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Quarrymen - 1957

6 de julho, há 60 anos: Conhecem-se, em 1957, os cantores, compositores e multi-instrumentistas John Lennon e Paul McCartney, que seriam fundadores e líderes dos Beatles. Lennon tinha 16 anos e McCartney, 15, quando Paul viu uma apresentação da banda de John, The Quarrymen, em uma festa na St. Peter’s Church, em Liverpool (a foto do post é desse show, cerca de 15 minutos antes de John e Paul se conhecerem). Ivan Vaughan, membro da banda, apresentou os dois e McCartney tocou três músicas no violão. Duas semanas depois, entraria para a banda e depois levaria George Harrison, formando-se a base do que mais tarde viria a ser os Beatles, banda de rock mais importante da história.

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Ainda há algo para saber sobre os Beatles? Bem, está para sair este novo documentário sobre o quarteto de Liverpool: The Beatles – Eight Days a Week: the Touring Years (“apresentando imagens raras e nunca vistas”, diz o trailer). Ele vai se concentrar no período da beatlemania, com o grupo excursionando pelo mundo e levando fãs à histeria, a ponto de não conseguir se ouvir nos shows. Não sei se trará alguma grande novidade, mas e daí? É claro que assistiremos! Para certa surpresa minha, a direção é do Ron Howard, de quem gosto (são dele Splash, CocoonApollo 13Uma Mente BrilhanteO Código Da VinciFrost/ Nixon, Rush…), mas desconhecia o lado documentarista (ele tem um longa no gênero: Made in America, de 2013). A data de estreia na Inglaterra é 15 de setembro, ainda não há data prevista no Brasil.

A lista seria de covers que conseguem reinventar uma música e melhorá-la? Ou só torná-la diferente? Ou só continuar muito boa? Eu não fecho em nenhum critério. Há um pouco de tudo isso nessa lista de música que adoro. O que elas têm em comum: são minhas versões preferidas e não são as originais (embora algumas pareçam ser).

10. “MORE THAN THIS”, 10,000 Maniacs (1997).
Autor: Bryan Ferry. Gravação original: Roxy Music (1982).

O primeiro single do último álbum do Roxy Music, antes de Bryan Ferry partir para a carreira solo voltou às paradas com a ótima e delicada versão do 10.000 Maniacs, estreando uma vocalista nova: Mary Ramsey no lugar de Natalie Merchant.

9. “BETTE DAVIS EYES”, Kim Carnes (1981)
Autoras: Donna Weiss, Jackie DeShannon. Gravação original: Jackie DeShannon (1974)

A versão de Kim Carnes é hoje tão mais conhecida, que mal se sabe que ela é um cover da original de Jackie DeShannon, também ótima e mais próxima de um swing sinatriano.

8. “ALWAYS ON MY MIND”, Pet Shop Boys (1987)
Autores: Johnny Christopher, Mark James e Wayne Carson. Gravação original: Brenda Lee (1972)

A canção de amor country foi reinventada para o sinthpop do Pet Shop Boys. Esta é uma daquelas canções que tem várias versões ótimas, com destaque também para a de Elvis Presley e a de Willie Nelson.

7. “SUSPICIOUS MINDS”, Elvis Presley (1969)
Autor: Mark James. Gravação original: Mark James (1968)

A gravação do próprio compositor não fez sucesso e ela foi oferecida a Elvis. Virou um clássico. Depois, nos anos 1980, o Fine Young Cannibals também regravou.

6. “COMO NOSSOS PAIS”, Elis Regina (1976)
Autor: Belchior. Gravação original: Belchior (1976)

Belchior lançou a música em seu disco de 1976, Alucinação. No mesmo ano, Elis a incluiu no seu show Falso Brilhante e o poder de sua interpretação extraordinária elevou a canção à imortalidade.

5. “SINGIN’ IN THE RAIN”, Gene Kelly (1952)
Autores: Arthur Freed e Nacio Herb Brown. Performance original: Doris Eaton Travis (1929)

Doris Eaton Travis cantou primeiro a canção no palco, em The Hollywood Music Box Revue. Cliff Edwards (o Ukelele Ike) com as Brox Sisters foram dos primeiros a gravá-la, no filme The Hollywood Revue of 1929. Depois Judy Garland (em Um Amor de Pequena, 1940) e Doris Day a regravaram, entre muitos outros. Mas, claro, nenhuma é mais célebre que a de Gene Kelly para Cantando na Chuva, filme criado para desfilar as composições de Freed (produtor do grandes musicais da Metro, inclusive este) e Herb Brown.

