dividiu Gente da Antiga (1968) com Pixinguinha e João da Baiana.

Turma do Charlie Brown - 01

16 de julho, há 40 anos: Estreia, em 1977, o filme A Turma do Charlie Brown. Rebatizado anos depois na TV a cabo como Corra por Sua Vida, Charlie Brown, é o terceiro longa-metragem animado estrelado pelos personagens criados por Charlie M. Schulz para a tira Peanuts. Os primeiros são Charlie Brown e Snoopy (1968) e Volte para Casa, Snoopy (1972). A animação segue o estilo dos especiais animados de cerca de 25 minutos vinham sendo produzidos para a TV desde 1965. O filme não tem trilha musical de Vince Guaraldi, responsável pelo acento jazzístico da trilha dos especiais, porque o músico morreu meses antes de a produção começar.

Harrison Ford

13 de julho, 75 anos: Nasce, em 1942, o ator americano Harrison Ford. Um dos atores mais populares de todos os tempos, estrelando duas das franquias de maior sucesso do cinema: Star Wars (como Han Solo, aparecendo em quatro filmes) e Indiana Jones (no papel-título, também em quatro filmes). Também protagonizou outros filmes importantes, como Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982) e A Testemunha (1985).

Jackson do Pandeiro-05

10 de julho, há 35 anos: Morre, em 1982, aos 62 anos, o cantor, compositor e instrumentista paraibano Jackson do Pandeiro. Conhecido como o “rei do ritmo”, ele gravou seu primeiro grande sucesso apenas aos 35 anos, em 1953: “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti. Com Almira Carrilho fez uma dupla de sucesso e foi casado de 1956 a 1967. Navegando no forró e samba e seus gêneros aparentados, emplacou sucessos que o tornaram um dos músicos nordestinos mais influentes: “Chiclete com banana”, “O canto da ema”, “Um a um” e “Cantiga do sapo”. Jackson morreu em Brasília, dias depois de passar mal no aeroporto quando voltava de um show na cidade.

Donna Summer

9 de julho, há 40 anos: Alcança o primeiro lugar na parada da Billboard, em 1977, a canção “I feel love”, de Donna Summer. Foi a primeira canção gravada inteiramente com uma base de sintetizador a conseguir o feito. A música, de Giorgio Moroder e Pete Bellotte com letras de Donna, é do disco I Remember Yesterday, o quinto da cantora. Ela lançaria mais um em 1977, Once Upon a Time, um dos seus grandes sucessos.

007 o Espiao que Me Amava - 03

7 de julho, há 40 anos: É exibido em pré-estreia, em 1977, o filme 007, o Espião que Me Amava. É o 10º filme protagonizado pelo espião britânico James Bond, e o terceiro com Roger Moore no papel. É um dos que melhor dosou os elementos de ação e comédia que caracterizou a fase de Moore como o personagem. A bondgirl era a americana Barbara Bach e a canção-tema foi “Nobody does it better”, com Carly Simon.

 

007 O Espiao que Me Amava-abertura

Os elaborados créditos de abertura da série James Bond são uma tradição tão forte que nem a repaginada da era Daniel Craig os derrubaram (em comparação, lembremos que o tiro no olho-cano de revólver que sempre abriu os filmes foi escanteado para o final na era Craig, até Spectre devolvê-lo ao começo). É um top 10 das aberturas, não das músicas-tema. Então, a música é levada muito em conta, claro, mas também elementos como originalidade, bom humor quando for o caso, visual e narrativa. Os créditos de abertura sempre têm uma boa dose de abstração, o que deixa tudo ainda mais subjetivo.

10 – 007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA (1965)

O quarto filme da série iniciou uma tradição: as aberturas com silhuetas femininas nuas, criadas por Maurice Binder (que havia ficado de fora dos dois filmes anteriores, mas voltou aqui e exigindo o nome nos créditos). Aqui, como faria depois Somente para Seus Olhos, o tom é submarino evocando as sequências embaixo d’água que o público assistiria no filme. A música-tema é cantada por Tom Jones, com um instrumental bem bondiano.

9 – 007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO (1962)

O primeiro filme da série tem uma abertura bem no estilo dos anos 1960: predominantemente gráfica, com os créditos interagindo (no ritmo e visual) com as bolinhas piscando. Inclui também o icônico tiro inicial desenhado por Maurice Binder (a cena antes dos créditos só viria a partir do segundo filme) e o antológico tema da série composto por Monty Norman. No meio, há uma quebra meio brusca para uns temas caribenhos, já que o plot principal do filme é na Jamaica.

8 – 007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE (1969)

A abertura mais psicodélica da série, bem no espírito do final dos anos 1960. É visível também a preocupação em minimizar a mudança do ator principal (Sean Connery havia saído e era a estreia de George Lazenby, que acabou fazendo só esse mesmo) usando imagens dos vilões e bondgirls dos filmes anteriores. Também é a terceira e última abertura apenas com trilha instrumental (as outras foram a dos dois primeiros filme). E é mais uma de Maurice Binder.

7 – 007, O ESPIÃO QUE ME AMAVA (1977)

A abertura do terceiro 007 com Roger Moore, de Maurice Binder, absorve a autoparódia do filme. As silhuetas agora fazem uma espécie de ginástica olímpica (destaque para a evolução na barra formada pelo cano do revólver) e há elementos soviéticos, evocando o romance entre Bond e a espiã russa no filme. Há uma bela imagem inicial, com as mãos capturando o para-quedas de Bond. E a música é uma das melhores da série toda: “Nobody does it better”, com Carly Simon.

6 – 007 – CASSINO ROYALE (2006)

A repaginada que a série recebeu em 2006 refletiu na abertura. Não há mulheres, com a exceção de uma discretíssima aparição do rosto de Eva Green. Ao invés disso, muito tiro, muita luta e muito sangue. Um tom muito mais claro que o usual também, com essa ambientação no mundo do baralho e seus elementos. Daniel Kleinman, que desenhou os créditos, integrou, depois de 43 anos, a sequência do tiro à abertura, se aproximou da pop art e usou muito a imagem de Daniel Craig para reforçá-lo como o novo Bond. A música, ótima, é “You know my name”, com Chris Cornell.

5 – 007 CONTRA GOLDFINGER (1964)

Uma das imagens famosas do filme é a morte de Shirley Eaton com o corpo pintado de dourado. A abertura (de Robert Brownjohn) aproveita a ideia: o corpo da atriz e modelo Margaret Nolan pintado de dourado, nos quais são projetadas cenas deste e dos dois filmes anteriores da série. Na música-tema (foi a primeira vez que a abertura ganhou uma canção como tema), a inigualável Shirley Bassey. No vídeo abaixo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

4 – 007 CONTRA GOLDENEYE (1995)

Fazia seis anos que não Bond não dava as caras nas telas, quando veio a estreia de Pierce Brosnan no papel. Junto com ele, a estreia de Daniel Kleinman, diretor de clipes e vídeos de shows, como designer dos créditos de abertura (substituindo Maurice Binder, que morreu em 1991). Ele segue a herança de Maurice Binder (principalmente no que diz respeito à silhueta feminina), mas aposta firme nos efeitos por computador: os símbolos soviéticos, já que o filme tem relação com o fim da guerra fria. A música-tema tem Tina Turner cantando música de Bono & The Edge. No vídeo, a vinheta do tiro está incluída, mas, como quase sempre, há uma sequência entre ela e os créditos.

3 – 007 NA MIRA DOS ASSASSINOS (1985)

Maurice Binder de cabeça nos anos 1980. O som dançante do Duran Duran na trilha e detalhes coloridos explodindo do fundo negro: o batom, a arma, uma mulher dançando no fogo (claro). As mulheres esquiadoras são uma imagem bonita, mas o que se sobressai é a sensação divertida de não se levar a sério.