4. “I’VE GOT YOU UNDER MY SKIN”, Frank Sinatra e Bono (1993)
Autor: Cole Porter. Gravação original: Virginia Bruce (1936)

Essa canção de Cole Porter foi lançada no filme Nasci para Dançar, com Eleanor Powell, e foi cantada de um jeito meio operístico por Virginia Bruce para James Stewart. Sinatra a cantou pela primeira vez no rádio em 1946. Em 1956, surgiu sua antológica versão com arranjos estilo big band de Nelson Riddle. São os arranjos usados no disco Duets, de 1993, onde Old Blue Eyes divide os vocais com Bono Vox.

3. “GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN”, Cyndi Lauper (1983)
Autor: Robert Hazard. Gravação original: Robert Hazard (1979)

É surpreendente encarar o fato de que “Girls just want to have fun” não veio ao mundo pela voz de Cyndi Lauper. Mas o primeiro a gravá-la foi o próprio compositor Robert Hazard, em 1979. Mas isso perdeu-se na história: a canção nasceu mesmo na versão de Cyndi, indicada ao Grammy de gravação do ano e performance vocal pop feminina do ano, e regravada por mais de 30 artistas depois.

2. “TWIST AND SHOUT”, The Beatles (1962)
Autores: Phil Medley e Bert Berns. Gravação original: Top Notes (1961)

Quando a canção foi gravada pela primeira vez ainda era chamada “Shake it up, baby” e era esquisitamente diferente (Medley reclamou muito da produção de Phil Spector). Os Isley Brothers colocaram a canção no mapa com sua gravação de 1962, já do jeito que a conhecemos (e produzida por Medley). E, no ano seguinte, os Beatles tomaram posse dela para sempre. Foi a última faixa do primeiro LP do grupo, registrada no fim de uma sessão de 11 canções gravadas em 10 horas. O efeito disso e do frio do estúdio é audível na voz de John Lennon que, com tudo isso, entregou uma performance definitiva.

1. “TURN, TURN, TURN (TO EVERYTHING THERE IS A SEASON)”, The Byrds (1965)
Autor: Peter Seeger. Gravação original: The Limeliters (1962)

Seeger tirou quase toda a música do Livro do Eclesiastes, da Bíblia. O grupo folk Limeliters lançaram a música, meses antes da versão do próprio Seeger. Marlene Dietrich a regravou em alemão em 1963 (como “Glau, glau, glau”)! Mas em 1965, foi o grupo The Byrds que a tornou um hit internacional com sua versão definitiva e insubstituível, melancólica e admirada pela existência humana na Terra.

***

VEJA TAMBÉM:

Meus Top 10: Covers II

36 - Paul McCartney - Coming up

35. “Coming up”, Paul McCartney (1980)
Álbum: McCartney II.

McCartney multiplicado por dez e tocando todos os instrumentos, refletindo a forma como o álbum foi feito – e Linda interpreta os dois backing vocals, também espelhando sua participação no disco. A banda chama-se “Plastic Macs”, citando a “Plastic Ono Band” de John Lennon.

the beatles she loves you1

Há 50 anos, em 1963, “She loves you” chegava ao primeiro lugar das paradas britânicas. Continua sendo o single mais vendido dos Beatles no Reino Unido e, segundo John Lennon, foi ideia de Paul McCartney mudar o habitual “I love you” para o então pouco usual “she loves you”, uma canção na terceira pessoa. os Beatles gravaram uma versão em alemão (“Sie liebt dich”) e o “yeah-yeah-yeah” do refrão batizou de certa maneira aquela aurora do rock (o primeiro filme do grupo, em 1964, A Hard Day’s Night, não por acaso chamou-se aqui Os Reis do Iê-Iê-Iê).

Linda McCartney

Linda McCartney, fotógrafa e esposa do ex-Beatle Paul McCartney, morreu há 15 anos, em 1998. A nova-iorquina já tinha alguma notoriedade como fotógrafa de astros do rock (para a Rolling Stone) quando conheceu Paul, no fim dos anos 1960. Eles se casaram em 1969 e Linda passou, também, a fazer parte da vida musical do marido – não só inspirando canções como “Maybe I’m amazed”, como fazendo fazendo parte da banda de Paul após os Beatles, os Wings, e de sua carreira solo. Ela morreu de câncer.

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