2 – 007 – O AMANHÃ NUNCA MORRE (1997)

Como no anterior, Daniel Kleinman se inspira fortemente no tema do filme: aqui, o mundo da comunicação e da computação e mulheres e armas, claro. São belas imagens, muita produção digital e a música bem bondiana cantada por Sheryl Crow. O visual também prefere imagens em negativo e sensação de raio-x.

Antes do primeiro lugar, algumas enções honrosas: Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (1967) e seus temas japoneses (de Maurice Binder); Moscou contra 007 (1963), com os créditos (de Robert Brownjohn) projetados na pele feminina; Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973), de Maurice Binder, com os temas vudu e Paul McCartney cantando.

1 – 007 – OPERAÇÃO SKYFALL (2012)

Deu tudo certo na abertura de Skyfall, a sexta com design de Daniel Kleinman. Partindo do momento final da cena pré-créditos (baleado sobre um trem, Bond desaparece sob a água), somos encaminhados no que às vezes parece uma experiência subconsciente de 007 à beira da morte (principalmente um certo conflito consigo mesmo: tiros nas sombras e nos espelhos), outras vezes a antecipação de elementos que o espectador só vai ver mais à frente (o vilão vivido por Javier Bardem, a Skyfall do título). Isso com um ponto de vista que está indo sempre para a frente (ou mais para dentro). Há mais símbolos sinistros de morte (túmulos, sangue e caveiras, que podem tanto remeter ao desenrolar da primeira sequência quanto ao que vem pela frente) mais do que as tradicionais armas e mulheres. Coroando tudo, a espetacular canção de Adele, num estilo muito bondiano.

A lendária atriz sueca teria completado 100 anos sábado. Ela começou a carreira na Suécia, depois virou estrela em Hollywood, mas não ficou sentada nisso. Sempre perseguiu os bons papéis e os desafios, o que a levou a querer filmar com Rossellini, o papa do neorealismo na Itália. Aí, veio a paixão e ela trocou o marido dentista pelo cineasta italiano, o que levou à ira da turma da moral e dos bons costumes nos EUA.

Depois que a relação acabou (tendo, dela, nascido a futura – lindíssima – atriz Isabella Rossellini), Hollywood recebeu Ingrid de volta de braços abertos. Na maturidade, voltou à Suécia para um encontro de titãs do país com Ingmar Bergman, que não é seu parente. Vencedora de três Oscars, Ingrid morreu em 1982. Aqui estão seus dez grandes momentos, pra mim.

Ingrid Bergman - Indiscreta

“Indiscreta” (1955)

10. INDISCRETA (1958), de Stanley Donen

No segundo encontro com Cary Grant, Ingrid estrela uma comédia-romãntica do co-diretor de Cantando na Chuva. Seus papéis mais famosos eram sempre dramáticos, então é ótimo vê-la mostrando talento em algo mais leve. Já Cary Grant era um especialista no ramo. No filme, Ingrid começa um relacionamento com ele, mas descobre que ele mentia, e, enfurecida, quer vingança.

Ingrid Bergman - Joana d'Arc-02

“Joana d’Arc” (1948)

9. JOANA D’ARC (1948), de Victor Fleming

Com o diretor de …E o Vento Levou (1939) e O Mágico de Oz (1939), ela se arriscou aos 33 anos a viver a adolescente francesa que chegou a liderar o exército do país contra os ingleses na Guerra dos Cem Anos, guiada, segundo ela, por Deus, e morrendo na fogueira após ser presa. Foi sua quarta indicação ao Oscar.

“Assassinato no Expresso Oriente” (1974)

8. ASSASSINATO NO EXPRESSO ORIENTE (1974), de Sidney Lumet

Num elenco cheio de estrelas, Ingrid teve papel de destaque como uma das passageiras do trem onde ocorre o crime investigado por Hercule Poirot, nesta adaptação do livro mais clássico de Agatha Christie. Tanto que ela ganhou o Oscar de atriz coadjuvante, sua terceira estatueta.

Por Quem os Sinos Dobram-06

“Por Quem os Sinos Dobram” (1943)

7. POR QUEM OS SINOS DOBRAM? (1943), de Sam Wood

Depois da heroína romântica de Casablanca, Ingrid mostrou que não ia ficar surfando em um registro apenas. Cortou os cabelos para viver a moça que teve os pais mortos por franquistas na trama de Ernest Hemingway que se passa durante a Guerra Civil Espanhola. Foi sua primeira indicação ao Oscar.

“Anastácia, a Princesa Esquecida” (1956)

6. ANASTÁCIA, A PRINCESA ESQUECIDA (1956), de Anatole Litvak

O filme marcou a volta de Ingrid aos Estados Unidos, após os anos na Itália. A recepção não poderia ser melhor: um papel que deu a ela seu segundo Oscar de melhor atriz. Ela interpreta a mulher com amnésia que é treinada para se passar pela princesa que teria escapado do massacre dos Romanov durante a revolução russa.

“Sonata de Outono” (1978)

5. SONATA DE OUTONO (1978), de Ingmar Bergman

Na maturidade, Ingrid voltou à sua Suécia natal para atuar em um drama do maior cineasta do país, e com o mesmo sobrenome (embora não fossem parentes). Ela interpreta a pianista famosa, uma mãe dura com uma relação dificílima com a filha vivida por Liv Ullman. Foi sua sétima e última indicação ao Oscar.

“À Meia-Luz” (1944)

4. À MEIA-LUZ (1944), de George Cukor

Ingrid é a moça frágil enredada em uma trama na qual o marido (antes gentil, depois cada vez mais sinistro) faz de tudo para que ela enlouqueça. Primeiro Oscar da atriz, que está estupenda como a mulher que vai gradativamente perdendo o controle sobre si mesma. A história inspirou a trama de Daniel Filho e Renata Sorrah em Rainha da Sucata, lembram?

“Stromboli” (1950)

3. STROMBOLI (1950), de Roberto Rossellini

Encantada com neo-realismo italiano, Ingrid resolveu tomar parte daquilo. Se ofereceu para filmar com o diretor e o resultado foi Stromboli, o encontro do neo-realismo com uma superestrela de Hollywood. Ela é a mulher que se casa com um pescador e vai morar nessa vila, Stromboli, sempre ameaçada por um vulcão. Ingrid faria outros cinco filmes com Rossellini.

“Interlúdio” (1946)

2. INTERLÚDIO (1946), de Alfred Hitchcock

Segundo dos três filmes que fez com Hitchcock, ela é obrigada a espionar para os americanos um grupo nazista no Rio de Janeiro. E, para isso, é levada até a casar com o chefe deles. Suspense, espionagem, romantismo em um Rio de back projection e um dos mais notáveis beijos do cinema.

Antes do primeiro lugar, algumas menções honrosas: Intermezzo – Uma História de Amor (1939); O Médico e o Monstro (1941); Quando Fala o Coração (1945); Os Sinos de Santa Maria (1945); Europa 51 (1952); Romance na Itália (1954); Flor de Cacto (1969).

“Casablanca” (1942)

1. CASABLANCA (1942), de Michael Curtiz

Ingrid é Ilsa Lundl, que aparece no Rick’s Cafe Americaine, em Casablanca, no Marrocos, e transforma a vida do dono do bar, Rick (Humphrey Bogart) num inferno. Eles viviam um romance em Paris, bem quando os nazistas invadiram, mas na hora da fuga ela deu o cano e ele nunca se recuperou. E quem vai censurá-lo? Ilsa tem sua justificativa: era casada com um líder da resistência, achava que tinha ficado viúva e, de repente, fica sabendo que o marido estava vivo. Além do compromisso de esposa, se fez valer o compromisso com a causa. Agora, estão todos em Casablanca, ela e o marido tentando chegar a salvo na América e Rick de posse dos salvo-condutos que podem viabilizar isso. Conta-se que, como o roteiro era escrito e reescrito o tempo todo, Ingrid não sabia com quem iria terminar ou por quem deveria estar apaixonada. O que ajudou a compor sua personagem dividida neste clássico imortal. Imortal como a atriz.

Para uma matéria publicada domingo no Correio da Paraíba, lembrando o Dia do Rock (que foi ontem), perguntei a alguns convidados: quais seus cinco discos de rock internacional preferidos? E os cinco preferidos do rock nacional? Não exigimos ordem de preferência e nem estabelecemos uma definição do que é o rock.

A capa, com a lista de cada um (inclusive a minha), está reproduzida aqui. Em seguida, todos os discos citados na área internacional e o número de citações de cada um (em outro post, vem a relação do rock nacional).

Não é uma eleição científica dos melhores discos (repare na pergunta), mas fica como sugestão do que ouvir nessa semana do Dia do Rock, e depois. 63 discos diferentes foram citados e apenas 14 mais de uma vez. 49 apareceram apenas uma vez. Pra ver a amplitude do gênero: os favoritos de cada convidado abrangeu muito mais do que concentrou.

07.12 - C1 - Dia do rock

DISCOS INTERNACIONAIS:

7 citações:

Rock - Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, The Beatles (1967)

6 citações:

Rock - Nevermind

Nevermind, Nirvana (1991)

4 citações:

Pink Floyd - The Dark Side of the Moon

The Dark Side of the Moon, Pink Floyd (1973)

3 citações:

Pink Floyd - The WallThe Beatles - Revolver

The Wall, Pink Floyd (1979)
Revolver, The Beatles (1966)

2 citações:

Queen - A Night at the OperaGuns 'n Roses - Appetite for  DestructionThe Doors - The DoorsRadiohead - Ok ComputerThe Rolling Stones - Exile on Main StLed Zeppelin - Physical GraffitiThe Jimi Hendrix Experience - Are You ExperiencedThe Beatles - Abbey RoadU2 - The Joshua Tree

A Night at the Opera, Queen (1975)
Appetite for Destruction, Guns n’ Roses (1987)
The Doors, The Doors (1967)
Ok Computer, Radiohead (1997)
Exile on Main St., The Rolling Stones (1972)
Physical Graffiti, Led Zeppelin (1975)
Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience (1967)
Abbey Road, The Beatles (1969)
The Joshua Tree, U2 (1987)

1 citação:

the Smiths - The Queen Is DeadREM - New Adventures en Hi-FiArctic Monkeys - At the ApolloPink Floyd - RelicsREM - MonsterRush - A Farewell to Kingsbob Dylan - Bringing It All Back HomeBlind Faith - Blind FaithBob Dylan - Highway 61 RevisitedCreedence Clearwater Revival - Willie and the Poor BoysU2 - Rattle and HumREM - Out of TimePearl Jam - VsMichael Jackson - ThrillerCake - Fashion NuggetGorillaz - GorillazRed Hot Chili Peppers - CalifornicationRush - A Show of HandsIron Maiden - Somewhere in TimeAlanis Morrisette - Jagged Little PillQueen - Rock You from Rio LiveTina Turner - Foreign AffairAmy Winehouse - Back to BlackAerosmith - Get a gripThe Clash - London CallingThe Beach Boys - Pet SoundsThe Doors - L.A. WomanBangles - A Differente LightPaul McCartbey e Wings - Band on the runCyndi Lauper - She's so unusualThe Cranberries - Bury the HatchetPearl Jam - TenRage Against the Machine - Evil EmpireDavid Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from MarsThe Velvet Underground - The Velvet Underground & NicoNew Order - SubstanceThe Jesus and Mary Chain - DarklandsThe Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite SadnessBig Star - #1 RecordThe Modern Lovers - The Modern LoversBlondie - Parallel LinesThe Dream Syndicate - The Days of Wine and RosesThe Mice - ScooterMetallica - MetallicaSystem of a Down - ToxicityThe Beatles - The BeatlesYes - RelayerCream - Wheels of FireThe Rolling Stones - Sticky Fingers

The Queen Is Dead, The Smiths (1986)
New Adventures in Hi-Fi, REM (1996)
At the Apollo, Arctic Monkeys (2009)
Relics, Pink Floyd (1971)
Monster, REM (1994)
A Farewell to Kings, Rush (1977)
Bringing It All Back Home, Bob Dylan (1965)
Blind Faith, Blind Faith (1969)
Highway 61 Revisited, Bob Dylan (1965)
Willie and the Poor Boys, Creedence Clearwater Revival (1969)
Rattle and Hum, U2 (1988)
Out of Time, REM (1991)
Vs, Pearl Jam (1993)
Thriller, Michael Jackson (1982)
Fashion Nugget, Cake (1996)
Gorillaz, Gorillaz (2001)
Californication, Red Hot Chili Peppers (1999)
A Show of Hands, Rush (1989)
Somewhere in Time, Iron Maiden (1986)
Jagged Little Pill, Alanis Morissette (1995)
Rock You from Rio – Live, Queen (2009)
Foreign Affair, Tina Turner (1989)
Back to Black, Amy Winehouse (2006)
Get a Grip, Aerosmith (1993)
London Calling, The Clash (1979)
Pet Sounds, The Beach Boys (1966)
L.A. Woman, The Doors (1971)
A Different Light, Bangles (1986)
Band on the Run, Paul McCartney & Wings (1973)
She’s So Unusual, Cyndi Lauper (1983)
Bury the Hatchet, The Cranberries (1999)
Ten, Pearl Jam (1991)
Evil Empire, Rage Against the Machine (1996)
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, David Bowie (1972)
The Velvet Underground & Nico, The Velvet Underground (1967)
Substance, New Order (1987)
Darklands, The Jesus and Mary Chain (1987)
Mellon Collie and the Infinite Sadness, The Smashing Pumpkins (1995)
#1 Record, Big Star (1972)
The Modern Lovers, The Modern Lovers (1976)
Parallel Lines, Blondie (1978)
The Days of Wine and Roses, The Dream Syndicate (1982)
Scooter, The Mice (1987)
Metallica, Metallica (1991)
Toxicity, System of a Down (2001)
The Beatles (White Album), The Beatles (1968)
Relayer, Yes (1974)
Wheels of Fire, Cream (1968)
Sticky Fingers, The Rolling Stones (1971)

Chaves

Entre as histórias que gosto sempre de contar, está esta: em um certo final de ano, estava em um carro com amigos de Larissa – então só ainda minha namorada – e falávamos sobre o que ainda havia para ser feito até o fim do ano. O amigo que estava dirigindo – que, se não me equivoco, estava conhecendo naquela ocasião – disse algo como “Eu vou deixar tudo pra fazer no bolo do final do ano”. Eu respondi:

– Tudinho no montão do fim do ano?

Disse como uma das piadas mais internas de todos os tempos. Uma frase tirada de um único episódio de Chaves, da qual ninguém teria por que lembrar. Disse para o meu divertimento pessoal e secreto. No entanto, o que ouvi de volta foi:

– É isso! Era isso o que eu queria dizer!

Isso dá a dimensão de como a criação de Roberto Gomez Bolaños, o Chespirito, está enraizada no Brasil. Repito: uma única frase de um único episódio, que eu pensei que ninguém iria reconhecer e, no entanto, era a citação que o amigo estava tentando fazer. Devia ter suspeitado desde o princípio.

Ontem mesmo eu disse “Não se misture com essa gentalha, tesouro” para alguém (e também usei para uma amiga aecista, nas eleições). Não posso ouvir alguém me dizendo “Que milagre você por aqui!” sem responder (e não interessa se a pessoa vai entender ou não) “Vim lhe trazer esse humilde presentinho”. Quando eu cometo um erro bobo, sempre digo pra mim mesmo “Que burro! Dá zero pra ele”.

Este ano ChavesChapolim comemoraram 30 anos de exibição no Brasil. O SBT até tentou tirar Chespirito do ar algumas vezes, mas sempre foi vencido pela verdade dos fatos: nada do que colocava no lugar dava mais audiência do que os episódios reprisados à exaustão, já conhecidos em detalhes pelo público trintão e quarentão e que ainda divertia os menores que iam conhecendo o programa.

Eu acompanhei esses 30 anos de perto. E vi este ano a TV a cabo, onde desenhos modernosos e novíssimos costumam escantear os clássicos, render-se a Chespirito. ChavesChapolim passam não em um, mas em DOIS canais fechados: o TBS e o Boomerang. O horário é o começo da madrugada, o que não podia ser melhor para mim e outros adultos: depois de chegar do trabalho, em casa, já relaxado, o controle remoto sempre acaba parando sem querer querendo em um desses canais.

“Chiquinha, não me ajude!”, “Já chegou o disco voador” e “O senhor não vai morrer. Vão é matar o senhor” foram alguns bordões que Astier Basílio e eu contrabandeamos para as redações em que trabalhamos juntos. Também são frases de episódios isolados.

Assim como “É você, Satanás?”, “Aqui é apenas outro gato!”, “Que bonita a sua roupa”, “Aritmética ou geometria?”… Os bordões, claro, pegaram, muitos por repetição. Mas me espanta mesmo são essas frases ditas uma vez – ou algumas vezes em um único episódio – e que são (aí, sim, em episódios que vão e voltam há 30 anos) imediatamente reconhecíveis por tanta gente.

Também me lembro que, na universidade, o professor Carmelio Reynaldo defendeu a série (então, considerada por muita gente apenas como coisa de baixa qualidade) dizendo que os diálogos faziam brincadeiras inteligentes com a linguagem. Eu acho que, entre as quedas e golpes a la Tom & Jerry, tem mesmo muito isso.

– Chaves, o correto é “O Quico e eu”.
– E como eu disse?
– “Eu e o Quico”.
– E como é?
– “Quico e eu”.
– E como eu disse?
– “Eu e o Quico”.
– E como é?
– “Quico e eu”.
– E como eu disse?

Ou:

– Estávamos lá, eu e o Quico.
– “Quico e eu”.
– Não, o senhor não estava.

Ou:

– Estávamos lá, eu e o Quico.
– O burro vai na frente.
– Pode passar.

Todo Seu Madruga mesclado com Che Guevara em uma camisa, toda menina chamada de Chiquinha quando faz maria-chiquinha no cabelo, todo refresco de tamarindo que alguém pergunta se tem sabor de groselha, todo aquele que sai no carnaval ou uma festa à fantasia vestido de Polegar Vermelho, toda vez que alguém dá uma dentro e diz “Não contavam com a minha astúcia” – tudo isso é um atestado à imortalidade do Chespirito, que assumiu esse apelido que deriva de “pequeno Shakespeare”.

Imortal quando era vivo, não vai ser a morte que vai atrapalhar. Afinal, é melhor morrer do que perder a vida.

Carly Simon - You're so vain

“You’re so vain”, Carly Simon (2010)
Álbum: No Secrets (1972) e Never Been Gone (2009). Direção: Brett Bisogno.

A canção de Carly Simon (uma das minhas preferidas de todos os tempos) foi lançada em 1972 e nunca teve um clipe oficial. Mas em 2010 o site da cantora criou um concurso para a criação do clipe, disponibilizando a imagem de Carly interpretando a música em tela verde para ser usada pelos candidatos. O vencedor mesclou a canção original de 1972 e a nova versão de 2009. Basicamente segue um homenzinho engraçado (o próprio diretor) que anda dançando e lembra uma mistura de Zach Galifianakis, o ministro dos passes engraçados do Monty Python ou o Animando do Marcos Magalhães.

Clipe anterior: “What’s your sign”, Des’Ree

Sensação de maravilhamento: Margot Kidder e Christopher Reeve em "Superman - O Filme"

Sensação de maravilhamento: Margot Kidder e Christopher Reeve em “Superman – O Filme”

“Você me pegou? E quem pega você?”, pergunta uma atônita Lois Lane ao desconhecido que a apanhou, voando, no ar, quando ela despencava do alto do prédio do Planeta Diário. É simplesmente a primeira aparição pública do Super-Homem em Superman – O Filme (1978), um prodígio de narrativa cinematográfica (dentro da cena e si e ela dentro do contexto do filme como um todo), combinação de todos os efeitos especiais disponíveis na época, o grande carisma de Christopher Reeve e Margot Kidder, a música de John Williams e o humor de frases como “Espero que isso não tire seu medo de voar. Estatisticamente é a maneira mais segura de viajar”. Uma sensação de maravilhamento que provavelmente nunca haverá igual em um filme de super-heróis.

Superman – O Filme (1978), dirigido por Richard Donner; roteiro de Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman e Robert Benton (e Tom Mankiewicz, não creditado), baseado nos personagens de Jerry Siegel e Joe Shuster.

Woody Allen e Mariel Hemingway: "Não seja tão madura"

“Não seja tão madura”: Woody Allen e Mariel Hemingway em “Manhattan”

O gênio Woody Allen se pautou em George Gershwin para compor o roteiro e a direção de Manhattan. E, como não poderia deixar de ser, o final é um gran finale: depois de uma decepção amorosa e de enumerar as coisas que fazem a vida valer à pena (cena que poderia estar aqui, aliás), Isaac chega ao rosto de Tracy, a namoradinha de 17 anos que ele dispensou pelo amor que não deu certo. Com Gershwin retumbante, ele corre para evitar que ela viaje para Londres – como ele sugeriu. E, chegando lá, ela se mostra mais uma vez mais madura do que ele. “O que são seis meses, se nos amamos?”, ela pergunta. “Não seja tão madura, ok?”, ele responde.

Manhattan (1979), dirigido por Woody Allen; roteiro de Woody Allen e Marshall Brickman.

Noite Americana

Amor à arte de fazer filmes: Jean-Pierre Léaud e Jacqueline Bisset em “A Noite Americana”

François Truffaut declara seu amor à arte de fazer filmes, sob a linda trilha de Georges Delerue e com a ajuda do belíssimo rosto de Jacqueline Bisset.

A Noite Americana (1973), dirigido por François Truffaut; roteiro de François Truffaut, Jean-Louis Richard e Suzanne Schiffman.

13 - Abba - Dancing queen

13. “Dancing queen”, Abba (1992)
Álbum: Arrival. Direção: Lasse Hallstrom.

Dez anos após  o fim do grupo, foi lançada a histórica coletânea Abba Gold. Para promove-la foi lançado um novo clipe de “Dancing queen”, que teve por base o clipe original de 1976, reforçado por imagens de diversos outros clipes do Abba. Assim, o novo vídeo tornou-se um inventário do grupo, vibrante e super bem editado.

 

Aldine Muller-02

Uma das musas máximas da pornochanchada, Aldine Muller completa 60 anos (nasceu em 1953). Gaúcha, foi para São Paulo para ser atriz e, em 1974, era figurante na TV Tupi quando foi convidada para rodar um filme. Chegando lá – na Boca do Lixo – descobriu que teria que fazer cenas de nudez e de sexo. Não negou fogo e Clube dos Infiéis (1974) foi só o primeiro de uma lista que incluiria títulos como Pesadelo Sexual de um Virgem (1975), Dezenove Mulheres e um Homem (1977), Ninfas Diabólicas (1978), Bem Dotado, o Homem de Itu (1978), A Mulher que Inventou o Amor (1979), Convite ao Prazer (1980) e Elite Devassa (1984). Foi uma das atrizes mais lindas do gênero e também uma das mais talentosas. A partir dos anos 1980, começou a fazer também televisão e seus dotes como atriz foram melhor notados, em novelas ou na Escolinha do Professor Raimundo. Foi capa da Playboy duas vezes – uma delas em um ensaio mezzo-lésbico com Zaira Bueno, em 1983 – e, sempre em forma, foi capa da Sexy, em 2000, aos 46 anos. Atualmente, ela tem sua própria companhia de teatro e se dedica aos palcos.

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